Experiência humana, compromisso com a justiça

A catequese deve partir da vida, onde ocorrem muitos fatos, ainda que nem todos tenham igual importância. Há experiências profundas no íntimo de cada pessoa. O Evangelho ilumina as experiências de vida, lugar de encontro com Deus.
Deus nos oferece a sua Palavra para dar à pessoa resposta as suas interrogações, como também aos acontecimentos sociais. Daí, que a catequese não só ilumina o íntimo da pessoa, como procura esclarecer o que acontece em volta dela: na família, bairro, cidade, etc.
O Evangelho dá sentido a nossa vida. Jesus vive conosco uma situação histórica, política, religiosa, chamando-nos à fraternidade e à justiça.
É inevitável o nosso compromisso com a justiça de forma concreta junto aos nossos irmãos.
A justiça é a virtude que exige uma sociedade igualitária, respeito às pessoas, expulsando as desigualdades desumanas. Diante da competição desenfreada de nosso século, a justiça estabelece normas para melhor acolher os mais fracos, os excluídos, buscando igualdade para todos.
A justiça é fruto do amor, da fraternidade. Uma sociedade justa e igualitária é o feliz caminho para se obter a paz. A paz está inscrita no coração de todo homem como uma exigência da vida cristã.
A justiça e a fraternidade estão presentes em toda a história bíblica. Os profetas clamavam contra as injustiças cometidas pelos reis e pelos juízes que oprimiam os pobres.
Em muitos textos do Novo Testamento, a injustiça dos fariseus hipócritas é rejeitada. Eles julgavam ter alcançado a justiça pela realização externa das obras da Lei. Jesus condena esta atitude e ensina que: “se vossa justiça não for maior que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos céus” (Mt 5,20).
São Paulo ressalta que “o Espírito é vida por causa da justiça” (Rm 8,10) e São João acrescenta em sua carta que “todo o que não pratica a justiça não é de Deus, como também aquele que não ama o seu irmão” (1Jo 3,10).
Em nosso continente, o documento de Medellin (II Conferência Geral do Episcopado Latino Americano, Medellin, Colômbia, 1968) destacou o tema da justiça social. O destaque maior e a necessidade mais urgente, conforme o documento, e a mudança social para que se transformem não apenas os indivíduos, mas também as próprias estruturas em que se baseia a nossa sociedade. Uma mudança que abranja os campos econômico, político e cultural.
A partir deste documento foram elaborados outros em nível nacional e Latino-americano. As Igrejas do nosso continente assumiram a tarefa de denunciar as injustiças sociais tão gritantes da sociedade. As comunidades se dedicaram ao estudo dos profetas, procurando ter maior senso crítico, viver o Evangelho, prolongando a missão de Jesus Cristo.
Neste sentido, o ideal e a prática da justiça fazem com que os cristãos participem da paz, que é um fruto do Espírito Santo; e porque criam um mundo onde o amor e a justiça se tornam presença de Deus entre nós.
Ao apresentar sua mensagem, a catequese deve orientar e promover o processo de transformação social, exigido pela atual situação de injustiça em que se encontram marginalizados um grande número de pessoas de nossa sociedade.

• Quais as experiências humanas que são importantes na transmissão do Evangelho? Por quê?
• Como podemos anunciar a justiça e denunciar a injustiça em nossos encontros catequéticos?

Fonte: Folheto Ecoando 7 – formação interativa com catequistas – Editora Paulus

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Os amigos do Noivo trabalham para conquistar a noiva para Ele

Precisamos de pessoas que revelem o rosto paternal e maternal de Deus.

jesus é o noivo

“Caríssimos, esta é a confiança que temos no filho de Deus: se lhe pedimos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve. E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que lhe pedimos, sabemos que possuímos o que havíamos pedido.
Se alguém vê seu irmão cometer um pecado que não conduz à morte, que ele reze, e Deus lhe dará a vida; isto, se, de fato, o pecado cometido não conduz à morte. Existe um pecado que conduz à morte, mas não é a respeito deste que eu digo que se deve rezar.
Toda iniquidade é pecado, mas existe pecado que não conduz à morte. Sabemos que todo aquele que nasceu de Deus não peca. Aquele que é gerado por Deus o guarda, e o Maligno não o pode atingir.
Nós sabemos que somos de Deus, ao passo que o mundo inteiro está sob o poder do Maligno. Nós sabemos que veio o Filho de Deus e nos deu inteligência para conhecermos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos com o Verdadeiro, no seu Filho Jesus Cristo. Este é o Deus verdadeiro e a Vida eterna. Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (I Jo 5, 14-21).

