Catequista, uma realidade privilegiada

(Vandeia Ramos)

Vandeia, chamada a ser catequista de Jesus Cristo, por vontade de Deus, às irmãs e aos irmãos catequistas, que foram santificados por Cristo Jesus, chamados a serem santos junto com todos que em qualquer lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso. Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

Somos aqueles que esperamos no Senhor, ouvimos seu clamor e cantamos um canto novo em cada catequese que servimos. Nossa atuação, com a autoridade que a Igreja nos delegou, faz de nossas palavras e de nossa vida um canto de louvor, uma poesia repleta de beleza da mão de Deus guiando nosso ser.

Desde o primeiro anúncio, o primeiro amor. O que mais poderíamos entregar em gratidão por tão grande privilégio além de nós mesmos? A justiça e a paz, independente do que acontece conosco e ao nosso redor, são efetivos em nossa vida, que nos leva a anunciar as maravilhas com as quais o Espírito repousa sobre nós, Igreja, abrindo nosso coração, nossa boca e tudo que é nosso, com prazer, para fazer a vontade do Senhor.

É o Espírito que nos leva a proclamar que somos o Seu Povo, o Novo Israel, servos do Servo, que nos escolheu para que sejamos presença de Deus no mundo, cristãos, imagem e semelhança do Filho. Pelo nosso testemunho, nosso serviço através da catequese, o Senhor é anunciado e glorificado. Para tão alta dignidade, fomos esperados no coração de Deus até que Ele definiu o melhor momento para nos gerar no ventre de nossa mãe. Desde a escolha de nossa família, o tempo, o lugar, os dons, fomos preparados pelo Senhor para que pudéssemos servi-lo com amor.

Fomos chamados a integrar seu Corpo Místico, a Igreja, como eleitos para uma grande missão: servir ao mundo como família humana. Através de nós, brilha a luz de Cristo no mundo, a salvação chega à nossa família, aos nossos catecúmenos, aos lugares de estudo e trabalho. A salvação anunciada pelos profetas, esperada por Israel, realiza-se em nós e através de nós.

O Cordeiro de Deus, anunciado por João Batista, através das palavras testemunhadas pelo Filho do Trovão, o discípulo amado João, veio à nossa frente para nos ensinar o Caminho. Ele se fez um de nós para fazer de nós um com Ele. Seguiu a Lei e, como Cabeça da Igreja, foi ao batismo de João. Não se limitou ao perdão do pecado. Através dEle, temos o batismo na Santíssima Trindade, que faz de nós Templos vivos de Deus, filhos do Pai, irmãos do Primogênito, portadores do Espírito.

Como Jesus veio na Plenitude dos Tempos, nós, hoje, somos enviados para que muitos O conheçam. Pela Igreja nos foi anunciado e continuamos com o processo mistagógico de aprofundarmos tão grande missão. Assumimos em nosso cotidiano o prazer em servir a Deus com o tão pouco que somos. Em nossa limitação, temos o Infinito chegando a tantos, o que sequer conseguimos alcançar.

O Espírito nos transfigura em cordeiros de oferta de amor e sacrifício ao Pai. Somos associados à obra de Cristo em manifestar o Reino à humanidade, atuando em nós. Não conseguimos alcançar plenamente tão grande realidade, mas seguimos na confiança na Palavra e no Espírito que nos guia.

Com os anjos e santos nos juntamos e poderemos cantar por toda a eternidade: “Eis que venho, Senhor, com prazer, fazer a vossa vontade!”

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