O valor de todo ser humano

(Sugestão de encontro com o tema da Campanha da Fraternidade 2014)

1. Recado ao catequista com justificativa do tema

Crianças e adolescentes precisam conhecer seu próprio valor como obras especiais dentro da criação. É a partir dessa valorização que irão compreender o valor do outro, qualquer que seja a sua condição. Quem não valoriza o ser humano está desvalorizando também o grande artista que criou todos nós com capacidade de amar e de ser amados, de criar, de transformar a vida.

Por trás do tráfico de pessoas (para trabalho escravo, adoções ilegais, exploração sexual, comércio de órgãos) está a colocação do dinheiro e dos bens de mercado como valor supremo, absoluto. O abuso sexual aparece também como um modo de tratar o corpo enquanto objeto. Crianças e adolescentes precisam crescer sabendo identificar o que realmente é importante. A questão do sentido da vida humana deve ser abordada a partir de recursos ao alcance de cada faixa etária. O mesmo vale para os exemplos que serão apresentados de acordo com a sensibilidade de cada grupo de catequizandos. Apesar da gravidade e de certos aspectos pesados do tema, possivelmente as crianças estarão mais dispostas a valorizar o que vai ser refletido, a partir da própria inocência com que contemplam a vida.

2. Desenvolvimento do encontro

Preparação do local: Colocar em destaque o cartaz da Campanha da Fraternidade e a Bíblia. Preparar uma folha com três colunas e com os títulos: coisas baratas, coisas muito caras, o que não tem preço. Trazer figuras de pessoas de variadas etnias, idades e situações sociais e anúncios de produtos que estão à venda. Compor faixas com os textos bíblicos citados.

3. Apresentação do tema:

O catequista vai conversar sobre a Campanha da Fraternidade, verificando o que os catequizandos já sabem sobre isso. Outras campanhas podem ser relembradas. Como ela é feita na Quaresma, temos aí uma oportunidade de explicar o significado desse tempo litúrgico que nos convida a uma revisão de vida.

Serão apresentados o cartaz e o tema, com uma explicação do significado geral de tráfico humano (trabalho escravo, exploração de atividade sexual, venda de crianças para adoção ilegal e comércio de órgãos) adaptada à idade e à sensibilidade dos catequizandos. Aí se pode comparar o que o grupo já sabe sobre o processo de escravidão vivido em outros tempos com os tipos de escravidão que podem ocorrer ainda hoje.

4. Podemos vender coisas, e não pessoas. Por quê?

Todos os dias vemos anúncios que mostram como é o nosso sistema de compra e venda (o catequista pode apresentar recortes de anúncios publicados em revistas, folhetos ou jornais, com o preço de cada mercadoria anunciada). Por que algumas coisas são mais caras do que outras?

Devemos comprar tudo que desejarmos? Há pessoas que só se sentem valorizadas se estiverem usando o que a propaganda diz que é indispensável. Mas quem será que tem mais valor: o jovem (ou a criança) que vive exigindo dos pais tudo o que os colegas estiverem usando ou quem sabe ficar sem alguma coisa quando percebe que isso vai ser um sacrifício para os pais? O que é mais valioso para nós: um presente caro ou a alegria de estarmos sendo os melhores amigos dos nossos pais e de todos que cuidam de nós? Vale mais um brinquedo, uma roupa de moda ou a amizade, a ajuda dos amigos e da família, a descoberta de nossas próprias qualidades?

Há coisas que podemos comprar e outras (mais preciosas ainda) que não têm preço.

O catequista apresenta a folha com as três colunas. Os anúncios serão colados nas duas primeiras colunas; e as figuras das pessoas, na última:

5. Uma história que nos dá um bom exemplo

pinoquioVamos pensar um pouco na história do Pinóquio. Gepeto era um fabricante de brinquedos, vivia disso: fazia os brinquedos e vendia. Um brinquedo mais caprichado, com mais recursos, certamente seria mais caro. Gepeto, porém, queria algo muito especial: não queria ser o melhor fabricante de brinquedos do mundo, queria ter um filho para amar. Fez o Pinóquio com muito amor e cuidado, mas só ficou contente de verdade quando o boneco ganhou vida: agora ele poderia ter algo parecido com um filho. E esse Pinóquio, que poderia lhe trazer muita fama, ele não iria nunca querer vender, porque era amado como algo que não tem preço. O que havia no Pinóquio agora que fazia dele algo tão especial?

Gepeto pode nos fazer pensar no nosso Deus. Ele criou muitas coisas, mas, ao fazer os seres humanos, pensou neles como filhos a serem amados. Com certeza, toda a criação merece ser bem cuidada, mas as pessoas que Deus tanto ama — e que são também capazes de amar — precisam ter um tratamento especial.

