Breve Catequese sobre o Sacramento da Confissão

1. O QUE É CONFISSÃO ?

R: Confissão ou Penitência é o Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, para que os cristãos possam ser perdoados de seus pecados, e receberem a graça santificante. Também é chamado de sacramento da Reconciliação.

2. QUEM INSTITUIU O SACRAMENTO DA CONFISSÃO OU PENITÊNCIA?

R: O sacramento da Penitência foi instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo nos ensina o Evangelho de São João: “Depois dessas palavras (Jesus) soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem vocês perdoarem os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos ” (Jo 20, 22-23)

3. A IGREJA TEM A AUTORIDADE PARA PERDOAR OS PECADOS ATRAVÉS DO SACRAMENTO
DA PENITÊNCIA?

R: Sim, a Igreja tem esta autoridade porque a recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu”( Mt 18,18 ).

4. POR QUE ME CONFESSAR E PEDIR O PERDÃO PARA UM HOMEM IGUAL A MIM?

R: Só Deus perdoa os pecados. O Padre, mesmo sendo um homem sujeito às fraquezas como outros homens, está ali em nome de Deus e da Igreja para absolver os pecados. Ele é o ministro do perdão, isto é, o intermediário ou instrumento do perdão de Deus, como os pais são instrumentos de Deus para transmitir a vida a seus filhos, como o médico é um instrumento para restituir a saúde física, etc.

5. OS PADRES E BISPOS TAMBÉM CONFESSAM ?

R: Sim, obedientes aos ensinamentos de Cristo e da Igreja, todos os Padres, Bispos e mesmo o Papa se confessam com frequência, conforme o mandamento: “Confessai os vossos pecados uns aos outros ” ( Tg 5,16 ).

6. O QUE É NECESSÁRIO PARA FAZER UMA BOA CONFISSÃO ?

R: Para se fazer uma boa confissão são necessárias 5 condições:

a) um bom e honesto exame de consciência diante de Deus;

b) arrependimento sincero por ter ofendido a Deus e ao próximo;

c) firme propósito diante de Deus de não pecar mais, mudar de vida, se converter;

d) confissão objetiva e clara a um sacerdote;

e) cumprir a penitência que o mesmo nos indicar.

7. COMO DEVE SER A CONFISSÃO ?

R: Diga o tempo transcorrido desde a última confissão. Acuse (diga) seus pecados com clareza, primeiro os mais graves, depois os mais leves. Fale resumidamente, mas sem omitir o necessário. Devemos confessar os nossos pecados e não os dos outros. Porém se participamos ou facilitamos de alguma forma o pecado alheio, também cometemos um pecado e devemos confessá-lo (por exemplo, se aconselhamos ou facilitamos alguém a praticar um aborto, somos tão culpados como quem cometeu o aborto).

8. O QUE PENSAR DA CONFISSÃO FEITA SEM ARREPENDIMENTO OU SEM PROPÓSITO DE CONVERSÃO, OU SEJA SÓ PARA “DESCARREGAR” UM POUCO OS PECADOS ?

R: Além de ser uma confissão totalmente sem valor, é uma grave ofensa à misericórdia Divina. Quem a pratica, comete um pecado grave de sacrilégio.

9. QUE PECADOS SOMOS OBRIGADOS A CONFESSAR?

R: Somos obrigados a confessar todos os pecados graves (mortais). Mas é aconselhável também confessar os pecados leves (veniais) para exercitar a virtude da humildade.

10. O QUE SÃO PECADOS GRAVES (MORTAIS) E SUAS CONSEQÜÊNCIAS ?

R: São ofensas graves à Deus ou ao próximo. Apagam a caridade no coração do homem; desviam o homem de Deus. Quem morre em pecado grave (mortal) sem arrependimento, merece a morte eterna, conforme diz a Escritura: “Há pecado que leva à morte” (I Jo 5,16b).

11. O QUE SÃO PECADOS LEVES (VENIAIS) ?

R: São ofensas leves a Deus e ao próximo. Embora ofendam a Deus, não destroem a amizade entre Ele e o homem. Quem morre em pecado leve não merece a morte eterna. “Toda iniqüidade é pecado, mas há pecado que não leva à morte” ( I Jo 5, 17 ).

12. PODEIS DAR ALGUNS EXEMPLOS DE PECADOS GRAVES ?

R: São pecados graves por
exemplo: O assassinato, o aborto provocado, assistir ou ler material pornográfico, destruir de forma
grave e injusta a reputação do próximo, oprimir o pobre o órfão ou a viúva, fazer mau uso do dinheiro público, o adultério, a fornicação, entre outros.

