Revista Digital dos Catequistas Unidos

Queridos irmãos e irmãs, a Paz de Cristo!
É com grande alegria que apresentamos a mais nova ferramenta de comunicação para os Catequistas: A Revista Digital dos Catequistas Unidos!
Este está sendo um projeto pensado com bastante carinho, buscando aproximar ainda mais os Catequistas na internet que buscam aprofundar seus conhecimentos e também compartilhar suas experiências na vida pastoral.

 

A cada mês, será uma nova edição com conteúdo formativo e informativo, preparado por Catequistas que vivenciam o dia-a-dia da Iniciação à Vida Cristã.
Você gostou do nosso projeto? Quer fazer parte dele? Converse conosco através dos contatos abaixo e junte-se a nós!
Site: http://catequistasunidos.wixsite.com/catequistasunidos
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Um fraterno abraço!
Equipe Catequistas Unidos

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Jesus ensina a ler a Bíblia

Ouvi muitas pessoas dizerem que começaram a leitura da Bíblia e desistiram por não compreender o que estava escrito. E que o modo de Deus agir é difícil de assimilar pois se manifesta castigando, vingando…, por outro lado, falava às pessoas e hoje parece ter-se calado. Mesmo assim, em Setembro, mês da Bíblia, somos chamados pela Igreja, a nos aproximar das Escrituras. Mas como fazê-lo de uma maneira que não nos assuste e não nos desanime e tenha sentido para a nossa vida e nossa caminhada?

“As palavras que vos disse são espírito e vida” (Jo 6,63b)
Jesus mesmo nos ajuda a compreendermos as características da Palavra ao dizer que ela é espírito e vida. É próprio do espírito o seu caráter dinâmico, pois é sopro (ruah), vento, livre, maleável, de tal modo que não se pode prendê-lo, enquadrá-lo. Portanto, é uma realidade dinâmica que precisa ser captada no hoje da nossa existência e não congelado em um passado distante e incompreensível. É no presente das pessoas e comunidades que ele se transforma em vida. A Palavra deixa de ser um corpo estranho se a percebermos como ação de Deus geradora de vida: “Faça-se … e fez-se…” . Deus continua a vir até nós com sua Palavra criadora, esta palavra atravessa e ultrapassa a Bíblia. Hoje ela continua a ser dinâmica (espírito) e criadora(vida). Se é assim, então para que recorremos ao texto bíblico? “Não ardia o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, quando nos explicava as escrituras?” (Lc 24,32)

As escrituras precisam ser entendidas no caminho, na vida cotidiana. Nos ensina Carlos Mesters que na Bíblia há tudo o que faz chorar e sorrir, ou seja, a existência que se manifesta na alegria, na festa, na dança, na reza, na luta, na dor, na derrota, no recomeço… . Jesus mostra aos discípulos de Emaús, caminhando com eles, que a escritura ganha sentido quando iluminada pela vida concreta. E aquela por sua vez ajuda a encontrar o sentido mais profundo da vida. Jesus, que continua sua caminhada conosco, é o exegeta a mostrar que temos que misturar a Vida com a Bíblia e a Bíblia com a nossa Vida para podermos compreendê-la, e para que o nosso coração possa arder.

“…é semelhante a um pai de família que do seu tesouro tira coisas novas e velhas.” (Mt 13,52)
Novamente Jesus nos dá o utro indicativo interessante para lermos a Bíblia e a Vida. Deve ser lida na perspectiva do reinado de Deus que se faz concreto na vida do seu povo. Jesus aponta que aquele que está dentro da perspectiva do Reino, é como um pai de família que tira coisas novas e velhas do seu tesouro. O maior tesouro que temos é a vida. Isso me faz comparar a Bíblia e a vida com uma colcha de retalhos, também feita de panos novos e velhos. Fazer uma colcha de retalhos exige paciência para ir juntando, aos poucos, os pedaços antigos e guardando os novos sem deixá-los se perder; exige sensibilidade e criatividade para dispor as cores de maneira harmoniosa, separar o que presta e o que deve ser descartado e por último habilidade para costurar tudo em uma única nova peça. O povo de Deus na Bíblia também faz como quem monta colcha de retalhos. Junta histórias antigas, cânticos, preces, mitos, narrativas de libertação, ditados, profecias, atas, novelas…, que são importantes para entender e dar sentido à sua vida e à sua história, e agrupam tudo em uma grande colcha, a Bíblia. Quando lemos um livro da Bíblia percebemos ali várias histórias, de várias épocas, basta observar a quantidade de citações de outros livros que aparecem num só livro. Jesus também foi um mestre na arte de fazer colcha de retalhos, por exemplo ao dizer que dava um novo mandamento aos seus discípulos de amarem-se uns aos outros, citando um texto antigo do Lv 19,18.

