ATO DE CONSAGRAÇÃO INDIVIDUALAO SACRATÍSSIMO CORAÇÃO DE JESUS

Sagrado Coração de Jesus

Eu (o seu nome), Vos dou e consagro, oh Sagrado Coração de Jesus Cristo, a minha vida, as minhas ações, penas e sofrimentos, para não querer mais servir-me de nenhuma parte do meu ser, senão para Vos honrar, amar e glorificar. É esta a minha vontade irrevogável: ser todo Vosso e tudo fazer por Vosso amor, renunciando de todo o meu coração a tudo quanto Vos possa desagradar.

Tomo-Vos, pois, ó Sagrado Coração, por único bem do meu amor, protetor da minha vida, segurança da minha salvação, remédio da minha fragilidade e da minha inconstância, reparador de todas as imperfeições da minha vida e meu asilo seguro na hora da morte.

Sê, ó Coração de bondade, a minha justificação diante de Deus, Vosso Pai, para que desvie de mim a Sua justa cólera.

Ó Coração de amor, deposito toda a minha confiança em Vós, pois tudo temo de minha malícia e de minha fraqueza, mas tudo espero de Vossa bondade! Extingui em mim tudo o que possa desagradar-Vos ou que se oponha à Vossa vontade.

Seja o Vosso puro amor tão profundamente impresso em meu coração, que jamais possa eu esquecer-Vos nem separar-me de Vós. Suplico-Vos que o meu nome seja escrito no Vosso Coração, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e toda a minha glória em viver e morrer como Vosso escravo. Amém.

(Fonte)

Catequese na Quarentena

Muitas crianças estão se adaptando aos meios de ensino à distância e nós podemos aproveitar este momento para preparar um encontro catequético à distância também.

Reconheço que nem todos os catequistas têm acesso às tecnologias e também muitas crianças sequer possuem um computador ou celular para acessar os conteúdos disponíveis, mas podemos usar nossa criatividade e os dons que temos para levar aos nossos catequisandos uma mensagem de fé e esperança de que Deus está conosco e que podemos confiar em sua palavra.

“Nada temas, porque estou contigo, não lances olhares desesperados, pois eu sou teu Deus; eu te fortaleço e venho em teu socorro, eu te amparo com minha destra vitoriosa.” (Isaías 41,10)

Um recurso simples e muito utilizado na catequese é contar histórias bíblicas e colorir desenhos, trazendo o tema para a nossa realidade, seguem algumas sugestões:

Pentecostes

No domingo passado tivemos a solenidade de Pentecostes, podemos comentar com as crianças de que os apóstolos e Nossa Senhora também estavam com medo, tristes e em isolamento, como nós agora. Mas estavam unidos e rezando. E o Espírito Santo veio ao encontro deles e os deu forças para seguirem adiante, dando início à nossa Igreja. Nós também podemos suplicar ao Espírito Santo que nos dê forças para superar este momento difícil que o mundo está passando. Nós somos Igreja!

Santíssima Trindade

No próximo domingo celebraremos a Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo. Um só Deus em três pessoas. Para mim um dos encontros mais difíceis de explicar na catequese.

E este será o próximo tema da postagem do Carlos Francisco no nosso estudo sobre o Credo, não percam…

Mas que tal gravar um vídeo, com uma dinâmica e mandar para as crianças?

(Recomendo a dos estados fisicos da água postada aqui.)

O terço

Sei que o mês de maio é o mais apropriado para falarmos sobre a oração do terço na catequese, mas Nossa Senhora em suas aparições nos pede para rezarmos o terço todos os dias, principalmente pedindo pelo fim da guerra e pela paz no mundo. E o momento que a humanidade está passando é justamente este, estamos vivendo em uma guerra, contra um vírus destruidor, contra o racismo, contra a violência e tantas outras coisas que nos tiram a paz. Podemos e devemos reforçar na catequese esta devoção à oração do terço, pois é uma poderosa arma contra tudo que nos afasta de Deus.