13. QUER DIZER QUE TODO AQUELE QUE MORRE EM PECADO MORTAL ESTÁ CONDENADO ?

R: Merece a condenação eterna. Porém somente Deus que é justo e misericordioso e que conhece o
coração de cada pessoa pode julgar.

14. E SE TENHO DÚVIDAS SE COMETI PECADO GRAVE OU NÃO ?

R: Para que haja pecado grave
(mortal) é necessário:

a) conhecimento, ou seja a pessoa deve saber, estar informada que o ato a ser praticado é pecado;

b) consentimento, ou seja a pessoa tem tempo para refletir, e escolhe (consente) cometer o pecado;

c) liberdade, significa que somente comete pecado quem é livre para faze-lo;

d) matéria, significa que o ato a ser praticado é uma ofensa grave aos mandamentos de Deus e da Igreja.
Estas 4 condições também são aplicáveis aos pecados leves, com a diferença que neste caso a matéria
é uma ofensa leve contra os mandamentos de Deus.

15. SE ESQUECI DE CONFESSAR UM PECADO QUE JULGO GRAVE ?

R: Se esquecestes realmente, o Senhor te perdoou, mas é preciso acusá-lo ao sacerdote em uma próxima confissão.

16. E SE NÃO SINTO REMORSO, COMETI PECADO ?

R: Não sentir peso na consciência ( remorso ) não significa que não tenhamos pecado. Se nós cometemos livremente uma falta contra um mandamento de Deus, de forma deliberada, nós cometemos um pecado. A falta de remorso pode ser um sinal de um coração duro, ou de uma consciência pouco educada para as coisas espirituais. ( por exemplo, um assassino pode não ter remorso por ter feito um crime, mas seu pecado é muito grave ).

17. A CONFISSÃO É OBRIGATÓRIA ?

R: O católico deve confessar-se no mínimo uma vez por ano, ao
menos para preparar-se para a Páscoa. Mas somos também obrigados toda vez que cometemos um pecado mortal.

18. QUAIS OS FRUTOS DE SE CONFESSAR CONSTANTEMENTE ?

R: Toda confissão apaga
completamente nossos pecados, até mesmo aqueles que tenhamos esquecido. Nos dá a graça
santificante, tornando-nos naquele instante uma pessoa santa. Tranqüilidade de consciência, consolo espiritual. Aumenta nossos méritos diante do Criador. Diminui a influência do demônio em nossa vida. Faz criar gosto pelas coisas do alto. Nos exercita na humildade e faz crescer todas as virtudes.

19. E SE TENHO DIFICULDADE PARA CONFESSAR UM DETERMINADO PECADO?

R: Se somos conhecidos de nosso pároco, devemos neste caso fazer a confissão com outro padre para nos
sentirmos mais à vontade. Em todo caso antes de se confessar converse com o sacerdote sobre a sua
dificuldade. Ele usará de caridade para que a sua confissão seja válida sem causar-lhe constrangimentos. Lembre-se, ele está no lugar de Jesus Cristo!

20. O QUE SIGNIFICA A PENITÊNCIA DADA NO FINAL DA CONFISSÃO ?

R: A penitência proposta no fim da confissão não é um castigo; mas antes uma expressão de alegria pelo perdão celebrado.

 

Ir. Zuleides M. de Andrade, ASCJ
Comunicação para a Pastoral
http://www.apostolas-pr.org.br

IMPORTANTE: Material examinado e aprovado pelo Pe. Iliseu Schnaider, SCJ

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Fazendo um Exame de Consciência a partir dos Mandamentos

Os Mandamentos são uma exigência do Amor. Deus nos pede para O amarmos e NOS amarmos. Será que o fazemos?

1º Amando a Deus acima de tudo: Neguei a fé? Duvidei da existência de Deus? Escarneci da religião? Deixei de rezar por muito tempo? Declarei que o matrimônio, o sacerdócio, a confissão, a missa estão ultrapassados?

2º Não tomando o seu Santo Nome em vão: Cantei músicas blasfemas? Zombei da Igreja, das cerimônias religiosas ou de seus representantes? Falei mal do Santo Padre, o Papa? Acusei a Igreja de ser falsa, ou desonesta? Acusei Deus de injusto? Roguei pragas? Contei piadas em que Deus aparece como personagem, rindo dEle? Jurei em falso, ou à toa?

3º Guardando os dias santificados: Passei o Domingo na frente da televisão? Faltei à missa nesse mesmo dia? Fiz piada com a santa missa? Disse que “já assisti missas que chega”? Fui à missa para “cumprir a obrigação”? Dediquei uma parte do meu tempo a Deus, lendo a Bíblia e rezando?

