Quem reza se salva

O evangelho de São Lucas apresenta Nosso Senhor como verdadeiro mestre da oração. Por 9 vezes Jesus é apresentado em oração.

Durante o Batismo (3,21) depois da pesca milagrosa e da cura do leproso (5,16), antes da escolha dos Apóstolos (6,12), antes da confissão de Pedro (9,18), durante a Transfiguração (9,28-29), no hino de júbilo (10,21), antes de ensinar o Pai Nosso (11,1), no Monte das Oliveiras (22,41), na Cruz (23, 34.46).

O Filho de Deus, criador do céu e da terra, se faz homem para nos ensinar a humildade e a grandeza da oração. Humildade pois com a oração nos apresentamos diante de Deus como mendigos de sua misericórdia e lhe pedimos a graça da salvação à qual não temos direito. Grandeza, porque só os anjos e os homens podem rezar. Os animais nunca rezam. “O homem fica maior, quando se põe de joelhos”.

Com a parábola do amigo insistente (11, 5-8) e com a da viúva e do juiz iníquo (18, 1-7), São Lucas nos transmite o ensinamento de Jesus que atravessará os séculos: é necessário rezar sempre e sem desanimar (cf. Lc 18,1).

Ou seja, trata-se de uma necessidade que encontra seu fundamento mais na nossa condição de criaturas do que na natureza de Deus. Por isto, seria muito inadequado pensarmos que Deus é como o amigo acomodado da parábola ou como um juiz injusto. Deus não precisa ser convencido de nada, somos nós quem precisamos desta insistência. Mas, se é assim, como podemos explicar a eficácia da oração?

Atualmente é bastante comum encontrarmos duas explicações distorcidas da oração.

  • a) Uma visão bastante difundida é a negação da providência divina. Para estes teólogos não existiriam milagres, pois Deus seria prisioneiro das leis da natureza que ele mesmo criou (cf., por exemplo, Andrés Torres Queiruga, Repensar o mal: da ponerologia à teodiceia, Paulinas, São Paulo, 2011, 328p.). A consequência é que a oração se torna uma realidade centrada no próprio homem.
  • b) No outro extremo temos uma visão supersticiosa e mágica da oração que pretende mudar a vontade de Deus. Como se Deus fosse caprichoso e como se suas decisões fossem veleidades arbitrárias e não desígnio amoroso.

Santo Tomás de Aquino nos ensina que a oração não tem por finalidade mudar a vontade de Deus (cf. Suma Teológica II-II, q. 83, a. 2). Na realidade com a oração somos nós quem entramos em seus planos eternos, pois Deus quando dispôs o seu plano de amor não decidiu apenas o que iria acontecer, mas também a forma como as coisas iriam acontecer. Por isto a oração é de grande eficácia pois existem alguns desígnios de Deus que são condicionais. Ou seja, é como se Deus tivesse dito desde toda eternidade: “Concederei esta graça se me pedirem e, se não me pedirem, não concederei”.

Brota, então, espontâneo o pedido do discípulo a Jesus: “Senhor, ensina-nos a rezar!”

Nosso Senhor então nos ensina o “Pai Nosso”.

Santo Agostinho nos recorda que, se orarmos como convém, “não diremos nada que não se encontre nesta oração do Senhor” (Carta a Proba, 12, 22). E Santo Tomás de Aquino explicita: “Na Oração Dominical, não somente se pede tudo aquilo que podemos desejar retamente, como também a ordem em que devemos desejar: de tal forma que essa oração nos ensina não somente a pedir como também a normativa de nosso sentimentos” (Suma Teológica, II-II, q. 83, a. 9).

  • 1) Pedimos a glória de Deus (santificado seja o vosso nome) e a nossa (venha a nós o vosso reino).
  • 2) Pedimos meios para alcançá-la: a obediência (seja feita a vossa vontade – omitido em Lucas) e os auxílios (o pão nosso de cada dia nos dai hoje – pão seja espiritual, seja material)
  • 3) Pedimos que nos afaste os impedimentos: o pecado (perdoai-nos as nossas ofensas); a tentação (não nos deixeis cair em tentação); os castigos (livrai-nos do mal – omitido por Lucas).

Assim, a oração é, em primeiro lugar, o meio de darmos glória a Deus e de entrarmos na sua glória. Ou seja, a principal eficácia da oração é a nossa santificação.

É forçosa então a conclusão: não é possível alcançar a santidade sem rezar e rezar muito. É esta mesma verdade que, de forma muito direta e acertada, ensina Santo Afonso Maria de Ligório quando diz: Chi prega, certamente si salva; chi non prega, certamente si danna.

Eis as suas palavras por inteiro:

Terminemos este primeiro ponto, concluindo de tudo o que dissemos que, quem reza, certamente se salva e quem não reza, certamente será condenado. Todos os bem-aventurados, exceto as crianças, salvaram-se pela oração. Todos os condenados se perderam porque não rezaram. Se tivessem rezado, não se teriam perdido. E este é e será o maior desespero no inferno: o poder ter alcançado a salvação com facilidade, pedindo a Deus as graças necessárias. E, agora, esses miseráveis não têm mais tempo de rezar. (A Oração. Aparecida, Santuário, 2008, cap. 1, n. 28, pg. 42

(Fonte)

Ato de desagravo ao Sagrado Coração de Jesus

(Rezado nas primeiras sextas-feiras de cada mês)

Sagrado Coração de Jesus
Dulcíssimo Jesus, cuja infinita caridade para com os homens é deles tão ingratamente correspondida com esquecimentos, friezas e desprezos, eis-nos aqui prostrados, diante do vosso altar, para vos desagravarmos, com especiais homenagens, da insensibilidade tão insensata e das nefandas injúrias com que é de toda parte alvejado o vosso dulcíssimo Coração.
Reconhecendo, porém, com a mais profunda dor, que também nós, mais de uma vez, cometemos as mesmas indignidades, para nós, em primeiro lugar, imploramos a vossa misericórdia, prontos a expiar não só! as próprias culpas, senão também as daqueles que, errando longe do caminho da salvação, ou se obstinam na sua infidelidade, não vos querendo como pastor e guia, ou, conculcando as promessas do batismo, sacudiram o suavíssimo jugo da vossa santa Lei.
De todos estes tão deploráveis crimes, Senhor, queremos nós hoje desagravar-vos, mas particularmente da licenças dos costumes e imodéstias do vestido, de tantos laços de corrupção armados à inocência, da violação dos dias santificados, das execrandas blasfêmias contra vós e vossos santos, dos insultos ao vosso vigário e a todo o vosso clero, do desprezo e das horrendas e sacrílegas profanações do Sacramento do divino Amor, e enfim, dos atentados e rebeldias oficiais das nações contra os direitos e o magistério da vossa Igreja.
Oh, se pudéssemos lavar com o próprio sangue tantas iniqüidades!
Entretanto, para reparar a honra divina ultrajada, vos oferecemos, juntamente com os merecimentos da Virgem Mãe, de todos os santos e almas piedosas, aquela infinita satisfação que vós oferecestes ao Eterno Pai sobre a cruz, e que não cessais de renovar todos os dias sobre os nossos altares.
Ajudai-nos, Senhor, com o auxílio da vossa graça, para que possamos, como é nosso firme propósito, com a viveza da fé, com a pureza dos costumes, com a fiel observância da lei e caridade evangélicas, reparar todos os pecados cometidos por nós e por nossos próximos, impedir por todos os meios novas injúrias à vossa divina Majestade e atrair ao vosso serviço o maior número de almas possível.
Recebei, oh! benigníssimo Jesus, pelas mãos de Maria Santíssima Reparadora, a espontânea homenagem deste nosso desagravo, e concedei-nos a grande graça de perseverarmos constantes até a morte no fiel cumprimento dos nossos deveres e no vosso santo serviço, para que possamos chegar todos à Pátria bem-aventurada, onde vós, com o Pai e o Espírito Santo, viveis e reinais, Deus, por todos os séculos dos séculos. Assim seja.

Oração do Rosário

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“Ao finalizar o mês de outubro, desejo recomendar a oração do Rosário”, disse o Papa Francisco.

“Que esta simples oração mariana indique a vocês, queridos jovens, o caminho para interpretar a vontade de Deus em suas vidas.
Amem esta oração, queridos enfermos, porque consola a mente e o coração.
Que se torne para vocês, queridos recém-casados, um momento privilegiado de intimidade espiritual, em sua nova família”, assinalou.

“Irmãos e irmãs, está terminando o mês de outubro, dedicado à oração do Rosário, que é uma síntese da Divina Misericórdia. Nos mistérios do Rosário, contemplamos com Maria a vida de Jesus, que irradia a misericórdia do Pai. Alegremo-nos em seu amor e perdão, acolhamos os estrangeiros e necessitados, vivamos cada dia o seu Evangelho. Louvado seja Nosso Jesus Cristo”.

(Fonte)

Aprenda a rezar o Rosário clicando na imagem abaixo:

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