Catequista de Internet

(Vandeia Ramos)

Ontem pudemos acompanhar a beatificação de Carlo Acutis. Britânico de nascimento, alegre e fofo com todos, apaixonado por Jesus desde sempre. Recebeu a Primeira Comunhão aos sete anos e era catequista de crianças. Por querer saber sempre mais, levou sua mãe a retomar a fé.
Como um jovem do nosso tempo, jogava videogame, futebol e conhecia muito de informática. Organizou uma exposição dos milagres eucarísticos e outras ações missionárias on line como recurso para evangelizar – um influencer. Aqui podemos saber um pouquinho sobre os quatro projetos em que ele trabalhou: https://www.acidigital.com/noticias/carlo-acutis-trabalhou-nestes-quatro-projetos-de-catequese-63312
Carlo Acutis, que já participava diariamente no banquete do Rei aqui, hoje está intercedendo por nós, catequistas na internet. O campo de Carlo começou na própria família, passou pela chamada dos colegas da escola para a missa e pela catequese infantil. O negócio deste jovem é o do próprio Rei, sendo um fiel servo. Ele não poupava seus dons e recursos em ir aos amigos e aos que mais precisavam para que participassem do amor de Deus, utilizando de sua mesada, fundos, bens, para cuidar dos que podia.
No banquete preparado para os eleitos, que um dia esperamos participar, encontraremos Carlo. O fato dele ser inglês, morrido na Itália, e nós vivermos em terras brasileiras, será só um detalhe que enriquecerá, e não um impedimento para nos encontrarmos como irmãos. E nossa alegria será imensa, pois estaremos em Deus.
Esta certeza já é uma realidade agora, ainda que velada. Daí a importância da catequese dos milagres eucarísticos de Carlo: http://www.miracolieucaristici.org/pr/Liste/list.html. Seguir a vida em Deus faz com que demos valores diferentes às coisas e às pessoas. Nosso critério é outro. É o que São Paulo nos diz e que os santos testemunham. Não precisamos de muito para viver, não precisamos ser ricos de bens materiais, de uma mesa farta, de roupas que não se repetem ou de coleção de calçados. Não é isso que nos traz felicidade. Isso até pode ser bom, mas é muito pouco. Precisamos de muito mais.
Quando estamos envolvidos com a catequese perdemos a hora de comer, é comum sermos os últimos em um retiro a pegar o prato, e nem sempre a comida é essas coisas, sem contar todo o trabalhão. Também costumamos fazer a camiseta-uniforme para expressarmos nossa unidade de equipe e de Igreja, sem pensar em querer chamar a atenção para nossa própria pessoa ou querermos aparecer mais que o coleguinha. São hábitos que vamos levando para a vida.
E vamos aprendendo que “somente Deus basta!” E assim recebemos ajuda quando precisamos, como por Ele enviada. Do mesmo modo que ajudamos, porque Deus nos envia. Uns ajudando os outros em Cristo, como irmãos. Só quem vive a fé consegue entender a um sorriso depois de um serviço bem feito para Deus, do privilégio de ser chamado a participar de seu Reino.
Carlo Acutis traz este sorriso nas fotos. Interessante que, à medida em que a juventude chega, o olhar se aprofunda. É como se já esperasse o Encontro Final. A beatificação foi por um milagre de um brasileiro e ele faleceu em 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida.
Somente a Mãe pode gerar um filho de Deus. Carlo dizia que “a Virgem Maria é a única mulher da minha vida”, que ela “é um modelo exemplar e o seu exemplo de fé, sustentado pela sua caridade perfeita, deve encorajar-nos a continuar o nosso caminho de santidade apesar das nossas fraquezas”. Ele lhe oferecia flores e sacrifícios, consagrando-se muitas vezes.
Hoje também somos chamados a ter a internet como recurso na catequese. Muitos precisamos nos apropriar de ferramentas para poder servir melhor. Tenhamos Carlo Acutis como modelo de catequista, que olhava para sua realidade e, a partir dos recursos que dispunha, colocava seus dons a serviço. Assim, como ele, poderemos seguir que “na casa do Senhor habitarei eternamente”.
Quem quiser uma boa referência para Consagração a Nossa Senhora, o Instituto Superior da Arquidiocese do Rio de Janeiro está começando uma formação no final deste mês: https://iscrarqurio.wordpress.com/2020/10/04/consagracao-a-nossa-senhora/

O Amor de Deus

(Vandeia Ramos)

Muito interessante como Jesus usa a mesma imagem de Isaías, da vinha, mas com um novo perfil. Como catequistas, com maior frequência os de jovens e adultos, costumamos ouvir sobre a dureza de Deus no Antigo Testamento, de como sua força é comparada a general de exército que vem na defesa do seu povo. Um Deus ciumento, possessivo, que tem Israel em um lugar especial. E os profetas alertaram da leitura errada que muitas vezes era feita.
Quando Jesus usa a figura da vinha, é muito mais comum a identificação com o Senhor da vinha, como se nos associássemos ao proprietário, e não aos vinhateiros. A resposta é imediata, violenta, punitiva. Assim é ao longo da história. Toda a criação tem um único Senhor, mas nos comportamos como se nos pertencesse. As queimadas no Pantanal e na Amazônia, a situação do planeta, mostram de tantas formas como se tudo ao nosso redor estivesse aí ao nosso mero querer.
Quantos profetas dos novos tempos Deus nos tem enviado? Os períodos históricos de fome, elevação da temperatura, mudanças no solo e climáticas deveriam ter nos ensinado… Nossos últimos papas têm sido anjos com trombetas à mão anunciando o crescimento das ameaças à vida… Chegamos ao ponto de negar a realidade ao nosso redor, negando a ouvir quem entende mais que nós… Até mesmo o alerta da Igreja.
Mas não somos os Senhores. Somos somente os vinhateiros. Somos os que devíamos ter recebido os “empregados” enviados pelo Senhor para nos alertar dos inúmeros perigos em que estávamos nos colocando… Eco-92 já caiu no esquecimento… Iniciativas pessoais e de grupos foram sendo caladas… sem que se questionasse a importância de suas mensagens…
Temos o Filho, que vem nos dizer que, mesmo que tudo pareça perdido, que tenhamos chegado ao ponto de parecer que não tenha retorno, Ele poderá fazer novas todas as coisas… Mas quem O quer ouvir hoje? Quem quer mudar velhos hábitos? Consumismo, desperdício, práticas abusivas, egoísmo… e vamos entregando à morte os que não têm como se defender…
E repetimos a fórmula de sempre… Julgando… Esquecendo que será neste caminho que seremos julgados, que precisaremos responder pelo que fizemos com o que nos foi entregue para todos, mas que poucos têm acesso. Do alimento à água. Das condições de vida ao acesso à educação e à saúde. E não limitado à cobrança civil de direitos, mas como responsáveis por garantir, como cidadãos, profissionais e irmãos, que todos tenham o que lhes é direito. Que estamos aqui somente para servir, e como servos inúteis.
Do mesmo modo que são os vinhateiros que respondem com agressividade contra si mesmos por se colocarem no lugar do Senhor e colherem as consequências de suas escolhas, é neste caminho que podemos entender Isaías. Os profetas ficaram marcados por anunciarem tragédias, chamando o povo à conversão. E, como os vinhateiros, costumamos interpretar suas palavras como duras e punitivas, até mesmo vingativas. Perspectiva de quem quer ocupar o lugar do Senhor.
A Sagrada Escritura diz que o amor que mais se aproxima do de Deus é o de uma mãe. Um dos dramas atuais é quando uma vê seu filho sendo destruído pelas drogas. Ela olha para ele e “vê” aonde aquele caminho vai levar… Ela faz de tudo, alerta sobre as consequências. E, como a maioria dos filhos quando se prende à uma posição, não é ouvida. Os avisos desta mãe não são de raiva ou para castigar. E, quando as consequências chegam, não temos aqui nenhum sentimento de vingança. Durante todos os momentos o que temos é a dor de quem não pode fazer pelo outro o que só ele pode fazer. E mesmo assim continua ao seu lado.
Quem somos e de como nos posicionamos vão dizer o tom de Deus para nós. Se nos associamos aos que querem o que não lhes pertence ou aos filhos amorosos que confiam todas as suas necessidades ao Pai.
A Igreja é a vinha do Senhor, que fornece o melhor vinho. Somos somente servos privilegiados, chamados à esta participação amorosa. Por Deus, que nos ama tanto que nos chama de filhos.

Homo Ecclesiae

(Vandeia Ramos)

Todos conhecem a frase de Santa Teresinha “quero passar o meu céu fazendo o bem na terra”. Tornou-se até a oração das contas maiores do terço da Odetinha. Outro pensamento bem conhecido é o do Santo Padre Pio, “ficarei na porta do céu até o último dos meus filhos entrar”.
À medida em que nos associamos a Jesus, vamos vivendo “em Cristo, por Cristo e em Cristo”, não só vamos compreendendo o amor, como sua vontade e justiça torna-se nossa medida. O critério muda. O bem do outro passa a ser mais importante que o nosso. Por isso a catequese começa antes para nós, quando nos organizamos enquanto equipe para preparar tudo. No presencial, chegamos antes. Agora, no remoto, controlamos o tempo para que tudo esteja de acordo na hora marcada. E isso envolve espaço, o material que vamos usar, os temas, as atividades, a reflexão… Enfim, chegamos primeiro.
Mas nem todos são pontuais… Uns antes, outros cravados. E tem aqueles que vão chegando… O importante é que, no dia do sacramento, todos estejam presentes. E nós felizes com o “dever cumprido”. Mas ainda com as fotos e o espaço para arrumar, depois que todos forem embora.
Aqui pelo menos, não somos os operários da última hora. Ao contrário. Somos felizes em sermos os que chegam primeiro, e mais ainda com os que conseguem chegar até o final. Ficar “por último” faz parte. Só vamos embora depois que os que foram colocados sob nossa responsabilidade receberem o sacramento, depois que fincarem raízes mais fundo na videira… E, dependendo da disposição da equipe, é quase uma festa particular arrumar tudo…
São Paulo nos apresenta a face de Igreja missionária, deste pensar primeiro no que seja melhor para os demais, nas necessidades urgentes, que a messe é grande e os operários são sempre os mesmos… Não somos melhores que ninguém. Também queremos ficar em casa descansando, dormindo, ir à praia, ao cinema, ver televisão com a família… mas sabemos que há um campo a ser semeado, que tão poucos se colocam disponíveis… quantos trabalhadores para sua vinha o Senhor encontrou na praça, no evangelho de hoje?
Quando o Senhor foi procurar trabalhadores para a vinha pela manhã, onde estavam os da última hora? Talvez esta seja a pergunta que gostaríamos de fazer, mas temos dificuldades de formular. Se pensarmos em termos de história, no momento em que vivemos, não seríamos estes operários da última hora? E o tempo de conversão e/ou de colocar-se à disposição? Ou estudos, trabalhos, família… dificuldades comuns só tornou possível agora?… Não sabemos. Cada pessoa é uma pessoa. E não cabe a nós. Cabe ao Senhor que chamou sem questionar.
Mas podemos levantar uma questão se pensarmos sobre o ponto de vista histórico, pois temos dúvidas e muitas vezes duras críticas em ações passadas da Igreja. Quando chegar o fim dos tempos e o Senhor da Vinha chamar primeiro os trabalhadores da última hora, porque os últimos serão os primeiros, não estaria Ele nos dando algumas indicações para refletirmos?
Se um dos critérios evangélicos é que pelo fruto conhecemos a árvore, os últimos são os frutos que os anteriores deram. Considerando que a Igreja caminha para sua plenitude, são os últimos que estarão à porta. Os últimos só estarão à porta na plenitude, porque os anteriores fizeram o trabalho de purificação e aprofundamento. Ou seja, são os últimos que dão sentido ao que veio antes, aos primeiros.
Na realidade da comunhão dos santos, ser Igreja, pensar como Igreja, dá um sentido novo para a história. Nossa responsabilidade não é só por nós. Somos fruto dos que vieram antes e esperamos florir nos que formamos, continuando a buscar “viver à altura do Evangelho de Cristo”.

A alegria do Espírito: anúncio e intimidade

(Vandeia Ramos)

Domingo passado, quando Jesus retorna ao Pai para ficar em Home Office, Ele deixa os discípulos reunidos em oração. Desde a Ressurreição, eles estavam tendo um intensivão para uma grande missão, ainda que não soubessem direito o que seria. Jesus tinha vencido o pior dos adversários, a morte, e veio retomar a história da salvação para dar-lhe sentido a partir do Filho do Homem. Agora, podíamos entender a humanidade em um antes e um depois de Cristo, a preparação para sua vinda e a uma nova realidade que era vislumbrada, mas não compreendida.
Para toda grande missão, uma grande preparação. E em comunidade, em família. Os discípulos, reunidos com Nossa Senhora, permanecem no cenáculo em oração. Eles se preparam, organizam seu dia, seu coração, meditam sobre o que aprenderam, conversam entre si, buscam o algo mais que não sabem o que é. As palavras de Jesus ressoam no que lhe é mais íntimo. Confiam. E aguardam.
O Dia de Pentecostes é narrado no Atos dos Apóstolos. A palavra é grega, não hebraica, que passa a ser usada para shavuot, a festa das 7 semanas, a alegria das colheitas, em que todos participavam: judeus, estrangeiros, escravos, livres… O movimento de Israel para o mundo já tinha começado.
A narração de Lucas nos lembra Gênesis: o Espírito que paira sobre as águas, paira sobre a Criação; Ele vem do céu, do Pai e do Filho. Semana passada Jesus foi ao céu na Ascenção. Hoje, o Espírito, através de Jesus e do Pai, vem do céu até nós. Não de modo íntimo como o contato com Jesus nos 40 dias. Este momento passou. Agora o Espírito vem como uma forte ventania, chamando a atenção de Jerusalém. E o Espírito enche a casa onde estão, a casa de oração, em que discípulos e Nossa Senhora estão reunidos, a Igreja.
Tendo a atenção de Jerusalém pela ventania, preenchendo o lugar da Igreja reunida, o Espírito se apresenta como em línguas de fogo sobre cada um deles. Temos o Espírito do Pai e do Filho pairando sobre a Igreja, depositado em cada um de seus membros. E cada um começa a falar em línguas, conforme a inspiração do Espírito, a necessidade da Igreja, a missão recebida. O Dom que recebemos não é nosso. É através da Igreja que, em missão ao mundo, o santifica.
Muitos se aproximam para ver. Curiosidade? Medo? São pessoas de vários lugares. Podemos encontrar colônias judaicas em todo o Império Romano e cada judeu adulto pagava anualmente uma dracma ao Templo. Além do desejo pessoal de uma vez na vida ir a Jerusalém, sempre tinham representantes das diferentes sinagogas para levar o devido. Ir em um dia de festa era aproveitar uma oportunidade. Prosélitos eram os que gostavam do judaísmo e seguiam em parte seus preceitos, mas não faziam a circuncisão.
Pela Palavra, fez-se a Criação. Agora, através do Espírito que atua na Igreja, temos uma nova Criação, a manifestação dos filhos de Deus. A Palavra é uma das principais referências da Igreja, é seu primeiro ato a partir de Pentecostes – o anúncio da Salvação. Pela Palavra, a Igreja vai se inserir nas diferentes culturas e transpassá-las, convidando o ser humano a nascer de novo, a fazer-se novo em Cristo. Somos felizes porque não vemos, mas cremos no testemunho dos Apóstolos, na Palavra que se faz palavra nos seus, na Igreja.
É o início da Igreja visível, pública. Mas não só. Há um coração que permanece íntimo, em oração, junto à Nossa Senhora, que não se expõe, que sustenta, que só é percebido por quem vive nesta intimidade, que se encontra de portas sempre abertas para receber “a Mãe do meu Senhor”. Afinal, é ela quem gera os santos de Deus. E, onde Maria está, o Espírito Santo também está junto de sua amada esposa. Por isso, hoje e sempre,
“Vinde, Espírito Santo, vinde por meio da poderosa intercessão do Imaculado Coração de Maria, Vossa Amadíssima Esposa”.

Fazer da vida um canto de louvor

(Vandeia Ramos)

Você já parou para pensar o que está fazendo aqui? Por que trabalha exatamente no lugar em que está, estuda, na família, nos grupos em que faz parte…
De vez em quando a gente fica olhando ao redor e pensando que a situação que vivemos é muito além daquilo que somos. E reconhecemos que não nos escolheríamos para as responsabilidades que temos. Tem tanta gente por aí melhor que eu para enfrentar tanta dificuldade… E por que eu? Se tantas vezes só observo e tenho a consciência de que não tenho a capacidade que é necessária para resolver os problemas que estão à minha volta…
É quando Deus nos responde: “Vai profetizar para Israel, meu povo” (Am 7, 15). Vai ser minha presença na sua família, minha família. Vai ser minha presença no seu trabalho, minha messe. Vai ser minha presença na escola, minha vinha. Vai ser minha presença onde eu te mandar. Não é você que vai resolver os problemas. Não estou te mandando para resolver nada. Não estou te enviando para ser a salvação do mundo. Isto é para Meu Filho. Estou te enviando para estares onde Eu estiver (Jo 14, 3).
E onde Deus é presente, a paz é anunciada, a Verdade e o amor se encontram, a justiça e a paz se abraçam. É pela presença do justo que Deus mostra sua bondade para com os seus. E a gente pensa: é muita coisa para mim. Quem sou eu, Senhor? Ou então a gente se recolhe na nossa humildade de servos e responde: “Faça-se em mim segundo a vossa palavra” (Lc 1, 38). É uma escolha humilde entre deixar Deus agir e o orgulho em se achar tão tão que Deus seria incapaz de agir.
É esta mesma humildade que nos leva à vida em comunidade. Sozinha não consigo. Então preciso da missa, da confissão frequente, de aprender a ser um “vaso novo”, luz nas trevas, fermento na massa, sal no mundo. Não são opções para um cristão. São realidades vivas que nos tornamos.
E assim somos enviados a cada final de missa: “Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe!” Sem levar nada, na confiança de que Deus nos fornecerá o que nos for necessário. Que o Espírito Santo falará por nós. O caminho de uma semana pela frente. Como presença de Deus, tornamo-nos os que fazem diferença. Somos mediadores nos conflitos, silêncio que grita que há Alguém a ser olhado primeiro, mártires que se ofertam no dia a dia para que Deus seja glorificado.
Com a nossa presença, um sorriso, um cuidado com o outro, um abraço, um acolhimento, vamos sendo instrumentos na cura de tantas dores no mundo. Com nossa presença, o Bem de Deus se manifesta.
Assim, podemos todos cantar em nossas dificuldades: Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Eu amo ser catequista!

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A minha turminha de catequese tem 27 crianças com idade entre 07 e 09 anos. São muito pequenos, portanto preciso ser criança como eles, falar a linguagem deles.  A gente sempre brinca, canta, faz desenho e conversa bastante.

O tema do encontro de ontem, apesar de estarmos em junho, foi o nascimento do Menino Jesus: o Presépio, o Natal, a Família de Nazaré… (estou seguindo a sequência do livrinho deles).

Aqui fui eu tentando desenhar no quadro o diálogo de Jesus e Maria quando se reencontram no templo:

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Além do tema do livro, aproveitei para falar um pouco sobre a Missa, pois eles ainda não conseguem se concentrar e entender o grande momento de oração que é a Santa Missa e, como estou fazendo um curso de liturgia na paróquia, aproveitei para antecipar este tema também com eles.

Li essa historinha:

A FESTA DO CEBOLINHA

Você também foi convidado para a festa de aniversário do Cebolinha. Preste muita atenção em tudo que acontece, depois nós vamos ver que a Missa é uma festa também!

FESTA DO CEBOLINHACebolinha está muito feliz! É seu aniversário!
Ele convidou muitas pessoas para sua festa.
Dona Maria Cebola, a mãe do Cebolinha, preparou tudo com
muito carinho: bolo, enfeites, mesa, músicas, brincadeiras…
Cada pessoa que chegava para a festa era recebida com alegria pela família, deixando todos muito à vontade.
O Cascão e o Cebolinha estavam de mal por causa de uma briga no futebol, mas Cascão aceitou o convite do amigo e quando chegou à festa, abraçou o Cebolinha e pediu desculpas.
As pessoas estavam animadas e conversavam sobre suas vidas, sobre os acontecimentos da última semana, sobre seus problemas e suas alegrias. Então, o Seu
Cebola, pai do Cebolinha, começou a contar coisas de quando ele ainda era bem pequenino. Falava com orgulho de como o seu filho era esperto, bonzinho, inteligente…
Muitas pessoas começaram a abraçar o Cebolinha, desejando-lhe feliz aniversário, tudo de bom e que Deus lhe iluminasse e lhe cobrisse de bênçãos.
O Cebolinha ganhou muitos presentes. As pessoas que chegavam, vinham lhe ofertar seu presente com um grande sorriso de felicidade.
Sua mãe trouxe um bolo lindo e colocou sobre a mesa, junto com os refrigerantes.
Cebolinha estava abrindo seus presentes, cada um lhe dava mais alegria que o outro…
Então, ele olhou para sua mãe e falou:
“Lembla, mãe? No ano passado a vovó estava aqui também. Agola ela já está lá no céu, e eu sei que um dia nos vamos nos encontlar com ela, junto com Nossa Senhola, os anjos e os santos… Por falar em santo, que bom que o Padle João veio, né mãe?”
“É mesmo Cebolinha. Ele batizou você quando ainda era um bebê e agora tá aqui festejando seu aniversário!”
Chegou a hora de cantar PARABÉNS. Todos ficaram de pé, se aproximaram da mesa
e cantaram com entusiasmo.
Partiu-se o bolo e serviu-se o refrigerante. Todos comeram e beberam. Estava uma
delícia!!!
Cada um que ia embora agradecia a família pela festa, pela receptividade, por tudo.
E se despediam com um sorriso e um até breve.
No dia seguinte, Cebolinha foi brincar com seus presentes. Então, ele viu que tinha
muitos, muitos brinquedos e resolveu dar alguns deles para o Cascão.

Depois contei que a Missa também é uma grande festa para nós, comparando com a festa da historinha teremos:

missa festa

Eu perguntei para eles se alguma coisa tinha mudado nas suas vidas desde que começaram a frequentar a Catequese…  Eles disseram que sim, que passaram a ajudar mais a mamãe em casa, a respeitar os outros e a não fazer coisas erradas na escola. Eu fiquei muito feliz e disse que a Missa e a Catequese nos tornam Missionários e temos que levar aos outros que convivem conosco as coisas que aprendemos na Igreja.

Então entreguei uns coraçõezinhos, feitos com EVA e com um pedacinho de ímã atrás e pedi que eles colassem na geladeira da casa deles, sem falar nada, para ver quem iria reparar no recadinho de Deus para eles. No próximo encontro vão me contar qual a reação da família…

Vejam como ficaram:

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As frases foram essas:

  • Jesus te ama! E eu também!!
  • Converse com Deus. Ele é seu melhor amigo.
  • Sinta-se especial.
  • Deus ama você.
  • É bom ser importante,  mas é mais importante ser bom.
  • “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.” Jesus Cristo
  • Lembre-se sempre de Deus, pois Ele nunca te esquece…
  • O Senhor é meu pastor, nada me faltará. (Sl 23,1)
  • Seu sorriso pode ser a semente de um mundo mais feliz!
  • Confia no Senhor com todo o teu coração. (Pr 3,5)
  • A amizade é uma benção de Deus.

(A historinha e as frases encontrei nesta apostila aqui)