Falando sobre Criação para os Jovens

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SABIA QUE…?

Deus não criou o mundo em sete dias

Você acredita que esse relato pode ser lido ao pé da letra, como se junto a Deus houvesse um repórter? O objetivo do relato não é narrar cientificamente a história da criação do mundo, história que se desconhece, mas afirmar que Deus é a origem de tudo, inclusive do tempo que foi preciso na criação. O autor emprega uma linguagem simbólica e poética para exprimir estas crenças provenientes da tradição sacerdotal. A sabedoria, o amor e o poder absoluto de Deus foram a origem de tudo. A fé não pode se opor à razão humana, pois Deus é a origem tanto da razão quanto da fé. Os investigadores que estudam com sinceridade as ciências, mesmo sem o propor, chegam à conclusão de que Deus criou todas as coisas. A Bíblia não proporciona dados arqueológicos nem científicos, mas fala da origem e do sentido da vida. Deus coroou sua obra tão variada e bela criando os seres humanos e entregando-lhes a criação para seu domínio e seu controle. Estas narrações respondem a perguntas comuns da humanidade: de onde venho? Para onde vou? Quando você ler a Bíblia, pense que Deus fez você por amor, acompanha você na viagem de sua vida e espera você no final dela com os braços abertos. Muito obrigado, Senhor! (Gn 1,1–2,4)

VIVA A PALAVRA

Somos o ponto culminante da criação Deus faz tudo benfeito, e nos fez pessoas à sua imagem e semelhança, com a finalidade de que possamos viver e nos relacionar com ele. A todos nós criou com a mesma dignidade, homens e mulheres, de cores negra, amarela, branca e vermelha… e também os mestiços e mulatos. Todos refletimos a beleza e a grandeza de Deus; ninguém possui o modelo exclusivo de beleza nem a máxima inteligência, nem o amor por excelência, pois nenhum grupo humano pode monopolizar a semelhança com Deus. Tal semelhança com Deus, e o fato de que só conosco compartilhou seus atributos, nos faz o ponto culminante da criação. Deu-nos liberdade para escolher o caminho da vida, capacidade de amar, conhecer, analisar, procriar e transformar. Desde o princípio estabeleceu um diálogo conosco, coisa que não fez com o resto da criação. Reveja os parágrafos anteriores e:

  • Identifique duas verdades que mais afirmam sua autoestima, a verdade que mais desafia você a mudar de atitudes e de condutas, e a verdade que o faz agradecer mais a Deus a maravilha que você é.
  • Faça uma oração de louvor e agradecimento por você ser quem é; e uma pedindo para usar bem sua liberdade e desenvolver suas capacidades ao colocá-las em ação, procurando cada vez ser mais semelhante a Deus. (Gn 1,26-28)

REFLITA

Criados por amor e para amar

No princípio Deus criou o céu e a terra […] (Gn 1,1). Este pequeno versículo é fundamental em nossa fé. O universo não foi criado por acidente, nem somos uma série de átomos unidos ao acaso ou uma combinação casual de circunstâncias cósmicas. Deus o criou como expressão dinâmica e criadora de seu amor, e nos criou para que amemos a terra, a água, os animais… e, sobretudo, o povo, e assim vivamos em harmonia com ele e com a criação. A criação vem do Amor e pede amor. Como você sente o amor de Deus através de toda a criação? Quanto você ama as criaturas de Deus? (Gn 2,4)

PERSPECTIVA CATÓLICA

Um dia para o Senhor

O Gênesis apresenta a criação em sete etapas, que chama dias. O sétimo dia Deus descansou, abençoou o dia e o consagrou com seu descanso. Os judeus consagravam o sábado a Deus. Os cristãos lhe consagramos o domingo, “o primeiro dia da semana” (Mt 28,1), porque Jesus ressuscitou nesse dia. Domingo provém do latim dominica dies, que quer dizer “dia do Senhor”. O trabalho e o descanso são nossa vida e ambos nos unem a Deus. Ao trabalhar colaboramos com Deus em sua criação. Ao descansar podemos dedicar-lhe tempo e recordar-nos de que somos livres e não devemos ser escravos do trabalho. Nós católicos celebramos em família a eucaristia dominical. Nela proclamamos a alegria da criação e o descanso de Deus quando viu que tudo era muito bom (Gn 1,31). A Igreja nos pede que dediquemos o domingo a honrar a Deus em um ato de confiança nele. Quando por razões de força maior necessitamos trabalhar no domingo, é importante dedicar o dia do trabalho a Deus de maneira especial e, se for possível, consagrar-lhe um dia durante a semana. Como você honra o domingo? (Gn 2,1-3)

SABIA QUE…?

