Entre a piedade de Jesus e a alegria da esperança

(Vandeia Ramos)

Estou eu aqui lembrando do falecido Pe Léo comentando a passagem do evangelho de hoje. A liturgia no segundo turno das eleições nos faz algumas indicações. A primeira e sempre pertinente é nos lembrar quem é o Senhor e Salvador: Jesus. Não é nenhum dos candidatos a qualquer cargo do pleito. Não que eles não sejam importantes. São. Mas enquanto pessoas responsáveis pelo cuidado do povo a partir do cargo que se propõem a ocupar.
Em alguns casos, estamos nos juntando ao cego e dizendo: Jesus, tem piedade de nós. O povo anda tão sofrido, tão desesperançoso. Vemos isso na realidade de vida de nossos catecúmenos. E lembro do Pe Leo quando Jesus pergunta o que o cego quer. Se é cego já pressupõe que deseja ver. Então porque Jesus pergunta? Porque é preciso que confessemos que queremos ver. Muitos não querem. Ver as coisas de Deus envolve resposta ao que vemos e comprometimento de vida. Queremos mesmo ver? Aí Jesus responde: A tua fé te cura! Às vezes eu acho que nossa fé está mais nos demais que em nós mesmos ou em Deus…
Os que crêem serão “o resto de Israel”. Serão os mais sofridos. Os que enfrentaram a escravidão da Babilônia e viram a libertação. Não se venderam por cargos, facilidades ou depositaram sua esperança neste ou naquele. Quando Ciro, o Grande, rei da Pérsia, liberta o povo, o que lhe resta? Na luta com as nossas dificuldades, corremos o risco de nos perdermos a nós mesmos. Entre cegos e aleijados, temos mulheres prestes a dar a luz. Israel está para se renovar. E continuamos, mesmo entre dores e sofrimentos, pois sabemos em que direção e a quem olhamos.
Pelo batismo, somos reis, profetas e sacerdotes. Enquanto catequistas, estamos a nos oferecer pelos nossos. Também enquanto família, estudantes, profissionais… Pelo serviço, reinamos. Pelo Espírito, anunciamos. Entre oferecer os nossos dons e fazer sacrifícios para que o amor de Deus prevalesça entre nós, vamos nos configurando a Cristo. E participamos com Ele da Eucaristia. Como Igreja, somos o seu Corpo, alimento de caminhada de muitos. Também somos o seu Sangue que passa a ser oferecido por todos. Como diria São João Paulo II, no martírio do dia a dia, uma gota de sangue. Até a última.
É nesta dinâmica entre pedir para ver e conseguir identificar a ação de Deus no nosso dia a dia, fazer de nossa vida uma oferta de amor e sacrifício, que vamos nos configurando a Cristo, no resto de Israel, entre perdas e esperança renovada de Deus em nós. Neste dia a dia, nossas lágrimas vão regando o arado a que fomos destinados, deixando-se guiar pelas mãos de Nosso Senhor, sabendo que no fim, tudo é para sua glória. Que esta certeza seja a nossa alegria, nas sementes que espalhamos e no sorriso de quem vê algo mais do que nossas limitações humanas!

Bodas de Caná – Lectio Divina

LECTIO DIVINA

II Domingo do Tempo comum – Ano C

17 de janeiro de 2016 

“Cantem uma nova canção a Deus, o Senhor.

Cantem ao Senhor todos os povos da terra”.Sl 96.1

PREPARAÇÃO ESPIRITUAL

 Vem a mim, Espírito Santo,

Espírito de sabedoria:

dá-me visão e audição interiores

para que não me apegue às coisas materiais,

mas busque sempre as realidades do Espírito.

Vem a mim, Espírito Santo,

Espírito de amor;

faze com que meu coração

seja sempre capaz de mais caridade.

Vem a mim, Espírito Santo,

Espírito de Verdade:

concede-me chegar ao conhecimento da verdade

em toda a sua plenitude.

Vem a mim, Espírito Santo,

água viva que leva à vida eterna:

concede-me a graça de chegar

a contemplar o rosto da misericórdia, Jesus Cristo,

na alegria e na vida sem fim.[1]

 

TEXTO BÍBLICO: João 2.1-11


Jesus vai a um casamento

1Dois dias depois, houve um casamento no povoado de Caná, na região da Galileia, e a mãe de Jesus estava ali. 2Jesus e os seus discípulos também tinham sido convidados para o casamento. 3Quando acabou o vinho, a mãe de Jesus lhe disse:

— O vinho acabou.

4Jesus respondeu:

— Não é preciso que a senhora diga o que eu devo fazer. Ainda não chegou a minha hora.

5Então ela disse aos empregados:

— Façam o que ele mandar.

6Ali perto estavam seis potes de pedra; em cada um cabiam entre oitenta e cento e vinte litros de água. Os judeus usavam a água que guardavam nesses potes nas suas cerimônias de purificação. 7Jesus disse aos empregados:

— Encham de água estes potes.

E eles os encheram até a boca. 8Em seguida Jesus mandou:

— Agora tirem um pouco da água destes potes e levem ao dirigente da festa.

E eles levaram. 9Então o dirigente da festa provou a água, e a água tinha virado vinho. Ele não sabia de onde tinha vindo aquele vinho, mas os empregados sabiam. Por isso ele chamou o noivo 10e disse:

— Todos costumam servir primeiro o vinho bom e, depois que os convidados já beberam muito, servem o vinho comum. Mas você guardou até agora o melhor vinho.

11Jesus fez esse seu primeiro milagre em Caná da Galileia. Assim ele revelou a sua natureza divina, e os seus discípulos creram nele.

1. LEITURA

Que diz o texto? 

Mest. Leonardo Mongui Casas[2]

 ü  Algumas perguntas para ajudar-te em uma leitura atenta…

 O que aconteceu em Caná da Galileia? Quem havia sido convidado? O que responde Jesus quando Maria lhe diz que o vinho acabou? Qual a orientação que Maria dá aos que estavam servindo? O que faz Jesus com a água dos potes? O que fez e o que disse o dirigente da festa?

Algumas pistas para compreender o texto:

Para entender a importância do evangelho que nos narra as bodas de Caná, é necessário imaginar-nos como convidados que assistem pela primeira vez a uma festa de casamento judaica na época de Jesus.

Em primeiro lugar, ainda que agora nos pareça bastante estranho, nas bodas da época era preciso estar preparado para uma celebração que durava uma semana, razão por que os preparativos implicavam grandes esforços. Outro elemento bem característico era que somente o homem podia participar dos atos públicos, como é o caso do matrimônio; portanto, a presença das mulheres, especialmente de familiares e amigas, como no caso de Maria, estava ligada ao serviço dos convidados. Isto nos ajuda a entender por que Maria estava ciente dos inconvenientes que apareceram.

O vinho era importante não somente pela alegria que representava (Eclesiastes 10.19), mas também porque fazia parte dos elementos essenciais da vida cotidiana do povo e representava a bênção de Deus sobre um lar (Gênesis 27.28). De modo que, se em uma celebração o vinho viesse a faltar, não seriam poucos os comentários dos convidados a respeito dos esposos, de seus pais, da preparação da festa e, talvez, do futuro deles, dado que isto seria visto como um erro desonroso, e não o melhor presságio do que aconteceria com o casal.

De igual modo, podemos considerar os elementos que tornaram possível o milagre: a água, que na tradição judaica tem estreita relação com a vida, e os potes de pedra, que eram usados para que as pessoas pudessem lavar-se as mãos e purificar-se antes de comer. Portanto, não era necessariamente a melhor água para o consumo. Por outro lado, podemos ressaltar que o vinho que resulta do milagre não é apenas o que se exigia para que a festa continuassem, mas que é “o melhor vinho” (v. 10). Os “sinais” de Jesus não são apenas atraentes, mas, como tudo o que provém de Deus, são extraordinários.

Agora concentremo-nos nas atitudes das duas personagens principais:

Maria: ela mostra-se aberta ao serviço – é sua característica natural; está sempre atenta às necessidades de todos (por exemplo, a visita à sua prima Isabel – Lucas 1.39-56). Nesta parte do evangelho, vemo-la atenta aos noivos, fazendo o que pode e discretamente convidando Jesus a colocar-se também a serviço destes novos esposos (“O vinho acabou” – João 2.3). Finalmente, podemos destacar a confiança de Maria, transmitida aos servidores, em relação ao poder do Mestre: “Façam o que ele mandar” (v. 5); neste caso, podemos afirmar que, graças à intercessão de Maria, realiza-se o milagre.

