SE DEUS PAI TODO-PODEROSO, É BOM, POR QUE ENTÃO O MAL EXISTE?

(Carlos Francisco Bonard)

Deixamos uma pergunta que deve ser respondida antes de entrarmos propriamente na segunda parte do Credo: Se Deus criou todas as coisas, Ele criou o inferno? Mais do que simplesmente responder essa pergunta devemos passar pelo que se chama “mistério da iniquidade”.

Se Deus criou todas as coisas, por que não criou um mundo tão perfeito que nele não possa existir mal algum? Se Deus é suficientemente poderoso não poderia criar algo melhor do que criou?

O paradoxo de Epicuro trata de dizer que é impossível existir um deus[i] que seja bom[ii], onipotente e onisciente ao mesmo tempo, pois:

  • Se deus é bom e o mal existe no mundo, e ele não faz nada para impedi-lo, ele não ô impede por que não pode (logo ele não é onipotente) ou ele não ô impede porque não sabe desse mal (logo ele não é onisciente).
  • Se deus é onipotente e o mal existe no mundo e ele não faz nada para impedi-lo, ele não é bom, e não ô impede porque não quer, ou ele não ô impede porque não sabe desse mal (logo ele não é onisciente).
  • Se deus é onisciente e o mal existe no mundo, e ele não faz nada para impedi-lo, ele não é bom ou não é tem poder para impedir esse mal (logo ele não é onipotente).

Mas alguém poderia responder: Deus é bom, e o mal existe por causa do livre arbítrio.

  • Se deus não poderia criar o mundo com livre arbítrio e sem o mal, então ele não é onipotente.
  • Mas se deus poderia criar o mundo com livre arbítrio e sem o mal, e ele não o fez, ele não é bom.

Mas alguém pode argumentar que o livre arbítrio é para nos testar.

  • Se deus precisa nos testar, será ele onisciente?
  • Mas se o mal é culpa do demônio e deus não acaba com o demônio, será ele realmente onipotente ou realmente bom?

Bem, após criar essa confusão, vamos desconstruir algumas questões.

Vimos, quando falamos sobre Trindade, que a própria existência da Trindade está intimamente ligada com o fato de que Deus é amor em sentido pleno, e que todos os seus atos são feitos por amor.

Bem, dissemos que só Deus cria, e que nós fazemos inventos, pois adaptamos algo existente para um determinado fim.

Deus cria a matéria, e também o espírito. Mas quem peca não é a matéria, apenas o espírito pode pecar.

De forma bem simplória, o ser humano, os animais e os vegetais tem alma[iii], ou a substância que lhes dá a vida. A morte literalmente é a separação da alma do corpo.

Isso quer dizer que todo ser vivente tem alma. Mas só o homem tem uma alma espiritual, isso é, só o homem tem uma alma eterna e dotada de vontade.

Não tendo, animais e plantas, alma espiritual, estes não pecam.

O pecado é uma invenção do espírito. O pecado é uma invenção angélica.

Como dissemos antes, os anjos são seres espirituais, dotados de INTELIGÊNCIA e VONTADE[iv]. Os anjos foram criados bons, porém também foram criados livres.

O espírito, por ser livre é capaz de pecar.

Deus criou o pecado? Não. Deus criou a liberdade, e um espírito livre é capaz de AMAR ou PECAR.

A revelação nos diz que antes de criar o mundo material, Deus criou o mundo espiritual com seus anjos. E criando os anjos bons, Deus lhes dá liberdade e lhes pede amor.

Antes de existir a matéria, já existia o pecado dos anjos.

A Escritura fala de um pecado desses anjos. Esta “queda” consiste na opção livre desses espíritos criados, que rejeitaram radical e irrevogavelmente a Deus e seu Reino. Temos um reflexo desta rebelião nas palavras do Tentador ditas a nossos primeiros pais: “E vós sereis como deuses” (Gn 3,5). O Diabo é “pecador desde o princípio” (1Jo 3,8), “pai da mentira” (Jo 8,44).

Catecismo da Igreja Católica 392

Somos acostumados a fazer a analogia que o pecado está ligado a matéria, pois somos presos aos sentidos. Mas o pecado é um ato de inimizade com Deus.  

Logo o MAL MORAL, esse ato de desobediência, não foi criado por Deus.

Ao criar o bem físico, e é importante ter esse conceito, Deus permite o que se chama de MAL FÍSICO, que é, não o mal em si, mas a deterioração da matéria.

Deus quis livremente criar um mundo “em estado de caminhada” para sua perfeição última. Este devir permite, no desígnio de Deus, juntamente com o aparecimento de determinados seres, também o desaparecimento de outros, juntamente com o mais perfeito, também o menos imperfeito, juntamente com as construções da natureza, também as destruições. Juntamente com o bem físico existe, portanto, o mal físico, enquanto a criação não houver atingido sua perfeição.

Catecismo da Igreja Católica 310

Esse conceito de mal físico é como nós vemos o mundo que se esvai ante nossos olhos. Não se confunda aqui com o Mal Moral.

