Somos bem-aventurados!

(Vandeia Ramos)

Ser santo não é ser exceção no céu. Só vai para o céu quem assim o for. Ouvimos muitas vezes e nós mesmos falamos sobre santidade como se fosse algo muito distante. A vida dos santos nos mostra justamente o contrário. Eles estão no meio de nós, a santidade está em nós pelo batismo.
A questão da santidade não é auto-referenciada, de que parte de nós. Ela vem da relação de filhos de Deus. Ele é nosso referencial. Dele viemos e para Ele voltaremos. Esta consciência dá sentido a nossa vida e é o primeiro ponto. Talvez por isso seja tão difícil encarnarmos em nossa catequese, no dar testemunho junto aos nossos desta vida nova e ajudá-los a trilhar por este caminho.
Temos até um dia específico para trabalhar os mandamentos. Mas, se eles não tiverem referência ao Evangelho, são somente um conjunto de “não’s”. Sozinhos, eles dão a identidade ao povo de Israel, mas não são suficientes para dar vida ao cristão. Este é o papel das bem-aventuranças. Aqui está o salto do cristão que passa a viver no mundo sem ser do mundo.
A referência deixa de ser o coleguinha, o programa de televisão, o aplicativo do celular, e passa a ser o próprio Jesus, o Bem-Aventurado. Ele é nossa referência. A vida interior se enriquece e seus valores começam a ser valorizados na catequese. O silêncio do pensar sobre um ponto, a oração, a visita ao Santíssimo, o pensar sobre a família e o mundo à luz da Boa Nova, o ser melhor para estar mais perto de Jesus, o conversar com Nossa Senhora… Catequese é apresentar Jesus e ajudar a construir uma linda e terna amizade.
Jesus é o Amigo que vamos encontrar quando fecharmos os olhos para este mundo. É a alegria dos santos, os menores neste mundo, porque são grandes em sabedoria, em vida no espírito, na mansidão, na justiça evangélica, na misericórdia divina, na pureza. A paz e a alegria são frutos desta vida, mesmo frente à aflição e à perseguição. Estamos no Senhor. E sua graça nos basta! Esta é a certeza da vida eterna!
A vida em Jesus nos leva a testemunhar mesmo nas maiores dificuldades. Esse é o nosso desafio e dos nossos. A ternura de um aperto de mão e um abraço diz ao outro que ele não está sozinho. Jesus está conosco e conosco segue, até o fim.
Esta certeza que nos garante a esperança de que podemos esperar uma vida melhor. Não aqui, nem agora. Alguém nos espera de braços abertos para nos acolher e secar nossas lágrimas. Alguém que foi na frente para preparar nosso lugar. Que caminha conosco para nos guiar em Sua direção. E vamos juntos, na comunhão dos santos! Lá nossa família fará festa para nos receber, a geração que procura o Senhor!

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São Pedro e São Paulo, dupla imbatível!

(Vandeia Ramos)

