Ser catequista é ser mártir da fé

(Vandeia Ramos)

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Todos nós sabemos nossas limitações, fraquezas e desafios pessoais. No entanto, quando um catecúmeno ou mesmo sua família nos procura, veem pessoas que são referência evangélica, a partir das quais confiam seus filhos para formarmos na fé e para ajudar a dar um passo significativo na vida. Sim, nossa missão é muito maior do que conseguimos ver ou mesmo ter consciência. Servimos através da formação de novos discípulos. Nossa responsabilidade é tamanha que, se não fôssemos guiados pelo Espírito, sabemos que não conseguiríamos.
Quantas dificuldades passamos? Quantas vezes nos perguntamos se vamos conseguir ir até o final? Se a catequese é suficiente para a formação dos nossos? Vemos então o quanto nossa fé e nós mesmos somos pequenos. Nesta realidade, sustentamos nossa oração, pedindo ao Senhor que aumente nossa fé.
Jesus nos dá nossos catecúmenos para sermos responsáveis. Junto vem sua presença. Mas nem sempre sabemos o que pedir. Precisamos deixar que o Espírito Santo fale através de nós, para que percebamos as necessidades e possamos apresentá-las a Deus. O que for de sua vontade, que seja feito. Nada lhe escapa. Por isso Ele sempre nos lembra: “Não temas!”
Não significa que nossa vida será fácil. Muito pelo contrário. E muitas vezes a começar com os mais próximos, na família, amigos, trabalho e mesmo na comunidade eclesial. Deus não nos dará o necessário? Em sua misericórdia, não enfrentaremos mais do que podemos suportar, nunca o que de fato merecemos. Deus é conosco. Esta fé que testemunhamos frente às dificuldades, adversidades, seguindo no Caminho que nos é apontado.
Como nos fala a primeira leitura, a vida é um combate e o inimigo é nós mesmos, nosso cansaço, nossas limitações, nossa falta de fé de que Deus está cuidando de tudo. No entanto, não estamos sozinhos. Temos uma Igreja, um Céu que intercede por nós. Enquanto estamos na batalha do dia a dia, os anjos e santos nos sustentam em suas orações. Nós também intercedemos uns pelos outros e ensinamos nossos catecúmenos a participar da comunhão dos santos através de suas orações e testemunho de vida. Enquanto uns estão no serviço, há os que rezam e há os que sustentam a oração.
Sustentados e sustentando na fé, podemos assumir a Palavra de Deus em nossa vida, sermos presença no mundo, deixando-nos tornar ofertas de amor pelos que mais precisam, a começar em nossa casa e com os mais próximos. A Palavra Viva é encarnada, muito mais do que em palavras e em discursos bonitos e bem construídos, e sim com nossa pessoa inteira, perseverando no amor quando tudo parece concorrer para o contrário. A certeza de que não estamos sozinhos nos sustenta.
Sabemos de onde vem nosso sustento, nosso socorro. Temos experiência de vida suficiente para não nos deixarmos abater frente às dificuldades. Sabemos o que fazer perante as mesmas. Somos vigiados, cuidados, acompanhados com o carinho de tantos que nos amam. A quem ou o que temeremos?
Que o Senhor nos encontre firmes na fé! Sustentados por Ele!

Ser catequista é ser modelo de caridade

(Vandeia Ramos)