A natureza humana, mesmo em Adão e Eva, era uma natureza mortal. Então morrer não tem a ver com o pecado, mas com uma consequência natural da criação humana.

Mas e quanto a afirmativa de que o salário do pecado é a morte? Essa morte causada pelo pecado é a morte eterna, a separação da comunhão com Deus[v]. Deus, havia destinado o homem a não morrer, ainda que sua vida terrena tivesse um termo, esse termo seria transformado, de alguma forma, por Deus.

Deus criou o ser humano bom, assim como os anjos. Porém, os anjos maus, colocaram no homem, por livre aceitação deste, essa semente da inimizade com Deus. Deus era um amigo dos nossos primeiros pais, mas o homem transformou Deus em um inimigo. E a isso é chamado o PECADO ORIGINAL.

O homem, tentado pelo Diabo, deixou morrer em seu coração a confiança em seu Criador e, abusando de sua liberdade, desobedeceu ao mandamento de Deus. Foi nisto que consistiu o primeiro pecado do homem. Todo pecado, daí em diante, ser uma desobediência a Deus e uma falta de confiança em sua bondade.

Neste pecado, o homem preferiu a si mesmo a Deus, e com isso menosprezou a Deus: optou por si mesmo contra Deus, contrariando as exigências de seu estado de criatura e consequentemente de seu próprio bem. Constituído em um estado de santidade, o homem estava destinado a ser plenamente “divinizado” por Deus na glória. Pela sedução do Diabo, quis “ser como Deus”, mas “sem Deus, e antepondo-se a Deus, e não segundo Deus”.

Catecismo da Igreja Católica 392

Deus não criou o Mal, mas sim, Ele permite o mal e permitiu que o homem pecasse não por ser Deus ruim, mas por que se ele impedisse o homem de pecar, este não seria livre, logo não seria sua imagem e semelhança. Deus age com liberdade, e dá essa liberdade ao homem.

Antes do pecado original, somos originalmente imagem e semelhança de Deus. Deus, originalmente, influenciava a alma do homem que, sendo alma espiritual e corpo humano, fazia com que seu corpo servisse ao que a alma desejava.

Satanás fez com que a alma humana pecasse contra Deus, criando uma desordem. Já não é mais a alma que ordena o corpo, mas o corpo que quer ordenar a alma.

A harmonia na qual estavam, estabelecida graças à justiça original, está destruída; o domínio das faculdades espirituais da alma sobre o corpo é rompido; a união entre o homem e a mulher é submetida a tensões; suas relações serão marcadas pela cupidez e pela dominação (cf. Gn 3, 16). A harmonia com a criação está rompida: a criação visível tornou-se para o homem estranha e hostil. Por causa do homem, a criação está submetida “à servidão da corrupção”.

Catecismo da Igreja Católica 400

A existência do pecado é a coisa mais clara que se pode verificar. Nós mesmos muitas vezes nos impelimos a pecar pois queremos dar algum tipo de prazer a nossa carne. Essa é a desordem do pecado. Não é que a carne seja má, pois se fosse, Deus teria criado algo mal.

Movidos pelos estímulos, queremos que a nossa vontade humana seja satisfeita.

Mas repare que a alma sempre almeja algo que não pode ser satisfeita simplesmente alimentando o corpo. por mais que você queira algo, ao consegui-lo, você já quer outra coisa. Somos como a samaritana que está sempre com sede, sede de algo que não se pode encontrar aqui.

O homem feito para Deus, torna-se escravo do Pecado e de Satanás.

Voltando ao paradoxo de Epicuro, Deus poderia criar um mundo perfeito? Sim, ele poderia, mas em sua sabedoria e bondade infinitas, Deus quis livremente criar um mundo “em estado de caminhada” para sua perfeição última. Isso não nega a onipotência divina.

Os anjos e os homens, criaturas inteligentes e livres, devem caminhar para seu destino último por opção livre e amor preferencial.

Catecismo da Igreja Católica 311

Já dissemos que Deus não criou o mal moral, nem direta e nem indiretamente, mas então, se poderia fazer um mundo melhor e não fez, Deus não é Bom?

Deus é tão bom que, apesar de não entendermos por que ele permite o mal moral, vemos que ele retira desse mal um bem muito, infinitamente, maior. Isso não nega a onibenevolência divina.

Pois o Deus Todo-Poderoso…, por ser soberanamente bom, nunca deixaria qualquer mal existir em suas obras se não fosse bastante poderoso e bom para fazer resultar o bem do próprio mal[vi].

Santo Agostinho

Então a resposta ao mal físico é o aperfeiçoamento da criação, e a resposta ao mal moral é por que desse mal Deus pode tirar um mal maior.

Por ser Deus, amor, e por dar gratuitamente o seu amor, o amor sempre vai ser livre. Se você não é livre você não pode amar, e se você é livre, pode não amar.