Nossa Senhora, rogai por nós que recorremos a vós!

Oração do Santo Anjo

E por hoje deixo aqui um tema simples, mas não menos importante, a oração pedindo a intercessão do nosso Anjo da Guarda. Este nosso amigo invisível, mas muito real. Assim como o coronavirus e muitas outras forças invisíveis que nós cristãos temos que combater diariamente. Vamos rezar todos os dias, ao acordar, quando tivermos que sair, antes de dormir, pois nosso querido Anjo da Guarda está sempre atento para nos guardar de todo mal, amém?

Beijinhos da Catequista Sheila 😇❤️

O Credo

(Carlos Francisco Bonard)

credo

“Este Símbolo [o Credo] é o selo espiritual, a meditação do nosso coração e o
guardião sempre presente; ele é, seguramente, o tesouro da nossa alma” 1 .

O catecismo, no parágrafo 1247, nos reforça a ideia da conversão dos batizados. Em primeiro lugar, aos que ainda não conhecem a Cristo e o seu Evangelho, mas também aos convertidos, pois a conversão é diária.
Esse é um movimento de sair e voltar. O pecado faz com que saiamos da comunhão da Igreja, enquanto a reconciliação nos permite voltar a essa comunhão (CIC n. 1444-1445 2).
Essa conversão se fundamenta em uma profissão de fé. O batismo e a profissão de fé andam lado a lado, tanto que a forma básica do Credo, o Credo apostólico, surge no contexto da prática batismal 3 .
Na Igreja primitiva os candidatos ao cristianismo – assim como hoje – aprendiam aquilo que deviam crer. Lhes eram explicado o Pater 4 e uma espécie de formulário com o resumo essencial da fé: o Símbolo.
Esse Símbolo – o Credo – remonta, em sua fórmula básica, às palavras de Jesus transmitidas em Mt 28, 19: “Ide, pois, ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Por isso já nos primeiros séculos da Igreja, conforme o Traditio Apostolica de Hipólito de Roma, três perguntas eram feitas aos batizandos: “Crês em Deus Pai todo poderoso? Crês em Jesus Cristo, o filho de Deus…? Crês no Espírito Santo…? 5
Quando a Liturgia nos apresenta a festa do batismo do Nosso Senhor, ela nos leva a refletir sobre o nosso batismo através das renuncias e da fórmula batismal em sistema de perguntas e respostas. Assim, o compromisso batismal é baseado em renúncias (as três primeiras partes) e no Credo (também fracionado em três partes).
A profissão de fé de todos os cristãos é feita na primeira pessoa do singular: “Creio”. Porque, no seio da comunidade, cada pessoa tem sua própria história com Deus.
Ninguém pode dizer por outro: Creio 6 .
Mas, inicialmente, o que é o Credo?
Credo é a síntese da fé cristã. Esta síntese chama-se “profissão de fé”, pois nela se condensa tudo o que os cristãos professam. Tanto que o catecismo da Igreja católica no seu parágrafo 185 assevera que “Quem diz “Creio” afirma: “dou a minha adesão àquilo em que nós cremos””.
O nome Credo, que é uma palavra em Latim, vem da primeira palavra com a qual, normalmente começam, qual seja “creio”. Ele tem também como denominação “símbolo da fé”
Símbolo aqui não no sentido de uma figura ou imagem que representa algo abstrato.
Mas do grego “symbolon” que significa a metade de um objeto quebrado, a ser
apresentado como sinal de reconhecimento 7.

No livro PORTÕES DE FOGO 8 os espartanos usavam algo bem parecido quando iam para a guerra. Traçavam seus nomes ou sinais em um bracelete improvisado, feito de galhos, que chamavam de “etiquetas”. Isso identificaria os corpos, caso muito mutilados. Cada símbolo partido significava um guerreiro. Assim saberiam quem voltou e quem morreu. Uma metade não era nada, e significava na melhor das hipóteses um desaparecido, mas geralmente era sinal de morte.

O Credo também é partido, quebrado:

Creio em Deus Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra.

Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que nasceu da Virgem
Maria, padeceu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos e subiu ao céu.

Creio no Espírito Santo, Senhor e fonte de vida, que procede do Pai e do Filho, e
com o Pai e o Filho é adorado e glorificado.

Dividido em três partes, o símbolo só tem lugar quando devolvido ao seu estado original. Não basta crer só no Pai, nem só no Filho ou no Espírito Santo. Também não adianta crer mais em um que os outros.
Também estamos partidos se nossa crença não está pautada aqui na profissão de fé cristã, o Símbolo dos Apóstolos.
Interessante contradição. Disse [e é verdade] que a profissão de fé é feita na primeira pessoa do singular. Mas também deixei claro que eu não creio em qualquer coisa, mas naquilo que a Igreja crê. Note que também estou partido e só sou católico quando unido a comunidade.

Daniel Rops, no volume 1 da sua coleção de história da Igreja, diz:

O Símbolo dos Apóstolos foi sem dúvida posto por escrito
simultaneamente na maior parte das comunidades cristãs; houve assim,
uma versão de Jerusalém, uma de Cesaréia, uma de Antioquia, uma de
Alexandria e uma de Roma, que diferem entre si em alguns detalhes. É da
versão romana (…) que proveio o atual texto do Símbolo dos Apóstolos” 9 .

Diferiam em algumas palavras, mas não na fé que se professava. É muito importante perceber que o Credo não cria as verdades que proclama, mas estas verdades são anteriores a ele ter sido formulado 10 .
Eu creio naquilo que a comunidade crê, naquilo que os apóstolos passaram, naquilo que Cristo ensinou.

Daqui se absorve a última parte do Credo na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição dos mortos, na vida eterna.

Essas quatro partes compõe um todo. Compõem um único símbolo. É como um grande quebra cabeças que só faz sentido após montado.

Vamos refletir sobre o Credo nas próximas semanas, a fim de dar razão a nossa fé.

E você? Está em consonância com a crença da Igreja ou você se acha católico? Em que você crê?
Não se esqueça que o símbolo partido pode significar a morte.
Amém?


1 Santo Ambrósio (†397), bispo de Milão e doutor da Igreja;

2 Essa ideia está contida no sacramento da confissão. Ela exprime o sentido de reconciliação;

3 RATZINGER, Joseph. Introdução ao cristianismo. Editora: Loyola, 2011, p.61

4 O Pai Nosso;

5 MARSILI, Salvatore. Sinais do mistério de Cristo. Editora: Paulinas, 2009, p.217;

6 Sobre a fé dos bebês, podemos falar futuramente. Mas, por hora, é importante dizer que a fé batismal não precisa ser perfeita e madura, mas se desenvolver após o batismo (CIC n. 1253);

7 Catecismo da Igreja Católica n. 188;

8 Pressfield, Steven. (2000);

9 ROPS, Daniel. A Igreja dos apóstolos e dos mártires. Editora: Quadrante, 1988, p.208;

10 Santo Irineu de Lião (200~202) disse “(…)a Igreja espalhada pelo mundo inteiro até os confins da terra recebeu dos apóstolos e seus discípulos a fé em um só Deus, Pai onipotente (…); em um só Jesus Cristo, Filho de Deus (…); e no Espírito Santo (…). Tendo, portanto, recebido esta pregação e esta fé, como dissemos acima, a Igreja, mesmo espalhada por todo o mundo, as guarda com cuidado, como se morasse numa só casa, e crê do mesmo modo, como se possuísse uma só alma e um só coração; unanimemente as prega, ensina e entrega, como se possuísse uma só boca. Assim, embora pelo mundo sejam diferentes as línguas, o conteúdo da tradição é um só e idêntico”;

As 15 Orações a Jesus (Santa Brígida)

Comece, SEMPRE, com o SINAL DA CRUZ! + + +
FAÇA uma oração inicial ao ESPÍRITO SANTO!

Depois diga:

1ª ORAÇÃO:
Pelos Sacerdotes, freiras e religiosos militantes!

Reze agora um Pai Nosso… E depois uma Ave Maria… (E a seguir…)

Ó JESUS CRISTO, doçura eterna para aqueles que vos amam, alegria que ultrapassa toda a alegria e todo o desejo, esperança de salvação dos pecadores, que declarastes não terdes maior contentamento do que estar entre os homens, até o ponto de assumir a nossa natureza, na plenitude dos tempos, por amor deles. Lembrai-Vos dos sofrimentos, desde o primeiro instante da Vossa Conceição e sobretudo durante a Vossa Santa Paixão, assim como havia sido decretado e estabelecido desde toda a eternidade na mente divina. Lembrai-Vos Senhor, que, celebrando a Ceia com os Vossos discípulos, depois de lhes haverdes lavado os pés, deste-lhes o Vosso Sagrado Corpo e precioso Sangue e, consolando-os docemente lhes predissestes a Vossa Paixão iminente. Lembrai-Vos da tristeza e da amargura que experimentastes em Vossa Alma como o testemunhastes Vós mesmo por estas palavras: “a Minha Alma está triste até a morte”. Lembrai-Vos, Senhor, dos temores, angustias e dores que suportastes em Vosso Corpo delicado, antes do suplício da Cruz, quando, depois de ter rezado por três vezes, derramado um suor de Sangue, fostes traído por Judas Vosso discípulo, preso pela nação que escolhestes, acusado por testemunhas falsas, injustamente julgado por três juízes, na flor da Vossa juventude e no tempo solene da Páscoa. Lembrai-Vos que fostes despojado de Vossas vestes e revestido com as vestes da irrisão, que Vos velaram os olhos e a face, que Vos deram bofetadas, que Vos coroaram de espinhos, que Vos puseram uma cana na mão e que, atado a uma coluna, fostes despedaçado por golpes e acabrunhado de afrontas e ultrajes. Em memória destas penas e dores que suportastes antes da Vossa Paixão sobre a Cruz, concedei-me, antes da morte, uma verdadeira contrição, a oportunidade de me confessar com pureza de intenção e sinceridade absoluta, uma adequada satisfação e a remissão de todos os meus pecados. Assim seja!

2ª ORAÇÃO: Pelos trabalhadores em Geral

Pai Nosso… Ave Maria…

Ó JESUS CRISTO, verdadeira liberdade dos Anjos, paraíso de delícias, lembrai-Vos do peso acabrunhador de tristezas que suportastes, quando Vossos inimigos, quais leões furiosos, Vos cercaram e, por meio de mil injúrias, escarros, bofetadas, arranhões e outros inauditos suplícios Vos atormentaram a porfia. Em consideração destes insultos e destes tormentos, eu Vos suplico, ó meu Salvador, que Vos digneis libertar-me dos meus inimigos, visíveis e invisíveis e fazer-me chegar, com o Vosso auxílio a perfeição da salvação eterna. Assim seja!

3ª ORAÇÃO: Pelos presos

Pai Nosso… Ave Maria…

Ó JESUS CRISTO, Criador do Céu e da terra, a quem coisa alguma pode conter ou limitar, Vós que tudo abarcais e tendes tudo sob o Vosso poder, lembrai-Vos da dor, repleta de amargura, que experimentastes quando os soldados, pregando na Cruz Vossas Sagradas mãos e Vossos pés tão delicados, trespassaram-nos com grandes e rombudos cravos e não Vos encontrando no estado em que teriam desejado, para dar largas a sua cólera, dilataram as Vossas Chagas, exacerbando assim as Vossas dores. Depois, por uma crueldade inaudita, Vos estenderam sobre a Cruz e Vos viraram de todos os lados, deslocando, assim, os Vossos membros. Eu vos suplico, pela lembrança desta dor que suportastes na Cruz, com tanta santidade e mansidão, que Vos digneis conceder-me o Vosso Temor e o Vosso Amor. Assim seja!

4ª ORAÇÃO: Pelos doentes

Pai Nosso… Ave Maria…

Ó JESUS CRISTO, médico celeste, que fostes elevado na Cruz a fim de curar as nossas chagas por meio das Vossas, lembrai-Vos do abatimento em que Vos encontrastes e das contusões que Vos infligiram em Vossos Sagrados membros, dos quais nenhum permaneceu em seu lugar, de tal modo que dor alguma poderia ser comparada a Vossa. Da planta dos pés até o alto da cabeça, nenhuma parte do Vosso Corpo esteve isenta de tormentos e, entretanto, esquecido dos Vossos sofrimentos, não Vos cansastes de suplicar a Vosso PAI, pelos inimigos que Vos cercavam, dizendo-LHE: “PAI, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem”. Por esta grande misericórdia e em memória desta dor, fazei com que a lembrança da Vossa Paixão, tão impregnada de amargura, opere em mim uma perfeita contrição e a remissão de todos os meus pecados. Assim seja!

5ª ORAÇÃO: Pelos funcionários dos hospitais

Pai Nosso… Ave Maria…

Ó JESUS CRISTO, espelho do esplendor eterno. Lembrai-Vos da tristeza que sentistes, quando, contemplando a luz da Vossa Divindade a predestinação daqueles que deveriam ser salvos pelos méritos da Vossa santa paixão, contemplastes, ao mesmo tempo, a multidão dos réprobos, que deveriam ser condenados por causa dos seus pecados e lastimastes, amargamente, a sorte destes infelizes pecadores, perdidos e desesperados. Por este abismo de compaixão e de piedade e, principalmente, pela bondade que manifestastes ao bom ladrão dizendo-lhe: “Hoje mesmo estarás Comigo no Paraíso”, eu Vos suplico ó Doce Jesus, que na hora da minha morte useis de misericórdia para comigo. Assim seja!

6ª ORAÇÃO: Pelas famílias

Pai Nosso… Ave Maria…

Ó JESUS CRISTO, Rei amável e de todo desejável, lembrai-vos da dor que experimentastes quando, nu e como um miserável, pregado e levantado na Cruz, fostes abandonado por todos os vossos parentes e amigos, com excepção de Vossa mãe bem amada, que permaneceu, em companhia de São João, muito fielmente junto de Vós na agonia, lembrai-Vos que os entregastes um ao outro dizendo: “Mulher eis ai o teu filho”! e a João: “Eis ai a tua Mãe!”Eu vos suplico, ó meu Salvador, pela espada de dor que então trespassou a alma de Vossa Santa Mãe, que tenhais compaixão de mim, em todas as minhas angustias e tribulações, tanto corporais como espirituais e que Vos digneis assistir-me nas provações que me sobrevierem, sobretudo na hora da minha morte. Assim seja!

7ª ORAÇÃO: Contra a luxúria

Pai Nosso… Ave Maria…

Ó JESUS CRISTO, fonte inexaurível de piedade, que por uma profunda ternura de amor, dissestes sobre a Cruz: “Tenho sede!”, mas sede de salvação do gênero humano. Eu Vos suplico, ó meu Salvador, que Vos digneis estimular o desejo que meu coração experimenta de tender a perfeição em todas as minhas obras e extinguir, por completo, em mim, a concupiscência carnal e o ardor dos desejos mundanos. Assim seja!

8ª ORAÇÃO: Pelas crianças e jovens

Pai Nosso… Ave Maria…

Ó JESUS CRISTO, doçura dos corações, suavidade dos espíritos, pelo amargo sabor do fel e do vinagre que provastes sobre a Cruz por amor de todos nós, concedei-me a graça de receber dignamente o Vosso Corpo e Vosso Preciosíssimo Sangue, durante toda a minha vida e, na hora da minha morte a fim de que sirvam de remédio e de consolo para minha alma. Assim seja!

9ª ORAÇÃO: Pelos agonizantes espirituais

Pai Nosso… Ave Maria…

Ó JESUS CRISTO, virtude real, alegria do espírito, lembrai-Vos da dor que suportastes, quando, mergulhado na amargura, ao sentir aproximar-se a morte, insultado e ultrajado pelos homens, julgastes haver sido abandonado por Vosso PAI dizendo: “Meu DEUS, Meu DEUS, porque Me abandonastes?” Por esta angustia eu Vos suplico ó meu Salvador, que não me abandoneis nas aflições e nas dores da morte. Assim seja!

10ª ORAÇÃO: Pelos sofredores em geral

Pai Nosso… Ave Maria…Ó JESUS CRISTO, que sois em todas as coisas começo e fim, vida e virtude, lembrai-Vos de que por nós fostes mergulhado num abismo de dores, da planta dos pés até o alto da cabeça. Em consideração da extensão das Vossas Chagas, ensinai-me a guardar os Vossos Mandamentos, mediante uma sincera caridade, mandamentos estes que são caminhos espaçoso e agradável para aqueles que Vos amam. Assim seja!

11ª ORAÇÃO: Pelos pecadores de todo o mundo

Pai Nosso… Ave Maria…

Ó JESUS CRISTO, profundíssimo abismo de misericórdia, suplico-Vos, em memória de Vossas Chagas, que penetraram até a medula dos vossos ossos e atingiram até as vossas entranhas, que vos digneis afastar esse(a) pobre pecador(a) do lodaçal de ofensas em que está submerso(a) conduzindo- o(a) para longe do pecado. Suplico-Vos também, esconder-me de Vossa Face irritada, ocultando-me dentro de Vossas Chagas, até que a Vossa cólera e a Vossa justa indignação tenham passado. Assim seja!

12ª ORAÇÃO: Por todas as Igrejas

Pai Nosso… Ave Maria…

Ó JESUS CRISTO, espelho de verdade, sinal de unidade, laço de caridade, lembrai-Vos dos inumeráveis ferimentos que recebestes, desde a cabeça até os pés, ao ponto de ficardes dilacerado e coberto pela purpura do Vosso Sangue adorável. Ó quão grande e universal foi a dor que sofrestes em Vossa Carne virginal por nosso amor! Ó Dulcíssimo JESUS, que poderíeis fazer por nós que não o houvésseis feito? Eu vos suplico, ó meu Salvador, que vos digneis imprimir, com o Vosso Precioso Sangue, todas as Vossas chagas em meu coração, a fim de que eu relembre, sem cessar, as Vossas Dores e o Vosso Amor. Que pela fiel lembrança da Vossa Paixão, o fruto dos Vossos Sofrimentos seja renovado em mim, cada dia mais, até que eu me encontre, finalmente, Convosco, que sois o tesouro de todos os bens e a fonte de todas as alegrias. Ó Dulcíssimo JESUS, concedei-me poder gozar de semelhante ventura na vida eterna. Assim seja!

13ª ORAÇÃO: Pelos profetas atuais

Pai Nosso… Ave Maria…

Ó JESUS CRISTO, fortíssimo Leão, Rei imortal e invencível, lembrai-Vos da dor que vos acabrunhou quando sentistes esgotadas todas as vossas forças, tanto do Coração como do Corpo e inclinastes a cabeça dizendo: “Tudo está consumado!”Por esta angústia e por esta dor, eu Vos suplico, Senhor JESUS, que tenhais piedade de mim, quando soar a minha última hora e minha alma estiver amargurada e o meu espírito cheio de aflição. Assim seja!