“…quem escuta a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna…” (Jo 5,24)
Uma colcha de retalhos é nova, embora os tecidos que estão nela costurados são de diversas épocas, tamanhos e cores. Qual é, então, a costura que faz com que possamos chamar de Palavra de Deus experiências de vida tão diversas como as encontradas nos diferentes livros da Bíblia? E qual é a costura que une as diversas dimensões de nossas vidas? Mais uma vez Jesus nos mostra a saída. É a fé no Deus da vida e da história, a certeza de que Ele caminha conosco e caminhou com o povo da Bíblia que costura e que torna nova e bela as diversas realidades humanas tocadas por Deus. É a fé que une o local e o universal, o presente ao passado e ao futuro, abre espaços e rompe limites, até os da morte.

“Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste essas coisas aos sábios e doutores e as
revelaste aos pequeninos.” (Mt 11,25)

Em toda a história do povo de Deus e na vida de Jesus, os pequenos, pobres, excluídos de todos os tipos, foram aqueles que estiveram abertos para o Reino. E Deus sempre fez opção preferencial por aqueles que não tinham nenhuma perspectiva do ponto de vista econômico, político, religioso e social. São esses os primeiros a seguir Jesus. Assim, eles são critério para compreender o modo de Deus agir na Bíblia e na Vida. A leitura da Bíblia e a leitura da Vida precisa ser com e através dos pobres hoje, dos excluídos; para que tenha um mínimo de fidelidade ao projeto sonhado por Deus.

“Jesus fez ainda, diante de seus discípulos, muitos outros sinais, que não se acham escritos neste livro.” (Jo 20,30)
Jesus continua a caminhar diante de seus discípulos e continua a fazer muitos sinais. Voltamos a perceber que a Palavra de Deus atravessa mas, não se esgota na Bíblia. É preciso que agucemos nossa sensibilidade, fortaleçamos nossa fé e nosso compromisso com os excluídos para ler o grande livro da vida, iluminados pela Bíblia que Deus continua a escrever. Todos somos chamados a sermos criativos em reunir retalhos velhos e novos, e com eles continuar na tarefa de tecer a colcha do Reino de Deus e da nossa vida, onde todos possam agasalhar-se.

(Escrito por: Pe. Álvaro Macagnan)

