Fazendo um Exame de Consciência a partir dos Mandamentos

Os Mandamentos são uma exigência do Amor. Deus nos pede para O amarmos e NOS amarmos. Será que o fazemos?

1º Amando a Deus acima de tudo: Neguei a fé? Duvidei da existência de Deus? Escarneci da religião? Deixei de rezar por muito tempo? Declarei que o matrimônio, o sacerdócio, a confissão, a missa estão ultrapassados?

2º Não tomando o seu Santo Nome em vão: Cantei músicas blasfemas? Zombei da Igreja, das cerimônias religiosas ou de seus representantes? Falei mal do Santo Padre, o Papa? Acusei a Igreja de ser falsa, ou desonesta? Acusei Deus de injusto? Roguei pragas? Contei piadas em que Deus aparece como personagem, rindo dEle? Jurei em falso, ou à toa?

3º Guardando os dias santificados: Passei o Domingo na frente da televisão? Faltei à missa nesse mesmo dia? Fiz piada com a santa missa? Disse que “já assisti missas que chega”? Fui à missa para “cumprir a obrigação”? Dediquei uma parte do meu tempo a Deus, lendo a Bíblia e rezando?

4º Honrando pai e mãe: Fui desobediente aos pais, autoridades ou superiores? Desejei-lhes algum mal, talvez a morte? Obedeci-lhes em coisas contrárias à lei de Deus? Negligenciei como pai e mãe ou irmão mais velho, os deveres de educação e instrução religiosa?

5º Não matando: Tive ódio? Recusei o perdão a quem me pediu? Desejei a morte para mim ou para outros? Ensinei a praticar pecados? Seduzi alguém ao pecado? Defendi o assassínio de bebês através do aborto? Desejei a guerra, ou me entusiasmei por ela? Falei que “a terra tá cheia demais, e precisa mesmo morrer gente”?

6º Guardando a castidade / 9º Não cobiçando a mulher (ou marido) do próximo: Tenho visto revistas e filmes pornográficos? Faço ou aprovo o sexo sem o matrimônio ou fora do matrimônio? Defendi ou propaguei a sua leitura? Acaso me divirto observando na rua o corpo das pessoas, e fazendo gracejos com elas, ou em conversas indecentes sobre as pessoas que passam? Tenho me vestido de maneira sensual? Provoquei os outros com meu comportamento? Fiz intriga para acabar namoros ou casamentos que eu não aprovava, ou cobiçava? Aprovo a prostituição? Sou promíscuo? Zombei da virgindade de alguém? Me envergonhei da minha virgindade, rejeitando-a?

7º Não roubando / 10º Não cobiçando as coisas alheias: Prejudiquei alguém ou tive desejo de prejudicar, enganando no troco, nos pesos e nas medidas, ou roubando? Fiz dívidas desnecessárias à subsistência? Paguei as minhas dívidas? Comprei bebidas ou cigarros a fiado, sem ter como pagar? Gastei meu salário com outras coisas, faltando em casa para a comida? Recusei a dar esmolas, nem que seja de comida? Roubei de Deus o dinheiro que devia dar a Ele para o sustento da Igreja? Deixei de devolver algo que não me pertence? Paguei com justiça os meus empregados?

8º Não mentindo: Falei mal dos outros pelas costas? Fui fiel à verdade ao comentar acontecimentos passados? Exagerei ou inventei qualidades para ganhar um emprego ou subir no emprego? Prejudiquei alguém com minhas palavras? Fiz alguém perder o emprego? Fiz juízo errado das pessoas? Duvidei da honestidade de alguém? Acusei algum mendigo ou pedinte de desonestidade? Revelei faltas ocultas dos outros? Ridicularizei ou humilhei alguém na frente dos outros? Fui fingido? Digo aos outros que sou católico mas não frequento a Igreja? Caluniei os sacerdotes e religiosas?

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Como explicar os Mandamentos para crianças

Vamos conhecer algumas maneiras de explicar para as crianças de uma forma que elas possam compreender e sentir o interesse em cumprir os Mandamentos de Deus. Na sociedade em que somos regidos pelas leis dos homens, também é importante lembrar que, enquanto Cristãos, devemos ser regidos pelas leis de Deus que são, de acordo com a Bíblia, um conjunto de instruções que o próprio Deus deu a Moisés para fazê-los chegar até nós. É importante explicar às crianças que as leis de Deus são inquebráveis, contando com a explicação dos mesmos, assim você estará promovendo bons hábitos e valores, fortalecendo-os e ajudando-os a criar uma devoção e amor a Deus.

Os Dez Mandamentos podem ser encontrados na Bíblia, no capítulo 20 de Êxodo e no capítulo 5 de Deuteronômio. São eles:

01) Amar a Deus sobre todas as coisas.

A melhor maneira de explicar o primeiro Mandamento é dizendo diretamente e sem muitos desvios, mas de uma forma divertida e amigável.
“Deus é um só e deve ser colocado acima de qualquer coisa ou qualquer um, amado como Ele o ama”. Com Ele temos uma vida plena e feliz. Graças a Ele que você tem uma boa família e tudo o mais.

02) Não tomar seu santo nome em vão.

O segundo Mandamento diz para não falarmos o nome de Deus em vão, explicar de uma forma delicada que desrespeitar a Deus é um pecado muito grave.
“O Nome de Deus deve sempre ser mencionado com profundo respeito” lembre-se que Deus gosta muito das crianças, portanto não devem tratá-Lo de forma rude.

03) Guardar domingos e festas de guarda.

O terceiro Mandamento de Deus fala de santificar um dia para o Senhor, a maneira mais fácil de explicar este Mandamento para crianças é dando o exemplo (esta dica é para os pais).
“O domingo é um dia dedicado a Deus e para descansar de tarefas”. Explicar que neste dia devemos ir à igreja e desfrutar da família, tendo sempre em mente a imagem de Deus.

04) Honrar pai e mãe.

As crianças facilmente compreendem este Mandamento de Deus.
“Você deve honrar e respeitar seus pais, da mesma forma com que eles o respeitam e amam”. Neste momento você pode tirar vantagem da admiração que as crianças sentem em relação a seus pais e que devem retribuir por tudo o que fazem por elas.

05) Não matar.

O quinto Mandamento é bem conhecido devido as implicações que podem trazer as leis dos homens, não se trata apenas de assassinato.
“Você não deve trazer qualquer dano ao seu próximo, deve cuidar e proteger dos outros como a si mesmo”. Ressaltar que este dano pode ser físico, moral ou psicológico.

06) Não pecar contra a castidade.

Este Mandamento é o mais difícil para tratar com crianças, pois é relacionado aos atos impuros, refere-se a adultério e fornicação diretamente.
“Você não deve ter intimidade com outra pessoa antes do casamento, porque vai contra a vontade de Deus”. Nosso corpo é templo do Espírito Santo, portanto devemos respeitar nosso corpo e do próximo.

07) Não roubar.

Este deveria ser um ensinamento que os pais dão aos seus filhos desde os primeiros anos.
“Você não deve roubar ou pegar qualquer coisa que não é sua”.  Explicar que pegar o que é dos outros é errado, os nossos bens devem ser adquiridos através do trabalho, podemos obtê-los honestamente ou de presente.

08) Não levantar falso testemunho.

Não dar falso testemunho ou dizer mentira, sobre si mesmo, sobre os outros e sobre Deus.
“Você não pode mentir, Deus não gosta de mentiras”. O próprio Jesus disse: “Eu sou o caminho, a VERDADE e a vida”

09) Não desejar a mulher do próximo.

Respeitar o compromisso das pessoas casadas. Tanto espiritualmente como sexualmente.
“Deus vai permitir que você seja feliz sempre que você tiver em seu coração bons sentimentos”. Explicar a importância de não se deixar levar pelas tentações, elas são ruins.

10) Não cobiçar as coisas alheias.

Este Mandamento nos diz sobre a inveja que você sente das pessoas e por não se sentir capaz de conseguir algo para si próprio.
“A inveja é ruim, você não deve querer o que o outro tem. Deus sempre tem algo bom para você”. Não devemos ser invejosos, podemos ser felizes com o quanto ou quão pouco temos, pois quem tem Deus nada falta em seu coração.

Os Mandamentos devem ser apresentados para as crianças de uma forma leve, sem a obrigação de decorá-los, elas podem captar as informações e podem seguir as leis de Deus desde pequenos até que atinjam a idade em que possam entender melhor e definitivamente vivê-los.

O Decálogo nas Sagradas Escrituras

Ensina o Catecismo da Igreja Católica:

2056 – A palavra “Decálogo” significa literalmente “dez palavras” (Ex 34,28; Dt 4,13; 10,4). Deus revelou essas “dez palavras” a seu povo no monte sagrado. Ele as escreveu “com seu dedo” (Ex 31,18; Dt 5,22), à diferença de outros preceitos escritos por Moisés. São palavras de Deus de modo eminente. Foram transmitidas no livro do Êxodo e no do Deuteronômio. Desde o Antigo Testamento os livros sagrados se referem às “dez palavras”. Mas é em Jesus Cristo, na Nova Aliança, que será revelado seu sentido pleno.

2057 – O Decálogo deve ser entendido em primeiro lugar no contexto do êxodo, que é o grande acontecimento libertador de Deus no centro da Antiga Aliança. Formulados como preceitos negativos, como proibições, ou como mandamentos positivos (como: “Honra teu pai e tua mãe”), as “dez palavras” indicam as condições de uma vida liberta da escravidão do pecado. O Decálogo é um caminho de vida:

“Se amares teu Deus, se andares em seus caminhos, se observares seus mandamentos, suas leis e seus costumes, viverás e te multiplicarás” (Dt 30,16).

Esta força libertadora do Decálogo aparece, por exemplo, no mandamento sobre o descanso do Sábado, destinado igualmente aos estrangeiros e aos escravos:

“Lembrai-vos que fostes escravos numa terra estrangeira. O Senhor vosso Deus vos fez sair de lá com mão forte e braço estendido” (Dt 5,15).

2058 – As “dez palavras” resumem e proclamam a lei de Deus: “Tais foram as palavras que, em alta voz, o Senhor dirigiu a toda a vossa assembléia no monte, do meio do fogo, em meio a trevas, nuvens e escuridão. Sem nada acrescentar, escreveu-as sobre duas tábuas de pedra e as entregou a mim” (Dt 5,22). Eis  por que estas duas tábuas são chamadas “O Testemunho” (Ex 25,16). Pois contêm as cláusulas da aliança entre Deus e seu povo. Essas “tábuas do testemunho” (Ex 31,18; 32,15; 34,19) devem ser colocadas “na arca” (Ex 25,16; 40,1-2).

2059 – As “dez palavras” são pronunciadas por Deus no contexto de uma teofania (“Sobre a montanha, no meio do fogo, o senhor vos falou face a face”: Dt 5,4). Pertencem à revelação que Deus faz de si mesmo e da sua glória. O dom dos mandamentos é dom do próprio Deus e de sua santa vontade. Ao dar a conhecer as suas vontades, Deus se revela a seu povo.

2060 – O dom dos mandamentos e da Lei faz parte da Aliança selada por Deus com os seus. Segundo o livro do Êxodo, a revelação das “dez palavras” é dada entre a proposta da Aliança, e sua conclusão depois que o povo se comprometeu a “fazer” tudo o que o Senhor dissera, e a “obedecer” (Ex 24,7). O Decálogo sempre é transmitido depois de se lembrar a Aliança (“O Senhor nosso Deus concluiu conosco uma aliança no Horeb”: Dt 5,2).

2061 – Os mandamentos recebem seu pleno significado no contexto da Aliança. Segundo a Escritura, o agir moral do homem adquire todo o seu sentido na Aliança e por ela. A primeira das “dez palavras” lembra o amor primeiro de Deus por seu povo:

Tendo o homem, por castigo do pecado, decaído do paraíso da liberdade para a escravidão deste mundo, as primeiras palavras do Decálogo, voz primeira dos divinos mandamentos, aludem à liberdade: “Eu sou o Senhor teu Deus, que lhe fez sair da terra do Egito, da casa da escravidão” (Ex 20,2; Dt 5,6).

2062 – Os mandamentos propriamente ditos vêm em segundo lugar; exprimem as implicações da pertença a Deus, instituída pela Aliança. A existência moral é resposta à iniciativa amorosa do Senhor. É reconhecimento, submissão a Deus e culto de ação de graças. É cooperação com o plano que Deus persegue na história.

2063 – A Aliança é o diálogo entre Deus e o homem são ainda confirmados pelo fato de que todas as obrigações são enunciadas na primeira pessoa (“Eu sou o Senhor…”) e dirigidas a um outro sujeito (“tu…”). em todos os mandamentos de Deus, é um pronome pessoal singular que designa o destinatário. Deus dá a conhecer sua vontade a cada um em particular ao mesmo tempo que o faz ao povo inteiro:

O Senhor prescreveu o amor para com Deus e ensinou a justiça para com o próximo a fim de que o homem não fosse nem injusto nem indigno de Deus. Assim, pelo Decálogo, Deus preparou o homem para se tornar seu amigo e Ter um só coração para com o próximo… Da mesma maneira, as palavras do Decálogo, continuam válidas entre nós [cristãos]. Longe de serem abolidas, elas foram levadas à plenitude do próprio significado e desenvolvimento, pelo fato da vinda do Senhor na carne.

(Prof. Felipe Aquino)

OS DEZ MANDAMENTOS

Em Êxodo 20, 2-17
Em Deuteronômio 5, 6-21
Fórmula Catequética
Eu sou o Senhor teu Deus,
Que te tirei da terra do Egito,
dessa casa da escravidão.

Não terás outros deuses perante Mim.
Não farás de ti nenhuma imagem esculpida, nem figura que existe lá no alto do céu ou cá em baixo na terra ou nas águas debaixo da terra.
Não te prostrarás diante delas nem lhes prestarás culto porque eu, o Senhor teu Deus, sou um Deus cios: castigo a ofensa dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que Me ofendem; mas uso de misericórdia até à milésima geração com aqueles que Me amam e guardam os meus mandamentos.

Eu sou o Senhor teu Deus, que te fiz tirei da terra do Egito dessa da casa da escravidão.

