E você, catequista, quem dizes que sou?

(Vandeia Ramos)

Sabemos que uns dos maiores desafios que a Igreja tem hoje é que o Evangelho seja anunciado com a nossa vida. Assim, considerar o mês de setembro como o mês da Bíblia é buscar entender com a nossa vida o que Deus quer falar a nós e através de nós. E voltamos à pergunta de Jesus: e nós, quem dizemos que Jesus é? A continuação do evangelho destaca que não podemos dissociar a Pessoa de Jesus com sua obra, culminada na cruz e na ressurreição.
Escutar a Palavra de Deus é deixar que ela caia em nosso coração e modifique quem somos. Ter fé é associar o que acreditamos ao que fazemos. Ser cristão é ser outro Cristo. E isso envolve o catequista de modo especial, principalmente no anúncio do que seja Verdade. Não a minha ou a sua. Não o que achamos que seja. Anunciar a Verdade é anunciar Jesus Cristo. E com toda a nossa pessoa.
Ser cristão é carregar a própria cruz, e não arrastá-la. É saber que precisamos estar prontos para ser sovado como pão, para que o fermento possa agir e sermos alimento para os nossos. E, no momento das dificuldades estarmos prontos para dizer: Eis-me aqui, Senhor, envia-me (Is 6, 8). Isso significa que, em nossas atividades diárias vamos ser confrontados em nossa pessoa, em nossa fé. Aqui temos duas questões importantes:
– o martírio e a perseguição: pelas pessoas próximas, mídias sociais, diferentes âmbitos… Papa Francisco nos lembra que cristão se faz humilde nas humilhações, que nos faz parecer com Jesus em sua cruz. Aqui está o salto de fé: aceitar-se ou não ser moldado. Sabemos que é este o anúncio evangélico, mas o quanto somos surpreendidos com esta simples ideia? Quem achamos que Jesus é? O que vai formar um governo na terra como Reino de Deus? Esperamos uma teocracia em que os cristãos vão assumir, por serem cristãos, posições no governo? Ou já conseguimos ver que o Caminho Jesus é o que Deus se manifesta em nós e através de nós em nossa capacidade de suportar as dores e sofrimentos do mundo? Precisamos aprender a ouvir seus dramas dos nossos catecúmenos e, através deles, ver o sentido da ação de Deus – aqui está o anúncio do Evangelho.
– Deus é meu Auxílio: diante de tantas questões que enfrentamos, quem dizeis que sou? Isaías e Marcos colocam esta relação de Deus que se revela justamente nos que sofrem sua cruz sabendo que há alguém que sustenta. Não precisamos discutir, rebater, brigar, agredir. Temos um Auxiliador que é por nós. Daí o silêncio. Nele, é Ele quem fala através de nós, em nós.
Só então vamos poder anunciar com o testemunho de nossa vida que andamos na presença de Deus, que não temos medo de enfrentar a vida com toda a sua beleza e dificuldades. Em um mundo perdido em si, em que nossas crianças e jovens buscam sentido no que lhes esvazia, é preciso anunciar: “Eu amo o Senhor, porque ouve o grito da minha oração”.

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Jesus Cristo: Palavra humana que responde a Deus

(Vandeia Ramos)

No mês de setembro estamos acompanhando a importância da Sagrada Escritura na nossa vida. Semana passada vimos que, da primeira à última página, Deus nos chama a ouvi-lo. E hoje vamos refletir sobre nossa resposta.
Muitas vezes vivemos como surdos a Deus. Discordamos de várias de suas orientações, queremos que as coisas se realizem como acreditamos, como se nós pudéssemos ser referência para toda a humanidade. Não é que não acreditemos, mas que não conseguimos entender o alcance do que nos pede, da beleza de todo seu plano de amor, tão envolvidos estamos nos problemas nossos de cada dia. E, se vivemos realmente buscando, começamos a entender que sozinhos não conseguimos. Precisamos de ajuda. E começamos a pedir a Ele.
E nossos catecúmenos nos são apresentados. Cada um traz dramas próprios de sua condição, natureza, família. Temos a tendência a não querer ouvir, a sermos guias cegos de outros cegos, que devem confiar no que nós falamos. Quantas vezes temos dificuldades com os que nos apresentam problemas que não conseguimos sequer parar para ouvir? Quantas vezes algum comportamento específico nos causa resistência? Quantas vezes queremos escolher o que consideramos melhor, mais fácil ou mais simples? Mas foi isso que fomos chamados a fazer? E o que devemos então fazer?
Enquanto equipe de iniciação cristã, cabe a nós reunirmo-nos com os demais e partilhar nossas dificuldades. O trabalho se faz em comunidade e em comunhão. E, como equipe que traz junta a responsabilidade de todos, irmos ao encontro de Jesus. Fico pensando sobre o Evangelho de hoje se, ao curar o homem surdo, o quanto Jesus também não está nos curando quanto às suas palavras. E o “ouve, Israel” ressoa em nosso coração, como o chamado permanente a ouvir a Palavra.
A língua do homem também é solta. Não para ficar reclamando, vendo a dificuldade acima da graça, o pecado acima da benção. Também aqui, quando os amigos o levam a Jesus, não poderia ser nós levando nossos catecúmenos? Quem é que sai bendizendo a Deus depois, não são todos?
No fundo, ser catequista não é testemunhar não só a experiência que trazemos com Deus como acompanharmos dando graças o que Ele faz na vida daqueles que nos são postos sob nossa responsabilidade? Acho muito bonito como Deus, para fazer sua obra, quer não só que participemos dela, mas que, de algum modo, ainda sejamos vistos através dela.
Assim, podemos cantar juntos, catequistas e catecúmenos: “Bendize minha alma, ao Senhor. Bendirei ao Senhor toda a vida!”

