JMJCracóvia2016

“Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia” (Mt 5,7)

Logo da Jornada Mundial da Juventude da Cracóvia:

LogoJMJ2016Cracovia

Explicação do logoExplicacaoLogoJMJ2016Cracovia

O formato ao fundo representa a geografia da Polônia.

A cruz retrata Jesus Cristo, centro do encontro.

O círculo amarelo representa ao mesmo tempo a cidade de Cracóvia, sede da Jornada de 2016 e a juventude.

As cores vermelho e azul, representam os raios da Divina Misericórdia que saem da cruz. São as mesmas cores da imagem de Jesus Misericordioso, em Sua aparição à Santa Faustina Kowalska.

A JMJ Cracóvia 2016 será realizada de 26 e 31 de julho de 2016. A chegada do Papa Francisco está prevista para o dia 28. O tema da Jornada será: “Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia” (Mt 5,7)

A Jornada da Cracóvia poderá ser acompanhada pelas redes sociais:

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O site oficial é: http://www.krakow2016.com/it/

Oração da JMJ 2016

Deus, Pai misericordioso que revelastes o Vosso amor no Vosso Filho Jesus Cristo e o derramastes sobre nós no Espírito Santo Consolador, confiamos a Vós hoje o destino do mundo e de cada homem.

Pai Celestial, concedei que possamos dar testemunho de Vossa misericórdia. Ensina-nos a transmitir a fé aos que estão em dúvida, a esperança aos que estão desanimados, o amor aos que se sentem indiferentes, o perdão aos que erraram e a alegria aos que estão descontentes. Permiti que a centelha do Vosso amor misericordioso acesa em nós torne-se fogo que transforma corações e renova a face da terra.

Maria, Mãe de misericórdia, rogai por nós. São João Paulo II, rogai por nós.

A pequena cidade da Cracóvia é a cidade da juventude de São João Paulo II, criador da Jornada Mundial da Juventude. Após se tornar pontífice em 16 de outubro de 1978, retornou a sua pátria nove vezes nos anos: 1979, 1983, 1987, 1991, 1995, 1997, 1999 e a última vez foi em agosto de 2002. Durante cada visita encontrava os jovens poloneses da famosa Janela do Papa em Cracóvia, na rua Franciszkańska 3.

(Fonte)

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Quem sou eu diante do meu Senhor?

Papa FranciscoO Papa Francisco deu início neste domingo aos ritos da Semana Santa, com a procissão de ramos, dia em que a Igreja recorda a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. E o fez entre ramos de oliveiras e palmas, trazidas por milhares de fiéis que vieram até a Praça São Pedro para participar da celebração eucarística. É o início da festa cristã que, ao longo de toda a semana e com diversos atos litúrgicos, celebrará a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.

Também neste domingo a Igreja celebra a Jornada Mundial da Juventude em nível diocesano. No encerramento da celebração a entrega por jovens brasileiros, dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude – a Cruz da redenção e o Ícone de Nossa Senhora – aos jovens poloneses. Recordamos que a próxima JMJ com a presença do Santo Padre será em Cracóvia, em 2016.

O Papa deixou de lado a sua homilia escrita e improvisou uma profunda reflexão recordando os personagens descritos na leitura do Evangelho deste domingo. O Papa pediu um exame de consciência a todos os fiéis, e com qual personagem nos identificamos.

Esta semana tem início com a procissão alegre com os ramos de oliveira – disse o Papa -: todo o povo acolhe Jesus. As crianças, os jovens cantam, louvam a Jesus. Mas esta semana vai avante no mistério da morte de Jesus e da sua ressurreição. Ouvimos as palavras da Paixão do Senhor. Então o Papa faz uma pergunta:

Quem sou eu diante do meu Senhor? Quem sou eu, diante de Jesus que entra em festa em Jerusalém? Eu sou capaz de expressar a minha alegria, de louvá-lo? Ou me distancio? Quem sou eu, diante de Jesus que sofre? Ouvimos muitos nomes: muitos nomes. O grupo de líderes, alguns sacerdotes, alguns fariseus, alguns mestres da lei que tinham decidido matá-lo. Eles estavam esperando a oportunidade para prendê-lo. 

E o Papa continua as suas perguntas:

Eu sou como um deles? Também ouvimos outro nome: Judas. 30 moedas. Eu sou como Judas? Ouvimos ainda outros nomes: os discípulos que não entendiam nada, que se adormentavam enquanto o Senhor sofria.

A minha vida está adormentada? Ou sou como os discípulos, que não entendiam o que significava trair Jesus? Como aquele discípulo que queria resolver tudo com a espada: eu sou como eles? 

Eu sou como Judas, que finge amar e beija o Mestre para entregá-lo, para traí-lo? Eu sou um traidor? Eu sou como os líderes que, com pressa, fazem o tribunal e procuram falsos testemunhos: Eu sou como eles? E quando eu faço essas coisas, se eu as faço, acredito que com isso salvo o povo?

Papa Francisco continua com as suas perguntas em meio a uma Praça silenciosa e reflexiva. 

Eu sou como Pilatos que, quando vejo que a situação está difícil, eu lavo as minhas mãos e não sei assumir a minha responsabilidade e deixo condenar – ou condeno eu – as pessoas? Eu sou como aquela multidão que não sabia bem se se encontravam em uma reunião religiosa, ou num processo ou em um circo, e escolhe Barrabás? Para eles é a mesma coisa: era mais divertido humilhar Jesus.

Eu sou como os soldados que batem no Senhor, cospem n’Ele, O insultam, se divertem com a humilhação do Senhor? Eu sou como o Cirineu, que voltava do trabalho, cansado, mas ele teve a boa vontade de ajudar o Senhor a carregar a cruz ? Eu sou como aqueles que passavam diante da Cruz de Jesus e zombavam d’Ele: “Mas … tão corajoso! Desça da cruz, e nós vamos acreditar n’Ele”. O insulto a Jesus … Eu sou como aquelas mulheres corajosas, e como a Mãe de Jesus, que estavam ali, sofrendo em silêncio? 

Eu sou como José, o discípulo escondido, que leva o corpo de Jesus com amor, para sepultá-lo? Eu sou como essas duas Marias que permanecem na porta do sepulcro, chorando, rezando? Eu sou como esses líderes que no dia seguinte foram a Pilatos para dizer: “Mas, olha ele dizia que iria ressuscitar; que não seja mais um engano”, e bloqueiam a vida, bloqueando o sepulcro para defender a doutrina, para que a vida não venha para fora? Onde está meu coração?

E o Papa conclui: “A qual dessas pessoas eu me assemelho? Que esta pergunta nos acompanhe durante toda a semana.”

(Fonte)

Otimismo Cristão

pos jornada

 

 

Encontrar em Cristo as respostas para as mais altas e comuns aspirações humanas e poder saciar a fome de verdade e de amor autêntico foi a tônica das palavras e dos gestos do Papa Francisco nos dias da JMJ Rio 2013 e agora no Pós-Jornada, é o momento especial para tornar realidade essas respostas divinas.

Ao exortar a todos os jovens e adultos, a todos os padres e bispos, na promoção da cultura do encontro e do diálogo com o outro, o Santo Padre abriu um horizonte inimaginável para as gerações que vivem nesse mundo da pós-modernidade.

A geração passada, a de nossos pais e avós, a geração atual, a dos adolescentes e jovens, a geração futura, a das crianças e bebês, têm diante de si um mundo em contínuas e rápidas transformações que lhes questiona de forma bem enigmática.

Esse questionamento misterioso pode ser respondido com certeza, como nos apontou o Papa no Rio de Janeiro, por uma só pessoa, Cristo Redentor. Não há enigmas na vida para quem cultiva dentro de si o encontro freqüente com esse Homem – “Eis o homem”, disse Pilatos diante de uma multidão –, que sem deixar de ser Deus, ficou entre os homens e as mulheres de todas as gerações para dar as respostas certas para as questões mais enigmáticas feitas pela inteligência e pelo coração humano.

Tudo o que foi na vida e tudo o que será ainda necessitam ser confrontados com Jesus Cristo, que é o mesmo ontem, hoje e sempre!

Não cultivar a fé em Cristo, não crer bastante n’Ele, é gerar no encontro com as pessoas e com as instituições uma dúvida cruel.

Vale a pena viver nesse mundo tão individualista, tão violento e tão corrupto? Vale a pena ser bom nesse mundo onde os “promotores do mal” levam vantagem e raramente são punidos? Vale a pena ainda evangelizar, anunciar a Boa Nova da Verdade, da Beleza e do Bem, para um mundo manipulado por meios visuais e impressos que invadem lares e consciências, levando confusão às mentes sobre o que realmente é valioso na vida?

Uma multidão entusiasmada próxima de 3,5 milhões de pessoas, que estava na Praia de Copacabana ouviu o Papa Francisco dizer: “Ide, sem medo, para servir. Seguindo estas três palavras, experimentarão que, quem evangeliza, é evangelizado, quem transmitir a alegria da fé, recebe mais alegria. Queridos jovens, quando retornarem para suas casas, não tenham medo de ser generosos com Cristo”.

Há 2.000 anos atrás diante dos olhos de Jesus havia multidões entusiasmadas pelo que Ele dizia e fazia, mas também Ele se encontrou com uma multidão que, manipulada pelas autoridades religiosas da época, só sabia gritar: Crucifica-O, crucifica-O!, pedindo a sua morte.

Mas a resposta de Jesus de Nazaré foi uma só, tanto para as pessoas entusiasmadas, quanto para as multidões manipuladas: “Quando Eu for levantado sobre a terra, atrairei todos a Mim”. Havia um grito de triunfo por trás dessas palavras, e Ele pronunciou frases que ainda ecoam no mundo que periodicamente questiona a nós, católicos: “Tudo está consumado!” e “Eu venci o mundo”.

Jesus vê – e nós com Ele – com otimismo a vida da humanidade e de cada geração que a constrói.

É preciso olhar para o mundo atual constituído por diversas gerações e enxergar com o otimismo da fé que nele não reina só o mal. Se o mal está presente e parece avançar, o bem também progride, e quem cultiva o encontro pessoal com Jesus Cristo é sempre um vitorioso, é sempre um cristão que sabe consumar o seu trabalho missionário. Ser otimista da fé é saber e faz saber que o Bem jamais será destruído, que o Caminho jamais será apagado, que a Vida jamais será arrasada da face da terra.

O período pós JMJ Rio 2013 tem esse forte vetor, pessoal e social: a vitória da Fé, a alegria da esperança, a força medicinal do Amor.

O otimismo, a alegria e a força da intimidade com Cristo Redentor devem levar pais e avós, adolescentes e jovens, crianças, a deixarem bem abertos seus olhos, e verem as realidades da sociedade tal como são, mas tê-los bem mais abertos e elevados para verem tanto bem feito e que ainda deve ser realizado pela Igreja Católica junto com outras igrejas, religiões e pessoas de boa vontade.

Devemos ser pessoas que renovando o mundo com os ensinamentos do Evangelho e do Papa Francisco, demonstram que o otimismo humano e cristão, de todos juntos, adultos, jovens e crianças, é necessário para enfrentar os desafios de cada época e dar a cada um deles respostas semelhantes às de Jesus Cristo, conscientes daquele seu compromisso assumido com seus discípulos-missionários: “Eu estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos”.

Com Cristo, por Cristo e em Cristo podemos ser os portadores da única chama capaz de iluminar um mundo em trevas que anseia ser um mundo iluminado pela fé, pela esperança e pela caridade que Cristo trouxe como a Boa Nova para todas gerações.

Dom Antonio Dias Duarte – Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

(Fonte)

Seja um Amigo da Rádio Catedral

Aqui no Rio de Janeiro temos uma rádio católica muito boa, a Rádio Catedral FM, 106,7 (http://www.radiocatedral.com.br).

Eu já acordo tomando meu café da manhã espiritual com o programa “Bom dia Catedral”, às 6h. Outros programas que eu não perco são o “Experiência de Deus”, com o padre Reginaldo Manzotti, Às 10h, “Som da Esperança”, às 13h, o “Terço da Misericórdia”, às 15h e “O que os olhos não vêem”, com Frei Anselmo, às 21h. Também já passei muitas madrugadas em claro e a “Vigília da Madrugada” foi uma excelente companhia.

Então, gostaria de convidar a todos que passam por aqui para conhecerem a rádio (pode ser ouvida pela internet) e dizer que ela precisa da ajuda de todos nós, se você puder seja um Amigo da Rádio! Sua contribuição, por menor que seja pode ajudar muito na evangelização de pessoas doentes, encarceradas, solitárias… sem contar com a base religiosa que dá a nós que trabalhamos em alguma pastoral na Igreja Católica.

Durante a JMJ o Papa Francisco visitou os estúdios da Rádio e falou ao vivo, veja abaixo a carta que o Padre Kepler nos mandou contando como foi este momento único:

papa-francisco-estudio

Rio de Janeiro, 2 de  setembro de 2013.
Estimado(a) Amigo(a)
Tivemos a visita apostólica do Papa Francisco ao Rio de Janeiro por ocasião da 28ª Jornada Mundial da Juventude, e  o prazer de recebê-lo em nossos estúdios, no sábado, 27 de julho, onde falou para os nossos ouvintes.
O Papa disse: “Bom dia, boa tarde  a todos que estão ouvindo. Agradeço a atenção, e agradeço aqui aos integrantes da rádio pela amabilidade por me darem o microfone. Agradeço e estou olhando para o rádio, e vejo que, hoje em dia, os meios de comunicação são muito importantes.
Eu diria que, uma rádio católica, hoje em dia, é o púlpito mas próximo que temos de onde podemos anunciar os valores humanos, os valores religiosos e, sobretudo, anunciar a Jesus Cristo, ao Senhor. Dar ao Senhor essa graça de colocá-lo em nossas coisas.
Assim, saúdo a todos e agradeço todo o esforço que faz esta arquidiocese para ter e manter uma rádio que tem uma rede tão grande. A todos que estão me escutando, peço que rezem por mim, que rezem por esta rádio, que rezem pelo bispo, que rezem pela arquidiocese, que todos possamos nos unir na oração e que todos trabalhemos por uma cultura mais humanista, mais repleta de valores, e que não deixemos ninguém de fora.
Que todos trabalhemos por esta palavra que hoje em dia não é bem aceita: solidariedade. É uma palavra que procuram deixar de lado, sempre, porque incomoda. Todavia, é uma palavra que reflete os valores humanos e cristãos que hoje nos pedem para ir contra; da cultura do descartável, de que tudo é descartável.
Ao responder sobre a importância da família, Papa Francisco reiterou o seu caráter indissolúvel .
“Não somente diria que a família é importante para a evangelização do novo mundo. A família é importante, é necessária para a sobrevivência da humanidade. Se não existe a família, a sobrevivência cultural da humanidade corre perigo. É a base, nos apeteça ou não: a família”.
Amigo(a)  é  com muita alegria que recebemos esta mensagem; e com certeza a bênção é para você Amigo.
Amigo(a)  obrigado por colaborar mensalmente com esta obra de evangelização!
Você também é responsável pela eficiência da Rádio Catedral, como veículo de comunicação de nossa Igreja no Rio.
Graça e paz.

Pe. Klepler Magalhães

Mas,  o que é ser Amigo da Rádio?

Ser Amigo da Rádio é ser evangelizador
Ser Amigo da Rádio é reconhecer que temos uma dívida de amor para com Deus, que nunca se deixa vencer em generosidade (Malaquias – 3,10): “Pagai Integralmente os dízimos ao tesouro do Templo, para que haja alimento em minha casa. Fazei à experiência – diz o Senhor dos Exércitos – e vereis se não vos abro os reservatórios do céu e se não derramo a minha benção sobre vós muito além do necessário”.
Ser Amigo da Rádio é também ser um evangelizador. É contribuir para que outras pessoas tenham acesso às graças que você tem recebido por ouvir a Rádio Catedral.
Só doa quem ama; quem não quer guardar só para si as bênçãos de Deus.
Seja um fiel Amigo da Rádio Catedral e divulgue a nossa emissora entre os seus amigos, colegas, familiares, conhecidos.
Ligue para o setor Amigos da Rádio (21 3231-3560) e torne-se um Novo Amigo. Vamos fazer crescer a Família Catedral!

Frases marcantes do Papa Francisco na JMJ Rio2013

palavras do papa

“A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo e, por isso, nos impõe grandes desafios”

“Aprendi que para ter acesso ao Povo Brasileiro, é preciso ingressar pelo portal do seu imenso coração; por isso permitam-me que nesta hora eu possa bater delicadamente a esta porta”

“Peço licença para entrar e transcorrer esta semana com vocês. Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo!”

“Encorajemos a generosidade que caracteriza os jovens, acompanhando-lhes no processo de se tornarem protagonistas da construção de um mundo melhor: eles são um motor potente para a Igreja e para a sociedade. Eles não precisam só de coisas, precisam sobretudo que lhes sejam propostos aqueles valores imateriais que são o coração espiritual de um povo, a memória de um povo”

“Quem é homem e mulher de esperança – a grande esperança que a fé nos dá – sabe que, mesmo em meio às dificuldades, Deus atua e nos surpreende. A história deste Santuário serve de exemplo: três pescadores, depois de um dia sem conseguir apanhar peixes, nas águas do Rio Paraíba, encontram algo inesperado: uma imagem de Nossa Senhora da Conceição”

“A Igreja, quando busca Cristo, bate sempre à casa da Mãe e pede: Mostrai-nos Jesus. É de Maria que se aprende o verdadeiro discipulado. E, por isso, a Igreja sai em missão sempre na esteira de Maria”

“A chaga do tráfico de drogas, que favorece a violência e que semeia a dor e a morte, exige da inteira sociedade um ato de coragem. Não é deixando livre o uso das drogas, como se discute em várias partes da América Latina, que se conseguirá reduzir a difusão e a influência da dependência química. É necessário enfrentar os problemas que estão na raiz do uso das drogas, promovendo uma maior justiça, educando os jovens para os valores que constroem a vida comum, acompanhando quem está em dificuldade e dando esperança no futuro.”