4º Honrando pai e mãe: Fui desobediente aos pais, autoridades ou superiores? Desejei-lhes algum mal, talvez a morte? Obedeci-lhes em coisas contrárias à lei de Deus? Negligenciei como pai e mãe ou irmão mais velho, os deveres de educação e instrução religiosa?

5º Não matando: Tive ódio? Recusei o perdão a quem me pediu? Desejei a morte para mim ou para outros? Ensinei a praticar pecados? Seduzi alguém ao pecado? Defendi o assassínio de bebês através do aborto? Desejei a guerra, ou me entusiasmei por ela? Falei que “a terra tá cheia demais, e precisa mesmo morrer gente”?

6º Guardando a castidade / 9º Não cobiçando a mulher (ou marido) do próximo: Tenho visto revistas e filmes pornográficos? Faço ou aprovo o sexo sem o matrimônio ou fora do matrimônio? Defendi ou propaguei a sua leitura? Acaso me divirto observando na rua o corpo das pessoas, e fazendo gracejos com elas, ou em conversas indecentes sobre as pessoas que passam? Tenho me vestido de maneira sensual? Provoquei os outros com meu comportamento? Fiz intriga para acabar namoros ou casamentos que eu não aprovava, ou cobiçava? Aprovo a prostituição? Sou promíscuo? Zombei da virgindade de alguém? Me envergonhei da minha virgindade, rejeitando-a?

7º Não roubando / 10º Não cobiçando as coisas alheias: Prejudiquei alguém ou tive desejo de prejudicar, enganando no troco, nos pesos e nas medidas, ou roubando? Fiz dívidas desnecessárias à subsistência? Paguei as minhas dívidas? Comprei bebidas ou cigarros a fiado, sem ter como pagar? Gastei meu salário com outras coisas, faltando em casa para a comida? Recusei a dar esmolas, nem que seja de comida? Roubei de Deus o dinheiro que devia dar a Ele para o sustento da Igreja? Deixei de devolver algo que não me pertence? Paguei com justiça os meus empregados?

8º Não mentindo: Falei mal dos outros pelas costas? Fui fiel à verdade ao comentar acontecimentos passados? Exagerei ou inventei qualidades para ganhar um emprego ou subir no emprego? Prejudiquei alguém com minhas palavras? Fiz alguém perder o emprego? Fiz juízo errado das pessoas? Duvidei da honestidade de alguém? Acusei algum mendigo ou pedinte de desonestidade? Revelei faltas ocultas dos outros? Ridicularizei ou humilhei alguém na frente dos outros? Fui fingido? Digo aos outros que sou católico mas não frequento a Igreja? Caluniei os sacerdotes e religiosas?

Penitência – parte 2

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MODALIDADES

A Sagrada Congregação para o Culto Divino estabeleceu três modalidades de administração do sacramento da reconciliação:

– Confissão individual dos penitentes, sem o rito penitencial coletivo.
– Rito penitencial coletivo com confissão e absolvição individuais.
– Rito penitencial coletivo com confissão e absolvição gerais.

ABSOLVIÇÃO COLETIVA

Por sua vez a Conferência Nacional dos Bispos dos Brasil reunidos na sua 43ª Assembléia Geral em 2005 estabeleceu alguns aspectos da Celebração do Sacramento da Penitência com relação à legislação complementar ao Código de Direito Canônico, tendo em vista a absolvição sacramental coletiva. Assim foi decidido:

– A absolvição sacramental coletiva de acordo com o cân. 961 §2 sem a prévia confissão individual poderá ser permitida pelo bispo diocesano em “situações objetivamente excepcionais” (MD, 4 a ) como:

a) A dificuldade de locomoção dos fiéis e pastores, numa vasta extensão territorial:

b) A existência de inúmeras “comunidades de fiéis isolados, onde o sacerdote só pode passar uma ou poucas vezes ao ano ( MD, 4 a: cân. 961 § 2 );

c) Quando, devido ao número de penitentes, não houver sacerdotes suficientes para ouvirem as confissões de cada um, dentro de tempo razoável, de tal modo que os penitentes fossem obrigados a permanecer durante muito tempo privados da graça sacramental (CDC, 961 §1).

– Além daquilo que é prescrito nos cân. 960-963, o bispo diocesano deverá ainda levar em consideração o quanto segue:

a) A absolvição coletiva, como meio extraordinário, não pode suplantar, pura e simplesmente, a confissão individual e íntegra com absolvição, único meio ordinário de reconciliação sacramental (MD 1 a).

b) Estabeleçam-se horários favoráveis, fixos e freqüentes, para facilitar aos fiéis o acesso à confissão individual (MD 1 b e 2 ).

c) Ministros e penitentes poderão, sem culpa própria, recorrer a esse meio extraordinário de reconciliação, sempre que houver grave necessidade (CDC, 961 §1).

Embora insistindo na necessidade de se aproximar quanto antes da confissão individual, antes de receber nova absolvição geral, o recurso, mesmo repetido, a essa forma extraordinária de reconciliação, pode legitimar-se surgindo causa justa (MD, 8). Não se pode, portanto, ignorando tais situações, impedir simplesmente ou restringir seu emprego pastoral.

d) Para dar licitamente a absolvição coletiva, fora do perigo de morte, não basta que, em vista do número de penitentes, os confessores sejam insuficientes para atendê-los na forma devida, em espaço de tempo razoável. Requer-se, além disso, que sem a absolvição coletiva, esses fiéis, sem culpa própria, permaneceriam, por cerca de um mês, privados do perdão sacramental ou da comunhão; ou lhes seria muito penoso ficar sem esses sacramentos (MD 4 b,c,d).

e) Não constitui suficiente necessidade, a mera grande afluência de penitentes, não só em ocasiões de uma festa solene ou de uma peregrinação, mas nem mesmo por turismo ou outras razões semelhantes devidas à crescente mobilidade das pessoas (MD, 4 f )

– Fora destas condições que a justificam, não se pode dar a absolvição coletiva. O Rito penitencial coletivo com absolvição individual continua recomendado, sobretudo nos tempos fortes penitenciais.

CASOS RESERVADOS

– A absolvição de alguns pecados particularmente graves e o levantamento de penas, como a excomunhão, são reservados à Sé Apostólica ou ao Bispo do lugar ou a presbíteros por ele
autorizados. O Código de Direito Canônico prevê nove casos que incorrem em excomunhão latae sententiae. Destes, alguns casos são reservados à Sé Apostólica:

a) Profanação das espécies sagradas, reservado à Sé Apostólica (CDC, 1367);

b) Violência física contra o Romano Pontífice, reservado à Sé Apostólica (CDC,1370);

c) Tentativa de absolvição do cúmplice em pecado contra o sexto mandamento do Decálogo, reservado à Sé Apostólica (CDC, 1378);

d) Consagração ilícita de um bispo sem mandato pontifício; incorre na mesma pena o bispo ordenado ilicitamente, reservado à Sé Apostólica (CDC, 1382);

e) Violação direta do segredo da Confissão, reservado à Sé Apostólica (CDC, 1388 §1);

f) Apostasia, Heresia e Cisma (CDC, 1364 §1);

(Obs: o Papa Francisco autorizou que todos os padres da Igreja Católica possam perdoar o pecado do aborto (Carta Apostólica “Misericordia et misera” item 12 )

OUTRAS ORIENTAÇÕES

– Nas paróquias e comunidades assistidas por algum sacerdote, fixe-se num lugar bem visível os horários de atendimento a confissões individuais, inclusive para pessoas que não podem acorrer ao sacramento em horário comercial. Elimine-se a confissão individual durante a missa ou outra celebração da comunidade no mesmo recinto (Euch. Myst. 17).

– Pela constante instrução, o pároco faça os fiéis compreenderem que a celebração da Sagrada Eucaristia e o próprio ato penitencial na missa ou fora dela, sem a absolvição sacramental, tem o poder de perdoar os pecados veniais, desde que leve a práticas concretas de atos de amor a Deus, obras de caridade e de misericórdia. Assim poderá ser evitada a busca rotineira e exagerada da absolvição, que pode esvaziar o sentido profundo do sacramento. Contudo é recomendável que os pecados veniais sempre sejam reparados pela confissão auricular na medida da possibilidade.

– Para absolvição usa-se a fórmula atual, em vernáculo, mantendo-se as mãos estendidas, ou pelo menos a direita, sobre a cabeça do penitente.

– A penitência imposta aos fiéis não seja uma simples recitação de preces, que praticamente fazem esquecer o caráter penitencial. Seja sim, uma tarefa concreta, com perspectivas comunitárias (CNBB, Rito penit., p. 44).

– Onde for possível, valorize-se uma breve celebração de encerramento do rito penitencial comunitário; assim, a celebração do sacramento da reconciliação no espírito eclesial encontra expressão de alegria pascal e de profunda gratidão pela manifestação da misericórdia de Deus (CNBB, Past. da penit., 3.3.4).

– Diante do “grave obscurecimento da consciência moral em muitos homens” (RP, 18) através da catequese penitencial, os párocos expliquem a seus fiéis que toda a vida do cristão deve ser impregnada do espírito de penitência e que neste contexto se enquadra o sacramento da reconciliação, como suma expressão de conversão (CNBB, Past da penit., 3.3.8).

– Seja conferida solenidade especial à Primeira Confissão, quer pela preparação, quer pelo espírito de penitência que a envolve. É aconselhável que seja celebrada após a catequese sobre o pecado, como sacramento do amor e da volta ao Pai e não necessariamente às vésperas Primeira Eucaristia.

– Os casais unidos só no civil e os amasiados não podem receber a absolvição sacramental, salvo em perigo de morte. Mas é importante que sejam acolhidos, e orientados.

– A sede apropriada para ouvir confissões seja, normalmente, o confessionário tradicional, permitindo assim aos fiéis e confessores que o desejem, seu livre uso (MD 9,b ), ou outro recinto conveniente, claramente indicado e de fácil acesso, de modo que os fiéis se sintam convidados à prática do sacramento da penitência. (CNBB, 14a. Assembléia geral).

– Os presbíteros com uso de ordem, possuem a faculdade de remeter as penas não reservadas à Santa Sé. Para remeter a pena não é necessária fórmula alguma, basta a intenção do confessor bem como a manifestação e o arrependimento do penitente.

– Que adote-se todas as orientações do RITUAL DA PENITÊNCIA.

Os componentes da confissão sacramental que o penitente deve saber:

– Exame de Consciência. É preciso avaliar a consciência com coragem, segundo a luz do Espírito Santo.

– Contrição ou Arrependimento. Consiste na “dor da alma e a detestação do pecado cometido, com propósito de não tornar a pecar” (Trento, Sessão XIV, sobre o Sacramento da Penitência, cap. IV. Denzinger, p.429). Desta contrição interior depende a autenticidade da penitência. A conversão deve atingir intimamente o homem para iluminá-lo cada dia com maior intensidade e configurá-lo cada vez mais ao Cristo (cf. Ritual da Penitência, n.6).

– Confissão dos pecados: A confissão das culpas que procede do verdadeiro conhecimento de si mesmo diante de Deus, e da contrição dos pecados. Para obter a reconciliação é preciso declarar ao sacerdote todos os pecados graves não confessados. A Igreja recomenda a confissão das falta veniais (cf. ibidem).

– Absolvição: Ao pecador que manifestou sua conversão ao ministro da Igreja, pela confissão sacramental, Deus concede o perdão mediante o sinal da absolvição, e assim se realiza o sacramento da penitência (cf. ibidem).

– Satisfação: A verdadeira conversão se completa pela satisfação das culpas, pela mudança de vida e pela reparação ao dano causado. As obras e a medida da satisfação devem adaptar-se a cada penitente para que cada um restaure a ordem que lesou e possa curar-se com o remédio adequado (cf. ibidem).

CELEBRAÇÃO

As diversas partes do ato litúrgico para a reconciliação individual orientada pelo sacerdote são:

– Acolhimento do penitente: com o sinal da cruz e alguma exortação oportuna que pode ser um texto bíblico, um texto da Igreja ou palavras espontâneas semelhantes (cf. Ritual da Penitência, n. 41-42).

– Leitura da Palavra de Deus se for conveniente, portanto trata-se de uma iniciativa facultativa (ibidem, n. 43).

– Confissão dos pecados pelo penitente (ibidem, n. 44).

– Aconselhamento do sacerdote e exortação à contrição das culpas (ibidem).

– Ação penitencial ao penitente para a satisfação pelos pecados e renovação de sua vida (ibidem).

– Oração do Ato de Contrição pelo penitente: o sacerdote deve possibilitar que o penitente adote a fórmula de oração que melhor lhe convier (ibidem, n.45).

– Oração da absolvição sacerdotal: com as mãos estendidas sobre a cabeça do penitente, pelo menos a mão direita, o sacerdote, depois de tê-lo ouvido, pronuncia a fórmula da absolvição, dizendo: DEUS, PAI DE MISERICÓRDIA, QUE, PELA MORTE E RESSURREIÇÃO DE SEU FILHO, RECONCILIOU O MUNDO CONSIGO E ENVIOU O ESPÍRITO SANTO PARA REMISSÃO DOS PECADOS, TE CONCEDA, PELO MINISTÉRIO DA IGREJA, O PERDÃO E A PAZ. E EU TE ABSOLVO DOS TEUS PECADOS, EM NOME DO PAI, E DO FILHO, E DO ESPÍRITO SANTO (ibidem, n. 46).

– Despedida do penitente (ibidem, n. 47).