Profetas

BOCA DE DEUS, BOCA DO POVO
A palavra profeta quer dizer “falar em nome de”. Na Bíblia, profeta é alguém que fala em nome de Deus (leiam Ez 3,10-11). O que quer dizer isso?
Os profetas são os porta-vozes de Javé, o Deus da Aliança. Eles comunicam ao povo o recado que Deus tem a dar nas mais diversas situações (Am 3,3-8). Também apresentam a Deus o recado do povo (Am 7,1-3). É boca do povo para Deus e boca de Deus para o povo!

Os profetas:
• falavam com Javé e transmitiam os recados Dele para o povo;
• conheciam profundamente a realidade presente, prevendo suas conseqüências futuras;
• questionavam e desmascaravam os poderosos;
• chamavam o povo de volta para a Aliança;
• denunciavam a injustiça e anunciavam a justiça de Javé.

Haviam profetas contratados pelos reis para orientar suas ações (2Sm 24,11; 2Rs 22,13-14). Outros eram pessoas simples que se entregavam à causa da verdade (Jr 1,4-8). Outros, ainda, faziam política partidária com o objetivo de melhorar a vida do povo (2Rs 9,1-4).

A mensagem profética tinha como elementos principais:
• palavras fortes e diretas;
• gestos simbólicos;
• entusiasmo e convicção;
• questionamentos profundos;
• convite à conversão.

Para os oprimidos, a mensagem profética era de consolo e encorajamento. Para os opressores, era bronca das fortes!

PROFETAS: AÇÃO EM COMUNIDADE
Os profetas se comprometiam com pessoas concretas: viúvas, órfãos, camponesas, sem-terra… gente que clamava dia e noite a Javé pedindo justiça.
Os profetas não agiam sozinhos. Animavam grupos proféticos que assumiam com eles o compromisso com os pobres, memorizavam as profecias e iam passando recado aos vizinhos, filhos e netos.
Certos grupos escreveram as profecias em livros que hoje estão na Bíblia. Outros não escreveram, ou os escritos foram perdidos. Muitos atuaram anonimamente.
Os grupos rezavam, refletiam e partiam para a ação. Em alguns casos, viviam como uma família, na mesma casa, liderados pelo profeta em pessoa (2Rs 6,1-3). Outros cultivavam a tradição dos profetas antigos, vividos em outras épocas. Foi o caso dos profetas Isaías e Jeremias.
Na Bíblia, há profecias de diferentes épocas. Foram escritas por grupos proféticos que refletiam sobre a realidade à luz das profecias antigas e descobriam os caminhos de Deus em meio à escuridão. As profecias antigas serviam de lanterna na estrada escura da vida. Os grupos proféticos achavam coisas surpreendentes com as lanternas. Foi assim que os primeiros cristãos descobriram, com a ajuda das profecias-lanternas, que Jesus era o Messias, o Filho do Deus vivo.

VERDADEIROS E FALSOS PROFETAS
Nem todos os profetas agiam de acordo com a vontade de Deus. Alguns “profetizavam” em nome de interesses próprios (Mq 3, 5-8). Eram os falsos profetas, que mentiam e defendiam os opressores usando o nome de Javé.
O povo hebreu havia saído do Egito, terra da opressão. Lá, o Faraó era o senhor que se apropriava do fruto do trabalho do povo. Na Terra Prometida, o povo teria o fruto de seu próprio trabalho> Não haveria nenhum Senhor além de Javé! Essa era a idéia central da Aliança.
Com o surgimento dos reis em Israel, o povo foi esquecendo o Êxodo e deixou de lado o projeto igualitário das tribos. Acabou construindo um “Egito” na Terra Prometida, fazendo da terra da liberdade uma terra de escravidão.
Reis, sacerdotes, magistrados, proprietários de terra e ricos usavam o nome de Javé para cometer toda espécie de injustiça e tomar o que era dos pobres (Am 5,10-12; Mq 2,8-9). Seus aliados eram falsos profetas. Estes justificavam a corrupção dos ricos e a miséria dos pobres como se fossem a vontade de Javé.
Os maiores adversários dos poderosos eram os verdadeiros profetas. Eles sabiam como abrir os olhos do povo e desmascaravam os injustos com a autoridade dada por Javé. Eram fiéis à verdade e à justiça, mesmo quando isso lhes trazia problemas (Jr 20,7-8).

