Um momento sagrado em minha vida

Eu estou fazendo o curso “Escola Catequética Paroquial” e tivemos a experiência de escrever nossa Teografia, você sabe o que isso significa?

Até então eu também não sabia e pesquisei o seguinte:

O termo “teografia”, foi criado por um teólogo espanhol, e tem como objetivo ajudar as pessoas a perceberem as marcas de Deus na própria vida; [teo-grafia = escrita de Deus].
Para todo mundo, existem momentos particularmente importantes e marcantes na própria vida. Dizendo de outra forma, para todo mundo, existem eventos, tempos e locais sagrados que marcam a vida e dão novos significados.

E do “resumo” de duas páginas dos meus momentos sagrados que escrevi para apresentar no curso, lembrei deste que vou testemunhar a vocês:

Eu tinha uns 18 anos e estava subindo a rua da minha paróquia, atrasada para o encontro do Crisma e passei rápido por um morador de rua que ficou me olhando. Não parei para dar atenção, mas aquele olhar me tocou, algo diferente, como se quisesse falar comigo…

Neste encontro, tivemos um momento de adoração onde tocou esta música:

morador de rua

Seu nome é Jesus Cristo
Pe. André Luna

Seu nome é Jesus Cristo e passa fome
E grita pela boca dos famintos
E a gente quando vê passa adiante
Às vezes pra chegar depressa a igreja

Seu nome é Jesus Cristo e está sem casa
E dorme pelas beiras das calçadas
E a gente quando vê aperta o passo
E diz que ele dormiu embriagado

Entre nós está e não O conhecemos
Entre nós está e nós O desprezamos

Seu nome é Jesus Cristo e é analfabeto
E vive mendigando um subemprego
E a gente quando vê, diz: “é um à toa
Melhor que trabalhasse e não pedisse”

Seu nome é Jesus Cristo e está banido
Das rodas sociais e das igrejas
Porque d’Ele fizeram um Rei potente
Enquanto Ele vive como um pobre

Entre nós está e não O conhecemos
Entre nós está e nós O desprezamos

Seu nome é Jesus Cristo e está doente
E vive atrás das grades da cadeia
E nós tão raramente vamos vê-lo
Dizemos que ele é um marginal

Seu nome é Jesus Cristo e anda sedento
Por um mundo de Amor e de Justiça
Mas logo que contesta pela Paz
A ordem o obriga a ser de guerra

Entre nós está e não O conhecemos
Entre nós está e nós O desprezamos

Seu nome é Jesus Cristo e é difamado
E vive nos imundos meretrícios
Mas muitos o expulsam da cidade
Com medo de estender a mão a ele

Seu nome é Jesus Cristo e é todo homem
E vive neste mundo ou quer viver
Pois pra Ele não existem mais fronteiras
Só quer fazer de todos nós irmãos

Entre nós está e não O conhecemos
Entre nós está e nós O desprezamos

Podem imaginar o quanto eu chorei neste momento, não é?

Ao final do encontro teve aquele lanche partilhado, ainda mais caprichado, pois era um momento de confraternização de final de ano…

Eu peguei um pratinho e coloquei um pouco de cada coisa, pensando em levar para minha mãe, que sempre gostou dessas guloseimas, mas ao descer a rua estava aquele mesmo homem sentado me olhando.

Eu pensei: “minha mãe vai ter uma ceia de Natal e uma família linda reunida”

E me aproximei dele perguntando se estava com fome.

Ele disse: “quero um café”

Eu disse que não tinha café nem dinheiro para comprar, mas se ele quisesse eu daria o pratinho com o lanche.

Então, ele me perguntou: “você me ama?”

Meu coração ardeu e me deu um frio na barriga, lembrando da música…

E eu respondi: “sim, eu te amo”

E ele pegou o pratinho e não falou mais nada.

Nunca mais vi este homem.

Mas sei que Ele me vê todos os dias…

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Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família.

Semeando Paz

O que realmente São Paulo quis dizer em Atos 16,31 – “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família.” O que a Igreja diz a respeito? Um parente meu que não seja católico pode se salvar por minha fé em Cristo?

O versículo em questão (At 16,31) não deve ser lido isoladamente, ao contrário, há que se levar em conta o seu contexto. Essa, aliás, é uma regra fundamental para uma correta compreensão da Escritura Sagrada (sem esquecermos que a Bíblia precisa ser lida à luz da Tradição e do Magistério, obviamente).

Na passagem em questão, podemos perceber que, pela sua fé, o carcereiro salvaria a sua família na medida em que o seu compromisso com Cristo haveria de atingir também os seus familiares.

Com efeito, quando nos entregamos a Cristo, naturalmente iremos querer que não só os nossos familiares, mas também nossos amigos e todos aqueles que conhecemos tenham a mesma experiência.