Impossível ser católico e não se emocionar com as declarações de fé de São Pedro! Como não se identificar com a arrogância de Saulo e sua inteligência como Paulo?
Pedro tem um barco e servos. A economia pesqueira é muito importante para Israel, que tem restrição com carnes, pois as considera dentro da cultura da época, de sacrifício aos deuses pagãos. E seu irmão, André, até então discípulo do nosso João Batista, vem lhe anunciar que o Messias estava entre nós.
Fico pensando no olhar com que Jesus passa e chama Pedro. Homem prático, pouco inclinado para arroubos da juventude, mas com o coração que não cabe em seu peito. Na caminhada pelas estradas, quantas vezes Pedro não pegou o leme? Acostumado ao trabalho, às tempestades, a trocar o dia pela noite sempre que necessário. Um homem disponível para o seguimento.
Duas cartas lhe são atribuídas. Alguns estudiosos levantam a possibilidade do evangelho de Marcos trazer sua marca.
Mesmo tendo negado, Jesus continua olhando nos seus olhos. É Pedro que entra no sepulcro antes de João. Cabe a ele cuidar das ovelhas e dos carneiros.
O atropelado Pedro foi sendo conformado sob os olhos de Jesus, sendo o humilde de Atos dos Apóstolos, que reconhece sua pequenez frente à missão a que é chamado. Que confia em quem o chama, e não em si mesmo. Que sabe que pode contar com o olhar constante de Jesus. E segue até sua cruz. Em Roma, Cidade Eterna.
Paulo também é como muitos de nós. Nossa arrogância de olharmos o mundo a partir de nosso entendimento, de achar que as coisas, se forem como pensamos, podem ser mudadas somente pelo nosso agir.
E ele cai. A Verdade o deixa ofuscado a ponto de tirar sua visão. Três dias sem ver para aprender a enxergar, para se perceber a partir de Jesus, e não de si.
Fariseu disciplinado no estudo das Escrituras, precisa aprender tudo novamente, de perceber sua escrita a partir de Jesus como o Messias prometido. E isso para anunciar em outra língua, em grego, com uma cultura muito diferente da sua. Grande missão para um grande homem.
Sua juventude não o deixa acomodar. Sua inteligência o leva a ver a presença de Deus entre comunidades tão diversas. Sua abertura ajuda a distinguir o que é a Palavra e o que é a cultura. Em como ver Deus em toda face humana, em lugares do mundo tão diferentes do seu.
E chega em Roma. Faz dobradinha com Pedro. Uma nova Cidade Eterna é fundada. Não mais pelos irmãos Rômulo e Remo alimentados por uma loba. Mas pelos cristãos Pedro e Paulo, alimentados pela Eucaristia. Eles se tornam os pilares nos quais a Igreja cresce.
Tão diferentes e com a mesma fé. Missões grandiosas, corações abertos para Deus infinito. Respostas humildes que ensinam à Igreja de hoje e de sempre.

Viva São João!

(Vandeia Ramos)

É São João e o dia foi quente! Esqueceram de avisar a ele que deveria ser a noite mais fria do ano!
O último dos profetas, escolhido desde o ventre materno, santificado pelo encontro com Jesus no ventre de Maria.
Sua luz fez com que ele não seguisse as regras humanas, ainda que tenha sempre seguido a Lei.
A vida de intimidade com Deus é fruto da resposta de seus pais à fé de Israel. Sua mãe que lhe dá o nome. Ela acredita no que o anjo Gabriel tinha dito ao marido Zacarias sobre seu filho ser cheio do Espírito desde o ventre (Lc 1, 15) e reconduzir as pessoas a Deus (Lc 1, 16-17).
Quando Zacarias não acredita (Lc 1, 20), Isabel confirma os dois. Como são grandiosas e sutis as mulheres de Israel. Não temem afirmar sua fé e a dos seus sempre que necessário!
No descrédito do marido, a esposa confirma os dois. E o marido, na humildade do reconhecimento de suas limitações, respalda a mulher. Que bela a família de João!
Zacarias é sacerdote e, pela tradição, João seguiria seus passos no templo. No entanto, ele vai para o deserto, vai ser profeta das nações, vai denunciar o pecado e anunciar a vinda do Cordeiro de Deus. Sua vida é expressão desta intimidade.
João não segue os passos do pai. O pai, compreendendo o que significa ser profeta do Altíssimo no mundo, aceita o caminho que lhe foi oferecido, respeita uma outra missão que o próprio Deus tem para seu menino.
E vai para o deserto. Lá é lugar de encontro com Deus, lugar de acolhida, lugar de proteção. João sobrevive aos ataques de Herodes aos bebês. Ele é guardado dos que não querem um novo rei para Israel, dos que utilizam da Lei para interesses pessoais.
Entre pele de camelo e gafanhotos, o homem se enverga. Com ele, a memória de que Deus não esqueceu os seus, que os prepara para algo maior, para dar-se totalmente a nós em seu Filho.
E João começa pela água, como o princípio da vida. Voltar ao princípio, no arrependimento dos pecados, para poder ser resgatado do pecado, para renascer naquele que é a própria Vida do homem.
Em João, o anúncio de que o paraíso já não satisfaz nossa humanidade. Precisamos de mais. Deus guardou o melhor para o fim, para a plenitude dos tempos: seu Filho como o Cordeiro de Deus, que nos faz ser irmãos e família de seu próprio Pai.
E João é o escolhido para anunciar a Israel sua missão: trazer o Filho ao mundo!
Da uma família que não perdeu a fé ainda que tudo parecesse dizer o contrário, para o último dos profetas. Do pai mudo para o anunciador da Luz ao mundo. Da confirmação de sua mãe para o cuidado de Deus conosco. São João Batista, rogai por nós!