Pelo dia dos teus anos

(Dom Marcos Barbosa, OSB)

Salve, Rainha, nós te saudamos pelo dia dos teus anos, a ti, que és a única a fazê-lo eternamente, pois talvez nem passaste pela morte, ou logo a venceste, retirada do sepulcro pelos anjos impacientes. Nós filhos de Eva, que temos a certeza de morrer um dia, te saudamos e convocamos, a cada instante, para a hora, o momento de nossa morte. Queremos-te agora, mas também naquela hora decisiva. Tu, e mais ninguém em teu lugar. Porque só tu podes tudo. Poderás obter que o teu Filho prepare diretamente o nosso coração, se já os outros sacerdotes não lhe tiverem acesso, pela distância ou enevoado véu que nos envolva. Tu estarás presente. Tu és a mais presente, e não apenas a mais bendita entre as mulheres.

Já o anjo te achou presente. Tu respondeste: “ Eis a escrava , que a sua vontade se faça… E logo já estavas presente junto à velha Isabel, que ia precisar de ti como criada, como escrava, quando te saudava, ao chegares: “ Bendita é o fruto do teu ventre!” E, depois, já estavas de novo presente junto àquele que te tomara por esposa. Ele é que pensou em deixar-te. Seja porque duvidasse da tua fidelidade, como pretendem alguns, seja porque pressentisse o que em ti se passava e não ousasse permanecer à sombra de um Deus.

E tu estavas presente em Belém. E nem podia ser de outro modo. Pois eras tu que levavas em ti o que devia nascer entre as palhas. Podia faltar a estrela, faltassem os anjos, o boi, o burro, e até mesmo José – só tu não podias faltar, jardim eternamente fechado, fonte lacrada, jorrando no entanto a salvação do mundo. Tu estavas presente. E que presença a tua naquela noite em que não disseste palavra, como se as palavras te distraíssem da contemplação absoluta! Guardavas, como escreve São Lucas, todas as coisas no coração. Guardavas, guardavas tudo, como um cofre imenso, arca de duas alianças, que vai recolhendo rápidos tesouros. Guardaste os anjos, guardaste a manjedoura, guardaste os panos que o envolviam, guardaste os pastores, como alguém recolhe numa grande caixa, no dia dos Reis, o presépio de cada ano … Só por São Lucas sabemos a existência de tudo, e foi ele teu confidente.

Tu estavas sempre presente em Nazaré, com a mesa posta para teu marido e teu Filho. Eles é que nem sempre estavam. Aos doze anos o menino, já quase um mocinho, desapareceu por três dias: estaria cuidando dos negócios do Pai do céu, e tu nem compreendeste. Depois foi José que partiu para sempre, assistido por ti, pois era preciso que santificasses também a viuvez, como santificaras a orfandade, a virgindade, o matrimônio e a própria maternidade. Os outros é que te deixavam, não tu.

Em cada momento importante o Evangelho usa a teu respeito o verbo estar. “ Houve um casamento em Caná da Galileia, e a mãe de Jesus estava lá.” E, então já compreendias, antecipavas a hora do teu Filho , exigias o vinho, precursor das bodas de sangue. E, agora, ele sempre ausente, cercado, devorado pela multidão faminta de pães e de prodígios, talvez de amor. E nem protestas quando lhe vão dizer: “Tua mãe e teus irmãos estão aí…”, e ele responde: “Quem é minha mãe e meus irmãos! Todo aquele que cumpre a minha palavra”.

Mas houve um momento em que também O deixaste. Pois a tua presença O impediria de sofrer, no Horto, tudo o que era preciso para pagar os pecados do mundo, do primeiro ao ultimo. Tu, a sem pecado, serias um oásis, gota de mel no amargo cálice. Mas, depois que ele sofrera o máximo, o infinito, já estás também no calvário, Stabat Mater, Não Lhe faltaste, Santa Maria, Mãe de Deus, na hora de Sua morte. Não faltarás também na hora da nossa. Pois, na pessoa de João, nos deu a ti como filhos.