Um momento com Nossa Senhora da Conceição Aparecida

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Mãe, hoje te chamamos de Aparecida, a Nossa Senhora que apareceu diante de nós. Calada, nos fizeste encontrar-te em meio ao murmúrio das águas. Do céu escutaste o clamor dos que de ti precisavam.
Buscavam peixes… Encontraram a Rainha. Buscavam a coragem… Encontraram a esperança. Buscavam trabalho… Encontraram a fé. E nada se perdeu, nem os peixes, nem a coragem, nem a fé… “Eis aí a tua Mãe”.Assim continuas a ser nossa Mãe, nossa protetora, nossa companheira nas pescarias da nossa vida. Tua cor lembra o amor sem fronteiras, sem preconceitos, sem medidas. Amor que leva à igualdade, que clama fraternidade, que propõe liberdade. Foste colhida e acolhida como uma peregrina que chega, uma estrangeira de águas distantes, mas escolhida e querida como Senhora da nossa casa, da nossa pátria, da nossa vida.
Acolhe agora, em teu Sagrado Coração as súplicas do teu povo brasileiro. Ave cheia de Graça espalha por este Brasil imenso a graça da tua coragem, a candura da tua fé. Enternece os corações endurecidos pela ganância, distorcidos pela mentira, embrutecidos pelo egoísmo; vê Mãe, que deles depende o alívio de tantas misérias e dores.
E porque és bendita entre todas as mulheres, te confiamos também nossos próprios filhos. Ajuda-nos a resgatar os que se perderam, a libertar os confusos, a curar os feridos e adoecidos pelas maldades do mundo. Acolhe e abraça nossas crianças que ora colocamos a teus pés. Ajuda-nos a ensinar-lhes o que de ti e de teu filho Jesus temos experimentado. A misericórdia que acolhe, a ternura que acalenta, o amor que perdoa, que vai ao encontro… Tem-nos faltado a serenidade que escuta, a espera paciente, a confiança no irmão, a sabedoria da escolha… Há tanto que lutar pelas coisas da vida, que esquecemos o valor da própria vida… Da nossa, da Tua e a do Teu filho, Jesus… “Fazei o que Ele vos disser”.
És a Senhora do Silêncio, pronta a ouvir, perceber e sentir como nós nos sentimos, como e onde estamos… Tão grande é teu amor, que sempre te aproximas preenchendo nosso espaço, ocupando nossos corações, iluminando nossos caminhos, ensinando-nos a viver.
Nossa Senhora da Conceição Aparecida, espalha teu suave perfume para renovar em nós a esperança de vermos socorridos e libertados os pequeninos, os humilhados, os famintos, os descalços, os injustiçados. Faz-nos caminhar com coragem e sabedoria pra fazer acontecer à vontade de teu Deus e Senhor aqui na terra para então merecermos o céu. Protege com teu manto este Brasil, este chão que nos acolhe nas tribulações da vida e no descanso da morte. E quando esta hora chegar, que sejamos dignos de Te chamar de Mãe, como Teu filho Jesus.
Amamos você doce Senhora, a nossa Senhora da Conceição Aparecida, que veio, apareceu pra ficar aqui, com todos os brasileiros, mas também acolhe, com o mesmo amor, todos aqueles que essa terra, tão brasileira, sabe abraçar. Amém

(Rosabel De Chiaro)

Mês da Bíblia – parte 2

COMO LER A BÍBLIA?

a. A Bíblia é a oração mais completa que existe.

b. O verdadeiro Cristão deve ter uma, e usá-la todo dia, não como um enfeite ou amuleto, aberto no Salmo 90 e esquecida em cima de um móvel. Deve ser lida, meditada, orada e escutada. O Espírito Santo transmite a voz de Deus através das Escrituras Sagradas. Todo dia Jesus nos fala diretamente ao coração.

c. Selecione a leitura. Há várias formas de se fazer isto… Você pode seguir a sugestão da Igreja e ler as leituras selecionadas para o tempo litúrgico em que estiver (algumas Bíblias trazem essa seleção de textos em apêndice no final do volume) ou ler a Bíblia na forma seqüencial, a partir do primeiro livro (neste caso, particularmente sugiro que se inicie pelo Novo Testamento – por ser mais dinâmico – para só depois se passar para o Antigo Testamento).

d. Leia com atenção – sem pressa e meditando – cada versículo. Não se incomode de precisar voltar a ler alguma passagem não muito clara. Releia todo o texto mais uma ou duas vezes, pois sempre acabamos percebendo algo que deixamos escapar na leitura anterior…

e. Identifique-se com os personagens em cada cena. Se estiver lendo os Evangelhos, coloque-se no lugar do sofredor Lázaro, no lugar de Mateus convidando Jesus para uma refeição…

f. Considere tudo o que Jesus fala como diretamente dirigido a você. Ao ler as epístolas, além da voz do Apóstolo e do Espírito Santo, reconheça a voz da Igreja, exortando-o a aumentar e amadurecer a fé.

Faça estudo tomando nota das passagens que mais o tocam. Neste ponto, sugere-se que se utilize o método do Pe. Jonas Abib, dividindo as citações em cinco pontos:

I. Promessas: é tudo aquilo que Deus promete àqueles que cumprem (ouvem e praticam) a Sua Palavra. São promessas em que podemos seguramente confiar. Ex.: “Onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou no meio deles” (Mt 18,20); v.tb.: Jo 1,12; Lc 11,13; Ef 6,8;

II. Ordens: são os mandamentos que devemos obedecer durante a nossa vida, onde demonstramos a nossa fidelidade a Deus. Ex.: “Amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado” (Jo 13,34); v.tb.: Mt 5,37; Mc 16,15; Lc 6,27-28;

