O que NÃO é ser Catequista?


Devemos ter atenção para não adotarmos os contra-valores e atitudes negativas, na catequese, tais como:
1- Catequizar apenas para receber sacramentos.
2- Organizar a catequese como “aulas”, professores e alunos.
3- Ter encontros só de doutrinação.
4- Ter pouco acolhimento.
5- Excluir a participação em equipe.
6- Ter pouca criatividade.
7- Prejudicar as necessárias informações por falta de comunicação.
8- Ser dispersivo e inconstante.
9- Improvisar, ter superficialidade, não preparando adequadamente os encontros.
10- Dar pouco testemunho cristão, não participando da Celebração da Eucaristia e dos outros sacramentos.

Nesse encontro reflitamos nos pontos positivos “do ser catequista” para descobrirmos que, se não procurarmos crescer na qualidade em nossa missão, ela não terá êxito e não nos deixará felizes.
Às vezes é fraco o desempenho da catequese em nossas comunidades porque investem em outras pastorais e serviços e pouco ou quase nada no treinamento e formação dos catequistas. Na catequese renovada é necessário adotar novos valores e atitudes.

Às vezes usamos alguns provérbios populares para justificar as nossas atitudes negativas, tais como:
– “Errar é humano” – dizemos que é o Espírito Santo quem fala e age por nós, por isso, não há necessidade de formação. Este provérbio cria dentro de nós justificativas para erros e falhas nascidas de nossas acomodações.
– “Casa de ferreiro, espeto de pau” – Muitas vezes nos esquecemos dos dons que Deus nos dá ou não os colocamos na prática. Casa de ferreiro deve ter espeto de ferro!
– “Santo de casa não faz milagres” – Quando usamos este provérbio não reconhecemos os dons das pessoas na comunidade. Elas são capazes de transformar a realidade e solucionar os problemas do dia-a-dia na catequese.

Sugestão: procurem encontrar outros provérbios populares e reflitam com os catequistas.

Apesar destas deficiências na missão o catequista deve procurar investir em:
1- Acolhimento – ao receber os catequizandos e suas famílias, procurar conhecer suas dificuldades e anseios. Valorizar sempre todas as pessoas.
2- Alegria – demonstrar satisfação e animação pela catequese. A catequese nos faz comunicar o Evangelho com vibração, entusiasmo, vivacidade, alegria pelo Reino de Deus, na certeza que Deus nos ama.
3- Bom relacionamento – entre as pessoas para que haja ajuda mútua.
4- Trabalho em equipe – participar dos encontros de formação, planejamento e avaliação.
5- Compromisso comunitário – dar atenção aos problemas sociais da comunidade.
6- Firmeza e perseverança – para não ser catequista descartável.
7- Organização e pontualidade – nos encontros catequéticos.
8- Técnicas – para sair da rotina, buscando aperfeiçoamento contínuo, com criatividade.
9- Motivação da fé – nunca desanimar por maiores que sejam as dificuldades, lembrando que somos chamados a uma grande missão.
10- Solidariedade – com as pessoas mais necessitadas.
11- Pastoral familiar – procurar maior aproximação com as famílias, realizando periodicamente encontros com os pais dos catequizandos.
12- Participação – às celebrações e aos sacramentos.
13- Testemunho – de vivência cristã em comunidade.

• Qual é o resultado de um bom acolhimento aos catequizandos, famílias, catequistas e comunidade?

• Como evitar aspectos negativos e criar situações positivas para enriquecer a catequese?

Fonte: Folheto Ecoando 11- formação interativa com catequistas – Editora Paulus

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Formação de comunidades catequizadoras


Formar comunidades catequizadoras exige, num primeiro passo, crescer na comunicação com outras pessoas.
A sociedade oferece muitos meios para isso, como o telefone, Internet e outras formas de comunicação, facilitando o intercâmbio e permitindo a comunicação, mesmo com pessoas que estejam bem distantes de nós.
Na Igreja, também existem muitos grupos que ampliam a comunicação entre pessoas: organizações, comissões, associações, movimentos… Multiplicam-se as reuniões, as assembleias, os encontros, crescendo novos círculos de amizades.
Pela comunicação e acolhimento a catequese assume atividades evangelizadoras, movida pelo Espírito Santo. Essas atividades Têm como finalidade manter o próprio grupo, tornando-o comunidade catequizadora.

Quando a comunidade se torna catequizadora?
Quando:
• anuncia ao mundo a Boa Nova do Reino de Deus;
• dá testemunho de fraternidade, fazendo opção pelos pobres e levando ao compromisso com a justiça e a libertação;
• aprofunda a fé dos que participam da comunidade;
• transforma a sociedade pela força da oração, do testemunho e do anúncio da Palavra de Deus;
• celebra na comunidade os Sacramentos, a presença de Jesus na Eucaristia nas manifestações de religiosidade popular, especialmente, na devoção a Maria e aos Santos.

A COMUNIDADE DE JESUS
Olhando para Jesus, percebemos de imediato que ele fez a experiência de anunciar o Reino em grupo, formando uma comunidade:
• formou um grupo (Mt 4,18-22; Mc 1,16-20);
• chamou os apóstolos pelo nome (Mt 10,2-4);
• enviou-os em missão e deu-lhes as necessárias instruções (Mt 10,5-33);
• deu testemunho autêntico (Mt 16,21-23);
• e apresentou-lhes as exigências da missão (Mt 10,25-28).

COMUNIDADE CATEQUIZADORA É UMA COMUNIDADE DE IRMÃOS
“Para os cristãos, é de particular importância a forma comunitária de vida, como testemunho de amor e unidade. A catequese não pode limitar-se às dimensões individuais” (Medellin 8.10).
A comunidade catequizadora congrega pessoas de todas as etapas da vida, pessoas que têm o mesmo projeto, que se conhecem e que se amam. Por isso, a catequese não pode deixar de ter dimensão comunitária.

O PROGRAMA DE VIDA DA COMUNIDADE CATEQUIZADORA
1- Comunhão e participação
Antes de motivar a formação de uma comunidade, nós catequistas devemos participar da nossa comunidade nos unindo às pessoas nas diversas pastorais.
2- A comunidade é origem, lugar e meta da catequese
A comunidade catequizadora não é só espaço natural da catequese, mas o ambiente privilegiado para a educação da fé, de forte experiência de Igreja e onde se atualiza e se vive a presença de Jesus Ressuscitado.
3- Programar e planejar a catequese
Quando a comunidade deseja ser catequizadora deve ter a preocupação de planejar cuidadosamente a ação catequética, buscando dar respostas às exigências da realidade sócio-cultural-religiosa. É importante fixar prioridades e metas concretas de acordo com a realidade dentro do Plano de Pastoral.
A pessoa do sacerdote é muito importante nesta participação. De seu zelo e criatividade depende a eficácia da comunidade catequizadora.
• Quais são as atividades pastorais que existem em nossa comunidade?
• Qual é a participação de cada pessoa do nosso grupo nessas atividades da comunidade?

Fonte: Folheto Ecoando 5 – formação interativa com catequistas – Editora Paulus

Ser Catequista – um chamado de Deus


Como Deus nos chama? Como sabemos que é Ele que nos chama? Quais foram as situações humanas que nos motivaram a sermos catequistas?
Deus manifesta a sua vontade por diversas circunstâncias. Em qualquer situação o Senhor nos diz: “Vem e segue-me” (Mc 2,14).
A vocação é um chamado de Deus que espera da pessoa uma resposta para que esta pessoa possa se realizar. A vocação é, portanto, a realização do Plano de Deus na vida de cada um.
A vocação se manifesta em dois sentidos:
• a descoberta da própria vocação e
• o compromisso de vivê-la com toda intensidade.

AS GRANDES VOCAÇÕES NA BÍBLIA:
Na Bíblia o chamado ou vocação de uma pessoa, por parte de Deus, corresponde ao compromisso de reunir e formar o seu povo: o Povo de Deus.
Este é o elemento central da vocação na Bíblia. Deus continua chamando pessoas para reunir e formar o seu Povo. Quando alguém é chamado por Deus, sempre é chamado para servir ao Povo em seu nome, revelando seu amor e sua Aliança. É um serviço que exige fidelidade.
Se refletirmos sobre a nossa vocação, vemos que também ela tem os mesmos sinais bíblicos.
(Ler e refletir: Ex 3,4; Is 6,8; Jr 1,1-10; Mt 10,1-4; Jo 1,34-38; Rm 1,1).

COMO DEUS NOS CHAMA?
Ele nos chama numa situação concreta. Como por exemplo: um convite do pároco ou da coordenação da catequese, outras vezes quando sentimos que há necessidade de catequistas na comunidade e em outras situações. Se isto nos preocupa é sinal que estamos descobrindo o chamado de Deus. Os personagens bíblicos também foram chamados para uma determinada missão.
Para que Deus nos chama? Ele nos chama para: anunciar a sua Palavra, ser testemunhas dos valores do seu Reino e para sermos os porta-vozes da sua mensagem.
Nossa vocação é um presente de Deus. Somos chamados porque Deus nos ama. Este amor exige uma resposta.
Nossa vocação de catequista se insere e tem uma raiz na vocação cristã. No Batismo e na Crisma recebemos o compromisso de colaborar no anúncio da Palavra de Deus, segundo nossas condições.
Ter confiança em Deus. Pensamos, muitas vezes que não somos capazes de realizar a nossa missão catequética. Isso pode até nos levar ao desânimo. Por isso, é importante que confiemos em Deus, certos de que é um serviço de Deus e para Deus.

O ser catequista se renova a cada dia. Os catequistas, através de sua missão, experimentam momentos de alegria, de paz, de entusiasmo, apesar do cansaço, das renúncias e dos sacrifícios. A lembrança, renovada cada dia, do primeiro chamado de Deus, ajuda a sermos perseverantes e fiéis.

Como a nossa vocação de catequistas se manifesta no dia-a-dia? Há sinais evidentes que transparecem na nossa vocação, tais como: gosto pela catequese; busca de criatividade para melhorar os encontros catequéticos; esperança de melhorar a sociedade; comunicação no grupo de catequistas; alegria ao sentir os bons resultados; motivação para obter uma crescente formação e a consciência de ser enviado em nome da Igreja.

A vocação do catequista é comunitária. Ela abrange toda a ação da comunidade. Quando o catequista tem consciência de que seu chamado foi feito por Deus e que foi enviado pela comunidade, desempenha nela um serviço eficaz e efetivo. Colabora também na transformação da sociedade, pelo testemunho comunitário e pelo anúncio da Palavra de Deus.

• Quais são as motivações que temos para realizar a nossa vocação de catequistas?
• Como surgiu a nossa vocação de catequistas? Recordar os bons momentos dessa missão e analisar os sinais da nossa vocação.

Fonte: Folheto Ecoando 3 – formação interativa com catequistas – Editora Paulus