A fórmula secreta de São João Bosco para ganhar na loteria

Quer saber como ganhar na loteria? São João Bosco revela os “números mágicos” que você deve jogar para sempre levar o prêmio.

Viveu, no século XIX, um homem muito famoso por seus milagres e profecias. Mesmo antes de morrer em odor de santidade, a fama de São João Bosco se espalhava por todos os lados. A uns, anunciava-lhes por quantos anos havia de viver; a outros, dizia-lhes a profissão que teriam no futuro; e, a muitos, adivinhava-lhes os pecados antes que os contassem no confessionário. Ao todo, Dom Bosco – como era chamado – realizou mais de oitocentos milagres.

Conta-se que um homem pobre, tendo ouvido falar das maravilhas que operava este humilde sacerdote, correu um dia à sua procura para perguntar-lhe algo muito importante: a fórmula para ganhar na loteria. O rapaz queria que o santo lhe dissesse que números deveria escolher na hora de comprar o bilhete.

São João Bosco pensou por um momento e logo lhe respondeu com plena segurança:

“Os ‘números mágicos’ para que você ganhe na loteria são estes: 10, 7 e 14. Jogue-os, em qualquer ordem, que você conseguirá.”

O homem se encheu de alegria e já ia sair correndo para comprar o bilhete, quando o santo, tomando-o pelo braço, disse-lhe sorridente: “Um momento, porque não lhe expliquei bem os números, nem lhe disse de que tipo de loteria eu estava falando. Veja, estes números significam o seguinte:

  • 10 quer dizer que você deve cumprir os Dez Mandamentos;
  • 7, que você deve receber com frequência os Sacramentos;
  • e 14, que você deve praticar as 14 obras de misericórdia, tanto as corporais como as espirituais.”

O santo concluiu: “Se você cumprir estas três coisas: observar os Mandamentos, receber bem os Sacramentos e praticar as obras de misericórdia, ganhará na melhor e mais extraordinária de todas as loterias, que é a glória eterna do Céu.”

O homem compreendeu e, ao invés de procurar a lotérica, foi ao asilo para oferecer uma esmola.

A esmola faz parte das 7 obras de misericórdia corporal, que são:

  1. Dar de comer a quem tem fome;
  2. Dar de beber a quem tem sede;
  3. Vestir os nus;
  4. Dar pousada aos peregrinos;
  5. Assistir aos enfermos;
  6. Visitar os presos;
  7. Enterrar os mortos.

Há ainda as obras de misericórdia espiritual, que são as seguintes:

  1. Dar bom conselho;
  2. Ensinar os ignorantes;
  3. Corrigir os que erram;
  4. Consolar os aflitos;
  5. Perdoar as injúrias;
  6. Sofrer com paciência as fraquezas do próximo;
  7. Rogar a Deus por vivos e defuntos.

Longe de ser uma invenção distante da realidade, a lista das obras de misericórdia constitui uma forma prática de viver o próprio mandamento do amor ao próximo, em atenção ao que Cristo ensinou e pediu que fizéssemos aos mais pequeninos dos nossos irmãos (cf. Mt 25, 40). Embora tenha sido negligenciada em alguns ambientes de catequese, essa relação continua sendo, junto com os Mandamentos e os Sacramentos, a escada segura para “ganhar na loteria” da vida eterna.

10, 7 e 14: invista todo o seu coração nestes números e você será verdadeiramente feliz aqui na terra e no Céu!

(Fonte)

Educação contínua da fé

Dentro da pastoral, a catequese adquire cada dia maior importância e extensão: trata-se de uma catequese contínua que dura por toda a vida dos cristãos.
É necessária uma educação permanente da fé que acompanhe o homem por toda vida, em seu crescimento integral.
A catequese não tem a função de “passar” aos outros um conjunto de verdades definidas. Não se trata de dar fórmulas prontas. A catequese deve possibilitar uma autêntica experiência de vida e de fé dentro de uma comunidade.
Por isso, a catequese não pode ser um ato isolado na vida dos catequizandos que, em geral, são aqueles que se preparam para receber a primeira Eucaristia ou a Crisma. Durante muito tempo a catequese se limitou a preparação imediata aos sacramentos, numa linha quase que exclusivamente doutrinária.

CATEQUESE SÓ PARA RECEBER SACRAMENTOS?
A formação dos catequizandos é dinâmica, porque são dinâmicos os novos valores, os métodos originais, os conhecimentos atuais, o progresso da técnica, a vida que caminha e interroga, o caminhar da Igreja e da catequese, exigindo reflexão e compromisso.
Além destas características a catequese deve apresentar propostas aos problemas concretos da vida, de acordo com a faixa etária dos catequizandos para levá-los ao engajamento na comunidade, numa vivência de fé, aderindo cada vez mais a Jesus Cristo.

