Santíssima Trindade – dinâmica

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Objetivo: Mostrar a Santíssima Trindade, sob a ótica da água.

Tempo Estimado: 30 minutos.

Introdução

Não existem palavras nem expressões capazes de ilustrar alguma coisa que transcendam o universo criado.

Portanto, utilizarei comparações e sinônimos do nosso mundo físico. Peço-lhe que seja benévolo com as minhas limitações de comunicação.

O conceito foi um mistério através dos séculos e é então enunciado com uma pergunta: Como é possível que haja um só Deus, mas ao mesmo tempo que sejam Três Pessoas Divinas e diferentes?

Vejamos: Um só Deus “está composto” de uma Substância Divina e única. Este Deus único manifesta-se em três Pessoas Divinas. Quer dizer: Uma substância em Três Pessoas: Três Manifestações.

DETALHE: Uma Substância Única

Utilizemos a comparação química: A molécula do composto chamado “Água”, está formada por três átomos: dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio. A fórmula química é: H2O. Quando dois átomos de hidrogênio se combinam quimicamente com um átomo de oxigênio para criar uma molécula, a substância que daí resulta, é sempre a mesma e única: Água [H2O]. Esta substância única tem um conjunto de propriedades físicas e químicas que não se encontram noutro composto.

Três Manifestações

A água [H2O] pode estar no estado gasoso, estado líquido ou estado sólido. Quer dizer, manifesta-se nos três estados de acordo com a pressão e a temperatura do meio ambiente em que se encontre. Isto tudo acontece sem deixar de ser a mesma e única substância: Água [H2O].

A Comparação

O estado normal da água é aquele que se manifesta quando se encontra em condições normais (temperatura ambiental e pressão atmosférica a nível do mar), então, a “Manifestação Normal” da água [H2O] é o “Estado Líquido”‘.

Consideremos então esta comparação: Deus Pai = “Manifestação Normal” = “Estado Líquido”; portanto “Manifestação Concreta” = “Estado Sólido” de Deus Pai, é Jesus Cristo; por isso, “Manifestação Espiritual” = “Estado Gasoso” de Deus Pai, é o Espírito Santo. Uma Substância, Três Manifestações Diferentes.

Sob determinadas condições de temperatura e pressão, a água [H2O] manifesta-se simultaneamente (em perfeito equilíbrio termodinâmico) em três estados: gasoso, líquido e sólido.

Tanto a água no “Estado Sólido”, como no “Estado Gasoso” provêm da água no “Estado Líquido”. Portanto a esse estado regressam.

Comentários

O Divino sempre se reflete no mundo físico. Portanto o conceito Trino manifesta-se nos três estados físicos: Sólido, Líquido e Gasoso.

O homem tem a semente das duas pessoas do Deus Trino. O homem foi criado à imagem de Deus mas só será completamente realizado quando regressar ao Pai.

A semente do Espírito Santo é desvendada no Batismo. Esta semente, se for cuidadosamente cultivada, frutificará nesse ser humano sob a forma de um espírito à imagem do Espírito Santo.

Quanto mais profundamente o homem viva a Palavra de Deus mais se assemelhará à “Palavra (O Verbo) Encarnada”, a imagem do Filho.

Mas para chegar a manifestar-se completamente no homem a “Imagem do Deus Trino”. o terceiro componente só pode conseguir ao regressar ao seio do Pai.

O homem foi feito à “Imagem de Deus”. Uma Imagem de um espelho ou projetada nunca pode ser tão perfeita como a “Original”. No entanto, quanto mais perfeito for o espelho ou a projeção, mais fiel será a “Imagem” ao “Original”.

Ele “…se é perfeito como o Pai é perfeito…” chama-nos a aperfeiçoar os nossos ‘espelhos’ o mais possível, para que a ‘Imagem’ refletida por nós seja a mais perfeita possível. Mantendo em mente que, uma ‘Imagem’ sempre ser uma ‘Imagem’, não importa o grau de perfeição, porque…”Quem é como Deus?”

Quando Nosso Senhor Jesus Cristo disse que vendo-o a Ele, era como ver o Pai, o que Ele lhes dizia era que: Ele não é uma ‘Imagem’, Ele é a mesma substância, portanto, não é diferente do Pai porque Ele próprio é Deus!.

Originalmente publicado a nível mundial em Inglês em Maio de 1994. Nazaré, Portugal.

Arquidiocese de Teresina Paróquia São Sebastião Catequese Paroquial

(Fonte)

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No coração de Maria, veremos a Deus

(Thiago Zanetti)

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Mãe da Igreja, Mãe de Deus, olhando para Maria enxergamos a Deus

Se alguém algum dia na vida disser que quer ser como Nossa Senhora, a serva do Senhor, esse conseguiu compreender o plano de Deus. Esse conseguiu entender o que a Bíblia diz, e o que significou a vinda de Jesus no meio de nós. Esse(a) servo(a) entendeu as palavras de Jesus. Em suma, entendeu tudo! Porque Maria foi uma autêntica discípula e missionária. Foi fiel a Jesus e ao plano de Deus. Na hierarquia do céu, Maria está abaixo apenas Santíssima Trindade. Ela está acima dos santos e dos anjos. É Rainha do céu!

Maria, mulher de coragem, força, silêncio, vigor e obediência; Virgem sem pecado, escolhida para ser a mãe do Salvador.

Assim como por meio de uma mulher (Eva), o pecado entrou no mundo, por meio do “sim” de Maria a Salvação também entrou no mundo. A patrística nos ensina que Maria é a nova Eva.

Escreve Prof. Felipe Aquino, no livro Por que sou católico: “Uma das devoções mais belas da Igreja Católica é à Virgem Maria, Mãe de Jesus; logo, Mãe de Deus encarnado. Sendo a ‘Mãe de Deus’, jamais Maria pode ser uma ‘mulher’ qualquer’; seria uma ofensa ao Criador pensar assim. Ela foi escolhida por Deus, desde toda a eternidade, para ser Mãe do seu Filho feio homem. Ela lhe deu a carne humana, sem a participação de um homem” (p. 133).

E continua Prof. Felipe: “Maria é a filha predileta de Deus Pai, a Mãe santíssima do Filho e a Esposa do Espírito Santo. Já percebeu a intimidade que ela tem com a Santíssima Trindade? Mas ela não é uma deusa, não pertence à Trindade divida” (p. 134).

São Cirilo de Alexandria (370-442) escreveu:

Salve, ó Maria, tu que trouxeste em teu sagrado seio virginal o Imenso e Incompreensível; por ti; é glorificada e adorada a Santíssima Trindade; por ti, se festeja e é adorada no universo a cruz preciosa; por ti exultam os céus; por ti, se alegram os anjos e os arcanjos; por ti, são postos em fuga o demônios; por ti, cai do céu o diabo tentador; por ti, é elevada ao céu a criatura decaída; por ti, todo gênero humano, sujeito à insensatez dos ídolos chega ao conhecimento da verdade; por ti, o santo batismo purifica os que creem; por ti, recebemos o óleo da alegria; por ti, são fundadas igreja em toda a terra; por ti, as nações são conduzidas à conversão.

Lindo isso, não?

Nossa Senhora é modelo de santidade, exemplo de vida, de fidelidade, de amor, de compaixão, de ternura, de bondade, de afeto, de brandura, de temor, de disciplina, de obediência. E isso tudo diante de Jesus.

Veja o que o Evangelista Lucas nos mostra: “E sua mãe [Maria] disse: ‘Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição’. Respondeu-lhes ele: ‘Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai’? Eles, porém, não compreenderam o que ele lhes dissera” (Lc 2,48-49). Agora veja que intrigante: “Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração” (Lc 2,51).

Que coração era esse de Maria? Quanta coisa não cabia no coração de Nossa Senhora. A palavra de Lucas 2,51 diz que Maria “guardava todas estas coisas no seu coração”.

Quão grande era esse coração. Difícil de mensurar. O coração de Maria está aberto aos seus filhos e filhas da mesma forma que está aberto o coração de Jesus para a humanidade. Não somos órfãos de mãe, temos Nossa Senhora como Mãe e Advogada nossa!

Hoje, o coração Imaculado de Maria nos acolhe como verdadeiros filhos dela! No coração de Maria, veremos a Deus! Mãezinha do Céu, ensina-nos a contemplar o rosto de Jesus!

(Fonte)

Santíssima Trindade

A Igreja Católica ensina que o insondável mistério que chamamos Deus, revelou-se à humanidade como uma Trindade de Pessoas: Pai. Filho e Espírito Santo.

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Três Pessoas, Um só Deus

O mistério da Trindade é a doutrina central da fé católica. Sobre ele estão baseados todos os outros ensinamentos da Igreja. No Novo Testamento há freqüente menção do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Uma leitura atenta destas passagens escriturísticas leva-nos a uma inconfundível conclusão: cada uma destas Pessoas é apresentada como tendo qualidades que só a Deus podem pertencer. Mas se há apenas um só Deus, como pode ser isso?

A Igreja estudou este mistério com grande solicitude e, depois de quatro séculos de investigações, decidiu expressar a doutrina deste modo:

Na unidade da divindade há três Pessoas – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – realmente distintas uma da outra. Assim, nas palavras do Credo de Atanásio: “O Pai é Deus, o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus, e no entanto não são três deuses, mas um só Deus”.

Criador, Salvador, Santificador  
Todos os efeitos da ação de Deus sobre suas criaturas são produzidos pelas três Pessoas divinas em comum. Mas porque certos efeitos da ação divina na criação nos fazem recordar mais de uma Pessoa divina do que de outra, a Igreja atribui efeitos do Pai como Criador de tudo quanto existe; do Filho, a palavra de Deus, como nosso Salvador ou Redentor; e do Espírito Santo – o amor de Deus” derramado em nossos corações” – como nosso Santificador.

Crer que Deus é Pai significa crer que você é filho, ou filha; que Deus, seu Pai, o acolhe e o ama; que Deus, seu Pai, criou você como um ser humano digno de amor.

Crer que Deus é Palavra salvadora significa crer que você é um ouvinte; que a sua resposta à Palavra de Deus é abrir-se ao Seu Evangelho libertador que o liberta para optar pela união com Deus e pela fraternidade com o próximo.

Crer que Deus é Espírito significa crer que neste mundo você está destinado a viver uma vida santificada, sobrenatural, que é uma participação limitada na própria natureza divina – uma vida que é o início da vida eterna.

O livro do Êxodo traz uma das revelações mais profundas da história humana. Esta revelação é narrada na história do chamado que Deus dirigiu a Moisés para ele ser o líder de seu povo. Falando de uma sarça ardente que, “apesar de estar se queimando não se consumia”, Deus bradou: “Moisés, Moisés!” A seguir ordenou-lhe que reunisse os israelitas e persuadisse o Faraó a deixá-lo conduzir aquele povo escravizado para fora do Egito. Ao ouvir o plano divino, Moisés ficou apreensivo

E o diálogo continua: “Mas, – disse Moisés a Deus – quando eu for ter com os israelitas, e lhes disser: ‘O Deus de seus pais mandou-me a vocês’, se eles me perguntarem: ‘Qual o seu nome?’ que lhes responderei?” 
Deus replicou: “Eu sou quem sou”. E acrescentou: “Isto dirás aos israelitas”:“Aquele que É mandou-me a vocês”. E Deus disse a Moisés: “Então dirás aos israelitas: ‘O Senhor, o Deus dos seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacó, mandou-me a vocês…’ “ (Êx 3, 13-15).

Nesse diálogo (e em outros semelhantes, veja Jz 13, 18 e Gn 32, 30) Deus de fato não deu a si mesmo um “nome”. Recusa-se a dar uma “chave” que poderia fazer o povo pensar que tinha poder sobre Deus. Deus diz, com efeito, que Ele não é como um dos muitos deuses que o povo adorava. Ele se oculta, mostrando assim a distância infinita entre Ele e tudo quanto nós, seres humanos, tentamos conhecer e controlar.

Mas mandando a Moisés que dissesse “Aquele que É mandou-me a vocês”, Deus também revela algo muito pessoal. Esse Deus que supera todas as realidades que passam, não está desligado de nós e do nosso mundo. Ao contrário, esse Deus que “é” revela que Ele está com vocês. Ele não diz o que Ele é em si mesmo. Ele revela, porém, quem Ele é para você. Nesse momento capital narrado no Êxodo (e explanado mais adiante no Livro de Isaías, cap. 40, 45), Deus revelou que Ele é o seu Deus, o “Deus de seus pais” – o insondável mistério que está com você para sempre, com você para além de todos os poderes da morte do mal.

O Deus que se revela no Antigo Testamento tem duas características principais. A primeira e mais importante, é que Ele está pessoalmente perto de você, que Ele é o seu Deus. A segunda é o fato de que este Deus que livremente procura um relacionamento pessoal com você está para além de todo tempo e espaço. EU SOU não está ligado a nada, mas liga todas as coisas a si mesmo. Com suas própias palavras, “Eu sou o primeiro e o último; fora de Mim não há nenhum Deus” (Is 44, 6)

Séculos após a revelação referida no Êxodo e em Isaías, o Deus misterioso da sarça ardente revelou seu nome – em Pessoa. Superando toda suposição e expectativa humana, a Palavra de Deus “se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1, 14). Numa revelação que ofusca a mente com sua luz, Jesus dirigiu-se a EU SOU e disse: “Tu, Pai, estás em mim e Eu em ti… Eu dei-lhes a conhecer o Teu nome, e dar-lhes-ei a conhecer ainda, para que o amor com que me amaste esteja neles e eu esteja neles” (Jo 17, 21.26)

EU SOU revelou Seu nome no Seu filho. A sarça ardente atrai você para a sua luz. O Deus de Moisés, revelado em Jesus, é amor, é Pai, está em você.

(Fonte)