Ser catequista é ser um canto de louvor

(Vandeia Ramos)

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O Evangelho de hoje sempre oferece um grande temor. Chama à uma percepção de quem somos, se estamos no caminho certo, se temos sido fiéis. Sabemos que Jesus está voltando. Esperamos a 2.000 anos. Mas também sabemos que Ele volta para cada um de nós a qualquer momento. Então, hoje é o dia em que podemos dizer nosso “sim” incondicional, de aceitar a mão estendida que nos chama a dar o salto da fé.
Não somos os únicos a sermos chamados. Seremos reunidos de todas as partes, de todos os tempos, na hora certa. E devemos esperar com alegria este momento.
Mas também reconhecemos nossa incapacidade pessoal. Por isso nos reunimos na comunhão dos santos, de todos os que vieram antes de nós. Hoje, de modo especial, a todos os nossos catequistas, desde nossos pais, com as orações no momento de dormir e testemunho ao longo da vida, os que orientaram nossos pais na preparação para nosso batismo, os que assumiram o desafio de nos preparar para a primeira comunhão, para a Crisma… Se hoje seguimos este caminho, o fazemos nos passos de quem veio antes de nós, continuando a anunciar a Boa Nova hoje.
Pedimos a Nossa Senhora, nossa Mãe e Mãe da Igreja, que os que partiram antes de nós tenham encontrado a porta aberta a sua espera, intercedendo por nós até chegar nossa hora.
Na missão de sermos arautos, profetas do Filho em um mundo em que cresce a indiferença, somos conduzidos a todas as nações em direção à Jerusalém Celeste, lugar final do nosso encontro marcado. Neste movimento, vamos convidando nossos catecúmenos para seguir também no Caminho de Vida e de Verdade, nos reconhecendo em nossa filiação divina, na fraternidade que permanece.
Também vamos nos unindo e dando as mãos, pois sabemos que não caminhamos sozinhos. A Iniciação Cristã, tão cara a Deus, nos convida a partilharmos nossos anseios com os que estão ao nosso lado, mobilizando nossas famílias e amigos para que sigam conosco. Nossas imperfeições e erros vão sendo podados à medida em que nos inserimos cada vez mais na Videira, que é o próprio Jesus, que nos ajuda a nos prepararmos para a Chegada.
O importante é a constância e a perseverança. Seguir mesmo cansados e fragilizados. Levantar a cada queda. Anunciar mesmo quando roucos. No movimento de que há algo em nós que nos sustenta e nos faz seguir: é o Espírito que nos vivifica para sermos a voz de Deus no mundo.
Assim, junto a todos os nossos, de agora e de sempre, povos todos da terra, podemos cantar juntos louvores ao Senhor, anunciando com nossa própria vida o seu amor para conosco.

Deus cuida de nós

(Vandeia Ramos)