III. Princípios Eternos: são as leis que regem o Reino de Deus e não devem ser confundidos com as ordens. São os segredos do funcionamento do Reino. Ex.: “Para os puros, todas as coisas são puras. Para os corruptos e descrentes, nada é puro; até sua mente e consciência são corrompidas” (Tt 1,15); v.tb.: Lc 6,36; 18,14; 1Tm 6,7;

IV. Mensagem de Deus para Hoje: certamente Deus tem uma mensagem para você. Faça de maneira pessoal, com suas próprias palavras; e

V. Como Aplicar a Leitura na Vida

COMO APLICAR A LEITURA NA VIDA?

É a parte mais pessoal e mais concreta. Anote e coloque em prática tudo o que descobrir. É a maneira decisiva para mudar o comportamento (ser e agir) e o relacionamento com Deus –

EM RESUMO:

(como sugere Frei Ignácio Larrañaga na pedagogia das Oficinas de Oração e Vida)

a. Ler a Palavra lentamente;

b. Saboreá-la gozosamente;

c. Meditá-la cordialmente;

d. Que a Palavra seja para você:

· lâmpada: que ilumine seu caminho

· pão: que alimente sua alma

· fogo: que incendeie o fervor

· rota: que o conduza à salvação

· pulsar: que anime seu espírito

· vida: que jamais acabará

· Dedique um tempo diário para estudar e meditar a Bíblia: pode ser pela manhã, logo após acordar; ou, depois do almoço ou da janta; ou antes de dormir; ou, ainda, qualquer outro horário que se adapte ao seu tempo livre. A quantidade de tempo também pode ser livremente estabelecida: 10, 30, 60 minutos ou mais. Quanto mais tempo você tiver, melhor! Porém, divida o tempo total para as duas atividades que devem ser feitas: leitura e estudo. O ideal é dividir na ordem de 1/3 e 2/3, respectivamente. Assim, se você resolver dedicar 15 minutos diários, use 5 minutos para leitura e 10 minutos para o estudo. Após estabelecer o horário que melhor o satisfaça, cumpra-o rigorosamente, não esquecendo nem adiando nenhum dia, mesmo que se sinta cansado. Lembre-se: devemos amar a Deus sobre todas as coisas!

Se você não tiver uma Bíblia, adquira uma. Compre, entretanto, em livrarias católicas pois as versões comercializadas por livrarias evangélicas são incompletas quanto ao Antigo Testamento (faltam 7 livros e alguns trechos de Ester e Daniel). Existem Bíblias com uma linguagem mais simples (ex.: “Bíblia Ave Maria”) e outras mais técnicas (ex: “Bíblia de Jerusalém”); leve aquela que esteja dentro da sua linguagem e das suas condições. Além disso, compre um caderno e também um comentário bíblico. As editoras católicas disponibilizam diversos comentários, dos mais simples aos mais completos. Folheie-os com calma e encontre um que atenda seus requisitos de linguagem e complexidade.
Adquirido o material e chegada a hora do estudo, com a Bíblia nas mãos, inicie com uma oração ao Espírito Santo, pedindo para que o ilumine. Pode ser a seguinte ou uma outra semelhante e espontânea:

Espírito Santo: Tu inspiraste estas palavras. Ilumina a minha mente para que eu possa compreendê-las. Vem, Espírito Santo, ilumina o meu coração e o meu entendimento. Ajuda-me a reconhecer a Verdade eterna que preciso para agradar a Deus. Amém.”

Selecione a leitura.

Leia com atenção – sem pressa e meditativamente – cada versículo. Não se incomode de precisar voltar a ler alguma passagem não muito clara. Releia todo o texto mais uma ou duas vezes, pois sempre acabamos percebendo algo que deixamos escapar na leitura anterior…
Considere tudo o que Jesus fala como diretamente dirigido a você. Ao ler as epístolas, além da voz do Apóstolo e do Espírito Santo, reconheça a voz da Igreja, exortando-o a aumentar e amadurecer a fé.

Termine a leitura também com uma oração ao Espírito Santo, como, por exemplo:

“Fala, Senhor: teu servo está te ouvindo. Aqui estou, Senhor!”, ou “Senhor: aqui estamos, Tu e eu, juntos agora. Fala-me, pois eu te escuto! Amém”. Faça, então, um breve silêncio.

Inicie o estudo lendo com calma e atenção o comentário sobre o texto lido. Leia também todas as notas de rodapé existentes na sua Bíblia: elas são importantes principalmente para os pontos mais obscuros.

Prossiga o estudo tomando nota das passagens que mais o tocam. Neste ponto, sugiro que se utilize o método do Pe. Jonas Abib, dividindo as citações em cinco pontos:

1. Promessas: é tudo aquilo que Deus promete àqueles que cumprem (ouvem e praticam) a Sua Palavra. São promessas em que podemos seguramente confiar.

2. Ex.: “Onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou no meio deles” (Mt 18,20); v.tb.: Jo 1,12; Lc 11,13; Ef 6,8.

3. Ordens: são os mandamentos que devemos obedecer durante a nossa vida, onde demonstramos a nossa fidelidade a Deus. Ex.: “Amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado” (Jo 13,34); v.tb.: Mt 5,37; Mc 16,15; Lc 6,27-28.

4. Princípios Eternos: são as leis que regem o Reino de Deus e não devem ser confundidos com as ordens. São os segredos do funcionamento do Reino. Ex.: “Para os puros, todas as coisas são puras. Para os corruptos e descrentes, nada é puro; até sua mente e consciência são corrompidas” (Tt 1,15); v.tb.: Lc 6,36; 18,14; 1Tm 6,7.

5. Mensagem de Deus para Hoje: certamente Deus tem uma mensagem para você. Faça de maneira pessoal, com suas próprias palavras.

6. Como Aplicar a Leitura na Vida: é a parte mais pessoal e mais concreta. Anote e coloque em prática tudo o que descobrir. É a maneira decisiva para mudar o comportamento (ser e agir) e o relacionamento com Deus.

· Para terminar o estudo, releia o comentário bíblico e as suas anotações. Observe, então, a incrível unidade que existe entre eles. Se você quiser – e é altamente recomendado! – tente relembrar a leitura do dia anterior; se possível, memorize o versículo principal, o núcleo da mensagem.

Termine o seu “dever de casa” com uma oração espontâneaagradecendo a Deus pelas descobertas do dia e certo de ter aumentado a sua intimidade com Ele.

Lembre-se sempre: Não caia no erro de querer ler somente a Bíblia sem a ajuda da Igreja, achando que pode interpretá-la de forma particular. Essa tese é protestante e anti-bíblica. Foi por causa disso que o sectarismo se instalou no mundo cristão, existindo hoje mais de 20.000 denominações – todas elas com mensagens “muito particulares” e distintas umas das outras.
Regras de Ouro para ler a Bíblia:

1. Leia a Bíblia todos os dias

2. Tenha uma hora marcada para a Leitura

3. Marque a duração da Leitura

4. Escolha um bom lugar

5. Leia com lápis ou caneta na mão

6. Faça tudo em espírito de oração

Mês da Bíblia – parte 1


Definição: A palavra Bíblia significa “livro” ou “Livros”. Coleção de livros, escritos em épocas diferentes, por autores diferentes sob a inspiração direta de Deus.

Pode-se dizer ainda, que a Bíblia é um conjunto de 73 livros com vários títulos ou denominações: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Evangelhos, várias epístolas etc., os quais podem ser localizados pelo índice geral dela.

Divide-se em duas partes bem destacáveis: o Antigo Testamento e o Novo Testamento. Testamento é o nome que se dá à Aliança “contraída” com Abraão e “cumprida” em Jesus Cristo. Enquanto projeção da de Abraão designou-se por Antigo Testamento aos acontecimentos a ela correlatos; e, quando afins à Nova Aliança em Jesus Cristo, tomou o nome de Novo Testamento. É que um testamento “traz” disposições que devem ser “cumpridas” após a morte de um dos testadores, no caso, Abraão no Antigo e Jesus no Novo, “trazendo”, para o Homem “cumprir”, “disposições de última vontade”, e “uma herança”.