A LUTA CONTRA A IDOLATRIA
A grande luta dos profetas foi a favor da Aliança e contra a idolatria. Vocês se lembram o que é Aliança? (Vejam em: Deus faz Aliança com o povo). E idolatria o que é?
Quando o povo abandonava a Aliança e praticava a injustiça, alimentando um sistema social injusto, estava fazendo o que a Bíblia chama de idolatria (2Rs 17,13-17). Estava abandonando o Deus vivo e indo atrás de “deuses” vazios.
Idolatria ou culto aos ídolos é se apoiar num Deus falso. É vender gato por lebre. O idólatra é como o consumidor que se ilude com a propaganda enganosa.
Idolatria não é trocar Javé , nome bíblico de Deus, por um outro nome. Mudar o rótulo não altera o conteúdo da garrafa. Podemos chamar Deus de Pai, Senhor, Javé, Adonai…
O culto aos ídolos, na Bíblia, é cheio de conseqüências desastrosas. Os chefes do povo inventavam deuses que justificavam a injustiça e a violência.
Adorar ao Deus vivo levava a adotar o estilo de vida, proposto na Aliança: liberdade, igualdade, partilha. Trocar o Deus vivo por falsos deuses era adotar como estilo de vida a escravidão e a injustiça (Dt 5,6-7).
Os profetas combatiam a idolatria, inclusive quando ela se disfarçava de “culto a Javé” (Mq 3,9-12). Pois, muitos sacerdotes e falsos profetas usavam o nome de Javé para enganar o povo. Punham o rótulo “Javé” na garrafa, mas o conteúdo era falsificado!
Os profetas tinham que recordar ao povo o Êxodo e a Aliança, para que soubesse discernir qual era o projeto do Deus vivo e rejeitasse o projeto de morte escondido atrás do culto a Javé.

Fonte: Folheto Ecoando 7 – formação interativa de catequistas – Editora Paulus

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Deus na história do povo

Todo mundo sabe como é amizade. Pessoas se conhecem, vão se aproximando devagarinho. Compartilham momentos, crescem na intimidade. Passam por desentendimentos e reconciliações, crescendo sempre mais no amor.
O amor entre Deus e seu povo se parece muito com o amor de marido e mulher (Os 2,21-22; Ct 8,6). É um encontro que vai se aprofundando entre encontros e desencontros.
Vamos ver como a história do povo de Deus foi acontecendo através do tempo. Uma plantinha não cresce da noite para o dia. Assim, também, nosso relacionamento com Deus vai crescendo devagarinho, quando a gente se dedica e abre espaço para Ele.

1850 a.C.: OS PATRIARCAS COMEÇAM UMA NOVA HISTÓRIA
As coisas andavam difíceis na Mesopotâmia, terra de Abraão e Sara. Os altos impostos geravam desigualdade e violência. A religião do país ensinava o povo a se conformar com a opressão. Cada família tinha seus deuses particulares.
Nessa época, o Deus Vivo se apresentou a Abraão e Sara. Ele os chamou para um grande projeto: formar o povo de Deus, que daria a todos os povos do mundo um testemunho de justiça e fraternidade. Para isso, o Deus Vivo lhes concedeu terra e filhos, os maiores tesouros para uma família (Gn 12,1-3). Abraão e Sara abandonaram os deuses para servir ao Deus Vivo e saíram de sua terra em busca de uma vida melhor em Canaã.
A certeza que guiava essa família era a fé no deus Vivo. Abraão e Sara simbolizavam as inúmeras famílias que confiaram no Deus Vivo e buscaram uma vida nova, longe da injustiça e da desigualdade.