Deus é meu criador: sou obra sua

Leia Gênesis 2, o qual apresenta um segundo relato da criação do universo. Deixe-se levar pela beleza e pela profundidade das imagens desse relato javista. O pó da terra e o sopro divino indicam que o ser humano é matéria e espírito; um corpo animado por uma alma imortal, com desejos de voltar para Deus. “Fizeste-nos para ti, e nosso coração não encontra repouso até chegar a ti”, diz Santo Agostinho.

  • A criação da mulher da costela do homem simboliza que ambos temos igual dignidade, sem distinção de sexo, idade, raça ou grau de educação. Mostra que a unidade do casal é a comunhão mais íntima entre as pessoas.
  • Deus faz desfilar os animais diante do ser humano para que lhes dê nome, pois dar nome era sinal de poder e de autoridade. Todas as coisas foram criadas para o ser humano, que é responsável por elas, pelo que devemos usá-las com respeito e amor. Nessa verdade se apoia a ecologia, ou ciência que cuida do equilíbrio da criação. Busque o Salmo 8, medite-o em seu coração e ore com suas ideias e palavras. (Gn 2,4-5)

PERSPECTIVA CATÓLICA

O pecado original rompeu a relação com Deus

Com imagens vivas, próprias de um relato popular, o Gênesis narra como o pecado introduz o sofrimento e a morte na criação, onde tudo era muito bom (Gn 1,31). Ao criar o ser humano à sua imagem e semelhança, Deus estabeleceu uma aliança de amor com a humanidade. O amor nasce livremente do coração e não pode ser forçado; por isso, quando Adão e Eva desobedecem a Deus, rompem sua relação de amor com ele, cometendo o pecado original, o primeiro pecado da história. Dessa primeira separação de Deus deriva nossa tendência a usar mal a liberdade e a não responder positivamente a seu amor. O pecado nos afasta de Deus quando, em detrimento dele, preferimos a nós mesmos, o que traz consequências de sofrimento e morte. Mas o bem e o amor de Deus triunfam sobre o mal, ideia representada na derrota sofrida pela serpente, símbolo do mal, por meio de uma mulher (Gn 3,15). Não se deixe abater pelo mal que existe ao seu redor, porque Deus enviou Jesus justamente para nos livrar do pecado e dar-nos a vida eterna. Ao contrário, empregue bem sua liberdade; volte sua mente e seu coração para Deus, e sinta-se acolhido pelos braços amorosos do Criador. (Gn 3,1-24)

(Fonte – Bíblia Católica Jovem Ave Maria)

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Dia das Crianças

Já estão preparando alguma homenagem especial para as crianças da catequese? O dia delas está chegando!

Na minha paróquia vamos fazer um piquenique partilhado com muitas brincadeiras, juntando todas as turmas no jardim, pois temos um espaço bem grande ao ar livre. Vejam como foi o encontro com as famílias:

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Mas eu sempre gosto de dar uma lembrancinha para os meus pequenos, por isso estou procurando alguma ideia diferente na internet. Por enquanto encontrei essas, o que acham?

1) Livrinho para colorir:

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2) Porta lápis de Nossa Senhora Aparecida (pois é o dia dela também!):

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3) Jogo da memória da Arca de Noé:

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4) Relógio da oração (tem que imprimir e montar, para eles escolherem uma oração do dia):

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5) Jogo da velha (pode ser de EVA ou feltro):

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6) E que tal uma peteca? (achei muito legal!):

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(Fonte 1/Fonte 2)

Se tiverem outras sugestões, podem mandar!

O sentido do casamento

(Prof. Felipe Aquino)

noivinhosO mesmo Deus que criou o homem e a mulher uniu-os em matrimônio. A Bíblia nos diz que, ao criar o homem, Deus sentiu-se insatisfeito, porque não encontrara em todos os seres criados nenhuma criatura que o completasse.

E Deus percebeu que “não é bom que o homem esteja só” (Gn 2,18a).

Então, disse ao homem: “Eu vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada” (Gn 2,18b), alguém que seria como você e que o ajude a viver. E fez a mulher. Retirou “um pedaço” do homem para criar a mulher (cf. Gn 2,21-22).

Nessa linguagem figurada, a Palavra de Deus quer nos ensinar que a mulher foi feita da mesma essência e da mesma natureza do homem, isto é, “à imagem e semelhança de Deus” (cf. Gn 1,26).

