Pentecostes

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Jesus fundou a Igreja, mas era como pequena semente que o agricultor lança na terra. A semente da Igreja brotou e começou a crescer no dia de Pentecostes, pelo Dom do Espírito Santo, que Jesus tinha prometido. Já conhecemos o que aconteceu naquele dia: a experiência incrível da ação do Espírito, como fogo e vento impetuoso, a transformação dos discípulos, gente simples e medrosa em ardorosos missionários de Jesus Cristo… aquela multidão de pessoas de diferentes línguas e raças, que começam a entender e a falar a mesma linguagem (linguagem do Evangelho e do Amor) e que são batizadas para formar um só povo, o povo de Deus.
Foi neste dia de Pentecostes que a Igreja nasceu e começou sua caminhada, tornando visível sua missão de ser o sinal e o instrumento da comunhão e da fraternidade universal (Reino). Naquele começo da Igreja houve uma presença muito especial e que continuaria marcando toda a longa história da verdadeira Igreja de Jesus: lá estava Maria, reunindo os discípulos de seu Filho, com seu coração de mãe e, junto com eles, implorando o Dom do Espírito Santo.
Assim como Maria faz parte indispensável da vida de Cristo, faz parte também da Igreja, desde o dia de seu nascimento, como mãe e modelo. Não se pode falar de Igreja, se Maria não está presente! Logo após Pentecostes, a Igreja, cheia do Espírito Santo do Senhor, começou sua caminhada ; vivendo como Jesus tinha ensinado, organizando- se e levando à frente a missão que Jesus lhe tinha confiado. Vejam o que diz o livro Atos dos Apóstolos (Capítulo 2 e 4) sobre a vida desta primeira Igreja:
Os seguidores de Jesus preservaram-se fiéis aos ensinamentos dos apóstolos; Viviam bem unidos, eram um só coração e tinham em comum todas as coisas; Rezavam juntos no templo e reuniam- se também nas casas, para celebrar a Ceia (fração do Pão); Partilhavam seus bens com os necessitados e curavam os doentes; Davam um bonito testemunho de amor. Esta é a verdadeira Igreja!

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Mensagem do Papa aos fiéis brasileiros pela Campanha da Fraternidade

Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Neste tempo quaresmal, de bom grado me uno à Igreja no Brasil para celebrar a Campanha “Fraternidade e a superação da violência”, cujo objetivo é construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência. Desse modo, a Campanha da Fraternidade de 2018 nos convida a reconhecer a violência em tantos âmbitos e manifestações e, com confiança, fé e esperança, superá-la pelo caminho do amor visibilizado em Jesus Crucificado.

Jesus veio para nos dar a vida plena (cf. Jo 10, 10). Na medida em que Ele está no meio de nós, a vida se converte num espaço de fraternidade, de justiça, de paz, de dignidade para todos (cf. Exort. Apost. Evangelii gaudium, 180). Este tempo penitencial, onde somos chamados a viver a prática do jejum, da oração e da esmola nos faz perceber que somos irmãos. Deixemos que o amor de Deus se torne visível entre nós, nas nossas famílias, nas comunidades, na sociedade.

“É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação” (1 Co 6,2; cf. Is 49,8), que nos traz a graça do perdão recebido e oferecido. O perdão das ofensas é a expressão mais eloquente do amor misericordioso e, para nós cristãos, é um imperativo de que não podemos prescindir. Às vezes, como é difícil perdoar! E, no entanto, o perdão é o instrumento colocado nas nossas frágeis mãos para alcançar a serenidade do coração, a paz. Deixar de lado o ressentimento, a raiva, a violência e a vingança são condições necessárias para se viver como irmãos e irmãs e superar a violência. Acolhamos, pois, a exortação do Apóstolo: “Que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento” (Ef 4, 26).

Sejamos protagonistas da superação da violência fazendo-nos arautos e construtores da paz. Uma paz que é fruto do desenvolvimento integral de todos, uma paz que nasce de uma nova relação também com todas as criaturas. A paz é tecida no dia-a-dia com paciência e misericórdia, no seio da família, na dinâmica da comunidade, nas relações de trabalho, na relação com a natureza. São pequenos gestos de respeito, de escuta, de diálogo, de silêncio, de afeto, de acolhida, de integração, que criam espaços onde se respira a fraternidade: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8), como destaca o lema da Campanha da Fraternidade deste ano. Em Cristo somos da mesma família, nascidos do sangue da cruz, nossa salvação. As comunidades da Igreja no Brasil anunciem a conversão, o dia da salvação para conviverem sem violência.

Peço a Deus que a Campanha da Fraternidade deste ano anime a todos para encontrar caminhos de superação da violência, convivendo mais como irmãos e irmãs em Cristo. Invoco a proteção de Nossa Senhora da Conceição Aparecida sobre o povo brasileiro, concedendo a Bênção Apostólica. Peço que todos rezem por mim.

