A parábola do Filho Pródigo

Amanhã vou dar o encontro 11 do nosso livrinho, que fala sobre a Parábola do Filho Pródigo, então vou levar o vídeo acima para a turminha ver e este desenho para eles pintarem:


Significado de Pródigo:

Aquele que dissipa seus bens, gasta mais do que o necessário; gastador, esbanjador. Generoso, liberal. Que produz em abundância: terra pródiga. Filho pródigo, aquele que, à imitação da parábola do Evangelho, volta à casa dos pais depois de longa ausência.

Abaixo uma reflexão para nós catequistas:


O Filho Pródigo

Filho Prodigo
No Evangelho de Lucas encontramos uma das mais belas parábolas de Jesus: A Volta do Filho Pródigo. Todas as vezes que a leio, percebo algo novo, diferente, que me leva a novas reflexões. Trata-se de profunda meditação sobre a misericórdia divina e a nossa vida neste mundo.
A parábola discorre sobre o filho mais novo, que pede a seu pai que lhe dê a sua parte na herança a que tem direito e, depois, sai pelo mundo esbanjando tudo em uma vida desenfreada. Quando tinha gasto tudo e ficou sem um centavo, veio uma grande fome na região e ele começou a passar necessidade, pois não tinha o que comer, onde morar e muito menos trabalhar. Mendigou serviço e conseguiu ir para a roça cuidar dos porcos de um fazendeiro. Sua necessidade era tanta, que ele queria matar a fome com a forragem que era dada aos porcos e nem isto lhe era permitido. 
Desesperado, uma noite caiu em si e lembrou-se: -“Quantos empregados de meu pai têm comida com fartura, têm trabalho e casa para morar com a família”, e ele ali passando fome. Resolveu, então, levantar-se e voltar para casa, pedir perdão ao pai e rogar que este o tratasse como um de seus empregados, pois já não merecia ser tratado como filho.
Ao chegar a casa, foi recebido com a compaixão do pai que o cobriu de beijos, abraços e mandou organizar um grande banquete para comemorar o renascimento de seu filho.
Podemos ficar horas meditando sobre essa parábola e chegaremos a inúmeras conclusões.
Quem é o pai nessa parábola? É Deus e sua imensa misericórdia.
E quem é o filho mais novo? Somos nós quando estamos neste mundo. 
Chegamos aqui vindos da casa do Pai. Com arrogância e presunção, acreditamos que o mundo nos pertence e nos entregamos às paixões e por desejos dessa vida. Ficamos tão cegos, que nos apegamos a tudo. Agimos como se os bens daqui tivessem algum valor. Passamos a vida agarrados à ganância, à ambição, à inveja, ao ciúme, ao ódio, à vingança. 
Um dia, acordamos para a verdade. Percebemos como estamos errados e voltamos para a casa do Pai, suplicamos perdão pelos nossos deslizes e nos colocamos de joelhos em gesto sublime de humildade e remorso. Somos recebidos por Deus de braços abertos, com amor e compaixão. Nada de humilhações ou repreensões, pois Deus sabe que a experiência que vivemos é suficiente como “puxão de orelha”.
Ao determinar a seus empregados que buscassem túnica nova para vestir seu filho, calçassem-lhe sandálias e colocassem anel em seu dedo, o que isso significa? É Deus resgatando a dignidade de seu filho que tinha morrido e renascia naquele instante.
Quantos de nós saímos pelo mundo afora fazendo besteiras? Temos a oportunidade de nos reconciliar com Deus e voltar para casa, mas a soberba nos impede. Preferimos continuar no caminho errado, pois não podemos nos humilhar diante da sociedade e dos nossos amigos, não podemos pedir perdão e muito menos perdoar, pois seria demonstração de fraqueza.
Alguém disse uma vez (DIZ O NOSSO CREDO): “ – Jesus desceu aos infernos”. Exatamente. E o inferno não seria aqui mesmo? Nós, seres humanos, não transformamos este mundo num verdadeiro inferno? O que temos hoje? Fome, miséria, escravidão, corrupção, guerras, invasões, drogas, aids, pedofilia, seqüestros, estupros, assassinatos e muitos outros crimes. Será que no inferno existe algo pior? Por que será que Lúcifer gosta tanto daqui? Não será por que ele se “sente em casa”? O seu coração pertence a Deus ou você já é escravo das trevas?
A vida é boa. É para ser vivida com alegria e felicidade. E isso só é possível quando há amor e solidariedade. Quando valorizamos, primeiro, os nossos semelhantes. Quer ser feliz? Faça os outros felizes, mas sem esperar reconhecimento! Quer ser feliz? Desapegue-se dos bens materiais deste mundo. Liberte-se!
Leia: Lc 15, 11 – 32
Meditando:
– Onde você se enquadra nesta oração?
– Você é capaz de perdoar como fez o pai nessa Parábola?

Leandro Cunha

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Um comentário sobre “A parábola do Filho Pródigo

  1. Talvez um dos grandes problemas do ser humano é perdoar, ao contrário do pai amoroso que recebeu seu filho de braços aberto sem restrições, costumamos impor condições. É evidente que se alguém cometeu um erro que esse erro não seja cometido novamente, mas, o perdão nos remete ao passado. A partir do perdão,começa uma vida nova. Daí indagamos…e se errarmos de novo? Digamos que o que há por vir Deus nos guiará e iluminará nossos passos e nossas decisões, mas uma boa reflexão seria. Se alguém errar novamente, o que Jesus faria?

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