Fazendo a diferença

“Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles.” (Mt 7,12)

Não é preciso ser poderoso nem famoso para fazer a diferença. Cada mudança positiva por menor que seja contribui para um mundo melhor. Podemos mudar o mundo melhorando as vidas daqueles ao nosso redor, por meio de atos de bondade e consideração, manifestando fé nas pessoas.

Realize um esforço consciente para fazer um ato de bondade por alguém um colega, amigo, membro da família ou um estranho sem dizer para ninguém nem esperar nada em troca. Melhor ainda, tente fazer isso toda semana. Talvez você não testemunhe nenhum grande milagre, mas terá feito alguém sorrir.

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Existe uma felicidade especial que nasce quando preferimos atender às necessidades dos outros antes das nossas. A bondade que fazemos pelos outros não beneficia apenas a eles, mas a nós também. A felicidade que sentimos com ações de bondade e generosidade não é uma satisfação momentânea, mas um sentimento profundo de realização.

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Você pode transformar o mundo,

começando a transformação por você mesmo!

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(Imagens encontradas em http://levangelisation.eklablog.com/ e http://www.freekidstories.org/)

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Oração de arrependimento

(Franco Guizzetti)

Nesta semana após a Páscoa a compaixão e renovação estão muito fortes em nossas mentes e coração. Existe um ditado que fala que “há quatro coisas que não voltam atrás: a pedra atirada, a palavra dita, a ocasião perdida e o tempo passado”.

Quantos de nós, em algum momento da vida pessoal ou profissional, não falamos algo muito chato para alguém? Ou teve alguma atitude que agrediu alguém e deixou mágoas com cicatrizes profundas?

No momento, acreditamos que temos razão das atitudes e palavras agressivas. Mas, se pararmos para uma análise mais detalhada, sem o calor do momento, veremos que poderíamos resolver o assunto de outra forma ou sem agressão.

Só que há pessoas que acreditam que falar “o que bem entender” para as outras é normal. Elas pensam que são donas da verdade e acreditam que podem ser agressivas em cada gesto ou palavra. Ainda mais se forem contrariadas.

Pior ainda se magoamos pessoas que não fizeram nada. Aí temos dois trabalhos: o de arrependimento e de tentar o perdão da pessoa. Vá com calma. Tem horas que temos que ser mais rígidos. Mas, não a toda hora e sem motivo. Trabalhe em você o perdão e o arrependimento e controle mais a mente e língua explosiva.

Que energia jogada fora. Falar o que não se deve e depois ficar arrependido. Cresça amigo ou amiga. Mude sua postura de “dono do mundo”. Ouça mais e fale menos. E, arrependa-se de tanta agressividade espalhada. Pense neste tema e faça a oração de arrependimento abaixo.

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Oração de Arrependimento

Senhor Jesus, eu quero agora me prostrar diante da maior prova do teu amor por mim: a tua cruz redentora, reconheço todo meu pecado que pesou sobre teu corpo, fazendo com que teu sangue jorrasse para o perdão destes meus pecados.

Ó Jesus, eu te peço: perdoe-me por todo mal instalado no meu coração; toda raiz de ódio, inveja, gula, julgamento, maledicências, mentiras, egoísmo, orgulho, vaidade , vícios, e desregramentos, preguiça, avareza, sensualidade, soberba, impaciência, gritarias, palavrões e aberrações.

Eu me arrependo também de toda infidelidade a ti, das vezes que busquei a solução dos meus problemas em lugares onde não te professam como único e verdadeiro Deus, Senhor e Salvador.

Senhor, reconheço toda minha fraqueza e te peço agora: dá-me a força do teu Espírito Santo para que eu não volte mais a pecar e, no momento em que for cometê-lo, que eu saiba evitar e não volte mais a pecar.

Jesus, tende piedade de mim! Obrigado Senhor, pelo teu perdão, por me ensinar a me arrepender sempre de minhas faltas. Obrigado pelo teu infinito amor. Amém.

(Fonte)

Vamos acabar com este mosquito!

Evite três doenças matando apenas um mosquito
Uma limpeza caprichada na casa pode varrer a dengue, o chikungunya e o zika-vírus do mapa

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O Aedes aegypti é um velho conhecido dos brasileiros. Por causa dele, surtos da dengue ocorrem no país desde 1986. Recentemente, descobriu-se que o mosquito também transmite outros dois vírus: chikungunya e zica. As três doenças têm sintomas muito parecidos. Contudo, as dores causadas pelo chikungunya costumam ser mais severas. Sobre o zika, já foi comprovada a relação da doença com casos de microcefalia em bebês.

O melhor amigo do mosquito é o descaso. Quem acha que não precisa se preocupar, pois está com a casa aparentemente em ordem, acaba colaborando para que esse trio de doenças continue a crescer.

Como o ciclo de desenvolvimento do mosquito cabe dentro de sete dias, não espere mais uma semana para agir. A recomendação é reservar um dia da semana para fazer aquela limpeza caprichada em todos os cantos da casa, sempre de olho nos possíveis criadouros.

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Tome esses cuidados básicos para evitar a transmissão das 3 doenças!

É preciso estar atento aos locais onde o Aedes aegypti se desenvolve. Para a proliferação, ele só precisa de um espaço com água limpa e parada. É lá que os ovos são depositados e, em apenas cinco dias, transformam-se em novos transmissores de dengue, chikungunya e zica.

Então, dobre a atenção com caixas d’água, galões, poços e tambores, que devem ser devidamente vedados. Garrafas vazias e baldes precisam permanecer com a boca para baixo, a fim de evitar o acúmulo de água. Ainda na área externa, as calhas precisam estar totalmente limpas, da mesma forma que piscinas e fontes nunca podem estar sem o devido tratamento.

Dentro de casa, os ralos devem estar limpos e com tela, os vasos sanitários sem uso sempre fechados e as bandejas de geladeira sem nenhuma gota de água parada. Um cuidado especial deve ser tomado em relação às plantas, cujos vasos devem ter areia até a borda.

Se o mosquito da dengue pode matar, ele não pode nascer!

A boa notícia é que nunca se investiu tanto em ações de combate ao mosquito. A principal delas ainda é a eliminação dos criadouros. Como não existe vacina para nenhuma das doenças, a forma mais eficaz de evitar a transmissão é a eliminação do único elo vulnerável da cadeia: o mosquito.

— Se a sociedade brasileira se envolver e se mobilizar, não há nenhuma dúvida de que sairemos vitoriosos na batalha contra o mosquito da dengue — afirma o Ministro da Saúde, Marcelo Castro.

O Ministro da Saúde lembra ainda que, com a descoberta da relação entre o zika e o aumento de incidência de microcefalia em bebês, as gestantes devem adotar alguns cuidados adicionais. Durante os três primeiros meses de gravidez é importante que as mulheres usem blusas e calças compridas, repelente apropriado para gestantes e mantenham portas e janelas fechadas ou com tela.

Atenção aos sintomas:

Se houver suspeita de contágio, cada minuto conta. É preciso determinar a doença o quanto antes para dar início imediato ao tratamento. Por isso, fique atento ao aparecimento de febre, coceira, manchas avermelhadas, dor no corpo todo, na cabeça ou atrás dos olhos – esses podem ser sintomas de dengue, zica ou chikungunya.

Nesse caso, a primeira coisa a fazer é buscar ajuda no hospital ou unidade de saúde pública mais próxima, sem esquecer de beber muita água, para manter o corpo hidratado. Em hipótese alguma tome medicamentos por conta própria, pois a ingestão de determinadas substâncias presentes em alguns remédios pode piorar a situação do doente.

Se mesmo após o atendimento o paciente continuar a sentir forte dor abdominal e apresentar vômito, retorne imediatamente a uma unidade de saúde, pois essa pode ser a manifestação da forma mais grave das doenças.

(POR MINISTÉRIO DA SAÚDE)

(Fonte)

As 12 atitudes que me ajudaram a superar a Depressão

(Carolina Santos)

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Ao longo de muitas conversas com pessoas que também sofrem de Depressão, assim como eu, achei pertinente compartilhar com vocês, como estou fazendo para lidar com a doença. Como já disse em um dos meus posts, sofro de Depressão severa e no último 24 de março tentei suicídio. Sair dessa crise foi extremamente difícil, pois a tentativa de suicídio me causou ainda mais problemas, tais como a fobia social.

Passei cerca de quatro meses completamente trancada e isolada do mundo. Não queria contato com ninguém. Só ia para o médico se alguém fosse comigo. Aos poucos fui descobrindo métodos que foram me ajudando a “desapegar” da crise e hoje me sinto bem melhor e graças a Deus consegui sair dela por completo (nota: superei a crise de Depressão, não encontrei a cura para a doença, pois a mesma não existe).

Primeiramente, lidar com pensamentos suicidas era completamente complicado. Para mim conseguir superar esses pensamentos, eu passei semanas ligada direto ao computador e jogando jogos que me prendessem a atenção. Apenas nesses momentos que eu conseguia esquecer dos meus medos, das minhas dores, dos meus problemas e consequentemente não pensava na morte. O jogo era uma espécie de fuga que ajudou muito. E foi a primeira coisa que fiz para tentar sair daquela vida que se resumia em cama e dormir. Depois disso, aos poucos fui tentando retomar minha vida normal. Voltar a estudar e a trabalhar. Voltar a assistir filmes, séries e animes (coisa que eu não fazia, pois não conseguia me concentrar em nada devido aos pensamentos negativos). Enfim, voltar a fazer as coisas que coloriam mais a minha vida. Vou listar a seguir tudo aquilo que faço e que me ajuda completamente a lidar com a Depressão e a inclusive identificar a chegada de uma possível crise:

1. Exercício físico: voltei a correr, pois me faz muito bem. A maioria dos médicos ressaltam a importância de se exercitar. Mas você deve escolher algo que realmente goste e que faça por prazer, não por obrigação. Nada que é uma obrigação te ajuda em períodos de crise.

2. Escrever: Amo escrever e isso me alivia quando estou triste demais, cansada demais, feliz demais, ou qualquer coisa demais. Ajuda a esvaziar o copo que as vezes fica tão cheio que chega a transbordar. Então voltei a publicar meus sentimentos no meu blog que se chama Confusão de Pensamentos.

3. Ler: Assim como escrever, amo ler. Passei a ler muitas matérias sobre a Depressão e afins. Leio tudo que pode me ajudar a obter mais conhecimento. Leio livros. Enfim, o que dá para ler, eu leio. Rsrs

4. Youtube: Num certo dia tentei gravar um vídeo como forma de um desabafo, e isso foi algo muito difícil. Não sabia que não conseguia falar do assunto nem comigo mesma. E foi aí que resolvi quebrar essa barreira. Passei a gravar vídeos sobre minha experiência e a postá-los no meu canal no Youtube. Isso me fez muito bem e me ajudou a encarar a Depressão de frente e a perder o medo de falar sobre ela com as pessoas.

5. Estudar: Voltei para a Universidade, e a me dedicar ao TCC (trabalho de conclusão de curso). E comecei um curso de bombeiro civil, pois meu sonho é poder ajudar as pessoas de todas as formas. A responsabilidade me deu mais autoconfiança e esperança.

6. Trabalhar: Voltei a trabalhar em casa por enquanto, já que estou me dedicando exclusivamente ao término da Graduação. Mas mesmo assim, passei a me sentir mais útil, e hoje em dia estou me candidatando a vários empregos.

7. Enfrentar medos: Quanto mais medo eu tiver de algo, mais impulso eu darei para derrotá-lo. Minha fobia social estava me impedindo de sair sozinha. Não conseguia de jeito nenhum. Mas foi num belo dia que eu decidi quebrar esse medo e sai de casa para andar sozinha. No começo fiquei muito tensa e com vontade de chorar, mas com o passar do tempo percebi que meus medos eram apenas imaginação da minha cabeça. Hoje me sinto mais forte para encarar qualquer coisa. E não há medo que me impeça de tentar.

8. Desabafo: Hoje todos à minha volta sabem do que passei. Não tenho mais vergonha nem medo de assumir minha doença. Essa exposição me permitiu conhecer pessoas maravilhosas que também passam pelo que eu passo. Então eu já não consigo mais saber o que é sentir-se completamente só. Compartilhar histórias, dividir experiências, dar e receber apoio, é algo que ajuda e muito o meu bem-estar.

9. Amor-próprio: Nunca tive amor próprio e sempre me subestimei. A partir do momento que decidi que nada nem ninguém mais pisaria em mim, minha autoestima cresceu e hoje EU estou em primeiro lugar na minha vida. Não é egoísmo. É que se não estivermos bem, como poderemos ajudar os que estão do nosso lado?

10. Terapia: A psicóloga abriu minha mente. E foi a primeira pessoa pela qual eu desabafei e realmente senti que não estava sendo julgada. Tive apenas cinco sessões que contribuíram muito a minha melhora. E daqui um tempinho começarei uma terapia intensiva, que será de extremo proveito para a minha pessoa.

11. Remédios: Superar uma crise não é assim tão fácil, e sim, no começo eu precisei de remédios. Tomava três, onde dois cortavam meus pensamentos suicidas e o outro era um antidepressivo. Atualmente não me medico mais, porém não descarto a possibilidade de ter que voltar a tomá-los.

12. Mudança de visual: Esse item talvez seja bobo, mas foi algo que aumentou muita minha autoestima e me ajudou a superar mais a tricotilomania. Eu olhava para o espelho e tinha desprezo por quem via. Não conseguia me reconhecer mais. Foi quando realizei meu sonho e virei ruiva. Meus dias se tornaram mais coloridos depois disso.

Enfim, essas foram apenas algumas das várias coisas que passei a fazer para superar a depressão. Passei a viver o meu presente, em vez de ficar remoendo o passado ou me preocupando demais com o meu futuro. Viva o agora. O que passou passou e o que está por vir, ninguém sabe ao certo. Pois nada é imutável. Sofrer antecipadamente é um veneno para a alma. E você, o que tem feito para se sentir melhor e sair da crise de Depressão?

(Fonte)

A intolerância religiosa fere a dignidade humana

(Professor Felipe Aquino)

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O conceito mais belo que encontramos de Deus na Sagrada Escritura é dado por São João: “Deus é amor” (1 João 4,8). A máxima do próprio Cristo Jesus é “amar a Deus acima de tudo, e amar o próximo como a nós mesmos.” No Sermão da Montanha, recomendou “amar os inimigos”, orar pelos que nos perseguem e amaldiçoam; e morreu cumprindo isso.

A ação mais lastimável que pode existir entre os homens é a “rivalidade em nome de Deus”, pois Deus é Pai de todos, e o Seu Reino é um reino de paz, amor, justiça, verdade, liberdade e santidade, tudo que revela “não – violência”.

O peregrino da Paz, Papa Francisco, tem andado corajosamente pelo mundo, clamando humildemente que “não se faça violência em nome de Deus”. Mas, infelizmente, o mundo das trevas ainda domina o coração de muitos.  A liberdade religiosa significa em primeiro lugar o respeito pela pessoa humana.

Deus quer ser amado e adorado por todos os homens, mas não quer que isso se faça sem a liberdade da pessoa.

A violência golpeia a liberdade de consciência, de expressão e religiosa, elemento fundamental da sociedade. A intolerância religiosa fere a dignidade humana.

(Fonte) “resumido”

Santificados pelo sofrimento

(Prof. Felipe Aquino)

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O sofrimento santifica? Sentimos em nossa carne, que a conquista da santidade é algo que supera as nossas forças humanas, por isso os santos parecem aos nossos olhos como sobre-humanos. Na verdade, foi com o auxílio da graça de Deus que chegaram ao estado da bem-aventurança. “O que é impossível à natureza, é possível à graça de Deus”, disse Santo Agostinho. Ele ensina que a graça não anula e nem dispensa a natureza, a enriquece.

Como Deus nos vocacionou para sermos santos, Ele dirige a nossa vida e os nossos passos sempre nessa direção. Na medida que a nossa liberdade o consente Ele dirige os nossos passos para esse fim. É por isso que nos acontecimentos de nossa vida muitas vezes não entendemos o que nos sucede. Na verdade é a mão de Deus a nos conduzir.

O médico não prescreve o medicamento que agrada ao paciente, mas aquele que o cura. Assim também, como o Médico das almas, Deus nos apresenta muitas vezes remédios amargos, mas é para a nossa santificação. Assim, as provações e as tentações que Deus permite que nos atinjam são para o nosso bem espiritual. A Bíblia nos dá essa certeza. Àqueles que querem ser seus discípulos o Senhor exige: “Tome a sua cruz cada dia e siga-me” (Lc 9,23). Após a disposição interior de “renunciar a si mesmo”, é preciso a mesma disposição para “tomar a cruz cada dia”. Foi com a cruz que o Cordeiro de Deus tirou o pecado do mundo, e é também com a cruz que Ele tira o pecado enraizado em cada um de nós. Sabemos que o sofrimento não é obra de Deus, é a consequência do pecado.

“O salário do pecado é a morte” (Rom 6,23). Para dar um sentido ao sofrimento, Jesus o transformou em “matéria prima” da nossa salvação. Quem quer chegar à santidade não deve ter medo da cruz e deve toma-la, resolutamente, “a cada dia”, como disse Jesus, porque é ela que nos santificará.

Para entender essa pedagogia divina vamos examinar o que nos ensina a Carta aos hebreus, no capítulo 12, sobre as provações. Começa dizendo que assim como fizeram os santos, devemos nos “desvencilhar das cadeias do pecado” (v.1), enfrentando o “combate que nos é proposto”, como Jesus, que “suportou a cruz” (v.2), sem se deixar “abater pelo desânimo”(v 3). Em seguida mostra”nos que tudo é válido na luta contra o pecado. “Ainda não tendes resistido até ao sangue, na luta contra o pecado” (v.4).

Nesta luta vale a pena derramar até o próprio sangue, a própria vida. Em seguida a Carta recorda a citação dos Provérbios que diz: “Filho meu, não desprezes a correção do Senhor. Não desanimes,quando repreendido por ele, pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho” (Prov. 3,11).

Assim como nós pais terrenos, corrigimos os nossos filhos, porque os amamos, Deus também o faz conosco. Quantas vezes eu precisei segurar no colo os meus filhos, quando ainda pequenos, para que o farmacêutico os aplicasse uma injeção. Só o amor por eles me obrigaria a tal ato, mesmo com o seu choro nos meus ouvidos. Assim também Deus faz conosco; por amor, permite que as provações arranquem as ervas daninhas do jardim precioso de nossa alma.

A palavra de Deus diz: “não desprezes a correção do Senhor” (v.5), portanto devemos acolhe-la, amá-la, mesmo que nos incomode. E ela continua: “Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige ?” (v. 7). Somos filhos legítimos de Deus, e não bastardos, por isso Ele nos corrige (V.8). E a palavra de Deus nos diz que Ele nos corrige “para nos comunicar a sua santidade” (v.10). Aí está a razão pela qual Jesus nos manda abraçar a cruz de cada dia. É pelas pequenas e numerosas cruzinhas de cada dia que o Artista Divino vai moldando a nossa alma, à sua própria imagem. A nós cabe ter paciência e aceitar cada sofrimento, cada revés, cada humilhação, cada doença, enfim, cada golpe do Artista, com resignação e ação de graças.

A nossa natureza sempre se revolta, se impacienta e se agita desesperada, e com isso, só faz aumentar ainda mais o sofrimento e agrava a situação. O segredo para se sofrer com paciência é não olhar nem para o passado e nem para o futuro, mas viver, na fé, o presente. Um dos grandes conselhos que Jesus nos deixou no Sermão da Montanha foi este: “Não vos preocupeis pois com o dia de amanhã (…). A cada dia basta o seu mal” (Mt 6,34). Deus sempre nos dará a graça necessária para carregar, com determinação, a cruz de cada dia que nos santifica.

Cada um de nós têm a sua própria cruz, única e exclusiva, pois para cada tipo de doença há um remédio próprio.

A nossa cruz “de cada dia” é formada de tudo o que fazemos e sofremos: o trabalho diário, as preocupações, a falta de dinheiro, a doença, o acidente, a contrariedade, as calúnias, os mal entendidos, enfim, tudo, o que nos desagrada. Tudo isto se torna sagrado quando abraçado na fé e colocado no cálice do sangue do Senhor celebrado a cada dia no altar.

Certa vez, andando no Cemitério, por entre as sepulturas, em dado momento deparei”me com essa frase em uma delas: “A melhor oração é o sofrimento”. É verdade, pensei, mas desde que seja abraçado na fé e na paciência, e oferecido ao Pai junto com o sangue de Jesus.

A cruz se torna mais suave quando é aceita por amor a Deus. Jesus mesmo ensinou à confidente do seu Coração, Soror Benigna Consolata, como se deve sofrer: “Quando sofres, quer interna quer externamente, não percas o merecimento da dor. Sofre unicamente por Mim”. Sofrer tudo por amor a Jesus, eis o segredo de sofrer bem . Santo Agostinho tem uma frase que nos ensina bem tudo isso: “Quando se ama não se sofre, e se sofre, ama-se o sofrimento”. Quanto mais calados sofrermos, sem ficarmos buscando o consolo das pessoas que nos cercam, choramingando as nossas dores, tanto mais cresceremos na santidade, e tanto mais teremos méritos diante de Deus. A maior vitória sobre o sofrimento, qualquer que ele seja, será sempre o nosso silêncio e aceitação.

Muitas vezes nos impomos uma série de mortificações, mas os santos ensinam que as melhores cruzes são aquelas que Deus permite que cheguem a nós. “São Francisco de Sales dizia que: “As cruzes que encontramos pelas ruas são excelentes, e que mais o são ainda” e tanto mais quanto mais importunas ”as que se nos deparam em casa”. Valem mais as cruzes do que as disciplinas e os jejuns. De que adianta a penitência que voluntariamente nos impomos, se não aceitamos aquelas que diariamente Deus nos impõe, na medida exata da nossa correção? De nada valeria o sacrifício de um enfermo que quisesse tomar muitos remédios amargos que não fosse aquele receitado pelo médico. De forma alguma devemos desprezar as mortificações que nos impomos, contudo, mais importante do que elas são as que a divina providência nos manda.

São Paulo dizia aos romanos que “tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus” (Rom 8,28). Deus sabe aproveitar todos os acontecimentos da nossa vida para o nosso bem. Aceitar isso é ter fé, é saber abandonar-se nas mãos divinas, como o enfermo se entrega nas mãos do médico em que confia.

Tudo o que podemos passar nesta vida é pouco em vista da grande obra de santificação que Deus quer fazer em nós. Não podemos perder de vista o objetivo de Deus Pai que nos “predestinou para sermos conforme à imagem de seu Filho” (Rom 8,29). São Paulo tinha isto tão certo que disse aos romanos:

“Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada” (Rom 8,18).

É grande demais a obra que Deus está fazendo em nós. Santo Agostinho nos ensina que Deus “não permitiria o mal se não soubesse tirar dele um bem maior”. E que muitas vezes Deus permite que o mal nos atinja para evitar um mal maior.

As provações nos fortalecem para o combate espiritual; por isso, os Apóstolos sempre estimularam os fiéis a enfrentá”las com coragem. São Pedro diz:

“Caríssimos, não vos perturbeis no fogo da provação, como se vos acontecesse alguma coisa extraordinária. Pelo contrário, alegrai”vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo…”(1 Pe 4,12).

E ele ensina que a provação nos levará à perfeição:

“O Deus de toda graça, que vos chamou em Cristo à sua eterna glória, depois que tiverdes padecido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vós fortificará” (1 Pe 5,10).

É importante notar que o Apóstolo ensina-nos que a provação nos “aperfeiçoará-e nos tornará “inabaláveis”. É importante não se deixar perturbar no fogo da provação. Não se exasperar, não perder a paz e a calma, pois é exatamente isto que o tentador deseja. Uma alma agitada fica a seu bel-prazer. Não consegue rezar, fica irritada, mal humorada, triste, indelicada com os outros, etc. O antídoto contra tudo isso é a humilde aceitação da vontade de Deus no exato momento em que algo desagradável nos ocorre, dando, de imediato, glória a Deus, como São Paulo ensina: “Em todas as circunstâncias dai graças, pois esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus” (1 Tes 5,16). É preciso fazer esse grande e difícil exercício de dar glória a Deus na adversidade. Nesses momentos gosto de ficar glorificando a Deus, rezando muitas vezes o “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo …” até que minha alma se acalme e se abandone aos cuidados de Deus. Essa atitude muito agrada a Deus, pois é a expressão da fé pura de quem se abandona aos seus cuidados. É como a fé de Maria e de Abraão que “esperaram contra toda a esperança” (Hb 11,17-19), e assim, agradaram a Deus sobremaneira.

Jó agradou muito a Deus porque no meio de todas as provações, tendo perdido todos os seus bens e todos os seus filhos, ainda assim soube dizer com fé :

“Nu sai do ventre da minha mãe, nu voltarei. O Senhor deu, o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor! ” (Jo 1,21).

Afirmam os santos que vale mais um “bendito seja Deus!” pronunciado com o coração, no meio do fogo da provação, do que mil atos de ação de graças quando tudo vai bem.

O pecado original corrompeu tão intensamente o estado de santidade e de justiça original, em que Deus nos criou que, só mesmo com as provações Ele retira as “ervas daninhas” que se entranharam no jardim da nossa alma, que é propriedade de Deus. O Jardineiro divino da nossa alma sabe os métodos que deve empregar para limpar cada alma. Santa Teresa diz que sentiu Jesus dizer-lhe:

“Fica sabendo que as pessoas mais queridas de meu Pai são as que são mais afligidas com os maiores sofrimentos”. E por isso afirmava que não trocaria os seus sofrimentos por todos os tesouros do mundo. Tinha a certeza de que Deus a santificava pelas provações. A santa chega a dizer que “quando alguém faz algum bem a Deus, o Senhor lhe paga com alguma cruz”. Para nós essas palavras parecem até um absurdo, mas não para os santos, que conheceram todo o poder salvífico e santificador do sofrimento.

São Paulo ensina que:
“As nossas tribulações de momento são leves e nos preparam um peso de glória eterna” (2Cor 4,17).

Quando São Francisco de Assis passava um dia sem nada sofrer por Deus, temia que Deus tivesse se esquecido dele. São João Crisóstomo, doutor da Igreja, diz que “é melhor sofrer do que fazer milagres, já que aquele que faz milagres se torna devedor de Deus, mas no sofrimento Deus se torna devedor do homem”.

Só aceitaremos e amaremos o sofrimento quando enterdermos, como os santos, que por meio dele, Deus destrói em nós as más inclinações interiores e exteriores, que impedem a nossa santificação. As ofensas, as injúrias, os desprezos, os cinismos irritantes, as doenças, as dores, as lágrimas, as tentações, a humilhação do pecado próprio, etc., nos são necessários pois dão-nos a oportunidade de lutarmos contra as nossas misérias.

Isto não quer dizer que Deus seja o autor do mal, ou que Ele se alegre com o nosso sofrimento, não. O que Deus faz, de maneira até amável, é transformar o sofrimento, que é o salário do próprio pecado do homem, em matéria prima de sua própria salvação, dando assim, um sentido à dor. A partir daí, sob à luz da fé, podemos sofrer com esperança. É o enorme abismo que nos separa dos ateus, para quem a dor e a morte, continuam a ser o mais terrível dos absurdos da vida humana.

A paciência na dor é a grande arma do santo. São Tiago afirma que a paciência produz uma obra perfeita. Veja o que ele diz:

“Meus irmãos, tende por motivo de grande alegria o serdes submetidos a múltiplas provações, pois sabeis que a vossa fé, bem provada, leva à perseverança, mas é preciso que a perseverança produza uma obra perfeita, a fim de serdes perfeitos e íntegros sem nenhuma deficiência” (Tg 1,2″4).

A provação produz a perseverança, e por ela, passo a passo, chegaremos à perfeição, é o que nos ensina com essas palavras São Tiago.

O capítulo dois do Livro do Eclesiástico é o “hino da paciência”. Deveríamos decorar suas palavras:

“Meu filho, se entrares para o serviço de Deus (…) prepara a tua alma para a provação; humilha teu coração, espera com paciência (…) não te perturbes no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência” (Eclo 2,1-3).

“Aceita tudo o que te acontecer; na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência. Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo cadinho da humilhação” (4-6).

Essas palavras precisam ser muito bem assimiladas, amadas e vividas. É a paciência que nos levará ao céu. São Gregório Magno afirma que todos os santos foram mártires ou pela espada ou pela paciência. São Paulo gloriava-se nas provações:

“Nós nos gloriamos também nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a perseverança…” (Rom 5,3-5).

Sofrer com paciência é sabedoria, pois assim se vive com paz. Quem sofre sem paciência e sem fé, revolta-se, desespera-se, e sofre em dobro, além de fazer os outros sofrerem também. Santo Afonso diz que “neste vale de lágrimas não pode ter a paz interior senão quem recebe e abraça com amor os sofrimentos, tendo em vista agradar a Deus”. Segundo ele “essa é a condição a que estamos reduzidos em consequência da corrupção do pecado”.

É preciso aqui, ressaltar ainda uma vez mais, que as mortificações que aparecem contra a nossa vontade são as mais agradáveis a Deus, quando as abraçamos com fé e paciência. Diz o livro dos Provérbios que:

“Mais vale o homem paciente do que corajoso” (Pr 16,32).

Quando eu tinha vinte e dois anos de idade, recém formado na Faculdade, fui aprovado em concurso para Professor de uma Faculdade Federal de Engenharia. Casei-me no mesmo ano e nosso primeiro filho nasceu no ano seguinte. Sentia-me como um rei; tudo estava perfeito na minha vida. De repente, em poucos dias comecei a sentir a minha vista enfraquecer. Fui ao médico e ele constatou uma doença incurável, ceratocone, deformação da córnea. Eu teria que usar lentes de contato, de vidro, para sempre, até quem sabe, me submeter um dia a transplante das córneas.

Tudo aquilo, tão rápido, despencou sobre a minha cabeça como uma tempestade; e eu fiquei perguntando a Deus o que tudo aquilo significava. Isto já faz vinte e quatro anos. Lembro-me que naqueles dias, perguntei ao Pe Jonas Abib, que era o nosso diretor espiritual, sobre aquilo que eu sofria. Ele me disse:

“Eu não sei o que Deus quer com isso, mas certamente ele tem um plano atrás desses acontecimentos”.

Hoje, 24 anos depois, posso avaliar o quanto esta enfermidade ajudou-me a crescer espiritualmente. Talvez eu não estivesse hoje escrevendo essas páginas sobre o valor do sofrimento, se tudo isso não tivesse ocorrido. Aprendi a ser mais paciente comigo, com a doença, com os outros. Tive que fazer três transplantes das córneas, e atrás de tudo isto sempre vi a vontade de Deus na minha vida.

O homem de fé é aquele que está pronto a dizer sempre, em qualquer circunstância da vida: “Bendito seja Deus!”

(Fonte)