Natal

“E a Palavra se fez carne e veio armar sua tenda entre nós. Nós vimos a sua glória (Jo 1, 14)

Na carta aos Filipenses, São Paulo descreve a encarnação do Verbo como um movimento do alto para baixo, do Céu para a Terra, de Deus para os homens, e que volta para Deus:

“Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens… humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso, Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor (Fl 2, 6-11).

Não se trata de comemorar o nascimento do menino Jesus. Claro que ele vem como um bebê, frágil e indefeso, mas se trata de comemorar a salvação que nos vem.

Por isso nós repetimos os anjos que cantam hoje nasceu para nós um salvador, por isso lemos na noite do dia 24 “A graça de Deus se manifestou trazendo salvação para todos os homens” (Tt 2, 11).

Isso tudo nos manifesta duas grandes verdades:

I – O próprio Deus na pessoa de seu Filho (que é Deus de Deus e Luz da Luz) despoja-se de sua divindade encarnando-se na nossa humanidade;
II – Cristo eleva-nos a um status verdadeiramente humano, tirando-nos da condição de Adão (pecado Original) e devolvendo-nos a condição de Imagem e Semelhança.

Em Jesus a criação, toda ela, atualiza de modo concreto e definitivo sua forma mais perfeita de existência, seu ser de Deus e seu alcançar a Deus. Daí a conclusão de que o homem só, verdadeiramente, existirá integralmente quando chegar a Deus. Sendo Jesus a imitação perfeita do Pai, e entendendo-se por imitação tornar-se presente, neste sentido Jesus torna presente Deus no meio dos homens.

E aqui entra o mistério do menino que nasce em uma pequena gruta em Belém. E nasce justamente para ser o Emanuel (Mt 1, 23). O numero 525 do Catecismo nos diz que a terra oferece uma gruta ao inacessível.

E por quê? Por amor a nós, para a nossa salvação!

Fazendo-se fraco, nos tornou fortes. Assumindo a morte, nos dá a imortalidade. Fazendo-se Homem, nos eleva a Deus.

Por isso, os anjos não se contêm de alegria e cantam: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados” (Lc 2,14).

Por 4 semanas não proclamamos o Glória nas Missas em atitude de espera, para que hoje, na missa de Natal, nos unamos novamente ao coro dos anjos numa explosão de louvor e alegria.

Com a liturgia de hoje, peçamos que Jesus nasça em nosso coração, mesmo que este seja uma simples manjedoura não muito apropriada para o recém-nascido. O que Ele quer é estar em nós, quer ser Deus Conosco (Is 7,14)

Portanto, Abre bem as portas do teu coração e deixa a luz do céu entrar

FELIZ NATAL! Jesus nasce hoje também em você!!!
A Paz do Cristo que é a nossa Paz!

(Carlos Francisco Bonard – Comunidade Filhos da Redenção)

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