Foi o que Paulo e Silas provavelmente quiseram dizer com a frase “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família”. De fato, com a conversão do carcereiro, não só ele se fez batizar, mas toda a sua família (At 16,33), o que muito provavelmente incluiu as crianças pequenas, tanto que essa passagem é usada no Catecismo da Igreja Católica (CIC) como referência bíblica para o batismo infantil (§§ 1250 a 1252), prática que, ademais, remonta aos primórdios da Igreja.

Em suma, a passagem nos ensina a importância do nosso testemunho dentro da nossa família e do nosso compromisso com as almas dos nossos entes queridos.

Com relação a essa mesma passagem, vale a pena lermos também os parágrafos 1655 a 1658 do CIC:

VI. A Igreja doméstica
1655. Cristo quis nascer e crescer no seio da Sagrada Família de José e de Maria. A Igreja outra coisa não é senão a «família de Deus». Desde as suas origens, o núcleo aglutinante da Igreja era, muitas vezes, constituído por aqueles que, «com toda a sua casa», se tinham tornado crentes» (179). Quando se convertiam, desejavam que também «toda a sua casa» fosse salva (180). Estas famílias, que passaram a ser crentes, eram pequenas ilhas de vida cristã no meio dum mundo descrente.
1656. Nos nossos dias, num mundo muitas vezes estranho e até hostil à fé, as famílias crentes são de primordial importância, como focos de fé viva e irradiante. É por isso que o II Concílio do Vaticano chama à família, segundo uma antiga expressão, «Ecclesia domestica – Igreja doméstica» (181). É no seio da família que os pais são, «pela palavra e pelo exemplo […], os primeiros arautos da fé para os seus filhos, ao serviço da vocação própria de cada um e muito especialmente da vocação consagrada» (182).
1657. É aqui que se exerce, de modo privilegiado, o sacerdócio baptismal do pai de família, da mãe, dos filhos, de todos os membros da família, «na recepção dos sacramentos, na oração e acção de graças, no testemunho da santidade de vida, na abnegação e na caridade efectiva» (183). O lar é, assim, a primeira escola de vida cristã e «uma escola de enriquecimento humano» (184). É aqui que se aprende a tenacidade e a alegria no trabalho, o amor fraterno, o perdão generoso e sempre renovado, e, sobretudo, o culto divino, pela oração e pelo oferecimento da própria vida.
1658. Não podem esquecer-se, também, certas pessoas que estão, em virtude das condições concretas em que têm de viver, muitas vezes sem assim o terem querido, particularmente próximas do coração de Cristo, e que merecem, portanto, a estima e a solicitude atenta da Igreja, particularmente dos pastores: o grande número de pessoas celibatárias. Muitas delas ficam sem família humana, frequentemente devido a condições de pobreza. Algumas vivem a sua situação no espírito das bem-aventuranças, servindo a Deus e ao próximo de modo exemplar. Mas a todas é necessário abrir as portas dos lares, «igrejas domésticas», e da grande família que é a Igreja. «Ninguém se sinta privado de família neste mundo: a Igreja é casa e família para todos, especialmente para quantos estão “cansados e oprimidos” (Mt 11, 28)» (185).”

(Fonte)

As 12 atitudes que me ajudaram a superar a Depressão

(Carolina Santos)

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Ao longo de muitas conversas com pessoas que também sofrem de Depressão, assim como eu, achei pertinente compartilhar com vocês, como estou fazendo para lidar com a doença. Como já disse em um dos meus posts, sofro de Depressão severa e no último 24 de março tentei suicídio. Sair dessa crise foi extremamente difícil, pois a tentativa de suicídio me causou ainda mais problemas, tais como a fobia social.

Passei cerca de quatro meses completamente trancada e isolada do mundo. Não queria contato com ninguém. Só ia para o médico se alguém fosse comigo. Aos poucos fui descobrindo métodos que foram me ajudando a “desapegar” da crise e hoje me sinto bem melhor e graças a Deus consegui sair dela por completo (nota: superei a crise de Depressão, não encontrei a cura para a doença, pois a mesma não existe).

Primeiramente, lidar com pensamentos suicidas era completamente complicado. Para mim conseguir superar esses pensamentos, eu passei semanas ligada direto ao computador e jogando jogos que me prendessem a atenção. Apenas nesses momentos que eu conseguia esquecer dos meus medos, das minhas dores, dos meus problemas e consequentemente não pensava na morte. O jogo era uma espécie de fuga que ajudou muito. E foi a primeira coisa que fiz para tentar sair daquela vida que se resumia em cama e dormir. Depois disso, aos poucos fui tentando retomar minha vida normal. Voltar a estudar e a trabalhar. Voltar a assistir filmes, séries e animes (coisa que eu não fazia, pois não conseguia me concentrar em nada devido aos pensamentos negativos). Enfim, voltar a fazer as coisas que coloriam mais a minha vida. Vou listar a seguir tudo aquilo que faço e que me ajuda completamente a lidar com a Depressão e a inclusive identificar a chegada de uma possível crise:

1. Exercício físico: voltei a correr, pois me faz muito bem. A maioria dos médicos ressaltam a importância de se exercitar. Mas você deve escolher algo que realmente goste e que faça por prazer, não por obrigação. Nada que é uma obrigação te ajuda em períodos de crise.