Vaticano, 27 de janeiro de 2018.

Franciscus PP.

(Fonte: Canção Nova)

Preparação para o Natal

Árvore de Natal

Um dos grandes símbolos do período natalino, a árvore de Natal simboliza, segundo a tradição da Igreja Católica, a vida. Mas, em meio a dias de expectativa para a chegada das festas de fim de ano, ficamos nos perguntando: qual o dia adequado para montar a árvore?

A árvore deve começar a ser montada no Primeiro Domingo do Tempo do Advento, quando se inicia o tempo do advento para a Igreja. Vale lembrar ainda que a árvore não deve ser montada toda de uma vez: o ideal é acrescentar enfeites e adereços aos poucos, durante as quatro semanas do advento, que é, para os católicos, tempo de preparação.

A preparação da árvore deve ser intensificada durante a última semana que antecede o Natal. “Até o Segundo Domingo do Tempo do Advento , tudo ainda é muito sóbrio, mesmo nas leituras feitas nas missas do advento. É só a partir do Terceiro Domingo do Tempo do Advento que a Bíblia começa a falar do nascimento de Jesus, e se inicia um momento de maior expectativa. Esse é o momento, portanto, de intensificar a decoração da árvore”, afirma.

Presépio

A montagem do presépio, também tradicional em tempos de Natal, deve seguir a mesma linha da preparação da árvore de Natal. “Aos poucos, pode-se começar a montar a gruta, colocar os animais e os pastores, mas Maria, José e o menino Jesus devem fazer parte do presépio apenas mais próximo do Natal”.

O presépio foi uma invenção de São Francisco de Assis para lembrar a simplicidade e as dificuldades enfrentadas por Maria e José no nascimento de Jesus. A orientação para quem pretende seguir a tradição católica é não sofisticar os presépios com luzes e enfeites.

É muito importante envolver as crianças na montagem dos presépios, e o ideal seria que eles fossem feitos nas próprias casas, pelas crianças, para que eles percebam o real sentido do Natal.

Hora de desmontar

Tradicionalmente, o dia de desmontar a árvore de Natal, o presépio e toda a decoração natalina é 6 de janeiro, o Dia de Reis. É nesse dia que três magos, pessoas sábias, encontram o menino Jesus e ele é então revelado a todas as nações. Termina então o tempo de Natal, o tempo de expectativa, e começa o tempo comum para a Igreja.

Coroa do Advento

Um dos grandes símbolos do Natal para a Igreja é a coroa do advento. Formada com ramos verdes e em formato de círculo, a coroa simboliza a unidade e a perfeição, sem começo e sem fim. A coroa representa o nascimento do rei. Em cada um dos quatro domingos do advento uma vela é acesa. Com a proximidade do nascimento de Jesus, a luz se torna mais intensa, e é o Natal enquanto festa da luz que celebramos.

(Fonte)

Ano Nacional do Laicato

A Igreja no Brasil vai celebrar, no período de 26 de novembro de 2017, Solenidade de Cristo Rei, à 25 de novembro de 2018, o “Ano do Laicato”.

O tema escolhido para o Ano do Laicato foi: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo”, Mt 5,13-14. Segundo o bispo de Caçador (SC), dom Severino Clasen, presidente da Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato, pretende-se trabalhar a mística do apaixonamento e seguimento a Jesus Cristo. “Isto leva o cristão leigo a tornar-se, de fato, um missionário na família e no trabalho, onde estiver vivendo”, disse o bispo.

O Ano do Laicato terá como objetivo geral: “Como Igreja, Povo de Deus, celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil; aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão; e testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade”.

Documento nº 105

Pretende ainda: “Dinamizar o estudo e a prática do documento 105: ‘Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade’ e demais documentos do Magistério, em especial do Papa Francisco, sobre o Laicato; e estimular a presença e a atuação dos cristãos leigos e leigas, ‘verdadeiros sujeitos eclesiais’ (DAp, n. 497a), como “sal, luz e fermento” na Igreja e na Sociedade.

A Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato organizou as atividades em quatro eixos: 1) Eventos; 2) Comunicação, catequese e celebração; 3) Seminários temáticos nos Regionais; e 4) Publicações.

Segundo o presidente da comissão, dom Severino, espera-se que este ano traga um legado para a Igreja missionária autêntica, com maior entusiasmo dos cristãos leigos e leigas na vida eclesial e também na busca da transformação da sociedade. “Eu acredito que se conseguirmos estimular a participação e presença efetiva dos cristãos leigos na sociedade provocando que aconteça a justiça e a paz, será um grande legado”, disse o bispo.