Vem geralmente dividida em capítulos e versículos. Os capítulos são especificados por números maiores colocados num começo de narrativa parcial e os versículos por algarismos menores colocados antes das frases que compõem o capítulo. Costuma-se dar títulos aos vários capítulos, ou a trechos deles, também conhecidos por “perícopes”, que foram ai incorporados pretendendo facilitar a compreensão e a localização por assuntos, mas não fazem parte integrante e indestacável do contexto.

Sinônimos: Sagrada Escritura, Livro Santo, Bíblia Sagrada, Livro dos Livros.

Os livros da Bíblia contêm a história daquilo que Deus fez com o mundo e com seu povo, bem como as reflexões de homens privilegiados sobre essa atividade divina. A Sagrada Escritura não é uma coleção de verdades abstratas, mas revela uma realidade divina concreta: a ação divina na história, e como os homens dela se tornaram conscientes.

Descreve, portanto a história da salvação, mostrando como Deus a prometeu e esboçou e como começou a realizá-la, na perspectiva da sua plenitude futura. Essa salvação, que é o próprio Cristo, é prometida e “prefigurada” no Antigo Testamento, e não apenas por palavras e promessas, mas, sobretudo, pelos acontecimentos da historia, no sentido em que a Sagrada Escritura nos narra e interpreta; a eleição do antigo povo de Deus, a sua salvação e a sua ruína como nação, a sua purificação gradativa, os seus profetas, santos, heróis; o seu culto e instituições significam uma salvação, a cuja realização já dava início, mas cuja plenitude apenas anunciavam, é a salvação que Cristo trouxe e que é ele mesmo.

O Novo Testamento é em primeiro lugar a narrativa de como essa Salvação se manifestou na pessoa de Cristo, na sua missão, pregação, morte, ressurreição e glorificação, e na função de sua Igreja. Após reflete como, sob a iluminação do Espírito, cresceu a consciência do sentido da Salvação naqueles fatos. Posteriormente, fala sobre a consumação dessa Salvação que a Igreja aguarda. O Sentido da Escritura e, a história e a realização da Salvação em Cristo, em que todas as coisas são reunidas.

O Antigo Testamento é formado por 46 livros, a saber:

– Pentateuco: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio.

– Livros Históricos: Josué, Juízes, Rute, Samuel I, Samuel II, Reis I, Reis II, Crônicas I, Crônicas II, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester, Macabeus I, Macabeus II.

– Livros Poéticos e Sapienciais: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Sabedoria, Eclesiástico.

– Livros Proféticos: Isaias, Jeremias, Lamentações, Baruc, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias.

O Novo Testamento é formado por 27 livros, assim dividido:

Evangelhos (ou Livros Históricos):

Segundo São Mateus – escrito para os Judeus e quer provar que Jesus e o Filho de Deus, o Messias prometido, anunciado e esperado (JESUS – O MESTRE DA JUSTIÇA);

Segundo São Marcos – escrito para os Romanos com a finalidade de provar que Jesus e o Filho de Deus, Senhor e Soberano de toda a natureza (QUEM É JESUS?);

Segundo São Lucas – escrito para os pagãos. No seu Evangelho dá muita ênfase a universalidade da Salvação, ao perdão dos pecados, à oração, à perseverança (COM JESUS NASCE UMA NOVA HISTÓRIA);

Segundo São João – escrito para os cristãos em Antioquia ou em Éfeso. Apresenta o Cristo, Filho de Deus, sofredor e glorificado com “água viva de Vida Eterna”, “pão vivo descido do céu”, “luz do mundo”, “bom pastor”, “caminho, verdade e vida”. Diz quem é Jesus para quem crê (O CAMINHO DA VIDA).

Os três primeiros evangelhos (Mateus, Marcos e Lucas), são considerados “Evangelhos Sinóticos” pois apresentam uma semelhança e ordem de narração e apresentação de fatos.

Atos dos Apóstolos (Livro Histórico) – escrito por São Lucas tem a finalidade de relatar os acontecimentos relacionados com a vida da Igreja Primitiva.

Epístolas de São Paulo: aos Romanos, aos Coríntios I, aos Coríntios II, aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses, aos Colossenses, aos Tessalonicenses I, aos Tessalonicenses II, a Timóteo I, a Timóteo II, a Tito, a Filemon, aos Hebreus (autor desconhecido, mas atribuída a São Paulo); e Epistolas Católicas ou Universais: de São Tiago, de São Pedro I, de São Pedro II, de São João I, de São João II, de São João III, de São Judas – com o significado de “cartas” são mensagens que os Apóstolos escreveram para as Comunidades Cristãs com o intuito de animá-las e estimulá-las a crescerem e se desenvolverem.