“Não fostes vós, diz José a seus irmãos, que me enviastes para cá, foi Deus;  “Vossa intenção era de fazer-me mal, mas Deus tirou daí um bem; era para fazer, como acontece hoje, com que se conservasse a vida a um grande povo”

Gênesis 45,8; 50,20

Esse mal no mundo é, e sempre será, um desígnio de salvação Deus para nós, ainda que não entendamos, pois para os que amam a Deus, tudo concorre para o bem, e se Deus permite uma cruz, alguma ressurreição está escondida atrás dela.

Isso não é uma visão humana, mas uma visão sobrenatural que enxerga além daquilo que podemos ver.

Aqui entra a resposta da pergunta do outro texto: Deus criou o inferno?

Não, pois o inferno é fruto dessa liberdade mal direcionada. O inferno é uma invenção angélica junto com o pecado, que significa essa ruptura voluntária e irrevogável do amor e da comunhão com Deus. Este estado de auto-exclusão definitiva da comunhão com Deus e com os bem-aventurados que se designa com a palavra “inferno”.

Deus criou os anjos e o homem bons, e com o propósito de estarem em comunhão com Ele, porém o pecado, o Mal Moral quebra essa possibilidade.

Para os anjos isso significou uma divisão, uns “caem” e outros permanecem na comunhão.

Mas para o homem, com o pecado original dos nossos pais, todo o gênero humano herda essa condição decaída.

Logo o homem está, pelo Mal Moral, fadado a morte eterna.

E Deus tem ciência disso. Isso não nega a onisciência divina.

Mas, Deus pode tirar do mal um sumo bem, muito maior do que a glória que era reservada a Adão e Eva se estes não tivessem pecado. A natureza humana decaiu, e é necessário remir o homem.

“Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores, assim pela obediência de um só todos se tornarão justos. Sobreveio a Lei para que abundasse o pecado. Mas onde abundou o pecado, superabun­dou a graça.”

Carta aos Romanos 5,19-20

Apesar de permitir o mal no mundo, Deus não destrói sua criação, mas, por ser sumamente bom, a ama de tal modo que, junto com a queda, já prepara um plano de salvação.

Para isso Deus então vem até nós para nos resgatar.

Até a próxima.


[i] deus com “d” minúsculo propositalmente;

[ii] Bom aqui no sentido de onibenevolente (absolutamente e ilimitadamente bondoso);

[iii] Há duas formas de ver a alma, e uma delas é a que a alma é o que faz a pessoa ser humana, isto é, a alma é o eu pessoal. Mas a alma que é o Eu pessoal é a alma espiritual. Uso aqui como alma o conceito de princípio vital, aquilo que dá a vida;

[iv] Catecismo da Igreja Católica nº 330;

[v] CIC 1008;

[vi] Enchiridion, 3, 11;

O Credo

(Carlos Francisco Bonard)

credo

“Este Símbolo [o Credo] é o selo espiritual, a meditação do nosso coração e o
guardião sempre presente; ele é, seguramente, o tesouro da nossa alma” 1 .

O catecismo, no parágrafo 1247, nos reforça a ideia da conversão dos batizados. Em primeiro lugar, aos que ainda não conhecem a Cristo e o seu Evangelho, mas também aos convertidos, pois a conversão é diária.
Esse é um movimento de sair e voltar. O pecado faz com que saiamos da comunhão da Igreja, enquanto a reconciliação nos permite voltar a essa comunhão (CIC n. 1444-1445 2).
Essa conversão se fundamenta em uma profissão de fé. O batismo e a profissão de fé andam lado a lado, tanto que a forma básica do Credo, o Credo apostólico, surge no contexto da prática batismal 3 .
Na Igreja primitiva os candidatos ao cristianismo – assim como hoje – aprendiam aquilo que deviam crer. Lhes eram explicado o Pater 4 e uma espécie de formulário com o resumo essencial da fé: o Símbolo.
Esse Símbolo – o Credo – remonta, em sua fórmula básica, às palavras de Jesus transmitidas em Mt 28, 19: “Ide, pois, ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Por isso já nos primeiros séculos da Igreja, conforme o Traditio Apostolica de Hipólito de Roma, três perguntas eram feitas aos batizandos: “Crês em Deus Pai todo poderoso? Crês em Jesus Cristo, o filho de Deus…? Crês no Espírito Santo…? 5
Quando a Liturgia nos apresenta a festa do batismo do Nosso Senhor, ela nos leva a refletir sobre o nosso batismo através das renuncias e da fórmula batismal em sistema de perguntas e respostas. Assim, o compromisso batismal é baseado em renúncias (as três primeiras partes) e no Credo (também fracionado em três partes).
A profissão de fé de todos os cristãos é feita na primeira pessoa do singular: “Creio”. Porque, no seio da comunidade, cada pessoa tem sua própria história com Deus.
Ninguém pode dizer por outro: Creio 6 .
Mas, inicialmente, o que é o Credo?
Credo é a síntese da fé cristã. Esta síntese chama-se “profissão de fé”, pois nela se condensa tudo o que os cristãos professam. Tanto que o catecismo da Igreja católica no seu parágrafo 185 assevera que “Quem diz “Creio” afirma: “dou a minha adesão àquilo em que nós cremos””.
O nome Credo, que é uma palavra em Latim, vem da primeira palavra com a qual, normalmente começam, qual seja “creio”. Ele tem também como denominação “símbolo da fé”
Símbolo aqui não no sentido de uma figura ou imagem que representa algo abstrato.
Mas do grego “symbolon” que significa a metade de um objeto quebrado, a ser
apresentado como sinal de reconhecimento 7.