Não estavas, com as outras Marias, no sepulcro do Ressuscitado; pois, adivinhando a sua vontade, passaste a cuidar da sua Igreja: as Escrituras te apontam no Cenáculo, Rainha dos apóstolos. Estarás, daí por diante, com todos nós. Discreta, mas pronta a intervir ao menor apelo, ou mesmo antes, ou mesmo sem ele.

Salve, Rainha, salve, estrela do mar! Rainha das virgens, das esposas e das mães; e das donas-de-casa, em Nazaré; e dos viajantes, em Belém; e das festas, em Caná; e dos poetas ao compor o Magnificat; e das viúvas, ao assistir a morte de José; e das dores, ao pé da cruz; e dos anjos, que te saúdam e trazem recados. Rainha de todos, mas escrava nossa, servidora nossa. Sempre atenta, sempre solicita, sempre a nos preparar o mais belo presente, mesmo quando, como hoje , o aniversário é teu!

(Natividade de Nossa Senhora – dia 8 de setembro)

“Ouve, Israel”: a Bíblia é Palavra de Deus

(Vandeia Ramos)

É mês da Bíblia e nossa atenção se volta de modo especial para a Sagrada Escritura. Que ela ajude a configurar nossa vida, nosso falar, nosso ser, a Deus.
Do Gênesis ao Apocalipse transpassa o “ouve, Israel”. Da orientação do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal passando pelos mandamentos, pelos profetas e culminando na Palavra que se encarna, primeiro o Logos, o próprio Jesus Cristo, e depois, através do Espírito Santo, em cada um de nós, Igreja, até a batalha final do Apocalipse e, finalmente, Maranatá.
É a Palavra que edifica, que nos torna sábios e inteligente. Enquanto pessoa, família, catequista, Igreja, cidadão. Ela é o caminho para compreendermos a relação entre o “amar a Deus sobre todas as coisas” e o “amai ao próximo como a ti mesmo”. É o ouvir, confiar, seguir que nos coloca a caminho da casa do Senhor, no seu monte santo.
Ouvir a Sagrada Escritura não é só com os ouvidos. Não é entrar por um e sair pelo outro. Ouvir é acolher no coração, órgão que bombeia o sangue, e a Palavra, para todo o corpo. Ouvir a Palavra é deixar-se configurar pelo que ela anuncia: a Boa Nova.
Ouvir a Palavra é exercitar o dom da sabedoria e o dom da ciência, para distinguir o que é costume dos homens e verdade de Deus. É saber sempre voltar ao amor primeiro, ao primeiro anúncio, ao “princípio”, para podermos olhar para o fim último nosso: o amor de Deus.
Este amor é vivido de diferentes modos ao longo da história. De que modo ele melhor pode ser anunciado hoje? O que podemos deixar para trás, porque foram expressões do tempo, e o que precisamos afirmar sempre, porque toca a eternidade? Este é o desafio da iniciação cristã hoje.
Jesus é o Logos, a Palavra-Ato. Tudo que Ele disse, Ele fez. É todo do Pai. Neste ser no mundo que nos ensinou o caminho.
Assim, Jesus é o Catequista Primeiro. Ele anuncia o que vive e vive o que anuncia. Por isso pode se colocar como “caminho, verdade e vida”. São Paulo segue e diz que “já não sou que vivo, mas Cristo que vive em mim”.
Não há catequese sem configurar-se à Palavra, de fazer da própria vida o anúncio de Jesus Cristo, vivo e atuante no mundo através de cada um de nós, Igreja.
Que o Espírito Santo nos configure também em Palavra de Deus no mundo, para que nosso servir catequético seja sempre a dinâmica entre o ouvir com o coração e o viver-anunciar Jesus ao mundo.

Somos todos catequistas!

(Vandeia Ramos)

O mundo de hoje nos apresenta tantos deuses… a crença de que somos só matéria, consumismo, individualismo, felicidades vazias, fugas em drogas e álcool, negação da realidade, compra e venda de pessoas… artistas são idolatrados, políticos se comportam como se fossem donos do que servem, funções de liderança são assumidas como monarquias antigas…
E nós, catequistas, escolhemos servir ao Senhor!
Semanalmente, além de vivermos uma vida comunitária em torno da mesa eucarística, assumimos a responsabilidade de formarmos a nova geração da Igreja. Respondemos ao envio missionário de formarmos discípulos. Abrimos mão de nosso tempo de descanso para servir ao Senhor através de seus filhos, que nos chegam com sede de conhecer Deus.
Os deuses do mundo não têm nossa atenção. Passamos por entre eles no dia a dia sem nos deter, pois nosso caminho é outro. Vivemos da experiência no Senhor, atentos ao seu chamado. Nele descansamos!
A experiência cristã é de viver como Esposa de Cristo, sempre prontos para recebê-lo. Aprendemos com Ele a amar aos demais até a cruz. Como catequistas, somos a base, auxiliar, os que promovem a renovação. Toda a Igreja passa pela Iniciação Cristã, todos passam por nós. Nosso chamado só se realiza com uma resposta à altura.
No evangelho de hoje, muitas vezes nos defrontamos com escândalos, situações constrangedoras, milhões de dificuldades, sofrimento… e apresentamos a Jesus. Ser catequista é assim: viver recorrendo em tudo ao Mestre, dizendo a ele que Ele espera muito de nós e somos tão pequenos…
É neste ir, em caminhar com Cristo, que Ele nos confirma que é o Pai que nos envia, mas que não vamos sós. Nas dificuldades do dia a dia, dizemos com a Igreja: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus.”
É no testemunho de ser Igreja, na Igreja, pela Igreja e com a Igreja, que somos testemunhas junto aos nossos catecúmenos. Ensinamos a eles a serem Igreja, Corpo de Cristo. Na experiência de bendizer a Deus em nosso dia a dia, de estarmos atentos ao chamado, de sermos protegidos e descansarmos, que cada um pode olhar na mesma direção que olhamos.
Nossa voz não é indiferente nem recita palavras vazias. Nossa voz anuncia o que ouve e vive, anuncia a Verdade no mundo, anuncia a todos, crianças, jovens, adultos, pais, família, vizinhos: “Provai e vede quão suave é o Senhor!”
Que possamos ser sempre testemunhas fiéis das maravilhas que Deus faz em nós!

E Maria vem até nós

(Vandeia Ramos)

Hoje a Igreja do Brasil celebra a solenidade da Assunção de Nossa Senhora ao céu. Da quarta-feira, dia 15 de agosto, passa para o primeiro domingo depois.
A importância de Maria é indicada pelo então cardeal Ratzinger e hoje nosso amado Papa Emérito Bento XVI, no texto O signo da Mulher, quando diz que é preciso fazer uma Teologia da Mulher, ou seja, ler a Sagrada Escritura a partir da presença de Maria de Gênesis ao Apocalipse. O primeiro casal homem e mulher, depois da queda, é substituído pela Mãe e Filho de Gn 3, 15. Da descendência da Mulher sai o Filho, que vem ao mundo para sermos mais do que perdoados em nossos pecados. Ele vem para fazer-nos filhos.
A todo patriarca do Antigo Testamento temos uma matriarca. As mulheres são figuras do que Maria vai nos apresentar quando chegar a plenitude dos tempos. É ela que, quando o céu se abre em Ap 11, 19, é nos apresentada por Deus como a Arca do Testamento. Rainha do céu e da terra, ela é vestida de sol e coroada com doze estrelas. Maria é Rainha porque é Mãe do Rei, como em 1Rs 2, 19. Ela não é o Sol. Sua fidelidade a Deus a faz brilhar com Sua glória. E traz uma coroa não de espinhos. O Filho tem algo especial para Sua Mãe: Rainha do Universo, a filha de Sião brilha com as 12 tribos de Israel, no Novo Povo, com os 12 apóstolos.
A que vence o Dragão pela sua humildade e obediência, é cuidada por Deus e elevada ao céu para que se complete a história da salvação. Sentada no lugar que lhe é preparado, aos pés de Maria podemos fazer o que nos é reservado: em nossas batalhas da vida, pisarmos na cabeça da serpente. Ajoelhados ao calcanhar de Nossa Senhora, armados com o terço, seguimos os passos de Jesus, na maternidade de Maria.
Logo depois que Jesus ressuscita, como bom Filho, eleva Sua Mãe amada para perto de Si.
É muito bonito o cuidado que Nossa Senhora tem conosco. Ela não caminha acima de nós, mas segue na frente, indicando-nos o Caminho do Céu. Ao longo da história, ela tem vindo inúmeras vezes à humanidade para nos lembrar: “Fazei o que Ele vos disser” (Jo 2, 5).
Ela não nos espera, acomodada no céu. Ela se apressa em vir ao nosso encontro, pois não quer deixar nenhum de nós de fora. Ela entra na nossa casa e nos saúda, a cada um de nós. E ensina-nos seu canto de louvor a Deus, para que possamos cantar juntos com ela, agora e por toda a eternidade:
A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Todo Poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende de geração em geração, a todos que o respeitam. Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração, derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos e despediu os ricos de mãos vazias. Socorreu a Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre.” (Lc 1, 46-55)