Relacionamento Interpessoal

O problema de relacionamento interpessoal tornou-se tão grave, que foi necessário o surgimento dos cientistas do comportamento humano para melhor compreender essa situação e propor soluções adequadas.

Hoje em dia é comum a atuação de psicólogos, pedagogos, antropólogos, teólogos, administradores de empresas e outros profissionais, nas empresas, igrejas, sociedades de bairros, partidos políticos, escolas e outras organizações, analisando o comportamento das pessoas e seus relacionamentos e sugerindo medidas que tendem a melhorar esse entrosamento.

É comum percebermos desajustes no relacionamento interpessoal em todas as camadas. É o médico que se relaciona mal com seu paciente, o vendedor que atende de maneira inadequada o cliente, o pai que dificulta o relacionamento com o filho, o marido que não compreende a mulher e assim uma infinidade de exemplos que poderíamos estar citando.

Se o problema do relacionamento interpessoal por si só é bastante complexo, pior ele se torna quando o relacionamento é grupal. Pela dificuldade nesse relacionamento é que encontramos, por exemplo, times de futebol desajustados, partidos políticos desunidos, equipes governamentais que se deterioram, diretorias e gerências de empresas que chegam a levar o negócio à falência: ou mesmo a família, que pelo desajuste no relacionamento, acaba propiciando educação inadequada aos filhos.

Todavia, basta olharmos para todos os setores da vida moderna para percebemos que é impossível o homem trabalhar, estudar, diverti-se, sozinho. Cada vez mais seu dia-a-dia o torna dependente do seu grupo e, como conseqüência, dos indivíduos que o compõem.

É mera ilusão imaginar que a vida em grupo consiste, simplesmente, em juntar indivíduos na busca de objetivos comuns. A formação de um grupo exige, para atingir os objetivos, regras a serem seguidas, que quando quebradas levam, em geral, ao fracasso do grupo, parcial ou totalmente.

Este texto foi retirado da introdução de um trabalho voltado para o RH de empresas. Selecionei algumas partes dele que achei interessantes para aplicarmos em nossa vida em Comunidade, vejam:

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DEZ MANDAMENTOS DE UM MEMBRO DE GRUPO
(Pierre Weil)

1) Respeitar o próximo como ser humano;
2) Evitar cortar a palavra de quem fala ; esperar a sua vez;
3) Controlar as suas reações agressivas, evitando ser indelicado ou mesmo irônico;
4) Evitar o “pular” por cima do seu líder imediato; quando o fizer, dar uma explicação;
5) Procurar conhecer melhor os membros do seu grupo, a fim de compreendê-los e de se adaptar à personalidade de cada um ;
6) Evitar o tomar a responsabilidade atribuída a outro, a não ser a pedido deste ou em caso de emergência;
7) Procurar as causas das suas antipatias, afim de vencê-la;
8) Estar sempre sorridente
9) Procurar definir bem o sentido das palavras no caso de discussão em grupo, para evitar mal entendidos;
10) Ser modesto nas discussões; pensar que talvez o outro tenha razão e, se não, procurar compreender-lhe as razões.

QUALIDADES NECESSÁRIAS PARA CONVIVER NO GRUPO

CRIATIVIDADE

Criar é ter capacidade de obter situações novas e adequadas, com originalidade nas contribuições. Formulação de idéias inovadoras para desenvolvimento do trabalho. Identificação de problemas, análises das causas e apresentação de soluções inéditas adequadas.

FLEXIBILIDADE

Flexibilidade de um indivíduo em adaptar – se às situações, tanto nas atitudes como no comportamento. É o que se relaciona ao chamado ‘jogo de cintura’. Ser flexível é:

Compartilhar e não opor
Lidar bem com o contrário
Estar aberto a inovações
Procurar novas formulas de fazer melhor as coisas antigas
Estar aberto a diálogos
Reconhecer os erros
Saber dizer sim e não
Apoiar boas idéias
Conviver harmoniosamente no caos

PERSUASÃO

É a capacidade que tem um indivíduo de organizar e apresentar argumentos de forma convincente. É quando o argumento é apresentado de forma inédita, sem receber contestação, ou quando já existe um argumento colocado e o indivíduo consegue derrubá-lo e impor os seus, visando o crescimento do grupo e não seus interesses próprios.

PERCEPÇÃO

É a capacidade que tem o indivíduo de apresentar rapidamente a realidade dos fatos de forma fidedigna.

INICIATIVA

Quando o indivíduo tem capacidade de agir sobre a realidade, apresentando, antes de outros indivíduos, a solução e influenciar acontecimentos. É a ação independente na execução das suas tarefas.