No livro PORTÕES DE FOGO 8 os espartanos usavam algo bem parecido quando iam para a guerra. Traçavam seus nomes ou sinais em um bracelete improvisado, feito de galhos, que chamavam de “etiquetas”. Isso identificaria os corpos, caso muito mutilados. Cada símbolo partido significava um guerreiro. Assim saberiam quem voltou e quem morreu. Uma metade não era nada, e significava na melhor das hipóteses um desaparecido, mas geralmente era sinal de morte.

O Credo também é partido, quebrado:

Creio em Deus Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra.

Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que nasceu da Virgem
Maria, padeceu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos e subiu ao céu.

Creio no Espírito Santo, Senhor e fonte de vida, que procede do Pai e do Filho, e
com o Pai e o Filho é adorado e glorificado.

Dividido em três partes, o símbolo só tem lugar quando devolvido ao seu estado original. Não basta crer só no Pai, nem só no Filho ou no Espírito Santo. Também não adianta crer mais em um que os outros.
Também estamos partidos se nossa crença não está pautada aqui na profissão de fé cristã, o Símbolo dos Apóstolos.
Interessante contradição. Disse [e é verdade] que a profissão de fé é feita na primeira pessoa do singular. Mas também deixei claro que eu não creio em qualquer coisa, mas naquilo que a Igreja crê. Note que também estou partido e só sou católico quando unido a comunidade.

Daniel Rops, no volume 1 da sua coleção de história da Igreja, diz:

O Símbolo dos Apóstolos foi sem dúvida posto por escrito
simultaneamente na maior parte das comunidades cristãs; houve assim,
uma versão de Jerusalém, uma de Cesaréia, uma de Antioquia, uma de
Alexandria e uma de Roma, que diferem entre si em alguns detalhes. É da
versão romana (…) que proveio o atual texto do Símbolo dos Apóstolos” 9 .

Diferiam em algumas palavras, mas não na fé que se professava. É muito importante perceber que o Credo não cria as verdades que proclama, mas estas verdades são anteriores a ele ter sido formulado 10 .
Eu creio naquilo que a comunidade crê, naquilo que os apóstolos passaram, naquilo que Cristo ensinou.

Daqui se absorve a última parte do Credo na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição dos mortos, na vida eterna.

Essas quatro partes compõe um todo. Compõem um único símbolo. É como um grande quebra cabeças que só faz sentido após montado.

Vamos refletir sobre o Credo nas próximas semanas, a fim de dar razão a nossa fé.

E você? Está em consonância com a crença da Igreja ou você se acha católico? Em que você crê?
Não se esqueça que o símbolo partido pode significar a morte.
Amém?


1 Santo Ambrósio (†397), bispo de Milão e doutor da Igreja;

2 Essa ideia está contida no sacramento da confissão. Ela exprime o sentido de reconciliação;

3 RATZINGER, Joseph. Introdução ao cristianismo. Editora: Loyola, 2011, p.61

4 O Pai Nosso;

5 MARSILI, Salvatore. Sinais do mistério de Cristo. Editora: Paulinas, 2009, p.217;

6 Sobre a fé dos bebês, podemos falar futuramente. Mas, por hora, é importante dizer que a fé batismal não precisa ser perfeita e madura, mas se desenvolver após o batismo (CIC n. 1253);

7 Catecismo da Igreja Católica n. 188;

8 Pressfield, Steven. (2000);

9 ROPS, Daniel. A Igreja dos apóstolos e dos mártires. Editora: Quadrante, 1988, p.208;

10 Santo Irineu de Lião (200~202) disse “(…)a Igreja espalhada pelo mundo inteiro até os confins da terra recebeu dos apóstolos e seus discípulos a fé em um só Deus, Pai onipotente (…); em um só Jesus Cristo, Filho de Deus (…); e no Espírito Santo (…). Tendo, portanto, recebido esta pregação e esta fé, como dissemos acima, a Igreja, mesmo espalhada por todo o mundo, as guarda com cuidado, como se morasse numa só casa, e crê do mesmo modo, como se possuísse uma só alma e um só coração; unanimemente as prega, ensina e entrega, como se possuísse uma só boca. Assim, embora pelo mundo sejam diferentes as línguas, o conteúdo da tradição é um só e idêntico”;

No Sábado Santo, um grande silêncio reina sobre a terra porque o Rei está dormindo

Que está acontecendo hoje? Um grande silêncio reina sobre a Terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio porque o Rei está dormindo; a Terra estremeceu e ficou silenciosa, porque o Deus feito Homem adormeceu e acordou os que dormiam havia séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos.

Ele vai, antes de tudo, à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte. Deus e seu Filho vão ao encontro de Adão e Eva cativos e, agora, libertos dos sofrimentos.

O Senhor entrou onde eles estavam, levando em suas mãos a arma da cruz vitoriosa. Quando Adão, nosso primeiro pai, o viu, exclamou para todos os demais, batendo no peito e cheio de admiração: “O meu Senhor está no meio de nós”. E Cristo respondeu a Adão: “E com teu espírito”. E tomando-o pela mão, disse: “Acorda, tu que dormes, levante dentre os mortos, e Cristo te iluminará. Eu sou o teu Deus, que por tua causa me tornei teu filho; por ti e por aqueles que nasceram de ti, agora digo, e com todo o meu poder, ordeno aos que estavam na prisão: “Saí!”; e aos que jaziam nas trevas: “Vinde para a luz!”; e aos entorpecidos: “Levantai-vos!”

Deus quer acordar todos os seus filhos que estão nas trevas da morte

Eu te ordeno: Acorda, tu que dormes, porque não te criei para permaneceres na mansão dos mortos. Levanta-te, obra de minhas mãos; eu sou a vida dos mortos. Levanta-te, obra das minhas mãos; levanta-te, ó minha imagem, tu que foste criado à minha semelhança. Levanta-te, saiamos daqui; tu em mim e eu em ti, somos uma só e indivisível pessoa.

Por ti, eu, o teu Deus, me tornei teu filho; por ti, eu, o Senhor, tomei tua condição de escravo. Por ti, eu, que habito no mais alto dos céus, desci à Terra, e fui mesmo sepultado abaixo da terra; por ti, feito homem, tornei-me como alguém sem apoio, abandonado entre os mortos. Por ti, que deixaste o jardim do paraíso, ao sair de um jardim fui entregue aos judeus e num jardim, crucificado.

Vê em meu rosto os escarros que por ti recebi; para restituir-te o sopro da vida original. Vê nas minhas faces as bofetadas que levei para restaurar, conforme à minha imagem, a tua beleza corrompida. Vê em minhas costas as marcas dos açoites que suportei por ti para retirar dos teus ombros os pesos dos pecados. Vê minhas mãos fortemente pregadas à árvore da cruz, por causa de ti, como outrora estendeste levianamente tuas mãos para a árvore do paraíso. Adormeci na cruz e por tua causa a lança penetrou no meu lado, como Eva surgiu do teu, ao adormeceres no paraíso. Meu lado curou a dor do teu lado. Meu sono vai arrancar-te do sono da morte. Minha lança deteve a lança que estava voltada contra ti.

Levanta-te, vamos daqui. O inimigo te expulsou da terra do paraíso; eu, porém, já não te coloco no paraíso, mas num trono celeste. O inimigo afastou de ti a árvore, símbolo da vida; eu, porém, que sou a vida, estou agora junto de ti. Constituí anjos que, como servos, te guardassem; ordeno agora que eles te adorem como Deus, embora não sejas Deus. Está preparado o trono dos querubins, prontos e a postos os mensageiros, constituído o leito nupcial, preparado o banquete, as mansões e os tabernáculos eternos adornados, abertos os tesouros de todos os bens e o reino dos céus preparado para ti desde toda a eternidade”.”

(De uma antiga Homilia no grande Sábado Santo (séc IV), de um autor grego desconhecido – Da Liturgia das Horas – II leitura do Sábado Santo)

Fonte: Formação / Canção Nova

Formar ao humanismo solidário

(Vandeia Ramos)

Neste final de semana aconteceu no Rio de Janeiro o 19º Encontro Nacional da Pastoral da Educação. Educadores de todo o Brasil se encontraram para analisar o contexto em que vivemos e, em unidade, continuar nossa caminhada enquanto Igreja, formando novas gerações em uma ética de solidariedade.
Enriquecedor se considerarmos o que a liturgia veio nos oferecendo nestes três dias, e de modo especial o dia de ontem. Enquanto tantos defendem formação de grupos de guerra, de fechamento em si não como autodefesa, mas na falsa autoridade de poder que constitui em nome de Deus, nós nos oferecemos em sacrifício vivo pela humanidade, “por Cristo, com Cristo e em Cristo”.
No entanto, tanto Nm 11, 25-29 com Mc 9, 38-43, 45, 47-48 nos dizem sobre a abertura da graça de Deus que atua livremente, sem se sujeitar limites que podemos constituir (nosso grupinho, nossa ideia de Deus e de Igreja, nossos achismos, nossa posição…). O que nos chama atenção para a hipocrisia e falso discurso de Tg 5, 1-6.
Há muitos ventos que estão agitando as águas e passando pela barca de Pedro. Em nome disso ou daquilo, muitos se deixam levar aceitando sugestões e aderindo a distorções da fé. Precisamos cuidar para nos mantermos firmes na Palavra e no Magistério da Igreja para nem nos desviarmos do Caminho nem indicar o caminho errado para nossos catecúmenos. Aqui nossa responsabilidade cresce enquanto testemunhas e formadores dos que Deus nos coloca sob nossa responsabilidade.
Encarnar Jesus no mundo, considerando a dimensão da cruz, é entender que precisamos aceitar perseguições, martírios, necessidade de silêncio, dor, na vida de alegria que é o cristianismo. Não há paraíso da terra. Mas há um Reino nos esperando, que supera qualquer promessa que possam nos oferecer, dando sentido a tudo que configura nossa vida no aqui e agora.
É nesta época e no lugar em que nos encontramos que Deus nos enviou. Temos uma missão a cumprir. Nosso primeiro olhar é para nosso ponto de chegada. É nele que aceitamos o desafio de sermos catequistas, de nos configurarmos a Cristo na missão nossa de cada dia.
Podemos aprender muito com o que a Igreja nos indica. Seguem as orientações para “Educar ao humanismo solidário”, orientações da Congregação para a Educação Católica. Você pode encontrá-las em: http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/ccatheduc/documents/rc_con_ccatheduc_doc_20170416_educare-umanesimo-solidale_po.html
Assim, poderemos anunciar: “Os mandamentos do Senhor estão certos e alegram o coração”.

A Oração do Pai Nosso

Jesus orando

Escrita entre os anos 75-85 dC, a oração do Pai Nosso fazia parte do Catecismo dos Catecúmenos, parte da didaqué do Sermão da Montanha. Na Igreja Primitiva se costumava rezar a oração do Pai Nosso com muito respeito, durante a administração dos Sacramentos. Na Celebração Eucarística já era rezado antes da Comunhão, como hoje. Era denominado “Oração Dominical” ou “Oração dos Fiéis”.
A oração do Pai Nosso constituía um grande tesouro para os membros da Igreja. Só podia ser rezada pelos batizados a partir da Primeira Comunhão. Igualmente não podia ser rezada pelos “penitentes”. A Introdução era assim: “Chamados por Nosso Senhor Jesus Cristo e instruídos por seus divinos ensinamentos, ousamos dizer: Pai Nosso…”

São dois os textos existentes: o de Mateus (Mt 6, 9-13) e o de Lucas (Lc 11,3-4), sendo que o de Mateus é o mais longo, com 7 petições. O de Lucas tem apenas 5 petições. A razão dessa diferença está no contexto cultural: Mateus escreveu para judeus e Lucas para gregos.
Na introdução, Mateus censura as práticas piedosas dos fariseus, bem como o esnobismo, nas esmolas e no jejum. Recomenda não rezar como eles e evitar a loquacidade.
Em Lucas, os discípulos veem o Senhor rezando e lhe pedem: “Ensina-nos a orar”. Ele insiste: “Perseverança na oração”, “Pedi e vos será dado”, “o pai dá coisas boas aos filhos”.
Lucas começa com a invocação: “Abbá” (aramaico) = Pai querido. Mateus usa uma fórmula judaica, mais longa. “Pai nosso que estás nos céus” e acrescenta “seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”, lembrando que é vontade de Deus que a santificação de seu nome e a vinda do Reino aconteçam. E ainda acrescenta “mas livra-nos do mal” (do Maligno), isto é, do grande mal de cair na tentação.
O texto mais antigo é o de Lucas, enquanto que a redação mais completa é a de Mateus. Este introduz explicações e, portanto, representa um crescimento.

Jesus reza e ensina a oração aos seus discípulos. Os diversos grupos, fariseus, essênios, etc. se caracterizavam pela maneira própria de rezar, que lhes conferia identidade e assegurava a unidade do grupo. Os discípulos de Jesus pedem que Ele lhes ensine uma oração específica. O pedido mostra que eles têm consciência como comunidade messiânica. O Pai Nosso é sinal distintivo do cristão, um elemento unificador. Ele inaugura a oração em nome de Jesus.
No AT Deus é chamado de “Pai” 14 vezes. No NT Jesus dá um sentido novo a esta palavra. Jesus costuma invocar Deus com “Abbá”. Ele se dirige ao Pai como uma criança, na simplicidade e no abandono filial e nos convida a fazer o mesmo.

“Santificado seja o teu nome e venha o teu reino” – se referem à revelação plena do Reino de Deus no fim dos tempos. Com a vinda do Reino, o Senhor será santificado, não profanado. Pede-se a manifestação definitiva do Reino. São apelos lançados da profundeza da alma, que denotam um abandonar-se confiante nas mãos de Deus. Revelam a certeza de que Deus já iniciou a obra da salvação. Espera-se tão somente a plena realização.
“Dá-nos hoje nosso pão de amanhã” – visa o pão de cada dia, mas também o pão da salvação. “Pão da Vida” e “água viva” simbolizam a plenitude dos dons messiânicos. A “ceia do Senhor” é instrumento de comunhão e fraternidade. O “pão de amanhã” abrange a vida em sua globalidade, em sua plenitude. Pedir o Pão da Vida é pedir a santificação do cotidiano.
“E perdoa-nos nossas ofensas como também nós perdoamos aos que nos tem ofendido” – é o critério para a grande prestação de contas para qual caminhamos. Reflete a consciência do pecado. Só o perdão de Deus nos pode salvar. A era do Messias é o tempo do perdão. Quem reza o Pai Nosso lembra a si mesmo o dever de perdoar. O tempo messiânico é o tempo da misericórdia.
“E não dos deixes cair em tentação”. Deus não tenta (cf Tg 1,13). Não se pede para livrar da tentação, mas da grande tentação de negar a Deus. É um grito de socorro para não fraquejar.

No Pai Nosso pedimos o que realmente é importante: a glória de Deus, o Reino de Deus, o pão da vida, a misericórdia. Jesus ensina que a oração precisa ser: humilde diante de Deus e diante dos homens, confiante na bondade do Pai, insistente. E que é atendida quando feita com fé, em nome de Jesus e quando se pede coisas boas: o Espírito Santo, o perdão, o bem dos perseguidores e a vinda do Reino.

(Resumo da aula do Padre Arno – Escola de Formação Cristã)

O Decálogo nas Sagradas Escrituras

Ensina o Catecismo da Igreja Católica:

2056 – A palavra “Decálogo” significa literalmente “dez palavras” (Ex 34,28; Dt 4,13; 10,4). Deus revelou essas “dez palavras” a seu povo no monte sagrado. Ele as escreveu “com seu dedo” (Ex 31,18; Dt 5,22), à diferença de outros preceitos escritos por Moisés. São palavras de Deus de modo eminente. Foram transmitidas no livro do Êxodo e no do Deuteronômio. Desde o Antigo Testamento os livros sagrados se referem às “dez palavras”. Mas é em Jesus Cristo, na Nova Aliança, que será revelado seu sentido pleno.

2057 – O Decálogo deve ser entendido em primeiro lugar no contexto do êxodo, que é o grande acontecimento libertador de Deus no centro da Antiga Aliança. Formulados como preceitos negativos, como proibições, ou como mandamentos positivos (como: “Honra teu pai e tua mãe”), as “dez palavras” indicam as condições de uma vida liberta da escravidão do pecado. O Decálogo é um caminho de vida:

“Se amares teu Deus, se andares em seus caminhos, se observares seus mandamentos, suas leis e seus costumes, viverás e te multiplicarás” (Dt 30,16).

Esta força libertadora do Decálogo aparece, por exemplo, no mandamento sobre o descanso do Sábado, destinado igualmente aos estrangeiros e aos escravos:

“Lembrai-vos que fostes escravos numa terra estrangeira. O Senhor vosso Deus vos fez sair de lá com mão forte e braço estendido” (Dt 5,15).

2058 – As “dez palavras” resumem e proclamam a lei de Deus: “Tais foram as palavras que, em alta voz, o Senhor dirigiu a toda a vossa assembléia no monte, do meio do fogo, em meio a trevas, nuvens e escuridão. Sem nada acrescentar, escreveu-as sobre duas tábuas de pedra e as entregou a mim” (Dt 5,22). Eis  por que estas duas tábuas são chamadas “O Testemunho” (Ex 25,16). Pois contêm as cláusulas da aliança entre Deus e seu povo. Essas “tábuas do testemunho” (Ex 31,18; 32,15; 34,19) devem ser colocadas “na arca” (Ex 25,16; 40,1-2).

2059 – As “dez palavras” são pronunciadas por Deus no contexto de uma teofania (“Sobre a montanha, no meio do fogo, o senhor vos falou face a face”: Dt 5,4). Pertencem à revelação que Deus faz de si mesmo e da sua glória. O dom dos mandamentos é dom do próprio Deus e de sua santa vontade. Ao dar a conhecer as suas vontades, Deus se revela a seu povo.

2060 – O dom dos mandamentos e da Lei faz parte da Aliança selada por Deus com os seus. Segundo o livro do Êxodo, a revelação das “dez palavras” é dada entre a proposta da Aliança, e sua conclusão depois que o povo se comprometeu a “fazer” tudo o que o Senhor dissera, e a “obedecer” (Ex 24,7). O Decálogo sempre é transmitido depois de se lembrar a Aliança (“O Senhor nosso Deus concluiu conosco uma aliança no Horeb”: Dt 5,2).

2061 – Os mandamentos recebem seu pleno significado no contexto da Aliança. Segundo a Escritura, o agir moral do homem adquire todo o seu sentido na Aliança e por ela. A primeira das “dez palavras” lembra o amor primeiro de Deus por seu povo:

Tendo o homem, por castigo do pecado, decaído do paraíso da liberdade para a escravidão deste mundo, as primeiras palavras do Decálogo, voz primeira dos divinos mandamentos, aludem à liberdade: “Eu sou o Senhor teu Deus, que lhe fez sair da terra do Egito, da casa da escravidão” (Ex 20,2; Dt 5,6).