Santo Agostinho nos lembra que Deus, para fazer a mulher, não tirou um pedaço da cabeça do homem e nem um pedaço do seu calcanhar, por que a mulher não deveria ser chefe nem escrava do homem, mas companheira e auxiliar. Esse é o sentido da palavra que diz que Deus tirou “uma costela do homem” para fazer a mulher.

Ao ver Eva, Adão exclamou feliz: “Eis agora aqui, o osso de meus ossos e a carne de minha carne” (Gn 2,23a). Foi, sem dúvida, a primeira declaração de amor do universo. Adão se sentiu feliz e completo em sua carência. Então, Deus disse: “Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne” (Gn 2,24).

Isso quer dizer: serão uma só realidade, uma só vida, uma união perfeita. E Jesus fez questão de acrescentar: “Portanto, não separe o homem o que Deus uniu” (Mt 19,6b).

Após uni-los, Deus disse ao casal: “Frutificai e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gn 1,28). Aqui está o sentido mais profundo do casamento: “frutificai [crescei] e multiplicai”.

Deus quer que o casal, na união profunda do amor, cresça e se multiplique nos seus filhos; e daí surge a família, a mais importante instituição da humanidade. A família é a célula principal do plano de Deus para os homens e ela surge com o matrimônio.

É muito significativo que Deus tenha dito ao casal: “crescei”; e, em seguida, “multiplicai”. Isso mostra que a primeira dimensão do casamento é o crescimento mútuo do casal, realizado no seu amor fecundo. Ninguém pode multiplicar sem antes crescer. Como é que um casal vai educar os filhos, se eles, antes, não se educaram, não cresceram juntos?

O casamento não é uma aventura nem um “tiro no escuro” como dizem alguns; é, sim, um projeto sério de vida a dois, no qual cada um está comprometido em fazer o outro crescer, isto é, ser melhor a cada dia.

Se a esposa não se torna melhor por causa da presença do marido a seu lado, e vice-versa, então o casamento deles está sem sentido, pois não realiza sua primeira finalidade.

Também um namoro, um noivado, ou até uma simples amizade, não terão sentido se um não for para o outro um fermento de auxílio e crescimento.

Enfim, o casamento não é para “curtirmos a vida a dois”, egoisticamente; ele existe para vivermos ao lado de alguém muito especial e querido que queremos construir. É por isso que se diz que “amar não é querer alguém construído, mas, sim, construir alguém querido.”

Para ajudar o outro a crescer é preciso aceitá-lo como ele é, com todas as suas qualidades e defeitos. A partir daí é possível então, com muita paciência e carinho, ajudar o companheiro a crescer; e crescer quer dizer “atingir a maturidade como pessoa humana” no campo psicológico, emocional, espiritual, moral, etc.

(Fonte)

Adão e Eva existiram de verdade?

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Esta é uma pergunta que muitos católicos fazem. O Gênesis, em seus três primeiros capítulos, usa de linguagem figurada para revelar verdades religiosas, não científicas ou históricas.

Em resumo, a Bíblia quer nos ensinar apenas o seguinte:

1) Deus criou o ser humano, homem e mulher, podendo ter utilizado a evolução da matéria preexistente até chegar ao grau de complexidade do corpo humano;

2) O Senhor concedeu aos primeiros pais graças espirituais especiais: “justiça original” (harmonia consigo, com a mulher, com a natureza e com Deus), e “estado de santidade” (comunhão profunda com Deus, participação da vida divina), dons preter naturais (não sofrer, morrer, ciência infusa, etc).

3) O Criador indicou aos primeiros pais um modelo de vida, figurado pela proibição de comer a fruta da árvore da ciência do bem e do mal. Isso significava que o homem não deveria ser “o árbitro do bem e do mal”, e já que foi elevado à especial comunhão com Deus, devia comportar-se não simplesmente de acordo com seu bom senso ou suas intuições racionais, mas segundo às normas correspondentes de sua dignidade de filho de Deus;

4) O homem, por soberba e desobediência, disse não a esse modelo de vida e ao convite do Criador, perdendo assim o “estado de santidade” e de “justiça original”. Desta forma, o sofrimento e morte entraram no mundo por causa do pecado original; isto levou São Paulo a dizer que “o salário do pecado é a morte” (Rom 6, 23).

Não é preciso exagerar a perfeição do estado primitivo da humanidade por causa dos dons preter naturais, e da ” justiça original”. Foi um estado belo, mas do ponto de vista religioso e moral apenas, não sob o aspecto da civilização ou da cultura.

Os primeiros homens de que fala o Gênesis, podem muito bem ter sido rudimentares como mostram os indícios dos fósseis da pré-história. As idéias religiosas de Adão poderão ter sido puras, mas sob a forma de intuições concretas como dos povos primitivos e das crianças; não se tratava de altos conhecimentos teológicos.

Adão (= Adam, homem) e Eva (=Mãe dos viventes) representam o ser humano criado por Deus. São tão reais quanto é real o gênero humano. Deus se apresentou ao homem nas suas origens, ao homem real e não a um ser fictício. Eles existiram de fato; foram os primeiros seres humanos que receberam de Deus uma alma imortal.

Por outro lado, Adão e Eva não são nomes próprios como João, Pedro, Maria o são. Então, não necessariamente representam apenas o primeiro casal de humanos, mas os primeiros humanos. São nomes de origem hebraica que significam apenas “homem” e “mulher”. Por isso, a Igreja deixa para o estudo dos cientistas mostrar como os seres humanos surgiram trazidos por Deus; se de apenas um casal (monogenismo) ou de vários casais de um mesmo tronco (poligenismo). O que a Igreja não aceita é que a humanidade tenha surgido, ao mesmo tempo, de vários troncos, em lugares diferentes.

Prof. Felipe Aquino

(Fonte)

Com quem Caim se casou?

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlgumas pessoas ficam intrigadas com o casamento de Caim. Perguntam: Se no início da criação, Deus criou Eva e Adão, eles tiveram Caim e Abel. O primeiro matou o segundo, e Caim se casou… De onde surgiu a esposa dele, se havia só Adão, Eva e Caim?

Antes de tudo é preciso lembrar que o Gênesis não é um livro de ciências naturais e nem de história, de geografia e nem de etnologia, mas apenas um livro que revela verdades fundamentais sobre o mundo e o homem. Na Catequese feita pelo Papa Bento XVI, no dia 06 de fevereiro de 2013, explicou como o Gênesis deve ser interpretado:

“Como devemos compreender as narrações de Gênesis? A Bíblia não quer ser um manual de ciências naturais; quer, em vez disso, fazer compreender a verdade autêntica e profunda das coisas. A verdade fundamental que os relatos de Gênesis nos revelam é que o mundo não é um conjunto de forças entre conflitantes, mas tem a sua origem e a sua estabilidade no Logos, na Razão eterna de Deus que continua a sustentar o universo”.

Lendo a narração da morte de Abel por seu irmão Caim (Gn 4, 1-16) vemos que o autor já supõe um estado avançado da humanidade, onde os homens já domesticam os animais, Abel é pastor, e já cultivavam a terra; Caim é agricultor (4,2). É o período neolítico da humanidade, bem depois da Criação do homem em Adão e Eva. Caim funda uma cidade (4,17), tem medo de se encontrar com outros homens que o possam matar, etc.

Isto mostra que o texto foi escrito muito depois do acontecimento desses fatos; e que o autor sagrado narrou isto com base numa realidade que ele conhecia já por volta do século XIII antes de Cristo, e não na origem da humanidade. O autor do Gênesis o escreveu muito tempo depois da criação de Adão, Eva, Caim, etc. Ele se baseou em um Caim do seu tempo, cruel e assassino do irmão, para mostrar que o pecado abundou na face da terra depois do pecado de Adão.

Com base nesses traços literários, os estudiosos dizem que o autor sagrado relatou um fratricídio ocorrido nos tempos de Moisés, século XIII a.C. para mostrar que quando o homem se afasta de Deus, ele se torna perigoso para o próprio irmão. Assim, não se pode dizer que Caim e Abel da narrativa sejam filhos diretos dos primeiros pais, e nem era intenção do autor sagrado afirmar isto, afirma o grande monge falecido Dom Estevão Bettencourt.

Disso tudo vemos que não tem sentido a pergunta: “Com quem se casou Caim?” Se o assassinato de Abel é datado do século XIII a.C., então nesta época já havia homens sobre muitos lugares da terra.

Note-se também que Gn 5,3-4 diz que Adão e Eva tiveram o filho Set e outros filhos; neste caso, pode-se entender também que Caim tinha com quem se casar, ainda que fosse com uma irmã de sangue, o que não era empecilho na antiguidade. Esta é uma alternativa para quem não aceita a tese anterior.

A Bíblia não é um livro de História ou de raças (etnologia), mas apenas de verdades religiosas; devemos então nos preocupar em retirar apenas esta verdade.