Não terás outros deuses diante de Mim…

 

 

 

Primeiro: Adorar a Deus e amá-Lo sobre todas as coisas.
Não invocarás em vão o Nome do Senhor teu Deus,
porque o Senhor não deixa sem castigo
quem invocar o seu Nome em vão.
Não invocarás em vão o Nome do Senhor teu Deus… Segundo: Não invocar o santo nome de Deus em vão.
Lembrar-te do dia do Sábado para o santificar.
Durante seis dias trabalharás e farás todos os trabalhos.
Mas o sétimo dia é sábado do Senhor teu Deus.
Não farás nele nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho ou tua filha, nem o teu servo nem a tua serva,
nem o teu gado, nem o estrangeiro que vive em tua cidade.
Porque em seis dias o Senhor fez o céu e a terra,
o mar e tudo o que eles contêm: mas ao sétimo diz descansou.
Por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o consagrou.
Guarda o dia do sábado para o santificar Terceiro: Santificar os domingos e festas de guarda.
Honra pai mãe, a fim de prolongares os teus dias
na terra que o Senhor teu Deus te vai dar.
Honra teu pai e tua mãe… Quarto: Honrar pai e mãe (e os outros legítimos superiores).
Não matarás. Não matarás. Quinto: Não matar (nem causar outro dano, no corpo ou na alma, a si mesmo ou ao próximo).
Não cometerás adultério. Não cometerás adultério. Sexto: Guardar castidade nas palavras e nas obras.
Não roubarás. Não roubarás. Sétimo: Não furtar (nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo).
Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo. Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo. Oitavo: Não levantar falsos testemunhos (nem de qualquer outro modo faltar à verdade ou difamar o próximo).
Não cobiçarás a casa do teu próximo.   Nono: Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos.
Não desejarás a mulher do próximo, nem o seu servo nem a sua serva, o seu boi ou o seu jumento, nem nada que lhe pertença. Não desejarás a mulher do teu próximo;

Não cobiçarás … nada que pertença ao teu próximo.

Décimo: Não cobiçar as coisas alheias.

 

(Fonte)

Hoje guardamos os Dez Mandamentos assim:

01) Amar a Deus sobre todas as coisas.

02) Não tomar seu santo nome em vão.

03) Guardar domingos e festas de guarda.

04) Honrar pai e mãe.

05) Não matar.

06) Não pecar contra a castidade.

07) Não roubar.

08) Não levantar falso testemunho.

09) Não desejar a mulher do próximo.

10) Não cobiçar as coisas alheias.

Estes dez mandamentos resumem-se em dois que são:

 Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo.

Deus faz aliança com o Povo

DA ESCRAVIDÃO À LIBERDADE
Por volta de 1250 a.C., os hebreus estavam em plena escravidão no Egito (leiam Ex 5,6-9). Javé, o Deus de Abraão, ouviu o clamor desse povo e enviou Moisés para liderar a luta pela sua libertação (Ex 3,1-10).
Não foi fácil a saída. O Faraó não queria dar liberdade aos hebreus. Ao povo também custava muito acreditar em Moisés e enfrentar o Faraó (Ex 5,4-5; 6,10-12). Só depois de muita resistência os hebreus pegaram a estrada em busca da Terra Prometida.

ALIANÇA: CAMINHO DA LIBERTAÇÃO
Livres, os hebreus quiseram organizar sua nova vida. Esta não seria como no Egito, na opressão e desigualdade, mas sim de acordo com a vontade de Javé (Ex 19,1-8). Uma vontade muito exigente!
Deus quer vida e bem-estar para todos, não só para alguns privilegiados. A vontade de Deus é que o povo viva na justiça e na igualdade, sem violência e sem opressão.
O povo não queria mais viver sem a benção de Javé, o Deus libertador. Sabia que a vida sem Javé era pura escravidão! Antes de Javé chamar a liberdade, o povo hebreu vivia alienado. Com Javé assumia sua própria história. A Aliança nasceu da experiência de libertação.
“Estarei no meio de vocês e nunca mais os rejeitarei! Serei o Deus de vocês, e vocês serão o meu povo” (Lv 26,12)
Na Bíblia, Aliança é o acordo feito entre Javé e o povo hebreu. Deus se compromete a estar sempre no meio do povo. O povo se compromete a caminhar de acordo com a vontade de Deus.
Quando a Aliança é lembrada, Deus ganha o povo e o povo ganha a liberdade. Quando a aliança é esquecida, Deus perde o povo e o povo perde a liberdade. Mas nunca perde a Deus, pois Ele se dá gratuitamente e sempre.

LEI: CHAVE DA LIBERTAÇÃO
Freqüentemente vemos leis que ajudam a oprimir o povo. Quem cria as leis injustas são certos governantes e algumas pessoas da elite econômica, com o objetivo de defender seus privilégios pessoais. Elas não levam à libertação de ninguém.
A lei do povo de Deus não nasceu assim. Ela surgiu de um povo de escravos, de gente humilde que enfrentou os poderosos e confiou somente na força de Deus. Com a lei, o povo queria garantir os direitos de cada pessoa… até dos animaizinhos do campo (Dt 22,6-7)
A lei do povo de Deus tem como objetivo:
• defender a liberdade tão duramente conquistada;
• organizar a vida do povo na justiça e na igualdade;
• anunciar ao mundo todo, pelo testemunho de vida do povo, que Deus é Libertador;
• ensinar o povo a praticar o amor a Deus e ao próximo.

LEI: ESCOLA DA VIDA
Toda lei tem a função de ensinar, ou seja, é pedagógica. A lei de Deus ensina o povo a andar no caminho que leva à libertação.
Quando dizemos: “não mate” (Ex 20,13), não estamos apenas proibindo um ato. Estamos ensinando que uma pessoa não tem o direito de tirar o vida de outra. Também ensinamos que é preciso zelar pela vida do outro como da nossa e que a vida é preciosa aos olhos de Deus.
O apóstolo Paulo explicou o papel da lei na Carta aos Gálatas (3,23-24;4,1-7).
A lei é como a professora que ensina o aluno a ler. Enquanto o aluno aprende, a professora fica ao lado corrigindo os erros.
Em certo momento, o aluno já aprendeu tão bem que não precisa mais da professora. Deixa de ser aluno. A maior felicidade da professora é ver seus ex-alunos se virando sozinho e até ensinando a outros.
Por isso, vemos que muitos aspectos da lei do AT, já não servem para nós, hoje. Elas deram a lição, o povo aprendeu e não precisou mais delas.
Um exemplo é a lei do “olho por olho”: não cobrar de volta mais do que foi perdido (Dt 19,21). Os povos antigos cobravam sete por um (Gn 4,24)! Na época do AT, a lei do “olho por olho” serviu para impedir o povo de se auto-destruir pelas vinganças mútuas. Na época de Jesus, essa lei já estava superada (Mt 5,38-42).

OS MANDAMENTOS
A Bíblia diz que o próprio Deus proclamou as palavras da lei (Ex 20,1). Não era uma lei qualquer! Dela dependia a liberdade e a sobrevivência do povo!
A lei da Aliança é sagrada não só porque se refere à vida religiosa. As leis bíblicas se preocupam com o cotidiano do povo, com situações familiares, políticas e sociais. Elas objetivam melhorar a vida do povo e não estabelecer meras obrigações de devoção.
É sagrada toda lei que promove a verdadeira justiça, defende a vida e ensina o povo a caminhar com Deus.
Entre as várias leis do AT, há um pequeno grupo que se destaca. Para a Igreja, elas formam um resumo do ensinamento do AT e sinal da eterna Aliança entre Deus e a humanidade. São os mandamentos.
Na Bíblia, temos os mandamentos tais como o povo daquela época viveu e ensinou de geração em geração. Vejam em Ex 20,1-17 e Dt 5,1-21.
A assinatura do autor dos mandamentos, em vez de estar no fim, está no começo (Ex 20,2; Dt 5,6):
“Eu sou Javé, seu Deus que fiz você sair da terra do Egito, da casa da escravidão”.
Essa frase é a chave para ler, entender e praticar corretamente os mandamentos.

Os mandamentos não são:
• freios para conter a rebeldia do catequizando ou para causar medo às crianças;
• um dado arqueológico que serve apenas para explicar fatos do passado;
• uma régua para medir a santidade nossa ou dos outros.
Mandamentos são:
• estrada rumo à libertação e à vida em plenitude;
• proposta de vida pessoal e social;
• sinal da Aliança entre Deus e seu povo, que somos nós;
• instrumento pedagógico na educação da fé.

Os mandamentos visam a liberdade do ser humano para a glória de Deus. Não é possível falar dos mandamentos na catequese sem o princípio da interação fé-vida, que promove a participação, o diálogo e o amadurecimento do catequizando pela escuta da Palavra de Deus.

Fonte: Folheto Ecoando 5 – formação interativa com catequistas – Editora Paulus

A fórmula secreta de São João Bosco para ganhar na loteria

Quer saber como ganhar na loteria? São João Bosco revela os “números mágicos” que você deve jogar para sempre levar o prêmio.

Viveu, no século XIX, um homem muito famoso por seus milagres e profecias. Mesmo antes de morrer em odor de santidade, a fama de São João Bosco se espalhava por todos os lados. A uns, anunciava-lhes por quantos anos havia de viver; a outros, dizia-lhes a profissão que teriam no futuro; e, a muitos, adivinhava-lhes os pecados antes que os contassem no confessionário. Ao todo, Dom Bosco – como era chamado – realizou mais de oitocentos milagres.

Conta-se que um homem pobre, tendo ouvido falar das maravilhas que operava este humilde sacerdote, correu um dia à sua procura para perguntar-lhe algo muito importante: a fórmula para ganhar na loteria. O rapaz queria que o santo lhe dissesse que números deveria escolher na hora de comprar o bilhete.

São João Bosco pensou por um momento e logo lhe respondeu com plena segurança:

“Os ‘números mágicos’ para que você ganhe na loteria são estes: 10, 7 e 14. Jogue-os, em qualquer ordem, que você conseguirá.”

O homem se encheu de alegria e já ia sair correndo para comprar o bilhete, quando o santo, tomando-o pelo braço, disse-lhe sorridente: “Um momento, porque não lhe expliquei bem os números, nem lhe disse de que tipo de loteria eu estava falando. Veja, estes números significam o seguinte:

  • 10 quer dizer que você deve cumprir os Dez Mandamentos;
  • 7, que você deve receber com frequência os Sacramentos;
  • e 14, que você deve praticar as 14 obras de misericórdia, tanto as corporais como as espirituais.”

O santo concluiu: “Se você cumprir estas três coisas: observar os Mandamentos, receber bem os Sacramentos e praticar as obras de misericórdia, ganhará na melhor e mais extraordinária de todas as loterias, que é a glória eterna do Céu.”

O homem compreendeu e, ao invés de procurar a lotérica, foi ao asilo para oferecer uma esmola.

A esmola faz parte das 7 obras de misericórdia corporal, que são:

  1. Dar de comer a quem tem fome;
  2. Dar de beber a quem tem sede;
  3. Vestir os nus;
  4. Dar pousada aos peregrinos;
  5. Assistir aos enfermos;
  6. Visitar os presos;
  7. Enterrar os mortos.

Há ainda as obras de misericórdia espiritual, que são as seguintes:

  1. Dar bom conselho;
  2. Ensinar os ignorantes;
  3. Corrigir os que erram;
  4. Consolar os aflitos;
  5. Perdoar as injúrias;
  6. Sofrer com paciência as fraquezas do próximo;
  7. Rogar a Deus por vivos e defuntos.

Longe de ser uma invenção distante da realidade, a lista das obras de misericórdia constitui uma forma prática de viver o próprio mandamento do amor ao próximo, em atenção ao que Cristo ensinou e pediu que fizéssemos aos mais pequeninos dos nossos irmãos (cf. Mt 25, 40). Embora tenha sido negligenciada em alguns ambientes de catequese, essa relação continua sendo, junto com os Mandamentos e os Sacramentos, a escada segura para “ganhar na loteria” da vida eterna.

10, 7 e 14: invista todo o seu coração nestes números e você será verdadeiramente feliz aqui na terra e no Céu!

(Fonte)

A castidade e a amizade com Deus

Estou muito feliz que a minha TV está pegando a Canção Nova, no canal 44.  Ontem assisti a esta palestra do Padre Paulo Ricardo e aproveitei para compartilhar com vocês:

Padre Paulo RicardoVocê precisa viver sua castidade por causa de sua amizade com Deus, por causa do amor

Diante de Deus, por que eu, Pe. Paulo Ricado, estou aqui? Para que estou fazendo esta palestra? Para que todos digam – “Nossa, o Pe. Paulo Ricardo é ‘O cara’, é um gênio!”. Eu sei que não sou isso. Se eu fizer esta palestra por causa de mim, da minha vaidade, porque eu quero aparecer; eu posso fazer uma belíssima pregação, levar todos vocês para o céu, e estar cavando o meu caminho para o inferno.

Não é porque você está fazendo a coisa certa que você é uma pessoa virtuosa… Você pode fazer a coisa certa, mas pela RAZÃO errada. O que faz uma pessoa virtuosa é o coração da pessoa (‘por fora bela viola, por dentro pão bolorento’).

Então, falando sobre o tema da castidade, por que você quer ser casto? Por que você não quer se masturbar, por que você não quer fazer sexo com sua namorada? Por que você quer ter uma vida casta no matrimônio? Você pode estar vivendo uma vida pura, casta, mas se você não tiver uma razão verdadeira, tudo isso não passa de boas maneiras, de comportamento vazio, e isso não é virtude!

Para que seja virtude deve haver uma finalidade, é isso que diferencia o ser humano dos outros animais, pois estamos em busca de uma finalidade em nossa vida. Uma vaca no pasto não fica perguntando o que será dela amanhã. Ela não reflete, não pensa no futuro. Nunca vi um bezerro se perguntando o que vai ser quando crescer. Ele não tem uma tarefa, mas nós seres humanos temos! Temos que realizar algo. Isso é claro no ser humano, não importa a cultura, sem um porquê, uma finalidade, tudo o que fazemos é inútil.

Viver a castidade por amor

A virtude, portanto, precisa de interioridade, precisa de razão. Você precisa viver sua castidade por causa de sua amizade com Deus, por causa do amor, que é a maior de todas as virtudes. Todas as virtudes sem a caridade são deformadas, são vazias.

Imagine que você é de uma empresa de engenharia e tem de fazer um trabalho muito difícil: você tem que erguer um obelisco de 30m de altura e com 300 toneladas. Centenas de pessoas, de cavalos e cordas são necessários para levantar esse obelisco e, após esse tremendo esforço, após essa atitude quase que heroica, quando ele está em pé, chega o engenheiro e diz: “não, está errado, o centro não é aí”.

E você responde, “mas me custou muito, eu suei, foi um trabalho imenso, foi heroico o que fizemos”. Mas a conclusão é que vocês não foram heróis, vocês foram bestas. Por mais difícil que tenha sido, o obelisco está no lugar errado e precisará ser carregado novamente para o lugar correto. Foi um trabalho inútil. Veja, você não é herói. Seu esforço foi admirável, mas foi inútil.

A mesma coisa acontece quando você vive a castidade porque é vaidoso, porque se acha melhor que os outros. Você não é virtuoso. Se você a vive porque acha que o sexo é algo nojento, criado por satanás, você não é virtuoso. Não tem virtude no que você faz. Se você vive a castidade por qualquer outra razão, isso não é uma virtude. Se você não vive a castidade por amor a Deus, mas por amor até a sua namorada, ao seu esposo ou por qualquer coisa que seja, isso não é virtude. Isso não passa de boas maneiras.

Vocês precisam desentortar a vida de vocês. Pode ser que vocês façam muitas coisas corretas, mas se vocês não têm a caridade, de nada disso adianta. Isso é como o bronze que faz barulho no sino, mas o sino é vazio. Se eu desse todos os meus bens aos pobres, se não tivesse a caridade de nada adianta, diz São Paulo. Santo Inácio de Loyola, em seus escritos sobre os exercícios espirituais, vai nos dizer que o princípio e o fundamento da finalidade do homem, ou seja, o que é de mais importante em nossa existência é que “O homem veio a este mundo para louvar e servir a Deus e, com isso, alcançar o reino dos céus”. O que quer dizer que não existimos para nós mesmos, a finalidade da nossa vida é para Deus.

Ele ainda vai dizer que “todas as criaturas, todos os seres do universo existem para o homem”, olha que coisa bonita! A pessoa não é um meio, mas um fim. Tudo existe para ela. A pessoa, portanto, não pode ser usada. Eu posso usar o microfone, a estante, uma cadeira, até um animal, para o alimento, para proteção. Mas os seres humanos não são meios, não são instrumentos.

Santo Inácio diz, ainda, que o homem não é a finalidade em si mesmo, mas ele é a finalidade de todo o universo, tudo existe para o homem, essa é a finalidade das coisas. Mas o homem é diferente, a sua finalidade é para Deus.

Assim, você não vai usar as pessoas, você não vai usar sua namorada, sua esposa, filhos, você não vai usar as pessoas simplesmente porque elas não são coisas, mas elas servem a Deus. Quando você pega uma pessoa e começa a usá-la, você está tomando o lugar de Deus. Quando você quiser que sua namorada fique aos seus pés, você está querendo tomar o lugar de Deus. Como você deve, então, viver a sua castidade? Compreendendo que tudo o que existe deve ser para a gente amar e fazer com que alcancemos o reino dos céus.

Dessa forma, a virtude da caridade é uma espécie de amor diferente. A gente acha que a caridade é o amor que temos para com os pobres, mas não é isso. O amor de caridade, o amor cristão, o Ágape é um amor que temos que ter para com Deus. Você tem que ser amigo de Deus. Vou descrever como deve ser essa amizade e você vai ver como isso vai afetar os seus relacionamentos. Jesus, no Evangelho de São João, capítulo 15, vai dizer “já não vos chamo de servos, mas de amigos”.

O amor verdadeiro é você querer o bem da outra pessoa

Sabemos que somos amigos de alguém quando você quer o bem dessa pessoa, quando você usa de benevolência. Se você gosta de alguém por causa do prazer que a pessoa causa pra você, por causa de algo que ela lhe proporciona, isso não é benevolência, mas interesse. A primeira característica do amor verdadeiro é você querer o bem da outra pessoa. Eu tenho que querer a salvação dessa pessoa. Eu quero um dia estar com essa pessoa vendo a Deus no céu.

Certa vez, São Francisco de Assis foi a um albergue com um de seus frades. Muitos estavam na sala comum e uma prostituta veio até São Francisco e o convidou para o pecado. E, para surpresa do frade, São Francisco aceitou. Quando ela foi levá-lo para o quarto, São Francisco a encaminhou para o pátio, onde havia uma grande fogueira com pessoas se aquecendo. Ele tirou a roupa, ficou completamente nu e se jogou no fogo. De lá ele a convidou para a fogueira e falou: “vem, deite-se comigo”.

Houve um milagre ali, pois São Francisco não se queimou. Mas, com certeza, o coração daquela prostituta queimou ao entender que se deitar com outro homem, que não seu marido, era deitar-se no fogo do inferno. Você quer levar sua namorada para o inferno? Isso não é amor de benevolência, mas amor de concupiscência.

Precisamos querer fazer o bem para Deus. Não que Ele precise, pois Ele já é o tudo, mas precisamos fazer com que sua glória seja acrescentada aqui na terra. Eu, Padre Paulo Ricardo, estou aqui para te converter porque quero o seu bem, mas também porque eu quero que Deus seja conhecido, adorado.

Quando levamos alguém para Deus, nós damos um beijo nele, nós estamos agradando o Seu coração de Pai. Santa Terezinha não fazia as coisas porque queria ser santa, porque queria ir para o céu, mas porque ela queria agradar a Deus. Não há interesse ou troca, mas benevolência. Quando ela ia rezar, ela dizia – “eu vou lá para o meu pai me ver, porque o que agrada o coração do Pai, o que dá alegria ao coração do pai é ver sua filha”. Amizade com Deus quer dizer agradar o coração de Deus.

A amizade tem que ser recíproca

Outra característica da amizade é que ela tem que ser recíproca. Não tem como você ter uma amizade com uma pessoa sem que seja de forma recíproca, vai e volta. Deus me ama e eu amo a Deus. O amor me ama. Eu sou amado pelo Amor, o Amor me aprova, me ama e me quer bem.

Deus me ama, mas isso ainda não é a salvação. Eu preciso amar a Deus de volta. Preciso ter uma gratidão imensa pelo infinito amor que ele tem por mim. Se você não para um pouco para rezar, meditar, para ter uma profunda gratidão, isso não é amizade. Para se ter uma amizade é preciso que haja convívio.

Você pode até ter uma pessoa que você quer bem e que ela também quer o seu bem, porém só existe amizade quando vocês convivem, quando vocês partilham as coisas mais íntimas. Já está dando para entender o tipo de amor que você deve ter com Deus, mas também como isso ilumina tremendamente os seus relacionamentos?

Tem gente que acha difícil namorar à distância, porque o conceito de namoro hoje em dia é apalpar, é esfregação. Não é isso. O namoro é colocar os dois corações, as duas almas em sintonia. O que faz um casal existir não é um olhar para o outro, mas ambos olharem na mesma direção, como nos ensinou São João Paulo II.

Vamos olhar para o céu e vamos caminhar juntos, isso é ser casal, isso é namorar. É conversar com sua namorada e perguntar como vocês vão viver uma vida virtuosa para levar seus filhos para o céu. Isso é namorar. Namoro não é um parque de diversões. Não é para tirar prazer, porque prazer você tira de uma lata de doces, da montanha russa, vendo o leão do circo. Você tem que querer o bem da pessoa e isso é querer que ela vá para o céu.

Daí nós começamos a ver que, se tivermos uma profunda e verdadeira amizade com Deus, a castidade que eu vivo tem finalidade. Não adianta fazer um esforço enorme para carregar o obelisco e levá-lo para o lugar errado. Para quem se casa para ser feliz eu já digo: não vai dar certo. O seu coração é grande demais, nenhuma pessoa vai te fazer feliz.

Case-se com quem te levará para o céu

O que Deus quer é te fazer feliz no céu e que você tenha uma companheira com quem você vai fazer uma aliança de sangue, por quem você daria o seu sangue para ela seja santa. Se você vai se casar, case-se com essa pessoa porque ela vai ser sua companheira no caminho para o céu. Essa é a finalidade da castidade. Pergunte para uma pessoa que é casada há anos, às vezes o casamento se sustenta só por Deus.

Meu irmão, todo homem um dia vai ter que perdoar o corpo da sua mulher. O tempo passa e você vai envelhecer, minha filha. Você vai morrer. E se você quiser conquistar seu namorado com seu corpo, isso vai durar pouco tempo e só vai gerar insegurança. Esconda seu corpo e deixe ele ver a sua alma.

Se seu namorado for apaixonado pelas suas virtudes, ele não troca você por ninguém. Mesmo quando você tiver velha e despencada, ele não vai trocar você por nenhuma bonitona. Porque ele sabe que o corpo passa, mas o seu coração é um tesouro escondido, uma pedra preciosa. O mesmo com os homens, às vezes ele quer mostrar que é o cara. Ame sua namorada e mostre para ela as suas virtudes e leve-a para o céu.

A castidade é um bem precioso e só vale a pena por amor a Deus, porque Ele tem um céu muito bonito esperando por nós. Só vale você fazer esse sacrifício de esperar com seu corpo porque Jesus veio em corpo, se encarnou e se sacrificou por nós, se entregou por você, ele amou você. Esse amor é o mais perfeito, é infinito, e nenhum amor humano é capaz de chegar aos pés desse amor.

Deus quis transformar o amor do homem e da mulher em sacramento para que você se lembre do amor Dele o tempo todo. Quando você tiver unida ao seu esposo num ato conjugal, abertos à vida, no meio da ação sexual, faça uma oração no segredo do seu coração e diga: meu Deus, se é tão bonito estar unida a ele aqui na terra, como será bom estar unida a Vós no céu! Isso é o sacramento do matrimônio, uma seta para o céu, é algo visível que nos aponta para algo invisível.

É por isso que o amor a Deus é que dá a forma, o brilho, a finalidade da nossa castidade. Sem esse amor, a castidade não passa de boas maneiras. A castidade e a amizade com Deus. Se não houver amizade com Deus, você não será casto. Se você quer se casar, não é suficiente que tenha dois, mas 3 nessa relação: você, seu cônjuge e Jesus. Sem essa 3a pessoa, todo o esforço que você faz para viver a castidade, para ser puro, tudo é exterioridade.

O homem foi feito para louvar a Deus, agradar a Deus. As coisas que nos fazem nos aproximar de Deus, nos aproximemos delas. Aquelas que nos afastam, afastemo-nos delas. Nós, no céu, brilharemos na glória de Deus pelo amor que tivemos a Ele aqui na Terra. Ame sem limites, porque Ele nos amou sem limites! E que alegria que Ele nos ama assim!

(Fonte)