Hoje é dia de São Brás, o protetor da garganta. Sendo nossa voz um dos nossos principais instrumentos, como não lembrar do santo que, mesmo condenado a ser decapitado, cuidou de uma criança com espinha de peixe presa na garganta, rezando pela sua cura? Tempos difíceis, em que ser cristão expunha a pessoa ao martírio de sangue…
Durante todo o tempo, vivemos na promessa de não sermos aceitos. A perseguição, o não aceitar a proposta do Evangelho, já pode ser identificado no Evangelho de hoje. Tanto “a luz que ilumina as trevas”, quanto a proximidade entre nós, expõe nossas contradições, dificuldades, limites… O de Jesus está no livre-arbítrio do Amor. Em si, cumpre todas as promessas de Deus, apresentando-se como Palavra Viva do Pai. No entanto, esta promessa chama a um passo de conversão, de confiança de que Deus traz em si o cuidado com cada um de nós. Precisamos abrir mão de achar que nós resolvemos tudo, que nosso “achar” é o que deve prevalecer, que podemos julgar quem quer que seja. É muito difícil aceitar um Deus que vem para salvar, e não para condenar… Pois chama à uma nova forma de viver…
E a Liturgia nos oferece a luz para este passo: Deus cuida de nós desde o ventre de nossa mãe, de nossas dificuldades, necessidades, de tudo que precisamos. De nós e de cada pessoa. O foco não é o mundo como o vemos, com suas estruturas de pecado que levam à destruição. Jeremias nos chama a um novo olhar: somos cuidados desde sempre! Deus é conosco! Não devemos nos prender em nossas fraquezas e incertezas, mas focar os olhos Naquele que nos dá a vida. Na Eucaristia e na Confissão, tornamo-nos muralhas de uma cidade fortificada, em que Deus habita em nós. Podemos ser fortes e calmos para assumir a turma de Iniciação Cristã deste ano que começa, reconhecendo e agradecendo por cada um envolvido que foi colocado ali para que déssemos testemunha do cuidado de Deus por nós.
Este amor pelo qual Deus se doa a cada um de nós é o mesmo que não se acomoda, mas que necessita ser dirigido às pessoas. A alegria é a expressão própria do cristão e precisa ser vivida claramente no catequista. Isso envolve a maturidade da fé, o constante aprofundamento na doutrina, a coerência do testemunho, a conformação a Cristo ao se dirigir ao outro, o acreditar que o Perfeito vive entre os imperfeitos. O que não conseguirmos entender e lidar, sabemos que precisamos fazer o melhor que pudermos, sob a guia do Espírito.
Não somos catequistas porque é legal, porque achamos bonitinho, interessante ou não temos nada melhor para fazer. Somos catequistas porque o Senhor nos enviou para anunciar a Boa Nova aos que Ele nos envia. Assim, refugiados em Deus e por Ele cuidados, anunciamos, todos os dias, as graças incontáveis do Senhor!

Ano Nacional do Laicato

A Igreja no Brasil vai celebrar, no período de 26 de novembro de 2017, Solenidade de Cristo Rei, à 25 de novembro de 2018, o “Ano do Laicato”.

O tema escolhido para o Ano do Laicato foi: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo”, Mt 5,13-14. Segundo o bispo de Caçador (SC), dom Severino Clasen, presidente da Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato, pretende-se trabalhar a mística do apaixonamento e seguimento a Jesus Cristo. “Isto leva o cristão leigo a tornar-se, de fato, um missionário na família e no trabalho, onde estiver vivendo”, disse o bispo.

O Ano do Laicato terá como objetivo geral: “Como Igreja, Povo de Deus, celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil; aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão; e testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade”.

Documento nº 105

Pretende ainda: “Dinamizar o estudo e a prática do documento 105: ‘Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade’ e demais documentos do Magistério, em especial do Papa Francisco, sobre o Laicato; e estimular a presença e a atuação dos cristãos leigos e leigas, ‘verdadeiros sujeitos eclesiais’ (DAp, n. 497a), como “sal, luz e fermento” na Igreja e na Sociedade.

A Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato organizou as atividades em quatro eixos: 1) Eventos; 2) Comunicação, catequese e celebração; 3) Seminários temáticos nos Regionais; e 4) Publicações.

Segundo o presidente da comissão, dom Severino, espera-se que este ano traga um legado para a Igreja missionária autêntica, com maior entusiasmo dos cristãos leigos e leigas na vida eclesial e também na busca da transformação da sociedade. “Eu acredito que se conseguirmos estimular a participação e presença efetiva dos cristãos leigos na sociedade provocando que aconteça a justiça e a paz, será um grande legado”, disse o bispo.

(Fonte: CNBB)

 

Ser Catequista – um chamado de Deus


Como Deus nos chama? Como sabemos que é Ele que nos chama? Quais foram as situações humanas que nos motivaram a sermos catequistas?
Deus manifesta a sua vontade por diversas circunstâncias. Em qualquer situação o Senhor nos diz: “Vem e segue-me” (Mc 2,14).
A vocação é um chamado de Deus que espera da pessoa uma resposta para que esta pessoa possa se realizar. A vocação é, portanto, a realização do Plano de Deus na vida de cada um.
A vocação se manifesta em dois sentidos:
• a descoberta da própria vocação e
• o compromisso de vivê-la com toda intensidade.

AS GRANDES VOCAÇÕES NA BÍBLIA:
Na Bíblia o chamado ou vocação de uma pessoa, por parte de Deus, corresponde ao compromisso de reunir e formar o seu povo: o Povo de Deus.
Este é o elemento central da vocação na Bíblia. Deus continua chamando pessoas para reunir e formar o seu Povo. Quando alguém é chamado por Deus, sempre é chamado para servir ao Povo em seu nome, revelando seu amor e sua Aliança. É um serviço que exige fidelidade.
Se refletirmos sobre a nossa vocação, vemos que também ela tem os mesmos sinais bíblicos.
(Ler e refletir: Ex 3,4; Is 6,8; Jr 1,1-10; Mt 10,1-4; Jo 1,34-38; Rm 1,1).

COMO DEUS NOS CHAMA?
Ele nos chama numa situação concreta. Como por exemplo: um convite do pároco ou da coordenação da catequese, outras vezes quando sentimos que há necessidade de catequistas na comunidade e em outras situações. Se isto nos preocupa é sinal que estamos descobrindo o chamado de Deus. Os personagens bíblicos também foram chamados para uma determinada missão.
Para que Deus nos chama? Ele nos chama para: anunciar a sua Palavra, ser testemunhas dos valores do seu Reino e para sermos os porta-vozes da sua mensagem.
Nossa vocação é um presente de Deus. Somos chamados porque Deus nos ama. Este amor exige uma resposta.
Nossa vocação de catequista se insere e tem uma raiz na vocação cristã. No Batismo e na Crisma recebemos o compromisso de colaborar no anúncio da Palavra de Deus, segundo nossas condições.
Ter confiança em Deus. Pensamos, muitas vezes que não somos capazes de realizar a nossa missão catequética. Isso pode até nos levar ao desânimo. Por isso, é importante que confiemos em Deus, certos de que é um serviço de Deus e para Deus.

O ser catequista se renova a cada dia. Os catequistas, através de sua missão, experimentam momentos de alegria, de paz, de entusiasmo, apesar do cansaço, das renúncias e dos sacrifícios. A lembrança, renovada cada dia, do primeiro chamado de Deus, ajuda a sermos perseverantes e fiéis.

Como a nossa vocação de catequistas se manifesta no dia-a-dia? Há sinais evidentes que transparecem na nossa vocação, tais como: gosto pela catequese; busca de criatividade para melhorar os encontros catequéticos; esperança de melhorar a sociedade; comunicação no grupo de catequistas; alegria ao sentir os bons resultados; motivação para obter uma crescente formação e a consciência de ser enviado em nome da Igreja.

A vocação do catequista é comunitária. Ela abrange toda a ação da comunidade. Quando o catequista tem consciência de que seu chamado foi feito por Deus e que foi enviado pela comunidade, desempenha nela um serviço eficaz e efetivo. Colabora também na transformação da sociedade, pelo testemunho comunitário e pelo anúncio da Palavra de Deus.

• Quais são as motivações que temos para realizar a nossa vocação de catequistas?
• Como surgiu a nossa vocação de catequistas? Recordar os bons momentos dessa missão e analisar os sinais da nossa vocação.

Fonte: Folheto Ecoando 3 – formação interativa com catequistas – Editora Paulus

Recicle-se!

O que significa RECICLAGEM?

Segundo o Sr. Google,

Reciclar significa transformar objetos materiais usados em novos produtos para o consumo. Esta necessidade foi despertada pelos seres humanos, a partir do momento em que se verificou os benefícios que este procedimento trás para o planeta Terra.

Trazendo este termo para a Catequese, ouso dizer então que:

Reciclar na Catequese significa transformar CATEQUISTAS DESGASTADOS em CATEQUISTAS RENOVADOS a serviço do Reino de Deus. Esta necessidade foi despertada pelo ESPÍRITO SANTO, a partir do momento em que verificou a necessidade de um AVIVAMENTO que este procedimento trará para a Catequese e para toda a Comunidade.

Então…

Eu coloquei aqui apenas algumas situações que acabam nos desgastando na Catequese, mas sei que existem muitas outras realidades nas paróquias de vocês…

Precisamos jogar fora a PREGUIÇA de acordar cedo, de estudar, de preparar o encontro com carinho, de rezar. Às vezes nos envolvemos com tantas atividades pastorais que quando chega a hora de nos dedicarmos à nossa vocação principal, que deveria ser a Catequese, estamos cansados e fazemos tudo de qualquer jeito, não é mesmo? Peçamos ao Espírito Santo que nos dê DISPOSIÇÃO para servir.

A SOBERBA, ou orgulho, não deveria nem existir no meio de nós, pois todo catequista precisa de um coração manso e humilde, semelhante ao do Mestre, temos que ser espelho de Jesus para nossos catequizandos. Como falar de um Deus que é AMOR, aos gritos e humilhando os outros?

Outra coisa que temos que jogar fora urgentemente é a DESUNIÃO entre catequistas. Entre irmãos que foram criados pelos mesmos pais já existem tantas divergências, imagina entre pessoas com experiências, idades e  histórias de vidas diferentes, realmente a convivência às vezes se torna difícil. Mas o fato de eu não concordar com o outro não me dá o direito de só criticar sem argumentar e propor uma solução. E se o outro não concordar comigo, que tal aceitar uma crítica construtiva de vez em quando? Jesus pediu: que sejam UM (=UNIDOS).

Para finalizar, que tal jogar fora a ACOMODAÇÃO que muitas vezes nos impede de fazer um trabalho mais bacana na Catequese, hein? Em tempos remotos (sou dessa época, tá?) Catequese era parecida com uma escola. Bastava a gente ensinar os Mandamentos, os Sacramentos, as Orações, cobrar presença na missa, etc… Mas hoje temos tantos recursos, tantas outras maneiras de chegar ao coração das pessoas, de uma forma mais dinâmica, alegre, que ao final eles vão aprender sem perceber. E mais do que aprender, vão querer viver aquilo que aprenderam. Precisamos de MOTIVAÇÃO para seguir adiante! Senão o mundo engole aqueles que Deus nos confiou…

Agora é a vez de vocês! Me contem aí o que estão precisando RECICLAR na Catequese?

Arquidiocese do Rio constitui 1.046 novos MESCs

A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro constituiu mais de mil novos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão (Mesc’s) durante celebração eucarística presidida pelo arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, na manhã de sábado, 26 de setembro, na Catedral Metropolitana, no Centro.
“É um exército de Cristo”, disse o cardeal, em referência aos 1.046 novos ministros que se somam aos oito mil existentes.
Os ministros investidos são de sete vicariatos territoriais, sendo 158 do Oeste, 251 do Norte, 16 da Leopoldina, 102 de Jacarepaguá, 255 do Suburbano, 121 do Sul e 143 de Santa Cruz.
Dom Orani ressaltou que todo cristão batizado é chamado por Deus para viver uma vida de santidade. “O ministro deve ter essa vocação e a vontade de dar exemplo aos seus irmãos”, disse. “Receber de Deus o chamado para ser um Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão é ter ainda mais a confirmação de que o Senhor o convoca para uma vida santa. É o próprio Cristo que se leva nas mãos. É uma missão que faz o ministro configurar sua vida a Jesus”.
Durante a Missa, o cardeal celebrou o rito de investidura, perguntando aos candidatos sobre a responsabilidade do ministério, e dando-lhes a bênção. Os materiais dos Mescs (teca, manual e bolsa do viático) também foram abençoados.
Os candidatos a receberem o ministério são escolhidos pelo pároco da comunidade de origem e, depois, direcionados a participar de curso de formação, que acontece em cada um dos vicariatos.
A organização do curso é realizada pela Comissão Arquidiocesana, que conta com a liderança leiga da ministra Maria Carolina Cancella de Amorim, em parceria com as coordenações vicariais e clérigos que acompanham o trabalho.
O assessor eclesiástico, padre Marcelo Batista, explica que o Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão é, na Igreja Católica, um leigo a quem é dada a permissão, de forma temporária, de distribuir a Eucaristia aos fiéis, na missa ou noutras circunstâncias, quando não há um ministro ordenado (bispo, presbítero ou diácono) que o possa fazer. Os ministros realizam também a Celebração da Palavra com distribuição da Comunhão nas comunidades e na casa dos enfermos. “É necessário que tão íntima participação no serviço eucarístico seja realizada com o pleno conhecimento de causa e com toda dignidade”, diz. Uma das atribuições dos Mescs é assistir com a comunhão os enfermos impossibilitados de participarem da Santa Missa.

Veja abaixo as fotos, com destaque para os novos Ministros da minha paróquia:

Novos Ministros RJ

(Fonte)