2. Escrever: Amo escrever e isso me alivia quando estou triste demais, cansada demais, feliz demais, ou qualquer coisa demais. Ajuda a esvaziar o copo que as vezes fica tão cheio que chega a transbordar. Então voltei a publicar meus sentimentos no meu blog que se chama Confusão de Pensamentos.

3. Ler: Assim como escrever, amo ler. Passei a ler muitas matérias sobre a Depressão e afins. Leio tudo que pode me ajudar a obter mais conhecimento. Leio livros. Enfim, o que dá para ler, eu leio. Rsrs

4. Youtube: Num certo dia tentei gravar um vídeo como forma de um desabafo, e isso foi algo muito difícil. Não sabia que não conseguia falar do assunto nem comigo mesma. E foi aí que resolvi quebrar essa barreira. Passei a gravar vídeos sobre minha experiência e a postá-los no meu canal no Youtube. Isso me fez muito bem e me ajudou a encarar a Depressão de frente e a perder o medo de falar sobre ela com as pessoas.

5. Estudar: Voltei para a Universidade, e a me dedicar ao TCC (trabalho de conclusão de curso). E comecei um curso de bombeiro civil, pois meu sonho é poder ajudar as pessoas de todas as formas. A responsabilidade me deu mais autoconfiança e esperança.

6. Trabalhar: Voltei a trabalhar em casa por enquanto, já que estou me dedicando exclusivamente ao término da Graduação. Mas mesmo assim, passei a me sentir mais útil, e hoje em dia estou me candidatando a vários empregos.

7. Enfrentar medos: Quanto mais medo eu tiver de algo, mais impulso eu darei para derrotá-lo. Minha fobia social estava me impedindo de sair sozinha. Não conseguia de jeito nenhum. Mas foi num belo dia que eu decidi quebrar esse medo e sai de casa para andar sozinha. No começo fiquei muito tensa e com vontade de chorar, mas com o passar do tempo percebi que meus medos eram apenas imaginação da minha cabeça. Hoje me sinto mais forte para encarar qualquer coisa. E não há medo que me impeça de tentar.

8. Desabafo: Hoje todos à minha volta sabem do que passei. Não tenho mais vergonha nem medo de assumir minha doença. Essa exposição me permitiu conhecer pessoas maravilhosas que também passam pelo que eu passo. Então eu já não consigo mais saber o que é sentir-se completamente só. Compartilhar histórias, dividir experiências, dar e receber apoio, é algo que ajuda e muito o meu bem-estar.

9. Amor-próprio: Nunca tive amor próprio e sempre me subestimei. A partir do momento que decidi que nada nem ninguém mais pisaria em mim, minha autoestima cresceu e hoje EU estou em primeiro lugar na minha vida. Não é egoísmo. É que se não estivermos bem, como poderemos ajudar os que estão do nosso lado?

10. Terapia: A psicóloga abriu minha mente. E foi a primeira pessoa pela qual eu desabafei e realmente senti que não estava sendo julgada. Tive apenas cinco sessões que contribuíram muito a minha melhora. E daqui um tempinho começarei uma terapia intensiva, que será de extremo proveito para a minha pessoa.

11. Remédios: Superar uma crise não é assim tão fácil, e sim, no começo eu precisei de remédios. Tomava três, onde dois cortavam meus pensamentos suicidas e o outro era um antidepressivo. Atualmente não me medico mais, porém não descarto a possibilidade de ter que voltar a tomá-los.

12. Mudança de visual: Esse item talvez seja bobo, mas foi algo que aumentou muita minha autoestima e me ajudou a superar mais a tricotilomania. Eu olhava para o espelho e tinha desprezo por quem via. Não conseguia me reconhecer mais. Foi quando realizei meu sonho e virei ruiva. Meus dias se tornaram mais coloridos depois disso.

Enfim, essas foram apenas algumas das várias coisas que passei a fazer para superar a depressão. Passei a viver o meu presente, em vez de ficar remoendo o passado ou me preocupando demais com o meu futuro. Viva o agora. O que passou passou e o que está por vir, ninguém sabe ao certo. Pois nada é imutável. Sofrer antecipadamente é um veneno para a alma. E você, o que tem feito para se sentir melhor e sair da crise de Depressão?

(Fonte)

Estou aqui porque te amo

(Claudio de Castro)

Jesus Eucaristia

Fui visitar Jesus por causa de um problema muito sério. E eu não sabia como resolvê-lo. Quando passamos por uma dificuldade muito grande, costumamos olhar para o céu e buscar Deus.

Aproveitei que a missa ainda não tinha começado e fui até a capela do Santíssimo, onde tudo é paz e serenidade.

Neste silêncio, eu percebi que eu estava lá para pedir favores a Jesus, não para dizer que o amava.

E isso não era legal. Eu queria vê-lo porque sentia sua falta, porque adoro sentir sua presença amorosa. E foi então que rezei com todo o meu coração:

“Que eu me aproxime de ti, Senhor, por amor.
Não porque estou sofrendo.
Nem por causa de um problema.
Nem sequer por esta angústia que me consome.
Não por uma necessidade.
Não por um favor.
Não por causa de uma doença.

Que eu te busque porque te amo.
Porque Tu és meu amigo.

Ensina-me a confiar,
para deixar meus problemas nas tuas mãos.

Que possa amar,
para amar-te de verdade,
como Tu mereces,
com um amor puro e desinteressado.
Esta é a graça que te peço.”

Logo depois disso, aconteceu algo inesperado, surpreendente. Senti uma doce voz interior que me consolava: “Não tenha medo, eu estou com você”.

A missa começou. No meio da homilia, lembrei-me dessas palavras e as escrevi na palma da minha mão, para lembrar delas o dia inteiro.

“Não tenha medo, eu estou com você.”

Ao acabar de escrevê-las, elevei o olhar e o sacerdote disse:

“Não tenha medo, Deus está com você.”

Olhei para ele com surpresa. O padre continuou:

“Não pode haver um cristão sem cruz. Mas essa cruz é pesada demais, não conseguimos carregá-la sozinhos. Peça a Jesus que o ajude, e sua cruz ficará mais leve.”

Foi impressionante. Senti uma grande paz naquele momento!

Recuperei a serenidade. A certeza de saber que Jesus estava comigo. Então, tomei uma decisão importante: “Entre a incerteza e a confiança, escolho confiar. Confiarei, apesar de tudo. Que se faça em mim tua santa vontade, Senhor”.

Este gesto de entrega fez uma grande diferença. Saí da missa tranquilo, feliz.

Os problemas acabaram se resolvendo. E o melhor aconteceu hoje: fui visitar Jesus, por amor.

(Fonte)

Carta de despedida

Diagnosticado com um tumor agressivo no cérebro, o advogado Gabriel Henrique Julião Coimbra, de 29 anos, percebeu o agravamento da doença e pediu ao pai, Paulo Coimbra, um favor especial: que ele postasse uma carta de despedida no Facebook. Na cama do hospital em Piratininga, município no interior de São Paulo, o jovem ditou para o pai o que gostaria de ter publicado em seu perfil. A carta foi escrita em 7 de junho e, seis dias dias depois, Gabriel morreu.

Desde que recebeu o diagnóstico, Gabriel havia passado por tratamentos de radioterapia, quimioterapia e seis cirurgias. Nos últimos meses, ele começou a sentir tonturas frequentes e, em 8 de maio, foi internado. O jovem havia ficado noivo no início deste ano. Na carta de despedida ele agradece a parentes, amigos, equipe médica e termina dizendo: “Sinto que sou muito amado e querido. Deus é bom. Partirei sem mágoas”.

A carta postada no perfil do jovem, a pedido dele
A carta postada no perfil do jovem, a pedido dele. Foto: Reprodução do Facebook

A carta de Gabriel:

“Minha doença em forma de tumor cerebral: (Glioblastoma Multiforme IV), foi diagnosticada em 2009 e, de imediato fiquei sabendo que a média de vida pós diagnóstico, estatisticamente varia de 02 a 14 meses de sobrevida sem tratamento. Mas, usando todos os recursos disponíveis, em raríssimos casos a pessoa chega aos cinco anos de sobrevida. Este ano caminho para o sexto ano, mas, nos últimos seis meses a minha vida vem perdendo qualidade.

Hoje, domingo 07 de junho de 2015, em torno das 20.30h, começo a ter consciência do início do meu possível fim. Estou muito mais fraco e a minha visão já apresenta sinais de falência. Por isto estou relatando ao meu pai e acompanhante, a minha sincera despedida, a qual deverá ser publicada na minha página pessoal no Facebook. Após a minha provável partida… (Caberá a ele fazer uma síntese do meu relato).

Em relação aos meus Pais lamento não ampará-los na velhice. Não tenho mais como demonstrar de forma prática o meu amor, mas eles são sensíveis e inteligentes saberão racionalizar.

Minha única, querida e amada irmã, vem se fortalecendo dia a dia. Amo essa menina como a minha própria vida. Meus Pais, o meu cunhado e bom amigo Adriano e o Sr. Mário darão a ela a proteção necessária.

A minha avó Mariquinha é uma grande mulher que pela sua bondade e sofrimento acaba até aliviando a minha dor. Minha avó seria uma grande Irmã de caridade.

Meu avô Patrício (Pai do meu Pai), esse é o militar mais desarmado do mundo. É uma figura incrível que com 93 sempre tenta apenas ver o lado bom da vida.

APOIO DOS MAGNÍFICOS, aqueles que mesmo precisando de ajuda pela idade… ainda ajudam e me ajudaram muito.

Tio Adalberto e Tia Terezinha REALMENTE SÃO: VERDADEIROS PROFESSORES QUE ME DERAM AMPARO NAS MINHAS ÚLTIMAS AULAS.

Tio Valter, me faz lembrar o meu querido Avô Maneco já falecido, ambos elétricos, dinâmicos e incansáveis contadores de histórias e estórias…

Tia Nilde já falecida, eu não poderia esquecer as nossas conversas, ela já quase cega enxergando o mundo através da poesia. Sua vida era o trabalho, trabalho e trabalho…

APOIO DENTRO DA FAMÍLIA

Voltei a ser criança por força da dependência.

Ganhei muitas mães: Avó Mariquinha, Tia Néia, Tia Néia de Uru, Tia Dina, Prima Juliana e Prima Jéssica. Além da prima Marieli que me motivou muito com vídeos da Izabela que ainda consigo ver e, acredito que será minha última imagem nítida…

LEVO COMIGO OUTRAS LEMBRANÇAS

Tio Teco, (Esse me ensinou tudo que aprendi, dentro dos domínios de uma propriedade rural – Grande companheiro na minha infância e adolescência). Prima Miriam (sensível menina)

Tio Carlinhos, bom de conversa (O melhor motorista que conheci até hoje). Primo Júnior (Menino do bem e, muito sensível) – Primo Ricardo (Valente e bom Pai).

Maria Paula – Minha querida prima e sobrinha de coração, continue a ser essa boa menina que você é.

Tio André, Seu José e, Dona Sebastiana de URU, agradeço a boa FÉ, faltou mais tempo, mas, sobrou carinho.

MINHAS POUCAS NAMORADAS

Amei a todas, não sei “ficar” e quando apenas fiquei…Fiquei amigo…

Todas as minhas poucas namoradas vieram me visitar e declararam uma eterna amizade…

Minha atual noiva Andréa, meu atual amor que poderia ser o definitivo é bonita, muito charmosa, mas, não teve “sorte”…chegou para sofrer…merecia mais atenção…Não consigo mais enxergá-la , mas sua imagem ficou comigo congelada…Sei que sou correspondido nesse amor.

Minha frustração em não ter um filho é muito grande…

Todos os meus amigos e seus familiares são muitos, não tenho como citar a todos, meus agradecimentos.

A todos os meus familiares que atenuaram meu sofrimento, com orações e visitas o meu amor e gratidão.

Agradeço a todos os profissionais de saúde que cuidaram de mim, mas vou citar aqueles que diretamente estavam ligados a minha dor.

APOIO RELIGIOSO

Dom Caetano Ferrari – Bispo da Diocese e Bauru – Tivemos a honra de recebê-lo em casa.

Padre Toninho de Reginópolis SP – Tivemos a honra de recebê-lo em casa, além de muitas mensagens de FÉ enviadas por esse bondoso sacerdote.

Padre José Antônio – Dourado SP – Fomos recebidos em Dourado de forma comovente pelo iluminado Padre.

Irmãs do Mosteiro da Imaculada Conceição e São José em Piratininga.

Pastor Rogério Sanches – Tivemos a honra de recebê-lo em casa além outras visitas no Hospital da Unimed

Pastor Gilberto Damasceno e esposa Eliana – Tivemos a honra de recebê-lo em casa além de outras visitas.

Pastor Marcos que várias vezes me visitou.

A todos os grupos de orações de Piratininga, Bauru, Herculândia, familiares de Duartina e Uru.

MÁGOA, NUNCA CONSEGUI GUARDÁ-LAS

O meu agradecimento seria até mais longo, mas, sinto que a minha vida será breve. A vida é maravilhosa, sempre procurei amar a todos, gostar das pequenas coisas e ser feliz. Sinto que sou muito amado e querido. DEUS É BOM…Partirei sem mágoas…”

(Fonte)

Santificados pelo sofrimento

(Prof. Felipe Aquino)

adorar-a-Deus

O sofrimento santifica? Sentimos em nossa carne, que a conquista da santidade é algo que supera as nossas forças humanas, por isso os santos parecem aos nossos olhos como sobre-humanos. Na verdade, foi com o auxílio da graça de Deus que chegaram ao estado da bem-aventurança. “O que é impossível à natureza, é possível à graça de Deus”, disse Santo Agostinho. Ele ensina que a graça não anula e nem dispensa a natureza, a enriquece.

Como Deus nos vocacionou para sermos santos, Ele dirige a nossa vida e os nossos passos sempre nessa direção. Na medida que a nossa liberdade o consente Ele dirige os nossos passos para esse fim. É por isso que nos acontecimentos de nossa vida muitas vezes não entendemos o que nos sucede. Na verdade é a mão de Deus a nos conduzir.

O médico não prescreve o medicamento que agrada ao paciente, mas aquele que o cura. Assim também, como o Médico das almas, Deus nos apresenta muitas vezes remédios amargos, mas é para a nossa santificação. Assim, as provações e as tentações que Deus permite que nos atinjam são para o nosso bem espiritual. A Bíblia nos dá essa certeza. Àqueles que querem ser seus discípulos o Senhor exige: “Tome a sua cruz cada dia e siga-me” (Lc 9,23). Após a disposição interior de “renunciar a si mesmo”, é preciso a mesma disposição para “tomar a cruz cada dia”. Foi com a cruz que o Cordeiro de Deus tirou o pecado do mundo, e é também com a cruz que Ele tira o pecado enraizado em cada um de nós. Sabemos que o sofrimento não é obra de Deus, é a consequência do pecado.

“O salário do pecado é a morte” (Rom 6,23). Para dar um sentido ao sofrimento, Jesus o transformou em “matéria prima” da nossa salvação. Quem quer chegar à santidade não deve ter medo da cruz e deve toma-la, resolutamente, “a cada dia”, como disse Jesus, porque é ela que nos santificará.

Para entender essa pedagogia divina vamos examinar o que nos ensina a Carta aos hebreus, no capítulo 12, sobre as provações. Começa dizendo que assim como fizeram os santos, devemos nos “desvencilhar das cadeias do pecado” (v.1), enfrentando o “combate que nos é proposto”, como Jesus, que “suportou a cruz” (v.2), sem se deixar “abater pelo desânimo”(v 3). Em seguida mostra”nos que tudo é válido na luta contra o pecado. “Ainda não tendes resistido até ao sangue, na luta contra o pecado” (v.4).

Nesta luta vale a pena derramar até o próprio sangue, a própria vida. Em seguida a Carta recorda a citação dos Provérbios que diz: “Filho meu, não desprezes a correção do Senhor. Não desanimes,quando repreendido por ele, pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho” (Prov. 3,11).

Assim como nós pais terrenos, corrigimos os nossos filhos, porque os amamos, Deus também o faz conosco. Quantas vezes eu precisei segurar no colo os meus filhos, quando ainda pequenos, para que o farmacêutico os aplicasse uma injeção. Só o amor por eles me obrigaria a tal ato, mesmo com o seu choro nos meus ouvidos. Assim também Deus faz conosco; por amor, permite que as provações arranquem as ervas daninhas do jardim precioso de nossa alma.

A palavra de Deus diz: “não desprezes a correção do Senhor” (v.5), portanto devemos acolhe-la, amá-la, mesmo que nos incomode. E ela continua: “Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige ?” (v. 7). Somos filhos legítimos de Deus, e não bastardos, por isso Ele nos corrige (V.8). E a palavra de Deus nos diz que Ele nos corrige “para nos comunicar a sua santidade” (v.10). Aí está a razão pela qual Jesus nos manda abraçar a cruz de cada dia. É pelas pequenas e numerosas cruzinhas de cada dia que o Artista Divino vai moldando a nossa alma, à sua própria imagem. A nós cabe ter paciência e aceitar cada sofrimento, cada revés, cada humilhação, cada doença, enfim, cada golpe do Artista, com resignação e ação de graças.

A nossa natureza sempre se revolta, se impacienta e se agita desesperada, e com isso, só faz aumentar ainda mais o sofrimento e agrava a situação. O segredo para se sofrer com paciência é não olhar nem para o passado e nem para o futuro, mas viver, na fé, o presente. Um dos grandes conselhos que Jesus nos deixou no Sermão da Montanha foi este: “Não vos preocupeis pois com o dia de amanhã (…). A cada dia basta o seu mal” (Mt 6,34). Deus sempre nos dará a graça necessária para carregar, com determinação, a cruz de cada dia que nos santifica.

Cada um de nós têm a sua própria cruz, única e exclusiva, pois para cada tipo de doença há um remédio próprio.

A nossa cruz “de cada dia” é formada de tudo o que fazemos e sofremos: o trabalho diário, as preocupações, a falta de dinheiro, a doença, o acidente, a contrariedade, as calúnias, os mal entendidos, enfim, tudo, o que nos desagrada. Tudo isto se torna sagrado quando abraçado na fé e colocado no cálice do sangue do Senhor celebrado a cada dia no altar.

Certa vez, andando no Cemitério, por entre as sepulturas, em dado momento deparei”me com essa frase em uma delas: “A melhor oração é o sofrimento”. É verdade, pensei, mas desde que seja abraçado na fé e na paciência, e oferecido ao Pai junto com o sangue de Jesus.

A cruz se torna mais suave quando é aceita por amor a Deus. Jesus mesmo ensinou à confidente do seu Coração, Soror Benigna Consolata, como se deve sofrer: “Quando sofres, quer interna quer externamente, não percas o merecimento da dor. Sofre unicamente por Mim”. Sofrer tudo por amor a Jesus, eis o segredo de sofrer bem . Santo Agostinho tem uma frase que nos ensina bem tudo isso: “Quando se ama não se sofre, e se sofre, ama-se o sofrimento”. Quanto mais calados sofrermos, sem ficarmos buscando o consolo das pessoas que nos cercam, choramingando as nossas dores, tanto mais cresceremos na santidade, e tanto mais teremos méritos diante de Deus. A maior vitória sobre o sofrimento, qualquer que ele seja, será sempre o nosso silêncio e aceitação.

Muitas vezes nos impomos uma série de mortificações, mas os santos ensinam que as melhores cruzes são aquelas que Deus permite que cheguem a nós. “São Francisco de Sales dizia que: “As cruzes que encontramos pelas ruas são excelentes, e que mais o são ainda” e tanto mais quanto mais importunas ”as que se nos deparam em casa”. Valem mais as cruzes do que as disciplinas e os jejuns. De que adianta a penitência que voluntariamente nos impomos, se não aceitamos aquelas que diariamente Deus nos impõe, na medida exata da nossa correção? De nada valeria o sacrifício de um enfermo que quisesse tomar muitos remédios amargos que não fosse aquele receitado pelo médico. De forma alguma devemos desprezar as mortificações que nos impomos, contudo, mais importante do que elas são as que a divina providência nos manda.

São Paulo dizia aos romanos que “tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus” (Rom 8,28). Deus sabe aproveitar todos os acontecimentos da nossa vida para o nosso bem. Aceitar isso é ter fé, é saber abandonar-se nas mãos divinas, como o enfermo se entrega nas mãos do médico em que confia.

Tudo o que podemos passar nesta vida é pouco em vista da grande obra de santificação que Deus quer fazer em nós. Não podemos perder de vista o objetivo de Deus Pai que nos “predestinou para sermos conforme à imagem de seu Filho” (Rom 8,29). São Paulo tinha isto tão certo que disse aos romanos:

“Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada” (Rom 8,18).

É grande demais a obra que Deus está fazendo em nós. Santo Agostinho nos ensina que Deus “não permitiria o mal se não soubesse tirar dele um bem maior”. E que muitas vezes Deus permite que o mal nos atinja para evitar um mal maior.

As provações nos fortalecem para o combate espiritual; por isso, os Apóstolos sempre estimularam os fiéis a enfrentá”las com coragem. São Pedro diz:

“Caríssimos, não vos perturbeis no fogo da provação, como se vos acontecesse alguma coisa extraordinária. Pelo contrário, alegrai”vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo…”(1 Pe 4,12).

E ele ensina que a provação nos levará à perfeição:

“O Deus de toda graça, que vos chamou em Cristo à sua eterna glória, depois que tiverdes padecido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vós fortificará” (1 Pe 5,10).

É importante notar que o Apóstolo ensina-nos que a provação nos “aperfeiçoará-e nos tornará “inabaláveis”. É importante não se deixar perturbar no fogo da provação. Não se exasperar, não perder a paz e a calma, pois é exatamente isto que o tentador deseja. Uma alma agitada fica a seu bel-prazer. Não consegue rezar, fica irritada, mal humorada, triste, indelicada com os outros, etc. O antídoto contra tudo isso é a humilde aceitação da vontade de Deus no exato momento em que algo desagradável nos ocorre, dando, de imediato, glória a Deus, como São Paulo ensina: “Em todas as circunstâncias dai graças, pois esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus” (1 Tes 5,16). É preciso fazer esse grande e difícil exercício de dar glória a Deus na adversidade. Nesses momentos gosto de ficar glorificando a Deus, rezando muitas vezes o “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo …” até que minha alma se acalme e se abandone aos cuidados de Deus. Essa atitude muito agrada a Deus, pois é a expressão da fé pura de quem se abandona aos seus cuidados. É como a fé de Maria e de Abraão que “esperaram contra toda a esperança” (Hb 11,17-19), e assim, agradaram a Deus sobremaneira.

Jó agradou muito a Deus porque no meio de todas as provações, tendo perdido todos os seus bens e todos os seus filhos, ainda assim soube dizer com fé :

“Nu sai do ventre da minha mãe, nu voltarei. O Senhor deu, o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor! ” (Jo 1,21).

Afirmam os santos que vale mais um “bendito seja Deus!” pronunciado com o coração, no meio do fogo da provação, do que mil atos de ação de graças quando tudo vai bem.

O pecado original corrompeu tão intensamente o estado de santidade e de justiça original, em que Deus nos criou que, só mesmo com as provações Ele retira as “ervas daninhas” que se entranharam no jardim da nossa alma, que é propriedade de Deus. O Jardineiro divino da nossa alma sabe os métodos que deve empregar para limpar cada alma. Santa Teresa diz que sentiu Jesus dizer-lhe:

“Fica sabendo que as pessoas mais queridas de meu Pai são as que são mais afligidas com os maiores sofrimentos”. E por isso afirmava que não trocaria os seus sofrimentos por todos os tesouros do mundo. Tinha a certeza de que Deus a santificava pelas provações. A santa chega a dizer que “quando alguém faz algum bem a Deus, o Senhor lhe paga com alguma cruz”. Para nós essas palavras parecem até um absurdo, mas não para os santos, que conheceram todo o poder salvífico e santificador do sofrimento.

São Paulo ensina que:
“As nossas tribulações de momento são leves e nos preparam um peso de glória eterna” (2Cor 4,17).

Quando São Francisco de Assis passava um dia sem nada sofrer por Deus, temia que Deus tivesse se esquecido dele. São João Crisóstomo, doutor da Igreja, diz que “é melhor sofrer do que fazer milagres, já que aquele que faz milagres se torna devedor de Deus, mas no sofrimento Deus se torna devedor do homem”.

Só aceitaremos e amaremos o sofrimento quando enterdermos, como os santos, que por meio dele, Deus destrói em nós as más inclinações interiores e exteriores, que impedem a nossa santificação. As ofensas, as injúrias, os desprezos, os cinismos irritantes, as doenças, as dores, as lágrimas, as tentações, a humilhação do pecado próprio, etc., nos são necessários pois dão-nos a oportunidade de lutarmos contra as nossas misérias.

Isto não quer dizer que Deus seja o autor do mal, ou que Ele se alegre com o nosso sofrimento, não. O que Deus faz, de maneira até amável, é transformar o sofrimento, que é o salário do próprio pecado do homem, em matéria prima de sua própria salvação, dando assim, um sentido à dor. A partir daí, sob à luz da fé, podemos sofrer com esperança. É o enorme abismo que nos separa dos ateus, para quem a dor e a morte, continuam a ser o mais terrível dos absurdos da vida humana.

A paciência na dor é a grande arma do santo. São Tiago afirma que a paciência produz uma obra perfeita. Veja o que ele diz:

“Meus irmãos, tende por motivo de grande alegria o serdes submetidos a múltiplas provações, pois sabeis que a vossa fé, bem provada, leva à perseverança, mas é preciso que a perseverança produza uma obra perfeita, a fim de serdes perfeitos e íntegros sem nenhuma deficiência” (Tg 1,2″4).

A provação produz a perseverança, e por ela, passo a passo, chegaremos à perfeição, é o que nos ensina com essas palavras São Tiago.

O capítulo dois do Livro do Eclesiástico é o “hino da paciência”. Deveríamos decorar suas palavras:

“Meu filho, se entrares para o serviço de Deus (…) prepara a tua alma para a provação; humilha teu coração, espera com paciência (…) não te perturbes no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência” (Eclo 2,1-3).

“Aceita tudo o que te acontecer; na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência. Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo cadinho da humilhação” (4-6).

Essas palavras precisam ser muito bem assimiladas, amadas e vividas. É a paciência que nos levará ao céu. São Gregório Magno afirma que todos os santos foram mártires ou pela espada ou pela paciência. São Paulo gloriava-se nas provações:

“Nós nos gloriamos também nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a perseverança…” (Rom 5,3-5).

Sofrer com paciência é sabedoria, pois assim se vive com paz. Quem sofre sem paciência e sem fé, revolta-se, desespera-se, e sofre em dobro, além de fazer os outros sofrerem também. Santo Afonso diz que “neste vale de lágrimas não pode ter a paz interior senão quem recebe e abraça com amor os sofrimentos, tendo em vista agradar a Deus”. Segundo ele “essa é a condição a que estamos reduzidos em consequência da corrupção do pecado”.

É preciso aqui, ressaltar ainda uma vez mais, que as mortificações que aparecem contra a nossa vontade são as mais agradáveis a Deus, quando as abraçamos com fé e paciência. Diz o livro dos Provérbios que:

“Mais vale o homem paciente do que corajoso” (Pr 16,32).

Quando eu tinha vinte e dois anos de idade, recém formado na Faculdade, fui aprovado em concurso para Professor de uma Faculdade Federal de Engenharia. Casei-me no mesmo ano e nosso primeiro filho nasceu no ano seguinte. Sentia-me como um rei; tudo estava perfeito na minha vida. De repente, em poucos dias comecei a sentir a minha vista enfraquecer. Fui ao médico e ele constatou uma doença incurável, ceratocone, deformação da córnea. Eu teria que usar lentes de contato, de vidro, para sempre, até quem sabe, me submeter um dia a transplante das córneas.

Tudo aquilo, tão rápido, despencou sobre a minha cabeça como uma tempestade; e eu fiquei perguntando a Deus o que tudo aquilo significava. Isto já faz vinte e quatro anos. Lembro-me que naqueles dias, perguntei ao Pe Jonas Abib, que era o nosso diretor espiritual, sobre aquilo que eu sofria. Ele me disse:

“Eu não sei o que Deus quer com isso, mas certamente ele tem um plano atrás desses acontecimentos”.

Hoje, 24 anos depois, posso avaliar o quanto esta enfermidade ajudou-me a crescer espiritualmente. Talvez eu não estivesse hoje escrevendo essas páginas sobre o valor do sofrimento, se tudo isso não tivesse ocorrido. Aprendi a ser mais paciente comigo, com a doença, com os outros. Tive que fazer três transplantes das córneas, e atrás de tudo isto sempre vi a vontade de Deus na minha vida.

O homem de fé é aquele que está pronto a dizer sempre, em qualquer circunstância da vida: “Bendito seja Deus!”

(Fonte)