Junho: um mês muito abençoado!

“A graça e a paz vos sejam dadas em abundância.” (1Pd 1,2)

O mês de junho é dedicado ao Sagrado Coração de Jesus e ao grande sacramento da Eucaristia, centro da história de todos aqueles que por Ele entregam sua vida, nele aportam seu destino e esperança. É, portanto, também o mês de tantos santos muito conhecidos e amados do povo de Deus.

Como por exemplo: Santo Antônio, São João Batista, São Pedro e São Paulo.

Corpus Christi (expressão latina que significa Corpo de Cristo) é uma festa móvel da nossa querida, amada e santa Igreja Católica que celebra a presença real e substancial de Cristo na Santíssima Eucaristia.

É realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. É uma festa de ‘preceito’, isto é, para nós católicos é de comparecimento obrigatório participar da Missa neste dia.

Falando em Pentecostes, vejam como está bem explicado na Bíblia para Crianças da Canção Nova:

Catequistas: Somente com a força do Espírito Santo o envio missionário encontra sua razão de ser e a garantia da bênção do Senhor!

 

 

 

 

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Curso de Liturgia – última parte

Concluímos nossas postagens sobre Liturgia, com os Ritos Finais e um resumo escrito com uma linguagem mais catequética, para nossos pequenos ficarem atentos como devem se comportar na Santa Missa:

liturgia

RITOS FINAIS

A comunhão foi o momento culminante de todo o movimento da celebração: viemos para nos encontrar com o Senhor, para fazer memória de Jesus, para nos encontrar uns com os outros: a comunhão nos fez viver tudo isso.

Voltamos revigorados, refeitos, reanimados em nossa fé, em nossa disposição para a missão. A Eucaristia é fermento de transformação. Os que dela participam são enviados para renovar o mundo, apressando a vinda do Reino de Deus (cf Ap 21,1).

Os Avisos

Antes da assembléia se dispersar é informada sobre acontecimentos, iniciativas pastorais, encontros e outras realidades relacionadas à vida e à missão. Como informar a comunidade de sua vida e atividades é um desafio! Que fazer para que os avisos sejam breves, objetivos e claros, isto é, compreendidos por todos? É preciso evitar a confusão com números, datas e horários.

Homenagens

Este momento é também o mais indicado para breves homenagens que as comunidades gostam de fazer em dias especiais, como: dia das mães, dos pais, catequistas, cumprimento aos aniversariantes, etc.

A Bênção e Despedida

O ministro que presidiu a celebração estende as mãos sobre a comunidade reunida e invoca a bênção de Deus e despede a todos: “Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe!”

Enquanto todos saem, conversando, música de órgão ou violão podem prolongar, o ar festivo da reunião e celebração eucarística. De qualquer modo, haja, no fim da missa, uma verdadeira despedida humana e fraterna.

Canto Final ou de Despedida

Um canto final ou de despedida, se parecer oportuno, embora não esteja previsto no ritual da Eucaristia, pode manifestar, uma vez mais, a alegria e o compromisso de viver como “cristãos eucarísticos”. É um momento para se entoar um hino à Virgem Maria ou aos santos, nossos padroeiros.

RESUMO

 

Como me devo comportar quando vou à Igreja?

criancas com JesusIgreja : lugar de oração e de cura.

SILÊNCIO: Respeitem a casa de Deus.

Lá no altar está o sacrário. A luzinha é o sinal da presença de Jesus, o Deus vivo. Ao entrar na Igreja, vá primeiro falar com o dono da casa, com Deus. Depois é que vai rezar para os santos de sua devoção.

A Igreja não é lugar de conversas, fofocas, risadas etc. Faça isso fora da Igreja. Não atrapalhe, com sua conversa, as pessoas que estão em oração. Se for muito necessário, fale baixinho.

Porque ficamos em silêncio somente quando o padre está na Igreja? Hei! Isto é muito sério. E o respeito a Deus?

Desligue o celular ao entrar na Igreja. Não seja indelicado com Deus.

Genuflexão:

Ao entrar na Igreja dobramos o joelho direito até tocar o chão. Ao fazer a genuflexão não precisa fazer o sinal da cruz, somente incline a cabeça.