Por que uma educação contínua da fé?
Porque a educação contínua e sistemática da fé propõe elementos indispensáveis, como:
• O crescimento explicito na fé centrada em Cristo;
• A re-leitura da realidade;
• O aprofundamento bíblico que leva à vivência evangélica;
• A participação na comunidade, exigindo compromisso social;
• O crescimento da descoberta dos valores humanos, fazendo história, numa linha libertadora;
• A educação para a celebração da fé na liturgia, capacitando para o testemunho de vida.

No processo de educação contínua da fé, tanto na família como nas diversas pastorais da comunidade cristã, as pessoas (crianças, jovens e adultos) aprenderão:
• O sentido do mistério, o gosto pela oração e pelo silêncio;
• A ter senso crítico diante de uma sociedade que dá valor àquilo que não tem valor;
• A confrontar a própria vida com a mensagem evangélica, manifestando sua fé com suas palavras e atitudes.

Catequizar não é só ajudar as pessoas a crerem em Jesus Cristo, mas a percorrerem juntos o mesmo caminho que leva à vida plena. A comunidade catequizadora deve acompanhar o caminho dos cristãos, nas diversas faixas etárias, para, juntos, crescerem na fé.
Um dos grandes desafios na catequese, hoje, de modo especial na catequese urbana, é a perseverança e a participação dos catequizandos na comunidade cristã, como exigência de crescimento da fé. Devemos nos preocupar quando muitos dos que se preparam para a primeira Eucaristia ou para o sacramento da Crisma não se sentem motivados a essa educação contínua da fé.

• Refletir que: “O adulto não é um crescido na fé, é um crescente”. Por quê?
• Estamos convencidos que a catequese não é só ensinamento doutrinal? E quais são, então, os elementos importantes que caracterizam, hoje, a catequese?

Fonte: Folheto Ecoando 9 – formação interativa com catequista – Editora Paulus

Matrimônio

 


O matrimônio é um pacto de amor, aliança matrimonial entre o homem e a mulher que se entregam um ao outro para o bem dos cônjuges e a geração e a educação da prole. O pacto
matrimonial, comunidade de vida e de amor, foi fundado e dotado de leis próprias pelo Criador. Entre os batizados, foi elevado, por Cristo Senhor, à dignidade de sacramento (cf. GS, 48 e cân. 1055, 1 e 2).

São propriedades essenciais do matrimônio: a unidade e a indissolubilidade do sacramento em si (cf. cân. 1056).

O sacramento do matrimônio significa a união de Cristo com a Igreja. Concede aos esposos a graça de amarem-se com o mesmo amor com que Cristo amou a sua Igreja; a graça do sacramento leva à perfeição o amor humano dos esposos, consolida sua unidade indissolúvel e os santifica no caminho da vida eterna (cf. GS, 48 e cân. 1055, 1). São Paulo diz: “Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja … É grande este mistério: refiro-me à relação entre Cristo e a sua Igreja” (Ef 5, 25.32).

O matrimônio cristão deve ser para o mundo um sinal do amor-aliança e do amor pascal do senhor (cf. GS, 52). Para os esposos deve significar a missão de participar na transformação do mundo e da sociedade.

O matrimônio se baseia no consentimento dos contraentes, isto é, na vontade de doar-se mútua e definitivamente para viver uma aliança de amor fiel e fecundo (cf. GS, 48 e cân. 1057).

Como realidade humana, o matrimônio compromete os cônjuges não só com a comunidade de fé, mas a comunidade humana (cf. GS, 52).

“O pacto matrimonial, pela qual o homem e mulher constituem entre si o consórcio de toda a vida, por sua índole natural ordenado ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole, entre batizados foi por Cristo Senhor elevado à dignidade de sacramento” (CDC, 1055 §1).

Entre os pontos essenciais que devem constar de uma catequese pré-matrimonial autêntica, são de recordar:

– o matrimônio é uma sociedade. entre dois filhos de Deus destinada a realizá-los até à plenitude pela vivência do amor-caridade como sinal e instrumento do amor fecundo de Cristo por sua Igreja; pela procriação e educação consciente e generosa dos filhos, como objetiva e concreta realização do amor conjugal;

– a superação do dualismo que separa matéria e corpo, corpo e alma, levando os jovens a compreenderem que, na vivência humana de seu amor é que se explicita e se realiza a dimensão sacramental do casamento;

– a superação da superstição e da visão mágica do sacramento pelo entendimento de que sua eficácia depende da firmeza de disposição interior e do esforço em vista do compromisso de amor assumido de forma adulta;

– a compreensão de que a fé implica compromisso ético para com a justiça e o amor ao próximo, o qual deve ser vivido no matrimônio e transbordar para a comunidade em que a família está inserida;

– a compreensão de que o amor humano é uma imagem do amor de Deus, que se caracteriza pela gratuidade;

– o entendimento de que o sacramento só deve ser assumido com prévia evangelização, como opção de fé, de modo que, por coerência e autenticidade, não devem os nubentes assumi-lo por simples imposição social” (CNBB, Orientações pastorais sobre o matrimônio, 2.9).

PREPARAÇÃO

Seja dada grande importância à preparação dos noivos, aliás, indispensável, levando-se em conta as orientações da pastoral familiar da CNBB. Para tanto, haja em cada paróquia uma equipe pré-matrimonial. Para não comprometer o conteúdo básico da preparação imediata ao matrimônio, não se deve concentrar o encontro de noivos num único dia.

Pelo menos dois meses antes do matrimônio, os noivos se apresentem à secretaria paroquial da paróquia em que residem para serem feitos os devidos encaminhamentos.

O processo matrimonial, pelo menos na parte do juramento, deve ser feito pelo pároco ou vigário paroquial, na presença do noivo e da noiva, em separado, pois esse primeiro contato com os nubentes é de grande valor pastoral.

Os noivos deverão apresentar-se munidos dos seguintes documentos: certidão de batismo, fotocópia da identidade, certificado do curso de noivos, certidão de óbito do cônjuge falecido, em caso de segundas núpcias.

Os párocos procurem ajudar os noivos a conseguir a certidão de batismo, através da secretaria paroquial. Os recibos de cartas registradas que não obtiveram resposta podem ser instrumento para motivar uma justificação de batismo e de estado livre.

Os sacerdotes procurem seguir fielmente a legislação canônica em vigor, sobretudo no que diz respeito à sua jurisdição e aos impedimentos e de seus respectivos proclamas.

Para se evitar certos inconvenientes, diante do direito adquirido pela justiça vigente de nosso país, os párocos procurem não assumir o registro do matrimônio civil realizado após a celebração religiosa. Procurem fazer com que os noivos ou seus genitores assumam tal responsabilidade.

Os católicos, que ainda não receberam o sacramento da confirmação, recebam-no antes de serem admitidos ao matrimônio, se isto for possível fazer sem grave incômodo (Cân. 1065 §1).

Para que o sacramento do matrimônio seja recebido com fruto, recomenda-se insistentemente aos noivos que se aproximem dos sacramentos da penitência e da santíssima Eucaristia (Cân. 1065 §2).

REALIZAÇÃO

A celebração do matrimônio deve ser uma verdadeira festa, tanto para os noivos como para seus familiares e convidados. Uma festa naturalmente de cunho religioso.

A ornamentação seja simples e de bom gosto. Evitem-se os gastos supérfluos e qualquer ostentação que não seja condizente com o espírito cristão. Caso haja mais que uma celebração do Matrimônio na mesma igreja ou oratório, procurem os noivos organizar os enfeites da igreja em comum acordo.

São estas as músicas que poderão ser executadas:

– Missas de matrimônio;

– Músicas para ocasiões avulsas;

– Músicas populares cuja mensagem esteja de acordo com a doutrina cristã referente ao matrimônio;

– Músicas selecionadas da Harpa de Sião;

– Músicas sacras;

– Marchas nupciais

– Músicas chamadas evocativas;

A critério do pároco, pode-se também celebrar casamentos nas capelas, tanto rurais como urbanas. Pode-se ainda ser concedida a transferência para a realização do matrimônio em outras paróquias.

Pelo Acordo firmado entre o Brasil e a Santa Sé, se tornou possível o efeito civil do casamento através da realização da celebração conforme as leis canônicas. (cf. Acordo entre a República Federativa do Brasil e a Santa Sé relativo ao estatuto jurídico da Igreja Católica no Brasil, art.12).

– Exige-se ao menos duas testemunhas oficiais.

Realizado o matrimônio, este deve ser registrado no livro de casamentos da paróquia. Após as notificações feitas às paróquias de onde vieram as certidões de batismo, o processo seja arquivado na paróquia. Cuidem os párocos ao receberem as notificações, de inscrevê-las à margem do respectivo livro de batismo.

O consentimento dos pais é necessário para menores de 18 anos.

Todos aqueles que prestam serviço como cerimonialistas na realização deste sacramento, devem seguir as orientações próprias do ritual do matrimônio.

(Terminamos aqui o nosso estudo sobre os Sacramentos –  Fonte)