Ser catequista é servir a Deus

(Vandeia Ramos)

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Sabemos o quanto é comum em nossas comunidades ter pessoas que parecem que só estão na Igreja para aparecer, muitas vezes atropelando o serviço pastoral. É um fenômeno interessante, pois parece que as pessoas estão brigando para trabalhar mais. A posição de uma coordenação ou de um outro termo de liderança fica disputado e é comum ouvirmos que “tem muito cacique para pouco índio”. Do mesmo modo, a autoridade de uma liderança nem sempre é respeitada, pois muitos vivem nos achismos ou em sentimentos de serem preteridos.
Como testemunhas do Evangelho, é muito importante que tenhamos claro nossa missão como catequistas. Não queremos dividir a Igreja, causar conflitos desnecessários e mesmo boicotar o serviço dos demais. Servir em comunidade, em que todos unem esforços para que o trabalho pastoral seja realizado como oferta de amor e sacrifício é sempre um desafio. Nosso foco são nossos catecúmenos, nossa direção é Deus.
Não estamos ali porque não temos o que fazer em casa ou de nossa vida. Muito pelo contrário. Estamos porque fomos chamados pelo Senhor para cuidar de alguns de seus filhos e participar em alguma medida de seu caminho. Servimos a Deus através de sua Igreja. E isso envolve humildade, além de muitas vezes humilhações e silêncios, principalmente quando não compreendemos atitudes e motivações de outras pessoas. Afinal, não podemos querer ser mais que Jesus!
Na história do Povo de Deus e mesmo na nossa história pessoal, sabemos que Deus não descuida de ninguém. Ele tem um carinho especial e um cuidado terno principalmente com os que estão mais escondidos, mais doídos por situações públicas, mas que sustentam a fé de que temos uma Advogada por nós perante o Filho. Então, não precisamos nos preocupar com muita coisa, somente em servir bem, em fazer nosso testemunho o mais claro possível, repleto do mesmo carinho e cuidado que Deus tem por nós.
É no fogo que o ouro e a prata são purificados. É no cotidiano que somos podados para que possamos dar mais frutos. Quanto mais perto de Deus, mais sensíveis somos e mais firmes somos chamados a ser. É de constância e perseverança nas tribulações que se forma um justo. É com este fogo que nossos nomes são escritos no Livro da Vida. É na preocupação em sermos os últimos, os que estão em serviço, que somos chamados para o Banquete do Cordeiro.
Portanto, unamo-nos a tantos que vieram antes de nós e servem conosco, na continuidade da graça de Deus sobre a humanidade, exultantes de alegria por vivermos na graça de Deus, protegidos de quedas e sustentados em sua sabedoria. Juntos, cantemos salmos de agradecimento e de louvor por sermos servos inúteis, chamados por Deus para servir a nossos irmãos.

Reunião de Coordenadores

No sábado participei da reunião dos Coordenadores dos Vicariatos Suburbano e Leopoldina e fizemos uma dinâmica, separados em 5 grupos, onde comparávamos os coordenadores da catequese com as partes de algum objeto.

O meu grupo comparou o coordenador com as partes de um carro e chegamos às seguintes conclusões:

Combustível: o coordenador precisa de vida de oração, da Palavra de Deus e, principalmente, do Espírito Santo, senão não anda…

Volante: o coordenador tem que conduzir, guiar toda a equipe

Farol: o coordenador precisa ser “luz” e também ser guiado pela luz maior que é o Cristo.

Portas: o coordenador precisa ter os braços abertos para acolher os catequizandos, seus pais e os demais catequistas

Bancos: também para acolher as pessoas e para que elas se sintam confortáveis

Pneus: pés e mãos do coordenador, à disposição do serviço que lhe foi confiado

Freios, acelerador e embreagem: humildade – o coordenador precisa saber a hora de parar, retroceder, aceitar que também erra, além de ter jogo de cintura para contornar as situações

Vidros: o coordenador precisa ser “transparente”, sem falsidade, para que as pessoas vejam Jesus através dele

Retrovisores: o coordenador tem que estar atento a tudo o que acontece ao seu redor

Motor: o coração do coordenador, cheio do amor de Deus

Estepe: tem que aceitar a hora de trocar a coordenação e aceitar auxiliares

Os outros grupos fizeram as comparações dos coordenadores com as partes de:

Uma casa

Um computador

Uma árvore

Um corpo

Como você definiria essas partes, comparando aos coordenadores da catequese?

Atenção coordenadores do RJ!

Está chegando a 28ª Assembleia Arquidiocesana da Iniciação Cristã…

Dia 5 de novembro de 2011
de 8h às 13h, no Colégio Zaccaria

(Rua do Catete, 113 – Catete)

Palestra e Missa presidida por D. Orani Tempesta.

Encontro para todos os coordenadores da matriz e capelas, de todos os segmentos

(Pastoral do Batismo, Crianças e Adolescentes, Jovens e Adultos, Catequese Especial).

Acesse o blog: http://www.iniciacaocristarj.blogspot.com e tenha maiores informações.

Eis-me aqui, Senhor!

Como é difícil ser como Maria e dizer SIM com convicção, mergulhar de cabeça nos desafios que Deus nos confia e nos colocar a serviço da igreja e dos irmãos.
Lembram-se que após a reunião de catequistas do mês passado eu pedi que vocês rezassem pela nossa catequese? pois com a chegada do novo pároco e com a introdução do processo catecumenal proposto no Diretório da Iniciação a Cristã teríamos mudanças na pastoral e a convocação de novos coordenadores…
Pois é, hoje tivemos uma reunião com todos os catequistas e com o padre e ele pediu uma votação para indicarmos alguém para a coordenação e os 3 mais votados fomos a Sandra, eu e a Medi.
Eu nunca imaginei que alguém fosse votar em mim, primeiramente porque voltei este ano para esta paróquia, sou praticamente novata lá e segundo porque nunca participei da coordenação nas outras paróquias que passei, apesar de estar sempre próxima aos meus coordenadores ajudando no que fosse preciso.
Fui pega de surpresa e o padre disse que de nós 3 uma será a coordenadora e nos perguntou se estávamos dispostas a assumir esta responsabilidade.
As duas imediatamente responderam que sim, mas eu talvez por não esperar isso fiquei muito nervosa, chorei e tudo, mas ajoelhei diante do Santíssimo e pedi para que fosse feita a vontade de Deus e não a minha.
Agora mais do que nunca peço a oração de vocês para que o Espírito Santo me capacite e afaste de mim tudo que me impeça de atender ao Seu chamado.
Um grande beijo e uma semaninha abençoada a todos que passarem por aqui.

“Foi o SIM de Maria que trouxe Jesus até nós.
Que ela nos ajude a dizer o nosso SIM a cada dia!”

Ministério da Coordenação

A Catequese nos últimos anos deu passos significativos. Em toda parte percebe-se um fervilhar de novas experiências e métodos mais adequados que nos orientem na caminhada. Este processo de renovação depara-se com alguns desafios: a catequese não pode ser uma simples iniciativa baseada na boa vontade, na improvisação. Disso decorre a necessidade de pensar, organizar e atualizar a catequese, buscar novos rumos, animar os catequistas, criar um clima humano-afetivo. Surge assim a missão do coordenador do qual depende, em grande parte, a dinâmica e a renovação da catequese numa comunidade.

“A atividade pastoral não pode processar-se às cegas. O apóstolo não corre em busca do incerto, nem golpeia no ar”. (Paulo VI)

Coordenação vem da palavra “co-ordinatione” que significa: dispor certa ordem ou método”, organizar o conjunto, por em ordem o desconjunto. É uma “co-operação”, uma ação de “co-responsabilidade entre os iguais”. A coordenação promove a união de esforços, de objetivos comuns e de atividades comunitárias, evitando o paralelismo, o isolamento na ação catequética. A coordenação tem por finalidade criar relações, facilitar a participação, desenvolver a sociabilidade, levar à cooperação, comprometer na co-responsabilidade, realizar a interação e tornar eficaz o conjunto da caminhada catequética.

Para essa missão se requer um trabalho de grupo, e não de uma só pessoa.

A catequese renova-se mais rapidamente, especialmente no mundo urbano, quando uma comunidade investe na equipe de coordenação e esta assume sua missão articuladora, animadora da catequese .

O Exemplo de Jesus

Nesse sentido o MINISTÉRIO DA COORDENAÇÃO reveste-se de uma mística, de uma espiritualidade, de uma missão. Coordenar é integrar, animar, avaliar, revisar, celebrar, incentivar a caminhada da catequese. O ministério da coordenação é o serviço que mantém viva a caminhada da catequese em sintonia com as opções diocesanas, paroquiais, e segundo as exigências de uma catequese renovada. E o coordenador encontra seu modelo, sua inspiração e a fonte de graça para exercer seu ministério na Pessoa de Jesus.

Sabemos que Jesus Cristo não quis assumir sua missão sozinho. Fez-se cercar do grupo dos doze (Mc 3,13). Com eles vai criando sua comunidade. Os Evangelhos nos mostram que várias atitudes de Jesus caracterizam-se por um amor cordial e concreto pelas pessoas. Vejamos algumas situações:

a) Jesus conhece as pessoas e as aceita como são. Parte daquilo que são os discípulos, e não daquilo que deveriam ser para conduzir cada um a um crescimento cada vez mais profundo (Jo 20, 27; Lc 22, 61; Lc 24, 13-35).

b) Jesus exerce sua autoridade com caridade. É aquele que serve ( Jo 13, 1-20). “Eu não vim para ser servido, mas para servir” (Mc 10, 45). Para Jesus, todos têm uma caminhada a fazer, uma conversação a realizar, uma esperança a construir. A grande norma do grupo é o mandamento do amor.

c) Jesus situa-se dentro da comunidade e a dirige com amor. A presença de Jesus é viva no meio da comunidade. Ensina a partilhar e ser solidário em tudo (Jo 6, 1-15).

d) Jesus fala da necessidade de sua paixão e convida seus discípulos a partilhar sua Cruz, vivida e assumida na fé e na esperança, porque passando por ela constrói-se o Reino (Lc 9, 22-26).

e) Jesus criou uma comunidade para a Missão. A comunidade é um caminho de crescente fraternidade e abertura para a missão. O apóstolo Paulo nos alerta (Rm 10, 9-21) para que tenhamos os mesmos sentimentos de Jesus Cristo. Isto é, que a missão de coordenadores não seja uma forma de vanglória e nem um fardo nos ombros dos outros, mas que seja uma continuidade da missão de Jesus Cristo na edificação do Reino.

Perfil do Coordenador

O Ministério da Coordenação é o serviço que suscita e integra através de ações concretas as forças vivas da catequese: pároco, catequistas, pais, catequizandos e as outras pastorais.

Este ministério deve ser exercido com alegria, como uma fonte de espiritualidade, como um serviço em prol do Reino:
. animando os catequistas,
. abrindo novos horizontes,
. atualizando-se continuamente,
. estando em sintonia com as orientações diocesanas,
. criando um clima de acolhida, partilha e confiança.
Desse modo, a catequese surge como luz na comunidade.

Existem diversas maneiras de exercer o ministério da coordenação. Dentre elas destacamos as seguintes:

· Coordenação centralizadora – sobressai a função. Não divide tarefas. Não confia totalmente no grupo. Normalmente uma coordenação centralizada é autoritária, por vezes distante da caminhada da catequese e dos reais problemas dos catequistas, dos catequizandos, dos pais e da comunidade cristã. Numa coordenação centralizada, com facilidade surgem os descontentamentos, as divisões, os subgrupos, o desânimo e as desistências.

· Coordenação fraterna, democrática – caracteriza-se pelo serviço pela animação, pela distribuição das tarefas, pela confiança nos catequistas, pelo amor aos pais dos catequizandos, pela vivência comunitária, pela preocupação com a formação dos catequistas, pelo relacionamento humano, afetivo, carinhoso, alegre, mesmo nos erros e nas tensões.

Acolhe as sugestões, aceita com humildade as críticas, aponta sempre uma luz nas horas de tensões. Acima de tudo, elabora um projeto catequético participativo capaz de gerar um processo de educação da fé na comunidade.

Atribuições da Coordenação

O Diretório Pastoral de Catequese do Rio de Janeiro (1999), afirma que a Coordenação, em todos os níveis de atuação de nossa Arquidiocese, deverá:

“7.1. Ser organizada em todos níveis de atuação com aceitação e acompanhamento do responsável imediato: Comunidade Eclesial, Paróquia, Região, Vicariato e Arquidiocese.

7.2. A nível paroquial poderá ser desdobrada em coordenações específicas das diferentes faixas etárias: Pré-Catequese Infantil, Catequese de primeiro e segundo estágio em preparação à Primeira Eucaristia, Catequese de Perseverança, Catequese de Adolescentes, Catequese Especial, Catequese de Adultos e Crismal entre outras, desde que todas trabalhem de forma integrada e sob a orientação da Coordenação Geral e do Pároco.

7.3. Em todos os níveis de atuação, a Coordenação da Catequese deverá apresentar os requisitos fundamentais para o exercício de sua missão: formação condizente com sua tarefa, dinamismo, entusiasmo, espírito de comunhão e participação, humildade, testemunho de vida, espiritualidade, vivência sacramental, equilíbrio psicológico, capacidade de trabalhar em equipe, afetividade, espírito de fé e oração.”

Estas orientações podem ser desdobradas em outras, para todos os níveis de coordenação catequética da paróquia:

· Elaborar, de maneira participativa, um pequeno projeto para a catequese, privilegiando o objetivo, o conteúdo e a metodologia;

· Repassar, aos grupos interessados, qualquer inovação, exigência ou mudança nos rumos da catequese;

· Participar das reuniões e demais eventos promovidos pela região, vicariato, arquidiocese, sempre que solicitado. A participação em atividades extra-paroquiais é fundamental para o crescimento da comunidade. Ter o hábito de preparar um pequeno relatório sobre a realidade paroquial ou de outras questões pedidas pelas coordenações regionais ou diocesanas;

· A equipe de coordenação precisa reunir-se constantemente para rezar, estudar e aprofundar a situação da pastoral catequética na comunidade;

· Avaliar freqüentemente o processo de educação da fé na comunidade, através de visitas, encontros, assembléias.

OS COORDENADORES SÃO:

· Animadores
· Companheiros de trabalho
· Colaboradores
· Ponte
· Catequista em serviço

OS COORDENADORES NÃO SÃO:

· Fiscais
· Meninos de recado
· Ditadores
· Burocratas
· Espectadores

EM RELAÇÃO ÀS PARÓQUIAS DEVEM:

Conhecer:
· O pároco
· Os outros coordenadores
. Todos os catequistas
· Horário/cronograma
· Tipo de materiais
· Talentos especiais
· Critérios de avaliação

Aparecer:
· Nas Reuniões
· Periodicamente nos eventos
· Acompanhar nas solicitações

Oferecer:
· Presença, ouvido, ombro
· Troca de experiências
· Sugestões de material
· Notícias
· Canal de reivindicações

EM RELAÇÃO AO VICARIATO:

· Trazer o sucesso , a dificuldade
· Divulgar material
· Sugerir, tomar iniciativa
· Conhecer a equipe
· Avaliar criticamente tudo que faz
· Pontualidade nos prazos

EM NÍVEL PESSOAL:

· Ser pontual, fraterno com as pessoas, ter cuidado com a sensibilidade do irmão.
· Ser atualizado, com textos, manuais catequéticos e diretrizes gerais da Igreja.
· Fazer constantes pesquisas para se aprimorar e atualizar.

Reflexão:

· Que outras atividades fazem parte do ministério da coordenação?

· Como fazer do ministério da coordenação uma fonte de espiritualidade e de serviço à catequese?

· Que caminhos as coordenações precisam percorrer para a dinamização da Catequese na comunidade?

(Fonte)