Comecem as festas…

(Vandeia Ramos)

Começa mês de junho e começam as festas. Este fim de semana teve várias festas. Podiam espalhar pelo mês para não termos que escolher e podermos ir em muitas…
Comida, quadrilha, amigos, barracas, brincadeiras… Festa junina é lugar de encontro. É lugar de alegria.
Interessante notarmos como, para os católicos, onde junta gente tem oração e tem comida. Tem festa!
A alegria do povo de Deus pede expressão com música, partilha, serviço e celebração.
O frio da roça favorece a fogueira. Desde os tempos mais antigos as pessoas se juntavam ao redor do fogo para espantar o frio e celebrar a vida. Rir, conhecer, dançar, contar as memórias dos antepassados, transmitir às novas gerações o legado e a responsabilidade da herança que os antigos deixaram. Continuidade. Aprender a ver além das palavras, da música e da comida. Ver além. Ver a vida que pulsa através do tempo…
Daí é fácil compreendermos as festas dos santos juninos. Eles trazem a memória de um evangelho vivo no meio dos seus, passado pelas gerações nas diferentes celebrações, comemorado com a alegria de quem sabe que não está sozinho, mas que participa de uma grande família, a família de Deus.
A liturgia nos recorda esta semana: de “onde estás” do gênesis, que termina com o pisar na cabeça da serpente, passando pelo “eu creio” e por isso anuncia ao mundo sua fé de São Paulo, à identificação dos que fazem parte da família de Jesus, os que fazem a vontade de Deus.

A vida dos santos é expressão desta única Palavra, que perpassa toda a Sagrada Escritura. Santo Antônio, São João, São Pedro e São Paulo, junto a todos os outros, nos mostram como tiveram a coragem de responder “eis-me aqui, Senhor”, e por isso, ao anunciar a fé “a todas as nações”, ao “formarem discípulos”, aprenderam a ser a descendência, a serem filhos, e a pisarem na cabeça da serpente.
Suas festas nos ensinam a nos reunirmos em família para celebrar a alegria da vida, a “acender a fogueira do meu coração” com “o fogo que arde sem se ver”. Ensina a celebrarmos no aqui e agora a festa eterna que será no céu!

E vamos às festas!

Amar os inimigos

«Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem» (Mt 5,43-44)

Claro que no Carmelo não se encontram inimigos mas, enfim, há simpatias; sentimo-nos mais atraídas por esta irmã, enquanto aquela nos levaria até a fazer um desvio para não deparar com ela. Assim, sem mesmo o saber, ela torna-se objeto de perseguição.

Pois bem, Jesus diz-me que é preciso amar essa irmã, rezar por ela, mesmo que a sua conduta me leve a crer que ela não gosta de mim: «Se amais os que vos amam, que agradecimento mereceis? Os pecadores também amam aqueles que os amam.»

E não basta amar, é preciso demonstrá-lo. Ficamos naturalmente felizes por dar um presente a um amigo, gostamos muito de fazer surpresas, mas a caridade não é isso, pois os pecadores também o fazem.

Eis que Jesus continua a ensinar-me: «Dá a todo aquele que te pede, e a quem se apoderar do que é teu, não lho reclames». Dar a todas as que pedem é menos doce que oferecer-se a si mesma num movimento amoroso. Se é difícil dar a quem nos pede, ainda o é mais deixar alguém apoderar-se do que é nosso sem o reclamar.

Oh minha Mãe, digo que é difícil, mas deveria antes dizer que parece ser difícil, pois o jugo do Senhor é leve e suave (Mt 11,30). Quando o aceitamos, sentimos logo a sua doçura e clamamos como o salmista: «Correrei pelo caminho dos Teus mandamentos, porque deste largas ao meu coração» (Sl 118,32).

Não há como a caridade para dilatar o meu coração, oh Jesus. Desde que essa doce chama o consome, corro com alegria no caminho do Vosso mandamento novo (Jo 13,34).

Por Santa Teresinha do Menino Jesus
(1873-1897), Carmelita, Doutora da Igreja
Manuscrito autobiográfico C 15v°-16r°

Natividade de São João Batista

A liturgia faz-nos celebrar a Natividade de São João Batista, o único Santo do qual se comemora o nascimento, porque marcou o início do cumprimento das promessas divinas

João é aquele «profeta», identificado com Elias, que estava destinado a preceder imediatamente o Messias para preparar o povo de Israel para a sua vinda …

Depois de Nossa Senhora, talvez seja João Batista o santo mais venerado pelos Cristãos. Como a Santa Mãe de Deus, dele também se celebra a data de dois nascimentos: para a vida terrena, em 24 de junho, e para a vida eterna em 29 de agosto. Aliás, São João e Maria Santíssima eram parentes bem próximos.

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Já no Antigo Testamento encontramos trechos que se referem a São João Batista, o Precursor: estrela da manhã que com o seu brilho excedia o brilho de todas as outras estrelas e anunciava a manhã do dia abençoado, iluminado pelo Sol espiritual de Cristo (Mal 4, 2). Ver Isaías.

Por causa de suas pregações, São João foi logo tido como profeta. Aquela categoria de homens especialmente escolhidos pela Providencia que, falando por inspiração divina, prenunciam os acontecimentos, ouvem e interpretam os passos do Criador na história, orientando o caminhar do povo de Deus.

Os Santos Evangelhos referem-se a ele como sendo um desses homens. Talvez como sendo o maior deles (Lc 7, 26-28), uma vez que com São João Batista a missão profética atingiu sua plenitude e ele é um dos elos de ligação entre o Antigo e o Novo Testamento.

Os outros profetas foram um prenúncio do Batista. Só ele pôde apresentar o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo em pessoa como sendo o messias prometido, o salvador e redentor da humanidade.

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O Evangelista São Lucas nos conta que João, o “Batista”, o “Precursor”, nasceu numa cidade do reino de Judá, perto de Hebron, nas montanhas, ao sul de Jerusalém e que era descendente do santo patriarca Abraão, iniciador da historia do povo de Israel.

Seu pai foi o sacerdote São Zacarias (da geração de Aarão) e sua Mãe foi Santa Isabel (da geração de Davi), prima da Virgem Maria, mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo. São Lucas ressalta também as circunstâncias sobrenaturais que precederam o nascimento de João Batista: Isabel, estéril e já idosa, viu ser possível realizar seu justo desejo de ter um descendente quando o arcanjo São Gabriel anunciou a Zacarias, seu esposo, que ela daria a luz a um filho. O menino deveria chamar-se João e seria o precursor do Salvador.

Pela graça de Deus o menino não foi morto no massacre dos inocentes quando milhares de crianças foram assassinadas na região de Belém a mando de Herodes. Alguns meses depois de engravidar-se, Isabel recebeu a visita de Nossa Senhora: “Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.

E exclamou em alta voz: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio.” (Lc 1, 39-44).

Essas circunstâncias, impregnados de um clima sobrenatural, foram preparadas sabiamente pela Divina Providencia para que o papel de João Batista fosse realçado como precursor de Cristo. Esses fatos aconteceram por volta do ano 5, antes de Cristo, no território onde habitava a tribo de Judá.

