Encontro ou aula?


O catequizando é um ser humano, uma pessoa que precisa ser assistida, amada, orientada e educada na fé.
A pedagogia escolar, nas antigas estruturas pedagógicas, trata o ser humano como aluno. O professor passa suas ideias, suas teorias bem formuladas e bem elaboradas para seus alunos.
A educação à fé ou catequese não é arte de passar ideias, mas a arte de apresentar o projeto de Deus na vida do catequizando, deixando-o se entusiasmar por Ele para viver esse projeto. O catequista deve ajudar a pessoa a descobrir o apelo do Espírito Santo à conversão e ao compromisso cristão.
O catequista, para acolher alguém como “catequizando” e não como “aluno”, deverá beber na pedagogia de Jesus Cristo.

CARACTERÍSTICAS DA PEDAGOGIA DE JESUS:
1- Ele conhecia a realidade de seus catequizandos, os seus discípulos; conhecia os seus trabalhos, suas tradições, sua fé.
2- Jesus era sensível a realidade. Ele falava do Reino a partir da realidade das pessoas; conhecia as suas preocupações, suas lutas e suas alegrias.
3- Jesus acolhia as pessoas. Estava sempre com o povo, principalmente com os pobres, com as crianças e com os pecadores. Visitava as pessoas, dando a todos atenção e apoio (Jo 11,35) e acabou entregando a sua vida pelos amigos (Jo 14,18; 15,13).

A partir desta pedagogia de Jesus o catequista deve:
· Procurar conhecer o catequizando como pessoa, como ser humano com quem se relacionará por um certo período de tempo;
· Respeitar suas características pessoais que se manifestam nas diferentes faixas etárias;
· Proporcionar um ambiente comunitário para ajudar os catequizandos nas suas necessidades e aspirações;
· Superar a tentação de fazer de um encontro catequético um doutrinamento meramente receptivo, passivo;
· Fazer com que o catequizando parta da sua experiência, desenvolva seus valores e seja o protagonista da sua educação à fé.

CATEQUESE GRUPAL X ESCOLA
Durante muito tempo, os encontros de catequese foram vividos como se fossem aulas de catecismo. Obedeciam a um ritmo de escola e não de evangelização.
Na aula, o professor expõe um conteúdo que deve ser assimilado pelos alunos, com a possibilidade de questionamentos, ou não. Mas nem sempre há conversa entre o professor e aluno.
E nós catequistas, fazemos perguntas ao catequizandos para ouvir a sua opinião ou para induzí-lo a dar a resposta que queremos? Se perguntamos desejando uma resposta conveniente à transmissão do tema, o encontro se torna uma simples aula ou palestra.
No encontro, que sempre é catequese grupal, as pessoas se encontram para troca de saberes. Não é só um que aprende ou que ensina.
Acontece uma verdadeira revolução na catequese quando a relação “professor-aluno” é substituída por um diálogo autêntico entre catequista e catequizando.

Vejamos quais são as maiores diferenças entre uma escola = “aula de catecismo” e uma catequese grupal = “encontro catequético”.

AULA DE CATECISMO:
* transmissão integral do conteúdo do livro de catecismo;
* fidelidade total ao conteúdo e às palavras do texto;
* o catequista é transmissor (professor) – é o centro das atenções;
* o catequizando é receptor (aluno), só ouve e assimila o conteúdo;
* a comunicação se dá em perguntas (do catequista) e respostas (do catequizando);
* o aprofundamento das relações não é prioridade;
* há relações secundárias entre os catequizandos e, às vezes, até com o catequista;
* formação de grupinhos e amizades até atrapalha o esquema de “aula”, pois pode favorecer conversas paralelas e desviar o interesse do tema.

ENCONTRO DE CATEQUESE:
* promove a vivência do amor fraterno no grupo;
* ilumina a vida do catequizando com a fé;
* fidelidade ao catequizando e sua realidade humana, como também à Jesus Cristo e à Igreja;
* o catequista é o animador do grupo, coordena o uso da palavra e estimula a participação de todos, e não é o centro das atenções;
* o catequizando participa ativamente e se compromete com a caminhada do grupo;
* a comunicação acontece em forma de diálogo, em que catequista e catequizando se revezam nos papéis de tranmissor e receptor;
* as relações humanas são as prioridades do grupo;
* há relações primárias – formação de amizades sempre mais profundas, entre os catequizandos e o catequista;
* há o respeito ao outro, numa dinâmica participativa e de corresponsabilidade.