Vida de oração

Esta leitura nos fala que Deus atende a nossa oração, as orações de nossos pedidos se forem segundo a vontade Dele. Há pessoas que crescem em estatura, ficam adultos, mas são como um bebe chorão. Algumas pessoas me pedem oração e depois eu verifico que nem fé eles tinham. Quando Deus não dá aquilo que pedem, ficam decepcionadas com o Senhor.

Daí eu pergunto: “Você acha que Deus só escuta a sua oração quando Ele faz aquilo que você quer?”. Nós rezamos e pedimos no nosso jeito, mas Deus ouve a oração do jeito Dele. O Senhor não está obrigado a fazer a nossa vontade. Nós achamos que trocamos de lugares, nos tornamos senhores. Nós pedimos e Deus nos serve.

Três respostas de Deus para nós

Deus pode dar três respostas para as nossas orações.

Primeira resposta – Sim. Vou te dar o que você quer.
Segunda resposta: Deus pode te pedir um tempo – Espere! Ainda não é hora.
E terceiro, Deus pode também dizer – Não! Um não, também é resposta.

Agora, com tudo isso que eu disse, me responda: Rezar é fácil?
As pessoas pensam: “Se é assim, do jeito de Deus, então não vou rezar. Vou fazer do meu jeito”. Deus tira coisas pequenas hoje, para que coisas grandes possam acontecer lá na frente. E você chora pelas migalhas.

O lixo disfarçado de luxo

Será que o diabo não disfarça o pecado? O pecado é envenenado, e nós comemos achando que é bom e gostoso.

Há momentos em que você faz alguma coisa e pensa: “Tem alguma coisa errada aqui”; “Há algo de errado na voz do fulano”; “Não sinto paz”. A palavra sabedoria vem de sabor. Tem coisas que parecem verdade mas são mentiras, tem coisas que parecem mentira, mas são verdade. Nessas horas, quem nos dá a sabedoria? É o Espírito Santo.

Você anda digerindo coisa ruim e culpando os outros? Dizendo: “É o meu marido, são os meus filhos”? Deus vê o nosso coração. Cuidado com o que você vem engolindo, cuidado com aquilo que o mundo vem te ensinando e quando dá errado, você acaba culpando os da sua família.

O Brasil está cheio de “pseudos” intelectuais que não sabem nada de vida, eles são analfabetos espirituais. Tem gente que sabe várias línguas, mas nunca se ajoelharam para rezar.

Dizem que, o que Deus criou está errado, o que a família viveu até hoje está errado. Não! O verdadeiro é Jesus Cristo, Nele está toda a verdade.

Distinguir a verdade da mentira

Como podemos separar a verdade da mentira? Pelo Espírito Santo. Entendimento, sabedoria, inteligência, sem o Espírito Santo você acha que está agradando a Deus, mas está O desagradando com sua ações.

O homem vê aparência, Deus vê o coração.

Meus irmãos! Quem não rezar, vai levar muito lixo para o seu coração. Quantos maridos levam lixo pra dentro de casa – pornografia, adultério; quantas esposas levam fofoca e conversa fiada? Não deixe o mundo tornar isso atrativo. Num primeiro momento pode parecer bonito, mas depois vai causar desilusão.

Gente! Pecar é ótimo, é bom! Se o pecado fosse ruim, ninguém pecava. O problema são as consequências do pecado. Isso Eva não sabia, ela achou que era só o ato. Ela comeu do fruto e de tão delicioso, ofertou também a Adão.

Quem planta colhe. Quem planta benção, colherá benção. Quem planta Deus, com Deus colherá.

Se você não gosta do que esta colhendo, mude a semente. Semear é opcional, colher é obrigatório. O que você fizer contra sua natureza, irá pagar com juros e correção monetária. Deus perdoa sempre, o ser humano de vez em quando, a natureza não perdoa nunca. O que você fizer contra sua natureza, irá pagar.

Queira conhecer o que é verdadeiro, porque aí você descarta o que é fácil e mentiroso.

