A Janela e o Espelho

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Certa vez um jovem muito rico foi procurar um sábio mestre para lhe pedir um conselho. Toda a fortuna que possuía não era capaz de lhe proporcionar a felicidade tão sonhada. Falou da sua vida ao mestre e pediu ajuda.
Aquele homem sábio o conduziu até uma janela e lhe pediu para que olhasse para fora com atenção, e o jovem obedeceu.

– O que você vê através do vidro, meu rapaz?
– Vejo homens que vêm e vão, e um cego pedindo esmolas na rua.

Então o homem lhe mostrou um grande espelho e novamente o interrogou:
– O que você vê neste espelho?
– Vejo a mim mesmo, disse o jovem prontamente.
– E já não vê os outros, não é verdade?

E o sábio continuou com suas lições preciosas:
– Observe que a janela e o espelho são feitos da mesma matéria prima : o vidro. Mas no espelho há uma camada fina de prata colada ao vidro e, por essa razão, você não vê mais do que a sua própria pessoa. Se você se comparar a essas duas espécies de vidro, poderá retirar uma grande lição.

Quando a prata do egoísmo recobre a nossa visão, só temos olhos para nós mesmos e não temos chance de conquistar a felicidade efetiva. Mas quando olhamos através dos vidros limpos da compaixão, encontramos razão para viver e a felicidade se aproxima.
Por fim, o sábio lhe deu um simples conselho:

– Se quiser ser verdadeiramente feliz, arranque o revestimento de prata que lhe cobre os olhos para poder enxergar e amar aos outros. Essa é a chave para a solução dos seus problemas. Se você também não está feliz com as respostas que a vida tem lhe oferecido, talvez fosse interessante tentar de outra forma.

Muitas vezes, ficamos olhando somente para a nossa própria imagem e nos esquecemos de que é preciso retirar a camada de prata que nos impede de ver a necessidade à nossa volta. Quando saímos da concha de egoísmo, percebemos que há muitas pessoas em situação bem mais difícil que a nossa e que dariam tudo para estarem nosso lugar.

E quando estendemos a mão para socorrer o próximo, uma paz incomparável nos invade a alma. É como se Deus nos envolvesse em bênçãos de agradecimento pelo ato de compaixão para com Seus filhos em dificuldades.
Ademais, quem acende a luz da caridade, é sempre o primeiro a beneficiar-se dela.

(Fonte: Pensamento Positivo)

Meus tantos caminhos me levam a Deus

© Letícia Thompson

Nem todos os caminhos podem ser evitados, apesar de todos os nossos esforços para seguir outra ou outras direções.

Podemos decidir estar aqui ou ali, fazer isso ou aquilo e sonhar milhões de sonhos que temos certeza de que, pelo menos um deles será realizado segundo nossos planos e as ações que tentamos colocar em obra para a realização deles. Mas entre nós e Deus há a distância dos céus e do conhecimento de todas as coisas.

Meu coração, tão humano, frágil e sujeito à provações e dores conhece apenas meus desejos e o que vai além disso é do domínio do meu Criador. Aceitar sem questionar, sem querer saber do amanhã ou do depois ou dos porquês que, à bem da verdade, nem sempre nos reconfortarão, é depositar em Deus uma confiança absoluta e cega. Não nos preparamos o suficiente para isso nesse longo caminho da existência. Portanto, deveríamos.

Deus nos planta em algum lugar, nos cerca de amigos, nos dá os dias e noites necessários a esse tempo e todas as vivências que, por onde quer que andemos depois, estarão impregnados eternamente em nós.

Quando devemos mudar de planos, caminhos, direções, nossa estabilidade sofre porque a segurança vem da constância. A gente não percebe que a terra gira, que ela está em movimento e que todas as coisas sempre estão em movimento, desde as crianças que nascem aos mais vividos que voltam às suas origens.

São as mudanças que nos enriquecem, que nos mostram novas paisagens, trazem novos planos e nos fazem encontrar novas pessoas e novas coisas.

Ter muitos porquês nos impede de viver. Crer em Deus e nos Seus planos nos traz a serenidade que só a fé pode trazer e nos conduz à fonte do prazer de viver, da qual beberemos e da qual seremos saciados.

Não julgues

O Evangelho de hoje nos diz o seguinte:

Não julgueis, e não sereis julgados. Pois com o mesmo julgamento com que julgardes os outros sereis julgados; e a mesma medida que usardes para os outros servirá para vós. Por que observas o cisco no olho do teu irmão e não reparas na trave que está no teu próprio olho? Ou, como podes dizer ao teu irmão: Deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu mesmo tens uma trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu próprio olho, e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão. (Mt:7,1-5)

E ao abrir o livrinho “Comece o Dia Feliz”, li esta mensagem:

Os juízos dos mortais costumam ser feitos de maldade, de injustiça e de inveja.
Os Juízos de Deus serã suaves, justos e misericordiosos. Viva cada instante como se tivesse a sensação de estar sendo visto por Deus, como na verdade está. Tenha sempre presente diante de si este pensamento que conforta e alenta, ao mesmo tempo em que adverte e acorda a sua consciência: “Deus me vê e me julgará”. É o que importa na condução da sua vida.

Como eu não acredito em conscidência, achei que devia compartilhar esta reflexão com vocês.

Aproveito para deixar alguns pensamentos que coloquei na página Downloads hoje:

Uma semana feliz e abençoada para todos!

Ao homem pertencem os planos do coração

 (© Letícia Thompson)

Existe certamente uma diferença entre a teimosia e a persistência.

Aquele que persiste tem um objetivo do qual não larga, não abandona facilmente até que o último suspiro seja dado, ou a vida decida de outra maneira.  O persistente é forte nos seus objetivos.

O teimoso, por outro lado, é um persistente exagerado, que vai em frente sem querer saber o que encontra no caminho, cego a quaisquer outras idéias que a sua.

O persistente, com o tempo alcança alguma coisa. O teimoso caminha, caminha e acaba se esbarrando em dificuldades que com o tempo o farão desistir.

Muitos e muitos dos projetos que fazemos vão por água abaixo. Outros, iremos até a linha de chegada e carregaremos no rosto o sorriso de satisfação.

E entre as coisas que conseguimos e as que perdemos, ganharíamos um tempo enorme se pudéssemos ter a honestidade de identificar os sinais e seguir por eles.

As coisas que não dão certo não chegam a esse fim de um dia para o outro. Os sinais aparecem, mas preferimos ignorá-los, achamos desculpas pra eles e até (que ironia!!!) dizemos que estão lá apenas para nos testar.

É quando insistimos nesses caminhos que sabemos que não levam a lugar nenhum que choramos nossas mais grossas lágrimas.

O coração não engana ninguém. Ele dá os sinais e fica de lado para deixar a cada pessoa seu livre arbítrio, direito de cada um de errar e de acertar.

E nós vamos plantando e colhendo os frutos das nossas decisões.

Todos os nossos projetos chegam ao trono de Deus. E Ele, carinhosamente e até com jeito, inúmeras vezes nos diz que eles não são bons, porque nos ama e quer evitar nossas lágrimas e decepções.

E, como os que pensam que tudo sabem, apresentamos nossos projetos mas ficamos surdos à resposta Divina, aos apelos do coração que se enganam com menos freqüência do que pensamos.

É isso que nos dá o nó no estômago e a consciência que nos diz “eu sabia”, mas que chega, infelizmente, sempre tarde demais.

Portanto, é assim que vamos aprendendo a vida e que nosso coração adquire a certeza que o Senhor responde a todas as nossas perguntas, mesmo se às vezes são coisas que não queremos ouvir.

E aprendemos também que confiar no Senhor é dar um passo à frente, é evitar certas estradas, os tropeços, os choros e abrir os olhos aos horizontes serenos aos quais Deus nos destina.

Persistência de uma formiga

Outro dia vi uma formiga que carregava uma enorme folha. A formiga era pequena e a folha devia ter, no mínimo, dez vezes o tamanho dela. A formiga a carregava com sacrifício. Ora a arrastava, ora a tinha sobre a cabeça. Quando o vento batia, a folha tombava, fazendo cair também a formiga. Foram muitos os tropeços, mas nem por isso a formiga desanimou de sua tarefa.

Eu a observei até que chegou próximo de um buraco, que devia ser a porta de sua casa. Foi quando pensei: “Até que enfim ela chegou”. Ilusão minha. Na verdade, havia apenas terminado uma etapa.

A folha era muito maior do que a boca do buraco, o que fez com que a formiga a deixasse do lado de fora. Foi aí que disse a mim mesmo: “Coitada, tanto sacrifício para nada”. Mas ela me surpreendeu.

Do buraco saíram outras formigas, que começaram a cortar a folha em pequenos pedaços. Em pouco tempo, a grande folha havia desaparecido.

Imediatamente me peguei pensando em minhas experiências e transformei minha reflexão em oração e pedi ao Senhor:

  • Que me desse a tenacidade para “carregar” as dificuldades.
  • Que me desse a perseverança para não desanimar diante das quedas.
  • Que eu tivesse sabedoria para dividir em pedaços o fardo que, às vezes, se apresenta grande demais.
  • Que eu tivesse a humildade para partilhar com os outros o êxito da chegada, mesmo que o trajeto tivesse sido solitário.
  • Que eu não não desistisse da caminhada, mesmo quando não consigo ver com nitidez o caminho a percorrer.

Dedico esta mensagem a todos os Catequistas Unidos, por me ajudarem a carregar minha folhinha todos os dias, Deus nos abençoe e que o Espírito Santo nos conduza nesta linda missão!

Crescimento em Grupo

Um membro de um determinado grupo, sem nenhum aviso deixou de participar. Após algumas semanas, o mestre do grupo decidiu visitá-lo.
Era uma noite muito fria. O mestre encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante de um brilhante fogo. Supondo a razão para a visita, o homem saudou-lhe, conduziu-lhe a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto esperando.
O mestre se fez confortável mas não disse nada. No silêncio sério, contemplou a dança das chamas em torno da lenha ardente. Após alguns minutos, o mestre examinou as brasas, cuidadosamente apanhou uma brasa ardente e deixou-a de lado.
Então voltou a sentar-se e permaneceu silencioso e imóvel. O anfitrião prestou atenção a tudo, fascinado e quieto. Então foi-se diminuindo a chama da solitária brasa, houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou de vez. Logo estava frio e morto. Nenhuma palavra tinha sido dita desde o cumprimento inicial.
O mestre antes de se preparar para sair, recolheu a brasa fria e inoperante e colocou-a de volta no meio do fogo. Imediatamente começou a incandescer uma vez mais com a luz e o calor dos carvões ardentes em torno dela.
Quando o mestre alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse:
– Obrigado tanto por sua visita quanto pelo sermão. Eu estou voltando ao convívio do grupo.