Fonte: Folhetos Ecoando 25 e 28 – Formação Interativa de Catequistas – Editora Paulus

Planejamento da Catequese

Olá amigos, eu e minha dupla, a querida Catequista Karine, estamos fazendo nosso planejamento para o retorno da Catequese.

Nossa turminha é de segundo ano, com 28 crianças entre 8 e 10 anos (continuaremos com a mesma turma do ano passado).

Nosso retorno será no dia 05/03/17 e a Primeira Comunhão Eucarística será dia 03/12/17.

Teremos então neste período 34 domingos (já tirando os 4 do recesso do meio do ano) onde utilizaremos o livro sugerido pela Arquidiocese:

que-alegria-encontrei-jesus

No livro temos os seguintes Encontros

  • Deus vem ao encontro do homem
  • Deus forma o Seu povo
  • Deus liberta e faz aliança com o Seu povo
  • A nova e eterna aliança com jesus, o Filho de Deus
  • Jesus nos dá a vida de Deus
  • Os sacramentos da Iniciação Cristã
  • Os sacramentos de cura
  • Os sacramentos do serviço e da comunhão
  • A vida de Deus em nós
  • Jesus vai ao encontro dos pecadores
  • O Pai misericordioso vai ao encontro do filho
  • Jesus dá aos apóstolos o poder de perdoar os pecados
  • Jesus multiplica os pães e promete o Pão do Céu
  • Jesus celebra a última ceia e institui a Nova Aliança, a nova Páscoa
  • Jesus vem ao nosso encontro na Eucaristia
  • A Eucaristia transforma a nossa vida
  • Viver no amor a Deus e aos irmãos
  • Viver com amor na Igreja
  • Ao encontro da casa do Pai
  • Caminhando com Cristo na Igreja
  • Maria, Mãe da Igreja
  • Cristo, Rei do Universo
  • Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo

Mas durante o ano também teremos que intercalar:

– Campanha da Fraternidade

– Ano Litúrgico (Quaresma, Semana Santa, Natal…)

– Ano Mariano

– Orações

– Datas festivas (Dia das Mães, dos Pais, das Crianças, dias santos…)

– Eventos paroquiais (Feira bíblica, gincana, tapete de Corpus Christi, festa junina…)

Preparei também um crachá, que será usado apenas no início para relembrarem os nomes dos coleguinhas:

cracha

E fiz algumas plaquinhas para colocar na porta e nas paredes da sala:

jesus-te-ama

 

aniversariantes

Ah! E vamos entregar uma pequena lembrancinha para adoçar o nosso retorno:

E vocês? o que estão preparando? me contem e mandem sugestões, ok?

 

Ano Litúrgico

Dando continuidade ao nosso estudo sobre a Liturgia, aproveito para republicar uma postagem do meu outro blog Encontros de Catequese sobre o Ano Litúrgico:

Para que nós entendêssemos um pouco melhor o que é a Igreja, e o que significa pertencer a ela, Jesus fez uma comparação com a videira, a planta que dá as uvas:
Ele disse: “Eu sou a videira; vós os ramos. Quem permanecer em mim e Eu nele, esse dará muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15, 1-8)

Para vivermos na Igreja, temos que viver a Vida Nova que vem do Cristo. Temos que estar unidos a Ele. E a própria Igreja, como mãe dedicada, nos ajuda a viver com Jesus, e a participar da Vida em Cristo.

Para isso, no decorrer do ano, a Igreja celebra todos os mistérios da Redenção, desde a Encarnação de Jesus no seio da Virgem Maria, até Sua ascensão, Pentecostes, e ainda a expectativa da segunda vinda de Cristo, no juízo final.

A sequência das celebrações que recordam os mistérios da nossa Redenção, constituem o ANO LITÚRGICO, nos fazem viver os Mistérios da Vida de Jesus, e nos enchem da Graça da salvação.

O Ano Litúrgico começa no ADVENTO, que quer dizer vinda. É o tempo em que nos preparamos para celebrar o nascimento de Jesus, e vivemos a expectativa de Sua nova vinda.

Após o Advento, celebramos o TEMPO DO NATAL, a primeira vinda do Senhor, e que se estende até a festa do Batismo de Jesus.

Logo depois temos o TEMPO COMUM, onde vivemos, principalmente aos domingos, como no tempo de Jesus, ouvindo seus ensinamentos por palavras e atos, e aumentando nossa fé em que, Jesus é o Messias, o Filho de Deus.

Depois vem o TEMPO DA QUARESMA, onde através da história da nossa salvação, nos preparamos para celebrar a Paixão de Jesus.

Chega-se então, ao cume de todo o Ano Litúrgico, o TRÍDUO PASCAL:
Quita-feira Santa, Sexta-feira Santa, Sábado Santo.

Nestes dias, celebramos com mais amor, o mistério da nossa salvação. Por Jesus, abre-se para nós o Mistério do eterno Amor do Pai.

E então cheios de alegria, celebramos a PÁSCOA, a ressurreição de Jesus.
A Páscoa é a celebração central de toda a Liturgia.

O TEMPO PASCAL se encerra com a solenidade de PENTECOSTES, cinquenta dias após a Páscoa.

Começa então a segunda parte do TEMPO COMUM, até a festa de CRISTO REI DO UNIVERSO, onde se encerra o ANO LITÚRGICO.

Durante o Ano Litúrgico, a Igreja venera e festeja a Bem-Aventurada VIRGEM MARIA, Mãe de Jesus, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. E por isso indissoluvelmente ligada à nossa redenção.

CORES LITÚRGICAS

As diferentes cores das vestes litúrgicas visam manifestar externamente o caráter dos mistérios celebrados, e também a consciência de uma vida cristã que  progride com o desenrolar do ano litúrgico. No princípio havia uma certa preferência pelo branco. Não existiam ainda as chamadas “cores litúrgicas”. Estas cores foram fixadas em Roma no século XII. Em pouco tempo os cristãos do mundo inteiro aderiram a este costume.

Branco: Usado na Páscoa, no Natal, nas Festas do Senhor, nas Festas de Nossa Senhora e dos Santos, exceto dos mártires. Simboliza alegria, ressurreição, vitória, pureza e alegria.

Vermelho: Lembra o fogo do Espírito Santo. Por isso é a cor de Pentecostes. Lembra também o sangue. É a cor dos mártires e da sexta-feira da Paixão.

Verde: Se usa nos domingos do Tempo Comum e nos dias da semana. Está ligado ao crescimento, à esperança.

Roxo: Usado no Advento e na Quaresma. É símbolo da penitência e da serenidade. Também pode ser usado nas missas dos defuntos e na confissão.

Preto: É sinal de tristeza e luto. Hoje é pouco usado na liturgia.

Rosa: O rosa pode ser usado no 3º domingo do Advento (Gaudete) e 4º domingo da Quaresma (Laetare).

Celebrando: Rezemos juntos a seguinte oração:

“O que nos une:
Somos batizados em nome do mesmo Deus.
Partimos o mesmo pão.
Partilhamos a mesma esperança.
Respeitamos os mesmos mandamentos.
Acreditamos na mesma palavra.
Celebramos o mesmo Deus único.
Amém”
Atividades:
1) Loteria Litúrgica
Vamos relembrar o que vimos no encontro de hoje?
Marque a coluna (1) se a primeira alternativa for a correta, a coluna (2) se for a segunda alternativa e a coluna do meio (X) se as duas estiverem corretas.
loteria liturgica
2) Durante o Ano Litúrgico a Igreja venera e festeja a Bem Aventurada Virgem Maria

. E, algumas de suas festas são bem conhecidas. Correlacione, então, a seguir:

(A) Nossa Senhora de Fátima
(B) Nossa Senhora de Lourdes
(C) Nossa Senhora Aparecida
(D) Nossa Senhora das Graças
(E) Imaculada Conceição

( ) 8 de dezembro
( ) 12 de outubro
( ) 13 de maio
( ) 27 de novembro
( ) 11 de fevereiro
3) Trabalhando em grupo:
Jesus disse: “Eu sou a videira, vós os ramos”. Você já observou o que acontece com um galho que é cortado de uma árvore? Assim também acontece conosco, quando nos afastamos de Jesus.
Monte com o seu grupo um cartaz usando gravuras ou palavras que indiquem as seguintes atitudes:

ESTOU UNIDO A JESUS QUANDO…

NÃO ESTOU UNIDO A JESUS QUANDO…

4) Para refletir:
Desde que comecei a catequese, tudo o que tenho aprendido sobre Jesus, a Bíblia tem influenciado no meu modo de agir:
– diante da sociedade?
– diante das pessoas com quem convivo?
– diante de mim mesmo?

5) Alguns esquemas para demonstrar o ANO LITÚRGICO:

a0fe3-ano_liturgicoa3fa1-ano2bliturgico
69d3d-anoliturgico