Sinal da cruz:

Ao fazer o sinal da cruz nós colocamos a nossa vida debaixo da proteção de Deus e passamos a agir com o poder do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Faça o sinal da cruz, corretamente. Há pessoas que nem fazem direito a cruz : fazem uma caricatura, como se estivessem espantando moscas. Fazem com vergonha de serem vistos.

Ao fazer o sinal da cruz, não se beija a ponta da mão.

No momento que você recebe a comunhão, lembre-se; Jesus está em você. Então não precisa fazer o sinal da cruz.

Não se faz o Sinal da Cruz junto com a oração Glória… Apenas incline a cabeça.

O mais importante na oração não é o que dizemos a Deus, mas o que Deus tem a nos falar. Por isso a importância de estar em silêncio para ouvir o que Deus tem para nos dizer. Vá a Igreja um pouco antes de começar a Missa, mas não para conversar com a pessoa do lado (atrapalhando outras que estão em oração), mas para se colocar em clima de oração.

Inicie suas orações agradecendo a Deus pela sua vida. Agradeça a Deus por seu amor por você, por nós. Não vá à Igreja para criticar as falhas humanas: o padre, o canto desafinado, o comportamento das pessoas etc. Faça seu encontro pessoal com a Graça de Deus para não sair de lá do jeitinho que entrou.

Proclamação da Palavra:

Peça para o Espírito Santo te ajudar a receber a Palavra. A proclamação do Evangelho não pode ser dividida com nada: barulho, distração, conversas, etc. É como se Jesus, em pessoa, se colocasse diante de nós para falar daquilo que mais nos interessa. Aos três pequenos sinais da cruz; na fronte, na boca, e sobre o coração, indicam que Cristo deve reinar em nossos pensamentos, em nossas palavras e em nossa vida.

Homilia:

Reze para que o padre se abra ao Espírito Santo e que suas palavras toquem o coração do povo. Não leve em conta a pessoa do padre, em si, com seus defeitos, mas o próprio Cristo.

Ofertório:

Colocamos na cesta a nossa oferta para conservação e manutenção da casa de Deus. Não é esmola. Deus não é mendigo: é o Senhor de nossa vida. Sinal de retribuição a tantos benefícios que dele recebemos.

Na Consagração:

O pão e o vinho são transformados no Santíssimo Corpo e no Santíssimo Sangue de Jesus. Aproveite este momento olhe para o Corpo de Cristo…, olhe para o cálice que contém o Sangue Precioso de Cristo…, enquanto o padre eleva-os. Incline a cabeça no momento em que o padre ajoelhar-se.

Se você não pode ajoelhar-se no momento da consagração, então, fique SENTADO. Ficando em pé, quem estiver atrás de você não verá este momento.

Saudação da paz:

Não é ocasião social, ocasião para percorrer toda a Igreja e conversar com os amigos. Trate igualmente a todos, sem desprezar ninguém; que a saudação da paz não seja mera formalidade, com a frieza da ponta da mão.

Comunhão:

Para comungar é preciso estar na graça de Deus (sem pecado grave) e em jejum (sem comer e sem beber pelo menos 01 (uma) hora antes da comunhão).

Imagine JESUS entregando-lhe Seu Próprio Corpo. Não veja o padre ou ministro, veja JESUS. Comungue na frente do padre ou do ministro.

Não pode sair com o Corpo de Jesus na mão e comungar andando. Valorize a Eucaristia. Lembre-se: na Hóstia está o Cristo inteiro e vivo, com seu corpo, sangue, alma e divindade.

Não tem sentido uma pessoa comungar por alguém. Ex: comungar pelo esposo falecido ou pelo filho que não vai à Igreja. É mais ou menos como alguém almoçar por outra pessoa. O certo é rezar pela outra pessoa. Depois da comunhão feche os olhos, concentre-se em Jesus. Visualize Jesus de pé no altar. Veja a luz que vem das mãos de Jesus para o seu coração.