1250 a.C.: ÊXODO – DEUS ESTÁ COM SEU POVO
Os hebreus, no Egito, eram obrigados a trabalhar de graça para o Faraó (Ex 1,11). A opressão não tinha limites. Javé, o Deus Vivo, foi fiel à promessa feita a Abraão e socorreu o seu povo (Ex 3,7-8).
Moisés liderou o povo na saída do Egito, chamada de êxodo. A festa que comemora, até hoje, a saída dos hebreus pela mão de Javé é a Páscoa. “Javé” quer dizer: “Eu Sou”, “Eu estou com vocês”.
Com Moisés, os hebreus saíram em busca da Terra Prometida, em Canaã. Fizeram com Javé uma Aliança.
A obediência aos mandamentos era a forma concreta de serem fiéis a Javé, o Libertador (Dt 5, 6-21; 6, 20-23).

1100 a.C. : TRIBOS –TERRA, IGUALDADE E JUSTIÇA
A entrada em Canaã não foi fácil. Os hebreus encontraram nas cidades o mesmo esquema de injustiça do Egito: impostos, violência e opressão.
O jeito foi lutar por uma nova sociedade, baseada na igualdade. Os hebreus se aliaram aos diversos grupos que resistiam contra a opressão em Canaã (Js 2,3-6). Buscaram sua força em Javé, o Deus do Êxodo, na luta contra os reis cananeus (Js 5,1).
Mas, os hebreus não foram fiéis ao projeto de Javé… Acabaram fazendo com os povo de Canaã o mesmo que os reis faziam antes (Jz 1,28).

1010-587 a.C.: REIS X PROFETAS
A partir do reinado de Davi os israelitas se tornaram mais fortes que os cananeus e começaram a imitar o estilo de vida deles. Esqueceram o projeto de igualdade das tribos. Recomeçaram a cobrança de impostos e os trabalhos forçados, gerando miséria.
Em Jerusalém, Salomão construiu um templo a Javé, mas os profetas avisavam que Javé queria justiça e não cultos fingidos (Am 5,21-24).
Os profetas gritavam contra a infidelidade à Aliança com Javé (Am 2,6-10). Os mais conhecidos dessa época são: Elias, Eliseu, Oséias, Amós, Miquéias, Isaías, Jeremias, Sofonias.

930 a.C.: O REINO DOS ISRAELITAS SE DIVIDE
Salomão, o filho de Davi, exigiu muitos impostos do povo, principalmente do norte do país. Seu herdeiro Roboão prometeu fazer o mesmo e o norte declarou independência (1Rs 12,4.13-14.16). Formaram, então, o Reino do Norte (Israel) e o Reino do Sul (Judá).
O Reino do Norte acabou em 722 a.C., quando o império da Assíria invadiu a capital Samaria e levou o povo para o exílio.
Em Samaria, a Assíria assentou outros povos, que foram chamados samaritanos. Ainda na época de Jesus os samaritanos eram desprezados (Jo 4,9).

587-538 a.C.: EXÍLIO – ABALO NAS RAÍZES DO POVO
Em 722 a.C., a Assíria destruiu o Reino do Norte porque não atendia mais suas exigências. Em 587 a.C. foi a vez do Reino do Sul. O império da Babilônia invadiu e destruiu Jerusalém. A elite foi levada para o exílio na Babilônia (2Rs 25,8-12).
Uma grande decepção tomou conta deles. Onde estavam as promessa a Abraão e o Deus poderoso do Êxodo? Javé não era fiel apenas aos israelitas?
No meio da crise, foram percebendo que Javé não era propriedade de Israel. Ele era o Criador de tudo e comandava o universo! Não existiam vários deuses, mas apenas um: Javé (Is 44,6)!
No exílio, o povo reforçou a confiança em Javé.

538-333 a.C.: A RECONSTRUÇÃO DA ALIANÇA
O império babilônio foi engolido pelo império persa em 538 a.C.. Os exilados tiveram liberdade para voltar a seu pais e recomeçar a Aliança. O império persa proibiu os judeus de ter independência política, com rei e exército, mas aprovou a reconstrução do templo.
O templo, nessa época, servia para controlar o povo e para recolher impostos. Por isso, muitos camponeses se opuseram a ele. A briga foi feia mas o projeto do templo venceu.

333-63 a.C.: O POVO DEFENDE SUA IDENTIDADE
Chegou o império grego para dominar os persas e todo o Oriente Médio. Até então, o comércio era na base da troca. Agora, entravam o dinheiro, os empréstimos, os juros e a escravidão por dívidas (Ne 5,1-5). As pessoas viraram mercadoria.
Os gregos não respeitavam a religião e a cultura dos povos dominados (1Mac 1,41.50). Os judeus resistiram a isso, pois sabem que perder a memória do Êxodo e de Javé seria perder para sempre a possibilidade de libertação (1Mac 2,27-30). Agarraram-se à tradição religiosa e foram à luta.
Os Macabeus lideraram uma grande luta pela identidade do povo. A guerrilha durou mais de 20 anos. E o grande império grego foi vencido!

63 a.C. a 135 d.C.: A RESISTÊNCIA FINAL
Roma era o novo império que chegava para dominar todo o mundo conhecido da época. Nesse tempo, Canaã passou a ser conhecida pelo nome de Palestina.
A dominação romana foi a última dos tempos da Bíblia. A resistência do povo foi tão grande que os romanos acabaram destruindo tudo novamente e dispersando o povo judeu pelos quatro cantos do mundo. Nesse período, porém, nasceu Jesus…

Fonte: Folheto Ecoando 4 – formação interativa com catequistas – Editora Paulus

Os povos da Bíblia


O grande assunto da Bíblia é a história do povo de Deus morador no país de Canaã. Mas ela é história de muitos outros povos, a quem Deus acompanhou com o mesmo cuidado. A região habitada por eles era a mesma que, hoje, chamamos de Oriente Médio. Os principais povos que fazem parte da história bíblica são:
Egípcios: viviam da agricultura nas margens do rio Nilo. Formaram um poderoso império em 3000 a.C.. Tinham vários deuses (politeísmo), mas foram os primeiros a falar de um Deus único (monoteísmo). Até hoje vemos lá pirâmides imensas, construídas com trabalhos forçados para serem túmulos dos faraós (leiam Ex 1,11). Por isso, obras públicas imensas, feitas com o suor do povo, são chamadas hoje de obras faraônicas.
Cananeus: viviam em Canaã quando os israelitas conquistaram as cidades e dividiram o país entre suas próprias tribos (Jz 1,9). Sua religião era ligada à agricultura. Os deuses mais importantes eram Baal, deus da chuva, e Astarte ou Asserá, deusa da fertilidade (Jz 2,11-13).
Filisteus: chegaram depois dos israelitas e se instalaram na beira do mar. Tentaram conquistar Canaã (Jz 13,1). Os israelitas tiveram que organizar um forte exército para defender o sistema de tribos.
Amonitas, moabitas e edomitas: viviam do lado direito do rio Jordão, como pastores. Ao longo de sua história, fizeram guerras e alianças com Israel. Eram como primos dos israelitas, pois descendiam todos da família de Abraão.
Assírios: faziam parte de um poderoso império que explorava outros povos através do comércio. Como tinha um exército forte, sempre levava a melhor nos acordos comerciais. Os pobres ficavam cada vez mais miseráveis e a Assíria cada vez mais rica. É parecido com o que acontece hoje entre países ricos e pobres. Quando um povo se recusava a fazer parte desse jogo, a Assíria invadia o país rebelde e destruía tudo. Em 722 a.C., destruiu o norte de Israel e levou os israelitas para longe. (2Rs 17,3-6).
Babilônios: pertenciam a um império tão antigo quanto o império do Egito. Viviam na Mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates que garantiam prosperidade econômica. Babilônia se comunicava com o Egito através de várias estradas. As principais estradas do Oriente Antigo passavam por Canaã. Por isso, todos os impérios queriam Ter o controle político e militar dessa região.
Muitas tradições religiosas da Babilônia foram aproveitadas na Bíblia. Por exemplo, as histórias de dilúvio (Gn 6-9).

A VIDA EM CANAÃ
Em Canaã, diversos povos viviam da agricultura e do pastoreio. Eles se organizavam em clãs ou grandes famílias. Vários clãs formavam uma tribo.
Nos clãs, a mulher e a criança eram consideradas propriedades do homem, como o rebanho e a terra. O líder da família era chamado de patriarca.
Os clãs viviam em pequenas aldeias em torno das cidades. Cada cidade tinha um rei, um exército (para proteger a cidade de invasores) e um santuário (onde eram adorados os deuses de cada povo).
Os camponeses viviam do trabalho na terra. Os reis, guerreiros e sacerdotes viviam dos impostos que cobravam dos camponeses e das tribos vizinhas dominadas. É o sistema tributário, pois se baseava nos tributos (impostos) que os mais fracos eram obrigados a pagar aos mais fortes.
O imposto podia ser pago de duas formas: com produtos da terra ou com trabalhos forçados para o rei. Era o sistema usado por todos os grandes impérios, como o Egito (Ex 1,11).
Muitos camponeses se revoltavam com esse sistema. Uns fugiam para as montanhas onde os exércitos não chegavam. Outros se organizavam e procuravam uma nova vida numa nova terra. Foi o caso dos Hebreus no Egito, que clamaram a Javé e foram ouvidos. (Ex 2,23).

É muito importante conhecer o modo de vida daquela época. Como vamos entender a ação de Deus na vida sem olhar para a vida? Seria o mesmo que passear no escuro: a gente não vê nada e ainda corre o risco de pisar onde não deve…

FORMAÇÃO DO POVO DE DEUS
O povo de Deus é como o povo brasileiro: formado de muitas raças e culturas diferentes, que foram se misturando e formando um novo grupo.
Assim foi em Canaã. Gente de diversas regiões foi chegando e formando um único povo unido por um ideal: terra e pão, igualdade e justiça.
Esses povos brigavam muito, mas também se misturavam através de alianças e casamentos. Javé, o Deus da vida, era o ponto de união. Aderir a Javé era o mesmo que aderir à defesa da vida.
O povo de Deus não era apenas o grupo de israelitas, nem é hoje só o grupo de católicos (Am 9,7).

Faz parte do povo de Deus toda pessoa que luta pela vida e é solidária com os irmãos. Povo de Deus é povo a caminho da “terra prometida” de cada dia.

Fonte: Folheto Ecoando 3 – formação interativa com catequistas – Editora Paulus

Juízes, Reis e Profetas

Vamos conhecer a história dos juízes, reis e profetas do Antigo Testamento?

Depois que o povo israelita voltou para a terra prometida, foi governado, durante muito tempo por Juízes, sempre escolhidos por Deus.
Vendo, porém, que todos os outros povos eram governados por um rei, manifestaram esse desejo ao Juiz Samuel, que os governava.
Samuel então pediu a Deus, em oração, e o Senhor lhe ordenou que ungisse Saul, como primeiro rei, mas Saul foi infiel.
Deus então ordenou a Samuel que ungisse Davi, como rei de Israel. E Davi reinou durante 40 anos. Apesar de seus erros e fraquezas, o rei Davi procurou ser fiel a Deus e era muito piedoso. Escreveu belíssimas orações em forma de poesias, chamadas Salmos, nas quais louva a Deus e anuncia a vinda do Messias, que Deus prometera nascer de sua descendência.

Seu filho Salomão o sucedeu, mas antes pediu a Deus sabedoria para governar o povo, e foi atendido. No seu reinado foi construído o belíssimo Templo de Jerusalém.
Mas depois, Salomão e outros reis não foram fiéis a Deus e à Sua Aliança. A decadência moral e espiritual manifestava-se cada vez mais. O povo foi deixando de lado os mandamentos de Deus, uniu-se a povos estrangeiros, cometeu pecados. Então houve desunião, lutas e o reino se dividiu em reino do norte (Reino de Judá) e reino do sul (Reino de Israel).

Os reis de Israel foram infiéis e adoraram deuses falsos, por isso foram castigados. Foram invadidos; parte do povo foi deportada para a Assíria e outra dispersada pelo mundo e suas terras povoadas por outros povos.
Alguns reis de Judá foram fiéis, outros não e em 587 a.C. Nabucodonosor, um rei Assírio, invadiu Jerusalém, destruiu seu Templo e levou o povo em cativeiro para a Babilônia.

50 anos depois, os israelitas puderam voltar para a terra prometida e foram morar numa parte da Palestina chamada Judéia, onde reconstruiram o templo.
Deus então, no seu constante amor pelo povo escolhido, mandou-lhes profetas para lhes mostrar os erros e suas consequências e a necessidade de que o povo se arrependesse e cumprisse os mandamentos da Lei de Deus. Profeta significa: “aquele que fala em nome de Deus”, “fala com entusiasmo”, “fala com força”.

Os profetas ajudaram o povo de Deus a esperar com alegria e confiança a vinda do Salvador Jesus, o Filho de Deus. É pelo Novo Testamento que sabemos como a promessa de Deus se realizou plenamente. “Os profetas anunciam uma redenção radical do Povo de Deus, a purificação de todas as infidelidades, uma salvação que incluirá todas as nações. Serão, sobretudo, os pobres e os humildes do Senhor, os portadores desta esperança. As mulheres santas como Sara, Rebeca, Raquel, Miriam, Débora, Ana Judite e Ester mantiveram viva a esperança da Salvação de Israel. (CIC 64)

Houve ainda o último profeta que viveu na mesma época de Jesus. Foi João Batista, primo de Jesus, filho de Isabel. A todos anunciava que o Messias já estava no mundo e que todos precisavam fazer penitência e mudar de vida para poder encontrá-lo e reconhecê-lo!

Pense bem:

No encontro de hoje, vimos que Deus escolheu alguns amigos a fim de preparar o seu povo para a vinda do Salvador.
Hoje, nós também somos chamados para falar do Amor de Deus a todos, ajudar as pessoas que vivem ao nosso lado, consolar os tristes, ajudar os necessitados, acolher os excluídos.
Você também quer ser amigo de Deus?

Vamos celebrar:

Catequista: Em nossa vida diária, muitas vezes sentimos a necessidade de fazer o bem, ajudar, corrigir, consolar e animar as pessoas, revelando e falando sobre o Amor de Deus. Nestas horas pensemos nos profetas e peçamos a Deus a graça de imitar suas atitudes.

Voz 1: Quando encontramos alguém entristecido, sem ânimo para enfrentar seus problemas,

Todos: Ajuda-nos, Senhor, a levar-lhe uma palavra de esperança.

Voz 2: Quando virmos alguém ser injustiçado e excluído por outros,

Todos: Ajuda-nos, Senhor, a valorizar sua dignidade de filho de Deus.

Voz 3: Quando os meios de comunicação anuciarem a vilência, a discórdia, a desunião,

Todos: Ajuda-nos, Senhor, a sermos construtores da paz.

Voz 4: Quando a sociedade valorizar excessivamente o consumo, o prazer, o egoísmo,

Todos: Ajuda-nos, Senhor, a comunicar seu amor generoso e comprometido.

Voz 5: Quando alguém nos ridicularizar por causa de Ti.

Todos: Ajuda-nos, Senhor, a darmos nosso testemunho com convicção e alegria.

Atividades:

1) Procure no caça-palavras, personagens bíblicos que conhecemos hoje e depois escreva os seus nomes na coluna certa:

2) Leia novamente o texto e escreva sobre a importância destes personagens bíblicos para a história da Salvação:

Juízes: ____________________________________________

Davi: _____________________________________________

Salomão: __________________________________________

Profetas: __________________________________________

Divirta-se: