Ser Catequista – um chamado de Deus


Como Deus nos chama? Como sabemos que é Ele que nos chama? Quais foram as situações humanas que nos motivaram a sermos catequistas?
Deus manifesta a sua vontade por diversas circunstâncias. Em qualquer situação o Senhor nos diz: “Vem e segue-me” (Mc 2,14).
A vocação é um chamado de Deus que espera da pessoa uma resposta para que esta pessoa possa se realizar. A vocação é, portanto, a realização do Plano de Deus na vida de cada um.
A vocação se manifesta em dois sentidos:
• a descoberta da própria vocação e
• o compromisso de vivê-la com toda intensidade.

AS GRANDES VOCAÇÕES NA BÍBLIA:
Na Bíblia o chamado ou vocação de uma pessoa, por parte de Deus, corresponde ao compromisso de reunir e formar o seu povo: o Povo de Deus.
Este é o elemento central da vocação na Bíblia. Deus continua chamando pessoas para reunir e formar o seu Povo. Quando alguém é chamado por Deus, sempre é chamado para servir ao Povo em seu nome, revelando seu amor e sua Aliança. É um serviço que exige fidelidade.
Se refletirmos sobre a nossa vocação, vemos que também ela tem os mesmos sinais bíblicos.
(Ler e refletir: Ex 3,4; Is 6,8; Jr 1,1-10; Mt 10,1-4; Jo 1,34-38; Rm 1,1).

COMO DEUS NOS CHAMA?
Ele nos chama numa situação concreta. Como por exemplo: um convite do pároco ou da coordenação da catequese, outras vezes quando sentimos que há necessidade de catequistas na comunidade e em outras situações. Se isto nos preocupa é sinal que estamos descobrindo o chamado de Deus. Os personagens bíblicos também foram chamados para uma determinada missão.
Para que Deus nos chama? Ele nos chama para: anunciar a sua Palavra, ser testemunhas dos valores do seu Reino e para sermos os porta-vozes da sua mensagem.
Nossa vocação é um presente de Deus. Somos chamados porque Deus nos ama. Este amor exige uma resposta.
Nossa vocação de catequista se insere e tem uma raiz na vocação cristã. No Batismo e na Crisma recebemos o compromisso de colaborar no anúncio da Palavra de Deus, segundo nossas condições.
Ter confiança em Deus. Pensamos, muitas vezes que não somos capazes de realizar a nossa missão catequética. Isso pode até nos levar ao desânimo. Por isso, é importante que confiemos em Deus, certos de que é um serviço de Deus e para Deus.

O ser catequista se renova a cada dia. Os catequistas, através de sua missão, experimentam momentos de alegria, de paz, de entusiasmo, apesar do cansaço, das renúncias e dos sacrifícios. A lembrança, renovada cada dia, do primeiro chamado de Deus, ajuda a sermos perseverantes e fiéis.

Como a nossa vocação de catequistas se manifesta no dia-a-dia? Há sinais evidentes que transparecem na nossa vocação, tais como: gosto pela catequese; busca de criatividade para melhorar os encontros catequéticos; esperança de melhorar a sociedade; comunicação no grupo de catequistas; alegria ao sentir os bons resultados; motivação para obter uma crescente formação e a consciência de ser enviado em nome da Igreja.

A vocação do catequista é comunitária. Ela abrange toda a ação da comunidade. Quando o catequista tem consciência de que seu chamado foi feito por Deus e que foi enviado pela comunidade, desempenha nela um serviço eficaz e efetivo. Colabora também na transformação da sociedade, pelo testemunho comunitário e pelo anúncio da Palavra de Deus.

• Quais são as motivações que temos para realizar a nossa vocação de catequistas?
• Como surgiu a nossa vocação de catequistas? Recordar os bons momentos dessa missão e analisar os sinais da nossa vocação.

Fonte: Folheto Ecoando 3 – formação interativa com catequistas – Editora Paulus

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Recicle-se!

O que significa RECICLAGEM?

Segundo o Sr. Google,

Reciclar significa transformar objetos materiais usados em novos produtos para o consumo. Esta necessidade foi despertada pelos seres humanos, a partir do momento em que se verificou os benefícios que este procedimento trás para o planeta Terra.

Trazendo este termo para a Catequese, ouso dizer então que:

Reciclar na Catequese significa transformar CATEQUISTAS DESGASTADOS em CATEQUISTAS RENOVADOS a serviço do Reino de Deus. Esta necessidade foi despertada pelo ESPÍRITO SANTO, a partir do momento em que verificou a necessidade de um AVIVAMENTO que este procedimento trará para a Catequese e para toda a Comunidade.

Então…

Eu coloquei aqui apenas algumas situações que acabam nos desgastando na Catequese, mas sei que existem muitas outras realidades nas paróquias de vocês…

Precisamos jogar fora a PREGUIÇA de acordar cedo, de estudar, de preparar o encontro com carinho, de rezar. Às vezes nos envolvemos com tantas atividades pastorais que quando chega a hora de nos dedicarmos à nossa vocação principal, que deveria ser a Catequese, estamos cansados e fazemos tudo de qualquer jeito, não é mesmo? Peçamos ao Espírito Santo que nos dê DISPOSIÇÃO para servir.

A SOBERBA, ou orgulho, não deveria nem existir no meio de nós, pois todo catequista precisa de um coração manso e humilde, semelhante ao do Mestre, temos que ser espelho de Jesus para nossos catequizandos. Como falar de um Deus que é AMOR, aos gritos e humilhando os outros?

Outra coisa que temos que jogar fora urgentemente é a DESUNIÃO entre catequistas. Entre irmãos que foram criados pelos mesmos pais já existem tantas divergências, imagina entre pessoas com experiências, idades e  histórias de vidas diferentes, realmente a convivência às vezes se torna difícil. Mas o fato de eu não concordar com o outro não me dá o direito de só criticar sem argumentar e propor uma solução. E se o outro não concordar comigo, que tal aceitar uma crítica construtiva de vez em quando? Jesus pediu: que sejam UM (=UNIDOS).

Para finalizar, que tal jogar fora a ACOMODAÇÃO que muitas vezes nos impede de fazer um trabalho mais bacana na Catequese, hein? Em tempos remotos (sou dessa época, tá?) Catequese era parecida com uma escola. Bastava a gente ensinar os Mandamentos, os Sacramentos, as Orações, cobrar presença na missa, etc… Mas hoje temos tantos recursos, tantas outras maneiras de chegar ao coração das pessoas, de uma forma mais dinâmica, alegre, que ao final eles vão aprender sem perceber. E mais do que aprender, vão querer viver aquilo que aprenderam. Precisamos de MOTIVAÇÃO para seguir adiante! Senão o mundo engole aqueles que Deus nos confiou…

Agora é a vez de vocês! Me contem aí o que estão precisando RECICLAR na Catequese?

Arquidiocese do Rio constitui 1.046 novos MESCs

A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro constituiu mais de mil novos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão (Mesc’s) durante celebração eucarística presidida pelo arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, na manhã de sábado, 26 de setembro, na Catedral Metropolitana, no Centro.
“É um exército de Cristo”, disse o cardeal, em referência aos 1.046 novos ministros que se somam aos oito mil existentes.
Os ministros investidos são de sete vicariatos territoriais, sendo 158 do Oeste, 251 do Norte, 16 da Leopoldina, 102 de Jacarepaguá, 255 do Suburbano, 121 do Sul e 143 de Santa Cruz.
Dom Orani ressaltou que todo cristão batizado é chamado por Deus para viver uma vida de santidade. “O ministro deve ter essa vocação e a vontade de dar exemplo aos seus irmãos”, disse. “Receber de Deus o chamado para ser um Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão é ter ainda mais a confirmação de que o Senhor o convoca para uma vida santa. É o próprio Cristo que se leva nas mãos. É uma missão que faz o ministro configurar sua vida a Jesus”.
Durante a Missa, o cardeal celebrou o rito de investidura, perguntando aos candidatos sobre a responsabilidade do ministério, e dando-lhes a bênção. Os materiais dos Mescs (teca, manual e bolsa do viático) também foram abençoados.
Os candidatos a receberem o ministério são escolhidos pelo pároco da comunidade de origem e, depois, direcionados a participar de curso de formação, que acontece em cada um dos vicariatos.
A organização do curso é realizada pela Comissão Arquidiocesana, que conta com a liderança leiga da ministra Maria Carolina Cancella de Amorim, em parceria com as coordenações vicariais e clérigos que acompanham o trabalho.
O assessor eclesiástico, padre Marcelo Batista, explica que o Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão é, na Igreja Católica, um leigo a quem é dada a permissão, de forma temporária, de distribuir a Eucaristia aos fiéis, na missa ou noutras circunstâncias, quando não há um ministro ordenado (bispo, presbítero ou diácono) que o possa fazer. Os ministros realizam também a Celebração da Palavra com distribuição da Comunhão nas comunidades e na casa dos enfermos. “É necessário que tão íntima participação no serviço eucarístico seja realizada com o pleno conhecimento de causa e com toda dignidade”, diz. Uma das atribuições dos Mescs é assistir com a comunhão os enfermos impossibilitados de participarem da Santa Missa.

Veja abaixo as fotos, com destaque para os novos Ministros da minha paróquia:

Novos Ministros RJ

(Fonte)