(Fonte: CNBB)

 

A Oração do Pai Nosso

Jesus orando

Escrita entre os anos 75-85 dC, a oração do Pai Nosso fazia parte do Catecismo dos Catecúmenos, parte da didaqué do Sermão da Montanha. Na Igreja Primitiva se costumava rezar a oração do Pai Nosso com muito respeito, durante a administração dos Sacramentos. Na Celebração Eucarística já era rezado antes da Comunhão, como hoje. Era denominado “Oração Dominical” ou “Oração dos Fiéis”.
A oração do Pai Nosso constituía um grande tesouro para os membros da Igreja. Só podia ser rezada pelos batizados a partir da Primeira Comunhão. Igualmente não podia ser rezada pelos “penitentes”. A Introdução era assim: “Chamados por Nosso Senhor Jesus Cristo e instruídos por seus divinos ensinamentos, ousamos dizer: Pai Nosso…”

São dois os textos existentes: o de Mateus (Mt 6, 9-13) e o de Lucas (Lc 11,3-4), sendo que o de Mateus é o mais longo, com 7 petições. O de Lucas tem apenas 5 petições. A razão dessa diferença está no contexto cultural: Mateus escreveu para judeus e Lucas para gregos.
Na introdução, Mateus censura as práticas piedosas dos fariseus, bem como o esnobismo, nas esmolas e no jejum. Recomenda não rezar como eles e evitar a loquacidade.
Em Lucas, os discípulos veem o Senhor rezando e lhe pedem: “Ensina-nos a orar”. Ele insiste: “Perseverança na oração”, “Pedi e vos será dado”, “o pai dá coisas boas aos filhos”.
Lucas começa com a invocação: “Abbá” (aramaico) = Pai querido. Mateus usa uma fórmula judaica, mais longa. “Pai nosso que estás nos céus” e acrescenta “seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”, lembrando que é vontade de Deus que a santificação de seu nome e a vinda do Reino aconteçam. E ainda acrescenta “mas livra-nos do mal” (do Maligno), isto é, do grande mal de cair na tentação.
O texto mais antigo é o de Lucas, enquanto que a redação mais completa é a de Mateus. Este introduz explicações e, portanto, representa um crescimento.

Jesus reza e ensina a oração aos seus discípulos. Os diversos grupos, fariseus, essênios, etc. se caracterizavam pela maneira própria de rezar, que lhes conferia identidade e assegurava a unidade do grupo. Os discípulos de Jesus pedem que Ele lhes ensine uma oração específica. O pedido mostra que eles têm consciência como comunidade messiânica. O Pai Nosso é sinal distintivo do cristão, um elemento unificador. Ele inaugura a oração em nome de Jesus.
No AT Deus é chamado de “Pai” 14 vezes. No NT Jesus dá um sentido novo a esta palavra. Jesus costuma invocar Deus com “Abbá”. Ele se dirige ao Pai como uma criança, na simplicidade e no abandono filial e nos convida a fazer o mesmo.

“Santificado seja o teu nome e venha o teu reino” – se referem à revelação plena do Reino de Deus no fim dos tempos. Com a vinda do Reino, o Senhor será santificado, não profanado. Pede-se a manifestação definitiva do Reino. São apelos lançados da profundeza da alma, que denotam um abandonar-se confiante nas mãos de Deus. Revelam a certeza de que Deus já iniciou a obra da salvação. Espera-se tão somente a plena realização.
“Dá-nos hoje nosso pão de amanhã” – visa o pão de cada dia, mas também o pão da salvação. “Pão da Vida” e “água viva” simbolizam a plenitude dos dons messiânicos. A “ceia do Senhor” é instrumento de comunhão e fraternidade. O “pão de amanhã” abrange a vida em sua globalidade, em sua plenitude. Pedir o Pão da Vida é pedir a santificação do cotidiano.
“E perdoa-nos nossas ofensas como também nós perdoamos aos que nos tem ofendido” – é o critério para a grande prestação de contas para qual caminhamos. Reflete a consciência do pecado. Só o perdão de Deus nos pode salvar. A era do Messias é o tempo do perdão. Quem reza o Pai Nosso lembra a si mesmo o dever de perdoar. O tempo messiânico é o tempo da misericórdia.
“E não dos deixes cair em tentação”. Deus não tenta (cf Tg 1,13). Não se pede para livrar da tentação, mas da grande tentação de negar a Deus. É um grito de socorro para não fraquejar.

No Pai Nosso pedimos o que realmente é importante: a glória de Deus, o Reino de Deus, o pão da vida, a misericórdia. Jesus ensina que a oração precisa ser: humilde diante de Deus e diante dos homens, confiante na bondade do Pai, insistente. E que é atendida quando feita com fé, em nome de Jesus e quando se pede coisas boas: o Espírito Santo, o perdão, o bem dos perseguidores e a vinda do Reino.

(Resumo da aula do Padre Arno – Escola de Formação Cristã)