2062 – Os mandamentos propriamente ditos vêm em segundo lugar; exprimem as implicações da pertença a Deus, instituída pela Aliança. A existência moral é resposta à iniciativa amorosa do Senhor. É reconhecimento, submissão a Deus e culto de ação de graças. É cooperação com o plano que Deus persegue na história.

2063 – A Aliança é o diálogo entre Deus e o homem são ainda confirmados pelo fato de que todas as obrigações são enunciadas na primeira pessoa (“Eu sou o Senhor…”) e dirigidas a um outro sujeito (“tu…”). em todos os mandamentos de Deus, é um pronome pessoal singular que designa o destinatário. Deus dá a conhecer sua vontade a cada um em particular ao mesmo tempo que o faz ao povo inteiro:

O Senhor prescreveu o amor para com Deus e ensinou a justiça para com o próximo a fim de que o homem não fosse nem injusto nem indigno de Deus. Assim, pelo Decálogo, Deus preparou o homem para se tornar seu amigo e Ter um só coração para com o próximo… Da mesma maneira, as palavras do Decálogo, continuam válidas entre nós [cristãos]. Longe de serem abolidas, elas foram levadas à plenitude do próprio significado e desenvolvimento, pelo fato da vinda do Senhor na carne.

(Prof. Felipe Aquino)

OS DEZ MANDAMENTOS

Em Êxodo 20, 2-17
Em Deuteronômio 5, 6-21
Fórmula Catequética
Eu sou o Senhor teu Deus,
Que te tirei da terra do Egito,
dessa casa da escravidão.

Não terás outros deuses perante Mim.
Não farás de ti nenhuma imagem esculpida, nem figura que existe lá no alto do céu ou cá em baixo na terra ou nas águas debaixo da terra.
Não te prostrarás diante delas nem lhes prestarás culto porque eu, o Senhor teu Deus, sou um Deus cios: castigo a ofensa dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que Me ofendem; mas uso de misericórdia até à milésima geração com aqueles que Me amam e guardam os meus mandamentos.

Eu sou o Senhor teu Deus, que te fiz tirei da terra do Egito dessa da casa da escravidão.

Não terás outros deuses diante de Mim…

 

 

 

Primeiro: Adorar a Deus e amá-Lo sobre todas as coisas.
Não invocarás em vão o Nome do Senhor teu Deus,
porque o Senhor não deixa sem castigo
quem invocar o seu Nome em vão.
Não invocarás em vão o Nome do Senhor teu Deus… Segundo: Não invocar o santo nome de Deus em vão.
Lembrar-te do dia do Sábado para o santificar.
Durante seis dias trabalharás e farás todos os trabalhos.
Mas o sétimo dia é sábado do Senhor teu Deus.
Não farás nele nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho ou tua filha, nem o teu servo nem a tua serva,
nem o teu gado, nem o estrangeiro que vive em tua cidade.
Porque em seis dias o Senhor fez o céu e a terra,
o mar e tudo o que eles contêm: mas ao sétimo diz descansou.
Por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o consagrou.
Guarda o dia do sábado para o santificar Terceiro: Santificar os domingos e festas de guarda.
Honra pai mãe, a fim de prolongares os teus dias
na terra que o Senhor teu Deus te vai dar.
Honra teu pai e tua mãe… Quarto: Honrar pai e mãe (e os outros legítimos superiores).
Não matarás. Não matarás. Quinto: Não matar (nem causar outro dano, no corpo ou na alma, a si mesmo ou ao próximo).
Não cometerás adultério. Não cometerás adultério. Sexto: Guardar castidade nas palavras e nas obras.
Não roubarás. Não roubarás. Sétimo: Não furtar (nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo).
Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo. Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo. Oitavo: Não levantar falsos testemunhos (nem de qualquer outro modo faltar à verdade ou difamar o próximo).
Não cobiçarás a casa do teu próximo.   Nono: Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos.
Não desejarás a mulher do próximo, nem o seu servo nem a sua serva, o seu boi ou o seu jumento, nem nada que lhe pertença. Não desejarás a mulher do teu próximo;

Não cobiçarás … nada que pertença ao teu próximo.

Décimo: Não cobiçar as coisas alheias.

 

(Fonte)

Hoje guardamos os Dez Mandamentos assim:

01) Amar a Deus sobre todas as coisas.

02) Não tomar seu santo nome em vão.

03) Guardar domingos e festas de guarda.

04) Honrar pai e mãe.

05) Não matar.

06) Não pecar contra a castidade.

07) Não roubar.

08) Não levantar falso testemunho.

09) Não desejar a mulher do próximo.

10) Não cobiçar as coisas alheias.

Estes dez mandamentos resumem-se em dois que são:

 Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo.