Catequese na Quarentena

Muitas crianças estão se adaptando aos meios de ensino à distância e nós podemos aproveitar este momento para preparar um encontro catequético à distância também.

Reconheço que nem todos os catequistas têm acesso às tecnologias e também muitas crianças sequer possuem um computador ou celular para acessar os conteúdos disponíveis, mas podemos usar nossa criatividade e os dons que temos para levar aos nossos catequisandos uma mensagem de fé e esperança de que Deus está conosco e que podemos confiar em sua palavra.

“Nada temas, porque estou contigo, não lances olhares desesperados, pois eu sou teu Deus; eu te fortaleço e venho em teu socorro, eu te amparo com minha destra vitoriosa.” (Isaías 41,10)

Um recurso simples e muito utilizado na catequese é contar histórias bíblicas e colorir desenhos, trazendo o tema para a nossa realidade, seguem algumas sugestões:

Pentecostes

No domingo passado tivemos a solenidade de Pentecostes, podemos comentar com as crianças de que os apóstolos e Nossa Senhora também estavam com medo, tristes e em isolamento, como nós agora. Mas estavam unidos e rezando. E o Espírito Santo veio ao encontro deles e os deu forças para seguirem adiante, dando início à nossa Igreja. Nós também podemos suplicar ao Espírito Santo que nos dê forças para superar este momento difícil que o mundo está passando. Nós somos Igreja!

Santíssima Trindade

No próximo domingo celebraremos a Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo. Um só Deus em três pessoas. Para mim um dos encontros mais difíceis de explicar na catequese.

E este será o próximo tema da postagem do Carlos Francisco no nosso estudo sobre o Credo, não percam…

Mas que tal gravar um vídeo, com uma dinâmica e mandar para as crianças?

(Recomendo a dos estados fisicos da água postada aqui.)

O terço

Sei que o mês de maio é o mais apropriado para falarmos sobre a oração do terço na catequese, mas Nossa Senhora em suas aparições nos pede para rezarmos o terço todos os dias, principalmente pedindo pelo fim da guerra e pela paz no mundo. E o momento que a humanidade está passando é justamente este, estamos vivendo em uma guerra, contra um vírus destruidor, contra o racismo, contra a violência e tantas outras coisas que nos tiram a paz. Podemos e devemos reforçar na catequese esta devoção à oração do terço, pois é uma poderosa arma contra tudo que nos afasta de Deus.

Nossa Senhora, rogai por nós que recorremos a vós!

Oração do Santo Anjo

E por hoje deixo aqui um tema simples, mas não menos importante, a oração pedindo a intercessão do nosso Anjo da Guarda. Este nosso amigo invisível, mas muito real. Assim como o coronavirus e muitas outras forças invisíveis que nós cristãos temos que combater diariamente. Vamos rezar todos os dias, ao acordar, quando tivermos que sair, antes de dormir, pois nosso querido Anjo da Guarda está sempre atento para nos guardar de todo mal, amém?

Beijinhos da Catequista Sheila 😇❤️

Junho: um mês muito abençoado!

“A graça e a paz vos sejam dadas em abundância.” (1Pd 1,2)

O mês de junho é dedicado ao Sagrado Coração de Jesus e ao grande sacramento da Eucaristia, centro da história de todos aqueles que por Ele entregam sua vida, nele aportam seu destino e esperança. É, portanto, também o mês de tantos santos muito conhecidos e amados do povo de Deus.

Como por exemplo: Santo Antônio, São João Batista, São Pedro e São Paulo.

Corpus Christi (expressão latina que significa Corpo de Cristo) é uma festa móvel da nossa querida, amada e santa Igreja Católica que celebra a presença real e substancial de Cristo na Santíssima Eucaristia.

É realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. É uma festa de ‘preceito’, isto é, para nós católicos é de comparecimento obrigatório participar da Missa neste dia.

Falando em Pentecostes, vejam como está bem explicado na Bíblia para Crianças da Canção Nova:

Catequistas: Somente com a força do Espírito Santo o envio missionário encontra sua razão de ser e a garantia da bênção do Senhor!

 

 

 

 

Encontro ou aula?


O catequizando é um ser humano, uma pessoa que precisa ser assistida, amada, orientada e educada na fé.
A pedagogia escolar, nas antigas estruturas pedagógicas, trata o ser humano como aluno. O professor passa suas ideias, suas teorias bem formuladas e bem elaboradas para seus alunos.
A educação à fé ou catequese não é arte de passar ideias, mas a arte de apresentar o projeto de Deus na vida do catequizando, deixando-o se entusiasmar por Ele para viver esse projeto. O catequista deve ajudar a pessoa a descobrir o apelo do Espírito Santo à conversão e ao compromisso cristão.
O catequista, para acolher alguém como “catequizando” e não como “aluno”, deverá beber na pedagogia de Jesus Cristo.

CARACTERÍSTICAS DA PEDAGOGIA DE JESUS:
1- Ele conhecia a realidade de seus catequizandos, os seus discípulos; conhecia os seus trabalhos, suas tradições, sua fé.
2- Jesus era sensível a realidade. Ele falava do Reino a partir da realidade das pessoas; conhecia as suas preocupações, suas lutas e suas alegrias.
3- Jesus acolhia as pessoas. Estava sempre com o povo, principalmente com os pobres, com as crianças e com os pecadores. Visitava as pessoas, dando a todos atenção e apoio (Jo 11,35) e acabou entregando a sua vida pelos amigos (Jo 14,18; 15,13).

A partir desta pedagogia de Jesus o catequista deve:
· Procurar conhecer o catequizando como pessoa, como ser humano com quem se relacionará por um certo período de tempo;
· Respeitar suas características pessoais que se manifestam nas diferentes faixas etárias;
· Proporcionar um ambiente comunitário para ajudar os catequizandos nas suas necessidades e aspirações;
· Superar a tentação de fazer de um encontro catequético um doutrinamento meramente receptivo, passivo;
· Fazer com que o catequizando parta da sua experiência, desenvolva seus valores e seja o protagonista da sua educação à fé.

CATEQUESE GRUPAL X ESCOLA
Durante muito tempo, os encontros de catequese foram vividos como se fossem aulas de catecismo. Obedeciam a um ritmo de escola e não de evangelização.
Na aula, o professor expõe um conteúdo que deve ser assimilado pelos alunos, com a possibilidade de questionamentos, ou não. Mas nem sempre há conversa entre o professor e aluno.
E nós catequistas, fazemos perguntas ao catequizandos para ouvir a sua opinião ou para induzí-lo a dar a resposta que queremos? Se perguntamos desejando uma resposta conveniente à transmissão do tema, o encontro se torna uma simples aula ou palestra.
No encontro, que sempre é catequese grupal, as pessoas se encontram para troca de saberes. Não é só um que aprende ou que ensina.
Acontece uma verdadeira revolução na catequese quando a relação “professor-aluno” é substituída por um diálogo autêntico entre catequista e catequizando.

Vejamos quais são as maiores diferenças entre uma escola = “aula de catecismo” e uma catequese grupal = “encontro catequético”.

AULA DE CATECISMO:
* transmissão integral do conteúdo do livro de catecismo;
* fidelidade total ao conteúdo e às palavras do texto;
* o catequista é transmissor (professor) – é o centro das atenções;
* o catequizando é receptor (aluno), só ouve e assimila o conteúdo;
* a comunicação se dá em perguntas (do catequista) e respostas (do catequizando);
* o aprofundamento das relações não é prioridade;
* há relações secundárias entre os catequizandos e, às vezes, até com o catequista;
* formação de grupinhos e amizades até atrapalha o esquema de “aula”, pois pode favorecer conversas paralelas e desviar o interesse do tema.

ENCONTRO DE CATEQUESE:
* promove a vivência do amor fraterno no grupo;
* ilumina a vida do catequizando com a fé;
* fidelidade ao catequizando e sua realidade humana, como também à Jesus Cristo e à Igreja;
* o catequista é o animador do grupo, coordena o uso da palavra e estimula a participação de todos, e não é o centro das atenções;
* o catequizando participa ativamente e se compromete com a caminhada do grupo;
* a comunicação acontece em forma de diálogo, em que catequista e catequizando se revezam nos papéis de tranmissor e receptor;
* as relações humanas são as prioridades do grupo;
* há relações primárias – formação de amizades sempre mais profundas, entre os catequizandos e o catequista;
* há o respeito ao outro, numa dinâmica participativa e de corresponsabilidade.

Fonte: Folhetos Ecoando 25 e 28 – Formação Interativa de Catequistas – Editora Paulus

Planejamento da Catequese

Olá amigos, eu e minha dupla, a querida Catequista Karine, estamos fazendo nosso planejamento para o retorno da Catequese.

Nossa turminha é de segundo ano, com 28 crianças entre 8 e 10 anos (continuaremos com a mesma turma do ano passado).

Nosso retorno será no dia 05/03/17 e a Primeira Comunhão Eucarística será dia 03/12/17.

Teremos então neste período 34 domingos (já tirando os 4 do recesso do meio do ano) onde utilizaremos o livro sugerido pela Arquidiocese:

que-alegria-encontrei-jesus

No livro temos os seguintes Encontros

  • Deus vem ao encontro do homem
  • Deus forma o Seu povo
  • Deus liberta e faz aliança com o Seu povo
  • A nova e eterna aliança com jesus, o Filho de Deus
  • Jesus nos dá a vida de Deus
  • Os sacramentos da Iniciação Cristã
  • Os sacramentos de cura
  • Os sacramentos do serviço e da comunhão
  • A vida de Deus em nós
  • Jesus vai ao encontro dos pecadores
  • O Pai misericordioso vai ao encontro do filho
  • Jesus dá aos apóstolos o poder de perdoar os pecados
  • Jesus multiplica os pães e promete o Pão do Céu
  • Jesus celebra a última ceia e institui a Nova Aliança, a nova Páscoa
  • Jesus vem ao nosso encontro na Eucaristia
  • A Eucaristia transforma a nossa vida
  • Viver no amor a Deus e aos irmãos
  • Viver com amor na Igreja
  • Ao encontro da casa do Pai
  • Caminhando com Cristo na Igreja
  • Maria, Mãe da Igreja
  • Cristo, Rei do Universo
  • Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo

Mas durante o ano também teremos que intercalar:

– Campanha da Fraternidade

– Ano Litúrgico (Quaresma, Semana Santa, Natal…)

– Ano Mariano

– Orações

– Datas festivas (Dia das Mães, dos Pais, das Crianças, dias santos…)

– Eventos paroquiais (Feira bíblica, gincana, tapete de Corpus Christi, festa junina…)

Preparei também um crachá, que será usado apenas no início para relembrarem os nomes dos coleguinhas:

cracha

E fiz algumas plaquinhas para colocar na porta e nas paredes da sala:

jesus-te-ama

 

aniversariantes

Ah! E vamos entregar uma pequena lembrancinha para adoçar o nosso retorno:

E vocês? o que estão preparando? me contem e mandem sugestões, ok?

 

Ano Litúrgico

Dando continuidade ao nosso estudo sobre a Liturgia, aproveito para republicar uma postagem do meu outro blog Encontros de Catequese sobre o Ano Litúrgico:

Para que nós entendêssemos um pouco melhor o que é a Igreja, e o que significa pertencer a ela, Jesus fez uma comparação com a videira, a planta que dá as uvas:
Ele disse: “Eu sou a videira; vós os ramos. Quem permanecer em mim e Eu nele, esse dará muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15, 1-8)

Para vivermos na Igreja, temos que viver a Vida Nova que vem do Cristo. Temos que estar unidos a Ele. E a própria Igreja, como mãe dedicada, nos ajuda a viver com Jesus, e a participar da Vida em Cristo.

Para isso, no decorrer do ano, a Igreja celebra todos os mistérios da Redenção, desde a Encarnação de Jesus no seio da Virgem Maria, até Sua ascensão, Pentecostes, e ainda a expectativa da segunda vinda de Cristo, no juízo final.

A sequência das celebrações que recordam os mistérios da nossa Redenção, constituem o ANO LITÚRGICO, nos fazem viver os Mistérios da Vida de Jesus, e nos enchem da Graça da salvação.

O Ano Litúrgico começa no ADVENTO, que quer dizer vinda. É o tempo em que nos preparamos para celebrar o nascimento de Jesus, e vivemos a expectativa de Sua nova vinda.

Após o Advento, celebramos o TEMPO DO NATAL, a primeira vinda do Senhor, e que se estende até a festa do Batismo de Jesus.

Logo depois temos o TEMPO COMUM, onde vivemos, principalmente aos domingos, como no tempo de Jesus, ouvindo seus ensinamentos por palavras e atos, e aumentando nossa fé em que, Jesus é o Messias, o Filho de Deus.

Depois vem o TEMPO DA QUARESMA, onde através da história da nossa salvação, nos preparamos para celebrar a Paixão de Jesus.

Chega-se então, ao cume de todo o Ano Litúrgico, o TRÍDUO PASCAL:
Quita-feira Santa, Sexta-feira Santa, Sábado Santo.

Nestes dias, celebramos com mais amor, o mistério da nossa salvação. Por Jesus, abre-se para nós o Mistério do eterno Amor do Pai.

E então cheios de alegria, celebramos a PÁSCOA, a ressurreição de Jesus.
A Páscoa é a celebração central de toda a Liturgia.

O TEMPO PASCAL se encerra com a solenidade de PENTECOSTES, cinquenta dias após a Páscoa.

Começa então a segunda parte do TEMPO COMUM, até a festa de CRISTO REI DO UNIVERSO, onde se encerra o ANO LITÚRGICO.

Durante o Ano Litúrgico, a Igreja venera e festeja a Bem-Aventurada VIRGEM MARIA, Mãe de Jesus, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. E por isso indissoluvelmente ligada à nossa redenção.

CORES LITÚRGICAS

As diferentes cores das vestes litúrgicas visam manifestar externamente o caráter dos mistérios celebrados, e também a consciência de uma vida cristã que  progride com o desenrolar do ano litúrgico. No princípio havia uma certa preferência pelo branco. Não existiam ainda as chamadas “cores litúrgicas”. Estas cores foram fixadas em Roma no século XII. Em pouco tempo os cristãos do mundo inteiro aderiram a este costume.

Branco: Usado na Páscoa, no Natal, nas Festas do Senhor, nas Festas de Nossa Senhora e dos Santos, exceto dos mártires. Simboliza alegria, ressurreição, vitória, pureza e alegria.

Vermelho: Lembra o fogo do Espírito Santo. Por isso é a cor de Pentecostes. Lembra também o sangue. É a cor dos mártires e da sexta-feira da Paixão.

Verde: Se usa nos domingos do Tempo Comum e nos dias da semana. Está ligado ao crescimento, à esperança.

Roxo: Usado no Advento e na Quaresma. É símbolo da penitência e da serenidade. Também pode ser usado nas missas dos defuntos e na confissão.

Preto: É sinal de tristeza e luto. Hoje é pouco usado na liturgia.

Rosa: O rosa pode ser usado no 3º domingo do Advento (Gaudete) e 4º domingo da Quaresma (Laetare).

Celebrando: Rezemos juntos a seguinte oração:

“O que nos une:
Somos batizados em nome do mesmo Deus.
Partimos o mesmo pão.
Partilhamos a mesma esperança.
Respeitamos os mesmos mandamentos.
Acreditamos na mesma palavra.
Celebramos o mesmo Deus único.
Amém”
Atividades:
1) Loteria Litúrgica
Vamos relembrar o que vimos no encontro de hoje?
Marque a coluna (1) se a primeira alternativa for a correta, a coluna (2) se for a segunda alternativa e a coluna do meio (X) se as duas estiverem corretas.
loteria liturgica
2) Durante o Ano Litúrgico a Igreja venera e festeja a Bem Aventurada Virgem Maria

. E, algumas de suas festas são bem conhecidas. Correlacione, então, a seguir:

(A) Nossa Senhora de Fátima
(B) Nossa Senhora de Lourdes
(C) Nossa Senhora Aparecida
(D) Nossa Senhora das Graças
(E) Imaculada Conceição

( ) 8 de dezembro
( ) 12 de outubro
( ) 13 de maio
( ) 27 de novembro
( ) 11 de fevereiro
3) Trabalhando em grupo:
Jesus disse: “Eu sou a videira, vós os ramos”. Você já observou o que acontece com um galho que é cortado de uma árvore? Assim também acontece conosco, quando nos afastamos de Jesus.
Monte com o seu grupo um cartaz usando gravuras ou palavras que indiquem as seguintes atitudes:

ESTOU UNIDO A JESUS QUANDO…

NÃO ESTOU UNIDO A JESUS QUANDO…

4) Para refletir:
Desde que comecei a catequese, tudo o que tenho aprendido sobre Jesus, a Bíblia tem influenciado no meu modo de agir:
– diante da sociedade?
– diante das pessoas com quem convivo?
– diante de mim mesmo?

5) Alguns esquemas para demonstrar o ANO LITÚRGICO:

a0fe3-ano_liturgicoa3fa1-ano2bliturgico
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Fazendo a diferença

“Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles.” (Mt 7,12)

Não é preciso ser poderoso nem famoso para fazer a diferença. Cada mudança positiva por menor que seja contribui para um mundo melhor. Podemos mudar o mundo melhorando as vidas daqueles ao nosso redor, por meio de atos de bondade e consideração, manifestando fé nas pessoas.

Realize um esforço consciente para fazer um ato de bondade por alguém um colega, amigo, membro da família ou um estranho sem dizer para ninguém nem esperar nada em troca. Melhor ainda, tente fazer isso toda semana. Talvez você não testemunhe nenhum grande milagre, mas terá feito alguém sorrir.

ajudar

Existe uma felicidade especial que nasce quando preferimos atender às necessidades dos outros antes das nossas. A bondade que fazemos pelos outros não beneficia apenas a eles, mas a nós também. A felicidade que sentimos com ações de bondade e generosidade não é uma satisfação momentânea, mas um sentimento profundo de realização.

colorir

Você pode transformar o mundo,

começando a transformação por você mesmo!

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(Imagens encontradas em http://levangelisation.eklablog.com/ e http://www.freekidstories.org/)