(Obs: lembrar do exemplo de Pinóquio, que faltou à escola e foi levado para trabalhar no circo como escravo…)

6. E a história de cada pessoa vai mais longe

É fácil perceber que quem estraga a vida de uma pessoa está dando ao mundo um prejuízo imenso. Mas a coisa vai mais longe do que, às vezes, percebemos. Pensemos nesses filmes de ficção científica que apresentam alguém fazendo uma viagem no tempo, indo para o passado (como acontece, por exemplo, no filme De Volta para o Futuro). Quem viajasse para o passado teria que ter muito cuidado para não alterar certas coisas porque, quando se muda a vida de uma pessoa, estamos mudando também a história de todos os seus descendentes e as consequências de tudo que essa pessoa realizou. Por exemplo: se alguém fosse ao passado e não deixasse nosso pai conhecer a nossa mãe, nós não nasceríamos. Se alguém tivesse estragado a carreira de alguns cientistas conhecidos, muitas descobertas não teriam sido feitas… Assim, hoje, quando o tráfico de pessoas leva gente para longe de tudo que poderia ser oportunidade para boas realizações, não é somente a vida daquela pessoa que está sendo estragada; todo um futuro bom para muitos outros está deixando de existir quando se impede uma pessoa de desenvolver livremente seus dons, de criar coisas boas com liberdade, de cuidar bem daqueles que ama.

7. Alguém poderia dizer que não tem nada a ver com isso?

Quando alguém da nossa família é maltratado, achamos que não temos nada a ver com isso? Somos todos parte de uma família maior de filhos e filhas de Deus. De alguma forma, tudo o que é feito a outro ser humano nos atinge. Se alguém acha que a dignidade de uma pessoa pode ser ignorada, está de fato pondo em perigo a dignidade de todas as pessoas (inclusive a sua), porque cada exceção vai tornando mais fácil desrespeitar a regra geral. Foi por isso que, há muitos séculos, o filósofo Sêneca já dizia: “Tua casa está em perigo quando a casa do vizinho está em chamas”. Podemos pensar em alguns exemplos que mostrem como a insegurança dos outros nos atinge?

Quando respeitamos o outro, estamos indicando que queremos ser respeitados e estamos ajudando a perceber como esse respeito é importante para todos.

8. O que diz a Bíblia: Com pessoas, a “matemática” é diferente

Quem não trocaria uma televisão (uma casa, um automóvel, um videogame…) por 99? Em se tratando de coisas, a quantidade aumenta o valor. Mas com as pessoas é diferente. Como gente é insubstituível, não dá para medir o valor do mesmo jeito.

Jesus um dia contou uma parábola que alguns acham estranha. Está em Lc 15,1-7. Ele pergunta: quem, tendo cem ovelhas e perdendo uma, não deixa as 99 no deserto e vai atrás daquela que se perdeu? Se ele estivesse mesmo falando de ovelhas, seria fácil achar que, tendo 99, dá para se conformar com a perda de uma. Mas as ovelhas aí representavam as pessoas, e ele estava querendo dizer que nenhuma pessoa deve ficar perdida, porque o valor de cada uma é imenso. Pessoas não têm preço, cada uma é um tesouro sem fim.

Quem segue Jesus não pode se conformar com a injustiça feita a qualquer pessoa, nenhuma vida pode ser desrespeitada. Quem faz tráfico de pessoas (enganando e escravizando trabalhadores e crianças, transformando relacionamentos sexuais em fonte de lucro) está tratando um ser humano como se fosse uma mercadoria. Jesus nunca iria concordar com isso!

9. Deus, Pai e Mãe de cada pessoa

Podemos valorizar muito o ser humano, mas é claro que amamos de modo especial aqueles que estão mais perto de nós. Fica fácil entender o amor especial de mães e filhos, de irmãos e irmãs, de avós e netos, de amigos próximos, de pessoas que admiram outras.

Um diálogo em duplas:

Cada um conversa com o colega ao lado sobre as pessoas que são mais amadas e mais importantes na sua vida. Que pessoas consideram você muito importante? Em quem você confia para receber ajuda nas horas difíceis?

Para Deus, todos somos amados, especiais e importantes. A Bíblia nos mostra que Ele nos acompanha e nunca desiste de nós. Veja só o que Deus nos diz no livro do profeta Isaías:

“Acaso uma mulher esquece o seu neném ou o amor ao filho de suas entranhas? Mesmo que alguma esqueça, eu de ti jamais me esquecerei!” (Is 49,15).

“Mesmo que as serras mudem de lugar ou que as montanhas balancem, meu amor para contigo nunca vai mudar […]” (Is 54,10).

“Qual mãe que acaricia os filhos, assim vou dar-vos o meu carinho […]” (Is 66,13).

Dá para imaginar como esse Deus, com esses sentimentos de mãe, tem um desgosto enorme quando vê gente tratando os outros como mercadoria, escravizando o irmão?

10. E, se maltratar o irmão, de nada adianta ir a Deus com orações e homenagens

O mesmo livro do profeta Isaías mostra que, para Deus, o mais importante é ver seus filhos bem tratados. E, se alguém não souber fazer isso, orações e ofertas feitas a Deus não vão agradar nem um pouquinho. Conversar com Deus? Só depois de consertar o mal que se faz aos outros:

“[…] Parai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem, buscai o que é correto, defendei o direito do oprimido, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva. Depois, vinde, e podemos discutir […]” (Is 1,16-18).

O órfão e a viúva representavam naquele povo os mais pobres, os que não tinham meios de se sustentar. Ainda hoje são os pobres e os sem recursos que estão mais indefesos diante das tentativas e das falsas promessas do tráfico de pessoas.

