Um momento com Nossa Senhora da Conceição Aparecida

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Mãe, hoje te chamamos de Aparecida, a Nossa Senhora que apareceu diante de nós. Calada, nos fizeste encontrar-te em meio ao murmúrio das águas. Do céu escutaste o clamor dos que de ti precisavam.
Buscavam peixes… Encontraram a Rainha. Buscavam a coragem… Encontraram a esperança. Buscavam trabalho… Encontraram a fé. E nada se perdeu, nem os peixes, nem a coragem, nem a fé… “Eis aí a tua Mãe”.Assim continuas a ser nossa Mãe, nossa protetora, nossa companheira nas pescarias da nossa vida. Tua cor lembra o amor sem fronteiras, sem preconceitos, sem medidas. Amor que leva à igualdade, que clama fraternidade, que propõe liberdade. Foste colhida e acolhida como uma peregrina que chega, uma estrangeira de águas distantes, mas escolhida e querida como Senhora da nossa casa, da nossa pátria, da nossa vida.
Acolhe agora, em teu Sagrado Coração as súplicas do teu povo brasileiro. Ave cheia de Graça espalha por este Brasil imenso a graça da tua coragem, a candura da tua fé. Enternece os corações endurecidos pela ganância, distorcidos pela mentira, embrutecidos pelo egoísmo; vê Mãe, que deles depende o alívio de tantas misérias e dores.
E porque és bendita entre todas as mulheres, te confiamos também nossos próprios filhos. Ajuda-nos a resgatar os que se perderam, a libertar os confusos, a curar os feridos e adoecidos pelas maldades do mundo. Acolhe e abraça nossas crianças que ora colocamos a teus pés. Ajuda-nos a ensinar-lhes o que de ti e de teu filho Jesus temos experimentado. A misericórdia que acolhe, a ternura que acalenta, o amor que perdoa, que vai ao encontro… Tem-nos faltado a serenidade que escuta, a espera paciente, a confiança no irmão, a sabedoria da escolha… Há tanto que lutar pelas coisas da vida, que esquecemos o valor da própria vida… Da nossa, da Tua e a do Teu filho, Jesus… “Fazei o que Ele vos disser”.
És a Senhora do Silêncio, pronta a ouvir, perceber e sentir como nós nos sentimos, como e onde estamos… Tão grande é teu amor, que sempre te aproximas preenchendo nosso espaço, ocupando nossos corações, iluminando nossos caminhos, ensinando-nos a viver.
Nossa Senhora da Conceição Aparecida, espalha teu suave perfume para renovar em nós a esperança de vermos socorridos e libertados os pequeninos, os humilhados, os famintos, os descalços, os injustiçados. Faz-nos caminhar com coragem e sabedoria pra fazer acontecer à vontade de teu Deus e Senhor aqui na terra para então merecermos o céu. Protege com teu manto este Brasil, este chão que nos acolhe nas tribulações da vida e no descanso da morte. E quando esta hora chegar, que sejamos dignos de Te chamar de Mãe, como Teu filho Jesus.
Amamos você doce Senhora, a nossa Senhora da Conceição Aparecida, que veio, apareceu pra ficar aqui, com todos os brasileiros, mas também acolhe, com o mesmo amor, todos aqueles que essa terra, tão brasileira, sabe abraçar. Amém

(Rosabel De Chiaro)

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Consagração ao Imaculado Coração de Maria

Imaculado Coração de Maria

Ó Rainha do Santíssimo Rosário, auxílio dos cristãos, refúgio do gênero humano, vencedora de todas as batalhas de Deus!

Ante vosso Trono nos prostramos suplicantes, seguros de impetrar misericórdia e de alcançar graça e oportuno auxílio e defesa nas presentes calamidades, não por nossos méritos, mas sim unicamente pela imensa bondade de vosso maternal Coração.

Nesta hora trágica da história humana, a Vós, a vosso Imaculado Coração, nos entregamos e nos consagramos, não apenas em união com a Santa Igreja, corpo místico de vosso Filho Jesus, que sofre e sangra em tantas partes e de tantos modos atribulada, mas sim também com todo o mundo dilacerado por atrozes discórdias, abrasado em um incêndio de ódio, vítima de suas próprias iniqüidades.

Que vos comovam tantas ruínas materiais e morais, tantas dores, tantas angústias de pais e mães, de esposos, de irmãos, de crianças inocentes;

Tantas vidas cortadas em flor, tantos corpos despedaçados na horrenda carnificina, tantas almas torturadas e agonizantes, tantas em perigo de perderem-se eternamente.

Vós, Oh! Mãe de misericórdia, consegui-nos de Deus a paz; e, ante tudo, as graças que podem converter-se em um momento os humanos corações, as graças que reparam, conciliam e asseguram a paz.

Rainha da paz, rogai por nós e dai ao mundo em guerra a paz por quem suspiram os povos, a paz na verdade, na justiça, na caridade de Cristo.

Dai a paz das armas e a paz das almas, para que na tranqüilidade da ordem se dilate o reino de Deus.
Concedei vossa proteção aos infiéis e a quantos jazem ainda nas sombras da morte; concedeis a paz e fazei que brilhe para eles o sol da verdade e possam repetir com nós ante o único Salvador do mundo: glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade.

Dai a paz aos povos separados pelo erro ou a discórdia, especialmente a aqueles que vos professam singular devoção e nos quais não havia casa onde não se achasse honrada vossa venerada imagem (hoje quiçá oculta e retirada para melhores tempos), e fazei que retornem ao único redil de Cristo sob o único verdadeiro Pastor.

Obtende paz e liberdade completa para a Igreja Santa de Deus; contei o dilúvio inundante do neopaganismo, fomentai nos fiéis o amor à pureza, a prática da vida cristã e do zelo apostólico, a fim de que aumente em méritos e em número o povo dos que servem a Deus.

Finalmente, assim como foram consagrados ao Coração de vosso Filho Jesus a Igreja e todo o gênero humano, para que, postas nele todas as esperanças, fosse para eles sinal e prenda de vitória e de salvação;

De igual maneira, Oh! Mãe nossa e Rainha do Mundo, também nos consagramos para sempre a Vós, a vosso Imaculado Coração, para que vosso amor e patrocínio acelerem o triunfo do Reino de Deus, e todas as gentes, pacificadas entre si e com Deus, Vos proclamem bem-aventurada e entoem convosco, de um extremo a outro da terra, o eterno Magníficat de glória , de amor, de reconhecimento ao Coração de Jesus, no qual apenas se podem achar a Verdade, a Vida e a Paz.

Amém.

Consagração a Nossa Senhora, um caminho de santidade

Quem quer ser santo, mais que amar Nossa Senhora, deve devotar-lhe toda a sua vida.

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Os verdadeiros devotos de Nossa Senhora devem amá-la não simplesmente com um amor humano, mas com amor teologal, amor caridade, por causa de Deus, de modo que, quando louvem Maria e contemplem suas virtudes, Deus seja amado e glorificado.

Mas, por que, afinal de contas, consagrar-se à Virgem Santíssima? É preciso lembrar que “consagração” é o nome curto dessa devoção, cujo nome completo é “consagração a Jesus Cristo, a Sabedoria encarnada, pelas mãos de Maria”. Ou seja, a entrega é feita a Nosso Senhor, por meio de Sua mãe. Não se faz a consagração “diretamente” a Jesus porque Ele mesmo, na Cruz, inaugurou a mediação maternal de Maria, quando disse a São João: “Eis a tua mãe”, e a Maria: “Mulher, eis o teu filho”. O Autor Sagrado escreve que “a partir daquela hora, o discípulo a acolheu no que era seu”, tomando-a intimamente para si (Jo 19, 27). Por isso, os cristãos se entregam de modo total a Maria, repetindo o que também foi o lema do pontificado de São João Paulo II: “Totus tuus ego sum, Maria, et omnia mea tua sunt – Sou todo teu, Maria, e tudo o que é meu pertence a ti”.

Ao longo da história da Igreja, no entanto, começaram a aparecer devotos críticos e escrupulosos, tachando os piedosos atos de amor a Nossa Senhora de “indiscretos” ou “exagerados”. Na França de São Luís de Montfort, os jansenistas chegaram a distribuir vários panfletos contendo “advertências” contra os “excessos” de amor à Mãe de Deus.

Para se defenderem, esses críticos dizem que o próprio Jesus tratava com desprezo Sua mãe [1]. Nada mais falso. Se é verdade que Nosso Senhor “quis humilhá-la e escondê-la durante a vida para favorecer a sua humildade” [2], como testemunham as próprias Escrituras (cf. Mt 19, 16-19), também é certo que, após ascender aos céus e glorificar Consigo Sua mãe, passou a cumprir-se a profecia do Magnificat de que “doravante, todas as gerações hão de chamar-me bem-aventurada” (Lc 1, 48), e também a visão do Apocalipse de São João: “Então apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida com o sol, tendo a lua debaixo dos pés e, sobre a cabeça, uma coroa de doze estrelas” (Ap 12, 1).

Jesus escondeu a Sua mãe nesta terra para elevá-la à glória no Céu. Assim fez Consigo e também assim fará conosco: quem, à imitação de Maria, for “cheio de graça” nesta vida, tanto mais glória possuirá no Céu.

Embora esteja de corpo e alma no Céu, Maria permanece na vida dos cristãos, por meio de uma presença virtual e de uma presença afetiva. A primeira consiste em uma presença “ativa”. O termo “virtual” não tem nada que ver com computação gráfica. Em teologia, significa força, ação, atividade. Pelo maravilhoso mistério da comunhão dos santos, a Virgem Santíssima, mesmo estando gloriosa no Céu, está bem perto de nós. Quanto à sua presença afetiva, diz respeito ao amor que ela nos devota e ao qual nós devemos corresponder, por amor a Deus. De fato, quando se fala de santidade, fala-se de um crescimento generoso no amor, como explica acertadamente Santo Tomás de Aquino [3].

Por fim, importa falar sobre a obrigação da consagração a Nossa Senhora. Se, por um lado, ela não é necessária para quem quer salvar-se, é-o para quem quer chegar a ser perfeito. Quem deseja simplesmente salvar-se, pode contentar-se simplesmente com cumprir os Mandamentos, mas quem quer ser santo, além disso, devota-se inteiramente a Jesus, amando-O por meio de Sua santíssima mãe.

Referências

  1. Cf. RC 107: Pode ter Jesus desprezado a sua mãe?

  2. São Luís de Montfort, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, 5

  3. Suma Teológica, II-II, q. 24, a. 9

(Fonte)