Benção final:

Ao receber a benção final fique de joelhos. Não fique distraído. É a bênção de DEUS que está sendo dada para você. Aproveite este momento precioso.

Terminando a missa espere o padre sair, para depois você sair da Igreja.

Benção do Santíssimo: Se você não pode ajoelhar-se, fique SENTADO. Ficando em pé, as pessoas que estiverem atrás de você não poderão contemplar o Santíssimo. Elas não enxergarão.

Uma Santa e abençoada Missa para você!

(Resumo compartilhado por Padre Norbey)

Liturgia Eucarística – segunda parte

AS PROCISSÕES DA MISSA:
As procissões são expressões de fé de forte significado, elas constam basicamente do deslocamento do celebrante e de seus auxiliares, ou de toda a assembleia dos fiéis, de um local para outro. Significam o povo de Deus a caminho do Reino dos Céus. Apesar de um significado geral relativamente simples, existe um rico cerimonial por trás das procissões que vai desde a procissão de entrada até a procissão de saída.

1. Procissões de Entrada/Saída:
São as procissões mais simples e comuns da liturgia. É aconselhável ter procissão de entrada nas missas mais importantes, como domingos e dias de festa. Nela, o sacerdote caminha em direção ao altar para celebrar o santo sacrifício, assim como Jesus foi em direção à Jerusalém, para se entregar por nós. Na parte da frente vai sempre a cruz processional, rodeada pelas velas; as velas para essa procissão podem ser em mesmo número das velas que se encontram sobre ou junto do altar. Se se usa incenso, ele é levado à frente da cruz.

2. Procissão do Evangeliário:
Tal procissão constitui um rito ou ação por si mesmo, através do qual a assembleia dos fieis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto. É cantado por todos, de pé, primeiramente pelo grupo de cantores ou cantor, sendo repetido, se for o caso; o versículo, porém, é cantado pelo grupo de cantores ou cantor.

3. Ofertório:
Apesar de conhecida como ofertório, esta parte da Missa é apenas uma apresentação dos dons que serão ofertados junto com o Cristo durante a consagração. Em primeiro lugar prepara-se o altar ou a mesa do Senhor, que é o centro de toda liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal, o purificatório, o cálice e o missal, a não ser que se prepare na credência (IGMR 49). Neste momento, trazem-se os dons em forma de procissão. Lembrando que o pão e o vinho representam o que é o homem e o que ele faz, esta procissão deve revestir-se do sentimento de doação, ao invés de ser apenas uma entrega da água e do vinho ao sacerdote.

4. A comunhão:
Durante esse momento a assembleia dirige-se à mesa eucarística de forma sóbria e discreta, salientando a doação de Cristo por nós.

POSTURAS DA ASSEMBLEIA DURANTE A LITURGIA EUCARÍSTICA:

1. Pai Nosso: Esta oração deve ser rezada em grande exaltação, se for cantada, deve seguir exatamente as palavras ditas por Cristo, quando as ensinou aos discípulos. Após o Pai Nosso segue o seu embolismo, ou seja, a continuação do último pensamento da oração. Segue aqui uma observação: o único local em que não dizemos “amém” ao final do Pai Nosso é na Missa, dada à continuidade da oração expressa no embolismo.

2. Rito da paz: (Oração pela paz) Uma vez reconciliados em Cristo, pedimos que a paz se estenda a todas as pessoas, presentes ou não, para que possam viver em plenitude o mistério de Cristo. Pede-se também a Paz para a Igreja, para que, desse modo, possa continuar sua missão. Esta oração é rezada somente pelo sacerdote. O cumprimento da Paz É um gesto simbólico, uma saudação pascal. Por ser um gesto simbólico não há a necessidade em sair do local para cumprimentar a todos na Igreja.

3. Fração do pão: O sacerdote faz a fração do pão e coloca uma parte da hóstia no cálice, para significar a unidade do Corpo e do Sangue do Senhor na obra da salvação, ou seja, do Corpo vivente e glorioso de Cristo Jesus. O grupo dos cantores ou o cantor ordinariamente canta ou, ao menos, diz em voz alta, a súplica Cordeiro de Deus, à qual o povo responde. A invocação acompanha a fração do pão; por isso, pode-se repetir quantas vezes for necessário até o final do rito. A última vez conclui-se com as palavras dai-nos a paz.

4. Comunhão: A comunhão pode ser recebida nas mãos ou na boca, tendo o cuidado de, no primeiro caso, a mão que recebe a hóstia não ser a mesma que a leva a boca. Aqueles que por um motivo ou outro não comungam, por não se encontrarem devidamente preparados (estado de graça santificante) é importante que façam desse momento também um momento de encontro com o Cristo, no que chamamos de Comunhão Espiritual. Para o canto da comunhão pode-se tomar a antífona do Gradual romano, com ou sem o salmo, a antífona com o salmo do Gradual Simples ou outro canto adequado, aprovado pela Conferência dos Bispos. O canto é executado só pelo grupo dos cantores ou pelo grupo dos cantores ou cantor com o povo. Não havendo canto, a antífona proposta no Missal pode ser recitada pelos fieis, por alguns dentre eles ou pelo leitor, ou então pelo próprio sacerdote, depois de ter comungado, antes de distribuir a Comunhão aos fieis. Terminada a distribuição da Comunhão, ser for oportuno, o sacerdote e os fieis oram por algum tempo em silêncio. Se desejar, toda a assembleia pode entoar ainda um salmo ou outro canto de louvor ou hino.

 

OBJETOS LITÚRGICOS

Os objetos litúrgicos, também chamados de “alfaias”, são aqueles que servem ao culto divino e ao uso sagrado, razão pela qual não podem ser manuseados de modo displicente, muito menos de forma desrespeitosa. Os objetos usados no culto divino devem ser feitos de materiais nobres, ornados de tal forma que invoquem a riqueza dos mistérios que eles servem.

Clique no link abaixo para conhecer os objetos mais importantes:

Objetos Litúrgicos

 

Liturgia Eucarística

A Liturgia Eucarística é o centro e ápice de toda a celebração. É prece de ação de graças.
O sentido desta oração é que toda a assembleia se una com Cristo na proclamação das maravilhas de Deus na oblação do sacrifício.
Ela constitui uma grande ação de graças à Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo na história dos homens e de cada um de nós. A ação de graças nasce do próprio mistério da Santíssima Trindade.

A Liturgia Eucarística vai do ofertório até a elevação (por Cristo, com Cristo…). Vamos estudar cada parte:

1. Rito do Ofertório: (vai da procissão das ofertas até o lavabo)

a) Canto e procissão das oferendas: levamos ao altar o pão, o vinho e a água.

b) Oferecimento do pão e do vinho:
– O sacerdote oferece o pão para que se torne o corpo de Jesus Cristo.
– Arruma o cálice, colocando vinho e água (água representa a cada um de nós com o que somos, temos e fazemos: alegrias, sofrimentos, trabalhos…).
– Oferece o cálice com água e vinho, pedindo que sejam transformados no corpo e sangue de Cristo. Com isso pede-se que nós sejamos também transformados no corpo e sangue de Cristo. (nós somos o Corpo de Cristo…: cf 1 Cor 12,27).

c) Lavabo: o celebrante lava as mãos como um rito de purificação.

d) Orai, irmãos e irmãs… para que seja aceito o nosso sacrifício (nós somos parte deste sacrifício).

e) Prece sobre as oferendas.

2. Prefácio: (é como uma passagem para do Rito da Consagração)

– O celebrante convida a todos: “Orai, irmãos… corações ao alto… demos graças… O sacerdote convida o povo a elevar os corações ao Senhor na oração e ação de graças e o associa à prece que dirige a Deus Pai por Jesus Cristo em nome de toda a comunidade.

– No Santo, Santo a assembleia aclama a Deus. Assim se prepara o terreno para o Rito da Consagração.

3. Rito da consagração: (vai da oração após o Santo até a elevação.)
O Sacrifício de Cristo, realizado no Calvário, torna-se presente sobre o altar. Cristo na cruz oferece-se (conosco) ao Pai num ato de reparação, louvor e ação de graças por toda a humanidade. Este sacrifício trouxe a redenção do pecado do mundo. Não é mais o sacrifício de animais. Pelo sangue precioso de Jesus Cristo, Cordeiro sem defeito, sem mancha, fomos salvos de nossos pecados (1 Pd. 18,20).

a) Epíclese (invocação do Espírito Santo) Esta oração vem logo após o Santo, Santo.  Pede-se ao Pai que envie o Espírito Santo sobre o pão e o vinho (e também sobre a água), para que se tornem o Corpo e Sangue de Jesus Cristo, para que os que tomam parte na Eucaristia também se tornem o corpo de Cristo (“nós somos o Corpo Cristo!)

b) Consagração: No relato da Instituição, as forças das palavras e da ação de Cristo e o poder do Espírito Santo tornam sacramentalmente presentes sob as espécies do pão e do vinho (da água também), o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, seu sacrifício oferecido na cruz uma vez por todas.

c) Anamnese (memória): na anamnese que se segue, a Igreja faz memória da Paixão, morte, Ressurreição e volta gloriosa de Cristo Jesus. a Igreja apresenta ao Pai a oferenda de seu Filho (e nossa também) que nos reconcilia com Ele.

d) Intercessões: A Igreja celebra a Eucaristia em comunhão com toda a Igreja do Céu e da terra, dos vivos e dos falecidos, na comunhão com os Pastores da Igreja: Papa, Bispo da Diocese, presbíteros, diáconos e todos os fiéis.

e) Elevação: Na elevação oferecemos com o Corpo e Sangue de Jesus (também a nossa vida): “com Cristo, em Cristo e por Cristo na Unidade do Espírito Santo, para a Glória e Honra do Pai”.

4. Rito da Comunhão: (vai do Pai Nosso até a oração final.)
a) Pai Nosso: com o Pai Nosso começa a preparação para a Comunhão.
b) Livrai-nos: pedido para nos livrar de todos os males.
c) Oração da Paz: pedimos a paz de Cristo para todos.
d) Saudação da paz
e) Fração do pão
f) Cordeiro de Deus… Felizes os convidados…
g) Distribuição da Comunhão – Na comunhão, o sacerdote e fiéis recebem como grande presente do Pai, o Corpo e o Sangue de seu único Filho Jesus.
h) Momento ação de graças, momento de silêncio (sem ruído).
i) Canto de ação de graças.
j) Oração após a Comunhão

missa1

A Missa é realmente o grande tesouro da nossa Igreja.

A missa supera todas as outras devoções.

Ano Litúrgico

Dando continuidade ao nosso estudo sobre a Liturgia, aproveito para republicar uma postagem do meu outro blog Encontros de Catequese sobre o Ano Litúrgico:

Para que nós entendêssemos um pouco melhor o que é a Igreja, e o que significa pertencer a ela, Jesus fez uma comparação com a videira, a planta que dá as uvas:
Ele disse: “Eu sou a videira; vós os ramos. Quem permanecer em mim e Eu nele, esse dará muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15, 1-8)

Para vivermos na Igreja, temos que viver a Vida Nova que vem do Cristo. Temos que estar unidos a Ele. E a própria Igreja, como mãe dedicada, nos ajuda a viver com Jesus, e a participar da Vida em Cristo.

Para isso, no decorrer do ano, a Igreja celebra todos os mistérios da Redenção, desde a Encarnação de Jesus no seio da Virgem Maria, até Sua ascensão, Pentecostes, e ainda a expectativa da segunda vinda de Cristo, no juízo final.

A sequência das celebrações que recordam os mistérios da nossa Redenção, constituem o ANO LITÚRGICO, nos fazem viver os Mistérios da Vida de Jesus, e nos enchem da Graça da salvação.

O Ano Litúrgico começa no ADVENTO, que quer dizer vinda. É o tempo em que nos preparamos para celebrar o nascimento de Jesus, e vivemos a expectativa de Sua nova vinda.

Após o Advento, celebramos o TEMPO DO NATAL, a primeira vinda do Senhor, e que se estende até a festa do Batismo de Jesus.

Logo depois temos o TEMPO COMUM, onde vivemos, principalmente aos domingos, como no tempo de Jesus, ouvindo seus ensinamentos por palavras e atos, e aumentando nossa fé em que, Jesus é o Messias, o Filho de Deus.

Depois vem o TEMPO DA QUARESMA, onde através da história da nossa salvação, nos preparamos para celebrar a Paixão de Jesus.

Chega-se então, ao cume de todo o Ano Litúrgico, o TRÍDUO PASCAL:
Quita-feira Santa, Sexta-feira Santa, Sábado Santo.

Nestes dias, celebramos com mais amor, o mistério da nossa salvação. Por Jesus, abre-se para nós o Mistério do eterno Amor do Pai.

E então cheios de alegria, celebramos a PÁSCOA, a ressurreição de Jesus.
A Páscoa é a celebração central de toda a Liturgia.

O TEMPO PASCAL se encerra com a solenidade de PENTECOSTES, cinquenta dias após a Páscoa.

Começa então a segunda parte do TEMPO COMUM, até a festa de CRISTO REI DO UNIVERSO, onde se encerra o ANO LITÚRGICO.

Durante o Ano Litúrgico, a Igreja venera e festeja a Bem-Aventurada VIRGEM MARIA, Mãe de Jesus, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. E por isso indissoluvelmente ligada à nossa redenção.

CORES LITÚRGICAS

As diferentes cores das vestes litúrgicas visam manifestar externamente o caráter dos mistérios celebrados, e também a consciência de uma vida cristã que  progride com o desenrolar do ano litúrgico. No princípio havia uma certa preferência pelo branco. Não existiam ainda as chamadas “cores litúrgicas”. Estas cores foram fixadas em Roma no século XII. Em pouco tempo os cristãos do mundo inteiro aderiram a este costume.

Branco: Usado na Páscoa, no Natal, nas Festas do Senhor, nas Festas de Nossa Senhora e dos Santos, exceto dos mártires. Simboliza alegria, ressurreição, vitória, pureza e alegria.

Vermelho: Lembra o fogo do Espírito Santo. Por isso é a cor de Pentecostes. Lembra também o sangue. É a cor dos mártires e da sexta-feira da Paixão.

Verde: Se usa nos domingos do Tempo Comum e nos dias da semana. Está ligado ao crescimento, à esperança.

Roxo: Usado no Advento e na Quaresma. É símbolo da penitência e da serenidade. Também pode ser usado nas missas dos defuntos e na confissão.

Preto: É sinal de tristeza e luto. Hoje é pouco usado na liturgia.

Rosa: O rosa pode ser usado no 3º domingo do Advento (Gaudete) e 4º domingo da Quaresma (Laetare).

Celebrando: Rezemos juntos a seguinte oração:

“O que nos une:
Somos batizados em nome do mesmo Deus.
Partimos o mesmo pão.
Partilhamos a mesma esperança.
Respeitamos os mesmos mandamentos.
Acreditamos na mesma palavra.
Celebramos o mesmo Deus único.
Amém”
Atividades:
1) Loteria Litúrgica
Vamos relembrar o que vimos no encontro de hoje?
Marque a coluna (1) se a primeira alternativa for a correta, a coluna (2) se for a segunda alternativa e a coluna do meio (X) se as duas estiverem corretas.
loteria liturgica
2) Durante o Ano Litúrgico a Igreja venera e festeja a Bem Aventurada Virgem Maria

. E, algumas de suas festas são bem conhecidas. Correlacione, então, a seguir:

(A) Nossa Senhora de Fátima
(B) Nossa Senhora de Lourdes
(C) Nossa Senhora Aparecida
(D) Nossa Senhora das Graças
(E) Imaculada Conceição

( ) 8 de dezembro
( ) 12 de outubro
( ) 13 de maio
( ) 27 de novembro
( ) 11 de fevereiro
3) Trabalhando em grupo:
Jesus disse: “Eu sou a videira, vós os ramos”. Você já observou o que acontece com um galho que é cortado de uma árvore? Assim também acontece conosco, quando nos afastamos de Jesus.
Monte com o seu grupo um cartaz usando gravuras ou palavras que indiquem as seguintes atitudes:

ESTOU UNIDO A JESUS QUANDO…

NÃO ESTOU UNIDO A JESUS QUANDO…

4) Para refletir:
Desde que comecei a catequese, tudo o que tenho aprendido sobre Jesus, a Bíblia tem influenciado no meu modo de agir:
– diante da sociedade?
– diante das pessoas com quem convivo?
– diante de mim mesmo?

