Ser catequista é ser modelo de caridade

(Vandeia Ramos)

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Hoje pudemos acompanhar a canonização da Irmã Dulce, o “anjo bom da Bahia”. Batizada de Maria Rita, desde pequena perguntava a Santo Antônio sobre sua vocação e já se dedicava em atender em casa os que mais precisavam. Na adolescência se comprometeu com a vida religiosa. Sempre que estes modelos de evangelho são identificados, fico me perguntando como nos posicionaríamos se um de nossos catecúmenos chegasse a nós e dissesse que queria ser padre, religioso, religiosa ou mesmo santo? Questiono isso porque às vezes parece que a história de Jesus e da Igreja passa como se fosse um conto de fadas – já ouvi criança perguntando se era de verdade.
Sabemos que muitos se dizem cristãos, mas que a compreensão é mais de uma ideia bonita, beirando ao romantismo e ao idealismo, do que realmente uma fé viva e encarnada. Muitas vezes até nós mesmos parecemos desta forma para muitos que estão ao nosso redor. Daí a importância do testemunho da Irmã Dulce, pois nos mostra que o evangelho não só é possível, como tem pessoas realmente comprometidas em vivê-lo, não como um momento de sensibilidade com Deus, e sim preocupadas com os que mais precisam, na confiança do amor.
Isso nos leva a perguntar se amamos Deus que faz milagres ou os milagres de Deus. Fazemos o que Ele nos pede ou queremos que Ele faça o que nós pedimos? Respondemos verdadeiramente ao chamado de servir ou idolatramos um deus que nos deve a partir de pedidos, promessas, orações, méritos? Deus é a referência de minha vida ou eu mesmo sou esta referência?
Assim podemos entender o evangelho, de dez leprosos que são curados, mas somente um volta para agradecer. Podemos passear entre as maravilhas que Deus faz em nossa vida, agradecendo e ofertando a nós mesmos, para um pensamento a la carte, de que tenho de Deus somente o que quero, como se fosse Sua obrigação prover meus desejos e vontades. “Seja feita a vossa vontade” ou a minha vontade? A vida de Santa Dulce dos Pobres nos indica o caminho certo.
Como “servos inúteis”, que fazem o que deve ser feito, não devemos sequer esperar recompensa, já que a graça de Deus nos basta. Fazemos o que fazemos porque somos cristãos, outros cristos, servindo ao mundo como Igreja peregrina. Pelos que nos são confiados, nos colocamos à disposição, firmes na perseverança, constantes nas alegrias e dificuldades. Tem mais a ver com quem somos do que com o que fazemos. O agir é o testemunho que informa e nos forma. Através do dia a dia, comunicamos ao mundo Deus que vive em nós e, nos acontecimentos, aprendemos a ver Deus agindo no mundo, ajudando-nos a compreender nossa vocação.
Hoje também temos a memória da última aparição de Nossa Senhora em Fátima, com o milagre do sol. Tantos ali pediam cura de doenças, problemas, buscando respostas… Quando veem o sol se aproximando, lembrando que este é sempre uma referência a Jesus Cristo, como será que estas pessoas viveram o momento? Pensemos que Jesus pode se tornar visível a nós agora. Como Ele nos encontraria? E se fosse para nos buscar? Devemos estar prontos, pois não sabemos “quando o noivo vem”.
Através de Santa Dulce dos Pobres e na vida de Jacinto, Francisca e Lucia, Deus manifesta sua justiça ao mundo, na atenção aos que mais precisam, dando-se a conhecer através de algumas pessoas especiais que escolhe.
Também nós somos escolhidos para uma missão especial, de formar discípulos. Sejamos também modelo de caridade, para que o Senhor faça conhecer a salvação e revele sua justiça através de nós.