Apocalipse – palavra que significa “revelação”, foi escrito por São João. O Apocalipse supõe, sempre, Revelação de Deus aos homens. São coisas ocultas que irão acontecer, conhecidas somente por Deus e por Ele reveladas.

POR QUÊ A BÍBLIA É IMPORTANTE?

O Evangelho – é a palavra viva de Deus que suscita nos homens uma nova vida e os congrega numa comunidade de amor, sendo, pois o Jesus Cristo presente.

Evangelização – é a manifestação da Palavra Viva de Deus. Essa Palavra Viva é Jesus Cristo atualmente presente na vida das comunidades. A Palavra Viva leva-nos diretamente ao Evangelho. O contato com sua letra é apenas um convite a um trampolim para atingir o Espírito de Vida, pois o Espírito Santo é o primeiro evangelizador e o mais profundo comentador e orientador da leitura comunitária do Evangelho como Palavra Viva.

JESUS É A PALAVRA DO PAI

Diz-se que Jesus é a PALAVRA porque manifesta ou revela o Pai, tal como Ele mesmo o diz:

“Jesus lhe disse: “Filipe, há tanto tempo estou convosco e não me conheces? Quem me tem visto, tem visto o Pai. Como podes dizer: mostra-nos o Pai?” (Jo 14,9).

Também Paulo e João o dizem:

“Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda criatura…” (Col 1,15)”;

“No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus” (…)

“Ninguém jamais viu a Deus.o Filho Unigênito, que está no seio do Pai, é quem o deu a conhecer.” (Jo 1,1.18).

Palavra Viva – o Evangelho anunciado aos pobres (Lc 4, 16 ss) e a força da Comunidade dos Pequeninos, os depositários das promessas de Jesus (Mt 11, 25ss), é sinal de um mundo novo que está despontando em nossa história. A palavra muda a vida, a família, a comunidade, o trabalho e o bairro. Ela é fermento, e deve nos alegrar, nos unir, nos transformar e nos comprometer com o Reino de Deus. É cumprir o nosso Batismo, onde somos Sacerdote, Profeta e Rei. O próprio Cristo no Evangelho de Mateus nos diz: “Ide, pois, ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinando-as a observar as coisas que vos mandei. Eu estarei convosco todos os dias, até fim do mundo” (Mt. 28, 19-20).

A Palavra de Deus – não deve ser discutida, mas proclamada e acolhida, sobretudo no grupo e na comunidade. Isto é, não se discute, nem se contesta o que se expõe, mas acolhe-se cada idéia sobre a palavra no nosso coração. Ao assimilarmos a mensagem da pregação feita pela Palavra, devemos começar a vive-la de maneira cada vez mais concreta, em especial: na maneira de conviver com os irmãos; nas celebrações comunitárias(Liturgia); e na maneira de explicar a vida comunitária na família (às crianças, e aos jovens) e aos novos convertidos.

A força transformadora da Palavra, junto a nós cristãos, deve nos tirar do comodismo, fazendo com que assumamos o nosso papel ou lugar na Igreja do Cristo Vivo, na Catequese, na Pastoral, pelo Dízimo, vivendo a solidariedade, a fraternidade e caridade no amor de Deus.

Ao abrir o livro de Deus – a Bíblia, não devemos procurar respostas para satisfazer a curiosidade, mas procurar concretamente o que Deus promete, pede e fala.

Pecado contra o Espírito Santo

Antes de sua volta para o Pai, Jesus prometeu um novo Consolador, um Advogado. Trata-se do Espírito Santo que viria para apanhar aquilo que é de Jesus e interpretar para os seus discípulos, para assim convencer o mundo “quanto ao pecado, quanto à justiça e quanto ao juízo”(Jo 16,8.).