5) Alguns esquemas para demonstrar o ANO LITÚRGICO:

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Símbolos Litúrgicos

Hoje vamos falar sobre os Símbolos Litúrgicos.

Toda a liturgia tem um caráter simbólico, ou seja, nela prevalece a linguagem dos símbolos, uma forma de comunicação mais intuitiva e afetiva do que propriamente conceitual. É essa linguagem simbólica que permite que a assembleia entre mais facilmente em contato com o mistério da ação de Deus e da presença de Cristo.

Consideremos símbolos como tudo aquilo que ornamenta o altar e que tenha uma correspondência de significado, com a qual se entra em contato por meio do elemento significante. Em relação à celebração litúrgica, os símbolos possuem uma função representativa, ao tornar presente o significado e ao mesmo tempo participar dele.

Mesa eucarística ou altar – destinada à celebração eucarística, tem representação tripla. Tanto simboliza a mesa de casa, onde se faz a partilha do alimento; quanto um local de holocausto, onde se renova o sacrifício do cordeiro; e, também, o sepulcro, de onde Jesus ressuscita para a vida eterna.

altar

Mesa da Palavra ou ambão – destinada à leitura da Palavra de Deus, deve sempre estar situada à direita do altar. Tem a mesma importância e valor que a mesa eucarística.

ambão

O Pão e o Vinho – simbolizam a vida, o trabalho, a caridade, a alegria e o sofrimento de todos nós; lembram também o que aconteceu na Última Ceia, quando Jesus relacionou o Pão com o Corpo dado com sua morte salvadora e o Vinho com seu Sangue que é derramado.

pão e vinho

Água – simboliza a vida, a purificação; remete ao Batismo, quando se renasce para uma vida nova.

agua

Óleo – tem o sentido de proteção, para que o mal não consiga atingir a pessoa; o ungido é um protegido por Deus da ação do mal.

oleo

Círio Pascal – aceso na Vigília Pascal, como símbolo de Cristo, tem em sua superfície os cravos que simbolizam os pregos espetados na carne de Jesus na crucificação, além da data do ano e as letras alfa e Ômega, respectivamente, a primeira e a última letra do alfabeto grego, indicando que Jesus é o princípio e o fim de todas as coisas.

cirio

Lâmpada vermelha – junto ao sacrário, indica a presença de Jesus Sacramentado.

luz vermelha

Velas – sua chama é o símbolo da fé e do compromisso que se tem com Jesus, a “Luz do Mundo”. É um sinal de que a Missa só tem sentido para quem vive a fé.

vela

Cinzas – principalmente na celebração da Quarta-Feira de Cinzas, são um símbolo de penitência, de humildade e de reconhecimento da natureza mortal de todos nós. Elas estão intimamente ligadas ao Mistério Pascal, afinal são resultados da queima das palmas do Domingo de Ramos do ano anterior.

cinzas

IHS – Iesus Hominum Salvator, Jesus Salvador dos homens. Símbolo fartamente utilizado nos paramentos litúrgicos, em portas de sacrário e nas hóstias.

ihs

XP – são as duas primeiras letras da palavra Cristo em grego: ΧΡΙΣΤΌΣ. É um dos mais antigos símbolos do Cristianismo.

xp

Alfa e Ômega – respectivamente, a primeira e a última letra do alfabeto grego. Jesus é o “alfa e ômega”, princípio e fim de todas as coisas.

alfa e omega

INRI – São as iniciais das palavras latinas Iesus Nazarenus Rex Iudaerum, que querem dizer: Jesus Nazareno Rei dos Judeus, mandadas colocar por Pilatos na crucifixão de Jesus.

inri

 

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