De um mundo dividido à comunhão em Deus

(Vandeia Ramos)

E de repente estamos não só num mundo dividido, mas muitos de nós estamos contribuindo para dividir o mundo. E sabemos que, quando um Reino se divide, ele não poderá sobreviver… Como esperarmos um futuro para a humanidade se estamos segmentados e em confronto entre nós? Acessamos os meios de comunicação e desfilam diante de nós notícias que influenciam oposição entre grupos. E quase que somos obrigados a nos posicionarmos. Se for em uma mídia de postagens e comentários, ficamos até assustados com a violência de muitos, principalmente se estes forem católicos. Agressões, adjetivos que desqualificam, julgamentos sem direito de defesa, retaliação, ataques… isso é mesmo quem somos?
O que seria de nós se Jesus não tivesse vindo em nosso socorro? O que seria de nós sem o Amor? Se alguns não tivessem tido o compromisso heróico de ousar seguir contra a corrente? Jesus passou três anos conosco e sabemos que não foi uma vida simples. Temos refletido sobre suas últimas palavras no evangelho de João e nos emocionado em como Ele se oferece por nós ao Pai e nos promete seu Espírito. Ele não nos abandona. Ele se coloca ao lado dos seus perante o Pai, aceitando o mesmo destino – é assim que Ele vai para a cruz.
Com todos os motivos para nos condenar, Ele não desistiu. Ele formou uma comunidade, e nos chamou de amigos. Quando não tinha mais nada a oferecer, deu-nos sua Mãe e fez-nos sua família. Antes de voltar para casa, diz que é nossa casa e que vai prepará-la para nos receber. E, para não ficarmos sozinhos, envia o Espírito, mas não é visível ao mundo. É este Espírito que une o Pai e o Filho, e que nos une como família. Agora, a Santíssima Trindade acolhe algo novo: a humanidade do Filho. Jesus, que se encarnou, que se fez Homem, ascendeu ao céu e, encontrando-se à direita do Pai, também como Homem, também o está com a humanidade assumida. Nossa comunhão com Deus está garantida em Cristo por toda a eternidade.
Já podemos perceber esta atitude figurada em Moisés. Quando ele sobe o Sinai não vai somente como pessoa, mas também como chefe de Israel – o povo está ali representado com ele. E ele tem consciência que seu comportamento, atitudes, palavras, trazem Israel consigo. Ele se coloca por seu povo. É assim que enfrenta a idade e a dificuldade em subir o Sinai com as duas tábuas de pedra. É assim que invoca o Senhor.
Quando Deus vem e encontra Moisés, vê seu justo amado. Sabe que ele está ali em nome do povo. Mas tem uma atenção especial com a pessoa de seu líder, pois sabe do sacrifício que este fez por estar ali. E ouve seu querido chamando-lhe. O coração de Deus se enternece com a coragem e o heroísmo de seu escolhido que, mesmo sabendo os limites e pecados do seu povo, coloca-se ao seu lado e escolhe assumir o mesmo destino que será dado a ele. E mesmo por este povo ousa ir ao encontro de Deus e interceder, pedindo em nome da bondade de Deus, não por mérito de Israel ou mesmo seus.
E Moisés se curva até o chão, para que Deus faça dele o que quiser, em lugar do povo. Ele sabe que conseguiu o favor divino pela obediência anterior, pela presteza, e por esta atenção intercede não por si, mas por todos. E se inclui. Coloca-se como membro do povo cabeça dura, cheio de culpas, pecados, e pede que Ele seja seu Deus. Ele assume o povo em si, ainda que seja disponível para a ação de Deus. É uma imagem muito bonita já no Antigo Testamento do que Jesus será no Novo por nós, do que a Igreja (nós) vai aprendendo a ser na história.
São Paulo fará o mesmo quando for primeiro aos judeus antes de ir aos pagãos, garantindo-lhes em seguida a Aliança. Ele descreve o caminho para que possamos também sermos como Moisés e Jesus, e revermos nossas atitudes e posturas: uma Igreja em contínuo aperfeiçoamento, corajosa, que busca a concórdia, a paz, para que o Deus do amor e da paz esteja conosco. É neste caminho que todos os santos nos saúdam e, no Espírito Santo, por Jesus Cristo, estaremos na graça do Pai – participando da Santíssima Trindade, dando louvor, honra e glória eternamente.

Catequese na Quarentena

Muitas crianças estão se adaptando aos meios de ensino à distância e nós podemos aproveitar este momento para preparar um encontro catequético à distância também.

Reconheço que nem todos os catequistas têm acesso às tecnologias e também muitas crianças sequer possuem um computador ou celular para acessar os conteúdos disponíveis, mas podemos usar nossa criatividade e os dons que temos para levar aos nossos catequisandos uma mensagem de fé e esperança de que Deus está conosco e que podemos confiar em sua palavra.

“Nada temas, porque estou contigo, não lances olhares desesperados, pois eu sou teu Deus; eu te fortaleço e venho em teu socorro, eu te amparo com minha destra vitoriosa.” (Isaías 41,10)

Um recurso simples e muito utilizado na catequese é contar histórias bíblicas e colorir desenhos, trazendo o tema para a nossa realidade, seguem algumas sugestões:

Pentecostes

No domingo passado tivemos a solenidade de Pentecostes, podemos comentar com as crianças de que os apóstolos e Nossa Senhora também estavam com medo, tristes e em isolamento, como nós agora. Mas estavam unidos e rezando. E o Espírito Santo veio ao encontro deles e os deu forças para seguirem adiante, dando início à nossa Igreja. Nós também podemos suplicar ao Espírito Santo que nos dê forças para superar este momento difícil que o mundo está passando. Nós somos Igreja!

Santíssima Trindade

No próximo domingo celebraremos a Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo. Um só Deus em três pessoas. Para mim um dos encontros mais difíceis de explicar na catequese.

E este será o próximo tema da postagem do Carlos Francisco no nosso estudo sobre o Credo, não percam…

Mas que tal gravar um vídeo, com uma dinâmica e mandar para as crianças?

(Recomendo a dos estados fisicos da água postada aqui.)

O terço

Sei que o mês de maio é o mais apropriado para falarmos sobre a oração do terço na catequese, mas Nossa Senhora em suas aparições nos pede para rezarmos o terço todos os dias, principalmente pedindo pelo fim da guerra e pela paz no mundo. E o momento que a humanidade está passando é justamente este, estamos vivendo em uma guerra, contra um vírus destruidor, contra o racismo, contra a violência e tantas outras coisas que nos tiram a paz. Podemos e devemos reforçar na catequese esta devoção à oração do terço, pois é uma poderosa arma contra tudo que nos afasta de Deus.

Nossa Senhora, rogai por nós que recorremos a vós!

Oração do Santo Anjo

E por hoje deixo aqui um tema simples, mas não menos importante, a oração pedindo a intercessão do nosso Anjo da Guarda. Este nosso amigo invisível, mas muito real. Assim como o coronavirus e muitas outras forças invisíveis que nós cristãos temos que combater diariamente. Vamos rezar todos os dias, ao acordar, quando tivermos que sair, antes de dormir, pois nosso querido Anjo da Guarda está sempre atento para nos guardar de todo mal, amém?

Beijinhos da Catequista Sheila 😇❤️

Chamados a Ser Povo Eleito

(Vandeia Ramos)