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Pequeno Rebanho

(Vandeia Ramos)

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A expressão de Jesus no início do Evangelho é de ternura. Somos as ovelhas do Senhor, unidas em um pequeno rebanho muito querido. Nós nos sentimos como se estivéssemos sendo acarinhados… Ele quer nos mostrar seu cuidado para conosco, para que confiemos e não tenhamos medo das situações em que vivemos, de atender ao seu chamado, de olhar reto para o Céu, para o Reino de Deus. Não é uma simples promessa a se realizar em um futuro incerto. O Reino já acontece em nós!
Não é por mérito, por algo que tenhamos feito, mas simplesmente porque o Pai quis! É gratuito, é por amor! Deus nos quer com Ele, fazendo parte de sua vida já aqui, até chegarmos à plenitude do Céu. Esta fé elimina muitos possíveis fardos que possamos acreditar que tenhamos que carregar… E chama somente para que estendamos a mão e aceitemos sermos conduzidos.
Isso significa que precisamos nos desapegar de tudo que possa atrapalhar nossa caminhada, que possa nos reter. E isso só acontece na confiança plena de quem nos chama, à medida em que vamos nos conformando, tomando a forma de cristãos, deixando a graça agir em nós e a partir de nós.
Envolve prontidão para a ação, para atender aos que precisam, a estarmos atentos aos sinais que nossos catecúmenos apresentam, de problemas que possamos ajudar; de desenvolver a sensibilidade de ver as necessidades dos que estão à nossa volta, de trabalhar para que os demais descansem. Seguindo o modelo do lava-pés, nossa casa é sempre a primeira referência, da pia de louça ao quarto, da roupa para lavar e passar a colocar as coisas no lugar. Este testemunho silencioso nos forma para a atenção aos demais.
Somos pessoas cheias de dons. Eles nos foram dados por Deus para que façamos uso em prol dos demais. Ele nos tornou Seus arautos, anunciadores da Boa Nova com nossa própria vida. Dia a dia, inúmeros bens são nos confiados, da crescente compreensão da Mensagem Evangélica ao suspiro de cada instante. Sempre para aprendermos a fazer de nossa vida uma oferta de amor e sacrifício.
Quando chegar o momento em que Jesus virá nos chamar, e não sabemos quando será, podendo mesmo ser agora, o que temos para apresentar? O que fizemos com tanto que recebemos? Todo o tempo que recebemos, todo o acesso a bens espirituais, a vida em comunidade na Igreja, a família que nos cuida e somos chamados a cuidar, nossos estudos e trabalhos?… Como nos apresentaremos diante dEle?
Participamos dos bens celestes através dos dons que recebemos. Isso envolve testemunho e anúncio, antecipação do Reino, iluminar o mundo, receber resistência das trevas.
A fé que sustentou gerações é nossa base. Nela descansamos no Senhor frente às dificuldades e alegrias, apelos, acomodações e certezas. Conforme afirmamos a fé frente às adversidades, crescemos na certeza de que nosso lugar é o céu. Aqui é somente um lugar de passagem, para que possamos crescer em Deus e aprendermos a conviver com os demais, preparando-nos para o Reino definitivo.
Assim, na herança que recebemos da Igreja, podemos cantarmos juntos com os nossos que “feliz é o povo que o Senhor escolheu por sua herança!”
Somos muito felizes por ter nossa vida como a vinha do Senhor. Que Ele ao voltar nos encontre “em paz, puros e santos”.

Ir aonde Jesus deve ir

(Vandeia Ramos)