14ª ORAÇÃO: Pelos políticos e pelos governantes

Pai Nosso… Ave Maria…

Ó JESUS CRISTO, Filho Único do PAI, esplendor e imagem da sua substância, lembrai-Vos da humilde recomendação que LHE dirigistes dizendo: “Meu PAI, em Vossas Mãos entrego o Meu Espírito!” Depois expirastes, estando Vosso Corpo despedaçado, Vosso Coração trespassado e as entranhas da Vossa Misericórdia abertas para nos resgatar. Por esta preciosa morte eu Vos suplico, ó Rei dos Santos, que me deis força e me socorrais, para resistir ao demônio, a carne a ao sangue, a fim de que, estando morto(a) para o mundo, eu possa viver somente para Vós. Na hora da morte, recebei, eu Vos peço, minha alma peregrina e exilada que retorna para Vós. Assim seja!

15ª ORAÇÃO: Pelo Papa

Pai Nosso… Ave Maria…

Ó JESUS CRISTO, verdadeira e fecunda videira, lembrai-Vos da abundante efusão de Sangue, que tão generosamente derramastes de Vosso Sagrado Corpo, assim como a uva é triturada no lagar. Do Vosso lado aberto pela lança de um dos soldados, jorraram Sangue e água, de tal modo que não retivestes uma gota sequer. E, enfim, como um ramalhete de mirra elevado na Cruz, Vossa Carne delicada se aniquilou, feneceu o humor de Vossas entranhas e secou a medula dos Vossos ossos. Por esta tão amarga Paixão e pela efusão de Vosso precioso Sangue, eu vos suplico, ó Bom JESUS, que recebais minha alma quando eu estiver na agonia. Assim seja!

ORAÇÃO FINAL:

Ó doce JESUS, vulnerai o meu coração, a fim de que lágrimas de arrependimento, de compunção e de amor, noite e dia me sirvam de alimento. Convertei-me inteiramente a Vós. Que o meu coração Vos sirva de perpétua habitação; Que a minha conduta vos seja agradável e que o fim da minha vida seja de tal modo edificante que eu possa ser admitido no Vosso Paraíso, onde, com os vossos Santos, hei de vos louvar para sempre. Assim seja!

CONSAGRAÇÃO DIÁRIA A NOSSA SENHORA: Ó Santa Mãe Dolorosa de DEUS, ó Virgem Dulcíssima, eu Vos ofereço o meu coração a fim de que o conserveis intacto como o Vosso Coração Imaculado. Eu Vos ofereço a minha inteligência, para que ela conceba apenas pensamentos de paz e de bondade, de pureza e verdade. Eu Vos ofereço a minha vontade, para que ela se mantenha viva e generosa ao serviço de DEUS. Eu vos ofereço meu trabalho, minhas dores, meus sofrimentos, minhas angústias, minhas tribulações e minhas lágrimas, no meu presente e meu futuro, para serem apresentadas por Vós ao Vosso Divino FILHO, para purificação da minha vida. Mãe Compassiva, eu me refugio em Vosso Coração Imaculado, para acalmar as dolorosas palpitações de minhas tentações, da minha aridez, da minha indiferença e das minhas negligências. Escutai-me ó Mãe, guiai-me, sustentai-me e defendei-me, contra todos os perigos da alma e do corpo, agora e por toda a eternidade.

Assim seja.

(Fonte: Católico Orante)

Como rezar o terço

Comece fazendo o sinal da Cruz:

  • Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Em seguida, recite:

  • Credo;
  • Pai Nosso;
  • 3 Ave-Marias;
  • Glória.

O Terço é uma das 4 partes do Rosário, cada uma com cinco mistérios (*).
Enquanto meditar sobre os Mistérios, recitar:

Um “Pai Nosso”, 10 “Ave-Marias”, um “Glória” para cada mistério.

