Confirmação – parte 2

 

crisma

Preparação dos candidatos

“Esta preparação, que compete a todo o povo de Deus, será momento privilegiado para a evangelização de todos os irmãos que foram batizados na infância, mas não devidamente iniciados no dom de Deus. Para isso, a iniciação da Confirmação, mais que uma preparação para o rito, deverá constituir-se uma nova etapa de iniciação da vida cristã, numa genuína caminhada de fé” (cf. Past. Da Confirmação, CNBB, 3.2.1).

1- Cuide o pároco que o conteúdo doutrinal e vivencial da preparação dos crismandos seja desenvolvido num período não inferior a dois anos.

2- Nesta preparação seja dada alguma atenção também aos pais e padrinhos e à própria comunidade, embora o centro da atenção deva ser o próprio candidato. (cf. Rito da Confirmação, p.8, n°13).

3- O pároco e catequistas salientem a “íntima conexão deste sacramento com toda a iniciação cristã” (SC, 71). Assim será mais fácil conscientizar os adolescentes que se trata também de assumir as promessas que, através dos pais, foram feitas no Batismo.

4- Que fique bem claro o aspecto comunitário e eclesial da Crisma, pois “inserido na plenitude da comunhão eclesial, o confirmado é chamado a partilhar as solicitudes pastorais de toda a Igreja, na fidelidade do mesmo Espírito do Senhor” (cf. Past. Da Confirmação, CNBB, n° 2.6.3.).

Crisma de adultos

1- Aconselha-se que os jovens recebam o sacramento da Confirmação antes do Matrimônio; mas não havendo condições para que o candidato preencha os devidos requisitos para a recepção frutuosa do sacramento, seja este transferido para depois da celebração do Matrimônio. (cf. Rito da Confirmação, p.20, n°12).

2- A preparação tanto de adultos como de jovens devem ser feita na comunidade cristã onde o crismando vivencia sua fé.

Padrinhos

1- Devem ser escolhidos padrinhos com as seguintes características:

1.1- Maturidade suficiente (acima de 16 anos).

1.2- Estejam em comunhão com a Igreja, tendo já recebido o Batismo, a Confirmação e a Eucaristia.

1.3- Não podem ser padrinhos pessoas casadas só no civil ou apenas amancebadas, espíritas, protestantes de outras religiões, integrantes de associações que maquinam contra a Igreja, pertencentes a entidades secretas, ocultas, não aceitas pela Igreja, pais, filhos, esposos, noivos e namorados dos crismandos.

CELEBRAÇÃO

1- O crismando deve se preparar para receber a Confirmação mediante a celebração individual do sacramento da Reconciliação.

2- Crismandos de outras paróquias somente sejam confirmados mediante apresentação antecipada do pároco de origem, justificando os motivos.

3- Na preparação da celebração, devem ser observadas as orientações aprovadas pelo bispo.

4- A renovação das promessas batismais deverá ser realizada dentro da celebração do sacramento, em momento já determinado pelas rubricas dos livros litúrgicos.

5- O sacramento da Confirmação é conferido pela unção do crisma na fronte, feita com a imposição da mão e as palavras: “RECEBE, POR ESTE SINAL, O ESPÍRITO SANTO, O DOM DE DEUS”.

6- O registro da Crisma seja feito em livro próprio, a ser conservado no arquivo paroquial. (CDC, 895).

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Confirmação

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Os profetas anunciaram que o Espírito do Senhor repousaria sobre o Messias (cf. Is 11,2). No Novo Testamento, toda a vida de Jesus se realiza em comunhão total com o mesmo Espírito (Jo 3,34), em vista de sua missão salvífica (Lc 4, 16-22; Is 61,1). A manifestação do Espírito Santo no Batismo de Jesus foi sinal de sua messianidade e filiação divina (Mt 3, 13-17; Jo 1, 33-34).

O Senhor prometeu, várias vezes, enviar aos seus a efusão do Espírito Santo (Lc 12, 12; Jo 3, 5-8; 7, 37-39; 16, 7-15; At 1,8). Ele cumpriu esta promessa na ressurreição (Jo 20, 22) e, de
modo admirável, no dia de Pentecostes (At 2, 1-4). Os que acolheram a palavra e foram batizados receberam o dom do Espírito Santo (At 2,38).

“Desde então, os apóstolos, para cumprir a vontade de Cristo, comunicaram aos neófitos, pela imposição das mãos, o dom do Espírito Santo, que leva a graça do Batismo à sua consumação (At 8, 15-17; 19,5-6). (…) A imposição das mãos é com razão reconhecida pela tradição católica como a origem do Sacramento da Confirmação que perpetua, de certo modo, na Igreja, a graça de Pentecostes” (Paulo VI, Constituição Apostólica Divinae Consortium Naturae).

À imposição das mãos, a Igreja uniu a unção com o óleo do Crisma. Esta unção completa a iniciação cristã, solidifica a graça batismal e é sinal de uma participação mais intensa na missão de Jesus e na plenitude do Espírito Santo. Pela confirmação, o Espírito Santo, presente no coração do batizado, é assumido como força para a missão de ser luz que faz resplandecer o próprio Cristo.

A Confirmação imprime na alma o caráter, marca espiritual indelével que aperfeiçoa o sacerdócio comum dos fiéis, recebido no Batismo, e confere a missão de testemunhar publicamente a fé. “Pelo Sacramento da Confirmação, os batizados são vinculados mais perfeitamente à Igreja, enriquecidos de especial força do Espírito Santo, e assim mais estritamente obrigados à fé que, como verdadeiras testemunhas de Cristo, devem difundir e defender tanto por palavras como por obras” (LG 11; cf. cân. 879; AA 3). Assim como o Espírito Santo, derramado em Pentecostes, consolidou a vocação missionária da Igreja, a força do mesmo Espírito, conferida na confirmação, impele o cristão a se tornar missionário, em vista da edificação da Igreja “(cf. 1Cor 14,12).

Pela Confirmação, sacramento da maturidade cristã, o batizado assume, de forma consciente, sua fé e reafirma o compromisso de se tornar, pelo próprio esforço e pela graça de Deus, uma “nova criatura” (Gl 6,15; 2 Cor 5,17).

“A confirmação está de tal modo ligada à sagrada Eucaristia que os fiéis, já marcados com o sinal do Batismo e da Confirmação, são inseridos plenamente no corpo de Cristo pela participação na Eucaristia” (DCN 9). O crismando é declarado plenamente iniciado e adulto na fé, pronto para a missão e o apostolado, na Igreja e no mundo.

Os fiéis têm obrigação de receber a Confirmação (cf. cân. 890); sem este sacramento e a Eucaristia, o Batismo é, sem dúvida, válido e eficaz, mas a iniciação cristã permanece inacabada.

“O sacramento da Confirmação, que imprime caráter, e pelo qual os batizados, continuando o caminho da iniciação cristã, são enriquecidos com o dom do Espírito Santo e vinculados mais perfeitamente à Igreja, fortalece-os e mais estritamente os obriga a serem testemunhas de Cristo pela palavra e ação e a difundirem e defenderem a fé” (CDC, 879).

”Pelo sacramento da Confirmação os fiéis são vinculados mais perfeitamente à Igreja, enriquecidos de força especial do Espírito Santo, e assim mais estritamente obrigados à fé que, como verdadeiras testemunhas de Cristo, devem difundir e defender tanto por palavras como por obras” (CIC, 1285).