Diante disso, nos ensinou o Santo Padre João Paulo II que “a blasfêmia (contra o Espírito Santo) não consiste propriamente em ofender o Espírito Santo com palavras; consiste, antes, na recusa de aceitar a salvação que Deus oferece ao homem, mediante o mesmo Espírito Santo agindo em virtude do sacrifício da cruz. Se o homem rejeita o deixar-se ‘convencer quanto ao pecado’, que provém do Espírito Santo e tem caráter salvífico, ele rejeita ao mesmo tempo a ‘vinda’ do Consolador: aquela ‘vinda’ que se efetuou no mistério da Páscoa, em união com o poder redentor do sangue de Cristo que ‘purifica a consciência das obras mortas’. Sabemos que o fruto desta purificação é a remissão dos pecados. Por conseguinte, quem rejeita o Espírito Santo e o sangue, permanece nas ‘obras mortas’, no pecado. E a ‘blasfêmia contra o Espírito Santo’ consiste exatamente na recusa radical de aceitar esta remissão, de que ele é dispensador íntimo e que pressupõe a conversão verdadeira, por ele operada na consciência (…) Ora, a blasfêmia contra o Espírito Santo é o pecado cometido pelo homem, que reivindica seu pretenso ‘direito’ de perseverar no mal – em qualquer pecado – e recusa por isso mesmo a Redenção. O homem fica fechado no seu pecado, tornando impossível da sua parte a própria conversão e também, conseqüentemente, a remissão dos pecados, que considera não essencial ou não importante para a sua vida”(Carta Encíclica Dominum Vivificantem, 46). Como Deus poderá perdoar alguém que não quer ser perdoado?

Para que o nosso entendimento ficasse mais claro acerca deste terrível pecado, o Papa São Pio X, que governou a Igreja de 1903 a 1914, no seu Catechismo Maggiore, ensinou que seis são os pecados contra o Espírito Santo:

1º – Desesperação da salvação, ou seja, quando a pessoa perde as esperanças na salvação de Deus, achando que sua vida já está perdida. Julga, assim, que a misericórdia de Deus é mesquinha e por isso não se preocupa em orientar sua vida para o bem. Perdeu as esperanças em Deus.

2º – Presunção de salvação sem merecimento, ou seja, a pessoa cultiva em sua alma uma vaidade egoísta, achando-se já salva, quando na verdade nada fez para que merecesse a salvação. Isso cria uma fácil acomodação a ponto da pessoa não se mover em nenhum aspecto para que melhore. Se já está salva para que melhorar? – pode perguntar-se. Assim, a pessoa torna-se seu próprio juiz, abandonando o Juízo Absoluto que pertence somente a Deus.

3º – Negar a verdade conhecida como tal, ou seja, quando a pessoa percebe que está errada, mas por uma questão meramente orgulhosa, não aceita: prefere persistir no erro do que reconhecer-se errada. Nega-se assim a Verdade que é o próprio Deus.

4º – Inveja da graça que Deus dá a outrem, ou seja, a inveja é um sentimento que consiste primeiramente em entristecer-se porque o outro conseguiu algo de bom, independentemente se eu já possua aquilo ou não. É o não querer que a pessoa fique bem. Ora, se eu me invejo da graça que Deus dá alguém, estou dizendo que aquela pessoa não merece tal graça, me tornando assim o regulador do mundo, inclusive de Deus, determinando a quem deve ser dada tal ou tal coisa.

5º – Obstinação no pecado, ou seja, é a teimosia, a firmeza, a relutância de permanecer no erro por qualquer motivo. Como o Papa João Paulo II disse, é quando o homem “reivindica seu pretenso ‘direito’ de perseverar no mal – em qualquer pecado – e recusa por isso mesmo a Redenção”.

6º – Impenitência final, ou seja, é o resultado de toda uma vida que rejeita a ação de Deus: persiste no erro até o final e recusa arrepender-se e penitenciar-se.

O pecado contra o Espírito Santo consiste na rejeição consciente da graça de Deus; é a recusa da salvação que, conseqüentemente, impede Deus de agir, pois Ele está à porta e bate, e a abre quem quiser. A persistência neste pecado, que é contra o Espírito Santo, pois este tem a missão de mostrar a Verdade, levará o pecador para longe de Deus, para onde ele escolheu estar. Apesar disso, o Senhor continuará a amá-lo com o mesmo amor de Pai que tem para com todos, porém respeitando a decisão de seu filho que é inteligente e livre.

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