Celebração do Batismo

1- “O Batismo se administra segundo o ritual prescrito nos livros litúrgicos aprovados, exceto em caso de urgente necessidade, em que se deve observar apenas o que é exigido para a validade do sacramento” (CIC, 850).

2- “O Batismo é a morte e ressurreição com Cristo. Por conseguinte, o clima geral de toda celebração deve ser de alegria, festa e ressurreição” (Batismo de crianças, n° 193).

3- A água para o Batismo deve ser natural e limpa, seja para comprovar a veracidade do sinal, seja por motivo de higiene (cf. Batismo de crianças, observações preliminares gerais, nº 18).

4- “A não ser quando necessário, o sacerdote ou o diácono não batize senão com água benta para esse fim. Se a consagração da água foi feita na Vigília Pascal, seja conservada, se possível para todo o Tempo Pascal e usada para afirmar mais fortemente a necessária relação com o mistério pascal. É de se desejar que, fora do Tempo Pascal, se benza a água para cada batizado, para que, pelas palavras da consagração, se manifeste, de cada vez, com toda clareza, o mistério de salvação, que a Igreja relembra e proclama. Se o batistério está construído para jorrar a água, seja abençoada a fonte jorrando água” (cf. Batismo de crianças, observações preliminares gerais, nº 21).

5- As palavras pelas quais se confere o Batismo na Igreja latina são estas: “EU TE BATIZO EM NOME DO PAI, E DO FILHO, E DO ESPÍRITO SANTO”. (cf. Batismo de crianças, observações preliminares gerais, nº 23).

6- Sendo que o Batismo é a inserção na comunidade paroquial, procurem os párocos administrar tal sacramento dentro da celebração litúrgica dominical, observando os momentos de cada rito, conforme determinam os livros litúrgicos. Caso não seja possível, atenham-se os responsáveis paroquiais para que haja um horário determinado para tal celebração. A administração do Batismo seja razoavelmente espaçada, facilitando uma celebração bem preparada e participada.

7- Seja constituída uma equipe para cuidar dos vários aspectos da celebração do Batismo (cf. Batismo de crianças, n° 178, inclusive com sugestões úteis dos nºs 179 ao 231).

8- Pode-se realizar o Batismo nas pequenas comunidades desde que estejam a caminho de se tornarem autênticas comunidades cristãs. Somente em caso excepcionalmente justificável, o Batismo seja realizado fora da comunidade cristã.

9- Celebre-se o Batismo de crianças em outras paróquias somente com a autorização do pároco da paróquia de origem dos pais.

10- Ao catecúmeno não se impõe a obrigação de estar revestido da vestimenta de cor branca.

11- São ministros ordinários do Batismo: o bispo, o presbítero e o diácono. Em caso de necessidade pastoral, ministros extraordinários do Batismo poderão ser designados pelo bispo local, sem substituir os ministros ordinários (cf. CNBB, Doc. 19, Batismo de crianças, n. 197-202; id., Doc. 62, Missão e ministério dos cristãos leigos e leigas).

12- Em perigo de morte, qualquer pessoa movida por reta intenção pode administrar este sacramento (cf. CIC 861, 2)

13- Os párocos sejam solícitos para que os fiéis aprendam o modo certo de batizar (ibid.).

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Batismo – Fase Preparatória

a) Batismo de crianças até 7 anos

por-el-bautismo-nos-acogesToda criança tem direito ao sacramento do Batismo independentemente da situação civil dos pais (solteiros, amasiados, separados ou divorciados), mediante o compromisso dos pais e padrinhos de assumirem a formação cristã da criança.

As crianças podem ser batizadas mesmo sem ter condições de pedir o Batismo (At 16, 15.33; 18, 8; 1 Cor 1, 16). Embora não tendo nenhum pecado pessoal, elas nascem da raiz da humanidade pecadora e precisam ser libertadas do pecado original para que possam viver na liberdade dos filhos
de Deus. “A gratuidade pura da graça da salvação é particularmente manifesta no Batismo das crianças. A Igreja e os pais privariam então a criança da inestimável graça de tornar-se filho de Deus se não conferissem o Batismo pouco depois do nascimento” (CIC 1250).

1- No que se refere ao Batismo, deve equiparar-se à criança também aquele que não está em seu juízo (CDC, 852 § 2).

2- Os encontros para preparação de pais e padrinhos são obrigatórios.

3- Nestes encontros não pode faltar uma objetiva e clara exposição doutrinal.

4- Os encontros sejam ministrados anteriormente ao dia da celebração do Batismo. Levando em consideração a realidade paroquial, o pároco junto com a equipe do Batismo abordará os meios mais adequados para a instrução dos pais e dos padrinhos sobre a importância deste sacramento.Tais encontros devem acontecer, preferencialmente, na casa dos pais ou padrinhos residentes na paróquia.

5- É grave responsabilidade do sacerdote zelar pela ortodoxia da parte doutrinal, a qual deve ser ministrada por ele mesmo ou por alguém competente que ele designar. O objetivo da preparação não é tanto aumentar nos pais da criança um conhecimento teórico do catolicismo, mas acender, reanimar ou intensificar a chama da fé e inseri-los na comunidade cristã.

6- A doutrina e mensagem dos encontros devem ser o mais possível encarnadas e adequadas às necessidades dos ouvintes para evitar que se tornem uma mera formalidade. Seja suscitada, ainda, a participação ativa de todos os presentes.

7- Ensine-se durante a preparação a maneira correta de se batizar em caso de emergência (CIC, 1256).

8- Em casos excepcionais, onde houver impedimento de participação nos encontros, providenciem os párocos uma maneira mais adequada de preparação.

9- Lembrem-se os párocos que a maior publicidade possível da exigência de se fazer a preparação ao Batismo facilita muito a aceitação da mesma. Por isso, haja uma conscientização a esse respeito já no curso de noivos. O acompanhamento das gestantes favorece também a integração de toda a família na vida paroquial.

10- O certificado de preparação não é simplesmente um documento que dá direito a futuros batismos; é um sinal de compromisso de se tornar engajado, podendo o pároco dispensar do mesmo, aqueles que já forem atuantes na comunidade.

11- As pessoas humanas na condição de embriões e fetos abortivos, que estiverem vivas, sejam batizadas enquanto possível (cf. CIC 871).

b) Batismo de maiores de 7 anos

bautismo-e1418588461781-500x300Os adultos, como no início da Igreja, precisam ser preparados através de uma adequada catequese. “O catecumenato (preparação para o Batismo) ocupa então um lugar importante. Sendo iniciação de fé e à vida cristã, deve dispor para o acolhimento do dom de Deus no Batismo, na Confirmação e na Eucaristia” (CIC, 1247).

1- As crianças não batizadas, maiores de 7 anos sejam encaminhadas à catequese paroquial, onde terão acesso à uma formação cristã realmente comunitária e adaptada à sua idade. É desejável que o Batismo de tais crianças ocorra na Vigília Pascal que antecede a data da primeira Eucaristia.

2- O mesmo critério seja utilizado para adolescentes não batizados em idade de participar da catequese crismal.

c) Batismo de adultos

bautismo1- O Batismo dos adultos seja realizado de acordo com as instruções do Ritual de Iniciação Cristã de Adultos (RICA)

2- Sejam preparados catequistas de adultos em cada paróquia para acompanhar adequadamente os jovens e adultos não batizados.

3- “O adulto que pretende receber o batismo seja admitido ao catecumenato e, enquanto possível, percorra os vários graus até a iniciação sacramental, de acordo com o ritual de iniciação, adaptado pela Conferência dos Bispos, e segundo normas especiais dadas por ela” (CDC, 851 §1).

4- “A não ser que uma razão grave o impeça, o adulto que é batizado seja confirmado logo depois do Batismo e participe da celebração eucarística, recebendo também a comunhão” (CIC, 866).

d) Pais em situações especiais

Na pastoral do Batismo, a atenção e zelo dos pastores devem estar voltados para os pais, visto depender deles o desabrochar da fé dos filhos. Antes de batizar a criança, procurem os sacerdotes adquirir um conhecimento suficiente das condições morais e religiosas dos pais.

1- Quando um dos pais não tem fé ou for espírita, batize-se a criança somente quando se tem a certeza moral de que o cônjuge participante e fiel pode assumir a educação católica da criança.

2- Quando os pais não têm a mesma religião, não se batize a criança antes de se ter tomado as seguintes providências:

2.1- Os padrinhos sejam escolhidos entre os que têm vivência cristã.

2.2- Alerte-se a comunidade sobre o seu dever duma assistência especial àquele novo cristão.

2.3- A parte católica dê alguma prova concreta de sua real possibilidade na educação religiosa do filho.

3- Quando os pais que não assumiram a formação cristã dos filhos batizados (não os encaminhando à catequese, à missa, etc.) vêm pedir o Batismo de outro filho, batize-se a criança somente depois que os pais tiverem encaminhado a formação religiosa dos filhos maiores (cf. Pastoral do Batismo, nº 5.4).

e) Pais em situações irregulares

1- Tratando-se de mães solteiras que pedem o Batismo para seus filhos, o sacerdote ou os agentes da pastoral do Batismo dediquem-lhes grande atenção e zelo pastoral. Nos encontros de preparação ao Batismo, estas mães sejam conscientizadas sobre a responsabilidade de iniciação cristã dos filhos, através do ensinamento, mas sobretudo por meio do testemunho de vida.

2- Quando os pais são amasiados, encaminhe-se, se for possível e conveniente, a legalização do matrimônio perante a Igreja antes do batizado da criança. Lembramos, porém, que ninguém pode ser obrigado a se casar em virtude do batizado dos filhos.

3- Os pais em situações irregulares perante a Igreja recebam a preparação habitual para o Batismo de seus filhos.

f) Padrinhos

1- Tenham fé comprovada e vivam em comunhão com a Igreja Católica, cuja doutrina devem conhecer nos seus pontos essenciais, aceitar integramente e professar com ardor. Em vista disso, não devem ser padrinhos os que professam o espiritismo, os ateus, os amasiados e os casais unidos somente no civil, os irmãos de credos não católicos e os que são inscritos em alguma associação que maquina contra a Igreja, assim como, os que a promovem e a dirigem (cf. CDC, 1374).

2- Devem ter recebido os sacramentos de iniciação cristã e completado dezesseis (16) anos de idade (CDC, 874).

3- Pessoas de outras denominações e credos não podem ser padrinhos, mas podem ser admitidas como testemunhas juntamente com os padrinhos católicos (CDC, 874 § 2º). O mesmo critério é válido para católicos perante outras Igrejas cristãs (cf. Diretório Ecumênico, Comunicado Mensal da CNBB, julho de 1968).

Batismo

 

“Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura. Aquele que crer e for batizado será salvo; o que não crer será condenado” (Mc 16, 15-16). Obedientes ao envio do Senhor (Cf. Mt 28, 19-20), os apóstolos batizavam os que acolhiam a Palavra (Cf. At 2,41; 8,12-38; 9,18; 10,48; 16,15.33; 18,8; 19,5).

Batismo (do grego baptizein) quer dizer mergulhar. O mergulho nas águas batismais lembra o sepultamento do catecúmeno na morte de Cristo e seu nascimento como “nova criatura” (2Cor 5,17; Gl 6,15). O sacramento do Batismo é também chamado “banho da regeneração e da renovação no Espírito Santo” (Tt 3,5).

O batizado renasce como filho de Deus e da Igreja (Gl 4,6), membro de Cristo (1Cor 6,15; 12,12-13) e templo do Espírito Santo (1Cor 3,16; 6,19), livre do pecado original e de todos os pecados pessoais.

O Batismo imprime um caráter indelével da pertença a Cristo (cf. cân. 849), um sinal espiritual que nenhum pecado pode apagar. O Batismo é dado para sempre e não pode ser repetido (cf. CIC 1272).

Congregados em comunidade pelo Batismo, os cristãos são instruídos na palavra de Deus, alimentados pela Eucaristia e animados na prática da caridade e dos compromissos cristãos.

O Batismo é o sacramento da resposta do ser humano à proposta de Deus, que inclui o
compromisso de continuar a obra missionária de Jesus Cristo (Mt 28,19; At 5,42; LG 17). No Batismo de criança, os pais e padrinhos dão, em seu nome, a resposta de fé e assumem o compromisso de educa-la na fé cristã.

O Batismo torna o cristão sinal e instrumento e salvação no meio dos homens (1Pd 2,9; LG 9; GS 32.40). A vida divina que recebemos no batismo cresce e produz frutos quando assumimos o compromisso de seguir Jesus Cristo, no serviço, especialmente aos mais pobres, na abertura ao diálogo, na preocupação constante de anunciar a boa nova do reino de Deus e de testemunhar a todos a comunhão.

A Igreja sempre batizou crianças e adultos. A prática de batizar crianças é atestada
explicitamente desde o segundo século. Mas é bem possível que desde o início da pregação apostólica, quando “casas” inteiras receberam o Batismo, também crianças fossem batizadas (cf. At 10, 44-48).

“O Batismo, porta dos sacramentos, necessário na realidade ou ao menos em desejo para a salvação, e pelo qual os homens se libertam do pecado, se regeneram tornando-se filhos de Deus e se incorporam à Igreja, configurados com Cristo mediante caráter indelével, só se administra validamente através da ablução com água verdadeira, usando-se a devida fórmula das palavras” (CDC 849).

“Pelo Batismo o homem é incorporado à Igreja de Cristo e nela constituído pessoa, com os deveres e os direitos próprios dos cristãos, tendo-se presente a condição deles, enquanto se encontram em comunhão eclesiástica, a não ser que se oponha uma sanção legitimamente infligida” (CIC 96).

“O santo Batismo é o fundamento de toda vida cristã, a porta da vida no Espírito e a porta que abre acesso aos demais sacramentos. Pelo Batismo somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamo-nos membros de Cristo, somos incorporados à Igreja e feitos participantes de sua missão” (CIC 1213).

“É capaz de receber o Batismo toda pessoa ainda não batizada, e somente ela” (CIC 864).