Quero ser amigo do Noivo

E o Evangelho: “Jesus foi com seus discípulos para a região da Judeia. Permaneceu aí com eles e batizava. Também João estava batizando, em Enon, perto de Salim, onde havia muita água. Aí chegavam as pessoas e eram batizadas.
João ainda não tinha sido posto no cárcere. Alguns discípulos de João estavam discutindo com um judeu a respeito da purificação. Foram a João e disseram: “Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão e do qual tu deste testemunho, agora está batizando e todos vão a ele”.
João respondeu: “Ninguém pode receber alguma coisa, se não lhe for dada do céu. Vós mesmos sois testemunhas daquilo que eu disse: ‘Eu não sou o Messias, mas fui enviado na frente dele’. É o noivo que recebe a noiva, mas o amigo, que está presente e o escuta, enche-se de alegria ao ouvir a voz do noivo. Esta é a minha alegria, e ela é completa. É necessário que ele cresça e eu diminua”
(Jo 3, 22-30).

Sabe do que o evangelho está falando?

De situações em que, quando alguém do mesmo ramo que você , começa se destacar mais, comprar mais, a receber mais propostas. Disseram isso a João. “As pessoas gostam mais Dele (Jesus) do que de você”.

Incentive os dons dos outros

Se essa frase é dita na empresa ou na Igreja, ao invés, de incentivarmos os dons do outro, vamos cortando. Ao invés de nos alegrarmos com o dom do outro, a gente vai persegui-lo. Até dentro da Igreja, ao invés de sentirmos alegria, pelo que Deus faz na vida do outro, começamos a “detonar”, excluir, até que a pessoa desiste do dom que recebeu.

Precisamos fazer como João. “Eu sou amigo do noivo”. A nossa vocação de sacerdote é ser amigo do noivo por excelência. Que você se apaixone pelo noivo. Quando assumirmos nossa vocação de amigos do noivo, a maioria dos problemas de nossas paroquias e pastorais vão desaparecendo.

Nem o inferno pode destruir a igreja, Jesus disse isso a Pedro. Mas, o que o inferno não pode a desunião pode. Jesus também disse que um reino desunido, contra si mesmo, não há de subsistir. Ninguém pode apropriar-se de uma função se não for Deus quem der.

Senhor, que eu seja teu colaborador! Não me deixe ser levado por ciúmes. Cada um tem o seu dom, que eu jamais ceda a tentação de centrar a atenção das pessoas em mim. Mas que eu seja uma vidraça transparente, que todos te vejam através de mim. Porque Tu deves crescer e eu diminuir.

Amem!

Padre Chrystian Shankar

Pároco do Santuário Nossa Senhora Aparecida em Divinópolis – MG

(Fonte)

Bodas de Caná – Lectio Divina

LECTIO DIVINA

II Domingo do Tempo comum – Ano C

17 de janeiro de 2016 

“Cantem uma nova canção a Deus, o Senhor.

Cantem ao Senhor todos os povos da terra”.Sl 96.1

PREPARAÇÃO ESPIRITUAL

 Vem a mim, Espírito Santo,

Espírito de sabedoria:

dá-me visão e audição interiores

para que não me apegue às coisas materiais,

mas busque sempre as realidades do Espírito.

Vem a mim, Espírito Santo,

Espírito de amor;

faze com que meu coração

seja sempre capaz de mais caridade.

Vem a mim, Espírito Santo,

Espírito de Verdade:

concede-me chegar ao conhecimento da verdade

em toda a sua plenitude.

Vem a mim, Espírito Santo,

água viva que leva à vida eterna:

concede-me a graça de chegar

a contemplar o rosto da misericórdia, Jesus Cristo,

na alegria e na vida sem fim.[1]

 

TEXTO BÍBLICO: João 2.1-11


Jesus vai a um casamento

1Dois dias depois, houve um casamento no povoado de Caná, na região da Galileia, e a mãe de Jesus estava ali. 2Jesus e os seus discípulos também tinham sido convidados para o casamento. 3Quando acabou o vinho, a mãe de Jesus lhe disse:

— O vinho acabou.

4Jesus respondeu:

— Não é preciso que a senhora diga o que eu devo fazer. Ainda não chegou a minha hora.

5Então ela disse aos empregados:

— Façam o que ele mandar.

6Ali perto estavam seis potes de pedra; em cada um cabiam entre oitenta e cento e vinte litros de água. Os judeus usavam a água que guardavam nesses potes nas suas cerimônias de purificação. 7Jesus disse aos empregados:

— Encham de água estes potes.

E eles os encheram até a boca. 8Em seguida Jesus mandou:

— Agora tirem um pouco da água destes potes e levem ao dirigente da festa.

E eles levaram. 9Então o dirigente da festa provou a água, e a água tinha virado vinho. Ele não sabia de onde tinha vindo aquele vinho, mas os empregados sabiam. Por isso ele chamou o noivo 10e disse:

— Todos costumam servir primeiro o vinho bom e, depois que os convidados já beberam muito, servem o vinho comum. Mas você guardou até agora o melhor vinho.

11Jesus fez esse seu primeiro milagre em Caná da Galileia. Assim ele revelou a sua natureza divina, e os seus discípulos creram nele.

1. LEITURA

Que diz o texto? 

Mest. Leonardo Mongui Casas[2]

 ü  Algumas perguntas para ajudar-te em uma leitura atenta…

 O que aconteceu em Caná da Galileia? Quem havia sido convidado? O que responde Jesus quando Maria lhe diz que o vinho acabou? Qual a orientação que Maria dá aos que estavam servindo? O que faz Jesus com a água dos potes? O que fez e o que disse o dirigente da festa?

Algumas pistas para compreender o texto:

Para entender a importância do evangelho que nos narra as bodas de Caná, é necessário imaginar-nos como convidados que assistem pela primeira vez a uma festa de casamento judaica na época de Jesus.

Em primeiro lugar, ainda que agora nos pareça bastante estranho, nas bodas da época era preciso estar preparado para uma celebração que durava uma semana, razão por que os preparativos implicavam grandes esforços. Outro elemento bem característico era que somente o homem podia participar dos atos públicos, como é o caso do matrimônio; portanto, a presença das mulheres, especialmente de familiares e amigas, como no caso de Maria, estava ligada ao serviço dos convidados. Isto nos ajuda a entender por que Maria estava ciente dos inconvenientes que apareceram.

O vinho era importante não somente pela alegria que representava (Eclesiastes 10.19), mas também porque fazia parte dos elementos essenciais da vida cotidiana do povo e representava a bênção de Deus sobre um lar (Gênesis 27.28). De modo que, se em uma celebração o vinho viesse a faltar, não seriam poucos os comentários dos convidados a respeito dos esposos, de seus pais, da preparação da festa e, talvez, do futuro deles, dado que isto seria visto como um erro desonroso, e não o melhor presságio do que aconteceria com o casal.

De igual modo, podemos considerar os elementos que tornaram possível o milagre: a água, que na tradição judaica tem estreita relação com a vida, e os potes de pedra, que eram usados para que as pessoas pudessem lavar-se as mãos e purificar-se antes de comer. Portanto, não era necessariamente a melhor água para o consumo. Por outro lado, podemos ressaltar que o vinho que resulta do milagre não é apenas o que se exigia para que a festa continuassem, mas que é “o melhor vinho” (v. 10). Os “sinais” de Jesus não são apenas atraentes, mas, como tudo o que provém de Deus, são extraordinários.

Agora concentremo-nos nas atitudes das duas personagens principais:

Maria: ela mostra-se aberta ao serviço – é sua característica natural; está sempre atenta às necessidades de todos (por exemplo, a visita à sua prima Isabel – Lucas 1.39-56). Nesta parte do evangelho, vemo-la atenta aos noivos, fazendo o que pode e discretamente convidando Jesus a colocar-se também a serviço destes novos esposos (“O vinho acabou” – João 2.3). Finalmente, podemos destacar a confiança de Maria, transmitida aos servidores, em relação ao poder do Mestre: “Façam o que ele mandar” (v. 5); neste caso, podemos afirmar que, graças à intercessão de Maria, realiza-se o milagre.

Jesus: chamam a atenção as expressões “senhora” [no grego,” mulher”] e “ainda não chegou a minha hora”, no v. 4. No texto grego, Jesus usa a palavra “mulher” novamente em Jo 19.26, termo que, biblicamente, de modo geral, nos recorda Eva, a primeira mulher. Por outro lado, a preocupação de Jesus com a “hora” está muito relacionada ao estilo do evangelista, que ressalta o momento da paixão e morte de Jesus. Por fim, vale a pena destacar a atitude de humildade do Senhor para fazer acolher a solicitude de sua mãe, Maria, e colocar-se a serviço desse novo lar. Jesus envolve outras pessoas nesta obra maravilhosa: ordena aos empregados que façam alguns preparativos e, em seguida, diz-lhes que o vinho deve ser provado pelo “dirigente da festa” (vv. 6-7).

2. MEDITAÇÃO

O que o Senhor me diz no texto?

O evangelho apresenta um relato no qual todos os detalhes poderiam servir para nossa meditação. Hoje, detenhamo-nos no fato de que uma festa tenha sido o momento em que Jesus realizou seu primeiro milagre e, além do mais, por intercessão de sua mãe. Em uma festa, não pode faltar nem o vinho, nem a felicidade. Maria convida-nos, com sua sensibilidade materna, a aproximar-nos das pessoas e perceber suas necessidades, a fim de que a festa da vida nunca termine. Por conseguinte, mesmo que estejamos em um momento de alegria, as preocupações sempre permanecem na profundidade de nossos corações. Peçamos a Maria que nos ensine a ter atitudes de misericórdia, proporcionando calma para nós mesmos e servindo as demais pessoas em suas precisões.

São João Paulo II propõe-nos a seguinte reflexão: “Por sorte, com aqueles esposos ‘estava a Mãe de Jesus’ e, consequentemente, ‘Jesus também foi convidado para as bodas’ (Cfr. Jo 2.1-2); e, a pedido da Mãe, Jesus transformou milagrosamente a água em vinho; o banquete pôde prosseguir alegremente, e o esposo recebeu os cumprimentos do chefe da mesa (Cfr. Jo 2.9-10), admirado com a qualidade do último vinho servido.

Eis como, caríssimos irmãos e irmãs, o banquete de Caná nos fala de um outro banquete: o da vida, a que todos desejamos sentar-nos para experimentar um pouco de alegria. O coração humano é feito para a alegria e não nos devemos maravilhar se todos propendemos para essa meta. Infelizmente a realidade, pelo contrário, submete tantas pessoas à experiência, às vezes martirizante, da dor: doenças, lutos, desgraças, taras hereditárias, solidão, torturas físicas, angústias morais – um leque de ‘casos humanos’ concretos, cada um deles com um nome, um rosto e uma história.

Estas pessoas, se estão animadas pela fé (…),sabem que em tais situações, como em Caná, ‘está a Mãe de Jesus’: e onde está Ela, não pode faltar seu Filho. E esta a certeza que nos move…[3]

Continuemos nossa meditação com estas perguntas:

Convido Jesus e Maria para a festa de minha vida? Que coisas me impedem de ver as necessidades dos outros? Rezo pedindo a Deus pelas necessidades de meu país, de meus vizinhos, de meus companheiros? Tenho a fé de Maria e apresento em oração ao Senhor as necessidades dos demais?

3. ORAÇÃO

O que respondo ao Senhor me fala no texto?

Quando a vida é uma triste festa de casamento,

onde se acaba o vinho: ali estás tu, Maria.

Para que tudo se converta em festa,

tu nos trazes teu filho: ali estás tu, Maria.

Maria,

tu nos ajudas a sentir tua alegria.

A força de Deus é o amor que te guia,

e agora queremos compartilhar.[4]

4. CONTEMPLAÇÃO

Como ponho em prática, me minha vida, os ensinamentos do texto?

Senhor, tu és o vinho que alegra nossa vida.

5. AÇÃO

Com que me comprometo para demonstrar mudança?

Em minha casa, observo algumas das necessidades ou preocupações dos que vivem comigo, e oro por elas.

 “O melhor dos vinhos está na esperança, está para vir para cada pessoa que se arrisca a amar”.

Papa Francisco

 


[1] Oración al Espíritu Santo, San Agustín

[2] É leigo, membro da Associação de Missionários da Juventude na Colômbia, especialista em Ciências Bíblicas e Mestre em Pastoral de Juventude. Trabalha como Diretor Associado da Equipe Bíblica no Instituto Fé e Vida. Faz parte da Equipe Lecionautas desde o ano 2012.

[3] João Paulo II, Festa da Aparição de Nossa Senhora de Lourdes – 11 de fevereiro de 1980 (https://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/homilies/1980/documents/hf_jp-ii_hom_19800211_apparizione-lourdes.html)

[4] Canciones y oraciones salesianas – Alicante, España

(Fonte: Católico Orante)