Jesus: chamam a atenção as expressões “senhora” [no grego,” mulher”] e “ainda não chegou a minha hora”, no v. 4. No texto grego, Jesus usa a palavra “mulher” novamente em Jo 19.26, termo que, biblicamente, de modo geral, nos recorda Eva, a primeira mulher. Por outro lado, a preocupação de Jesus com a “hora” está muito relacionada ao estilo do evangelista, que ressalta o momento da paixão e morte de Jesus. Por fim, vale a pena destacar a atitude de humildade do Senhor para fazer acolher a solicitude de sua mãe, Maria, e colocar-se a serviço desse novo lar. Jesus envolve outras pessoas nesta obra maravilhosa: ordena aos empregados que façam alguns preparativos e, em seguida, diz-lhes que o vinho deve ser provado pelo “dirigente da festa” (vv. 6-7).

2. MEDITAÇÃO

O que o Senhor me diz no texto?

O evangelho apresenta um relato no qual todos os detalhes poderiam servir para nossa meditação. Hoje, detenhamo-nos no fato de que uma festa tenha sido o momento em que Jesus realizou seu primeiro milagre e, além do mais, por intercessão de sua mãe. Em uma festa, não pode faltar nem o vinho, nem a felicidade. Maria convida-nos, com sua sensibilidade materna, a aproximar-nos das pessoas e perceber suas necessidades, a fim de que a festa da vida nunca termine. Por conseguinte, mesmo que estejamos em um momento de alegria, as preocupações sempre permanecem na profundidade de nossos corações. Peçamos a Maria que nos ensine a ter atitudes de misericórdia, proporcionando calma para nós mesmos e servindo as demais pessoas em suas precisões.

São João Paulo II propõe-nos a seguinte reflexão: “Por sorte, com aqueles esposos ‘estava a Mãe de Jesus’ e, consequentemente, ‘Jesus também foi convidado para as bodas’ (Cfr. Jo 2.1-2); e, a pedido da Mãe, Jesus transformou milagrosamente a água em vinho; o banquete pôde prosseguir alegremente, e o esposo recebeu os cumprimentos do chefe da mesa (Cfr. Jo 2.9-10), admirado com a qualidade do último vinho servido.

Eis como, caríssimos irmãos e irmãs, o banquete de Caná nos fala de um outro banquete: o da vida, a que todos desejamos sentar-nos para experimentar um pouco de alegria. O coração humano é feito para a alegria e não nos devemos maravilhar se todos propendemos para essa meta. Infelizmente a realidade, pelo contrário, submete tantas pessoas à experiência, às vezes martirizante, da dor: doenças, lutos, desgraças, taras hereditárias, solidão, torturas físicas, angústias morais – um leque de ‘casos humanos’ concretos, cada um deles com um nome, um rosto e uma história.

Estas pessoas, se estão animadas pela fé (…),sabem que em tais situações, como em Caná, ‘está a Mãe de Jesus’: e onde está Ela, não pode faltar seu Filho. E esta a certeza que nos move…[3]

Continuemos nossa meditação com estas perguntas:

Convido Jesus e Maria para a festa de minha vida? Que coisas me impedem de ver as necessidades dos outros? Rezo pedindo a Deus pelas necessidades de meu país, de meus vizinhos, de meus companheiros? Tenho a fé de Maria e apresento em oração ao Senhor as necessidades dos demais?

3. ORAÇÃO

O que respondo ao Senhor me fala no texto?

Quando a vida é uma triste festa de casamento,

onde se acaba o vinho: ali estás tu, Maria.

Para que tudo se converta em festa,

tu nos trazes teu filho: ali estás tu, Maria.

Maria,

tu nos ajudas a sentir tua alegria.

A força de Deus é o amor que te guia,

e agora queremos compartilhar.[4]

4. CONTEMPLAÇÃO

Como ponho em prática, me minha vida, os ensinamentos do texto?

Senhor, tu és o vinho que alegra nossa vida.

5. AÇÃO

Com que me comprometo para demonstrar mudança?

Em minha casa, observo algumas das necessidades ou preocupações dos que vivem comigo, e oro por elas.

 “O melhor dos vinhos está na esperança, está para vir para cada pessoa que se arrisca a amar”.

Papa Francisco

 


[1] Oración al Espíritu Santo, San Agustín

[2] É leigo, membro da Associação de Missionários da Juventude na Colômbia, especialista em Ciências Bíblicas e Mestre em Pastoral de Juventude. Trabalha como Diretor Associado da Equipe Bíblica no Instituto Fé e Vida. Faz parte da Equipe Lecionautas desde o ano 2012.

[3] João Paulo II, Festa da Aparição de Nossa Senhora de Lourdes – 11 de fevereiro de 1980 (https://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/homilies/1980/documents/hf_jp-ii_hom_19800211_apparizione-lourdes.html)

[4] Canciones y oraciones salesianas – Alicante, España

(Fonte: Católico Orante)

Uma prova do amor e da fidelidade de Deus

Incêndio destrói tudo, mas imagem do Sagrado Coração permanece intacta

Sagrado Coração de Jesus

Um incêndio noturno cujas causas ainda não foram encontradas destruiu um dos edifícios do convento das Irmãs da Santa Face de Jesus (HFJ) em Manila, Filipinas. Em meio do desastre, que não produziu mortes nem feridos entre as religiosas, sobressaiu um grande sobrevivente: o Sagrado Coração de Jesus, cuja imagem ficou enegrecida pelas chamas mas que providencialmente conservou intacta sua figura.

A edificação afetada correspondia ao Generalato das religiosas, o qual perdeu a totalidade de seu interior sob a ação do fogo, que começou por volta das duas da madrugada do dia 30 de junho e não pôde ser contido pelos bombeiros até as cinco da manhã. As religiosas perderam todos os objetos que continha o lugar, incluindo valiosos arquivos e recursos da fundadora da congregação, a Madre Mary Therese Vicente.

Ao inspecionar o lugar durante o dia, as religiosas encontraram a imagem do Sagrado Coração de Jesus, praticamente o único objeto preservado das chamas, e destacado pelo serviço informativo dos Bispos das Filipinas, CBCP News como fez particularmente notório e simbólico, dado o carisma das religiosas. “Dei meu Coração como prova sensível de meu grande amor pelos homens”, recorda a mensagem de Jesus Cristo à Beata Pierina de Micheli citado na página oficial da comunidade na Internet, “e lhe dou meu rosto como objeto sensível de minha dor pelos pecados da humanidade”.

incêndio

Apesar de o ocorrido ser considerado uma tragédia, a ausência de perdas humanas é destacável, da mesma forma que as chamas não terem passado para outras casas da congregação, em particular a residência das religiosas e a Capela.

A comunidade das Irmãs da Santa Face de Jesus foi fundada pela Madre Mary Therese Laxamana Vicente em 1986 e seu carisma é definido como “a contemplação da Santa Face de Jesus”. As religiosas promovem sua espiritualidade própria, levam a cabo atividades de formação para leigos, assistem paróquias e se dedicam à educação católica em duas escolas locais.

(Fonte)

Em exumação, coração de padre é encontrado intacto 7 anos após morte

Restos mortais, inclusive o coração, foram expostos durante missa neste domingo (Foto: Reprodução / TV TEM)Restos mortais, inclusive o coração, foram expostos durante missa no domingo (Foto: Reprodução / TV TEM)

A igreja São João Batista de José Bonifácio (SP) recebeu neste domingo (7) fiéis de toda a região noroeste paulista para o início oficial dos trabalhos diocesanos para o processo de beatificação e canonização do Monsenhor Ângelo Angioni.

Ele morreu há sete anos e, segundo a Igreja Católica, ao exumar o corpo nesta semana, postuladores de Roma perceberam que o coração estava intacto e não se deteriorou com o tempo. Peritos começam agora uma investigação para a possível beatificação dele.

Ângelo Angioni, tido como Santo pelos fiéis, nasceu na Itália em 1915. Foi ordenado padre aos 23 anos. Chegou ao Brasil em 1951 e foi direto para José Bonifácio onde atuou por quase 60 anos. Morreu em 2008 e foi enterrado na Igreja Matriz. O túmulo do Monsenhor recebe centenas de fiéis todos os anos.

Monsenhor Ângelo Angioni (Foto: Reprodução / TV TEM)
Padre Ângelo Angioni (Foto: Reprodução / TV TEM)

A missa foi celebrada pelo bispo Dom Tomé Ferreira da Silva. Os integrantes do Tribunal Eclesiástico que vai analisar os milagres atribuídos ao Monsenhor foram apresentados à comunidade. No fim da celebração, os restos mortais do religioso, inclusive o coração, foram apresentados aos fiéis.

Dois postuladores de Roma estão na cidade desde o dia 29 e o que mais chamou a atenção foi o coração intacto do religioso. O processo de decomposição do corpo humano começa de dentro para fora e em até dois meses, o coração se desfaz. Em dois anos, a maioria dos corpos enterrados está totalmente decomposta, restando apenas ossos, cabelos, dentes e unhas.

Para o postulador Paulo Vilotta, a preservação de qualquer parte do corpo pode ocorrer por vários motivos. “Isso é um fator natural, pode acontecer com qualquer um de nós. Mas é um estímulo para rezar, pedir graças e elevar o padre, uma figura venerada na região”, comentou Vilotta.

Para que Ângelo Angioni seja declarado beato é preciso que a igreja reconheça um milagre pela intercessão do Monsenhor e depois, para ser considerado Santo, mais um milagre precisa ser comprovado pelos peritos do Vaticano. Um processo longo que pode durar décadas, mas depende dos fiéis que vão pode ajudar contando histórias e apresentando cartas e documentos que falem sobre os possíveis milagres.

Coração se deteriora em dois meses; Padre morreu há 7 anos (Foto: Reprodução / TV TEM)

O poder da Ave Maria

Milhões dos católicos rezam frequentemente a Ave Maria. Alguns repetem-na depressa, nem mesmo pensando nas palavras que estão dizendo.

Este artigo poderá ajudá-lo a recitá-la mais pensativamente.

– Podem dar grande alegria à Mãe de Deus para se obter as graças que ela deseja.

– Uma Ave Maria bem rezada enche o coração de Nossa Senhora com alegria e  nos concede grandes graças. Uma Ave Maria bem recitada dá-nos mais graças que mil rezadas sem reflexão.

– A Ave Maria é como uma mina de ouro da qual nós podemos sempre extrair e nunca se esgota. É difícil rezar a Ave Maria? Tudo o que temos que fazer é saber seu valor e compreender seu significado.

– S. Jerônimo nos diz que “as verdades contidas no Ave Maria são tão sublimes, tão maravilhosas, que nenhum homem ou anjo poderiam compreendê-las inteiramente.”

– S. Tomás de Aquino, príncipe dos teólogos, “o mais sábio dos santos e o mais santo dos sábios”, como Leo XIII o chamou, pregou o Ave Maria por 40 dias em Roma, enchendo os corações de êxtase.

– Pe. F. Suárez, o santo e erudito jesuita, declarou que ao morrer dispostamente daria todos os livros que escreveu, todas as obras de sua vida, pelo mérito de uma só Ave Maria rezada devotamente.

– S. Matilde, que amava muito Nossa Senhora, certo dia estava se esforçando para compor uma bela oração em sua honra. Nossa Senhora apareceu-lhe, com as letras douradas em seu peito: “Ave Maria, cheia de graça.” Disse-lhe: “Desista, minha filha, de seu trabalho, pois nenhuma oração que talvez você pudesse compor dar-me-ia a alegria e o prazer da Ave Maria.”

– Um certo homem encontrou a alegria em orar lentamente a Ave Maria. A bendita Virgem em troca apareceu-lhe sorrindo e anunciando-lhe o dia e hora de sua morte, concedendo-lhe uma santa e feliz. Depois de sua morte, um lírio branco cresceu de sua boca e escrito em suas pétalas: “Ave Maria.”

– Cesário descreve um incidente similar. Um santo e humilde monge viveu no monastério. Sua mente e memória estavam tão fracas que ele somente podia repetir uma oração, que era a Ave Maria. Depois de sua morte uma árvore cresceu sobre sua sepultura e em todas suas folhas estava escrito: “Ave Maria”.

Estas belas histórias nos mostram quantas devoções há para Nossa Senhora, e o poder atribuído à Ave Maria rezada devotamente. Cada vez que dizemos a Ave Maria repetimos as mesmas palavras com que o arcanjo Gabriel saudou Maria no dia da Anunciação, quando ela se tornou a Mãe do Filho de Deus.

Muitas graças e alegrias encheram a alma de Maria naquele momento.

Quando oramos o Ave Maria ofertamos novamente essas graças e alegrias à Nossa Senhora e ela os aceita com imenso prazer. Em troca ela nos dá uma ação dessas alegrias.

Certa vez Nosso Senhor pediu a S. Francisco que lhe desse algo. O santo respondeu: “Querido Senhor, eu não posso lhe dar nada que eu já não lhe dei, todo meu amor”.

Jesus sorriu e disse: “Francisco, dê-me tudo de novo e de novo e irá dar-me  o mesmo prazer”.

Da mesma forma nossa querida Mãe aceita cada vez que oramos o Ave Maria e  recebe as alegrias e prazer que ela teve das palavras de S. Gabriel.

Deus Todo-poderoso deu a Sua Bendita Mãe toda a dignidade, grandeza e santidade necessária para torná-la perfeita para ser sua Mãe.

Mas Ele também lhe deu toda a doçura, amor, brandura e afeto necessário para  fazê-la também nossa querida Mãe. Maria é realmente nossa Mãe.

Assim como os filhos se dirigem às suas mães para pedir ajuda, da mesma forma deveríamos ir com a mesma confiança ilimitada a Maria.

S.Bernardo e muitos Santos disseram que nunca ouviram falar em qualquer tempo ou lugar que Maria se recusou a ouvir as orações de seus filhos na Terra.

Por que não percebemos estas consoladoras verdades? Por que recusar o amor e  consolação que a doce Mãe de Deus nos oferece?

É lamentável a nossa ignorância que nos priva desta ajuda e consolação.

Amar e confiar em Maria é ser feliz agora na Terra e depois feliz no céu.  Dr.Hugh Lammer foi um dedicado protestante, com forte ódio contra a Igreja Católica.  Um dia ele encontrou uma explicação da Ave Maria e começou a lê-la. Ele ficou tão encantado com ela que começou a rezá-la diariamente. Insensivelmente, toda a sua animosidade anti-católica começou a desaparecer. Ele se tornou um bom católico, um santo padre e um professor de Teologia Católica em Breslau.

Chamaram um sacerdote ao lado de cama de um homem que morria no desespero  por causa dos seus pecados. O homem recusava se confessar. Como um recurso último o sacerdote pediu-o a orar pelo menos a Ave Maria. Logo após, o pobre homem fez uma confissão sincera e morreu uma morte santa.

Na Inglaterra, perguntaram a um sacerdote da paróquia ver uma senhora protestante que estava gravemente doente, e que desejava se tornar católica.  Perguntado se alguma vez ela já tinha ido à Igreja Católica ou se ela tinha falado com católicos, ou se ela tinha lido livros Católicos, ela respondeu: “não”. Tudo o que ela podia lembrar era que, uma amiga lhe ensinou o Ave Maria, o qual era rezava toda noite. Ela foi batizada e, antes de morrer, teve a
felicidade de ver seu marido e filhos batizados.

S. Gertrudes diz-nos no seu livro “Revelações” que quando nós agradecemos a Deus pelas graças que Ele deu a qualquer Santo, tornamo-nos participantes daquelas determinadas graças.

Que graças então não temos quando oramos o Ave Maria agradecendo a Deus por todas as inexprimíveis graças que Ele deu a Sua Bendita Mãe?

“Uma Ave Maria dita sem sensível fervor,mas com um puro desejo em um tempo de aridez, tem muito mais valor à minha vista do que um Rosário inteiro no meio das consolações”. (Nossa Senhora a Ir. Benigna Consolata Ferrero)

(Fonte)

Tapete de sal e Milagre Eucarístico

Estou muito feliz porque hoje vamos confeccionar o tapete de Corpus Christi dentro da nossa paróquia, mas estou com muita pena dos irmãos que estão se programando para fazer os tapetes nas ruas, pois está chovendo muito aqui no Rio de Janeiro!
Espero que esta água esteja apenas lavando as ruas e que mais tarde o bom Papai do Céu mande um lindo sol para secar tudinho e que possam fazer um bonito trabalho…
Como eu disse anteriormente, o tapete que vamos fazer será confeccionado apenas com sal grosso, colorido com tinta xadrez líquida e contornado com serragem, mas na minha paróquia antiga a gente utilizava muitos outros materiais, como: pó de café usado, casca de ovo triturada, pedrinhas coloridas de aquário, mas nada que fosse alimento perecível.
Ontem eu fiz um pedido aos colegas de trabalho para doarem mais sal grosso, pois colorimos todos os que doaram na paróquia e ficou faltando o sal puro, que seria a cor branca das nuvens, da ovelhinha, da Hóstia, etc…
E hoje, assim que cheguei, já tinha um monte de sal na minha mesa, muito obrigada amigos! (só espero ter forças para encarar o Metrô com estas bolsas rs…)
O desenho que minha turma vai colorir será da Bíblia, espero que eles compareçam para me ajudar, mas como são bem pequenos eu entendo se não puderem ir com esse tempo… até a Babinha queria ir para colorir o da Pré-Catequese, mas eu não vou levar não…
As pilhas já estão carregando, amanhã eu posto as fotos para vocês verem, ok?

Mudando um pouco de assunto, ontem o padre Reginaldo Manzotti contou na rádio a história da Beata Alexandrina, pois esta semana ele está comentando alguns milagres Eucarísticos… eu fiquei muito emocionada com a história dela e procurei para compartilhar aqui com vocês. Como meu amigo Alexandre diz: “o que conhecemos da nossa Igreja é apenas a pontinha de um iceberg!” Vejam que maravilha:

Beata Alexandrina Maria da Costa

Beata Alexandrina Maria da Costa Alexandrina Maria nasceu em Balasar (Portugal) no dia 30 de março de 1904, aos 14 anos não hesitou em jogar-se pela janela para fugir de três homens que ameaçavam a sua pureza. As consequências foram terríveis, mas não imediatas; depois de alguns anos, ela foi obrigada a ficar em cama por causa de uma paralisia que foi agravando-se durante os trinta anos que lhe restou de vida. Ela não se desesperou e abandonou-se nas mãos de Jesus com essas palavras: “Jesus, Tu és prisioneiro no tabernáculo como eu sou na minha cama, assim fazemos companhia um ao outro”.

Em seguida começou a ter experiências místicas cada vez mais fortes que começavam numa sexta-feira, 3 de outubro de 1938 e terminavam no dia 24 de março de 1942. Experimentou 182 vezes, todas as sextas-feiras, os sofrimentos da Paixão e desde 1942 até o dia da sua morte, Alexandrina alimentou-se unicamente da Eucaristia por mais de treze anos.

Depois dos dez longos anos de paralisia que ela havia oferecido para a reparação Eucarística e para a conversão dos pecadores, no dia 30 de julho de 1935 Jesus apareceu-lhe e lhe disse: “Eu te coloquei no mundo para que vivas somente de Mim, para testemunhar ao mundo o valor da Eucaristia (…) A cadeia mais forte que acorrenta as almas a Satanás é a carne, é a impureza. Nunca se viu antes uma expansão de vícios, de maldades e crimes como hoje! Nunca se pecou tanto (…) A Eucaristia, o meu Corpo e o Meu Sangue! A Eucaristia: eis a salvação do mundo”.

Também a Virgem Maria apareceu-lhe no dia 2 de setembro de 1949 com um terço na mão, dizendo: “O mundo agoniza e morre no pecado. Quero oração, quero penitência. Protege com o meu terço aos que amas e a todo o mundo”. No dia 13 de outubro de 1955, aniversário da última aparição de Nossa Senhora de Fátima, Alexandrina exclamou: “Sou feliz porque vou ao Céu”. Às 19:30 h desse mesmo dia expirou.

Conhecida como a “Santinha de Balasar”, Alexandrina foi beatificada pelo Papa João Paulo II, a 25 de Abril de 2004. A cura milagrosa de uma devota emigrada na França serviu para concluir o seu processo de Beatificação. Balasar, atualmente, é o segundo local de maior peregrinação em Portugal (o primeiro local é Fátima).

Beata Alexandrina Maria da Costa, rogai por nós!

(Fonte) -> vejam o vídeo!

%d blogueiros gostam disto: