Breve Catequese sobre o Sacramento da Confissão

1. O QUE É CONFISSÃO ?

R: Confissão ou Penitência é o Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, para que os cristãos possam ser perdoados de seus pecados, e receberem a graça santificante. Também é chamado de sacramento da Reconciliação.

2. QUEM INSTITUIU O SACRAMENTO DA CONFISSÃO OU PENITÊNCIA?

R: O sacramento da Penitência foi instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo nos ensina o Evangelho de São João: “Depois dessas palavras (Jesus) soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem vocês perdoarem os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos ” (Jo 20, 22-23)

3. A IGREJA TEM A AUTORIDADE PARA PERDOAR OS PECADOS ATRAVÉS DO SACRAMENTO
DA PENITÊNCIA?

R: Sim, a Igreja tem esta autoridade porque a recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu”( Mt 18,18 ).

4. POR QUE ME CONFESSAR E PEDIR O PERDÃO PARA UM HOMEM IGUAL A MIM?

R: Só Deus perdoa os pecados. O Padre, mesmo sendo um homem sujeito às fraquezas como outros homens, está ali em nome de Deus e da Igreja para absolver os pecados. Ele é o ministro do perdão, isto é, o intermediário ou instrumento do perdão de Deus, como os pais são instrumentos de Deus para transmitir a vida a seus filhos, como o médico é um instrumento para restituir a saúde física, etc.

5. OS PADRES E BISPOS TAMBÉM CONFESSAM ?

R: Sim, obedientes aos ensinamentos de Cristo e da Igreja, todos os Padres, Bispos e mesmo o Papa se confessam com frequência, conforme o mandamento: “Confessai os vossos pecados uns aos outros ” ( Tg 5,16 ).

6. O QUE É NECESSÁRIO PARA FAZER UMA BOA CONFISSÃO ?

R: Para se fazer uma boa confissão são necessárias 5 condições:

a) um bom e honesto exame de consciência diante de Deus;

b) arrependimento sincero por ter ofendido a Deus e ao próximo;

c) firme propósito diante de Deus de não pecar mais, mudar de vida, se converter;

d) confissão objetiva e clara a um sacerdote;

e) cumprir a penitência que o mesmo nos indicar.

7. COMO DEVE SER A CONFISSÃO ?

R: Diga o tempo transcorrido desde a última confissão. Acuse (diga) seus pecados com clareza, primeiro os mais graves, depois os mais leves. Fale resumidamente, mas sem omitir o necessário. Devemos confessar os nossos pecados e não os dos outros. Porém se participamos ou facilitamos de alguma forma o pecado alheio, também cometemos um pecado e devemos confessá-lo (por exemplo, se aconselhamos ou facilitamos alguém a praticar um aborto, somos tão culpados como quem cometeu o aborto).

8. O QUE PENSAR DA CONFISSÃO FEITA SEM ARREPENDIMENTO OU SEM PROPÓSITO DE CONVERSÃO, OU SEJA SÓ PARA “DESCARREGAR” UM POUCO OS PECADOS ?

R: Além de ser uma confissão totalmente sem valor, é uma grave ofensa à misericórdia Divina. Quem a pratica, comete um pecado grave de sacrilégio.

9. QUE PECADOS SOMOS OBRIGADOS A CONFESSAR?

R: Somos obrigados a confessar todos os pecados graves (mortais). Mas é aconselhável também confessar os pecados leves (veniais) para exercitar a virtude da humildade.

10. O QUE SÃO PECADOS GRAVES (MORTAIS) E SUAS CONSEQÜÊNCIAS ?

R: São ofensas graves à Deus ou ao próximo. Apagam a caridade no coração do homem; desviam o homem de Deus. Quem morre em pecado grave (mortal) sem arrependimento, merece a morte eterna, conforme diz a Escritura: “Há pecado que leva à morte” (I Jo 5,16b).

11. O QUE SÃO PECADOS LEVES (VENIAIS) ?

R: São ofensas leves a Deus e ao próximo. Embora ofendam a Deus, não destroem a amizade entre Ele e o homem. Quem morre em pecado leve não merece a morte eterna. “Toda iniqüidade é pecado, mas há pecado que não leva à morte” ( I Jo 5, 17 ).

12. PODEIS DAR ALGUNS EXEMPLOS DE PECADOS GRAVES ?

R: São pecados graves por
exemplo: O assassinato, o aborto provocado, assistir ou ler material pornográfico, destruir de forma
grave e injusta a reputação do próximo, oprimir o pobre o órfão ou a viúva, fazer mau uso do dinheiro público, o adultério, a fornicação, entre outros.

13. QUER DIZER QUE TODO AQUELE QUE MORRE EM PECADO MORTAL ESTÁ CONDENADO ?

R: Merece a condenação eterna. Porém somente Deus que é justo e misericordioso e que conhece o
coração de cada pessoa pode julgar.

14. E SE TENHO DÚVIDAS SE COMETI PECADO GRAVE OU NÃO ?

R: Para que haja pecado grave
(mortal) é necessário:

a) conhecimento, ou seja a pessoa deve saber, estar informada que o ato a ser praticado é pecado;

b) consentimento, ou seja a pessoa tem tempo para refletir, e escolhe (consente) cometer o pecado;

c) liberdade, significa que somente comete pecado quem é livre para faze-lo;

d) matéria, significa que o ato a ser praticado é uma ofensa grave aos mandamentos de Deus e da Igreja.
Estas 4 condições também são aplicáveis aos pecados leves, com a diferença que neste caso a matéria
é uma ofensa leve contra os mandamentos de Deus.

15. SE ESQUECI DE CONFESSAR UM PECADO QUE JULGO GRAVE ?

R: Se esquecestes realmente, o Senhor te perdoou, mas é preciso acusá-lo ao sacerdote em uma próxima confissão.

16. E SE NÃO SINTO REMORSO, COMETI PECADO ?

R: Não sentir peso na consciência ( remorso ) não significa que não tenhamos pecado. Se nós cometemos livremente uma falta contra um mandamento de Deus, de forma deliberada, nós cometemos um pecado. A falta de remorso pode ser um sinal de um coração duro, ou de uma consciência pouco educada para as coisas espirituais. ( por exemplo, um assassino pode não ter remorso por ter feito um crime, mas seu pecado é muito grave ).

17. A CONFISSÃO É OBRIGATÓRIA ?

R: O católico deve confessar-se no mínimo uma vez por ano, ao
menos para preparar-se para a Páscoa. Mas somos também obrigados toda vez que cometemos um pecado mortal.

18. QUAIS OS FRUTOS DE SE CONFESSAR CONSTANTEMENTE ?

R: Toda confissão apaga
completamente nossos pecados, até mesmo aqueles que tenhamos esquecido. Nos dá a graça
santificante, tornando-nos naquele instante uma pessoa santa. Tranqüilidade de consciência, consolo espiritual. Aumenta nossos méritos diante do Criador. Diminui a influência do demônio em nossa vida. Faz criar gosto pelas coisas do alto. Nos exercita na humildade e faz crescer todas as virtudes.

19. E SE TENHO DIFICULDADE PARA CONFESSAR UM DETERMINADO PECADO?

R: Se somos conhecidos de nosso pároco, devemos neste caso fazer a confissão com outro padre para nos
sentirmos mais à vontade. Em todo caso antes de se confessar converse com o sacerdote sobre a sua
dificuldade. Ele usará de caridade para que a sua confissão seja válida sem causar-lhe constrangimentos. Lembre-se, ele está no lugar de Jesus Cristo!

20. O QUE SIGNIFICA A PENITÊNCIA DADA NO FINAL DA CONFISSÃO ?

R: A penitência proposta no fim da confissão não é um castigo; mas antes uma expressão de alegria pelo perdão celebrado.

 

Ir. Zuleides M. de Andrade, ASCJ
Comunicação para a Pastoral
http://www.apostolas-pr.org.br

IMPORTANTE: Material examinado e aprovado pelo Pe. Iliseu Schnaider, SCJ

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Padrinhos são bússola

Eu estou muito feliz por ter sido convidada para ser madrinha da minha sobrinha que vai nascer em dezembro, por isso pesquisei sobre este tema, importante para a Catequese da Iniciação Cristã que começa justamente com o Batismo.

“Os padrinhos e madrinhas, e notadamente todos os seculares que prestam o seu auxílio à hierarquia eclesiástica na dilatação do reino de Cristo, ocupam um posto honorífico, embora muitas vezes humilde, na sociedade cristã, e podem muito bem sob a inspiração e com o favor de Deus subir aos vértices da santidade, que por promessa de Jesus Cristo nunca faltará na Igreja.”

(CARTA ENCÍCLICA MYSTICI CORPORIS – PAPA PIO XII)

batismo

Ser convidado para ser padrinho ou madrinha de um bebê é uma honra, e, como todo grande privilégio, esse também revela uma grande responsabilidade.

Padrinhos terão uma influência muito grande na vida da criança, por esse motivo, os pais devem escolher alguém que desfrute das mesmas crenças, fé e valores que eles mesmos defendem.

É dever dos padrinhos auxiliar no cuidado e no crescimento dos afilhados, sendo muito mais importante isso do que presentear com bons brinquedos, mas permanecer ausente ou silencioso no tocante à criança.

Um casal de padrinhos é, por definição, outros pais, o que significa que uma criança pode contar com mais esse casal para sua orientação, apoio e bem-estar.

É uma função tão importante que, através da escolha, os pais afirmam a ideia que, na ausência deles, confiam plenamente nesse outro casal para cuidar de seu filho.

Como auxiliadores dos pais, os padrinhos devem incentivar a prática saudável da religião que partilham, assim como obedecer aos limites impostos pela função, sem ultrapassar as demarcações que dizem respeito somente aos pais.

Geralmente, a escolha recai sobre pessoas a quem os pais admiram e gostariam que seus filhos tivessem como espelho.

Uma bússola indica sempre, a direção certeira, assim como os padrinhos que, com dedicação e exemplo de vida, apresentam o caminho correto aos seus afilhados!

Causas de nulidade de casamento

O código de Direito Canônico da Igreja enumera alguns itens que podem levar a nulidade do casamento

nulidade matrimonial

Muitas são as causas que podem tornar nulo o matrimônio sacramental. É preciso deixar claro que a Igreja não anula uniões sacramentais validamente contraídas e consumadas, mas pode, após processo do Tribunal Eclesiástico, reconhecer que nunca houve casamento, mesmo nos casos em que todos o tinham como válido.

Leva-se muito em conta as capacidades e limitações psíquicas dos noivos para contrair obrigações matrimoniais para sempre. Não basta analisar o comportamento externo de alguém para o conhecer; às vezes muitos atos das pessoas são irresponsáveis, assumidos sem consciência plena porque pode faltar o senso de responsabilidade, a maturidade ou a liberdade necessárias para que o ato tenha valor plenamente humano e jurídico.

Pode acontecer que o vínculo matrimonial nunca tenha existido, se ouvir um erro que torne o consentimento dos noivos inválido.

Quais os motivos pelos quais um casamento pode ser nulo? Há, segundo o Código de Direito Canônico da Igreja, dezenove motivos:

A. Falhas de consentimento (cânones 1057 e 1095-1102)

1. Falta de capacidade para consentir (cânon 1095)
2. Ignorância (cânon 1096)
3. Erro (cânones 1097-1099)
4. Simulação (cânon 1101)
5. Violência ou medo (cânon 1103)
6. Condição não cumprida (cânon 1102)

B. Impedimentos dirimentes (cânones 1083-1094)

7. Idade (cânon 1083)
8. Impotência (cânon 1084)
9. Vínculo (cânon 1085)
10. Disparidade de culto (cânon 1086,- cf cânones 1124s)
11.. Ordem Sacra (cânon 1087)
12. Profissão Religiosa Perpétua (cânon 1088)
13. Rapto (cânon 1089)
14. Crime (cânon 1090)
15. Consangüinidade (cânon 1091)
16. Afinidade (cânon 1092)
17. Honestidade pública (cânon 1093)
18. Parentesco legal por adoção (cânon 1094)

C. 19. Falta de forma canônica na celebração do matrimônio (cânones 1108-1123)

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Vamos colocar a seguir os Cânones do Código de Direito Canônico sobre cada item; um artigo explicativo de cada item pode ser lido no livro “Família, Santuário da Vida” (Ed. Cléofas)

A. Falhas de consentimento (cânones 1057 e 1095-1102)

«Cânon 1057 – § 1º- 0 matrimônio é produzido pelo consentimento legitimamente manifestado entre pessoas juridicamente hábeis, e esse consentimento não pode ser suprido por nenhum poder humano.
§ 2º- 0 consentimento matrimonial é o ato de vontade pelo qual o homem e a mulher, por aliança irrevogável, se entregam e se recebem mutuamente para constituir matrimônio».
0 consentimento matrimonial assim exigido pode ser impedido ou impossibilitado por:

1. Falta de capacidade para consentir (cânon 1095)
«Cânon 1095 – “São incapazes de contrair matrimônio:
1º- os que não têm suficiente uso da razão ;
2º- os que têm grave falta de discrição de juízo a respeito dos direitos e obrigações essenciais do matrimônio, que se devem mutuamente dar e receber;
3º- os que não são capazes de assumir as obrigações essenciais do matrimônio por causas de natureza psíquica».

2. Ignorância (cânon 1096)
«Cânon 1096 – § 1. Para que possa haver consentimento matrimonial, é necessário que os contraentes não ignorem, pelo menos, que o matrimônio é um consórcio permanente entre homem e mulher, ordenado à procriação da prole por meio de alguma cooperação sexual.
§ 2º Essa ignorância não se presume depois da puberdade».

3. Erro (cânones 1097 e 1099)

«Canôn 1099 – 0 erro a respeito da unidade, da indissolubilidade ou da dignidade sacramental do matrimônio, contanto que não determine a vontade, não vicia o consentimento matrimonial».
Para evitar o erro de direito e os problemas daí decorrentes, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil emitiu a seguinte norma:
«Cuidem os sacerdotes de verificar se os nubentes estão dispostos a assumir a vivência do matrimônio com todas as suas exigências, inclusive a de fidelidade total, nas várias circunstâncias e situações de sua vida conjugal e familiar. Tais disposições dos nubentes devem explicitar-se numa declaração de que aceitam o matrimônio tal como a lgreja o entende, incluindo a indissolubilidade» (Orientaçôes Pastorais sobre o Matrimônio, nº 2.15).

Cânon 1097, § 1º: «O erro de pessoa torna inválido o matrimônio».
«O erro de qualidade da pessoa, embora seja causa do contrato, não torna nulo o matrimônio, salvo se essa qualidade for direta e principalmente visada» (cânon 1097 § 2º).

Cânon 1098: «Quem contrai matrimônio, enganado por dolo perpetrado para obter o consentimento matrimonial, a respeito de alguma qualidade da outra parte, qualidade que, por sua natureza, possa perturbar gravemente o consórcio da vida conjugal, contrai-o indevidamente».

4. Simulação (cânon 1101)
«Presume-se que o consentimento interno está em conformidade com as palavras ou os sinais empregados na celebração do matrimônio» (§ 1º).
«Contudo, se uma das partes ou ambas, por ato positivo de vontade, excluem o próprio matrimônio, algum elemento essencial do matrimônio ou alguma propriedade essencial, contraem invalidamente» (§ 2º).

5. Violência ou medo (cânon 1103)
«É inválido o matrimônio contraído por violência ou por medo grave proveniente de causa externa, ainda que não dirigido para extorquir o consentimento, e quando, para dele se livrar, alguém se veja obrigado a contrair o matrimônio».

6. Condição não cumprida (cânon 1102)
«§ 1. “Não se pode contrair validamente o matrimônio sob condição de futuro.
§ 2. 0 matrimônio contraído sob condição de passado ou de presente é válido ou não, conforme exista ou não aquilo que é objeto da condição”.

B. Impedimentos dirimentes (Can. 1083-94)

7. A idade mínima para a validade de um casamento sacramental é 14 anos para as moças e 16 anos para os rapazes. Os Bispos podem dispensar dessa condição, mas rarissimamente o fazem. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil exige dois anos mais para os casamentos no Brasil, ou seja, 16 e 18 anos respectivamente; todavia esta exigência incide sobre a liceidade, não sobre a validade do casamento [4]. Cf. cânon 1083.

8. A impotência (ou incapacidade de praticar a cópula conjugal) anterior ao casamento e perpétua, absoluta ou relativa, é impedimento dirimente . Cf. cânon 1084.

9. O vínculo de um matrimônio validamente contraído, mesmo que não consumado. Cf. cânon 1085.

10. A disparidade do culto: é inválido o casamento entre um católico e uma pessoa não batizada, se a parte católica não pede dispensa do impedimento.

11. A ordenação diaconal, presbiteral ou episcopal. Cf. cânon 1087.

12. A profissão religiosa perpétua. Cf. cânon 1088.

13. Rapto; cf. cânon 1089. Uma mulher levada pela força não se pode casar validamente com quem a está violentando dessa maneira.

14. Crime; cf. cânon 1090. Os que matam seu ou sua consorte, para facilitar um casamento posterior estão impedidos de realizar validamente esse casamento. Da mesma forma, se um homem e uma mulher, de comum acordo, matam o esposo ou a esposa de um deles, não se podem casar validamente entre si.

15. Consangüinidade; cf. cânon 1091. Não há dispensa na linha vertical (pai com filha, avô com neta… ); na linha horizontal, o impedimento (dispensável) vai até o quarto grau, isto é, atinge tio e sobrinha e primos irmãos.

16. Afinidade na linha vertical; cf. cânon 1092. Não há matrimônio válido entre o marido e as consangüíneas da esposa e entre a esposa e os consangüíneos do marido, suposta a viuvez previamente ocorrida. (Nota do Autor: Por exemplo, um viúvo não pode casar-se com a mãe ou filha da ex-esposa). Na linha horizontal não há impedimento: um viúvo pode casar-se com uma irmã (solteira) de sua falecida esposa.

17. Honestidade pública; cf. cânon 1093. Quem vive uma união ilegítima, está impedido de se casar com os filhos ou os pais de seu (sua) companheiro (a).

18. Parentesco legal; cf. cânon 1094. Não é permitido o casamento entre o adotante e o adotado ou entre um destes e os parentes mais próximos do outro. Este impedimento, como outros desta lista, podem ser dispensados por dispensa emanada da autoridade diocesana.

19. Falta de forma Canônica na celebração (Can. 1108-23)

«Forma canônica» é o conjunto de elementos exigidos para a celebração ritual do casamento. Requer-se, com efeito, que a cerimônia se realize perante o pároco do lugar e, pelo menos, duas testemunhas (padrinhos).
«Cânon 1116 – § 1. Se não é possível, sem grave incômodo, ter o assistente competente de acordo com o direito, ou não sendo possivel ir a ele, os que pretendem contrair verdadeiro matrimônio podem contrai-lo válida e licitamente só perante as testemunhas:
1º- em perigo de morte ;
2º- fora do perigo de morte, contanto que prudentemente se preveja que esse estado de coisas vai durar por um mês.
§ 2. Em ambos os casos, se houver outro sacerdote ou diácono que possa estar presente, deve ser chamado, e ele deve estar presente à celebraçâo do matrimônio, juntamente com as testemunhas, salva a validade do matrimônio só perante as testemunhas».

Dissolução do matrimônio não consumado

Cânon 1142: «O matrimônio não consumado entre batizados ou entre uma parte batizada e outra não batizada pode ser dissolvido pelo Romano Pontífice por justa causa, a pedido de ambas as partes ou de uma delas, mesmo que a outra se oponha».

(Fonte)

A receita do Papa Francisco para fazer o amor durar

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O segredo está em entender de que amor estamos falando e em usar três palavras mágicas na vida cotidiana do casal

Hoje em dia existe muito medo de tomar decisões definitivas, como a de casar-se, pois as pessoas consideram impossível manter o amor vivo ao longo dos anos. O Papa Francisco fala deste tema e nos convida a não nos deixarmos vencer pela “cultura do provisório”, pois o amor que fundamenta uma família é um amor para sempre.

O que entendemos por “amor”?

Com a sabedoria e a simplicidade que o caracterizam, o Papa Francisco começa com um importante esclarecimento sobre o verdadeiro significado do amor, já que, diante do medo do “para sempre”, muitos dizem: “Ficaremos juntos enquanto o amor durar”.

Então, ele pergunta: “O que entendemos por ‘amor‘? Só um sentimento, uma condição psicofísica? Certamente, se é assim, não se pode construir nada sólido. Mas se o amor é uma relação, então é uma realidade que cresce, e também podemos dizer, por exemplo, que se constrói como uma casa. E a casa é construída em companhia do outro, não sozinhos! Não queiram construí-la sobre a areia dos sentimentos, que vão e vêm, mas sim sobre a rocha do amor verdadeiro, o amor que vem de Deus.”

“O matrimônio é um trabalho de ourivesaria que se constrói todos os dias ao longo da vida. O marido ajuda a esposa a amadurecer como mulher, e a esposa ajuda o marido a amadurecer como homem. Os dois crescem em humanidade e esta é a principal herança que deixam aos filhos”, acrescenta.

Três palavras mágicas para fazer o casamento durar

O Papa esclarece que o “para sempre” não é só questão de duração. “Um casamento não se realiza somente se ele dura, sua qualidade também é importante. Estar juntos e saber amar-se para sempre é o desafio dos esposos.”

E fala sobre a convivência matrimonial: “Viver juntos é uma arte, um caminho paciente, bonito e fascinante (…) que tem regras que se podem resumir exatamente naquelas três palavras: ‘posso?’, ‘obrigado’ e ‘desculpe’”.

“‘Posso?’ é o pedido amável de entrar na vida de alguém com respeito e atenção. O verdadeiro amor não se impõe com dureza e agressividade. SãoFrancisco dizia: ‘A cortesia é a irmã da caridade, que apaga o ódio e mantém o amor‘. E hoje, nas nossas famílias, no nosso mundo amiúde violento e arrogante, faz falta muita cortesia.”

“Obrigado’: a gratidão é um sentimento importante. Sabemos agradecer? (…) É importante manter viva a consciência de que a outra pessoa é um dom de Deus, e aos dons de Deus diz-se ‘obrigado’. Não é uma palavra amável para usar com os estranhos, para ser educados. É preciso saber dizer ‘obrigado’ para caminhar juntos.”

“‘Desculpe’: na vida cometemos muitos erros, enganamo-nos tantas vezes. Todos. Daí a necessidade de utilizar esta palavra tão simples: ‘desculpe’. Em geral, cada um de nós está disposto a acusar o outro para se desculpar. É um instinto que está na origem de tantos desastres. Aprendamos a reconhecer os nossos erros e a pedir desculpa. Também assim cresce uma família cristã.”

Finalmente, o Papa acrescenta, com bom humor: “Todos sabemos que não existe uma família perfeita, nem o marido ou a mulher perfeitos. Isso sem falar da sogra perfeita…”.

E conclui: “Existimos nós, os pecadores. Jesus, que nos conhece bem, ensina-nos um segredo: que um dia não termine nunca sem pedir perdão, sem que a paz volte à casa. Se aprendemos a pedir perdão e a perdoar aos outros, o matrimônio durará, seguirá em frente.”

(Fonte)

Se casar, não separe

“Aos casados mando (não eu, mas o Senhor) que a mulher não se separe do marido.
E, se ela estiver separada, que fique sem se casar, ou que se reconcilie com seu marido. Igualmente, o marido não repudie sua mulher.”
(1 Cor 7, 10-11)

Por que é tão difícil seguir este mandamento do Senhor?
E por que as pessoas não aceitam que alguém queira obedecê-lo?

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O Papa João Paulo II levantou uma série de questões que são uma ameaça para as famílias na carta que escreveu em 1994 às famílias. Vamos ver algumas citações que João Paulo II disse nesta carta.

Como os inimigos de Deus sabem que não podem destruir Deus, eles se voltam sobre a criação de Deus neste mundo que é a família, porque todos nós estamos aqui por causa de uma família, as vocações surgem a partir de uma família.

Deus entrou dentro de Si mesmo e olhando para Si, criou o homem a Sua imagem. Ele não olhou para uma árvore ou um anjo para nos fazer, o modelo para que Deus nos fizesse foi Ele mesmo. Deus não fez o homem sozinho, porque o amor não pode existir só, então Deus fez a mulher. Fez a mulher diferente do homem fisicamente, psicologicamente, afetivamente. Quanto mais o homem for masculino e a mulher feminina, mas vai existir esta atração para o amor entre si.

É muito fácil concluir que se destruirmos esta instituição (família), nós vamos destruir a sociedade na sua estrutura básica. Se você tirar as rodas de um carro, ele não anda mais. Assim estão fazendo com a sociedade, destruindo a família.

Deus entrou na humanidade pela porta da família. Maria concebeu por obra do Espírito Santo, e José recebeu Maria em sua casa e ali se formou uma família, onde Deus habitou, viveu e se formou. Jesus fez da família um Santuário. Os primeiros cristãos chamavam a família de “Igreja doméstica”, justamente porque não era permitido o culto cristão a igreja primitiva se reunia nas casas, nas famílias.

A família e o serviço sacerdotal foram as únicas instituições humanas que Jesus elevou a sacramento. E como dizia o papa João Paulo II “a família está jurada de morte” na sociedade moderna. Existe uma engenharia social que está querendo destruir a família.

“Deus entrou na humanidade pela porta da família”

João Paulo II disse:

“Nos nossos dias, infelizmente, vários programas sustentados por meios muito poderosos parecem apostados na desagregação da família. (.) A família está sob a mira de ataque em muitas nações. Uma ideologia anti-família tem sido promovida por organizações e indivíduos que, muitas vezes, não obedecem princípios democráticos”.

A primeira ameaça à família, segundo João Paulo II, é o divórcio. Hoje quase que no mundo inteiro o divórcio está aprovado como lei. Deus disse: “não se separe o que Deus uniu”. E o homem diz: “sim, nós criamos uma lei que divide”. Então o homem se rebela, vai contra a Deus.

Outro ponto que o Papa fala é do “sexo seguro”. “O chamado ‘sexo seguro’, propagandeado pela civilização técnica, na realidade é, sob o perfil das exigências globais da pessoa, ‘radicalmente não seguro’, e mais, gravemente perigoso”, disse João Paulo II.

Quando foi aprovado a pilula anticoncepcional, o Papa Paulo VI disse: “vai ser a desgraça da sociedade”, porque o sexo vai ser usado apenas como objeto de prazer, como abertura para a pornografia, etc. O Papa disse isso a 50 anos atrás e nós estamos vendo hoje uma desgraça que pesa sobre a sociedade. A Europa está desesperada fazendo campanha para as pessoas terem filhos, porque está sendo invadida por imigrantes. Hoje na Europa se produz mais caixões do que berços, porque morre mais gente do que nasce.

O Papa fala também do “amor livre”: O ‘amor livre’ explora as fraquezas humanas, conferindo-lhes uma certa ‘moldura’ de nobreza com a ajuda da sedução e com o favor da opinião pública. Procura-se assim ‘tranquilizar’ a consciência, criando um ‘álibi moral’. Mas não se tomam em consideração todas as consequências que daí derivam, especialmente quando a pagá-las são, para além do cônjuge, os filhos, privados do pai ou da mãe e condenados a serem, de fato, órfãos de pais vivos.

O Papa chama a atenção de filhos que são “órfãos de pais vivos”, consequência do sexo livre. Todos nós que temos família sabemos da importância do calor do pai e do calor da mãe, como é seguro para uma criança poder correr para a segurança de um pai e de uma mãe. O papa João Paulo II disse que ninguém pode ser feliz sem experimentar o amor, e este amor é experimentado de forma particular na família porque lá você não é um RG, um CIQ. A família canta “parabéns pra você”, vai te visitar no hospital quando você está doente, não te trata como um número.

O Papa fala também de que a Igreja não pode reconhecer a união de pessoas do mesmo sexo. “Não é moralmente admissível a aprovação jurídica da prática homossexual. Ser compreensivos para com quem peca, e para com quem não é capaz de se libertar desta tendência, não significa abdicar das exigências da norma moral…Não há dúvida de que estamos diante de uma grande e terrível tentação” João Paulo II em 1994

A Igreja não é homofóbica, ela ama seus filhos como eles estão, mas não pode de forma alguma aceitar o pecado.

“Amar não é desfrutar do outro, amar é construir o outro”

Outra ameaça às famílias é a pornografia. Quantas mulheres me disseram que encontraram seus maridos de madrugada vendo pornografia na internet. Homens viciados em pornografia e muitas vezes estes homens não querem mais as suas mulheres, ou pior, querem fazer da sua esposa o que viu na tela do computador. Nós ficamos bravos quando vimos as pessoas profanando as igrejas, mas estamos aceitando a profanação do Santuário de Deus que são os filhos de Deus.

Hoje nós estamos vendo um mundo cruel, um mundo que faz tudo exatamente contra a vontade de Deus. Deus diz: “não matar” e eles propagam o aborto, a eutanásia, o adultério.

Qual a missão da Igreja? É a missão de Jesus Cristo, a Igreja é o braço de Cristo prolongado aos homens na história. E a missão de Cristo foi anunciada por João Batista: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Quantas pessoas estão derramando o seu sangue como Cristo derramou para denunciar o pecado. Nós precisamos levantar a voz e condenar o mal porque ele está ficando normal, ele entra em doses homeopáticas, vai tomando a nossa consciência e, aos poucos, vamos aceitando o que Deus reprova.

Outro ponto é a tal “geração independente”. O que é isso? A pessoa solteira cisma de ter um filho mas não quer casar, então ela arruma um namorado tem um filho, depois larga o namorado e vive apenas com um filho. Não! A criança não é uma boneca, a criança tem direito de ter um lar, uma família.

Prof. Felipe Aquino

Barrinha- (77)

Oração de consagração do matrimônio

aliancas_bibliaMeu Deus, animado pelo poder e pela força do Sacramento do Matrimônio, encontro-me hoje aqui, para consagrar totalmente e mais uma vez nosso relacionamento.

Consagro e relembro agora, com alegria, o dia em que pronunciamos no altar, perante o sacerdote, nossos parentes e amigos, o compromisso de nos tornarmos uma só carne através de um Sim, selado, confirmado e abençoado pelo Senhor.

Consagro nosso passado… Cada dia do nosso casamento em que pensei que não fosse capaz de sustentar e levar adiante o meu Sim. Entrego tudo ao Seu Amor, pedindo que cure em nosso coração as feridas que causaram dor e ressentimento.

Consagro nosso presente… Todas as situações que estamos vivendo agora coloco em Suas mãos. As dificuldades e as alegrias de nossa vida em comum. Peço a graça para dizer meu Sim no dia de hoje, pedindo perdão e perdoando profundamente (meu esposo/minha esposa).

Consagro nosso futuro… Consagro o Sim de cada dia que há de vir, vivendo cada um destes dias com o mesmo amor e entusiasmo do dia de nosso casamento.

Comprometo-me, deste momento em diante, a ser um instrumento de santificação e salvação eterna para (meu marido/minha esposa).

Amém.

(Pe. Eduardo Dougherty, scj)

(Fontes: aqui e aqui)

Bíblia e Eucaristia, Sacramentos de Cristo

(Pe. José A. Besen)

A palavra de Deus e a Eucaristia

Dos tesouros de exemplos extraiu-se esse curto diálogo entre Deus e um monge sábio e santo. Tendo oferecido à humanidade a Bíblia e a Eucaristia, o Senhor julgou que era um excesso e que ao ser humano bastaria uma das duas. Falou Deus ao ancião: “Bíblia e Eucaristia são demais para vocês. Dou-lhe a oportunidade de fazer uma escolha definitiva: vocês querem ficar com a Bíblia e com a Eucaristia?” O santo e sábio monge não hesitou em decidir: “Escolhemos a Bíblia, vossa Palavra!”

Admirado, Deus concluiu: “Respeito a escolha, mas não mudou nada: permanecerão com as duas”.

O velho santo sabia muito bem que, escolhendo a Bíblia, a Eucaristia vinha como conseqüência: não há Eucaristia sem a Palavra de Deus. É na Sagrada Escritura que se encontra o fundamento, o rito e a palavra da Santa Ceia. No Antigo Testamento, a Ceia é ação de graças pela libertação da escravidão do Egito; no Novo Testamento, a Ceia é ação de graças pela libertação do pecado e da morte a nós oferecida pelo novo Cordeiro, Jesus salvador.

Em cada celebração eucarística participamos de duas liturgias que constituem uma unidade: a Liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística. A Palavra escutada conduz-nos à ação de graças na oferta do pão e do vinho que, pela força da Palavra, serão Corpo e Sangue do Senhor.

Quando não se leva na devida conta a importância insubstituível da Palavra de Deus na Missa, faz-se dessa um ato devocional, adoração à Hóstia separada da grande ação de graças da Igreja. Por outro lado, a Palavra de Deus sem a Eucaristia nos priva da riqueza celebrativa, da memória do Senhor em sua Paixão, Morte, Ressurreição e Ascensão gloriosas. Estaríamos deixando de lado a Palavra de Jesus aos seus: “Fazei isso em memória de mim”.

Nossas comunidades correm dois riscos com a “preferência” por uma ou pela outra. Escolhendo somente a Bíblia pode-se correr o risco de não a ler como história de salvação completada em Cristo, mas sim, como livro edificante que nos estimula a uma vida eticamente responsável: a Bíblia transforma-se em regras para a vida. Ela é mais: é celebração de toda a Vida divina que penetra a vida humana, divinizando-a. Não é um livro que nos dá o céu e livra do inferno: ela é mais, é a grande festa dos que celebram já agora, em comunidades libertas, a vida definitiva.

Escolhendo somente a Liturgia eucarística, poderemos mergulhar num devocionismo no qual se esquece que o Culto eucarístico é inseparável da Missa. A Missa seria reduzida a um Sacramento que nos oferece a Hóstia consagrada para a adoração. Tudo isso é válido, mas é infinitamente pouco: o Pão e Vinho consagrados são a Pessoa do Senhor que dá a vida por nós, que nos alimenta no caminho de peregrinos, que nos dá perseverança na espera de sua nova vida: Maranathá, Vem, Senhor Jesus!

Jesus Cristo está presente em toda a história bíblica e toda a Bíblia é Jesus Cristo: ele é a luz com que iluminamos cada livro da Escritura. Sem essa luz, o Antigo Testamento será o livro dos judeus e o Novo Testamento, o livro dos cristãos. A Igreja sempre teve o cuidado de preservar a unidade perfeita entre as duas Alianças. Uma necessita da outra. Santo Agostinho afirmou que, sem o Antigo Testamento, o Novo poderia ser acusado de ser uma invenção humana e Cristo um mestre fantástico, mas um mestre humano. Iluminando todas as Escrituras com Cristo Luz, elas nos revelarão, passo por passo, a História divina na história humana, a História da Salvação.

Essa leitura de uma História única gravada em 73 Livros nos livra de outro perigo: transformar a Escritura numa fonte de citações, picoteá-la em versículos especiais, abri-la magicamente para encontrar uma resposta determinada. O Papa João XXIII alertava a esse respeito quando disse a um grupo de biblistas: “A mim não agradam esses biblistas que fazem da Bíblia um salame e o talham em fatias”. O Papa Bom estava afirmando a unidade da Escritura: tudo nela se refere a Cristo, tudo nela é História da Salvação. A Eucaristia, brotando dessa fonte divina, dela é a celebração na comunidade.

(Fonte)

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