E você, catequista, quem diz que Jesus é?

(Vandeia Ramos)

Como católicos, é comum estarmos com Jesus em oração. E se um dia ele nos perguntasse quem nossos catecúmenos acham que Ele é? O que será que poderíamos dizer? Que Ele é um personagem muito legal da bíblia? Que é um “espírito de luz”? Que é alguém que viveu a muito tempo atrás? Um revolucionário? O que será que sairia do coração dos nossos?
E se Ele perguntasse a cada um de nós quem Ele é? Atenção ao verbo no presente: Jesus é. Um profeta? Alguém que poderíamos equiparar a um líder religioso histórico? Uma pessoa como nós, mais evoluída? Quem você diria que Jesus é?
E Jesus pergunta à Igreja, através de Pedro: quem, enquanto Igreja, acreditamos ser Jesus? O Verbo de Deus, o “princípio e o fim”, que se encarnou por nós e nos abriu a porta do céu… Podemos destacar diversas colocações na Sagrada Escritura e na continuidade da ação apostólica na história, guiada pelo Espírito Santo. Não querendo ser confundido com a ideia de Messias como líder militar e político, como era corrente entre o povo, Jesus pede a Pedro e aos demais que não comentem que Ele é a Verdade.
Identificar Jesus como o Cristo de Deus, além de ser uma ação movida pelo Espírito em nós, significa aceitar tudo o que isso significa: que o caminho é de morrer a cada dia para que Deus possa crescer em nós, até ser tudo em cada um. O Deus que é, presente em nós, torna-se presença no mundo através de nós, o que explica passarmos a ser tanto fonte de amor como pedra de contradição. Ser cristão é ser outro Cristo, passar pelo que passou no contexto de nossa vida, na nossa realidade pessoal.
Renúncia e cruz passam a andar de mãos dadas conosco. Não vivemos para objetivos pessoais de sucesso, mas para o Reino dos Céus. O fim, a finalidade, se modifica. E, se o fim muda, o caminho para chegar também. E o princípio deste caminho é iluminado: “no princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus…Nele havia a vida e a vida era a luz dos homens…” (Jo 1, 1.4). Entre o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, Jesus é o Caminho, o mesmo que percorreu e que nos convida a seguir.
Não somos mais os que choram em Magedo, que adoravam um deus, Hadade-Rimon, associado à fertilidade, chuvas e trovões, pela seca e falta de alimentos. Somos do Filho de Davi, portadores do Espírito, nos quais as graças são derramadas através de nossa constante oração. Não nos desesperamos com nossos dramas nem ficamos abandonados, como os acima que choram. Somos pertencentes à Casa de Davi, a Nova Jerusalém, a qual nos dirigimos para nos alimentarmos e nos refazermos.
Batizados na Santíssima Trindade, novos cristos, formamos a família de Deus. Não há uma hierarquia social em que cargos elevados são a meta. O serviço por amor é o que prevalece. Somos irmãos de uma mesma casa, com o mesmo alimento eucarístico, uma Mãe de todos, um Pai terno, um Irmão que nos precede e nos guia, em um Espírito que ilumina este caminho. Alcançamos todas as nações, em uma identidade que ultrapassa tempo e espaço, culturas e raças, herdeiros da Promessa, responsáveis pelo contínuo Anúncio nas diversas gerações.
Não estamos sozinhos e nossa sede é de Água Viva. A alegria é uma característica facilmente reconhecida, pois glorificamos a Deus em todos os momentos, dos mais difíceis aos mais doloridos, sempre guardados no seu Sagrado Coração de Jesus.

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