Jesus Cristo: Palavra humana que responde a Deus

(Vandeia Ramos)

No mês de setembro estamos acompanhando a importância da Sagrada Escritura na nossa vida. Semana passada vimos que, da primeira à última página, Deus nos chama a ouvi-lo. E hoje vamos refletir sobre nossa resposta.
Muitas vezes vivemos como surdos a Deus. Discordamos de várias de suas orientações, queremos que as coisas se realizem como acreditamos, como se nós pudéssemos ser referência para toda a humanidade. Não é que não acreditemos, mas que não conseguimos entender o alcance do que nos pede, da beleza de todo seu plano de amor, tão envolvidos estamos nos problemas nossos de cada dia. E, se vivemos realmente buscando, começamos a entender que sozinhos não conseguimos. Precisamos de ajuda. E começamos a pedir a Ele.
E nossos catecúmenos nos são apresentados. Cada um traz dramas próprios de sua condição, natureza, família. Temos a tendência a não querer ouvir, a sermos guias cegos de outros cegos, que devem confiar no que nós falamos. Quantas vezes temos dificuldades com os que nos apresentam problemas que não conseguimos sequer parar para ouvir? Quantas vezes algum comportamento específico nos causa resistência? Quantas vezes queremos escolher o que consideramos melhor, mais fácil ou mais simples? Mas foi isso que fomos chamados a fazer? E o que devemos então fazer?
Enquanto equipe de iniciação cristã, cabe a nós reunirmo-nos com os demais e partilhar nossas dificuldades. O trabalho se faz em comunidade e em comunhão. E, como equipe que traz junta a responsabilidade de todos, irmos ao encontro de Jesus. Fico pensando sobre o Evangelho de hoje se, ao curar o homem surdo, o quanto Jesus também não está nos curando quanto às suas palavras. E o “ouve, Israel” ressoa em nosso coração, como o chamado permanente a ouvir a Palavra.
A língua do homem também é solta. Não para ficar reclamando, vendo a dificuldade acima da graça, o pecado acima da benção. Também aqui, quando os amigos o levam a Jesus, não poderia ser nós levando nossos catecúmenos? Quem é que sai bendizendo a Deus depois, não são todos?
No fundo, ser catequista não é testemunhar não só a experiência que trazemos com Deus como acompanharmos dando graças o que Ele faz na vida daqueles que nos são postos sob nossa responsabilidade? Acho muito bonito como Deus, para fazer sua obra, quer não só que participemos dela, mas que, de algum modo, ainda sejamos vistos através dela.
Assim, podemos cantar juntos, catequistas e catecúmenos: “Bendize minha alma, ao Senhor. Bendirei ao Senhor toda a vida!”

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Somos todos catequistas!

(Vandeia Ramos)

O mundo de hoje nos apresenta tantos deuses… a crença de que somos só matéria, consumismo, individualismo, felicidades vazias, fugas em drogas e álcool, negação da realidade, compra e venda de pessoas… artistas são idolatrados, políticos se comportam como se fossem donos do que servem, funções de liderança são assumidas como monarquias antigas…
E nós, catequistas, escolhemos servir ao Senhor!
Semanalmente, além de vivermos uma vida comunitária em torno da mesa eucarística, assumimos a responsabilidade de formarmos a nova geração da Igreja. Respondemos ao envio missionário de formarmos discípulos. Abrimos mão de nosso tempo de descanso para servir ao Senhor através de seus filhos, que nos chegam com sede de conhecer Deus.
Os deuses do mundo não têm nossa atenção. Passamos por entre eles no dia a dia sem nos deter, pois nosso caminho é outro. Vivemos da experiência no Senhor, atentos ao seu chamado. Nele descansamos!
A experiência cristã é de viver como Esposa de Cristo, sempre prontos para recebê-lo. Aprendemos com Ele a amar aos demais até a cruz. Como catequistas, somos a base, auxiliar, os que promovem a renovação. Toda a Igreja passa pela Iniciação Cristã, todos passam por nós. Nosso chamado só se realiza com uma resposta à altura.
No evangelho de hoje, muitas vezes nos defrontamos com escândalos, situações constrangedoras, milhões de dificuldades, sofrimento… e apresentamos a Jesus. Ser catequista é assim: viver recorrendo em tudo ao Mestre, dizendo a ele que Ele espera muito de nós e somos tão pequenos…
É neste ir, em caminhar com Cristo, que Ele nos confirma que é o Pai que nos envia, mas que não vamos sós. Nas dificuldades do dia a dia, dizemos com a Igreja: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus.”
É no testemunho de ser Igreja, na Igreja, pela Igreja e com a Igreja, que somos testemunhas junto aos nossos catecúmenos. Ensinamos a eles a serem Igreja, Corpo de Cristo. Na experiência de bendizer a Deus em nosso dia a dia, de estarmos atentos ao chamado, de sermos protegidos e descansarmos, que cada um pode olhar na mesma direção que olhamos.
Nossa voz não é indiferente nem recita palavras vazias. Nossa voz anuncia o que ouve e vive, anuncia a Verdade no mundo, anuncia a todos, crianças, jovens, adultos, pais, família, vizinhos: “Provai e vede quão suave é o Senhor!”
Que possamos ser sempre testemunhas fiéis das maravilhas que Deus faz em nós!

Como crianças que acreditam

(Vandeia Ramos)

Fiquei acompanhando as leituras de ontem e lembrando de quando somos crianças e nos colocamos em uma oração simples nas mãos de Deus, como quem entrega os cinco pães e dois peixes. Queremos ser como nossos pais, mães, professores, catequistas… Queremos ser quem admiramos. Temos grandes sonhos, mas muito pouco a oferecer.

E vamos crescendo e tomando consciência de nossa limitação. Como catequistas, enfrentamos diversos problemas na paróquia, com catecúmenos que nos desafiam, com as famílias desestruturadas que têm dificuldades em ser modelos positivos, com uma realidade que defende valores tão opostos aos de Deus…

Nosso impulso é sair fazendo o que podemos e o que não podemos, como santa Marta, que celebramos neste domingo. É comum acumularmos inúmeras atividades e, quando não conseguimos, cobramos dos demais que vão em um outro ritmo e escolhem a melhor parte (Lc 10, 38-42).

Como equilibrar a tensão entre o adorar e o agir? Como distribuir tão pouco que somos capazes para tantas pessoas e tantas necessidades? Afinal, quem está por trás do nosso agir? Somos nós, nosso orgulho, nossa vaidade, ou estamos em serviço a Deus? Se nosso trabalho é para Ele, por Ele e com Ele, cabe a Ele providenciar o que é necessário e que está além de nós.

“Comerão e ainda sobrará” é tanto as palavras de 2Reis 4, 43 como de Jo 6, 13, pois o Senhor sacia seus filhos (Sl 144 (145)). Entre o “eu creio” e o saciar, está a catequese. De quem? Nossa em primeiro lugar. De Marta que aprende que servir também precisa ser associado a servir a Deus, a prestar-lhe culto no sacrifício pessoal de cada dia, em oferta de amor.

Cada um de nós recebeu uma vocação, que precisa encontrar o tom certo entre o ouvir e o fazer, entre a humildade e a mansidão, entre o acolher o “ide” e o “formai discípulos” (Mt 28, 19-20). Precisamos aprender a suportar-nos uns aos outros com a paciência de continuar distribuindo nossos talentos na fé de quem nos envia. Vamos em nome de Alguém, na certeza de que Ele completará o que nos faltar. No amor, aprendemos a continuar, a guardar a unidade com a Igreja através das pessoas com as quais servimos, sustentando a paz.

Não é um serviço desleixado, mas de sermos catequistas que se preocupam com os detalhes e de recolher o que sobra. No final de cada catequese, temos para nós a graça do que partilhamos, o suficiente para levarmos para nossas próprias famílias e nossas outras atividades.

Marta se tornou santa Marta. Ela aprendeu! Que ela interceda por nós para que sigamos aprendendo a sermos como a criança que dá tudo o que tem e que recebe mais do que dá.

O que NÃO é ser Catequista?


Devemos ter atenção para não adotarmos os contra-valores e atitudes negativas, na catequese, tais como:
1- Catequizar apenas para receber sacramentos.
2- Organizar a catequese como “aulas”, professores e alunos.
3- Ter encontros só de doutrinação.
4- Ter pouco acolhimento.
5- Excluir a participação em equipe.
6- Ter pouca criatividade.
7- Prejudicar as necessárias informações por falta de comunicação.
8- Ser dispersivo e inconstante.
9- Improvisar, ter superficialidade, não preparando adequadamente os encontros.
10- Dar pouco testemunho cristão, não participando da Celebração da Eucaristia e dos outros sacramentos.

Nesse encontro reflitamos nos pontos positivos “do ser catequista” para descobrirmos que, se não procurarmos crescer na qualidade em nossa missão, ela não terá êxito e não nos deixará felizes.
Às vezes é fraco o desempenho da catequese em nossas comunidades porque investem em outras pastorais e serviços e pouco ou quase nada no treinamento e formação dos catequistas. Na catequese renovada é necessário adotar novos valores e atitudes.

Às vezes usamos alguns provérbios populares para justificar as nossas atitudes negativas, tais como:
– “Errar é humano” – dizemos que é o Espírito Santo quem fala e age por nós, por isso, não há necessidade de formação. Este provérbio cria dentro de nós justificativas para erros e falhas nascidas de nossas acomodações.
– “Casa de ferreiro, espeto de pau” – Muitas vezes nos esquecemos dos dons que Deus nos dá ou não os colocamos na prática. Casa de ferreiro deve ter espeto de ferro!
– “Santo de casa não faz milagres” – Quando usamos este provérbio não reconhecemos os dons das pessoas na comunidade. Elas são capazes de transformar a realidade e solucionar os problemas do dia-a-dia na catequese.

Sugestão: procurem encontrar outros provérbios populares e reflitam com os catequistas.

Apesar destas deficiências na missão o catequista deve procurar investir em:
1- Acolhimento – ao receber os catequizandos e suas famílias, procurar conhecer suas dificuldades e anseios. Valorizar sempre todas as pessoas.
2- Alegria – demonstrar satisfação e animação pela catequese. A catequese nos faz comunicar o Evangelho com vibração, entusiasmo, vivacidade, alegria pelo Reino de Deus, na certeza que Deus nos ama.
3- Bom relacionamento – entre as pessoas para que haja ajuda mútua.
4- Trabalho em equipe – participar dos encontros de formação, planejamento e avaliação.
5- Compromisso comunitário – dar atenção aos problemas sociais da comunidade.
6- Firmeza e perseverança – para não ser catequista descartável.
7- Organização e pontualidade – nos encontros catequéticos.
8- Técnicas – para sair da rotina, buscando aperfeiçoamento contínuo, com criatividade.
9- Motivação da fé – nunca desanimar por maiores que sejam as dificuldades, lembrando que somos chamados a uma grande missão.
10- Solidariedade – com as pessoas mais necessitadas.
11- Pastoral familiar – procurar maior aproximação com as famílias, realizando periodicamente encontros com os pais dos catequizandos.
12- Participação – às celebrações e aos sacramentos.
13- Testemunho – de vivência cristã em comunidade.

• Qual é o resultado de um bom acolhimento aos catequizandos, famílias, catequistas e comunidade?

• Como evitar aspectos negativos e criar situações positivas para enriquecer a catequese?

Fonte: Folheto Ecoando 11- formação interativa com catequistas – Editora Paulus

Formação de comunidades catequizadoras


Formar comunidades catequizadoras exige, num primeiro passo, crescer na comunicação com outras pessoas.
A sociedade oferece muitos meios para isso, como o telefone, Internet e outras formas de comunicação, facilitando o intercâmbio e permitindo a comunicação, mesmo com pessoas que estejam bem distantes de nós.
Na Igreja, também existem muitos grupos que ampliam a comunicação entre pessoas: organizações, comissões, associações, movimentos… Multiplicam-se as reuniões, as assembleias, os encontros, crescendo novos círculos de amizades.
Pela comunicação e acolhimento a catequese assume atividades evangelizadoras, movida pelo Espírito Santo. Essas atividades Têm como finalidade manter o próprio grupo, tornando-o comunidade catequizadora.

Quando a comunidade se torna catequizadora?
Quando:
• anuncia ao mundo a Boa Nova do Reino de Deus;
• dá testemunho de fraternidade, fazendo opção pelos pobres e levando ao compromisso com a justiça e a libertação;
• aprofunda a fé dos que participam da comunidade;
• transforma a sociedade pela força da oração, do testemunho e do anúncio da Palavra de Deus;
• celebra na comunidade os Sacramentos, a presença de Jesus na Eucaristia nas manifestações de religiosidade popular, especialmente, na devoção a Maria e aos Santos.

A COMUNIDADE DE JESUS
Olhando para Jesus, percebemos de imediato que ele fez a experiência de anunciar o Reino em grupo, formando uma comunidade:
• formou um grupo (Mt 4,18-22; Mc 1,16-20);
• chamou os apóstolos pelo nome (Mt 10,2-4);
• enviou-os em missão e deu-lhes as necessárias instruções (Mt 10,5-33);
• deu testemunho autêntico (Mt 16,21-23);
• e apresentou-lhes as exigências da missão (Mt 10,25-28).

COMUNIDADE CATEQUIZADORA É UMA COMUNIDADE DE IRMÃOS
“Para os cristãos, é de particular importância a forma comunitária de vida, como testemunho de amor e unidade. A catequese não pode limitar-se às dimensões individuais” (Medellin 8.10).
A comunidade catequizadora congrega pessoas de todas as etapas da vida, pessoas que têm o mesmo projeto, que se conhecem e que se amam. Por isso, a catequese não pode deixar de ter dimensão comunitária.

O PROGRAMA DE VIDA DA COMUNIDADE CATEQUIZADORA
1- Comunhão e participação
Antes de motivar a formação de uma comunidade, nós catequistas devemos participar da nossa comunidade nos unindo às pessoas nas diversas pastorais.
2- A comunidade é origem, lugar e meta da catequese
A comunidade catequizadora não é só espaço natural da catequese, mas o ambiente privilegiado para a educação da fé, de forte experiência de Igreja e onde se atualiza e se vive a presença de Jesus Ressuscitado.
3- Programar e planejar a catequese
Quando a comunidade deseja ser catequizadora deve ter a preocupação de planejar cuidadosamente a ação catequética, buscando dar respostas às exigências da realidade sócio-cultural-religiosa. É importante fixar prioridades e metas concretas de acordo com a realidade dentro do Plano de Pastoral.
A pessoa do sacerdote é muito importante nesta participação. De seu zelo e criatividade depende a eficácia da comunidade catequizadora.
• Quais são as atividades pastorais que existem em nossa comunidade?
• Qual é a participação de cada pessoa do nosso grupo nessas atividades da comunidade?

Fonte: Folheto Ecoando 5 – formação interativa com catequistas – Editora Paulus

Ser Catequista – um chamado de Deus


Como Deus nos chama? Como sabemos que é Ele que nos chama? Quais foram as situações humanas que nos motivaram a sermos catequistas?
Deus manifesta a sua vontade por diversas circunstâncias. Em qualquer situação o Senhor nos diz: “Vem e segue-me” (Mc 2,14).
A vocação é um chamado de Deus que espera da pessoa uma resposta para que esta pessoa possa se realizar. A vocação é, portanto, a realização do Plano de Deus na vida de cada um.
A vocação se manifesta em dois sentidos:
• a descoberta da própria vocação e
• o compromisso de vivê-la com toda intensidade.

AS GRANDES VOCAÇÕES NA BÍBLIA:
Na Bíblia o chamado ou vocação de uma pessoa, por parte de Deus, corresponde ao compromisso de reunir e formar o seu povo: o Povo de Deus.
Este é o elemento central da vocação na Bíblia. Deus continua chamando pessoas para reunir e formar o seu Povo. Quando alguém é chamado por Deus, sempre é chamado para servir ao Povo em seu nome, revelando seu amor e sua Aliança. É um serviço que exige fidelidade.
Se refletirmos sobre a nossa vocação, vemos que também ela tem os mesmos sinais bíblicos.
(Ler e refletir: Ex 3,4; Is 6,8; Jr 1,1-10; Mt 10,1-4; Jo 1,34-38; Rm 1,1).

COMO DEUS NOS CHAMA?
Ele nos chama numa situação concreta. Como por exemplo: um convite do pároco ou da coordenação da catequese, outras vezes quando sentimos que há necessidade de catequistas na comunidade e em outras situações. Se isto nos preocupa é sinal que estamos descobrindo o chamado de Deus. Os personagens bíblicos também foram chamados para uma determinada missão.
Para que Deus nos chama? Ele nos chama para: anunciar a sua Palavra, ser testemunhas dos valores do seu Reino e para sermos os porta-vozes da sua mensagem.
Nossa vocação é um presente de Deus. Somos chamados porque Deus nos ama. Este amor exige uma resposta.
Nossa vocação de catequista se insere e tem uma raiz na vocação cristã. No Batismo e na Crisma recebemos o compromisso de colaborar no anúncio da Palavra de Deus, segundo nossas condições.
Ter confiança em Deus. Pensamos, muitas vezes que não somos capazes de realizar a nossa missão catequética. Isso pode até nos levar ao desânimo. Por isso, é importante que confiemos em Deus, certos de que é um serviço de Deus e para Deus.

O ser catequista se renova a cada dia. Os catequistas, através de sua missão, experimentam momentos de alegria, de paz, de entusiasmo, apesar do cansaço, das renúncias e dos sacrifícios. A lembrança, renovada cada dia, do primeiro chamado de Deus, ajuda a sermos perseverantes e fiéis.

Como a nossa vocação de catequistas se manifesta no dia-a-dia? Há sinais evidentes que transparecem na nossa vocação, tais como: gosto pela catequese; busca de criatividade para melhorar os encontros catequéticos; esperança de melhorar a sociedade; comunicação no grupo de catequistas; alegria ao sentir os bons resultados; motivação para obter uma crescente formação e a consciência de ser enviado em nome da Igreja.

A vocação do catequista é comunitária. Ela abrange toda a ação da comunidade. Quando o catequista tem consciência de que seu chamado foi feito por Deus e que foi enviado pela comunidade, desempenha nela um serviço eficaz e efetivo. Colabora também na transformação da sociedade, pelo testemunho comunitário e pelo anúncio da Palavra de Deus.

• Quais são as motivações que temos para realizar a nossa vocação de catequistas?
• Como surgiu a nossa vocação de catequistas? Recordar os bons momentos dessa missão e analisar os sinais da nossa vocação.

Fonte: Folheto Ecoando 3 – formação interativa com catequistas – Editora Paulus