Depois de cada mistério é dito:

“Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu, principalmente as que mais precisarem de Tua misericórdia.”

Após a conclusão dos cinco mistérios, a “Salve Rainha” é dita.

(*) OS MISTÉRIOS DO ROSÁRIO

Mistérios Gozosos
(Segundas e sábados)

  1. A Anunciação do anjo Gabriel à Maria
  2. A visitação de Maria à sua prima Isabel
  3. O Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo
  4. A Apresentação do Menino Jesus no Templo
  5. A perda e o encontro de Jesus no templo

Mistérios Luminosos
(Quintas-feiras)

  1. O Batismo de Jesus no Rio Jordão
  2. O primeiro milagre de Jesus em Caná
  3. A proclamação do reino de Deus
  4. A transfiguração de Jesus
  5. A instituição da Eucaristia

Mistérios Dolorosos
(Terças e sextas-feiras)

  1. A agonia de Jesus
  2. A Flagelação de Jesus
  3. A coroação de espinhos
  4. O transporte da cruz
  5. A crucificação

Mistérios Gloriosos
(Quarta-feira e domingo)

  1. A Ressurreição
  2. A Ascensão de Jesus
  3. A descida do Espírito Santo
  4. A Assunção de Nossa Senhora
  5. A coroação de Nossa Senhora Rainha do Céu e da Terra

Ser Igreja no mundo

(Vandeia Ramos)

Esta semana estive no Simpósio Introdução ao Cristianismo, de J. Ratzinger. É um livro de nosso Bento XVI que apresenta o Credo à luz do Concílio Vaticano II (1962-1965). Teólogo novo, é chamado em 1962 a ser perito. Em 1967 leciona a disciplina de Cristologia, de onde sai a obra, publicada em 1968.
Sua profundidade em ler a Sagrada Escritura e a Tradição da Igreja torna esta produção atual ainda hoje.
Assim podemos acompanhar os diversos pastores que tivemos e de como afirmar-se como Igreja agindo no mundo, em diferentes épocas e lugares, exigiu um salto de fé permanente: enfrentar novas línguas, a estrutura do Império Romano, o encontro da fé judaica com o pensamento filosófico grego, a fundação de mosteiros, os novos mundos… E hoje temos o desafio de evangelizar os cristãos.
Somos ovelhas conduzidas pelo Pastor, que não desistiu de nós, que permanece conosco até o fim. Que aparece ressuscitado para Maria Madalena e, através dela, nos chama pelo nome. Que nos faz anunciadores de Cristo Ressuscitado para os apóstolos e para o mundo, porque Ele vai para o Seu Pai e nosso Pai, Seu Deus e Nosso Deus.
Fico pensando o que não será ouvir Jesus nos chamar pelo nome quando for a nossa hora… Conduzir-nos ao Pai, nosso Pai e nosso Deus…
A profissão de fé que fazemos todo domingo na Missa nos confirma neste caminho. Preparamo-nos para o céu desde o Batismo, até que estejamos plenos para o encontro definitivo. Somos pessoas novas, reconciliadas com Deus, feitos seus filhos, membros de seu Corpo Místico, a Igreja.
Temos uma missão importante a anunciar no mundo, pois tem muitas ovelhas sem pastor. Nossa presença é importante. Acolhemos os irmãos que procuram nas paróquias, como vamos no dia a dia ser presença de Jesus Cristo no mundo.
Mas Ele cuida de nós, leva-nos a lugares desertos para descansar…
Aqui não podemos deixar de lembrar do sacerdócio ministerial, heróico em dias que professam valores divergentes aos do Evangelho. Que enfrentam tanto para nos garantir a Eucaristia. Com afeto especial, pelos Papas Francisco e Bento XVI, que seguem sendo unidade da Igreja neste mundo.
Deixo uma oração:

ORAÇÃO PELOS SACERDOTES