Síndrome do ninho vazio

Em um determinado momento das nossas vidas, nos damos conta de que os nossos filhos cresceram, e tomaram a decisão de começar um novo caminho de independência. No entanto, isto faz parte da vida, muitas vezes os pais se sentem abandonados e tristes. A síndrome do ninho vazio faz referência a esta situação, trata-se de um sentimento de solidão gerado pela ida de um ou vários filhos de casa. Esta situação faz com que os pais deixem de se sentir importantes para os seus filhos e se sintam irritados e agoniados. A seguir mostraremos, como superar este momento.

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Nova perspectiva da situação. Você deve pensar naqueles aspectos que contribuem com o seu bem-estar. Muitas vezes o relacionamento com os filhos melhora quando eles já não estão em casa. Outro aspecto é o tempo com o que agora você conta para se dedicar a novos projetos.

Dê força para o seu companheiro. Quando temos filhos, muitas vezes nosso companheiro fica de lado. Este é o momento de dar força para o seu companheiro e de realizar aquelas atividades que você tinha adiado. Esta é uma nova etapa da vida que você deve desfrutar totalmente.

Fale do assunto. Pôr para fora os seus sentimentos é o primeiro passo para melhorar. Às vezes, compartilhar este sentimento com nossos entes queridos nos permite perceber que podemos superar esta situação.

Atividades prazerosas. Ao longo da vida as pessoas sempre sentem o desejo de realizar determinadas atividades que lhes dão prazer, mas as exigências diárias, às vezes, fazem com que estas terminem sendo adiadas. Faça uma lista de todas aquelas atividades que você gosta e se prepare para começar a fazê-las.

Pratique um esporte. O exercício físico é muito bom para a saúde e ajuda a relaxar. Saia para caminhar todos os dias durante 30 minutos, e você notará como em pouco tempo se sentirá cada vez melhor.

Cuidado pessoal. Não se abandone, nem se deixe abandonar. Você deve buscar um cuidado pessoal adequado, hoje você tem tempo para isso. É importante que você volte a adotar o papel de mulher, além do de mãe.

Estimule a independência. É importante que seus filhos saibam que podem contar com o seu apoio nesta nova fase. Evite invadir a sua nova casa ou a sua vida com visitas ou telefonemas contínuos. Você deve deixá-los crescer, acompanhá-los e desfrutar com eles esta nova etapa da vida.

Adote um animal de estimação. Se você não tem um marido ou namorado com quem compartilhar este momento e sente que a casa está vazia sem seus filhos, pode adotar um animal de estimação. Eles serão uma grande companhia.

Melhore a relação com seu filho. À medida que passa o tempo, a relação com seu filho mudará positivamente. A maturidade de ambos fomentará outro tipo de comunicação mais frutífera. Você nunca vai deixar o seu papel de mãe, seus filhos estarão ai para você.

(Fonte)

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O papel da Fé na busca pela Felicidade

Há um episódio muito interessante vivido por São Francisco de Assis e Santo Antônio de Pádua (ou de Lisboa) que li no livro “Os Segredos da Felicidade”, do Padre Alessandro Campos, leia a seguir:

francisco_antonio“Um belo dia, São Francisco convidou Santo Antônio para passear às margens de um rio turbulento e, então, pediu que ele tentasse enxergar o próprio reflexo nas águas do rio.

Santo Antônio, surpreso com o pedido, olhou e viu que as águas daquele rio estavam tão agitadas que seria impossível enxergar-se ali. Disse, confuso, que não conseguiria realizar a tarefa. Naquele instante, São Francisco explicou a Santo Antônio o sentido da Fé, afirmando que, quando se confia, mesmo em meio a águas turbulentas, é possível ver-se nitidamente.

Quando as águas estão paradas, é fácil enxergar, assim como é fácil ter fé quando não há problemas com o curso de nossa vida. mas quando os ventos sopram e as águas se agitam, sentimos medo e não mais enxergamos. Aquela visão límpida de antes é distorcida pelo peso dos problemas, do sofrimento, do vazio que nos angustia.

Do mesmo modo, acreditamos que Deus está conosco somente quando nossa vida está bem. Quando o sofrimento aparece, sentimos que Ele nos abandonou. No entanto, Ele continua conosco porque nunca nos abandona.”

A história de São Francisco e Santo Antônio nos ensina a essência da Fé. Ter Fé é enxergar principalmente quando as águas estão agitadas. Ter Fé é continuar confiando mesmo quando tudo está confuso e difícil, embora não seja fácil. Por isso, concluímos que a Fé, além de ser um dom divino, é também uma escolha. É preciso tomar a decisão de acreditar todos os dias, mesmo não tendo nenhum consolo, mesmo quando tudo parece perdido. Deus nos acompanha durante nosso sofrimento e não nos deixa sozinhos nunca, mas vigia para que nossa Fé amadureça.

O sofrimento não significa que Deus não nos ama ou que não se importa com nossa felicidade. Esse sofrimento é causado por uma Fé imatura ou por uma visão distorcida de Deus. Quem tem uma Fé madura sente o amor de Deus de forma tão extraordinária que nada – absolutamente nada, nem o sofrimento – pode torna-lo infeliz. O sofrimento pode lhe causar dor, mas não infelicidade.

Vida Nova

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Você quer mudanças.

Você pede prosperidade.

Mas acorda, vai ao espelho e não vê novidades.

Sua voz interior sopra ” Vida Nova “, mas tudo parece distante e difícil.

A culpa fica por conta do patrão, da sogra, do governo, da falta de sorte, aí você resolve mudar!

Bem… ” mas só segunda-feira” , ” dia 1º ” , ” depois das férias ” …

Desculpas não faltam, não é mesmo?

Hoje pode ser um novo dia.

Chega de se colocar na condição de vítima!

A conquista de uma Vida Nova requer persistência, autoconfiança e Deus acima de qualquer coisa.

 

Fonte: http://www.padremarcelorossi.com.br/

Algumas dicas para simplificar a vida

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Comece assumindo as rédeas da sua vida!

Preste atenção nas coisas que são realmente importantes para você e procure tornar-se cada vez mais consciente das suas próprias motivações. Muitas vezes, nem nos damos conta do por que, fazemos as coisas.

Isto nos torna presas ideais de todos os tipos de fantasias. Sobretudo aquelas que começam assim: “vou ser feliz quando eu tiver, possuir, for…”, enfim, preencha a frase, como quiser. O efeito é sempre o mesmo: o de fazer você sair correndo perseguindo algo que não tem e de fato nem precisa.

Jogue fora o supérfluo!

Guarde apenas o essencial. Picasso certa vez teria dito: “a arte é a eliminação do que é desnecessário”. Para entrar num clima da simplicidade, siga o conselho do grande artista e diga adeus aos excessos.

Torne-se um comprador consciente!

Respeite os cinco “R”s”: antes de comprar, Reflita se o que está pretendendo adquirir é realmente essencial; se achar que não precisa, Recuse; se achar que precisa, Reduza a quantidade; depois do uso, Reutilize; e por fim, Recicle. É claro que no momento da compra você já pode escolher produtos com menos embalagens ou com embalagens recicláveis e dar o devido destino a elas.

Seja elegante!

Nossa vida é uma obra de arte. Imite o grande mestre e construa sua vida a partir da beleza que mora na natureza, nos materiais orgânicos, no capricho do artesanal, no luxo das coisas que envelheceram com sabedoria. Em vez de plástico, por exemplo, troque por vidro ou papelão ou cerâmica.

Fique ao lado da Natureza!

Simplicidade é lembrar que nossas raízes estão no mundo natural. Que somos parte da teia da vida e nosso desequilíbrio afeta tudo à nossa volta.

Encha seu cotidiano com este sentimento de reverência e cuidado pela Mãe Natureza. Você vai ser o primeiro a agradecer quando se der conta de que está parado há cinco minutos ouvindo o canto de um sabiá ou enchendo os olhos com as primeiras flores dos ipês.

Descubra o milagre da vida!

Se você soubesse que iria morrer dentro de alguns dias ou semanas, as coisas mais simples não iriam adquirir um significado maior para você?

Então, o que você está esperando para começar a curtir as coisas mais simples agora mesmo ?

Desligue o celular, smartphone, tablet ou qualquer outra coisa que rouba seu tempo e atenção. Esqueça-se de compromissos que não te dão alegria e fique pelo menos alguns minutos por dia sem fazer nada, apenas envolvido neste instante precioso consigo mesmo. Ao contrário do que costumamos pensar, a felicidade não custa tão caro assim.

(Fonte)

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Sua vez, vovô…

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Da Europa em guerra, conta-se que uma família foi forçada a sair de sua casa quando tropas inimigas invadiram a localidade onde viviam. Para fugir aos horrores da guerra, perceberam que sua única chance seria atravessar as montanhas que circundavam a cidade.

Se conseguissem êxito na escalada, alcançariam o país vizinho e estariam a salvo. A família compunha-se de umas dez pessoas, de diversas idades. Reuniram-se e planejaram os detalhes: a saída de casa, por onde tentariam a difícil travessia. O problema era o avô.

Com muitos anos aos ombros, ele não estava muito bem. A viagem seria dura.

— “Deixem-me”, falou ele.- “Serei um empecilho para o êxito de vocês. Somente atrapalharei.

Afinal, os soldados não irão se importar com um homem velho como eu”.

Entretanto, os filhos insistiram para que ele fosse. Chegaram a afirmar que se ele não fosse, eles também ali permaneceriam.

Vencido pelas argumentações, o idoso cedeu. A família partiu em direção à cadeia de montanhas. A caminhada era feita em silêncio.

Todo esforço desnecessário deveria ser poupado. Como entre eles havia uma menina de apenas um ano, combinaram que, a fim de que ninguém ficasse exausto, ela seria carregada por todos os componentes da família, em sistema de revezamento.

Depois de várias horas de subida difícil, o avô se sentou em uma rocha. Deixou pender a cabeça e quase em desespero, suplicou: – “Deixem-me para trás. Não vou conseguir. Continuem sozinhos”.

— “De forma alguma o deixaremos. Você tem de conseguir. Vai conseguir”, falou com entusiasmo o filho.

— “Não”, insistiu o avô, “deixem-me aqui”.

O filho não se deu por vencido. Aproximou-se do pai e energicamente lhe disse: – “Vamos, pai. Precisamos do senhor. É a sua vez de carregar o bebê”.

O homem levantou o rosto. Viu as fisionomias cansadas de todos. Olhou para o bebê enrolado em um cobertor, no colo do seu neto de treze anos. O garoto era tão magrinho e parecia estar realizando um esforço sobre-humano para segurar o pesado fardo. O avô se levantou. – “Claro”, falou, “é a minha vez. Passem-me o bebê”.

Ajeitou a menina no colo. Olhou para o seu rostinho inocente e sentiu uma força renovada. Um enorme desejo de ver sua família a salvo, numa terra neutra, em que a guerra seria somente uma memória distante tomou conta dele. – “Vamos”, disse, com determinação.

— “Já estou bem. Só precisava descansar um pouco. Vamos andando”. O grupo prosseguiu, com o avô carregando a netinha. Naquela noite, a família conseguiu cruzar a fronteira a salvo.

Todos os que iniciaram o longo percurso pelas montanhas conseguiram terminá-lo. Inclusive o avô.

Se alguém a seu lado, está prestes a desistir das lutas que lhe compete, ofereça-lhe um incentivo. Recorde da importância que ele tem para a pequena ou grande comunidade em que se movimenta. Lembre-o que, no círculo familiar, na roda de amigos ou no trabalho voluntário, ele é alguém que faz a diferença.

Ninguém é substituível. Cada criatura é única e tem seu próprio valor. Uma tarefa pode ser desempenhada por qualquer pessoa, mas uma pessoa jamais substituirá a outra. Não permita que ninguém fique à margem do caminho somente porque não recebeu um incentivo , um estímulo, um motivo para prosseguir, até a vitória final.

Otimismo Cristão

pos jornada

 

 

Encontrar em Cristo as respostas para as mais altas e comuns aspirações humanas e poder saciar a fome de verdade e de amor autêntico foi a tônica das palavras e dos gestos do Papa Francisco nos dias da JMJ Rio 2013 e agora no Pós-Jornada, é o momento especial para tornar realidade essas respostas divinas.

Ao exortar a todos os jovens e adultos, a todos os padres e bispos, na promoção da cultura do encontro e do diálogo com o outro, o Santo Padre abriu um horizonte inimaginável para as gerações que vivem nesse mundo da pós-modernidade.

A geração passada, a de nossos pais e avós, a geração atual, a dos adolescentes e jovens, a geração futura, a das crianças e bebês, têm diante de si um mundo em contínuas e rápidas transformações que lhes questiona de forma bem enigmática.

Esse questionamento misterioso pode ser respondido com certeza, como nos apontou o Papa no Rio de Janeiro, por uma só pessoa, Cristo Redentor. Não há enigmas na vida para quem cultiva dentro de si o encontro freqüente com esse Homem – “Eis o homem”, disse Pilatos diante de uma multidão –, que sem deixar de ser Deus, ficou entre os homens e as mulheres de todas as gerações para dar as respostas certas para as questões mais enigmáticas feitas pela inteligência e pelo coração humano.

Tudo o que foi na vida e tudo o que será ainda necessitam ser confrontados com Jesus Cristo, que é o mesmo ontem, hoje e sempre!

Não cultivar a fé em Cristo, não crer bastante n’Ele, é gerar no encontro com as pessoas e com as instituições uma dúvida cruel.

Vale a pena viver nesse mundo tão individualista, tão violento e tão corrupto? Vale a pena ser bom nesse mundo onde os “promotores do mal” levam vantagem e raramente são punidos? Vale a pena ainda evangelizar, anunciar a Boa Nova da Verdade, da Beleza e do Bem, para um mundo manipulado por meios visuais e impressos que invadem lares e consciências, levando confusão às mentes sobre o que realmente é valioso na vida?

Uma multidão entusiasmada próxima de 3,5 milhões de pessoas, que estava na Praia de Copacabana ouviu o Papa Francisco dizer: “Ide, sem medo, para servir. Seguindo estas três palavras, experimentarão que, quem evangeliza, é evangelizado, quem transmitir a alegria da fé, recebe mais alegria. Queridos jovens, quando retornarem para suas casas, não tenham medo de ser generosos com Cristo”.

Há 2.000 anos atrás diante dos olhos de Jesus havia multidões entusiasmadas pelo que Ele dizia e fazia, mas também Ele se encontrou com uma multidão que, manipulada pelas autoridades religiosas da época, só sabia gritar: Crucifica-O, crucifica-O!, pedindo a sua morte.

Mas a resposta de Jesus de Nazaré foi uma só, tanto para as pessoas entusiasmadas, quanto para as multidões manipuladas: “Quando Eu for levantado sobre a terra, atrairei todos a Mim”. Havia um grito de triunfo por trás dessas palavras, e Ele pronunciou frases que ainda ecoam no mundo que periodicamente questiona a nós, católicos: “Tudo está consumado!” e “Eu venci o mundo”.

Jesus vê – e nós com Ele – com otimismo a vida da humanidade e de cada geração que a constrói.

É preciso olhar para o mundo atual constituído por diversas gerações e enxergar com o otimismo da fé que nele não reina só o mal. Se o mal está presente e parece avançar, o bem também progride, e quem cultiva o encontro pessoal com Jesus Cristo é sempre um vitorioso, é sempre um cristão que sabe consumar o seu trabalho missionário. Ser otimista da fé é saber e faz saber que o Bem jamais será destruído, que o Caminho jamais será apagado, que a Vida jamais será arrasada da face da terra.

O período pós JMJ Rio 2013 tem esse forte vetor, pessoal e social: a vitória da Fé, a alegria da esperança, a força medicinal do Amor.

O otimismo, a alegria e a força da intimidade com Cristo Redentor devem levar pais e avós, adolescentes e jovens, crianças, a deixarem bem abertos seus olhos, e verem as realidades da sociedade tal como são, mas tê-los bem mais abertos e elevados para verem tanto bem feito e que ainda deve ser realizado pela Igreja Católica junto com outras igrejas, religiões e pessoas de boa vontade.

Devemos ser pessoas que renovando o mundo com os ensinamentos do Evangelho e do Papa Francisco, demonstram que o otimismo humano e cristão, de todos juntos, adultos, jovens e crianças, é necessário para enfrentar os desafios de cada época e dar a cada um deles respostas semelhantes às de Jesus Cristo, conscientes daquele seu compromisso assumido com seus discípulos-missionários: “Eu estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos”.

Com Cristo, por Cristo e em Cristo podemos ser os portadores da única chama capaz de iluminar um mundo em trevas que anseia ser um mundo iluminado pela fé, pela esperança e pela caridade que Cristo trouxe como a Boa Nova para todas gerações.

Dom Antonio Dias Duarte – Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

(Fonte)