Tudo concorre para o bem

“Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados para a salvação, de acordo com o projeto de Deus.” (Rm 8, 28)
No fundo, o que é certo 100% em nossos planos, humanamente falando?
Nem a certeza de que teremos um novo amanhecer é 100%. Ninguém pode afirmar ao certo quanto a estrela Sol ainda durará. A ciência estima, mas certeza mesmo, não tem.  Quanto tempo a terra ainda durará antes de um colapso meteorológico que tornará a vida quase impossível? Ninguém sabe com certeza quando…
Quando perguntam a Jesus quando será o final dos tempos, também Ele diz que só o Pai sabe…
Então, porque continuamos dormindo fazendo planos e confiando que acordaremos no dia seguinte? E porque isso acontece com ateus e também crentes em Deus?
Porque Deus nos fez seres humanos com capacidades e, entre elas,  confiar em uma esperança. E na esperança de um novo dia, queremos tentar fazer o melhor possível. Isso gera confiança, mas também preocupações  (pré ocupar-se com algo que nem sabemos se acontecerá).
Então, certeza mesmo, os crentes em Deus só tem uma: que se confiarmos e procurarmos fazer Sua vontade, se O amarmos, tudo concorrerá para o nosso bem. E por quê? 2 motivos: Ele é 100% amor e conhece todos os desdobramentos por ser omniciente. Logo, no que depender d’Ele, confiamos no melhor.
Portanto, viva na incerteza do “como”, “da forma” que será, mas na certeza de que o amanhã nos conduzirá para o bem se amarmos a Deus e tentarmos cumprir suas orientações.
Sei que nas horas em que os problemas vêm, a razão tem que fazer muita força para vencer a emoção e que não é fácil, mas Deus sabe de quê somos feitos e nos ajudará.
Continue confiando em Deus e pedindo Sua orientação.
Certeza? Só duas: Que Deus existe e que Ele nos ama. E como diz Santa Teresa d’Ávila: Só Deus basta…
(Antônio José – Fundador da Comunidade Filhos da Redenção)
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Você já está salvo?

Alguns versículos bíblicos para meditarmos sobre isso…

escada salvação céu

“Assim, pois, aquele que julga estar de pé, tome cuidado para não cair”. (1Cor 10,12)

“Aí alguém se aproximou dele e disse: ‘Mestre, que farei de bom para ter a vida eterna?’ Respondeu [Jesus]: ‘Por que me perguntas sobre o que é bom? O Bom é um só. Mas se queres entrar para a Vida, guarda os mandamentos'”. (Mt 19,16-17)

“E eis que um doutor da lei se levantou e disse para experimentá-lo: ‘Mestre, que farei para herdar a vida eterna?’ Ele disse: ‘Que está escrito na Lei? Como lês?’. Ele então respondeu: ‘Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, com toda a tua força e de todo o teu entendimento; e a teu próximo como a ti mesmo’. Jesus disse: ‘Respondeste corretamente; faze isso e viverás'”. (Lc 10,25-28)

“Em verdade, em verdade vos digo: quem escuta a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não vem a julgamento, mas passou da morte à vida”. (Jo 5,24)

“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia”.(Jo 6,54)

“E sereis odiados por todos por causa do meu nome. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo”. (Mt 10,22)

“Aquele que crer e for batizado será salvo; o que não crer será condenado”. (Mc 16,16)

“Respondeu-lhe Jesus: ‘Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus”. (Jo 3,5)

Palavra de vida

“Vivei em paz uns com os outros.” (Mc 9,50)

Casais de Segunda União

Como soa bem, no meio dos conflitos que ferem a humanidade em tantas partes do mundo, o convite de Jesus à paz. É algo que mantém viva a esperança, pois sabemos que Ele mesmo é a paz e prometeu que nos daria a sua paz.

O Evangelho de Marcos traz essa frase de Jesus no final de uma série de máximas dirigidas aos discípulos, reunidos na casa em Cafarnaum, com as quais Ele explica como deveria viver a sua comunidade. A conclusão é clara: tudo deve conduzir à paz, na qual se encerra todo bem.

Uma paz que somos chamados a experimentar na vida de cada dia: na família, no trabalho, com aqueles que pensam de modo diferente na política. Uma paz que não tem medo de confrontar-se com opiniões discordantes, sobre as quais precisamos falar abertamente, se quisermos uma unidade cada vez mais verdadeira e profunda. Uma paz que, ao mesmo tempo, exige a nossa atenção para que o relacionamento de amor nunca desapareça, porque a pessoa do outro vale mais do que as diversidades que possam existir entre nós.

“Onde quer que chegue a unidade e o amor mútuo”, afirmava Chiara Lubich, “chega a paz, ou melhor, a paz verdadeira. Porque onde existe o amor mútuo, existe uma certa presença de Jesus no nosso meio, e Ele é justamente a paz, a paz por excelência”1.

O seu ideal de unidade tinha surgido durante a Segunda Guerra Mundial e imediatamente revelou-se como antídoto a ódios e dilacerações. Desde então, diante de cada novo conflito, Chiara sempre propôs com persistência a lógica evangélica do amor. Por exemplo, quando explodiu a guerra no Iraque em 1990, ela manifestou a amarga surpresa de ouvir “palavras que pareciam estar sepultadas, como: ‘o inimigo’, ‘os inimigos’, ‘começam as hostilidades’, e depois os boletins de guerra, os prisioneiros, as derrotas (…). Percebemos, com perplexidade, que fora ferido gravemente o princípio fundamental do cristianismo, o ‘mandamento’ por excelência de Jesus, o mandamento ‘novo’. (…) Ao invés de se amarem, ao invés de estarem prontos a morrer um pelo outro”, aí está a humanidade novamente “no abismo do ódio”: desprezo, torturas, assassinatos2. Como sair disso?, perguntava-se ela. “Deveríamos tecer, onde for possível, relacionamentos novos, ou aprofundar os que já existem entre nós cristãos e os fiéis das religiões monoteístas: os muçulmanos e os judeus”3, ou seja, entre aqueles que naquela ocasião estavam em conflito.

A mesma coisa vale diante de todo tipo de conflito: tecer entre pessoas e povos relacionamentos de escuta, de ajuda mútua, de amor, diria Chiara ainda, até “estar prontos a morrer um pelo outro”. É preciso conter as próprias razões para entender as do outro, mesmo sabendo que nem sempre chegaremos a compreendê-lo até o fundo. Também o outro provavelmente faz o mesmo em relação a mim e às vezes, quem sabe, também ele não entende a mim e os meus motivos. No entanto, queremos ficar abertos ao outro, mesmo na diversidade e na incompreensão, salvando acima de tudo o relacionamento com ele.

O Evangelho coloca isso de modo imperativo: “Vivei em paz”. Sinal de que nos pede um empenho sério e exigente. É uma das mais essenciais expressões do amor e da misericórdia que somos chamados a ter uns para com os outros.

Fabio Ciardi

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1-Na TV da Baviera, 16 de setembro de 1988.

2-28 de fevereiro de 1991, cf. Santos juntos, São Paulo : Cidade Nova 1995, pp. 63-64.

3-Ibid., p. 67.

(Fonte)