JMJCracóvia2016

“Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia” (Mt 5,7)

Logo da Jornada Mundial da Juventude da Cracóvia:

LogoJMJ2016Cracovia

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O formato ao fundo representa a geografia da Polônia.

A cruz retrata Jesus Cristo, centro do encontro.

O círculo amarelo representa ao mesmo tempo a cidade de Cracóvia, sede da Jornada de 2016 e a juventude.

As cores vermelho e azul, representam os raios da Divina Misericórdia que saem da cruz. São as mesmas cores da imagem de Jesus Misericordioso, em Sua aparição à Santa Faustina Kowalska.

A JMJ Cracóvia 2016 será realizada de 26 e 31 de julho de 2016. A chegada do Papa Francisco está prevista para o dia 28. O tema da Jornada será: “Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia” (Mt 5,7)

A Jornada da Cracóvia poderá ser acompanhada pelas redes sociais:

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O site oficial é: http://www.krakow2016.com/it/

Oração da JMJ 2016

Deus, Pai misericordioso que revelastes o Vosso amor no Vosso Filho Jesus Cristo e o derramastes sobre nós no Espírito Santo Consolador, confiamos a Vós hoje o destino do mundo e de cada homem.

Pai Celestial, concedei que possamos dar testemunho de Vossa misericórdia. Ensina-nos a transmitir a fé aos que estão em dúvida, a esperança aos que estão desanimados, o amor aos que se sentem indiferentes, o perdão aos que erraram e a alegria aos que estão descontentes. Permiti que a centelha do Vosso amor misericordioso acesa em nós torne-se fogo que transforma corações e renova a face da terra.

Maria, Mãe de misericórdia, rogai por nós. São João Paulo II, rogai por nós.

A pequena cidade da Cracóvia é a cidade da juventude de São João Paulo II, criador da Jornada Mundial da Juventude. Após se tornar pontífice em 16 de outubro de 1978, retornou a sua pátria nove vezes nos anos: 1979, 1983, 1987, 1991, 1995, 1997, 1999 e a última vez foi em agosto de 2002. Durante cada visita encontrava os jovens poloneses da famosa Janela do Papa em Cracóvia, na rua Franciszkańska 3.

(Fonte)

Quem sou eu diante do meu Senhor?

Papa FranciscoO Papa Francisco deu início neste domingo aos ritos da Semana Santa, com a procissão de ramos, dia em que a Igreja recorda a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. E o fez entre ramos de oliveiras e palmas, trazidas por milhares de fiéis que vieram até a Praça São Pedro para participar da celebração eucarística. É o início da festa cristã que, ao longo de toda a semana e com diversos atos litúrgicos, celebrará a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.

Também neste domingo a Igreja celebra a Jornada Mundial da Juventude em nível diocesano. No encerramento da celebração a entrega por jovens brasileiros, dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude – a Cruz da redenção e o Ícone de Nossa Senhora – aos jovens poloneses. Recordamos que a próxima JMJ com a presença do Santo Padre será em Cracóvia, em 2016.

O Papa deixou de lado a sua homilia escrita e improvisou uma profunda reflexão recordando os personagens descritos na leitura do Evangelho deste domingo. O Papa pediu um exame de consciência a todos os fiéis, e com qual personagem nos identificamos.

Esta semana tem início com a procissão alegre com os ramos de oliveira – disse o Papa -: todo o povo acolhe Jesus. As crianças, os jovens cantam, louvam a Jesus. Mas esta semana vai avante no mistério da morte de Jesus e da sua ressurreição. Ouvimos as palavras da Paixão do Senhor. Então o Papa faz uma pergunta:

Quem sou eu diante do meu Senhor? Quem sou eu, diante de Jesus que entra em festa em Jerusalém? Eu sou capaz de expressar a minha alegria, de louvá-lo? Ou me distancio? Quem sou eu, diante de Jesus que sofre? Ouvimos muitos nomes: muitos nomes. O grupo de líderes, alguns sacerdotes, alguns fariseus, alguns mestres da lei que tinham decidido matá-lo. Eles estavam esperando a oportunidade para prendê-lo. 