Prof. Felipe Aquino

(Fonte)

Encontro: Imagem e Semelhança de Deus

Eu pedi ajuda aos membros do grupo Catequistas Virtuais na preparação do encontro sobre Criação, pois a faixa etária da minha nova turma é de 11/12 anos, portanto bastante questionadores, não aceitam como Caim “conhece sua mulher” (Gn 4,17) e como os homens podem ser de tantas raças diferentes vindo “todos” de Adão e Eva… E a amiga Zenaide sugeriu este encontro que compartilho abaixo:

ADÃO - DEUS CRIA O HOMEM 1 – Como você se sente sabendo que foi criado à imagem e semelhança de Deus? O que significa para você?

2 – Como vivem as pessoas no mundo de hoje?

3 – Todos se respeitam na graça de Deus?

4 – Todas as famílias têm casa, comida e o necessário para viver?

5 – Por que muitas pessoas passam fome?

A Bíblia chama a atenção para o fato de que a natureza humana é frágil pela sua própria condição. O ser humano nem sempre faz o bem que gostaria de fazer, e nem sempre constrói o mundo de acordo com a vontade de Deus. Todos os homens cometem erros porque a fraqueza, os limites e a fragilidade são próprios da vida humana: é o pecado original, que em Adão e Eva se manifestou na busca de independência e imortalidade fora de Deus. Maria nasceu sem o pecado original, nasceu repleta de todas as graças, pois desde a criação do mundo foi preparada para ser a Mãe de Jesus. É a misericórdia de Deus que nos perdoa e que nos chama à conversão.

– Vocês acham que todo sofrimento que existe é culpa dos primeiros homens? Por quê?

O LIVRO DO GÊNESIS traz narrativas simbólicas que tratam das origens do mundo e da humanidade.
Ex.: a narrativa da criação é um poema que salienta vários pontos importantes:
1º) Existe um único Deus vivo e criador;
2º) A natureza não está povoada por outras divindades;
3º) O ponto mais alto da criação é o ser humano: homem e mulher criados à imagem e semelhança de Deus;
4º) O ritmo da vida é trabalho e descanso.

ADÃO E EVA: Não são nomes próprios de um determinado homem e de uma determinada mulher. Referem-se à natureza humana, todos os homens e mulheres. O texto foi escrito em hebraico.
O nome EVA é simbólico, indica apenas o papel da mulher que é = SER MÃE.
ADAM = Adão = O homem…
ADAMAH = homem feito da terra

SERPENTE: (demônio ou tentação) representava a religião supersticiosa dos Cananeus que adoravam a serpente, praticavam a prostituição e buscavam a imortalidade longe dos ensinamentos e das ordens de Deus. Essa religião atraia e levava muitos ao pecado, afastando os homens e as mulheres do caminho, da amizade e da união com Deus.

O FRUTO PROIBIDO: Não se trata de fruta venenosa ou de maçã como mostram alguns livros, revistas e propagandas de televisão. Trata-se das pessoas se afastarem de Deus, não se reconhecerem como suas criaturas e buscar a imortalidade fora dele. Quem viver assim está comendo, ainda hoje, o fruto proibido.

CAIM: Representa o mal, a violência, a inveja, o egoísmo e a vingança.

ABEL: Símbolo do homem bom, justo, honesto, que sabe dar o melhor de si.

1. Estamos vivendo como filhos de Deus, procurando a paz e o amor na nossa família?

2. Consideramos os outros como nossos irmãos e procuramos ajudá-los em suas necessidades?

3. Cuidamos da saúde e higiene do nosso corpo? Temos feito exames médicos e procurado os postos de saúde para tomar as vacinas necessárias?

4. Evitamos os vícios, as drogas e bebidas que prejudicam a nossa vida e a dos outros?

5. Trabalhamos sempre e estudamos para melhorar o nosso nível de vida?

6. O que nos afasta de Deus e da comunidade?

7. Precisamos de algum tipo de ajuda? Qual?

Não podemos culpar os primeiros homens pelos nossos sofrimentos atuais. Precisamos sim transformar o mundo em que vivemos. Por meio de Jesus recebemos Vida Nova. Somos constantemente chamados à conversão: é preciso mudar aquilo que não vai bem em nossa vida.

Meu comportamento com Deus:
– vou respeitar e querer bem as pessoas de todas as raças e nacionalidades, porque todas foram criadas por Deus e são minhas irmãs.
– darei mais atenção aos meus colegas e vizinhos para melhorar a nossa amizade.
– participarei mais da comunidade para aprender sempre mais a escutar a Palavra de Deus e praticá-la.

(Do livro “Preparação para a Eucaristia e para a vida em comunidade”, Editora Santuário, de Afonsina Mendes Roma)