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Estando ainda em sua juventude, João retirou-se para o deserto. Nesse ambiente austero, recolhido e afastado dos homens ele preparou-se para sua missão. Vestido de pêlos de camelo e um cinturão de couro, ele alimentava-se apenas de mel silvestre e gafanhotos. Com jejuns e orações, colocou-se por inteiro na presença do Altíssimo, levando uma vida extremamente coerente com seus ensinamentos. Permaneceu no deserto até por volta de seus trinta anos quando iniciou suas pregações às margens do rio Jordão.

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A relevância do papel de São João Batista reside no fato de ter sido ele o “precursor” de Cristo. Foi ele a voz que clamava no deserto anunciando a chegada do Messias não cessando, jamais, de chamar os homens à conversão: “Arrependei-vos e convertei-vos, pois o reino de Deus está próximo”. Em suas pregações Insistia sempre para que os judeus, pela penitência, se preparassem pois estava próxima a chegada do Messias prometido.

João passou a ser conhecido como “Batista” por causa da importância que dava ao batismo, um ritual de purificação corporal onde a imersão na água simbolizava a mudança de vida interior do batizado.

Prisao de Sao Joao Batista - Igreja de São João Batista, Halifax (Canadá).jpg

Não deixava nunca de salientar aos seus ouvintes e discípulos que “Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque antes de mim ele já existia! Eu também não o conhecia, mas vim batizar com água para que ele fosse manifestado a Israel”.

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João pregou também na corte de Herodes Antipas, tetrarca da Galiléia. Foi ai que ele teve oportunidade de denunciar a vida escandalosa que o governante levava. E foi também essa denuncia que serviu de motivo para que João Batista fosse preso. Ele só não foi condenado à morte nessa ocasião porque o tetrarca sabia da popularidade do já muito conhecido pregador e temia a reação do povo diante dessa medida extrema.

Porém, como relata o evangelista São Marcos (6, 21-29), aconteceu que durante as comemorações do aniversário de Herodes, Salomé, filha de Herodíades – mulher com a qual o governante mantinha um relacionamento irregular e imoral – agradou tanto ao aniversariante que este prometeu atender qualquer pedido feito pela moça.

Instigada pela mãe, ela pediu a cabeça de João Batista. Herodes cumpriu o que havia prometido: mandou degolar João Batista e sua cabeça foi trazida numa bandeja e entregue a Salomé.

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“Entre os filhos de mulher, ninguém ultrapassa João Batista” (Lc 7, 28): a vaidade, o orgulho, a soberba, jamais encontraram lugar em seu coração. Por causa de sua austeridade e de sua fidelidade cristã, ele foi confundido com o próprio Jesus Cristo, mas, imediatamente, ele retruca: “Eu não sou o Cristo, mas fui enviado diante dele.” (Jo 3, 28) e “não sou digno de desatar a correia de sua sandália”. (Jo 1, 27). João batizou Jesus, embora não quisesse fazê-lo, dizendo: “Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim ?” (Mt 3, 14).

Quando seus discípulos hesitantes não sabiam a quem seguir, ele apontava na direção daquele que é o único caminho: “Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. (Jo 1, 29).

E dava testemunho de Jesus: “Eu vi o Espírito descer do céu, como pomba, e permanecer sobre ele. Pois eu não o conhecia, mas quem me enviou disse-me: Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, é ele que batiza com Espírito Santo. Eu vi, e por isso dou testemunho: ele é o Filho de Deus!”

Oração a São João Batista

São João Batista, fostes a voz que clamou no deserto: “Endireitai os caminhos do Senhor… fazei penitência, porque no meio de vós está quem não conheceis e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias”, ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas para que eu me torne digno do perdão daquele que vós anunciastes com estas palavras: “Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira os pecados do mundo”. São João Batista, rogai por nós!

Fonte: Arautos