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O Evangelho de Mateus, escrito para cristãos vindos do judaísmo, chama à abertura do coração para todos os povos. Daí temos uma preocupação teológica, de apresentar o Filho de Deus vindo para a salvação de todos, não somente de Israel. O Povo Eleito, pelo qual Deus se revela, precisa se abrir para o Novo Povo Eleito, com a marca do espírito que paira sobre cada um.
Jesus não nasce em Jerusalém nem vem da terra de Israel, e sim da Galileia das nações, como o próprio Mateus vai identificar, lugar de passagem e de miscigenação histórica de vários povos. E vai para o Jordão, vai procurar seu primo, João Batista, fazendo a passagem da Antiga Aliança para a Nova, assumindo a Promessa em Si mesmo, iluminando seus seguidores para que continuem o Caminho.
O batismo de João é de arrependimento do pecado, de busca de remissão, de abertura do coração para Deus – é nosso primeiro passo na adesão a Cristo. Como Cabeça do Corpo Místico, Jesus nasce sob a Lei para dar testemunho da Lei. Ele é o Filho, semelhante a nós em tudo, menos no pecado. E seguiu os passos da humanidade para nos ensinar que Deus é maior que tudo e que devemos seguir confiando e esperando.
Batista identifica em Jesus o Cordeiro de Deus sem pecado e fica desconcertado. Jesus o tranquiliza e o incentiva a seguir, pois é preciso mostrar-se como Caminho da Verdade e da Vida. E temos uma das mais bonitas teofanias, em que a Santíssima Trindade se manifesta à humanidade através do Filho, com o Espírito pairando, como para Moisés no Sinai e em Nossa Senhora na Encarnação, e o Pai anunciando Jesus. É um sinal do que será nosso batismo, em que seremos inseridos no Corpo Místico pela água e pelo sangue da cruz, de sermos Templos da Trindade.
Somos os Eleitos do Senhor para manifestar Sua presença ao mundo, o que nos exige uma vida de testemunho, de deixar que o próprio Deus fale em nós, através de nós. Ou seja, a presença do Espírito nos silencia, pois reconhecemos nossa imperfeição e, por misericórdia, não denunciamos o pecado do irmão que briga consigo para sustentar a fé e a esperança; somos sustentados na catequese, em que, através de cada encontro, revemos nossa vida à luz do amor de Deus; iluminamos a cegueira espiritual que não nos permite ver a ação divina através dos acontecimentos; libertamo-nos dos vícios que nos escravizam e nos afastam do Reino; saímos das trevas da ignorância, que não deixam ver além de nós mesmos e de necessidades que nos limitam.
Justiça e Boa Nova se entrelaçam. Através do anúncio de João Batista, do nosso, a Trindade se faz presente aos que buscam a Deus. Através do Filho, a Igreja se torna critério de justiça, dos que se abrem ao Espírito, dos que são eleitos pelo Pai.
Que o Senhor nos sustente na Paz, na Sua Paz, para que possamos ser Seu Povo Eleito, luz das nações, testemunho da esperança no Reino.

Santíssima Trindade, comunhão de amor

(Vandeia Ramos)

Como o nome indica, Trindade significa três: três Pessoas e um único Deus. Presente ao longo do Antigo Testamento, os hebreus não tinham conhecimento deste mistério, que só no Novo foi revelado por Jesus. Entre “Eu e o Pai somos um” e o envio do Espírito Santo, foram diversas vezes que o Filho indicou o relacionamento de amor divino. O que não significa que tenha sido fácil a Igreja explicar e mesmo definir. Como nos diz o Evangelho de hoje, Jesus sabia que a compreensão seria no momento oportuno e, enquanto Mistério divino, esta mesma compreensão não se esgotaria, sempre aberta a aprofundamento.
Mistério central da fé cristã (batismo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo), cada Pessoa divina é distinta e atua junta com as demais, como podemos identificar desde o livro do Gênesis. A partir do Pai, através do Filho, no Espírito Santo, a humanidade caminha na história, tendo a Igreja como a Esposa que reúne os filhos e os apresenta a Deus.
Entre vários momentos que podemos apontar como privilegiados na Sagrada Escritura, podemos contemplar o momento em que Deus (Pai), tendo criado tudo pela Palavra (Filho), com o Espírito pairando sobre as águas, suspende sua ação. Percebemos que é chegado um momento importante, em que tudo o feito até então se dirige. E diz: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”.
Deus, comunhão entre Pessoas, em um ato de amor, deseja ser amado livremente, alegrar-se com os filhos do homem. Antes de tudo ser criado, a pessoa humana era desejada e querida, cada um de nós já era amada desde a eternidade. E Deus aguardava o momento de nossa criação, já preparando tudo com a devida ordem, prevendo toda e qualquer necessidade que poderíamos ter.
A Criação é suspensa. Na continuidade do pó da terra, como oleiro, Deus cuida com ternura do ser humano, infundindo o sopro divino, que rompe com os demais, diferenciando, fazendo-nos portadores do Espírito. O humus se torna homo. Não para vivermos sozinhos e isolados em nossa solidão, mas uma humanidade dual, homem e mulher, chamados a se relacionarem desde sempre com Deus. A partir da comunhão trinitária, temos a relação entre Deus, a humanidade e a criação. Cada um de nós é chamado a viver no amor divino entre nós, como continuidade da relação que vivemos com Deus.
Do mesmo modo em que o mundo espiritual antecede a criação da terra, há mais em nossa vida e que a supera, transpassando-a. Este amor infundido pelo Projeto que Jesus revela, aponta que há uma realidade em que somos chamados a nos realizarmos como filhos de Deus, seguindo o exercício das virtudes e sustentando nossa comunhão de fé.
Ao contemplarmos a Criação, o Universo, o ser humano ao longo da história, podemos perceber como somos tão pequenos, praticamente insignificantes. Considerando nossa vida pessoal, os cuidados, a ternura, o amor de que somos frutos e, ao mesmo tempo, acompanhados por Deus, sabemos que somos muito queridos e amados.
Entre a grandiosidade do cosmos e nossa pequenez, a Trindade se manifesta de modo pessoal a cada um de nós. O que leva o salmista a perguntar: “Senhor, que é o homem para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?’
Nesta consciência humilde frente a grandeza divina, podemos nos juntar à Igreja, aqui e por toda a eternidade, e cantarmos juntos: Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!

Santíssima Trindade – dinâmica

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Objetivo: Mostrar a Santíssima Trindade, sob a ótica da água.

Tempo Estimado: 30 minutos.

Introdução

Não existem palavras nem expressões capazes de ilustrar alguma coisa que transcendam o universo criado.

Portanto, utilizarei comparações e sinônimos do nosso mundo físico. Peço-lhe que seja benévolo com as minhas limitações de comunicação.

O conceito foi um mistério através dos séculos e é então enunciado com uma pergunta: Como é possível que haja um só Deus, mas ao mesmo tempo que sejam Três Pessoas Divinas e diferentes?

Vejamos: Um só Deus “está composto” de uma Substância Divina e única. Este Deus único manifesta-se em três Pessoas Divinas. Quer dizer: Uma substância em Três Pessoas: Três Manifestações.

DETALHE: Uma Substância Única

Utilizemos a comparação química: A molécula do composto chamado “Água”, está formada por três átomos: dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio. A fórmula química é: H2O. Quando dois átomos de hidrogênio se combinam quimicamente com um átomo de oxigênio para criar uma molécula, a substância que daí resulta, é sempre a mesma e única: Água [H2O]. Esta substância única tem um conjunto de propriedades físicas e químicas que não se encontram noutro composto.

Três Manifestações

A água [H2O] pode estar no estado gasoso, estado líquido ou estado sólido. Quer dizer, manifesta-se nos três estados de acordo com a pressão e a temperatura do meio ambiente em que se encontre. Isto tudo acontece sem deixar de ser a mesma e única substância: Água [H2O].

A Comparação

O estado normal da água é aquele que se manifesta quando se encontra em condições normais (temperatura ambiental e pressão atmosférica a nível do mar), então, a “Manifestação Normal” da água [H2O] é o “Estado Líquido”‘.

Consideremos então esta comparação: Deus Pai = “Manifestação Normal” = “Estado Líquido”; portanto “Manifestação Concreta” = “Estado Sólido” de Deus Pai, é Jesus Cristo; por isso, “Manifestação Espiritual” = “Estado Gasoso” de Deus Pai, é o Espírito Santo. Uma Substância, Três Manifestações Diferentes.

Sob determinadas condições de temperatura e pressão, a água [H2O] manifesta-se simultaneamente (em perfeito equilíbrio termodinâmico) em três estados: gasoso, líquido e sólido.

Tanto a água no “Estado Sólido”, como no “Estado Gasoso” provêm da água no “Estado Líquido”. Portanto a esse estado regressam.

Comentários

O Divino sempre se reflete no mundo físico. Portanto o conceito Trino manifesta-se nos três estados físicos: Sólido, Líquido e Gasoso.

O homem tem a semente das duas pessoas do Deus Trino. O homem foi criado à imagem de Deus mas só será completamente realizado quando regressar ao Pai.

A semente do Espírito Santo é desvendada no Batismo. Esta semente, se for cuidadosamente cultivada, frutificará nesse ser humano sob a forma de um espírito à imagem do Espírito Santo.

Quanto mais profundamente o homem viva a Palavra de Deus mais se assemelhará à “Palavra (O Verbo) Encarnada”, a imagem do Filho.

Mas para chegar a manifestar-se completamente no homem a “Imagem do Deus Trino”. o terceiro componente só pode conseguir ao regressar ao seio do Pai.

O homem foi feito à “Imagem de Deus”. Uma Imagem de um espelho ou projetada nunca pode ser tão perfeita como a “Original”. No entanto, quanto mais perfeito for o espelho ou a projeção, mais fiel será a “Imagem” ao “Original”.

Ele “…se é perfeito como o Pai é perfeito…” chama-nos a aperfeiçoar os nossos ‘espelhos’ o mais possível, para que a ‘Imagem’ refletida por nós seja a mais perfeita possível. Mantendo em mente que, uma ‘Imagem’ sempre ser uma ‘Imagem’, não importa o grau de perfeição, porque…”Quem é como Deus?”

Quando Nosso Senhor Jesus Cristo disse que vendo-o a Ele, era como ver o Pai, o que Ele lhes dizia era que: Ele não é uma ‘Imagem’, Ele é a mesma substância, portanto, não é diferente do Pai porque Ele próprio é Deus!.

Originalmente publicado a nível mundial em Inglês em Maio de 1994. Nazaré, Portugal.

Arquidiocese de Teresina Paróquia São Sebastião Catequese Paroquial

(Fonte)

No coração de Maria, veremos a Deus

(Thiago Zanetti)

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Mãe da Igreja, Mãe de Deus, olhando para Maria enxergamos a Deus

Se alguém algum dia na vida disser que quer ser como Nossa Senhora, a serva do Senhor, esse conseguiu compreender o plano de Deus. Esse conseguiu entender o que a Bíblia diz, e o que significou a vinda de Jesus no meio de nós. Esse(a) servo(a) entendeu as palavras de Jesus. Em suma, entendeu tudo! Porque Maria foi uma autêntica discípula e missionária. Foi fiel a Jesus e ao plano de Deus. Na hierarquia do céu, Maria está abaixo apenas Santíssima Trindade. Ela está acima dos santos e dos anjos. É Rainha do céu!

Maria, mulher de coragem, força, silêncio, vigor e obediência; Virgem sem pecado, escolhida para ser a mãe do Salvador.

Assim como por meio de uma mulher (Eva), o pecado entrou no mundo, por meio do “sim” de Maria a Salvação também entrou no mundo. A patrística nos ensina que Maria é a nova Eva.

Escreve Prof. Felipe Aquino, no livro Por que sou católico: “Uma das devoções mais belas da Igreja Católica é à Virgem Maria, Mãe de Jesus; logo, Mãe de Deus encarnado. Sendo a ‘Mãe de Deus’, jamais Maria pode ser uma ‘mulher’ qualquer’; seria uma ofensa ao Criador pensar assim. Ela foi escolhida por Deus, desde toda a eternidade, para ser Mãe do seu Filho feio homem. Ela lhe deu a carne humana, sem a participação de um homem” (p. 133).

E continua Prof. Felipe: “Maria é a filha predileta de Deus Pai, a Mãe santíssima do Filho e a Esposa do Espírito Santo. Já percebeu a intimidade que ela tem com a Santíssima Trindade? Mas ela não é uma deusa, não pertence à Trindade divida” (p. 134).

São Cirilo de Alexandria (370-442) escreveu:

Salve, ó Maria, tu que trouxeste em teu sagrado seio virginal o Imenso e Incompreensível; por ti; é glorificada e adorada a Santíssima Trindade; por ti, se festeja e é adorada no universo a cruz preciosa; por ti exultam os céus; por ti, se alegram os anjos e os arcanjos; por ti, são postos em fuga o demônios; por ti, cai do céu o diabo tentador; por ti, é elevada ao céu a criatura decaída; por ti, todo gênero humano, sujeito à insensatez dos ídolos chega ao conhecimento da verdade; por ti, o santo batismo purifica os que creem; por ti, recebemos o óleo da alegria; por ti, são fundadas igreja em toda a terra; por ti, as nações são conduzidas à conversão.

Lindo isso, não?

Nossa Senhora é modelo de santidade, exemplo de vida, de fidelidade, de amor, de compaixão, de ternura, de bondade, de afeto, de brandura, de temor, de disciplina, de obediência. E isso tudo diante de Jesus.

Veja o que o Evangelista Lucas nos mostra: “E sua mãe [Maria] disse: ‘Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição’. Respondeu-lhes ele: ‘Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai’? Eles, porém, não compreenderam o que ele lhes dissera” (Lc 2,48-49). Agora veja que intrigante: “Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração” (Lc 2,51).

Que coração era esse de Maria? Quanta coisa não cabia no coração de Nossa Senhora. A palavra de Lucas 2,51 diz que Maria “guardava todas estas coisas no seu coração”.

Quão grande era esse coração. Difícil de mensurar. O coração de Maria está aberto aos seus filhos e filhas da mesma forma que está aberto o coração de Jesus para a humanidade. Não somos órfãos de mãe, temos Nossa Senhora como Mãe e Advogada nossa!

Hoje, o coração Imaculado de Maria nos acolhe como verdadeiros filhos dela! No coração de Maria, veremos a Deus! Mãezinha do Céu, ensina-nos a contemplar o rosto de Jesus!

(Fonte)