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Hoje pudemos acompanhar a canonização da Irmã Dulce, o “anjo bom da Bahia”. Batizada de Maria Rita, desde pequena perguntava a Santo Antônio sobre sua vocação e já se dedicava em atender em casa os que mais precisavam. Na adolescência se comprometeu com a vida religiosa. Sempre que estes modelos de evangelho são identificados, fico me perguntando como nos posicionaríamos se um de nossos catecúmenos chegasse a nós e dissesse que queria ser padre, religioso, religiosa ou mesmo santo? Questiono isso porque às vezes parece que a história de Jesus e da Igreja passa como se fosse um conto de fadas – já ouvi criança perguntando se era de verdade.
Sabemos que muitos se dizem cristãos, mas que a compreensão é mais de uma ideia bonita, beirando ao romantismo e ao idealismo, do que realmente uma fé viva e encarnada. Muitas vezes até nós mesmos parecemos desta forma para muitos que estão ao nosso redor. Daí a importância do testemunho da Irmã Dulce, pois nos mostra que o evangelho não só é possível, como tem pessoas realmente comprometidas em vivê-lo, não como um momento de sensibilidade com Deus, e sim preocupadas com os que mais precisam, na confiança do amor.
Isso nos leva a perguntar se amamos Deus que faz milagres ou os milagres de Deus. Fazemos o que Ele nos pede ou queremos que Ele faça o que nós pedimos? Respondemos verdadeiramente ao chamado de servir ou idolatramos um deus que nos deve a partir de pedidos, promessas, orações, méritos? Deus é a referência de minha vida ou eu mesmo sou esta referência?
Assim podemos entender o evangelho, de dez leprosos que são curados, mas somente um volta para agradecer. Podemos passear entre as maravilhas que Deus faz em nossa vida, agradecendo e ofertando a nós mesmos, para um pensamento a la carte, de que tenho de Deus somente o que quero, como se fosse Sua obrigação prover meus desejos e vontades. “Seja feita a vossa vontade” ou a minha vontade? A vida de Santa Dulce dos Pobres nos indica o caminho certo.
Como “servos inúteis”, que fazem o que deve ser feito, não devemos sequer esperar recompensa, já que a graça de Deus nos basta. Fazemos o que fazemos porque somos cristãos, outros cristos, servindo ao mundo como Igreja peregrina. Pelos que nos são confiados, nos colocamos à disposição, firmes na perseverança, constantes nas alegrias e dificuldades. Tem mais a ver com quem somos do que com o que fazemos. O agir é o testemunho que informa e nos forma. Através do dia a dia, comunicamos ao mundo Deus que vive em nós e, nos acontecimentos, aprendemos a ver Deus agindo no mundo, ajudando-nos a compreender nossa vocação.
Hoje também temos a memória da última aparição de Nossa Senhora em Fátima, com o milagre do sol. Tantos ali pediam cura de doenças, problemas, buscando respostas… Quando veem o sol se aproximando, lembrando que este é sempre uma referência a Jesus Cristo, como será que estas pessoas viveram o momento? Pensemos que Jesus pode se tornar visível a nós agora. Como Ele nos encontraria? E se fosse para nos buscar? Devemos estar prontos, pois não sabemos “quando o noivo vem”.
Através de Santa Dulce dos Pobres e na vida de Jacinto, Francisca e Lucia, Deus manifesta sua justiça ao mundo, na atenção aos que mais precisam, dando-se a conhecer através de algumas pessoas especiais que escolhe.
Também nós somos escolhidos para uma missão especial, de formar discípulos. Sejamos também modelo de caridade, para que o Senhor faça conhecer a salvação e revele sua justiça através de nós.

Fé e missão: a vida do catequista

(Vandeia Ramos)

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É comum percebermos à nossa volta uma crise de fé. Os problemas se acumulam em nossa família, no mundo e nem sempre vemos em nossa comunidade o que esperamos de uma Igreja. É comum procurarmos paliativos, momentos de exaltação do sentimento, referência em pessoas que se tornam modelos, referenciais. Escutamos e falamos que vamos à missa tal, o terço de uma pessoa, oração desta forma… parecem planos de fuga em que, por um tempo, esquecemos do que nos aflige e descansamos em Deus.
Só que depois precisamos voltar à dureza do dia a dia na saudade do que vivemos e na expectativa de quando poderemos ter estes instantes novamente. O cotidiano, o corriqueiro, deixa de ter o devido retorno e satisfação para que possamos nos servir de confortos temporários.
O evangelho vai nos apresentar uma proposta: assumirmos que nossa fé é menor que um grão de mostarda, que somos muito pequenos frente a tudo ao nosso redor, mas buscarmos o socorro no Senhor. Não em pessoas ou em momentos furtivos. Os discípulos pedem por mais fé para enfrentarem as dificuldades do dia a dia, e não momentos de descanso.
Jesus ainda nos lembra de nosso lugar. Não somos Igreja para nos servirmos de seus bens, mesmo que espirituais. Somos Igreja para servir aos demais. É deste modo que recebemos a força necessária para continuar. Somos “servos inúteis” que primeiro servem a um Senhor que não precisa de nós, mas que quer que participemos de sua obra. Não estamos aqui para buscarmos uma vida de regalias. A messe está à espera dos operários. Na ida ao serviço, de continuar apesar de tudo parecer que é contrário ao que acreditamos, que Jesus nos dá a fé que pedimos.
Na perseverança, temos a prova de que Deus é o Senhor de tudo, inclusive de nossa vida. Ele que a dirige. Na ida aos demais, Ele nos fala e nos mostra o seu cuidado terno conosco. E percebemos, entre alegres e cheios de temor, que “fazemos o que devemos fazer”.
Se há muitos problemas no mundo, não estamos sozinhos para enfrentá-los. Jesus já foi à frente e estende a mão para atravessar conosco pela vida, para que estejamos onde Ele já está. O “salto da fé” na confiança que, no momento que Deus achar melhor, o mar vai se acalmar.
Nas palavras da Sagrada Escritura encontramos nossa força e missão. Entre o “não temas”, “ide” e “Eu estarei convosco até o fim”, seguimos na fé que nos sustenta e nos impulsiona a irmos adiante.
Não estamos começando na vida. Se olharmos pelo caminho que já percorremos, poderemos ver as maravilhas que Deus já fez, como que Sua atenção nos detalhes é repleta de riqueza. Não nos esqueçamos do quanto somos privilegiados de sermos catequistas, de podermos crescer juntos com outros e com nossos catecúmenos. Afinal, o que anunciamos é para quem? Não falamos muitas vezes o que nós mesmos deveríamos ouvir primeiro?
Abramos nossos corações para a missão que nos é confiada e sigamos adiante, na certeza de que vamos com um céu inteiro conosco.

Mensagem pelo Dia Mundial das Missões

(Papa Francisco)

papa2805Queridos irmãos e irmãs! Ainda hoje há tanta gente que não conhece Jesus Cristo. Por isso, continua a revestir-se de grande urgência a missão ad gentes, na qual são chamados a participar todos os membros da Igreja, pois esta é, por sua natureza, missionária: a Igreja nasceu «em saída». O Dia Mundial das Missões é um momento privilegiado para os fiéis dos vários Continentes se empenharem, com a oração e gestos concretos de solidariedade, no apoio às Igrejas jovens dos territórios de missão. Trata-se de uma ocorrência permeada de graça e alegria: de graça, porque o Espírito Santo, enviado pelo Pai, dá sabedoria e fortaleza a quantos são dóceis à sua ação; de alegria, porque Jesus Cristo, Filho do Pai, enviado a evangelizar o mundo, sustenta e acompanha a nossa obra missionária. E, justamente sobre a alegria de Jesus e dos discípulos missionários, quero propor um ícone bíblico que encontramos no Evangelho de Lucas (cf. 10, 21-23).

1. Narra o evangelista que o Senhor enviou, dois a dois, os setenta e dois discípulos a anunciar, nas cidades e aldeias, que o Reino de Deus estava próximo, preparando assim as pessoas para o encontro com Jesus. Cumprida esta missão de anúncio, os discípulos regressaram cheios de alegria: a alegria é um traço dominante desta primeira e inesquecível experiência missionária. O Mestre divino disse-lhes: «Não vos alegreis, porque os espíritos vos obedecem; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos no Céu. Nesse mesmo instante, Jesus estremeceu de alegria sob a ação do Espírito Santo e disse: “Bendigo-te, ó Pai (…)”. Voltando-se, depois, para os discípulos, disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que vêem o que estais a ver”» (Lc 10, 20-21.23).

As cenas apresentadas por Lucas são três: primeiro, Jesus falou aos discípulos, depois dirigiu-Se ao Pai, para voltar de novo a falar com eles. Jesus quer tornar os discípulos participantes da sua alegria, que era diferente e superior àquela que tinham acabado de experimentar.
2. Os discípulos estavam cheios de alegria, entusiasmados com o poder de libertar as pessoas dos demónios. Jesus, porém, recomendou-lhes que não se alegrassem tanto pelo poder recebido, como sobretudo pelo amor alcançado, ou seja, «por estarem os vossos nomes escritos no Céu» (Lc 10, 20). Com efeito, fora-lhes concedida a experiência do amor de Deus e também a possibilidade de o partilhar. E esta experiência dos discípulos é motivo de jubilosa gratidão para o coração de Jesus. Lucas viu este júbilo numa perspectiva de comunhão trinitária: «Jesus estremeceu de alegria sob a ação do Espírito Santo», dirigindo-Se ao Pai e bendizendo-O. Este momento de íntimo júbilo brota do amor profundo que Jesus sente como Filho por seu Pai, Senhor do Céu e da Terra, que escondeu estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelou aos pequeninos (cf. Lc 10, 21).

Deus escondeu e revelou, mas, nesta oração de louvor, é sobretudo a revelação que se põe em realce. Que foi que Deus revelou e escondeu? Os mistérios do seu Reino, a consolidação da soberania divina de Jesus e a vitória sobre satanás. Deus escondeu tudo isto àqueles que se sentem demasiado cheios de si e pretendem saber já tudo. De certo modo, estão cegos pela própria presunção e não deixam espaço a Deus. Pode-se facilmente pensar em alguns contemporâneos de Jesus que Ele várias vezes advertiu, mas trata-se de um perigo que perdura sempre e tem a ver conosco também. Ao passo que os «pequeninos» são os humildes, os simples, os pobres, os marginalizados, os que não têm voz, os cansados e oprimidos, que Jesus declarou «felizes». Pode-se facilmente pensar em Maria, em José, nos pescadores da Galileia e nos discípulos chamados ao longo da estrada durante a sua pregação.

3. «Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado» (Lc 10, 21). Esta frase de Jesus deve ser entendida como referida à sua exultação interior, querendo «o teu agrado» significar o plano salvífico e benevolente do Pai para com os homens. No contexto desta bondade divina, Jesus exultou, porque o Pai decidiu amar os homens com o mesmo amor que tem pelo Filho. Além disso, Lucas faz-nos pensar numa exultação idêntica: a de Maria. «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador» (Lc 1, 46-47). Estamos perante a boa Notícia que conduz à salvação. Levando no seu ventre Jesus, o Evangelizador por excelência, Maria encontrou Isabel e exultou de alegria no Espírito Santo, cantando o Magnificat. Jesus, ao ver o bom êxito da missão dos seus discípulos e, consequentemente, a sua alegria, exultou no Espírito Santo e dirigiu-Se a seu Pai em oração. Em ambos os casos, trata-se de uma alegria pela salvação em ato, porque o amor com que o Pai ama o Filho chega até nós e, por obra do Espírito Santo, envolve-nos e faz-nos entrar na vida trinitária.

O Pai é a fonte da alegria. O Filho é a sua manifestação, e o Espírito Santo o animador. Imediatamente depois de ter louvado o Pai – como diz o evangelista Mateus – Jesus convida-nos: «Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve» (Mt 11, 28-30). «A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 1). De tal encontro com Jesus, a Virgem Maria teve uma experiência totalmente singular e tornou-se «causa nostrae laetitiae». Os discípulos, por sua vez, receberam a chamada para estar com Jesus e ser enviados por Ele a evangelizar (cf. Mc 3, 14), e, feito isso, sentem-se repletos de alegria. Porque não entramos também nós nesta torrente de alegria?

4. «O grande risco do mundo atual, com a sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada» (Exort. ap. Evangelii Gaudium, 2). Por isso, a humanidade tem grande necessidade de dessedentar-se na salvação trazida por Cristo. Os discípulos são aqueles que se deixam conquistar mais e mais pelo amor de Jesus e marcar pelo fogo da paixão pelo Reino de Deus, para serem portadores da alegria do Evangelho. Todos os discípulos do Senhor são chamados a alimentar a alegria da evangelização. Os bispos, como primeiros responsáveis do anúncio, têm o dever de incentivar a unidade da Igreja local à volta do compromisso missionário, tendo em conta que a alegria de comunicar Jesus Cristo se exprime tanto na preocupação de O anunciar nos lugares mais remotos como na saída constante para as periferias de seu próprio território, onde há mais gente pobre à espera.

Em muitas regiões, escasseiam as vocações ao sacerdócio e à vida consagrada. Com frequência, isso fica-se a dever à falta de um fervor apostólico contagioso nas comunidades, o que faz com as mesmas sejam pobres de entusiasmo e não suscitem fascínio. A alegria do Evangelho brota do encontro com Cristo e da partilha com os pobres. Por isso, encorajo as comunidades paroquiais, as associações e os grupos a viverem uma intensa vida fraterna, fundada no amor a Jesus e atenta às necessidades dos mais carecidos. Onde há alegria, fervor, ânsia de levar Cristo aos outros, surgem vocações genuínas, nomeadamente as vocações laicais à missão. Na realidade, aumentou a consciência da identidade e missão dos fiéis leigos na Igreja, bem como a noção de que eles são chamados a assumir um papel cada vez mais relevante na difusão do Evangelho. Por isso, é importante uma adequada formação deles, tendo em vista uma ação apostólica eficaz.

5. «Deus ama quem dá com alegria» (2 Cor 9, 7). O Dia Mundial das Missões é também um momento propício para reavivar o desejo e o dever moral de participar jubilosamente na missão ad gentes. A contribuição monetária pessoal é sinal de uma oblação de si mesmo, primeiramente ao Senhor e depois aos irmãos, para que a própria oferta material se torne instrumento de evangelização de uma humanidade edificada no amor. Queridos irmãos e irmãs, neste Dia Mundial das Missões, dirijo o meu pensamento a todas as Igrejas locais: Não nos deixemos roubar a alegria da evangelização! Convido-vos a mergulhar na alegria do Evangelho e a alimentar um amor capaz de iluminar a vossa vocação e missão. Exorto-vos a recordar, numa espécie de peregrinação interior, aquele «primeiro amor» com que o Senhor Jesus Cristo incendiou o coração de cada um; recordá-lo, não por um sentimento de nostalgia, mas para perseverar na alegria. O discípulo do Senhor persevera na alegria, quando está com Ele, quando faz a sua vontade, quando partilha a fé, a esperança e a caridade evangélica.

A Maria, modelo de uma evangelização humilde e jubilosa, elevemos a nossa oração, para que a Igreja se torne uma casa para muitos, uma mãe para todos os povos e possibilite o nascimento de um mundo novo.

Vaticano, 8 de Junho – Solenidade de Pentecostes – de 2014.

(Fonte)

Oremos

Fica conosco, Senhor, acompanha-nos, ainda que nem sempre tenhamos sabido reconhecer-te.
Fica conosco, porque ao redor de nós as sombras vão se tornando mais densas, e tu és a Luz; em nossos corações se insinua  a desesperança, e tu os fazes arder com a certeza da Páscoa.
Estamos cansados do caminho, mas tu nos confortas na fração do pão para anunciar a nossos irmãos que na verdade tu ressuscitaste e que nos deste a missão de ser testemunhas de tua ressurreição.
Fica conosco, Senhor, quando ao redor de nossa fé católica surgem as névoas da dúvida, do cansaço ou da dificuldade: tu, que és a própria Verdade como revelador do Pai, ilumina nossas mentes com tua Palavra; ajuda-nos a sentir a beleza de crer em ti.
Fica em nossas famílias, ilumina-as em suas dúvidas, sustenta-as em suas dificuldades, consola-as em seus sofrimentos e no cansaço de cada dia, quando ao redor delas se acumulam sombras que ameaçam sua unidade e sua natureza.
Tu que és a Vida, fica em nossos lares, para que continuem sendo ninhos onde nasça a vida humana abundante e generosamente, onde se acolha, se ame, se respeite a vida desde a sua concepção até seu término natural.
Fica, Senhor, com aqueles que em nossas sociedade são os mais vulneráveis; fica com os pobres e humildes, com os indígenas e afroamericanos, que nem sempre encontram espaços e apoio para expressar a riqueza de sua cultura e a sabedoria de sua identidade.
Fica, Senhor, com nossas crianças e com nossos jovens, que são a esperança e a riqueza do nosso Continente, protege-os de tantas armadilhas que atentam contra sua inocência e contra suas legítimas esperanças.
Ó Bom Pastor, fica com nossos anciãos e com nossos enfermos!
Fortalece a todos em sua fé para que sejam teus discípulos e missionários!

(Fonte: Documento de Aparecida)

Nossa missão de ser catequistas

Ontem foi o terceiro dia do curso para catequistas organizado pelo Padre João de Deus, na paróquia Nossa Senhora do Rosário.
E a palestra foi ministrada pela excelente catequista Maria Inês, que começou com esta música, vejam se vocês conhecem:

 

Tão bom! Tão bom! / Maravilhoso é / Que os irmãos vivam em união (bis) / Aperte a mão do seu irmão e dê um sorriso pra ele / Aperte a mão do seu irmão e cante esta canção.

Amigo (ou, o nome), / que bom que você veio! / Foi Jesus quem te chamou / e você escutou. / Que bom! Que bom! / Que bom que você veio! (bis)

Hoje é um dia lindo / me sinto contente! (bis) / Levanto e salto / dou meia volta e sento. / Quanto mais andarmos juntos, / amigos seremos (bis) Pois o meu amigo é o seu amigo / e o seu amigo é amigo meu. (bis)

Aperte a mão do amigo mais perto / Aperte a mão pra cantar lá, lá! (2x) Tra-la-la-lá / Dê um abraço no amigo … / Dê um sorriso pro amigo … Bata palmas com o amigo

Depois fez conosco a Dinâmica da Mariazinha, vocês lembram? não? então vejam nesta postagem:

Fizemos também um trabalho em grupo. O meu foi o grupo 3 e tinhamos que preparar um cartaz de forma criativa com apenas uma palavra que resumisse nossa reflexão abaixo:

“Catequizar é anunciar com alegria o nome, a doutrina, a vida, as promessas, o Reino e o ministério de Jesus de Nazaré, Filho de Deus” (SD 33)
– Dê o seu testemunho: como e por que você decidiu servir a Deus e a Igreja como catequista?

Nossa palavra escolhida foi MISSÃO e desenhamos a mão de Deus apontando para um bonequinho que se destacava entre muitos outros. Foi uma pena logo ontem eu não ter levado a máquina fotográfica, pois todos os cartazes ficaram muito bons.

Seguem abaixo as duas folhinhas que ela leu conosco:

 

No final, fomos convidados pelos catequistas da paróquia São Benedito, em Pilares, para fazermos o curso de formação LUZ E VIDA, que vai começar na primeira semana de março.
Terão duas turmas, uma à tarde e outra à noite, seguem os horários abaixo:
Turma 1:
– Terça-feira de 13:30h às 17:30h
Turma 2:
– Terça-feira de 19:00h às 20:30h
– Sexta-feira de 19:30h às 21:00h
Maiores informações pelo telefone: 2594-3790 (Gilvete)

Mas, falando em missão, este tema tem tudo à ver com a liturgia de hoje, não é mesmo?
Abaixo, a reflexão que estava no final do folheto da missa:

CHAMADOS POR DEUS

Samuel, filho de muitas lágrimas, fora prometido a Deus por sua mãe, Ana, se o Senhor lhe desse a graça de conceber. Por isso, tão logo lhe foi possível, ela o entregou ao sacerdode Eli para que fosse criado no Santuário e consagrado ao Senhor. Samuel, cujo nome em hebraico significa justamente Deus chama, recebe o chamado durante a noite e responde por toda a sua vida; (1Sm 3,3b-10.19), será fiel até o fim e terá a graça de ungir o rei de Israel: primeiro Saul, depois Davi.
André e João são dois amigos que encontram em João, o Batista, uma referência certa para sua vida. Eles têm sede de Deus, e o Batista bem sabe quem seria capaz de saciar o desejo intimo de seus corações: “Eis o Cordeiro de Deus.” Naquele dia, às quatro horas da tarde, iniciava-se-lhes uma nova história em suas vidas; já no dia seguinte chamariam seus irmãos: ” Encontramos o Messias.” A história da igreja de cristo começa com um encontro à hora décima e um convite: “Vinde e vede”.
Mais tarde, será a vez de Paulo. Sua experiência em Damasco desencadeou uma reação em cadeia que levará judeus e pagãos a experimentar o mesmo encontro com Jesus que se manifesta agora na comunidade dos fiéis, em nós cristãos.
Desde então, o nome de Jesus nunca mais deixou de ser anunciado. Ele continua nos chamando como a Samuel, na calada das noites traiçoeiras; no fim da tarde, como aos apóstolos ou os discípulos de Emaús; ou nas primeiras horas do dia, a caminho de Damasco ou em cada experiência e realidade humana. Ele é o mesmo e continua nos chamando pelo nome, convidando-nos a uma contínua e perene conversão.