COOPERAÇÃO

É a capacidade do indivíduo de manter-se disponível e acessar a outro indivíduo ou ao grupo, demonstrando interesse em somar esforços.

TRABALHO SOB PRESSÃO

Quando um indivíduo, submetido à situações, tem capacidade de suportá-la sem combatê-la com agressividade. Leva outros indivíduos a suportá-la também.

CAPACIDADE DE SÍNTESE

É a facilidade que um indivíduo tem, de relacionar as partes, compondo-as num todo.

CAPACIDADE DE ANÁLISE

É a capacidade para discernir e julgar a realidade.

MOTIVAÇÃO

Quando o indivíduo mantém sempre alto o motivo que leva à ação para atingir os objetivos e contagiar os demais positivamente.

COMUNICAÇÃO

É a capacidade do indivíduo em transmitir suas idéias, verbalizadas ou com gestos, ou mesmo escrita de forma clara e convincente, de maneira a fazer-se facilmente compreendido. Expressão de idéias com lógica e objetividade. Ouvir e compreender seus superiores, pares e subordinados. Preocupação com o entendimento das mensagens transmitidas ou recebidas.

RELACIONAMENTO GRUPAL

É a capacidade e forma de um indivíduo de interagir, conviver e comunicar-se com outro indivíduo. É a compreensão, tolerância e respeito à individualidade.

Sugestões de Dinâmicas

INVERSÃO DA RODA

Objetivo: O objetivo desse vitalizador é fazer com que os participantes invertam um círculo, a partir das regras determinadas.

Material necessário: Apenas uma sala ampla, livre de mesas e cadeiras.

Duração: Cerca de 10 minutos

Avaliação: Essa atividade permite avaliar, dentre outros requisitos, a criatividade, iniciativa, liderança, cooperação, flexibilidade, lidar com incertezas, riscos e desafios, estratégias e tomadas de decisão.

Descrição:

– O instrutor solicita para que o pessoal faça um círculo, em pé, de mãos dadas, no centro da sala

– Avisa que, a partir daquele momento está proibida a comunicação verbal.

– O instrutor desafia o grupo a inverter esse círculo, fazendo com que o pessoal ao invés de olhar para dentro da roda como estão, olhe para fora dela, com as seguintes condições:

– sem soltar às mãos
– sem cruzar os braços
– além da comunicação não verbal já solicitada anteriormente

Solução: O problema só será resolvido quando um dos elementos tomar a iniciativa de caminhar, puxando os demais, até 2 colegas que estejam à sua frente no círculo e passar sob seus braços e desde que os demais o sigam exatamente pelo mesmo caminho.

A outra solução possível é, ao invés de passar sob os braços, os colegas da frente se abaixam e os demais passam por cima dos braços.

BRINCAR COM A BONECA

– O instrutor deve levar para a sala uma boneca, de preferência de pano, e pedir para o pessoal formar um círculo, em pé;

– Entregar para um dos participantes a boneca e pedir para que ele faça alguma brincadeira com ela (abraçar, beijar, bater, etc.)

– Após a brincadeira, o participante passa a boneca para o seu colega à direita, e este também faz uma brincadeira com ela. Assim, ela deve percorrer por todos os participantes, até completar o circuito;

– Após a rodada, o facilitador recolhe a boneca e pede para que cada participante, um a um, faça com o colega da esquerda, o mesmo que fez com a boneca.

CÍRCULO MÁGICO

O Círculo Mágico é uma ótima atividade para abertura e encerramento de eventos. O Círculo teve sua origem nos rituais e costumes da era primitiva. Historicamente, todas as vezes que os povos primitivos tinham algo de importante a fazer celebravam em círculos, que foram denominados de mágicos. Acreditavam eles que a forma circular expulsava os maus espíritos e conservava os bons. A forma circular vem nos acompanhando e é a única que permite enxergar a todos, num mesmo plano, sem que haja o primeiro e nem o último. No círculo não há liderança e é nele que nos sentimos todos iguais.

Para aplicar o instrutor deve proceder da seguinte forma:

– Confeccionar um círculo de pano ou papel e nele colocar símbolos variados, como lua, sol, estrela e outros. Confeccionar, também balões de papel ou pano, com frases:

– Colocar o círculo no centro da sala, e os balões com os dizeres virados para baixo:

– Colocar uma música bem suave (Bolero de Ravel: Kenny G; schubert, entre outros), e pedir ao pessoal para que andem ao redor do círculo por certo período:

– Após esse período, solicitar que todos se dêem as mãos e ouçam um pouco mais da música:

– O facilitador começa a falar sobre o simbolismo do círculo mágico e o porque de sua utilização: É um momento de celebração: momento importante onde todos estão unidos em torno de um mesmo objetivo (citar o objetivo do evento):

– Pedir para as pessoas que tiverem os balões apontados para si, que lentamente, e na ordem desvirem um a um e leiam o que está nele escrito:

– Após a leitura, solicitar que cada um coloque a mão direita no ombro do colega:

– Fechar o ritual do círculo Mágico alertando o grupo para os “dois braços” que temos: um para ajudar o colega, o companheiro ou o outro para cuidarmos de nós mesmos.

– Ao final da música, pedir que cada um leia novamente as mensagens dos balões, porém com o Ângulo do “sentimento”.

OBS:. Se o círculo Mágico for usado para fechar eventos, repetir a cerimônia, porem sem os balões, onde é pedido para que cada um diga sua própria frase. Serve para avaliar o evento.

SUGESTÕES DE FRASES PARA OS BALÕES:

– Neste círculo somos todos iguais:
– Não há o primeiro. Não há o último:
– Estamos num mesmo plano:
– Neste circulo enxergo a todos. Você à minha direita. Você à minha esquerda e você mais distante de mim:
– Que permaneçam neste círculo a motivação, a cooperação, a disponibilidade, o ânimo, a comunicação afetiva, a flexibilidade, a alegria, o compromisso com o outro e com o trabalho:
– Expulsamos do círculo Mágico a desmotivação, a crítica maliciosa, a apatia, a inveja, o autoritarismo, e todas as forças negativas:
– E embalamos pelo círculo mágico deixamos que nossa energia circule e contagie a todos:
– E neste circulo simbolizamos nossa força enquanto grupo:
– É desta forma que nos sentimos fortes, enquanto unidos e ajudando-nos mutuamente:
– Vamos ás vezes nos separar em pequenos grupos para trabalhar, mas sem nos esquecermos do nosso Círculo Mágico.

(Fonte)

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Nem tudo pode ser como…

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Quando os bebês nascem, berrando por terem saído do conforto em que estavam, berrando a cada sensação de fome e frio, eles começam a perceber que, neste mundo, existem situações em que nem tudo pode ser do jeito que gostariam que fosse.

A nova alimentação lhes dá dor de barriga, e esta dor nem sempre passa logo. O xixi na fralda também incomoda. Conforme eles crescem, vão percebendo que a vida funciona assim: muitas vezes, não podemos ter o que desejamos, ou não podemos fazer o que queremos do jeito que queremos.

Porém, quase diariamente, acontecem coisas que nos desagradam, ou somos obrigados a fazer coisas que detestamos ou a deixar de fazer coisas que adoramos.

Existem dias em que temos de renunciar a fazer algo que planejamos para comparecer a algum compromisso da família, como não ir ao cinema no último dia em que o filme está em cartaz, para ir ao aniversário de uma tia.

Ou por causa da escola, como não sair com a turma para poder estudar pra uma prova muito difícil…

As coisas funcionam assim, para qualquer ser humano: às vezes, as pessoas em volta se acomodam às nossas vontades e, às vezes, nós é que precisamos nos acomodar às necessidades de um dado momento ou de outra pessoa.

O que é curioso é que muitas pessoas, mesmo não sendo mais bebês, não compreenderam isto ainda: continuam chorando ou gritando, quando qualquer uma de suas mínimas vontades não é satisfeita. Parecem bebezões! Se não choram escandalosamente, pra não dar vexame, pelo menos fazem biquinho e ar de contrariedade…

É lógico que é importante podermos fazer nossa vontade, até lutar por isso. Mas também é importante saber compreender quando é preciso ceder por uma razão mais séria, e a capacidade de perceber isto nos ajuda muito, em nossas vidas.

Uma das coisas que torna estes momentos mais difíceis, é que pode bater aquela sensação de que ninguém liga pro que queremos. Mas se pensar um pouco, vai ver que as pessoas que o amam vem tentando fazer coisas que agradam, em outras ocasiões; e que elas terão inúmeras outras chances de fazê-lo.

Na verdade, fazer algo pelo próximo pode nos dar uma sensação muito mais agradável que fazer algo por nós mesmos. Sim, você pode descobrir que a vida reserva grandes alegrias, também aos que renunciam a um de seus momentos de lazer pela dedicação a um ideal ou para oferecer ajuda a alguém mais além de si próprio.

(Rita Foelker – Folha da Criança)

Tocando o céu sem os braços

Jéssica Cox nasceu sem braços, devido a uma rara enfermidade congênita.

Como qualquer criança, não entendia porque não tinha braços como as demais pessoas.

“Era difícil ser diferente.”

Sem embargo, tomou parte em diversas atividades como ginástica, balé e canto para crianças, realizadas em grandes cenários.

Quando jovem se enfadava, batendo os pés e gritando em suas birras por não ter braços.