“Abraçar. Abraçar. Precisamos todos de aprender a abraçar quem passa necessidade, como São Francisco. Há tantas situações no Brasil e no mundo que reclamam atenção, cuidado, amor, como a luta contra a dependência química.”

“São tantos os mercadores de morte que seguem a lógica do poder e do dinheiro a todo o custo! A chaga do tráfico de drogas, que favorece a violência e que semeia a dor e a morte, exige da inteira sociedade um ato de coragem.”

“Vocês, queridos jovens, possuem uma sensibilidade especial frente às injustiças, mas muitas vezes se desiludem com notícias que falam de corrupção, com pessoas que, em vez de buscar o bem comum, procuram o seu próprio benefício. Também para vocês e para todas as pessoas repito: nunca desanimem, não percam a confiança, não deixem que se apague a esperança. A realidade pode mudar, o homem pode mudar. Procurem ser vocês os primeiros a praticar o bem, a não se acostumarem ao mal, mas a vencê-lo”

“Sei bem que quando alguém que precisa comer bate na sua porta, vocês sempre dão um jeito de compartilhar a comida: como diz o ditado, sempre se pode “colocar mais água no feijão”!”

“Queria lançar um apelo a todos os que possuem mais recursos, às autoridades públicas e a todas as pessoas de boa vontade comprometidas com a justiça social: Não se cansem de trabalhar por um mundo mais justo e mais solidário! Ninguém pode permanecer insensível às desigualdades que ainda existem no mundo!”

“Vocês vêm de todos os continentes! Normalmente vocês estão distantes não somente do ponto de vista geográfico, mas também do ponto de vista existencial, cultural, social, humano. Mas hoje vocês estão aqui, ou melhor, hoje estamos aqui, juntos, unidos para partilhar a fé e a alegria do encontro com Cristo, de ser seus discípulos”

“Do Corcovado, o Cristo Redentor nos abraça e abençoa. Olhando para este mar, para a praia e todos vocês, me vem ao pensamento o momento em que Jesus chamou os primeiros discípulos a segui-lo nas margens do lago de Tiberíades”

“Hoje Jesus ainda pergunta: Você quer ser meu discípulo? Você quer ser meu amigo? Você quer ser testemunha do meu Evangelho? No coração do Ano da Fé, estas perguntas nos convidam a renovar nosso compromisso de cristãos. Suas famílias e comunidades locais transmitiram a vocês o grande dom da fé; Cristo cresceu em vocês”

“Sentimo-nos tentados a colocar a nós mesmos no centro, a crer que somos somente nós que construímos a nossa vida, ou que ela se encha de felicidade com o possuir, com o dinheiro, com o poder. Mas não é assim! É verdade, o ter, o dinheiro, o poder podem gerar um momento de embriaguez, a ilusão de ser feliz, mas no fim das contas, são eles que nos possuem”

“Bote fé!’ O que significa? Quando se prepara um bom prato e vê que falta o sal, você então ‘bota’ o sal; falta o azeite, então ‘bota’ o azeite… ‘Botar’, ou seja, colocar, derramar. É assim também na nossa vida, queridos jovens”

“Não tenham medo de pedir perdão a Deus. Ele nunca se cansa de nos perdoar, como um pai que nos ama. Deus é pura misericórdia! Bote Cristo: Ele lhe espera no encontro com a sua Carne na Eucaristia, Sacramento da sua presença, do seu sacrifício de amor, e na humanidade de tantos jovens que vão lhe enriquecer com a sua amizade”

“Como os avós são importantes na vida da família, para comunicar o patrimônio de humanidade e de fé que é essencial para qualquer sociedade! E como é importante o encontro e o diálogo entre as gerações, principalmente dentro da família”

“Desejaria que a minha passagem por esta cidade do Rio renovasse em todos o amor a Cristo e à Igreja, a alegria de estar unidos a Ele e de pertencer a Igreja e o compromisso de viver e testemunhar a fé”

“Uma belíssima expressão da fé do povo é a ‘Hora da Ave Maria’ […] Lembra-nos de um acontecimento luminoso que transformou a história: a Encarnação, o Filho de Deus se fez homem em Jesus de Nazaré”

“Sentimo-nos tentados a colocar a nós mesmos no centro, a crer que somos somente nós que construímos a nossa vida, ou que ela se encha de felicidade com o possuir, com o dinheiro, com o poder. Mas não é assim! É verdade, o ter, o dinheiro, o poder podem gerar um momento de embriaguez, a ilusão de ser feliz, mas no fim das contas, são eles que nos possuem”

“Bote fé e a vida terá um sabor novo, terá uma bússola que indica a direção; bote esperança e todos os seus serão iluminados e o seu horizonte já não será escuro, mas luminoso; bote amor e a sua existência será como uma casa construída sobre a rocha, o seu caminho será alegre, porque encontrará muitos amigos que caminham com você”

“Não tenham medo de pedir perdão a Deus. Ele nunca se cansa de nos perdoar, como um pai que nos ama. Deus é pura misericórdia! ”

“Na cruz de cristo está o sofrimento, o pecado do homem, o nosso também, e Ele acolhe tudo com seus braços abertos, carrega nas suas costas as nossas cruzes e nos diz: Coragem! Você não está sozinho a levá-la! Eu a levo com você. Eu venci a morte e vim para lhe dar esperança, dar-lhe vida”

“Só em cristo morto e ressuscitado encontramos salvação e redenção. Com Ele, o mal, o sofrimento e a morte não têm a última palavra, porque Ele nos dá a esperança e a vida: transformou a cruz, de instrumento de ódio, de derrota, de morte, em sinal de amor, de vitória e de vida”

“Queridos jovens, levamos as nossas alegrias, os nossos sofrimentos, os nossos fracassos para a cruz de Cristo; encontraremos um coração aberto que nos compreende, perdoa, ama e pede para levar este mesmo amor para a nossa vida, para amar cada irmão e irmã com este mesmo amor”

“O futuro exige de nós uma visão humanista da economia e uma política que realize cada vez mais e melhor a participação das pessoas, evitando elitismos e erradicando a pobreza. Que ninguém fique privado do necessário, e que a todos sejam asseguradas dignidade, fraternidade e solidariedade: esta é a via a seguir”

“Entre a indiferença egoísta e o protesto violento, há uma opção sempre possível: o diálogo. O diálogo entre as gerações, o diálogo com o povo, a capacidade de dar e receber, permanecendo abertos à verdade”

“Será fundamental a contribuição das grandes tradições religiosas, que desempenham um papel fecundo de fermento da vida social e de animação da democracia. Favorável à pacífica convivência entre religiões diversas é a laicidade do Estado que, sem assumir como própria qualquer posição confessional, respeita e valoriza a presença do fator religioso na sociedade, favorecendo as suas expressões concretas”

“É nas favelas, nos cantegriles, nas villas miseria, que nós devemos ir procurar e servir a Cristo. Devemos ir até eles como o sacerdote se aproxima do altar, cheio de alegria. Jesus, Bom Pastor, é o nosso verdadeiro tesouro; procuremos fixar sempre mais n’Ele o nosso coração’”

“Jesus fez assim com os seus discípulos: não os manteve colados a si, como uma galinha com os seus pintinhos; Ele os enviou! Não podemos ficar encerrados na paróquia, nas nossas comunidades, quando há tanta gente esperando o Evangelho! Não se trata simplesmente de abrir a porta para acolher, mas de sair pela porta fora para procurar e encontrar”

“Ajudemos os jovens a perceberem que ser discípulo missionário é uma consequência de ser batizado, é parte essencial do ser cristão, e que o primeiro lugar onde evangelizar é a própria casa, o ambiente de estudo ou de trabalho, a família e os amigos. Não poupemos forças na formação da juventude!”

“Pois bem, o que faz um jogador quando é convocado para jogar em um time? Deve treinar, e muito! Também é assim na nossa vida de discípulos do Senhor. São Paulo nos diz: ‘Todo atleta se privam de tudo. Eles assim procedem, para conseguirem uma coroa corruptível. Quanto a nós, buscamos uma coroa incorruptível!’. Jesus nos oferece algo muito superior que a Copa do Mundo! Algo maior que a Copa do Mundo!”

“Vocês têm o futuro nas mãos. Por vocês, é que o futuro chegará. Peço que vocês também sejam protagonistas, superando a apatia e oferecendo uma resposta cristã às questões políticas que se colocam em diversas questões do mundo. Envolvam-se num mundo melhor. Não sejam covardes, metam-se, saiam para a vida. Jesus não ficou preso dentro de um casulo. Saiam às ruas como fez Jesus”

“Vocês são os atletas de Cristo! Vocês são os construtores de uma Igreja mais bela e de um mundo melhor. Elevemos o olhar para Nossa Senhora. Ela nos ajuda a seguir Jesus, nos dá o exemplo com o seu ‘sim’ a Deus”

“A experiência deste encontro não pode ficar trancafiada na vida de vocês ou no pequeno grupo da paróquia, do movimento, da comunidade de vocês. Seria como cortar o oxigênio a uma chama que arde. A fé é uma chama que se faz tanto mais viva quanto mais é partilhada, transmitida, para que todos possam conhecer, amar e professar que Jesus Cristo é o Senhor da vida e da história”

“É para todas as pessoas. Não tenham medo de ir e levar Cristo para todos os ambientes, até as periferias existenciais, incluindo quem parece mais distante, mais indiferente. O Senhor procura a todos, quer que todos sintam o calor da sua misericórdia e do seu amor.”

“Levar o Evangelho é levar a força de Deus, para extirpar e destruir o mal e a violência; para devastar e derrubar as barreiras do egoísmo, da intolerância e do ódio; para construir um mundo novo. Jesus Cristo conta com vocês! A Igreja conta com vocês! O Papa conta com vocês!”

“Queridos jovens, temos encontro marcado na próxima Jornada Mundial da Juventude, no ano de 2016 em Cracóvia, na Polônia. Pela intercessão materna de Maria, peçamos a luz do Espírito Santo sobre o caminho que nos levará a esta nova etapa da jubilosa celebração da fé e do amor de Cristo.”

“Nunca tenham medo de ser generosos com Cristo! Vale a pena! Sair e ir com coragem e generosidade, para que cada homem e cada mulher possa encontrar o Senhor.”

“Agradeço também a vocês, queridos jovens, por todas as alegrias que me deram nestes dias. Obrigado! Levo a vocês no meu coração!”

“Por isso, gosto de dizer que a posição do discípulo missionário não é uma posição de centro, mas de periferias: vive em tensão para as periferias… incluindo as da eternidade no encontro com Jesus Cristo. No anúncio evangélico, falar de ‘periferias existenciais’ descentraliza e, habitualmente, temos medo de sair do centro”

“A Igreja é instituição, mas, quando se erige em ‘centro’, se funcionaliza e, pouco a pouco, se transforma em uma ONG. Então, a Igreja pretende ter luz própria e deixa de ser aquele ‘mysterium lunae’ de que nos falavam os Santos Padres”

“A ‘mudança de estruturas’ (de caducas a novas) não é fruto de um estudo de organização do organograma funcional eclesiástico, de que resultaria uma reorganização estática, mas é consequência da dinâmica da missão. O que derruba as estruturas caducas, o que leva a mudar os corações dos cristãos é justamente a missionariedade. Daqui a importância da missão paradigmática”

“A vocês, que neste período responderam com tanta prontidão e generosidade ao chamado para ser voluntários na Jornada Mundial, queria dizer: sejam sempre generosos com Deus e com os demais. Não se perde nada, ao contrário, é a grande a riqueza da vida que se recebe”

“Há quem diga que hoje o casamento está ‘fora de moda’; na cultura do provisório, do relativo, muitos pregam que o importante é ‘curtir’ o momento, que não vale a pena comprometer-se por toda a vida, fazer escolhas definitivas ‘para sempre’, uma vez que não se sabe o que reserva o amanhã. Em vista disso, eu peço a vocês que sejam revolucionários, que vão contra a corrente; sim, nisto peço que se rebelem; que se rebelem”

“Queridos jovens, talvez alguns de vocês ainda não veja claramente o que fazer da sua vida. Peça isso ao Senhor; Ele lhe fará entender o caminho. Como fez o jovem Samuel, que ouviu dentro de si a voz insistente do Senhor que o chamava, e não entendia”

(Fonte)

 

A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo

Visita Apostólica do Papa Francisco ao Brasil Discurso no Palácio da Guanabara – RJ

Papa-FranciscoSenhora Presidenta, Ilustres Autoridades, Irmãos e amigos!

Quis Deus na sua amorosa providência que a primeira viagem internacional do meu Pontificado me consentisse voltar à amada América Latina, precisamente ao Brasil, nação que se gloria de seus sólidos laços com a Sé Apostólica e dos profundos sentimentos de fé e amizade que sempre a uniram de modo singular ao Sucessor de Pedro. Dou graças a Deus pela sua benignidade.

Aprendi que para ter acesso ao Povo Brasileiro, é preciso ingressar pelo portal do seu imenso coração; por isso permitam-me que nesta hora eu possa bater delicadamente a esta porta. Peço licença para entrar e transcorrer esta semana com vocês. Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo! Venho em seu Nome, para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração; e desejo que chegue a todos e a cada um a minha saudação: “A paz de Cristo esteja com vocês!”

Saúdo com deferência a Senhora Presidenta e os ilustres membros do seu Governo. Obrigado pelo seu generoso acolhimento e por suas palavras que externaram a alegria dos brasileiros pela minha presença em sua Pátria. Cumprimento também o Senhor Governador deste Estado, que amavelmente nos recebe na Sede do Governo, e o Senhor Prefeito do Rio de Janeiro, bem como os Membros do Corpo Diplomático acreditado junto ao Governo Brasileiro, as demais Autoridades presentes e todos quantos se prodigalizaram para tornar realidade esta minha visita.

Quero dirigir uma palavra de afeto aos meus irmãos no Episcopado, sobre quem pousa a tarefa de guiar o Rebanho de Deus neste imenso País, e às suas amadas Igrejas Particulares. Esta minha visita outra coisa não quer senão continuar a missão pastoral própria do Bispo de Roma de confirmar os seus irmãos na Fé em Cristo, de animá-los a testemunhar as razões da Esperança que d’Ele vem e de incentivá-los a oferecer a todos as inesgotáveis riquezas do seu Amor.

O motivo principal da minha presença no Brasil, como é sabido, transcende as suas fronteiras. Vim para a Jornada Mundial da Juventude. Vim para encontrar os jovens que vieram de todo o mundo, atraídos pelos braços abertos do Cristo Redentor. Eles querem agasalhar-se no seu abraço para, junto de seu Coração, ouvir de novo o seu potente e claro chamado: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações».

Estes jovens provêm dos diversos continentes, falam línguas diferentes, são portadores de variegadas culturas e, todavia, em Cristo encontram as respostas para suas mais altas e comuns aspirações e podem saciar a fome de verdade límpida e de amor autêntico que os irmanem para além de toda diversidade.

Cristo abre espaço para eles, pois sabe que energia alguma pode ser mais potente que aquela que se desprende do coração dos jovens quando conquistados pela experiência da sua amizade. Cristo “bota fé” nos jovens e confia-lhes o futuro de sua própria causa: “Ide, fazei discípulos”. Ide para além das fronteiras do que é humanamente possível e criem um mundo de irmãos. Também os jovens “botam fé” em Cristo. Eles não têm medo de arriscar a única vida que possuem porque sabem que não serão desiludidos.

Ao iniciar esta minha visita ao Brasil, tenho consciência de que, ao dirigir-me aos jovens, falarei às suas famílias, às suas comunidades eclesiais e nacionais de origem, às sociedades nas quais estão inseridos, aos homens e às mulheres dos quais, em grande medida, depende o futuro destas novas gerações.

Os pais usam dizer por aqui: “os filhos são a menina dos nossos olhos”. Que bela expressão da sabedoria brasileira que aplica aos jovens a imagem da pupila dos olhos, janela pela qual entra a luz regalando-nos o milagre da visão! O que vai ser de nós, se não tomarmos conta dos nossos olhos? Como haveremos de seguir em frente? O meu auspício é que, nesta semana, cada um de nós se deixe interpelar por esta desafiadora pergunta.

A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo e, por isso, nos impõe grandes desafios. A nossa geração se demonstrará à altura da promessa contida em cada jovem quando souber abrir-lhe espaço; tutelar as condições materiais e imateriais para o seu pleno desenvolvimento; oferecer a ele fundamentos sólidos, sobre os quais construir a vida; garantir-lhe segurança e educação para que se torne aquilo que ele pode ser; transmitir-lhe valores duradouros pelos quais a vida mereça ser vivida, assegurar-lhe um horizonte transcendente que responda à sede de felicidade autêntica, suscitando nele a criatividade do bem; entregar-lhe a herança de um mundo que corresponda à medida da vida humana; despertar nele as melhores potencialidades para que seja sujeito do próprio amanhã e corresponsável do destino de todos.

Concluindo, peço a todos a delicadeza da atenção e, se possível, a necessária empatia para estabelecer um diálogo de amigos. Nesta hora, os braços do Papa se alargam para abraçar a inteira nação brasileira, na sua complexa riqueza humana, cultural e religiosa. Desde a Amazônia até os pampas, dos sertões até o Pantanal, dos vilarejos até as metrópoles, ninguém se sinta excluído do afeto do Papa. Depois de amanhã, se Deus quiser, tenho em mente recordar-lhes todos a Nossa Senhora Aparecida, invocando sua proteção materna sobre seus lares e famílias. Desde já a todos abençôo. Obrigado pelo acolhimento!