Dentre tantos, Jesus nos escolheu. Não para ficarmos na arquibancada ou no banco da Igreja, e sim para nos enviar à sua frente. Muitas vezes somos os primeiros a anunciar a Boa Nova a nossos catecúmenos. Sabemos que é uma missão grandiosa, o quão inútil e insuficientes somos, que é preciso muito mais para a centralidade do Evangelho: a vida em comunidade a partir de Jesus Cristo. Somos chamados a sermos discípulos que apontam para esta realidade, de inserir os que nos são colocados sob nossa responsabilidade no cotidiano da vida da Igreja, com tudo o que isso significa.
Formar novos discípulos não termina com nossa ação. É preciso que eles sejam acolhidos e orientados, dando continuidade à sua caminhada. Pastorais e movimentos precisam estar em diálogo com a catequese para abrirem-se aos novos, continuando a própria formação de acordo com seu servir na Igreja.
Também precisamos ter a sensibilidade de compreendermos que o anúncio é exigente, permeando a vida e formando uma nova pessoa em Jesus Cristo. Isso vai configurando a cada um de nós e aos nossos de um sentido de vida que frequentemente vai contrastar com uma cultura estruturada pelo pecado. E a luz vai incomodar as trevas… Isso é só um chamado à realidade, não ameaça ou para termos medo. É preciso saber que incômodos, perseguições e adversidades são comuns a quem segue o Evangelho. Justamente assim que temos o discernimento de percebermos quem somos e o que fazemos.
Somos portadores da paz. Não precisamos ir armados, esperando o pior, com resposta pronta para tudo. Lidamos com pessoas, muitas vezes de coração ferido, magoadas, com uma história em que o problema cresceu tanto que escravizou, viciando a vida. Nossa presença precisa iluminar, nosso olhar perpassar a superfície, nossa fala alcançar o íntimo, o silêncio ser amoroso. Muitas barreiras podem ser derrubadas com um sorriso e um abraço. Outras, levam tempo. Ainda outras, não nos cabem. Façamos o nosso melhor e sigamos em frente com a consciência de sermos guiados pelo Espírito, retornando a Deus todo o nosso viver.
Sem pressa, é importante vivermos o momento que nos é oferecido como presente. Estejamos com as pessoas sem nos preocuparmos com a quantidade e com a missão seguinte. Aprendamos a receber tudo que nos cabe em uma situação, sejam coisas boas ou mesmo humilhações, aprendendo a calar e a humildade, rezar e seguir nos passos de Jesus. Se Ele passou momentos difíceis por aqui, não esperemos que conosco seja diferente. Mas também teve encontros com pessoas que o amam e morrem por Ele. Sejamos um destes.
Fazer-nos outros cristos na terra é a missão de discípulo. Na catequese, como nas demais atividades de nossa vida, somos nós que recebemos primeiro o aprendizado: identificamos os pontos importantes do encontro, pensamos como melhor desenvolver, os instrumentos necessários e acompanhamos se os mesmos foram bem recebidos. Neste movimento, reservamos um tempo para repensar a vida à luz da Boa Nova, muitas vezes citando situações pessoais para ilustrar. Vamos percebendo o quanto vencemos grandes batalhas por não estarmos sozinhos. A realidade do céu é cada dia mais firme.
Ser Igreja no mundo é ser permanentemente alimentados por esta Mãe, que nos forma desde o batismo e nos acompanha até o último respiro. Nosso cansaço é depositado em cada Eucaristia, a partir da qual somos enviados como mensageiros da caridade ao mundo. Pela Igreja somos cuidados por Deus, em tudo que precisamos, desde o Pão ao Amigo, da família de Nazaré ao trabalho nosso de cada dia. Não estamos sozinhos! Jerusalém se torna nossa casa.
Somos todos irmãos, unidade que abrange a diversidade de povos, raças, culturas, idades, nem sempre fácil de conviver, mas com a certeza de que não estamos ali por nós mesmos. A paz e a misericórdia que recebemos com nossas próprias dificuldades são a cura de nossas feridas, que também são oferecidas através de nós. Como Cristo crucificado, chegamos flagelados, cansados, machucados. Carregamos as cicatrizes como parte de quem somos, bem como sinal do cuidado que recebemos. Aprendemos que nossa dor é instrumento de proximidade com muitos e que, cuidando dos demais, a nossa ferida é cuidada.
Assim, nosso canto não é solitário, mas em família. Juntos, podemos proclamar as maravilhas que nos faz o Senhor através uns dos outros, anunciando a grandiosidade de sua obra através de Jerusalém, a Mãe Igreja que reúne, cuida e prepara a cada um de nós para o Céu.

Ser Igreja no mundo

(Vandeia Ramos)

Esta semana estive no Simpósio Introdução ao Cristianismo, de J. Ratzinger. É um livro de nosso Bento XVI que apresenta o Credo à luz do Concílio Vaticano II (1962-1965). Teólogo novo, é chamado em 1962 a ser perito. Em 1967 leciona a disciplina de Cristologia, de onde sai a obra, publicada em 1968.
Sua profundidade em ler a Sagrada Escritura e a Tradição da Igreja torna esta produção atual ainda hoje.
Assim podemos acompanhar os diversos pastores que tivemos e de como afirmar-se como Igreja agindo no mundo, em diferentes épocas e lugares, exigiu um salto de fé permanente: enfrentar novas línguas, a estrutura do Império Romano, o encontro da fé judaica com o pensamento filosófico grego, a fundação de mosteiros, os novos mundos… E hoje temos o desafio de evangelizar os cristãos.
Somos ovelhas conduzidas pelo Pastor, que não desistiu de nós, que permanece conosco até o fim. Que aparece ressuscitado para Maria Madalena e, através dela, nos chama pelo nome. Que nos faz anunciadores de Cristo Ressuscitado para os apóstolos e para o mundo, porque Ele vai para o Seu Pai e nosso Pai, Seu Deus e Nosso Deus.
Fico pensando o que não será ouvir Jesus nos chamar pelo nome quando for a nossa hora… Conduzir-nos ao Pai, nosso Pai e nosso Deus…
A profissão de fé que fazemos todo domingo na Missa nos confirma neste caminho. Preparamo-nos para o céu desde o Batismo, até que estejamos plenos para o encontro definitivo. Somos pessoas novas, reconciliadas com Deus, feitos seus filhos, membros de seu Corpo Místico, a Igreja.
Temos uma missão importante a anunciar no mundo, pois tem muitas ovelhas sem pastor. Nossa presença é importante. Acolhemos os irmãos que procuram nas paróquias, como vamos no dia a dia ser presença de Jesus Cristo no mundo.
Mas Ele cuida de nós, leva-nos a lugares desertos para descansar…
Aqui não podemos deixar de lembrar do sacerdócio ministerial, heróico em dias que professam valores divergentes aos do Evangelho. Que enfrentam tanto para nos garantir a Eucaristia. Com afeto especial, pelos Papas Francisco e Bento XVI, que seguem sendo unidade da Igreja neste mundo.
Deixo uma oração:

ORAÇÃO PELOS SACERDOTES

Ano Nacional do Laicato

A Igreja no Brasil vai celebrar, no período de 26 de novembro de 2017, Solenidade de Cristo Rei, à 25 de novembro de 2018, o “Ano do Laicato”.

O tema escolhido para o Ano do Laicato foi: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo”, Mt 5,13-14. Segundo o bispo de Caçador (SC), dom Severino Clasen, presidente da Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato, pretende-se trabalhar a mística do apaixonamento e seguimento a Jesus Cristo. “Isto leva o cristão leigo a tornar-se, de fato, um missionário na família e no trabalho, onde estiver vivendo”, disse o bispo.

O Ano do Laicato terá como objetivo geral: “Como Igreja, Povo de Deus, celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil; aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão; e testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade”.

Documento nº 105

Pretende ainda: “Dinamizar o estudo e a prática do documento 105: ‘Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade’ e demais documentos do Magistério, em especial do Papa Francisco, sobre o Laicato; e estimular a presença e a atuação dos cristãos leigos e leigas, ‘verdadeiros sujeitos eclesiais’ (DAp, n. 497a), como “sal, luz e fermento” na Igreja e na Sociedade.

A Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato organizou as atividades em quatro eixos: 1) Eventos; 2) Comunicação, catequese e celebração; 3) Seminários temáticos nos Regionais; e 4) Publicações.

Segundo o presidente da comissão, dom Severino, espera-se que este ano traga um legado para a Igreja missionária autêntica, com maior entusiasmo dos cristãos leigos e leigas na vida eclesial e também na busca da transformação da sociedade. “Eu acredito que se conseguirmos estimular a participação e presença efetiva dos cristãos leigos na sociedade provocando que aconteça a justiça e a paz, será um grande legado”, disse o bispo.