Não obstante, centrou toda sua energia na prática de esportes.

Para Jéssica, o maior desafio por ter nascido sem braços, mais que a adversidade física, eram as constantes encaradas das pessoas.

“Eu me irritava muito quando as pessoas me olhavam caminhando pela rua ou pela maneira de comer com os pés. Porém, tinha aprendido a ver o lado positivo dessas situações, que me deram a oportunidade de utilizar esse canal de vibrações positivas e ser um exemplo de otimismo”.

Seus pais foram seus modelos de conduta e seus pilares de apoio.

“Minha mãe é meu modelo e sempre me diz que posso fazer qualquer coisa a que eu me propor”. Meu pai não derramou uma lágrima quando nasci, porque não me vê como uma vítima.

É difícil ser pai de um filho incapaz.

Papai foi minha rocha durante os tempos difíceis e é quem formou a pessoa que eu sou atualmente”.

Quando pela primeira vez aprendeu a diirigir um carro, foi graças ao uso de modificações especiais.

Sem embargo, depois de ter aprendido bem, decidiu suprimir as modificações e agora é titular de uma permissão para dirigir sem restrições.

Graduada em Psicología pela Universidade do Arizona, ainda atrai olhares quando abastece seu carro nas bombas de gasolina.

Ela pode escrever 25 palavras por minuto, secar o cabelo, e maquiar-se normalmente.

Jéssica, com 26 anos e 1,55 metros de altura, é a primeira mulher na história da aviação que pilota sem braços.

Esta mulher, inspiradora e heroína para muitos, irradia felicidade e um grande senso de humor. No Dia das Mães, em maio do ano pasado, voou sozinha com um letreiro suspenso que acertadamente dizia:

“Olha mamãe, sem mãos!”

Até a data, tinha contabilizado aproximadamente 130 horas de voo sozinha.

E afirma: o medo pode basear-se no desconhecimento.

Quando ainda não voava, me dei conta de que meu temor era porque eu não sabia muito sobre isto.

“Há um medo universal na gente, é o temor da insuficiência e da falta de fé em nós mesmos”.

Graças à sua confiança, perseverança, preparação e ambição, Jéssica tem percorrido um longo caminho para converter-se em quem é hoje em dia.

Além de ser uma oradora motivacional, ela também tem sido incentivadora na Rede Internacional de Crianças Amputadas nos últimos cinco anos.

Jéssica espera casar-se e ter filhos.

“Sei que será difícil ter uma família, mas sei que serei uma boa mãe.”

E diz entre risos:

Difícil vai ser para o pretendente pedir minha “mão” a meus pais.

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“Não tenho braços, mas não é isso que determina até onde eu posso chegar”.

“Nosso temor mais profundo, não é que sejamos insuficientes, é que sejamos poderosos além da medida”.

“O ser humano precisa ter momentos baixos na vida, para sentir, ainda mais fortes, os momentos emocionantes.”

“Quanto maior for a dificuldade, maior será a glória.”

E a você, o que te faz falta para “tocar” o céu?

(http://jessica-cox.blogspot.com.br/)

Persistência é tudo

Aprendendo a andar

Muita gente acha que é difícil começar uma caminhada. Pessoalmente penso diferente.

Para mim, mais difícil que iniciar é continuar. De começos o mundo está cheio: os que começam um casamento, os que começam a abandonar um vício, os que iniciam o aprendizado de uma língua e por ai vai.

Ir em frente é mais complicado. Exige persistência e muita força de vontade.

Requer que nós olhemos para trás com sentimento de satisfação pela experiência adquirida e não com remorso ou sensação de arrependimento. Que nós tenhamos sonhos, mas que não vivamos de sonhos. Que choremos, mas não deixemos as lágrimas turvarem nossa visão.

Que escutemos os outros, mas que não desistamos de fazer o que julguemos certo, por causa deles.

Tudo isso de tão simples parece coisa de criança. E é mesmo! Antes de aprendermos a andar precisamos: cair muitas vezes, nos machucar, chorar, ser motivo de riso, e nem por isso tudo desistimos ou deixamos de levantar.

Nisso temos muito que aprender com as crianças. Elas “sabem” que antes de dar os primeiros passos, é preciso ficar de pé, e antes disso é preciso engatinhar.

Que precisamos das pessoas para servir de apoio, mas, que elas não são bengalas e nós não somos aleijados. Se todas as pessoas soubessem disso teríamos bem menos fracassados no mundo.

Gente que poderia atingir grandes coisas, mas que desiste no meio do caminho. Diante disso só temos a agradecer a predisposição para certos aprendizados na infância. Se fosse o contrário, muita gente hoje estaria numa cadeira de rodas.