Unção dos Enfermos

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“Alguém dentre vós está doente? Mande chamar os presbíteros da Igreja para que orem sobre ele, ungindo-com o óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o doente e o Senhor o porá de pé; se tiver cometido pecados, estes lhe serão perdoados” (Tg 5, 14-15).

“O sacramento da unção dos enfermos tem por finalidade conferir uma graça especial ao cristão que está passando pelas dificuldades inerentes ao estado de enfermidade grave ou de velhice” (cf. CIC 1527).

“Pela sagrada unção dos enfermos e pela oração dos presbíteros, a Igreja toda entrega os doentes aos cuidados do Senhor sofredor e glorificado, para que os alivie e salve (cf. Tg 5, 14-16). Exorta os mesmos a que livremente se associem à paixão e morte de Cristo (cf. Rm 8,17; Cl 1,24; 2Tm 2, 11-12; 1Pd 4, 13) e contribuam para o bem do povo de Deus” (LG 11b).

Este sacramento:

I. Traz salvação e alívio na fraqueza física e espiritual;
II. Une o doente à paixão de Cristo, para seu bem e de toda a Igreja;
III. Confere o perdão dos pecados, se o doente não puder confessar.

Os fiéis devem pedir para si e para seus familiares, sem medo, nem constrangimento, o conforto do sacramento da unção dos enfermos. Cuidem os pastores e os parentes dos enfermos para que estes sejam confortados em tempo oportuno com este sacramento, para que possam participar conscientemente da sua celebração, evitando quanto possível chamar o padre quando o doente já entrou em coma.

“A unção dos enfermos, pela qual a Igreja recomenda ao Senhor sofredor e glorificado os fiéis gravemente doentes, para que os alivie e salve, confere-se ungindo- os com óleo e proferindo as palavras prescritas nos livros litúrgicos” (CDC, 998).

“Pela sagrada Unção dos Enfermos e pela oração dos presbíteros, a Igreja toda entrega os doentes aos cuidados do Senhor sofredor e glorificado, para que os alivie e salve. Exorta os
mesmos a que livremente se associem à Paixão e à Morte de Cristo (Rm 8, 17; Cl 1, 24; 2 Tm 2, 11-12; 1 Pd 4, 13) e contribuam para o bem do povo de Deus” ( CIC, 1499).

“O sacramento da Unção, além de revelar ao doente que o isolamento não rompe sua pertença à Igreja, manifesta a comunhão que existe entre a comunidade eclesial e seu membro enfermo. É o sacramento da solidariedade, da animação e do reerguimento, celebrado pela comunidade eclesial em benefício de um membro em situação existencial ameaçada” (CNBB, Doc. 14 – Pastoral da Unção dos Enfermos, 3.3.11).

PISTAS PASTORAIS

– Os sacerdotes e demais agentes de pastoral se empenhem para superar concepções mágicas, fortemente presentes na religiosidade popular, a respeito da Unção dos Enfermos. Insista-se que não se trata de uma extrema-unção, mas da graça sacramental para quem se encontra enfermo.

– A administração da Unção dos enfermos não deve ser um acontecimento episódico, mas inserido no contexto da pastoral orgânica como setor da saúde.

– Em todas as paróquias da diocese haja uma equipe da pastoral da saúde, devidamente capacitada a desempenhar uma ação evangelizadora que atinja o doente e o idoso na sua totalidade de ser humano; sua missão não se restringe a descobrir doentes para o padre sacramentalizar.

– Os fiéis sejam esclarecidos sobre a possibilidade da cura, sem, porém, transformar a Unção, indevidamente, em “sacramento da cura”, obscurecendo ou desvirtuando seu significado principal de graça que ajuda o cristão enfermo a viver a fé, a esperança e a caridade (CNBB, Doc. 14 – Pastoral da Unção dos Enfermos, 14).

– Para receber o sacramento da Unção dos Enfermos, a pessoa deve ser batizada e de alguma forma comece a estar em perigo por motivo de doença ou velhice (CDC, 1004 §1). Este sacramento pode ser repetido em caso de recaída (CDC, 1004 §2).

– O pároco no seu dever catequético, deve sempre lembrar aos fiéis que, a Unção dos Enfermos não é o sacramento da morte, pois jamais deve ser vista como Extrema-unção, mas ocasião para também receber a Eucaristia, Sacramento Augusto e Salutar em forma de Viático.

A CELEBRAÇÃO

– “Na dúvida se o doente já atingiu o uso da razão, se está perigosamente doente, ou se já está morto, administre-se este sacramento” (CDC, 1005).

– “Não se administre a unção dos enfermos aos que perseverarem obstinadamente em pecado grave manifesto” (CDC, 1007).

– Para que uma celebração tenha força de evangelização e propicie participação consciente e proveitosa, procure o celebrante pôr em prática as recomendações do novo ritual.

– Promover celebrações comunitárias da unção dos enfermos com a presença da comunidade hospitalar, familiar ou religiosa, contudo, não se perca de vista que a administração deste sacramento é reservada somente àqueles que necessitam desta graça. Portanto, fica proibida a unção com o óleo dos enfermos naqueles que não padecem de enfermidade, ainda que estejam presentes na celebração deste sacramento, ou presentes naquelas missas denominadas de “missa da saúde”.

– “Confere-se o sacramento da unção dos enfermos aos doentes em perigo de vida, ungindo-os na fronte e nas mãos com óleo de oliveira que tenha recebido a devida benção ou de acordo com as circunstâncias, com outro óleo vegetal, proferindo-se apenas uma vez as seguintes palavras: POR ESTA SANTA UNÇÃO E PELA SUA INFINITA MISERICÓRDIA, O SENHOR VENHA EM TEU AUXÍLIO COM A GRAÇA DO ESPÍRITO SANTO, PARA QUE, LIBERTO DOS TEUS PECADOS, ELE TE SALVE E, NA SUA BONDADE, ALIVIE OS TEUS SOFRIMENTOS”
(SUI).(Constituição Apostólica sobre o sacramento da Unção dos Enfermos, de Paulo VI)

– A fórmula a ser utilizada quando houver dúvida se o doente está vivo, é a seguinte: “SE ESTÁS VIVO, por esta santa unção e pela sua infinita misericórdia, o senhor venha em teu auxílio com a graça do espírito santo, para que, liberto dos teus pecados, ele te salve e, na sua bondade, alivie os teus sofrimentos” (cf. Ritual da Unção dos Enfermos e sua assistência pastoral, p.73).

– Em cada enfermo, o sacerdote deverá impor as mãos e pronunciar a fórmula própria deste sacramento.

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