Jesus também protestou muito contra quem diz que é religioso, mas explora o seu próximo. Ele ficou bem zangado com quem desrespeitou o direito do outro para ganhar dinheiro. Ele disse: “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro!” (cf. Mt 6,24). Ou seja: é claro que todos precisam de algum dinheiro, mas não se pode, para ganhá-lo, fazer uma coisa que maltrata o irmão. Quem fizer isso mostra que não tem também amor a Deus.

11. Atividade para casa

Conversar com a família sobre o valor do ser humano e fazer algum gesto que mostre que sabemos que as pessoas são preciosas (por exemplo: agradecer o amor que recebemos, fazer uma gentileza para alguém que nos presta serviço).

Oração: (pode ser também a própria oração da campanha)

Vamos louvar a Deus, que nos conhece e nos ama desde que fomos criados. É assim também que Ele ama e valoriza todas as pessoas.
“Foste Tu que criaste minhas entranhas
e me teceste no seio de minha mãe.
Eu Te louvo porque me fizeste maravilhoso;
são admiráveis as Tuas obras;
Tu me conheces por inteiro.”
(Salmo 139,13-14)

Querido Deus, Pai e Mãe, que dás tanto valor a todos nós, ajuda-nos a ver cada pessoa como uma obra maravilhosa, sinal da Tua sabedoria e do Teu amor. Perdoa-nos se, algumas vezes, consideramos insignificante algum ser humano. Inspira-nos para sabermos sempre ajudar quem ainda não descobriu a importância do amor ao próximo e livra-nos do erro de considerar que ter coisas é mais importante do que conviver bem com os Teus outros filhos e filhas.

Canto final: (pode também ser o Hino da Campanha)

Teu Nome, Senhor, É Tão Bonito
(de Jocy Rodrigues)

Teu nome, Senhor, é tão bonito.
Tu moras no céu, lá nas alturas.
Até criancinhas que ainda mamam
já sabem que vences o inimigo.
Olhando o céu que Tu fizeste,
eu vejo as estrelas, vejo a Lua,
entendo que o homem vale muito,
pois tudo pra ele Tu fizeste.
Menor um pouquinho do que os anjos,
mas cheio de glória e de valor,
de Ti recebeu poder e força
pra tudo vencer e dominar.

Encontros Catequéticos para Crianças e Adolescentes. Campanha
da Fraternidade 2014, Fraternidade e Tráfico Humano.
Brasília – DF: Ed. CNBB.

Jesus nos revela o Pai que perdoa

Como é grande o amor de Deus, e a Sua Misericórdia!
Deus quer que saibamos disso! Que não tenhamos dúvida! Nem eu, nem você, nem nenhum pecador.

Mas, quem é pecador? Que é pecado? É uma falta de amor para com Deus.
Por nossa própria culpa, muitas vezes ofendemos a Deus, e nos desviamos do seu amor. É o pecado. Pode ser grave ou menos grave, mas é sempre pecado.

O pecado grave chama-se pecado mortal e destrói o amor no coração do homem.
O menos grave chama-se pecado venial, e embora não destrua completamente o amor de Deus em nós, enfraquece a vida da graça.

Um pecado é mortal quando:

  • a matéria é grave,
  • nós sabemos que é grave,
  • e assim mesmo queremos fazer o mal.
Devemos evitar com todas as forças o pecado grave, mas também os veniais pois sua repetição produz vícios e maus hábitos.
Mas Jesus nos deu uma certeza: por maior que seja o pecado, maior é o amor de Deus pelo pecador.
É esse amor e essa misericórdia que Jesus quer nos revelar com a parábola do Pai Misericordioso (Lc 15, 11-32)
Todos nós somos filhos pródigos. Todos esbanjamos tesouros de graças e dons gratuitamente recebidos de Deus, e, muitas vezes, longe da casa do Pai, passamos a viver entre porcos, na imundície do pecado, sujando nossa veste batismal. Mas como o pai esperou o filho pródigo, Deus está sempre esperando a volta do pecador., por mais longe que ele esteja.
Se pecamos, podemos voltar confiantes, pois nos espera uma festa: é o Amor infinito do Pai.
A bela túnica, o anel e o banquete da festa são símbolos da vida Nova, cheia de alegria, de quem, arrependido, volta para o Pai. E como o filho pródigo, nós também, podemos readquirir outra vez a dignidade de Filho de Deus.
Nessa parábola, Jesus nos mostra que o filho erra, mas, quando reconhece o seu pecado.
  • Arrepende-se
  • Decide voltar
  • Confessa sua falta
  • Pede perdão ao pai
  • Promete não mais pecar
Esse movimento de volta para Deus chama-se CONVERSÃO e é fruto do ARREPENDIMENTO e do firme PROPÓSITO de não mais pecar.
Esse é o caminho de volta do pecador, que se encontra com o Pai no SACRAMENTO DA RECONCILIAÇÃO E PENITÊNCIA. Nesta parábola, Jesus nos ensina também que devemos distinguir bem o pecado do pecador. Deus detesta o pecado, mas ama o pecador.
O pecado é mau e detestável, mas o pecador é filho, e, se volta arrependido, grande é a alegria no céu, da qual devemos participar.
“Convinha, porém fazermos festa, pois este irmão estava morto e reviveu, tinha-se perdido e foi achado” (Lc 15, 32)
Um verdadeiro cristão não perde a chance de receber o abraço misericordioso do Pai sempre que possível, no Sacramento da Reconciliação e Penitência.
VAMOS CELEBRAR:
Leitor 1: Como seria o nosso mundo se a palavra PERDÃO não existisse? Se o que ela significa não fizesse parte das experiências que cada um pode fazer? Se não houvesse mais uma mão estendida oferecendo a reconciliação? Se aquele que peca tivesse que continuar pecador para sempre? Se todo o mundo tivesse de ficar só, com o seu pecado? Se só existisse a vingança e não mais o perdão?
Leitor 2: Realmente seria insuportável. Mas, no encontro de hoje, Jesus nos conta como o Pai acolhe com alegria e perdoa aquele que reconhece seu pecado. Para receber o perdão de deus é preciso:
Lado 1: Arrepender-se
Lado 2: Confessar o seu erro
Lado 1: Pedir perdão ao Pai
Lado 2: Prometer não mais pecar.
Leitor 1: Quando nos afastamos de Deus e a Ele retornamos pelo Sacramento da Penitência e Reconciliação, somos como o filho mais moço da Parábola.
Todos: Estamos alegres ó Pai, pois acreditamos no teu perdão! E precisamos, contigo, aprender a perdoar.
Leitor 2: Ir ao encontro do outro, estender a mão, dizer a primeira palavra, dar o primeiro passo, aceitar o outro com as suas faltas, fazer triunfar o amor sobre o rancor e a vingança, romper o círculo vicioso da culpabilidade e do castigo, continuar o caminho juntos.
Todos: Ó Pai,  ensina-nos a manifestar em nossa vida o teu rosto terno e misericordioso.
Catequista: Agora, de mãos dadas, que significam o compromisso que assumimos de sermos irmãos uns dos outros, vamos rezar a oração do Pai Nosso, confiantes no perdão que recebemos e que devemos dar a todos.
Todos: Pai Nosso…
CANTO FINAL:

Abraço de Pai
(Adriana e Walmir Alencar)
Quanto eu esperei, ansioso queria te ver
E te falar o que há em mim, já não podia me conter.
Me decidi, Senhor, hoje quero rasgar meu viver
E te mostrar meu coração, tudo o que tenho e sou.
E por mais que me falem, não vou desistir
Eu sei que nada sou, por isso estou aqui.
Mas eu sei que o amor que o Senhor tem por mim
É muito mais que o meu, sou gota derramada no mar.
Quanto tempo também o Senhor me esperou
Nas tardes encontrou saudade em meu lugar.
Mas ao me ver na estrada ao longe voltar
Num salto se alegrou e foi correndo me encontrar.
E não me perguntou nem por onde eu andei
Dos bens que eu gastei, mais nada me restou.
Mas olhando em meus olhos somente me amou
E ao me beijar, me acolheu num abraço de pai.

Os Sacramentos de Serviço

Algumas pessoas, depois de já terem sido consagradas pelos Sacramentos do Batismo e da Confirmação, sentem-se chamadas por Deus para um outro tipo de consagração especial: são os padres, através do Sacramento da Ordem e os noivos, através do Sacramento do Matrimônio.

O SACRAMENTO DA ORDEM

Somente os homens podem receber o Sacramento da Ordem, que imprime em suas almas uma vez e para sempre, o caráter de “Sacerdote de Cristo”, isto é, recebem de Jesus a missão de servir o povo de Deus, cuidar das almas, levando-as para Deus.


“Eu vim para servir”, disse Jesus, e é para servir que o homem se ordena Sacerdote.
A principal função do Sacerdote é a celebração do Santo Sacrifício da Missa, conforme a ordem de Cristo aos seus apóstolos, na última ceia, depois de transformar pão e vinho em Seu Corpo e Seu Sangue: “Fazei isto em memória de Mim”.
O Sacerdote tem ainda a missão de: evangelizar, batizar e ministrar todos os Sacramentos:
“Ide, ensinai a todas as criaturas batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

O Sacramento da Ordem, foi transmitido por Jesus, aos apóstolos, que por sua vez transmitiram a outros o poder e a graça de agirem em nome de Jesus.

  • Os Bispos são os sucessores dos apóstolos e auxiliares do Papa, sucessor do apóstolo Pedro.
  • Presbíteros (padres, sacerdotes), são os auxiliares dos Bispos. Estão à frente das paróquias ou realizam outra função na Igreja, determinada pelos Bispos, para o bem do povo de Deus.
  • Diáconos: não são sacerdotes, mas receberam o poder de servir ao Povo de Deus na celebração da Palavra. Podem também presidir os batismos e matrimônios.

Pela imposição das mãos, os bispos ordenam novos sacerdotes, para agir em nome de Jesus.
Devemos rezar muito pelos nossos sacerdotes, não tem preço o que deles recebemos.
São homens como nós, fracos e pecadores, mas atendendo o chamado de Deus, se dispuseram a nos servir. Por isso, precisam da nossa amizade, respeito e oração.
Rezemos para que Deus nos dê muitos e santos sacerdotes!

O SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO

O homem e a mulher foram criados à imagem e semelhança de Deus que é Amor. Foram criados por amor e para o amor. Por isso, a vocação da pessoa humana é amar.
O amor mútuo de um homem e de uma mulher torna-se imagem do amor de Deus. Desde a criação, Deus abençoou o homem e a mulher, dizendo-lhes: “Crescei e multiplicai-vos e enchei a terra” (Gn 1, 27-28)
A união de amor entre um casal torna-os “um só corpo e uma só alma” e deve encontrar sua felicidade e sua plenitude em Deus.
Esta união natural é santificada por Cristo no Sacramento do Matrimônio.
Sacramento que é uma aliança para toda a vida.
O próprio Jesus disse: “O que Deus uniu, o homem não separe” (Mc 10, 9)
Por este Sacramento, o casal recebe graças especiais para que marido e mulher se ajudem a cumprir a vontade de Deus e criem seus filhos como verdadeiros cristãos.
O matrimônio cristão é indissolúvel, fiel e aberto à fecundidade.
A Igreja também ensina que só deve haver união conjugal sob as bênçãos de Deus.
E o jovem cristão deve aprender a viver sadia e castamente esta fase da vida.
Viver a castidade é difícil, assim como vencer as ambições, dominar o orgulho, ser justo, viver a pobreza.
Esta luta contínua não é inútil, porque toda vitória sobre o egoísmo e sobre o pecado torna o homem mais livre, e aberto ao amor de Deus e aos irmãos.

Os Sacramentos da Ordem e do Matrimônio, são chamados de sacramentos de serviço e comunhão, pois dão a graça para a pessoa desenvolver sua vocação na sociedade, servindo aos irmãos.
Toda vocação é um chamado para a realização de alguma coisa. Por isso, é muito importante que você se coloque numa atitude de escuta, a fim de realizar a vocação a qual foi chamado por Deus. A pessoa só se realiza plenamente dentro da sua vocação.

Celebrando:

Façamos agora uma oração pelas Vocações:

Senhor da messe e pastor do rebanho, 

faz ressoar em nossos ouvidos o teu forte e suave convite: 

“Vem e segue-me”! 

Derrama sobre nós o teu Espírito, que Ele nos dê sabedoria 

para ver o caminho e generosidade para seguir a tua voz. 


Senhor, que a messe não se perca por falta de operários.

Desperta as nossas comunidades para a missão. 

Ensina a nossa vida a ser serviço. 

Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino, 

na vida consagrada e religiosa. 


Senhor, que o rebanho não pereça por falta de pastores. 

Sustenta a fidelidade dos nossos bispos, padres e ministros. 

Dá perseverança aos nossos seminaristas. 

Desperta o coração dos nossos jovens 

para o ministério pastoral na tua Igreja. 


Senhor da messe e pastor do rebanho, 

chama-nos para o serviço do teu povo. 

Maria, Mãe da Igreja, 

modelo dos servidores do Evangelho, 

ajuda-nos a responder “sim”.


Amém.

Atividades:

1) Você já pensou em sua futura profissão? Qual será?
2) Depois deste encontro, você pensou na possibilidade de um dia vir a ser padre ou a se casar?
3) Trabalho em grupo:
– Cada grupo lerá uma das passagens abaixo, relativas a vocacionados na Bíblia, e responderão as seguintes perguntas:
a) A quem se refere este texto?
b) O que ele fazia, quando Deus o chamou?
c) Para que foi chamado?
d) Que dificuldades teve que enfrentar?
e) Que mensagem de vida traz para você?
Passagens: Gn 12,1 / Ex 3, 1-12 / 1Sm 3,1-10 / Jr 1, 4-10 / Mt  4,18-22 / Lc 5,27-32 / At 9,1-9

Os Sacramentos de Cura

Jesus é Deus, quis ser nosso irmão e é o amigo de todas as horas. Por isso está sempre ao nosso lado, tanto na alegria como na tristeza.
Ele se fez homem, conhece a natureza humana, sabe das nossas fraquezas e da nossa dificuldade em nos mantermos em estado de graça depois do Batismo.
Sabe muito bem que muitas vezes precisamos do Seu perdão porque somos pecadores.
Quantas vezes Jesus diz nos Evangelhos: “Teus pecados te são perdoados”?
E para que todos saibam que Ele realmente tem esse poder, cura também os males do corpo (Lc 5, 17-26)

Jesus é Deus, por isso tem o poder de perdoar os pecados. Os nossos também!
Mas e nós? quando ouvimos Jesus nos dizer: “Teus pecados te são perdoados”?

Ouvimos Jesus, pela voz do sacerdote, no Sacramento da Reconciliação e Penitência!
No Domingo da Ressurreição, pensando em todos os homens, em mim e em você, Jesus disse aos seus apóstolos:

“Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20, 23)

Jesus nos ama sempre, mesmo o maior pecador, e quer perdoar a todos para que vivam no amor de Deus. Não quer que nada impeça a nossa caminhada para o céu, onde nos espera para vivermos ao Seu lado, eternamente felizes e sem sofrimentos. Por isso, perdoa a quem se arrepende do seu pecado, e O procura na confissão para se reconciliar com Ele e voltar a viver a Vida da Graça.

Quantos cuidados, quanto amor tem por nós, o nosso Salvador!
Cuida do nosso corpo e da nossa alma.

No Evangelho, lemos como em muitas ocasiões, Cristo tocou, ungiu e curou os doentes!
(Mt 9, 27-30; Mc 1, 40-42; Lc, 8, 51-56; Lc 5, 17-26; Jo 9, 1-7)
E quando enviou os apóstolos na primeira missão disse: “Curai os doentes” (Mt 10, 7-8)

Nós também, quando estivermos gravemente doentes podemos receber de Deus a força para supertar os sofrimentos, além da coragem e tranquilidade para enfrentar a morte. E, mais do que tudo, o perdão para nossos pecados! É o Sacramento da Unção dos Enfermos.

“Está alguém enfermo? Chame os sacerdotes da Igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o restabelecerá. Se ele cometeu pecados, ser-lhe-ão perdoados.” (Tg 5,14-15)

O Sacramento Unção dos Enfermos pode ser recebido pelo cristão, sempre que estiver gravemente enfermo.
Da mesma forma, pode recebê-lo novamente se a doença voltar a se agravar ou se estiver correndo risco de vida ou ainda, se já estiver muito velhinho e fraco.

O padre, ao ministrar a unção dos enfermos, passa um óleo nas mãos e na testa do doente e diz esta linda oração:

“Por esta Santa Unção e pela Sua piissima misericórdia, o Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo, para que, liberto de teus pecados, Ele te salve e, na Sua bondade, alivie os teus sofrimentos.”

Só mesmo Deus para nos amar tão carinhosamente!

Celebrando:

Pedir a algum catequizando que leia em voz alta, a seguinte meditação:

Não podemos comprar o perdão, não podemos merecê-lo.
Ninguém tem direito ao perdão.
O perdão, podemos pedi-lo humildemente para nós e para os outros:
A bondade de Deus é sem limites.
Aquele que recebeu, gratuitamente, o perdão
não pode viver mais om asua falta e crescer com ela;
pode tornar-se bom e misericordioso
num mundo que condena e pune.

Pensemos agora, em todos os que estão passando alguma dificuldade. Se alguém quiser pode falar o nome da pessoa em voz alta.

Após uma breve oração espontânea, encerrar com o cântico:

Perdão Senhor, tantos erros cometi.
Perdão Senhor tantas vezes me omiti.
Perdão Senhor pelos males que causei, pelas coisas que falei,
pelo irmão que eu julguei.

Piedade Senhor, tem piedade, senhor,
Meu pecado vem lavar com seu amor.

Perdão Senhor porque sou tão pecador.
Perdão Senhor, sou pequeno e sem valor.
Mas mesmo assim tu me amas, quero então te entregar meu coração,
suplicar o teu perdão.

Piedade Senhor, tem piedade, senhor,
Meu pecado vem lavar com seu amor.

Responda:

1) Qual a importância do sacramento da Reconciliação e Penitência na vida do Cristão?

2) O mundo de hoje necessita de corações reconciliados com Deus e com os irmãos. Como construir esta fraternidade?

3) Há pessoas que preferem não chamar um sacerdote para ministrar a Unção dos Enfermos a alguém gravemente enfermo, com “receio de assustá-la”. Como cristão, o que você diria a quem pensa deste jeito?

Os Sacramentos da Iniciação Cristã

No encontro anterior, vimos que os Sacramentos acompanham toda a nossa vida cristã, dando à fé do cristão origem e crescimento, cura e missão.
Os sete Sacramentos são agrupados por sua finalidade:
– Sacramentos de Iniciação Cristã
– Sacramentos de Cura
– Sacramentos de Serviço e Comunhão

Os Sacramentos de Iniciação Cristã são: Batismo, Crisma e Eucaristia. Por eles, são lançados os fundamentos de toda a vida cristã.

O Batismo é o primeiro Sacramento que recebemos, é o Sacramento que nos dá a Vida Nova e nos torna participantes da Vida de Deus: a Vida da Graça, que foi perdida por causa do pecado original.
Na água e no Espírito Santo, recebemos o Dom da vida nova. Aquele que é mergulhado nas águas do Batismo, ressuscita com Cristo para uma vida nova.
O Batismo apaga o pecado original e qualquer outro pecado atual, se houver, e nos faz renascer, não como simples criaturas de Deus, mas como filhos adotivos de Deus.
Os homens todos são criaturas de Deus, os batizados são filhos. Herdeiros do Céu.

“Quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus” (Jo 3,5)

O padre batiza, derramando água na cabeça do batizando, como sinal de fonte de Graça.
E pronuncia a forma do Batismo: “Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”
O Batismo nos torna: Filhos de Deus, Irmãos de Jesus, Membros da Igreja, Morada do Espírito Santo, Herdeiros do Céu!

(Clique aqui e veja uma sugestão de dinâmica sobre o Batismo)

Mas ninguém pode se tornar cristão sem realizar sua parte, dando uma resposta pessoal a Cristo. A vida cristã deve crescer. Nossa opção de viver e trabalhar com Cristo deve ser acolhida e confirmada por Deus Pai com a força do Espírito Santo e dos seus dons. Por isso, o cristão também recebe o Sacramento da Crisma.

A vida é um desafio constante. A sociedade em que vivemos exige uma grande coerência da nossa parte: violência, drogas, consumismo, ansiedade, emprego, estudo, namoro, família… Muitas vezes passamos por momentos de medo, de dúvida, e somos tentados a nos fechar em nós mesmos.
Nós não somos melhores que os primeiros discípulos de Jesus que, na hora de sua paixão fugiram e abandonaram-no. Nós também somos fracos e covardes.
Mas o Espírito Santo do Senhor não nos deixa sozinhos. A sua presença e a sua força nos dão a capacidade de amar como Jesus, de ter os seus sentimentos e até de sofrer por causa de Cristo.
Por isso, no dia da Confirmação, o Bispo impõe as mãos sobre os crismandos, e depois, com o óleo da Crisma, ele unge a testa do crismando e pronuncia a forma da Crisma: “Recebe por este sinal o Dom do Espírito Santo”. Todos esses sinais nos dão a força para testemunhar os valores cristãos em nosso mundo. O Espírito Santo nos dá a Graça dos seus sete dons:

O crescimento em Cristo encontra seu ponto culminante na Eucaristia.
A Eucaristia é o grande sacramento do amor de Deus que quer estar intimamente unido a cada um de nós. Pela Eucaristia, instituída na última ceia, Jesus nos dá seu corpo e sangue como alimento espiritual, para nos manter na graça e nos fazer participantes da vida divina.
Eucaristia é ação de graças a Deus. Um grande “muito obrigado” por tudo o que Deus fez por nós: criação, salvação e santificação. Através da participação na Missa e na comunhão eucarística aprendemos a fazer da nossa vida um Dom de amor a Deus e aos irmãos, a exemplo de Jesus.

No encontro de hoje, percebemos que o Batismo, a Crisma e a Eucaristia são sacramentos intimamente ligados entre si. Constituem, na verdade, três etapas de um único caminho de fé e vida, através do qual a Igreja introduz os fiéis no mistério pascal de Cristo, tornando-os novas criaturas, filhos de Deus, membros vivos de seu povo santo. Por isso são chamados de Sacramentos da Iniciação Cristã.
Nos primeiros séculos da Igreja, a admissão a estes sacramentos se fazia através de um caminho crescente de conversão, através da escuta da Palavra de Deus e à docilidade ao Espírito. Exigia-se também, uma forte participação na vida de oração e nas obras de caridade da comunidade.

Ainda nos dias de hoje, a catequese de Iniciação Cristã se propõe a atingir este objetivo: ajudar os cristãos a viverem plenamente sua opção por Cristo e pela Igreja, tornando-os capazes de testemunhar sua fé diante de todos.

Você se sente mais preparado para esta missão?

Celebrando

Catequista: Os sacramentos da Iniciação são o fundamento da vida cristã. Aquele que se reconhece filho de Deus, procura demostrar sua fé, através de uma vida coerente e cheia de amor. Vamos rezar juntos esta oração, que traz algumas das atitudes do cristão, amigo de Deus.

Partir o pão
Uns para os outros,
Partilhar uns com os outros,
Ouvirem-se uns aos outros,
Aproximarem-se uns dos outros,
Das as mãos,
Abraçarem-se,
Fazer o que Ele nos fez.
Amém.

Atividades

1) Vamos criar uma expressão corporal partindo do texto acima?

2) Caça-Dons: com o sacramento da Crisma recebemos os 7 dons do Espírito Santo. Procure-os no caça-palavras:

3) Lendo a Bíblia, procure as passagens a seguir e veja o que Jesus nos diz sobre o Batismo:
a) Jo 3,5
b) Mt 28,19

4) Preencha a ficha a seguir, se você não conseguir peça ajuda a seus pais:

5) Vamos partilhar: você já testemunhou sua fé em alguma situação?

6) Cartaz: Os primeiros passos
Fundamentação: Catecismo da Igreja Católica 1212.
Preparação: fazer placas com as palavras-chave dos sacramentos da iniciação cristã e escondê-las previamente no local do encontro. Levar cartolina e durex para compor o cartaz.
Atividade: o catequista explica que escondeu previamente no local do encontro pequenas placas com os nomes dos três sacramentos da iniciação cristã, outras três com os nomes de elementos essenciais para a celebração destes sacramentos e mais três com as características de cada um deles. Pedir que os catequizandos localizem as placas e retornem aos seus lugares. O catequista vai chamando, um a um, daqueles que encontraram as placas, a completarem o mural-síntese dos sacramentos da iniciação cristã. Enquanto vai colando as placas no cartaz, faz uma revisão do que já foi aprendido.

Sugestão: pode-se também fazer a dinâmica do Jornal Falado:
Formar três sub-grupos: Batismo, Crisma e Eucaristia.
O Catequista orienta que o grupo deverá organizar as idéias principais sobre o sacramento determinado, transformaá-las em notícias e fazer uma apresentação em forma de um criativo telejornal para o restante do grupo.
Oração final: cada sub-grupo pode fazer uma oração espontânea, agradecendo a Deus pelo sacramento que foi trabalhado na dinâmica.

Jesus nos dá a vida de Deus


A vida é um Dom de Deus, Dom gratuito que nos é dado por Amor.

Mas, além da vida natural, temos também a vida sobrenatural. No livro do Gênesis, vemos como Deus deu a nossos primeiros pais, o Dom de seu amor e sua amizade, a vida sobrenatural, vida de felicidade sem fim, junto de Deus.
Esse Dom da vida em Deus é a Graça Santificante, que perdemos por causa do pecado original.
Mas o Amor de Deus por nós é tão grande que nos enviou Seu Filho Jesus, para que através d´Ele e somente por Ele, nos seja dada a Salvação, a Graça que nos comunica a Vida Divina.
Por isso Jesus é a Fonte de Vida, Fonte de Graça. Na realidade, Jesus é a manifestação do amor do Pai por nós. Podemos dizer, Jesus é o Sacramento do Pai.
Como assim? Ora, é só lermos nos Evangelhos que Jesus, durante sua vida pública, pregou o Reino e Deus e o manifestou por meio de sinais. Quer dizer, percebemos nos gestos de Jesus – quando acolhia, ensinava, perdoava, curava, renovava – o seu interesse em comunicar vida e esperança para todos. Desse modo, Ele revelava a ternura de Deus por cada um de nós.
O próprio Jesus disse isso à uma mulher Samaritana, junto a um poço de água:
“Se conhecesses o Dom de Deus… pedirias tu mesma, e Ele te daria uma água viva… que jorrará até a Vida Eterna” (Jo 4, 1-16)
Essa água viva de que fala Jesus é a Vida de Deus, a Graça Santificante, que jorra para nós, não por nossos merecimentos, mas por merecimento do próprio Jesus Cristo, que veio ao mundo e morreu por nós, para termos a Vida Eterna.
Quem de nós não quer beber dessa Água?
Pois bem, ela nos é oferecida insistentemente durante toda nossa vida, pela ação do Espírito Santo, que Jesus nos enviou depois de sua Ascensão aos céus. A graça é um Dom, um grande presente, uma ajuda que Deus nos dá para que possamos responder ao seu convite: tornar-nos filhos de Deus, filhos adotivos, participantes de sua natureza divina, da Vida Eterna! Por isso a graça de Deus é sobrenatural, quer dizer, só Ele pode nos dar. Mas, nós devemos oferecer as condições de recebê-la e de colaborar com esse grande Dom de Deus.
Existe a Graça Habitual ou Santificante, que recebemos no Batismo. Em nós, ela é fonte da vida em santidade. Quando se diz que alguém está em “estado de graça”, participa da vida divina procura agir conforme a vontade de Deus.
Existe a Graça Atual, que são auxílios, intervenções de Deus em nosso dia-a-dia para irmos ao seu encontro: um bom livro que nos cai nas mãos, um conselho de uma pessoa amiga, nosso arrependimento por algum mal que fizemos, a vontade de ajudar alguém que sofre, bons pensamentos… Mas, também recebemos a graça de Deus nos sofrimentos, doenças e contrariedades da vida, que muitas vezes nos levam a procurar a Deus. Enfim, através de sua graça, Deus quer nos dar a certeza de que Ele caminha ao nosso lado todos os dias e sempre.
Além da Graça Atual e da Graça Santificante, existe, também a Graça Sacramental, que vem para nós através dos Sacramentos, verdadeiros canais que de maneira especial e eficaz nos transmitem a Graça de Deus.
Os Sacramentos, instituídos por Jesus Cristo e confiados à Sua Igreja, são sete:
BATISMO
CONFIRMAÇÃO OU CRISMA
EUCARISTIA
RECONCILIAÇÃO E PENITÊNCIA
UNÇÃO DOS ENFERMOS
ORDEM
MATRIMÔNIO
Estes Sacramentos atingem todas as etapas e todos os momentos importantes da vida do cristão.
Por isso todo instante da vida é valioso. Mas, em certos momentos, provamos com maior intensidade a alegria de viver. Assim acontece na vida da Igreja. A família de Deus revela a presença de Jesus, mas quando se celebram os sacramentos, esta presença se torna mais forte e solene. Jesus quis instituir estes sacramentos, estes sinais, para manifestar o seu amor nos momentos particulares da vida dos homens. Estes sinais de salvação são confiados à Igreja. Por isso, podemos dizer que a Igreja é Sacramento de Cristo. Nos Sacramentos recebemos o Espírito Santo com sua graça que nos santifica e une à vida nova de Cristo Ressuscitado, que nos leva ao Pai.
Por isso, mais do que receber os Sacramentos, devemos viver da Graça Santificante e dar testemunho de vida cristã onde quer que estivermos.

Você crê e deseja viver esta realidade em sua vida?
Celebrando
Catequista: Vamos nos dividir em dois coros para rezar a seguinte oração do saudoso Papa João Paulo II:
1) Alegrai-vos, porque Jesus morreu na cruz! Amém.
2) Alegrai-vos, porque Ele ressuscitou dos mortos! Amém.
1) Alegrai-vos, pois no Batismo, Ele lavou-nos dos nossos pecados! Amém.
2) Alegrai-vos, pois Jesus veio libertar-nos! Amém.
Todos: Alegrai-vos, pois Ele é o Senhor da nossa vida! Amém. Aleluia!
Atividades
1) Para refletir:
a) Deus nos deu dons e qualidades. Muitas, vamos adquirindo ou conquistando na medida em que vamos nos conhecendo melhor. Quais são as qualidades que você possui e que deseja melhorar e aperfeiçoar?
b) Porém, além das qualidades, possuímos também defeitos. E, estes defeitos não só nos prejudicam mas também aos outros. Quais são os defeitos que você deve corrigir? Como você poderá conseguir isso?
2) Trabalhando em grupo:
– Vamos ler e trazer para a nossa vida a mensagem da epístola de São Paulo aos Efésios 4, 17-24.