Mês da Bíblia – parte 1


Definição: A palavra Bíblia significa “livro” ou “Livros”. Coleção de livros, escritos em épocas diferentes, por autores diferentes sob a inspiração direta de Deus.

Pode-se dizer ainda, que a Bíblia é um conjunto de 73 livros com vários títulos ou denominações: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Evangelhos, várias epístolas etc., os quais podem ser localizados pelo índice geral dela.

Divide-se em duas partes bem destacáveis: o Antigo Testamento e o Novo Testamento. Testamento é o nome que se dá à Aliança “contraída” com Abraão e “cumprida” em Jesus Cristo. Enquanto projeção da de Abraão designou-se por Antigo Testamento aos acontecimentos a ela correlatos; e, quando afins à Nova Aliança em Jesus Cristo, tomou o nome de Novo Testamento. É que um testamento “traz” disposições que devem ser “cumpridas” após a morte de um dos testadores, no caso, Abraão no Antigo e Jesus no Novo, “trazendo”, para o Homem “cumprir”, “disposições de última vontade”, e “uma herança”.

Vem geralmente dividida em capítulos e versículos. Os capítulos são especificados por números maiores colocados num começo de narrativa parcial e os versículos por algarismos menores colocados antes das frases que compõem o capítulo. Costuma-se dar títulos aos vários capítulos, ou a trechos deles, também conhecidos por “perícopes”, que foram ai incorporados pretendendo facilitar a compreensão e a localização por assuntos, mas não fazem parte integrante e indestacável do contexto.

Sinônimos: Sagrada Escritura, Livro Santo, Bíblia Sagrada, Livro dos Livros.

Os livros da Bíblia contêm a história daquilo que Deus fez com o mundo e com seu povo, bem como as reflexões de homens privilegiados sobre essa atividade divina. A Sagrada Escritura não é uma coleção de verdades abstratas, mas revela uma realidade divina concreta: a ação divina na história, e como os homens dela se tornaram conscientes.

Descreve, portanto a história da salvação, mostrando como Deus a prometeu e esboçou e como começou a realizá-la, na perspectiva da sua plenitude futura. Essa salvação, que é o próprio Cristo, é prometida e “prefigurada” no Antigo Testamento, e não apenas por palavras e promessas, mas, sobretudo, pelos acontecimentos da historia, no sentido em que a Sagrada Escritura nos narra e interpreta; a eleição do antigo povo de Deus, a sua salvação e a sua ruína como nação, a sua purificação gradativa, os seus profetas, santos, heróis; o seu culto e instituições significam uma salvação, a cuja realização já dava início, mas cuja plenitude apenas anunciavam, é a salvação que Cristo trouxe e que é ele mesmo.

O Novo Testamento é em primeiro lugar a narrativa de como essa Salvação se manifestou na pessoa de Cristo, na sua missão, pregação, morte, ressurreição e glorificação, e na função de sua Igreja. Após reflete como, sob a iluminação do Espírito, cresceu a consciência do sentido da Salvação naqueles fatos. Posteriormente, fala sobre a consumação dessa Salvação que a Igreja aguarda. O Sentido da Escritura e, a história e a realização da Salvação em Cristo, em que todas as coisas são reunidas.

O Antigo Testamento é formado por 46 livros, a saber:

– Pentateuco: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio.

– Livros Históricos: Josué, Juízes, Rute, Samuel I, Samuel II, Reis I, Reis II, Crônicas I, Crônicas II, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester, Macabeus I, Macabeus II.

– Livros Poéticos e Sapienciais: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Sabedoria, Eclesiástico.

– Livros Proféticos: Isaias, Jeremias, Lamentações, Baruc, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias.

O Novo Testamento é formado por 27 livros, assim dividido:

Evangelhos (ou Livros Históricos):

Segundo São Mateus – escrito para os Judeus e quer provar que Jesus e o Filho de Deus, o Messias prometido, anunciado e esperado (JESUS – O MESTRE DA JUSTIÇA);

Segundo São Marcos – escrito para os Romanos com a finalidade de provar que Jesus e o Filho de Deus, Senhor e Soberano de toda a natureza (QUEM É JESUS?);

Segundo São Lucas – escrito para os pagãos. No seu Evangelho dá muita ênfase a universalidade da Salvação, ao perdão dos pecados, à oração, à perseverança (COM JESUS NASCE UMA NOVA HISTÓRIA);

Segundo São João – escrito para os cristãos em Antioquia ou em Éfeso. Apresenta o Cristo, Filho de Deus, sofredor e glorificado com “água viva de Vida Eterna”, “pão vivo descido do céu”, “luz do mundo”, “bom pastor”, “caminho, verdade e vida”. Diz quem é Jesus para quem crê (O CAMINHO DA VIDA).

Os três primeiros evangelhos (Mateus, Marcos e Lucas), são considerados “Evangelhos Sinóticos” pois apresentam uma semelhança e ordem de narração e apresentação de fatos.

Atos dos Apóstolos (Livro Histórico) – escrito por São Lucas tem a finalidade de relatar os acontecimentos relacionados com a vida da Igreja Primitiva.

Epístolas de São Paulo: aos Romanos, aos Coríntios I, aos Coríntios II, aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses, aos Colossenses, aos Tessalonicenses I, aos Tessalonicenses II, a Timóteo I, a Timóteo II, a Tito, a Filemon, aos Hebreus (autor desconhecido, mas atribuída a São Paulo); e Epistolas Católicas ou Universais: de São Tiago, de São Pedro I, de São Pedro II, de São João I, de São João II, de São João III, de São Judas – com o significado de “cartas” são mensagens que os Apóstolos escreveram para as Comunidades Cristãs com o intuito de animá-las e estimulá-las a crescerem e se desenvolverem.

Apocalipse – palavra que significa “revelação”, foi escrito por São João. O Apocalipse supõe, sempre, Revelação de Deus aos homens. São coisas ocultas que irão acontecer, conhecidas somente por Deus e por Ele reveladas.

POR QUÊ A BÍBLIA É IMPORTANTE?

O Evangelho – é a palavra viva de Deus que suscita nos homens uma nova vida e os congrega numa comunidade de amor, sendo, pois o Jesus Cristo presente.

Evangelização – é a manifestação da Palavra Viva de Deus. Essa Palavra Viva é Jesus Cristo atualmente presente na vida das comunidades. A Palavra Viva leva-nos diretamente ao Evangelho. O contato com sua letra é apenas um convite a um trampolim para atingir o Espírito de Vida, pois o Espírito Santo é o primeiro evangelizador e o mais profundo comentador e orientador da leitura comunitária do Evangelho como Palavra Viva.

JESUS É A PALAVRA DO PAI

Diz-se que Jesus é a PALAVRA porque manifesta ou revela o Pai, tal como Ele mesmo o diz:

“Jesus lhe disse: “Filipe, há tanto tempo estou convosco e não me conheces? Quem me tem visto, tem visto o Pai. Como podes dizer: mostra-nos o Pai?” (Jo 14,9).

Também Paulo e João o dizem:

“Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda criatura…” (Col 1,15)”;

“No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus” (…)

“Ninguém jamais viu a Deus.o Filho Unigênito, que está no seio do Pai, é quem o deu a conhecer.” (Jo 1,1.18).

Palavra Viva – o Evangelho anunciado aos pobres (Lc 4, 16 ss) e a força da Comunidade dos Pequeninos, os depositários das promessas de Jesus (Mt 11, 25ss), é sinal de um mundo novo que está despontando em nossa história. A palavra muda a vida, a família, a comunidade, o trabalho e o bairro. Ela é fermento, e deve nos alegrar, nos unir, nos transformar e nos comprometer com o Reino de Deus. É cumprir o nosso Batismo, onde somos Sacerdote, Profeta e Rei. O próprio Cristo no Evangelho de Mateus nos diz: “Ide, pois, ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinando-as a observar as coisas que vos mandei. Eu estarei convosco todos os dias, até fim do mundo” (Mt. 28, 19-20).

A Palavra de Deus – não deve ser discutida, mas proclamada e acolhida, sobretudo no grupo e na comunidade. Isto é, não se discute, nem se contesta o que se expõe, mas acolhe-se cada idéia sobre a palavra no nosso coração. Ao assimilarmos a mensagem da pregação feita pela Palavra, devemos começar a vive-la de maneira cada vez mais concreta, em especial: na maneira de conviver com os irmãos; nas celebrações comunitárias(Liturgia); e na maneira de explicar a vida comunitária na família (às crianças, e aos jovens) e aos novos convertidos.

A força transformadora da Palavra, junto a nós cristãos, deve nos tirar do comodismo, fazendo com que assumamos o nosso papel ou lugar na Igreja do Cristo Vivo, na Catequese, na Pastoral, pelo Dízimo, vivendo a solidariedade, a fraternidade e caridade no amor de Deus.

Ao abrir o livro de Deus – a Bíblia, não devemos procurar respostas para satisfazer a curiosidade, mas procurar concretamente o que Deus promete, pede e fala.

Anúncios

Pecado contra o Espírito Santo

Antes de sua volta para o Pai, Jesus prometeu um novo Consolador, um Advogado. Trata-se do Espírito Santo que viria para apanhar aquilo que é de Jesus e interpretar para os seus discípulos, para assim convencer o mundo “quanto ao pecado, quanto à justiça e quanto ao juízo”(Jo 16,8.).

Diante disso, nos ensinou o Santo Padre João Paulo II que “a blasfêmia (contra o Espírito Santo) não consiste propriamente em ofender o Espírito Santo com palavras; consiste, antes, na recusa de aceitar a salvação que Deus oferece ao homem, mediante o mesmo Espírito Santo agindo em virtude do sacrifício da cruz. Se o homem rejeita o deixar-se ‘convencer quanto ao pecado’, que provém do Espírito Santo e tem caráter salvífico, ele rejeita ao mesmo tempo a ‘vinda’ do Consolador: aquela ‘vinda’ que se efetuou no mistério da Páscoa, em união com o poder redentor do sangue de Cristo que ‘purifica a consciência das obras mortas’. Sabemos que o fruto desta purificação é a remissão dos pecados. Por conseguinte, quem rejeita o Espírito Santo e o sangue, permanece nas ‘obras mortas’, no pecado. E a ‘blasfêmia contra o Espírito Santo’ consiste exatamente na recusa radical de aceitar esta remissão, de que ele é dispensador íntimo e que pressupõe a conversão verdadeira, por ele operada na consciência (…) Ora, a blasfêmia contra o Espírito Santo é o pecado cometido pelo homem, que reivindica seu pretenso ‘direito’ de perseverar no mal – em qualquer pecado – e recusa por isso mesmo a Redenção. O homem fica fechado no seu pecado, tornando impossível da sua parte a própria conversão e também, conseqüentemente, a remissão dos pecados, que considera não essencial ou não importante para a sua vida”(Carta Encíclica Dominum Vivificantem, 46). Como Deus poderá perdoar alguém que não quer ser perdoado?

Para que o nosso entendimento ficasse mais claro acerca deste terrível pecado, o Papa São Pio X, que governou a Igreja de 1903 a 1914, no seu Catechismo Maggiore, ensinou que seis são os pecados contra o Espírito Santo:

1º – Desesperação da salvação, ou seja, quando a pessoa perde as esperanças na salvação de Deus, achando que sua vida já está perdida. Julga, assim, que a misericórdia de Deus é mesquinha e por isso não se preocupa em orientar sua vida para o bem. Perdeu as esperanças em Deus.

2º – Presunção de salvação sem merecimento, ou seja, a pessoa cultiva em sua alma uma vaidade egoísta, achando-se já salva, quando na verdade nada fez para que merecesse a salvação. Isso cria uma fácil acomodação a ponto da pessoa não se mover em nenhum aspecto para que melhore. Se já está salva para que melhorar? – pode perguntar-se. Assim, a pessoa torna-se seu próprio juiz, abandonando o Juízo Absoluto que pertence somente a Deus.

3º – Negar a verdade conhecida como tal, ou seja, quando a pessoa percebe que está errada, mas por uma questão meramente orgulhosa, não aceita: prefere persistir no erro do que reconhecer-se errada. Nega-se assim a Verdade que é o próprio Deus.

4º – Inveja da graça que Deus dá a outrem, ou seja, a inveja é um sentimento que consiste primeiramente em entristecer-se porque o outro conseguiu algo de bom, independentemente se eu já possua aquilo ou não. É o não querer que a pessoa fique bem. Ora, se eu me invejo da graça que Deus dá alguém, estou dizendo que aquela pessoa não merece tal graça, me tornando assim o regulador do mundo, inclusive de Deus, determinando a quem deve ser dada tal ou tal coisa.

5º – Obstinação no pecado, ou seja, é a teimosia, a firmeza, a relutância de permanecer no erro por qualquer motivo. Como o Papa João Paulo II disse, é quando o homem “reivindica seu pretenso ‘direito’ de perseverar no mal – em qualquer pecado – e recusa por isso mesmo a Redenção”.

6º – Impenitência final, ou seja, é o resultado de toda uma vida que rejeita a ação de Deus: persiste no erro até o final e recusa arrepender-se e penitenciar-se.

O pecado contra o Espírito Santo consiste na rejeição consciente da graça de Deus; é a recusa da salvação que, conseqüentemente, impede Deus de agir, pois Ele está à porta e bate, e a abre quem quiser. A persistência neste pecado, que é contra o Espírito Santo, pois este tem a missão de mostrar a Verdade, levará o pecador para longe de Deus, para onde ele escolheu estar. Apesar disso, o Senhor continuará a amá-lo com o mesmo amor de Pai que tem para com todos, porém respeitando a decisão de seu filho que é inteligente e livre.

(Fonte)

Tudo concorre para o bem

“Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados para a salvação, de acordo com o projeto de Deus.” (Rm 8, 28)
No fundo, o que é certo 100% em nossos planos, humanamente falando?
Nem a certeza de que teremos um novo amanhecer é 100%. Ninguém pode afirmar ao certo quanto a estrela Sol ainda durará. A ciência estima, mas certeza mesmo, não tem.  Quanto tempo a terra ainda durará antes de um colapso meteorológico que tornará a vida quase impossível? Ninguém sabe com certeza quando…
Quando perguntam a Jesus quando será o final dos tempos, também Ele diz que só o Pai sabe…
Então, porque continuamos dormindo fazendo planos e confiando que acordaremos no dia seguinte? E porque isso acontece com ateus e também crentes em Deus?
Porque Deus nos fez seres humanos com capacidades e, entre elas,  confiar em uma esperança. E na esperança de um novo dia, queremos tentar fazer o melhor possível. Isso gera confiança, mas também preocupações  (pré ocupar-se com algo que nem sabemos se acontecerá).
Então, certeza mesmo, os crentes em Deus só tem uma: que se confiarmos e procurarmos fazer Sua vontade, se O amarmos, tudo concorrerá para o nosso bem. E por quê? 2 motivos: Ele é 100% amor e conhece todos os desdobramentos por ser omniciente. Logo, no que depender d’Ele, confiamos no melhor.
Portanto, viva na incerteza do “como”, “da forma” que será, mas na certeza de que o amanhã nos conduzirá para o bem se amarmos a Deus e tentarmos cumprir suas orientações.
Sei que nas horas em que os problemas vêm, a razão tem que fazer muita força para vencer a emoção e que não é fácil, mas Deus sabe de quê somos feitos e nos ajudará.
Continue confiando em Deus e pedindo Sua orientação.
Certeza? Só duas: Que Deus existe e que Ele nos ama. E como diz Santa Teresa d’Ávila: Só Deus basta…
(Antônio José – Fundador da Comunidade Filhos da Redenção)