(Fonte: CNBB)

 

Compromisso com a verdade

O compromisso com a verdade é tema inspirador dos fundamentos do Documento da Catequese Renovada:
• A fidelidade a Cristo,
• à Igreja e
• ao homem.

Para alcançar esta fidelidade é necessário que a catequese se comprometa com a verdade sobre Jesus Cristo, sobre a Igreja e sobre a pessoa humana.

A catequese renovada procura anunciar; não tanto uma “doutrina”, mas a pessoa de Jesus Cristo. É um itinerário de conversão a Jesus Cristo e de adesão a sua mensagem e missão.
O ideal da catequese é fazer com que os catequizandos tenham um encontro pessoal com Jesus Cristo, como seu Senhor e Salvador, Mestre e Guia, Caminho, Verdade e Vida. Levar ao conhecimento do Mistério de sua vida, morte e ressurreição.

Neste conhecimento de Jesus, como enviado do Pai, deve-se ressaltar a sua grande missão de Sacerdote, Pastor e Profeta.
Jesus proclamou o Reino de Deus, viveu pobre e no meio dos pobres, denunciou as injustiças, anunciou a salvação, o amor e a misericórdia de Deus Pai, através de sua vida, de seus ensinamentos e principalmente pelo Mistério Pascal.

Uma catequese cristocêntrica, isto é, aquela onde Jesus Cristo é o ponto central das verdades reveladas, é ao mesmo tempo uma catequese trinitária: Cristo, o Filho de Deus, revela o Pai e envia o Espírito Santo que suscita conversão, transformação e compromisso.

É importante que o catequista compreenda essas verdades aprofundando-as na sua própria vida, buscando conhecê-las principalmente na Palavra de Deus e nos ensinamentos da Igreja.

Para ter compromisso com a VERDADE SOBRE A IGREJA, o catequista precisa conhecê-la, nos seguintes aspectos:
1- A Igreja como Mistério.
Foi fundada por Jesus Cristo e é orientada pelo Espírito Santo até o fim dos tempos.
2- A Igreja como Povo de Deus e Corpo de Cristo.
Ela se realiza nas pequenas comunidades em união com toda a Igreja, onde os cristãos, pelo Batismo, são chamados a servir e participar dela. O catequista deve ser formado no amor e na fidelidade a esta Igreja em nível comunitário, paroquial, diocesano, nacional e universal.
3- A Igreja Apostólica e Missionária.
Foi fundada na fé dos Apóstolos e, hoje, seus pastores, os Bispos sucessores dos Apóstolos, a guiam em união com o Papa. Como Igreja, são continuadores da missão de Jesus. Os catequistas não devem descuidar da dimensão missionária da Igreja.
4- A Igreja Sacerdotal e Profética.
Através da fé e dos sacramentos a Igreja santifica seus membros e proclamam o Reino de Deus com coragem, mesmo em conflito com a sociedade.
5- A Igreja Santa e Pecadora.
É feita de pessoas fracas, limitadas e pecadoras. É preciso que haja uma constante conversão de seus membros.
6- A Igreja-Comunidade.
É a vida comunitária de fé, de solidariedade, de partilha, de oração e de participação. A catequese deve formar os catequizandos para a vivência numa comunidade. Para isso, é necessário ir formando equipes de catequistas com os catequizandos.
7- A Igreja dos Pobres.
A atitude de Jesus deve ser assumida pela Igreja: “evangelizar os pobres” (Lc 4,18). A opção pelos pobres pode e deve impulsionar a Igreja a descobrir a exigência radical do Evangelho, com o anúncio, com a fraternidade, com a justiça e com a promoção humana.

• O que significa Igreja para nós? Qual o compromisso que podemos assumir depois deste estudo?
• Como participamos de nossa comunidade?

Fonte: Folheto Ecoando 6 – formação interativa com catequistas – Editora Paulus