E o Papa continua as suas perguntas:

Eu sou como um deles? Também ouvimos outro nome: Judas. 30 moedas. Eu sou como Judas? Ouvimos ainda outros nomes: os discípulos que não entendiam nada, que se adormentavam enquanto o Senhor sofria.

A minha vida está adormentada? Ou sou como os discípulos, que não entendiam o que significava trair Jesus? Como aquele discípulo que queria resolver tudo com a espada: eu sou como eles? 

Eu sou como Judas, que finge amar e beija o Mestre para entregá-lo, para traí-lo? Eu sou um traidor? Eu sou como os líderes que, com pressa, fazem o tribunal e procuram falsos testemunhos: Eu sou como eles? E quando eu faço essas coisas, se eu as faço, acredito que com isso salvo o povo?

Papa Francisco continua com as suas perguntas em meio a uma Praça silenciosa e reflexiva. 

Eu sou como Pilatos que, quando vejo que a situação está difícil, eu lavo as minhas mãos e não sei assumir a minha responsabilidade e deixo condenar – ou condeno eu – as pessoas? Eu sou como aquela multidão que não sabia bem se se encontravam em uma reunião religiosa, ou num processo ou em um circo, e escolhe Barrabás? Para eles é a mesma coisa: era mais divertido humilhar Jesus.

Eu sou como os soldados que batem no Senhor, cospem n’Ele, O insultam, se divertem com a humilhação do Senhor? Eu sou como o Cirineu, que voltava do trabalho, cansado, mas ele teve a boa vontade de ajudar o Senhor a carregar a cruz ? Eu sou como aqueles que passavam diante da Cruz de Jesus e zombavam d’Ele: “Mas … tão corajoso! Desça da cruz, e nós vamos acreditar n’Ele”. O insulto a Jesus … Eu sou como aquelas mulheres corajosas, e como a Mãe de Jesus, que estavam ali, sofrendo em silêncio? 

Eu sou como José, o discípulo escondido, que leva o corpo de Jesus com amor, para sepultá-lo? Eu sou como essas duas Marias que permanecem na porta do sepulcro, chorando, rezando? Eu sou como esses líderes que no dia seguinte foram a Pilatos para dizer: “Mas, olha ele dizia que iria ressuscitar; que não seja mais um engano”, e bloqueiam a vida, bloqueando o sepulcro para defender a doutrina, para que a vida não venha para fora? Onde está meu coração?

E o Papa conclui: “A qual dessas pessoas eu me assemelho? Que esta pergunta nos acompanhe durante toda a semana.”

(Fonte)

Otimismo Cristão

pos jornada

 

 

Encontrar em Cristo as respostas para as mais altas e comuns aspirações humanas e poder saciar a fome de verdade e de amor autêntico foi a tônica das palavras e dos gestos do Papa Francisco nos dias da JMJ Rio 2013 e agora no Pós-Jornada, é o momento especial para tornar realidade essas respostas divinas.

Ao exortar a todos os jovens e adultos, a todos os padres e bispos, na promoção da cultura do encontro e do diálogo com o outro, o Santo Padre abriu um horizonte inimaginável para as gerações que vivem nesse mundo da pós-modernidade.

A geração passada, a de nossos pais e avós, a geração atual, a dos adolescentes e jovens, a geração futura, a das crianças e bebês, têm diante de si um mundo em contínuas e rápidas transformações que lhes questiona de forma bem enigmática.

Esse questionamento misterioso pode ser respondido com certeza, como nos apontou o Papa no Rio de Janeiro, por uma só pessoa, Cristo Redentor. Não há enigmas na vida para quem cultiva dentro de si o encontro freqüente com esse Homem – “Eis o homem”, disse Pilatos diante de uma multidão –, que sem deixar de ser Deus, ficou entre os homens e as mulheres de todas as gerações para dar as respostas certas para as questões mais enigmáticas feitas pela inteligência e pelo coração humano.

Tudo o que foi na vida e tudo o que será ainda necessitam ser confrontados com Jesus Cristo, que é o mesmo ontem, hoje e sempre!

Não cultivar a fé em Cristo, não crer bastante n’Ele, é gerar no encontro com as pessoas e com as instituições uma dúvida cruel.

Vale a pena viver nesse mundo tão individualista, tão violento e tão corrupto? Vale a pena ser bom nesse mundo onde os “promotores do mal” levam vantagem e raramente são punidos? Vale a pena ainda evangelizar, anunciar a Boa Nova da Verdade, da Beleza e do Bem, para um mundo manipulado por meios visuais e impressos que invadem lares e consciências, levando confusão às mentes sobre o que realmente é valioso na vida?

Uma multidão entusiasmada próxima de 3,5 milhões de pessoas, que estava na Praia de Copacabana ouviu o Papa Francisco dizer: “Ide, sem medo, para servir. Seguindo estas três palavras, experimentarão que, quem evangeliza, é evangelizado, quem transmitir a alegria da fé, recebe mais alegria. Queridos jovens, quando retornarem para suas casas, não tenham medo de ser generosos com Cristo”.

Há 2.000 anos atrás diante dos olhos de Jesus havia multidões entusiasmadas pelo que Ele dizia e fazia, mas também Ele se encontrou com uma multidão que, manipulada pelas autoridades religiosas da época, só sabia gritar: Crucifica-O, crucifica-O!, pedindo a sua morte.

Mas a resposta de Jesus de Nazaré foi uma só, tanto para as pessoas entusiasmadas, quanto para as multidões manipuladas: “Quando Eu for levantado sobre a terra, atrairei todos a Mim”. Havia um grito de triunfo por trás dessas palavras, e Ele pronunciou frases que ainda ecoam no mundo que periodicamente questiona a nós, católicos: “Tudo está consumado!” e “Eu venci o mundo”.

Jesus vê – e nós com Ele – com otimismo a vida da humanidade e de cada geração que a constrói.

É preciso olhar para o mundo atual constituído por diversas gerações e enxergar com o otimismo da fé que nele não reina só o mal. Se o mal está presente e parece avançar, o bem também progride, e quem cultiva o encontro pessoal com Jesus Cristo é sempre um vitorioso, é sempre um cristão que sabe consumar o seu trabalho missionário. Ser otimista da fé é saber e faz saber que o Bem jamais será destruído, que o Caminho jamais será apagado, que a Vida jamais será arrasada da face da terra.

O período pós JMJ Rio 2013 tem esse forte vetor, pessoal e social: a vitória da Fé, a alegria da esperança, a força medicinal do Amor.

O otimismo, a alegria e a força da intimidade com Cristo Redentor devem levar pais e avós, adolescentes e jovens, crianças, a deixarem bem abertos seus olhos, e verem as realidades da sociedade tal como são, mas tê-los bem mais abertos e elevados para verem tanto bem feito e que ainda deve ser realizado pela Igreja Católica junto com outras igrejas, religiões e pessoas de boa vontade.

Devemos ser pessoas que renovando o mundo com os ensinamentos do Evangelho e do Papa Francisco, demonstram que o otimismo humano e cristão, de todos juntos, adultos, jovens e crianças, é necessário para enfrentar os desafios de cada época e dar a cada um deles respostas semelhantes às de Jesus Cristo, conscientes daquele seu compromisso assumido com seus discípulos-missionários: “Eu estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos”.

Com Cristo, por Cristo e em Cristo podemos ser os portadores da única chama capaz de iluminar um mundo em trevas que anseia ser um mundo iluminado pela fé, pela esperança e pela caridade que Cristo trouxe como a Boa Nova para todas gerações.

Dom Antonio Dias Duarte – Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

(Fonte)