O que você faria se fosse você mesmo?

(Sugestão de reflexão para reunião de catequistas)

Certa vez alguém lendo o jornal tomou um grande susto. Foi assim:

Começou pelas notícias internacionais e pensou: se eu fosse o presidente dos Estados Unidos, não teria tomado essa decisão.

Mais adiante, ao ler as notícias nacionais, pensou: se eu fosse o presidente do Banco Central não teria baixado essa resolução.

No noticiário do seu estado, pensou: se eu fosse o governador, investiria mais nesta área e não naquela.

Ao ler as notícias locais, também pensou: se eu fosse o prefeito, cuidaria melhor da manutenção das vias públicas.

Ao chegar na parte esportiva, quase não é preciso dizer: se eu fosse o técnico da seleção de futebol, teria convocado…

Mas, de repente, veio o grande susto que o deixou desconcertado e preocupado, pois parece que ouviu uma voz dentro de si mesmo perguntando:

– “E se você fosse você, o que é que você faria?”

Ao pensar no que os outros deveriam fazer, estava fugindo da sua própria realidade. E, ao pensar nas suas obrigações, viu as tarefas que estavam ao seu alcance e das quais teria que dar contas.

Veja quanta verdade nesta simples história.
O que nós faríamos se fossemos nós mesmos?
Será que como pessoa cumpro as minhas obrigações de forma tão completa e perfeita como exijo dos outros em relação a mim?
Será que não exijo dos outros o cumprimento competente de suas obrigações e eu mesmo desempenho as minhas com baixa qualidade?
Será que como colaborador ou funcionário sou diferente daqueles que critico?
Será que como chefe ou dirigente não tenho as mesmas atitudes e comportamentos que tanto reprovo nos meus colegas?

Como bem afirma o texto, será que não vivemos fugindo de nós mesmos e de nossas obrigações? Será que não vivemos apontando os defeitos do mundo em vez de enfrentar a realidade concreta do que temos que mudar em nossas atitudes e comportamentos?

Criticar os outros é fácil.
Apontar o dedo para os defeitos alheios é fácil.
O difícil é tomar consciência e agir para resolver as nossas fraquezas e os nossos defeitos.
O difícil é ser coerente, criticar menos e fazer mais.
O difícil é passar do plano do choro ao plano da ação.

(Prof. Luiz Marins)

Palavra de vida

“Vivei em paz uns com os outros.” (Mc 9,50)

Casais de Segunda União

Como soa bem, no meio dos conflitos que ferem a humanidade em tantas partes do mundo, o convite de Jesus à paz. É algo que mantém viva a esperança, pois sabemos que Ele mesmo é a paz e prometeu que nos daria a sua paz.

O Evangelho de Marcos traz essa frase de Jesus no final de uma série de máximas dirigidas aos discípulos, reunidos na casa em Cafarnaum, com as quais Ele explica como deveria viver a sua comunidade. A conclusão é clara: tudo deve conduzir à paz, na qual se encerra todo bem.

Uma paz que somos chamados a experimentar na vida de cada dia: na família, no trabalho, com aqueles que pensam de modo diferente na política. Uma paz que não tem medo de confrontar-se com opiniões discordantes, sobre as quais precisamos falar abertamente, se quisermos uma unidade cada vez mais verdadeira e profunda. Uma paz que, ao mesmo tempo, exige a nossa atenção para que o relacionamento de amor nunca desapareça, porque a pessoa do outro vale mais do que as diversidades que possam existir entre nós.

“Onde quer que chegue a unidade e o amor mútuo”, afirmava Chiara Lubich, “chega a paz, ou melhor, a paz verdadeira. Porque onde existe o amor mútuo, existe uma certa presença de Jesus no nosso meio, e Ele é justamente a paz, a paz por excelência”1.

O seu ideal de unidade tinha surgido durante a Segunda Guerra Mundial e imediatamente revelou-se como antídoto a ódios e dilacerações. Desde então, diante de cada novo conflito, Chiara sempre propôs com persistência a lógica evangélica do amor. Por exemplo, quando explodiu a guerra no Iraque em 1990, ela manifestou a amarga surpresa de ouvir “palavras que pareciam estar sepultadas, como: ‘o inimigo’, ‘os inimigos’, ‘começam as hostilidades’, e depois os boletins de guerra, os prisioneiros, as derrotas (…). Percebemos, com perplexidade, que fora ferido gravemente o princípio fundamental do cristianismo, o ‘mandamento’ por excelência de Jesus, o mandamento ‘novo’. (…) Ao invés de se amarem, ao invés de estarem prontos a morrer um pelo outro”, aí está a humanidade novamente “no abismo do ódio”: desprezo, torturas, assassinatos2. Como sair disso?, perguntava-se ela. “Deveríamos tecer, onde for possível, relacionamentos novos, ou aprofundar os que já existem entre nós cristãos e os fiéis das religiões monoteístas: os muçulmanos e os judeus”3, ou seja, entre aqueles que naquela ocasião estavam em conflito.

A mesma coisa vale diante de todo tipo de conflito: tecer entre pessoas e povos relacionamentos de escuta, de ajuda mútua, de amor, diria Chiara ainda, até “estar prontos a morrer um pelo outro”. É preciso conter as próprias razões para entender as do outro, mesmo sabendo que nem sempre chegaremos a compreendê-lo até o fundo. Também o outro provavelmente faz o mesmo em relação a mim e às vezes, quem sabe, também ele não entende a mim e os meus motivos. No entanto, queremos ficar abertos ao outro, mesmo na diversidade e na incompreensão, salvando acima de tudo o relacionamento com ele.

O Evangelho coloca isso de modo imperativo: “Vivei em paz”. Sinal de que nos pede um empenho sério e exigente. É uma das mais essenciais expressões do amor e da misericórdia que somos chamados a ter uns para com os outros.

Fabio Ciardi

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1-Na TV da Baviera, 16 de setembro de 1988.

2-28 de fevereiro de 1991, cf. Santos juntos, São Paulo : Cidade Nova 1995, pp. 63-64.

3-Ibid., p. 67.

(Fonte)

Recicle-se!

O que significa RECICLAGEM?

Segundo o Sr. Google,

Reciclar significa transformar objetos materiais usados em novos produtos para o consumo. Esta necessidade foi despertada pelos seres humanos, a partir do momento em que se verificou os benefícios que este procedimento trás para o planeta Terra.

Trazendo este termo para a Catequese, ouso dizer então que:

Reciclar na Catequese significa transformar CATEQUISTAS DESGASTADOS em CATEQUISTAS RENOVADOS a serviço do Reino de Deus. Esta necessidade foi despertada pelo ESPÍRITO SANTO, a partir do momento em que verificou a necessidade de um AVIVAMENTO que este procedimento trará para a Catequese e para toda a Comunidade.

Então…

Eu coloquei aqui apenas algumas situações que acabam nos desgastando na Catequese, mas sei que existem muitas outras realidades nas paróquias de vocês…

Precisamos jogar fora a PREGUIÇA de acordar cedo, de estudar, de preparar o encontro com carinho, de rezar. Às vezes nos envolvemos com tantas atividades pastorais que quando chega a hora de nos dedicarmos à nossa vocação principal, que deveria ser a Catequese, estamos cansados e fazemos tudo de qualquer jeito, não é mesmo? Peçamos ao Espírito Santo que nos dê DISPOSIÇÃO para servir.

A SOBERBA, ou orgulho, não deveria nem existir no meio de nós, pois todo catequista precisa de um coração manso e humilde, semelhante ao do Mestre, temos que ser espelho de Jesus para nossos catequizandos. Como falar de um Deus que é AMOR, aos gritos e humilhando os outros?

Outra coisa que temos que jogar fora urgentemente é a DESUNIÃO entre catequistas. Entre irmãos que foram criados pelos mesmos pais já existem tantas divergências, imagina entre pessoas com experiências, idades e  histórias de vidas diferentes, realmente a convivência às vezes se torna difícil. Mas o fato de eu não concordar com o outro não me dá o direito de só criticar sem argumentar e propor uma solução. E se o outro não concordar comigo, que tal aceitar uma crítica construtiva de vez em quando? Jesus pediu: que sejam UM (=UNIDOS).

Para finalizar, que tal jogar fora a ACOMODAÇÃO que muitas vezes nos impede de fazer um trabalho mais bacana na Catequese, hein? Em tempos remotos (sou dessa época, tá?) Catequese era parecida com uma escola. Bastava a gente ensinar os Mandamentos, os Sacramentos, as Orações, cobrar presença na missa, etc… Mas hoje temos tantos recursos, tantas outras maneiras de chegar ao coração das pessoas, de uma forma mais dinâmica, alegre, que ao final eles vão aprender sem perceber. E mais do que aprender, vão querer viver aquilo que aprenderam. Precisamos de MOTIVAÇÃO para seguir adiante! Senão o mundo engole aqueles que Deus nos confiou…

Agora é a vez de vocês! Me contem aí o que estão precisando RECICLAR na Catequese?